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domingo, 15 de julho de 2018

Pode ver agora o Vesta, o asteroide mais brilhante de todos. Ou esperar 20 anos


O único asteroide visível a olho nu está a passar próximo da Terra. Situa-se perto de Saturno e pode ser observado durante a lua nova

Se perder esta oportunidade, terá de esperar quase 20 anos para tentar observar novamente o Vesta a olho nu. É agora, durante a lua nova, que o asteroide mais brilhante de todos será mais facilmente identificado no céu à vista desarmada. Para isso, só tem de procurar um sítio escuro e, de preferência, tentar identificá-lo com o recurso a um mapa celeste. Um pequeno telescópio também pode ajudar.

O asteroide Vesta situa-se na constelação de Ofiúco, próximo de Saturno. Observá-lo poderá, contudo, não ser uma missão fácil. "A sua magnitude está no limite do que o olho humano consegue ver. Estas são as condições ótimas para o observar, porque é quando está mais próximo [da Terra]. Atinge um brilho que lhe permite ser visível a olho nu, mas não é um espetáculo assombroso no céu, porque está no limiar do que a vista humana consegue ver", explica Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Convém procurar um local com pouca poluição luminosa, por isso a cidade está fora de questão. "Na cidade, ou nas vilas, com luz, é para esquecer. Não vai conseguir vê-lo". Como "a luz ofusca estes objetos fraquinhos", a lua nova "é a melhor altura" para observar o asteroide.

Se tiver um mapa celeste, deve procurar Saturno, "mais fácil de ver porque é um ponto mais brilhante e não cintila". Depois, é tentar identificar Vesta, que fica aproximadamente a 170 milhões de quilómetros da Terra. "É comparável às estrelas mais fraquinhas que estarão no céu, mas não cintila tanto".

A melhor hora para o observar é durante a sua passagem meridiana, quando está mais alto no céu e se encontra na direção sul (azimute 0º). No dia 16, por exemplo, acontece às 23.28, mas no dia 31 de julho a passagem ocorre mais cedo, às 22.25. Contudo, quantos mais dias passam, mais difícil será a sua identificação. Outros horários podem ser encontrados na página no OAL.

Telescópio pode ajudar

Um pequeno telescópio pode, segundo o astrónomo, tornar a missão "mais interessante". Mas convém que seja um bom equipamento, com uma ótica de qualidade, calibrado e automatizado. "Se for bom, nota-se que o pontinho é circular, contrariamente às estrelas, que são pontos matemáticos. Ampliando-se, vê-se que tem um pequeno diâmetro, ao contrário das estrelas, que nunca têm diâmetro", esclarece o professor do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Para imaginar a dimensão de Vesta, Rui Agostinho diz que "caberia dentro da Península Ibérica e não ocuparia uma boa parte".

Estas alturas de maior aproximação da Terra, que ocorrem a cada 20 anos, adianta o especialista, "não são particularmente importantes para estudar as propriedades físicas do asteroide, porque as sondas conseguem fazê-lo [e já fizeram] muito melhor do que os telescópios terrestres". Mas, para quem o quiser fazer com um telescópio, é a melhor altura, "porque é quando se consegue ver o lado direito e esquerdo".

Vesta foi descoberto a 29 de março de 1807 por Heinrich Wilhelm Olbers e está localizado na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter. "Sabe-se que tem uma superfície altamente refletora, mais do que a lua. Há modelos que mostram que terá sido um pequeno planeta em formação - um protoplaneta. Não teve massa suficiente para fica completamente esférico", afirma o diretor do OAL.


sábado, 30 de junho de 2018

Um dos maiores asteróides no espaço pode ser visto a olho nu da Terra


Até o dia 17 de julho, os habitantes dos hemisférios sul e norte terão a oportunidade de ver o asteróide 4 Vesta, que é 50 vezes maior que o que matou os dinossauros.

O asteróide 4 Vesta, que é quatro vezes maior que o território do Reino Unido, está agora tão perto da Terra que pode ser visto sem um telescópio no céu nocturno, relata a Newsweek. 

Conforme descrito pela NASA, o 4 Vesta é o segundo asteróide mais massivo no cinturão principal de asteróides entre Marte e Júpiter, que mede 800.000 quilómetros quadrados. 

Isto significa que é 50 vezes maior do que aquele que apagou dinossauros da face da Terra há milhões de anos. 

No entanto, a NASA diz que o corpo celeste não representa qualquer ameaça ao nosso planeta. Apesar de ser visível, está localizado a uma distância de 170 milhões de quilómetros da Terra. 

Segundo o director executivo adjunto da Royal Astronomical Society (Reino Unido), Robert Massey, o asteróide pode ser visto tanto no sul como no hemisfério norte, mas apenas como um " ponto de luz " e apenas num " céu escuro " .

O 4 Vesta está localizado perto da constelação de Sagitário até 28 de Junho, depois ele se move para a vizinhança dos constelação Ophiuchus. 

O asteróide será visível até 17 de julho .

fonte: RT

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Quase 40 anos depois, homem relata experiência com extraterrestres em Brusque, SC



No boletim da SBEDV, há o retrato falado dos seres extraterrestres que João avistou na Serra do Moura; eles tinham aproximadamente 1,50 metro de altura segundo o boletim / Foto: Divulgação


O ufólogo paranaense Ademar José Gevaerd, de 54 anos, pesquisa sobre o tema desde os 14 anos / Foto: Divulgação


A pedido da reportagem, João Romeu Klein, de 54 anos, voltou ao local em que passou pela experiência - Crédito: Juliana Eichwald


João avistou a nave e os três extraterrestres na Serra do Moura, divisa entre Brusque e Canelinha / Foto: Juliana Eichwald

João Klein vivenciou o facto aos 19 anos na Serra do Moura; caso foi estudado pela Sociedade Brasileira de Discos Voadores.

Enquanto o olhar de João Romeu Klein percorre a estrada de barro que leva os visitantes até uma das extremidades da Serra do Moura, na divisa entre Brusque e Canelinha, a mente do aposentado busca retroceder no tempo e relembrar o mesmo cenário na década de 70. Naquela época, a família Klein era proprietária de 500 hectares de terra no mesmo local. Os pais de João cultivavam fumo, trigo e cana de açúcar.

Voltando àquele período, as residências que dividem espaço com as árvores e com o campo dão lugar às estufas de fumo, aos engenhos de farinha e de cana, e à casa da família Klein. Lá, João morou até os 19 anos. Durante a juventude, ele ajudava o pai no trabalho de campo, inclusive com a plantação e com a colheita de fumo e dos demais produtos cultivados no local.

Na década de 70, os moradores da Serra do Moura precisavam de geradores para ter acesso à energia elétrica. À noite, a estrada de barro que interligava as casas era iluminada apenas pela luz da lua. No inverno, quando o sol se punha mais cedo, por volta das 18h a estrada já estava praticamente embargada na escuridão.

Foi em uma dessas noites de inverno – em 3 de setembro de 1976 – que João, aos 19 anos, vivenciou uma das experiências mais surpreendentes de sua vida, que geraria, ao longo dos anos, curiosidade de pesquisadores do Brasil e até do exterior. Ele virou notícia na região e também foi entrevistado por ufólogos da, na época conceituada e hoje extinta, Sociedade Brasileira de Discos Voadores.

“Eu estava indo sozinho e a pé até a casa de um amigo para convidar ele para caçar durante o fim de semana. No meio do caminho surgiu uma luz e um objeto na minha frente, na altura de mais ou menos oito metros, e desse objeto saiu uma iluminação para baixo e junto com ela três pessoas de estatura baixa, vestidas tipo com um macacão”, conta.

Hoje, aos 58 anos de idade e de volta ao local do fato, João diz que não gosta de relatar a experiência. Sobretudo, porque a maioria das pessoas não acredita nele. Receoso sobre a conversa com a reportagem, ele conta que pensou duas vezes antes de conceder a entrevista. Por incentivo da esposa, Neide, o aposentado topou.

“Eu não costumo falar sobre isso. Procuro evitar. Na época foi muito falado. Os jornais vieram falar comigo e os canais de televisão também. Logo que aconteceu, eu ficava lembrando da experiência. Mas pra mim, agora, esse fato não faz muita diferença e atualmente não influencia em nada”, afirma ele, assegurando também que não consumia álcool ou demais substâncias na época.

A experiência de João não se restringiu apenas à visão da nave e dos três seres. Quando percebeu que os visitantes bloquearam a estrada, João lançou uma faca em direção a eles. No mesmo instante, um facho de luz oriundo de um dos visitantes atingiu o aposentado, que desmaiou.

“Eu raspava mandioca no engenho do pai e estava com a faca que eu usava pra isso no bolso de trás durante a ida no vizinho. Então em uma fração de segundos depois que vi os seres, fiquei assustado e joguei a faca. A luz veio na minha direção e na mesma hora eu apaguei. Só acordei horas depois no Hospital Azambuja”.

Hoje, João não lembra detalhes sobre como foi atingido pela luz. Entretanto, no boletim nº 136/145 divulgado pela Sociedade Brasileira de Discos Voadores e mantido pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (SiBi-UFPR), o pesquisador Marcelino Edmundo Claudino – que averiguou a experiência de João um ano após o ocorrido, inclusive entrevistando o próprio aposentado – relata que um dos três seres mirou um bastão em direção a João e atingiu sua perna esquerda.

“Embora só um dos três tripulantes tivesse reagido, cada um dos outros dois também portava, à direita, à altura de sua cintura, um bastão idêntico àquele. No instante em que o feixe de luz atingiu João, este foi perdendo os sentidos. Sendo depois encontrado e recolhido por vizinhos a uns 100 metros de sua residência”, diz o documento. Após a experiência, João permaneceu internado no hospital durante uma semana. A perna atingida pela luz ficou enrijecida durante alguns dias. João não conseguia dobrá-la e os médicos, para tentarem entender o fenómeno, fincavam bisturis na carne, porém, o aposentado não sentia dor.

Abdução

Ufólogo, editor da revista Ufos (publicação sobre ufologia mais antiga do mundo) há 31 anos e presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), o paranaense Ademar José Gevaerd assegura que a experiência de João é verídica. Sobretudo, porque na década de 70 Santa Catarina registou muitos fenómenos ufológicos.

“O caso de João foi investigado por um ufólogo, o seu Marcelino, e essa foi uma época de muitos avistamentos ufológicos. Em edições anteriores e posteriores a esse boletim que relata o caso do João, há outros casos em Santa Catarina, em cidade como Xanxerê e Balneário Camboriú. Então esse caso faz parte de uma onda ufológica no estado”, explica.

Gevaerd, que é filho de brusquenses [Confira a história do ufólogo no destaque], é o pesquisador responsável por averiguar o fenómeno dos agroglifos – desenhos feitos em plantações – que ocorrem em Ipuaçu, no Oeste do estado, desde 2008. Sobre o caso de João na Serra do Moura, o ufólogo diz que, provavelmente, o aposentado foi abduzido.

“Quando acontecem abordagens assim, os seres levam as pessoas para dentro da nave. Isso já aconteceu milhares de vezes no mundo inteiro. Eu diria que mais de dez mil casos em todo o mundo. E isso são casos que a gente conhece e pesquisou. Sabemos que só conhecemos um a cada dez casos que ocorreram. Porque a maioria das pessoas não se lembra de nada ou não conta pra ninguém o que acontece”, afirma o ufólogo.

Embora não se recorde dos fatos que se sucederam após o desmaio, João diz que não acredita que possa ter sido abduzido. Ele afirma que não havia tempo hábil pois foi encontrado cerca de uma hora depois do desmaio. Por outro lado, para o ufólogo, isso apenas confirma a abdução, sobretudo porque João não se lembra do ocorrido. De acordo com Gevaerd, as espécies que abduzem os seres humanos apagam ou escondem da mente do abduzido as ações que ocorreram dentro da nave.

Outra experiência

Questionado sobre experiências semelhantes a que vivenciou na Serra do Moura, João diz que, em 1994, durante uma viagem que realizava sozinho a Rio Branco, no Acre, foi acompanhado por uma luz durante cerca de uma hora.

“Quando eu era caminhoneiro e levava uma carga na divisa com a Bolívia, fui acompanhado por essa luz. Ela estava a uns 500 metros na minha frente no céu. Eu fiquei nervoso, mas não podia mudar a rota ou ir mais rápido porque a estrada era ruim. Ela ficou acompanhando e depois sumiu”, lembra.

“Não é ficção científica”

Filho de brusquenses, o ufólogo paranaense Ademar José Gevaerd, de 54 anos, não visita Brusque há cerca de 20 anos embora ainda tenha parentes residindo no município. Quando descobriu a experiência de João Romeu Klein, interessou-se com carinho pela história, em especial por ter acontecido na Serra do Moura.

A paixão de Gevaerd pela ufologia surgiu quando ele tinha 12 anos, época em que começou a pesquisar sobre o aparecimento de Objetos Voadores Não Identificados (Ovnis) e de seres de outros planetas. Com 14 anos, começou a fazer conferências sobre o assunto, e com 21 fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), com sede em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Em 1985, fundou a revista UFO, da qual é editor desde então. A publicação é a única sobre Ufologia existente no país e a mais antiga em circulação em todo o mundo. Segundo o ufólogo, a revista é recordista também em tiragem.

Gevaerd conta que foi abduzido nos anos 90, quando estava em um hotel em Fortaleza. O relato completo da abdução pode ser conferido por meio do vídeo “Abdução do ufólogo A. J. Gevaerd” disponibilizado no Youtube.

Para relatar as experiências na área ufológica, explicar alguns fenómenos e falar sobre o caso de João Klein, o ufólogo conversou com a reportagem. Temas como abdução e como aspectos dos seres extraterrestres foram alguns dos tópicos da entrevista.

Ovnis

“Os Objetos Voadores Não Identificados (Ovnis) são veículos que viajam entre planetas levando coisas e tripulantes. Inúmeras vezes esse veículos param e os tripulantes descem e estabelecem algum tipo de contacto conosco. Isso é uma espécie de curiosidade que eles têm. E por serem mais avançados e por terem a tecnologia de viajarem no espaço eles nos visualizam como seres mais atrasados. Quando descem da nave, eles fazem isso com muita cautela”.
Abdução

“A cada mil avistamentos de ufos no céu voando para lá e para cá, há uma abordagem. Isso é estatística. A nave desce e os tripulantes descem da nave. Eles podem ou não ter contacto com o ser humano. Porque muitas vezes eles descem em lugares em que não há pessoas próximas. Aí eles removem pedras, arbustos, mexem na terra, recolhem plantas. Como se fossem cientistas que veem até aqui. Quando eles encontram com seres humanos eles podem entrar de novo na nave e ir embora ou eles estabelecem o contacto. Muitas vezes gesticulam ou até falam com a testemunha, em alguns casos até no idioma de própria testemunha, mas geralmente de maneira telepática. Quando há alguma interação maior entre esses seres e as testemunhas, elas são levadas para dentro da nave, às vezes a convite e às vezes na marra. Nos casos em que é na marra, isso é chamado de abdução. Isso não é ficção científica. Isso é o que acontece”.

Procedimentos na nave

“A abdução é um processo de investigação da espécie humana conduzido por esses seres. São vários os seres. Nós não estamos sendo visitados por uma única espécie, mas por várias espécies. Nós sabemos que quando uma pessoa é abduzida, muito provavelmente os seus pais podem ter sido e os seus filho ou netos podem vir a ser. Os seres se interessam pela linhagem genética da pessoa. Eles fazem um acompanhamento da nossa evolução enquanto espécie fazendo essas abduções das diferentes gerações”.

Características dos seres

“Esses serem têm em comum entre eles e connosco o fato de serem humanóides. A característica deles é sempre de ter dois braços e duas pernas presas a um tronco sobre o qual há um pescoço e uma cabeça. Eles têm dois olhos, um nariz, uma boca e dois ouvidos. Eles não têm três olhos e não tem quatro braços, eles têm o formato humano. Isso é a coisa mais impressionante que há. Se eles são mais altos, mais baixos, mais gordos, mais claros e mais escuros, isso é um detalhe. Se você hoje entrar num shopping center, você vai encontrar pessoas parecidas, mas muito diferente entre si. Gordinhas, altas, magras, barbudas, carecas. Então essa distinção também existe em outros planetas”.
Aspectos das naves

“Normalmente as naves são como se fossem um prato raso com um prato de sopa por cima. Mas também existem objetos que são totalmente esféricos, há alguns que são triangulares e há os cilíndricos. Os cilíndricos geralmente têm grandes proporções e são as chamadas naves mães, que são as que trazem os objetos menores para exploração dentro da atmosfera”.

Documentos do governo

“O governo brasileiro até pouco tempo não revelava o que sabia sobre discos voadores. Aí nós, da revista Ufo, fizemos uma campanha para que o governo abrisse seus documentos secretos. A campanha se chamou “Ufos, liberdade de informação já!” e deu certo. O governo se sensibilizou e de 2007 para cá começou a abrir um total de 7 mil páginas de documentos que até então eram secretos e que revelam ocorrências de discos voadores no Brasil. E casos até investigados pela Força Aérea Brasileira, inclusive de perseguições de aviões militares. Tanto deles perseguindo os ufos quanto dos ufos perseguindo eles”.



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Quer explorar um asteroide? A NASA deixa










Chama-se Vesta Trek e funciona como o Google Maps, só que em vez de ruas permite-lhe explorar a superfície do asteroide Vesta, um dos maiores do sistema solar. A plataforma foi anunciada pela NASA esta semana e já está disponível para ser utilizada.

A plataforma foi desenvolvida pelo Lunar Mapping and Modeling Project, um departamento especializado na produção de materiais que permitam a visualização da superfície da Lua. Esta é a primeira vez que produzem materiais para outro corpo celeste.

Para criar as imagens foram usados dados retirados pela sonda Dawn, entre 201 e 2012. A Vesta Trek foi desenhada para uso de estudantes, profissionais ou entusiastas, e conta com um mapa em 2D ou 3D do asteroide. O utilizador pode explorar cada parte do Vesta, bem como saber as suas características, como composição das rochas ou distâncias entre uma cratera e outra.

Além disso, tem também uma ferramenta que permite imprimir um modelo do Vesta usando uma impressora 3D. Outra das funcionalidades inclui um simulador de voo, para saber qual a sensação de pairar sobre o Vesta.

O Vesta foi descoberto em 1807 e tem um diâmetro de 525 quilómetros - é o segundo maior do sistema solar. E pode ficar a conhecê-lo aqui.

Imagens: NASA

Ler mais AQUI

sábado, 1 de setembro de 2012

A sonda Dawn está a despedir-se de Vesta e a olhar para Ceres

Depois de sair de Vesta, a sonda Dawn vai demorar mais de dois anos até chegar a Ceres

Depois de sair de Vesta, a sonda Dawn vai demorar mais de dois anos até chegar a Ceres (NASA) 

A sonda Dawn já está a afastar-se de Vesta. Depois de cerca de um ano a observar um dos corpos mais importantes da cintura de asteróides entre Marte e Júpiter, a sonda já começou a sua longa viagem rumo a Ceres, o único planeta-anão na parte interior do sistema solar e da cintura de asteróides.

A sonda da agência espacial norte-americana NASA está lentamente a afastar-se do asteróide, num movimento em espiral, com a ajuda do seu sistema especial de propulsão iónica – um método que consiste em usar electricidade para ionizar o gás raro xénon, que dá o impulso propulsor à sonda. 

Segundo a NASA, a Dawn só vai libertar-se totalmente de Vesta a 4 de Setembro. "Já estamos com os propulsores ligados. Neste momento estamos a afastar-nos de Vesta com ajuda de uma coluna verde-azulada de iões de xénon", disse Marc Rayman, director da missão do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena, na Califórnia. "Estamos algo melancólicos por estarmos a concluir a fantástica e produtiva exploração de Vesta, mas temos agora Ceres em vista", disse.

A Dawn já saiu da Terra há quase cinco anos (partiu a 27 de Setembro de 2007) e chegou a Vesta a 15 de Julho do ano passado. O objectivo da missão é olhar para dois corpos muito diferentes – Vesta e Ceres –, que estagnaram a sua evolução numa altura muito primordial do sistema solar.

Durante o último ano, a sonda tirou inúmeras fotografias ao asteróide de 572,6 quilómetros de comprimento. A acidentada superfície do asteróide, com as suas rugas, mostra duas enormes colisões sofridas nos últimos 2000 milhões de anos.

A missão revelou ainda que no início da sua formação, Vesta teve o seu material fundido e, por isso, tem hoje uma estrutura interna em camadas, que inclui um núcleo de ferro. "Podemos agora dizer com certeza que Vesta se parece mais com um pequeno planeta do que com um asteróide", explica Christopher Russel, o investigador principal do projecto, da Universidade de Los Angeles, na Califórnia.

Nos próximos tempos haverá menos notícias da Dawn. A sonda tem agora pela frente uma viagem de mais de dois anos até Ceres. A NASA espera que a nave aviste o planeta-anão no início de 2015. Ceres – o maior objecto da cintura, com 959 quilómetros de diâmetro – terá uma constituição mais parecida com os planetas gasosos, como Júpiter e Saturno. A Dawn vai perceber se o planeta-anão tem um processo hidrológico, que pode originar estações com camadas de gelo nos pólos. Além disso, poderá ter uma pequena atmosfera permanente. Se tudo correr bem, a missão termina em Julho de 2015.

fonte: Público