quarta-feira, 1 de julho de 2015

Estado Islâmico decapita duas mulheres acusadas de feitiçaria


Acredita-se que é a primeira vez que o EI executa uma mulher na Síria por crimes de 'bruxaria' e 'feitiçaria'. Um feiticeiro (foto) foi executado ao lado de seus encantamentos no mês passado


O EI da Líbia alegou que este documento, escrito em árabe, representava prova de que o homem praticava magia negra


O EI também têm como alvo pessoas por suposta bruxaria na Líbia. Novas fotos surgiram no mês passado de um homem sendo executado perto de Benghazi

Foi a primeira vez que o grupo terrorista decapitou mulheres civis em público. Os seus maridos tiveram o mesmo destino, tendo as quatro pessoas sido julgadas por “procurar remédios” através de “magia”

Quatro pessoas foram decapitadas, nos últimos dois dias, na Síria, por membros do grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou, esta terça-feira, que duas mulheres e os seus respectivos maridos foram condenados à morte por decapitação, acusados de “procurar e utilizar remédios para a saúde”, através de actos “feitiçaria e magia”.

“É a primeira vez que a decapitação de mulheres em público, pelo uso da espada, tem lugar na Síria”, disse à Al-Jazeera Rami Abdel Rahman, director do OSDH, organização com sede no Reino Unido e que se dedica à monotorização dos direitos humanos no território sírio. As decapitações aconteceram na cidade de Mayadin, situada na província síria de Deir Ezzor, onde um dos casais foi condenado à morte no domingo, desta forma, e o outro na segunda-feira.

A televisão britânica BBC e a Al-Jazeera noticiaram que não é a primeira vez que o Estado Islâmico decapita mulheres, uma vez que, no ano passado, se verificaram algumas execuções deste tipo de mulheres curdas combatentes. De qualquer forma, as decapitações destas duas mulheres, reportadas pelo OSDH, são os primeiros casos civis tornados públicos.

Segundo o OSDH, as quatro pessoas foram acusadas pelos membros do Estado Islâmico de “procurar e utilizar remédios para a saúde, através de feitiçaria e magia”. A condenação de pessoas sob acusação de feitiçaria, não é um exclusivo do Estado Islâmico, esclarece a BBC. “As autoridades da Arábia Saudita também já condenaram homens e mulheres por acusações semelhantes”, refere a notícia publicada pela estação pública britânica.

O OSDH informou ainda a agência AFP que tinha tido acesso a um vídeo que mostrava um “carrasco, mascarado (…) a proclamar uma oração, antes de decapitar, com um só golpe, um casal ajoelhado”.

fonte: Público