terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Feliz Ano Novo


Estranho 'OVNI' triangular aparece em VÍDEO no céu de Nova York


Vídeo publicado na Internet mostra estranho objecto de formato triangular pairando sobre o céu de Nova York, após supostamente ter soltado um orb vermelho.

O evento, por enquanto pouco explicado, teria se prolongado por diversos minutos.

Conforme publicou o jornal Daily Star, o objecto triangular não se assemelha a drones ou foguetes, comumente usados por governos no mundo.

No entanto, a autenticidade da filmagem ainda não foi de todo confirmada, embora a estranha figura se assemelhe a um OVNI, conforme é possível ver no vídeo publicado no YouTube.

De acordo com a mídia, o autor do vídeo teria dito que, antes de filmar o objecto, o mesmo teria soltado um orb vermelho.


fonte: Sputnik News

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Boas Festas e Feliz Natal


Invadir Portugal era uma tentação para Franco, mas há um grupo de académicos espanhóis que continua a "desvalorizar" o plano

Invadir Portugal era uma tentação para Franco, mas há um grupo de académicos espanhóis que continua a

O historiador Manuel Ros Agudo lamenta que um setor de académicos espanhóis “mais franquista” continue a “desvalorizar” a importância do plano para invadir Portugal que o ditador Francisco Franco desenhou de forma “detalhada”.

“Este setor mais franquista nega que Franco tenha tido momentos de forte tentação” de abandonar a neutralidade na Segunda Grande Guerra e unir-se à Alemanha nazi e à Itália fascista, disse Manuel Ros Agudo à agência Lusa em Madrid.

O historiador e professor universitário é autor do livro “A Grande Tentação” publicado em 2008, que revelou um plano militar muito detalhado elaborado em 1940 para invadir Portugal e que Francisco Franco ocultou até à sua morte em 1975.

Ros Agudo assegurou não ter “qualquer evidência” que o levasse a pensar que o objetivo de Franco fosse a unificação política da Península Ibérica.

Para Ros Agudo o ditador estava a preparar-se para a reação da Inglaterra no caso de Espanha deixar de ser um país neutral e se alinhasse com Alemanha e Itália.

“É um plano para uma guerra contra a Inglaterra: se Espanha abandonasse a neutralidade e invadisse Gibraltar, a Inglaterra ocuparia as ilhas Canárias e invadiria Portugal para contra-atacar”, explicou o professor universitário.

Manuel Ros Agudo assegura que não está a “atacar Franco como político”, apenas a “defender o pensamento do militar profissional” que era o ditador.

“Há uma etapa em que Franco esteve prestes a entrar na Guerra, mas os franquistas negam isso. Negam a evidência”, insiste o catedrático.

Ros Agudo escreveu o seu livro a partir de um documento de 99 páginas guardado na Fundação Francisco Franco que descreve em pormenor um plano para invadir Portugal.

Na opinião do historiador trata-se de uma prova conclusiva da vontade de Franco de entrar em guerra com o eixo Berlim-Roma, por oposição à versão promovida pelo franquismo nas décadas seguintes à Segunda Grande Guerra, segundo a qual Espanha nunca traiu a sua neutralidade face às tentações de Hitler.

O professor universitário não tem dúvidas de que o nível de detalhe das descrições logísticas, do inimigo, do terreno, dos recursos próprios e das conjunturas estratégicas do plano no documento não correspondem ao desenho de "meras manobras militares".

O documento inclui mapas sobre o caminho que o exército deve seguir, imitando a "blitzkrieg" (guerra relâmpago) da "wehrmacht" (forças armadas da Alemanha durante a Segunda Grande Guerra), para ocupar a toda a velocidade o país vizinho até Lisboa.

Cinco páginas do plano de Franco concentram a estratégia de ataque e explicam “a delicada situação de Portugal, em relação a um conflito internacional em que a Inglaterra intervém, o escasso potencial do país vizinho e, sobretudo, a atratividade das suas costas, de cujos pontos é facilmente possível perturbar as relações marítimas, o que pode levar a Inglaterra a tentar ocupar as bases navais deste território".

“Perante tal eventualidade, tão prejudicial à segurança e independência da nossa Pátria [Espanha], decidi: a) Preparar a invasão de Portugal, para ocupar Lisboa, e o resto da costa portuguesa. b) Realizar esse propósito, quando o ordene, em virtude das notícias fornecidas pelo Serviço de Informação”, escreve Francisco Franco no documento.

O plano da ocupação de Portugal previa o envio de 250 mil soldados por terra que se deslocariam em duas linhas, para dividir o país em três, o que facilitaria o controlo do território.

A primeira dessas linhas partiria de Cidade Rodrigo (Salamanca) e atravessaria a fronteira através da Guarda, Celorico e Coimbra, seguindo o rio Tejo até chegar a Lisboa, enquanto a segunda sairia da Extremadura espanhola e passaria por Elvas e Évora, em direção a Setúbal.

As duas linhas iriam agrupar-se em Abrantes, na região de Santarém.

Ao mesmo tempo, a força aérea espanhola iria atacar as bases aéreas inimigas em Portugal, destruiria os nós de comunicação, apoiaria o exército terrestre e sobrevoaria os mares Cantábrico e o Mediterrâneo para antecipar possíveis incursões de Inglaterra.

fonte: Sapo 24

Rim recordista de 7,4 quilogramas é retirado na Índia

Médicos fazendo cirurgia reconstrutiva em Bagdá, Iraque (imagem de arquivo)

Cirurgiões indianos retiraram um rim de 7,4 quilogramas, do tamanho de uma bola de boliche, de um homem que sofria de uma grave doença genética.

Na segunda-feira (25), médicos indianos anunciaram que um rim de tamanho incrível foi retirado durante uma operação médica.

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"Era um volume enorme que ocupava metade do seu abdómen. Sabíamos que era um rim grande, mas nunca pensamos que seria tão pesado", declarou Sachin Kathuria, um membro da equipe médica.

O paciente de 56 anos, atingido por doença renal policística autossômica tipo dominante, foi operado durante duas horas no hospital Sir Ganga Ram, em Nova Deli.

Um rim normal pesa entre 120 e 150 gramas e mede cerca de 12 centímetros de comprimento. O rim retirado do doente media 45 centímetros e pesava 7,4 quilogramas, segundo o médico.

Casos anteriores

Segundo o Guinness World Records, o maior rim retirado de um ser humano, durante uma operação em Dubai em 2017, pesava 4,25 quilogramas.

No entanto, a equipe médica do hospital de Nova Deli diz ter encontrado processos médicos se referindo a um rim de 9 quilogramas retirado de um paciente.

A doença da que sofria o homem operado recentemente provoca o aparecimento de cistos nos rins. Segundo Sachin Kathuria, agora o paciente está de boa saúde e esperando a implantação de um novo rim.

fonte: Sputnik News

Pé Grande teria sido visto por exploradores nos EUA após milhares de relatos

Aviso sobre possível presença do Pé Grande

Equipe de exploradores acredita ter achado evidência da existência do lendário Pé Grande em floresta do estado americano de Oregon.

A criatura teria sido finalmente flagrada após mais de 10.000 relatos de aparição terem sido registrados nos últimos 50 anos nos Estados Unidos.

Conforme publicou o portal científico Live Science, exploradores teriam visto o Pé Grande enquanto realizavam filmagens em Oregon para um documentário sobre a lenda para o canal de TV Travel Channel.

O estado americano em questão é responsável por cerca de um terço do total das ditas aparições. Em uma imagem, feita em infravermelho, é possível ver uma pinta vermelha que seria a suposta criatura.

 Is this actual footage of Bigfoot? Expedition scientists are hopeful, but we may never know


 These footprints were found in Canada, and have been linked to a possible 'Bigfoot' sighting

Possível aparição do Pé Grande é revelada enquanto cientistas caçam a criatura semelhante a um símio nas florestas do Oregon.

Apesar da imagem, segundo a primatóloga Mireya Mayor, da Universidade Internacional da Flórida (FIU, na sigla em inglês), não existem evidências fósseis que provem a presença do dito animal na América do Norte.

Contudo, ainda segundo Mayor, a presença do animal "é totalmente possível" uma vez que animais possuem comida, abrigo e um habitat que os isolam dos seres humanos.

Além disso, Mayor, que já descobriu uma nova espécie do gênero Microcebus, também conhecidos como lêmures-ratos, ainda em 2001, acredita que animais grandes poderiam não ser percebidos pelo homem no meio de florestas densas.
"Quando eu fui fazer uma pesquisa sobre gorilas de planícies ocidentais, devido à vegetação densa na qual eles vivem [e] o fato de não estarem acostumados e evitarem os humanos a qualquer custo, ocorreram vezes que estávamos no máximo um metro de distância de um gorila de 200 kg e passávamos de uma a duas horas sem saber que ele estava lá", declarou Mayor ao portal.
Criatura lendária

Apesar do suposto encontro com o Pé Grande, a comunidade científica tradicionalmente não acredita na existência da criatura.

Contudo, diversas testemunhas caracterizam o Pé Grande como sendo um animal semelhante aos símios andando sobre duas pernas.

A altura do animal, às vezes, é descrita de formas diferentes, podendo chegar a quase três metros. Também é comum ouvir das testemunhas que o animal é peludo.

A fama do Pé Grande é tão forte que o FBI já executou uma investigação para saber se o suposto animal era mito ou verdade. No entanto, de acordo com arquivos criados ainda em 1977, os investigadores não obtiveram evidências concretas sobre sua existência.

fonte: Sputnik News

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Trancoso tem a maior necrópole de sepulturas antropomórficas da Península Ibérica

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Na aldeia de Moreira de Rei, no concelho de Trancoso, foram encontradas 550 sepulturas antropomórficas MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

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Arqueólogos durante as escavações no concelho de Trancoso, distrito da Guarda MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

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Uma arqueóloga examina uma caveira no local onde foram encontradas 550 sepulturas antropomórficas, no concelho de Trancoso MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

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Arqueólogos durante as escavações no concelho de Trancoso, distrito da Guarda MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

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Um alfinete de cobre encontrado no local das escavações, na aldeia de Moreira de Rei,Um alfinete de cobre encontrado no local das escavações, na aldeia de Moreira de Rei MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA,MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Resultado de imagem para Trancoso tem a maior necrópole de sepulturas antropomórficas da Península Ibérica

A invulgar necrópole de sepulturas de adultos e de crianças escavadas na rocha encontra-se em torno da igreja de Santa Marinha, datada do século XII.

Uma equipa de arqueólogos encontrou 550 sepulturas antropomórficas na aldeia de Moreira de Rei, no concelho de Trancoso, distrito da Guarda, o que faz do local a maior necrópole do género da Península Ibérica.

A invulgar necrópole de sepulturas de adultos e de crianças escavadas na rocha encontra-se em redor da igreja de Santa Marinha, datada do século XII, que está classificada como Monumento Nacional desde 1932.

Segundo Maria do Céu Ferreira, arqueóloga da Câmara Municipal de Trancoso, no local existe “um grande cemitério medieval”, balizado entre os séculos VIII-IX e XII-XIII, onde já foram descobertas “cerca de 550 sepulturas escavadas na rocha”. A área já é considerada uma das “maiores necrópoles da Península Ibérica” e a responsável admite que “ainda apareçam mais” sepulturas, uma vez que as escavações ainda não estão terminadas.

O elevado número de sepulturas surpreendeu os arqueólogos, bem como o facto de ainda existirem no local muitos vestígios de ossadas humanas. Nas escavações iniciadas em Agosto de 2018 estiveram envolvidos quatro arqueólogos e uma antropóloga, mas o número de técnicos será reforçado no início de 2020, quando as prospecções forem retomadas.

“Estamos convencidos que para os finais de Janeiro [de 2020] iremos retomar [as escavações], até com o reforço de recursos humanos, porque temos muito aqui que fazer”, adiantou Maria do Céu Ferreira à agência Lusa.

“Estávamos longe de imaginar”

O grande número de covas escavadas na rocha surpreendeu José Amaral Veiga, presidente da Assembleia Municipal de Trancoso, que é natural de Moreira de Rei. O autarca, que em criança brincou muitas vezes no local, lembra que “uma pequena parte” das sepulturas sempre esteve visível, mas estava “longe de imaginar” que tivessem ossadas e que “existisse uma quantidade tão grande que transforma a necrópole”, provavelmente, “numa das maiores da Europa”.

José Amaral Veiga entende que Moreira de Rei, que foi vila e cabeça de concelho extinto em 1855, “precisa de ser preservada” para ser transformada “num pequeno ponto de atracção turística” de “inegável valor”.


 Uma arqueóloga examina uma caveira no local onde foram encontradas 550 sepulturas antropomórficas, no concelho de Trancoso MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Os trabalhos arqueológicos estão a ser realizados pelo município de Trancoso, no âmbito do projecto de requalificação do largo e da igreja de Santa Marinha, para devolver o espaço “ao usufruto pleno da comunidade”, como explicou o arquitecto municipal Tiago Silva.

Com a intervenção, que representa um investimento de 140 mil euros, pretende-se “criar alguns eixos de circulação e zonas de reserva”, onde “as sepulturas ficarão à vista”, disse. O plano prevê o arranjo e a valorização da igreja e da área envolvente, e a criação de um Centro de Interpretação da necrópole no interior do monumento.

A vereadora Ana Couto, com o pelouro da Cultura na Câmara de Trancoso, disse à Lusa que a necrópole é considerada “uma grande descoberta” para o território. Segundo a autarca, o município pretende requalificar o espaço e “descobrir o maior número de vestígios” históricos, para que Moreira de Rei tenha o seu património “acentuado” e “divulgado”, para que possa atrair mais turistas.

fonte: Público

Decreto insólito 'proíbe' pessoas de morrer em França

Caixão

Objetivo é denunciar a escassez de médicos que assola a região.

Os cidadãos da comuna francesa de La Gresle, a 80 quilómetros de Lyon, estão "proibidos" de morrer em casa aos sábados, domingos e feriados.

O decreto foi aprovado pela autarquia. O mesmo pretende denunciar a escassez de médicos que assola a região onde vivem cerca de 750 habitantes.


Maradona após três dias de festa: "Fui raptado por OVNIS"

Maradona

Diego Armando Maradona continua a surpreender. Desta vez, numa entrevista a um canal de televisão desportivo da Argentina, revelou a desculpa que deu à família após três dias de ausência: "Fui raptado por OVNIS".

"Depois de uns copos a mais, não fui a casa durante três dias, cheguei ao quarto dia e disse: 'fui raptado por OVNIS'", afirmou o astro do futebol argentino, numa entrevista ao canal TyC Sports citada pelo jornal espanhol "AS".

E as revelações não ficaram por aqui. "Perdi a virgindade aos 13 anos, num sótão e com uma mulher mais velha. Eu estava por cima e ela a ler um jornal", disse Maradona, de 59 anos.

Pelo meio de afirmações mais inesperadas, o ex-futebolista aconselhou os mais jovens a não consumirem drogas. "Quando consumia cocaína não tinha nada, era um zombie. Não experimentem. Aos mais jovens peço que digam não à droga. Não têm lugar na sociedade, não têm vida familiar, aprendi isso".

Na mesma entrevista, Maradona revelou a origem da alcunha El Pelusa - "quando nasci diziam que tinha pelos por todos os lados. Era peludo, então chamaram-me Pelusa".


domingo, 22 de dezembro de 2019

Unicórnios, druidas e misticismo no fim da noite mais longa em Stonehenge






Milhares de pessoas juntaram-se, este domingo, em Wiltshire, na Grã-Bretanha, para o solstício de inverno no monumento megalítico de Stonehenge. Os crentes juntaram-se para assistir ao nascer do primeiro dia de inverno, celebrando, com sol, o fim da noite mais longa do ano, a última do outono.


Portugal batizou um planeta extra-solar: Viriato, que orbita a estrela Lusitânia


Ilustração do gigante gasoso que tem agora o nome da figura heroica lusitana. © NASA

De figura heroica a figura dos céus, Viriato, o líder do povo lusitano na Roma Antiga, é também nome de um planeta gigante gasoso que orbita uma estrela, a Lusitânia, a 114 anos-luz da Terra, foi anunciado esta terça-feira.

Os nomes do planeta extrassolar e da sua estrela foram propostos por Portugal e aprovados pela União Astronómica Internacional (UAI), que lançou uma nova campanha para designar estes "exomundos" no ano em que comemora o seu centésimo aniversário.

Os resultados, que ditaram nomes a 112 planetas fora do Sistema Solar e às suas respetivas estrelas, foram hoje divulgados pela UAI, liderada pela astrónoma portuguesa Teresa Lago.

Os nomes aprovados pela UAI, entidade que reconhece oficialmente a atribuição de um nome a um corpo celeste como um planeta, foram propostos por 112 países, incluindo Portugal, durante campanhas nacionais que envolveram o voto do público.

Ao todo, foram escolhidos 112 nomes de uma lista inicial de 360 mil, que foi reduzida e sujeita a votação em cada país. A aprovação final coube a um comité da UAI formado por vários membros, incluindo a astrónoma portuguesa Lina Canas.

Um dos critérios era que os nomes propostos teriam de estar relacionados com objetos, pessoas ou lugares com significado cultural, histórico ou geográfico.

O planeta 'HD 45652b', agora designado como Viriato, que liderou o povo lusitano contra o domínio do Império Romano na Península Ibérica, foi descoberto em 2008 e é constituído maioritariamente por gás, estando localizado na constelação Monoceros (Unicórnio).

A sua estrela, a 'HD 45652', batizada como Lusitânia, que era uma das três províncias romanas da Península Ibérica onde vivia o povo lusitano e que coincidia na sua maior parte com o território português atual, é uma anã laranja, que o seu planeta leva 44,1 dias a completar uma órbita.

A primeira campanha pública promovida pela UAI para nomear exoplanetas decorreu em 2015.


domingo, 15 de dezembro de 2019

Corrida à maçonaria: há cada vez mais adesões de norte a sul do País


Há cada vez mais obediências maçónicas no País e também mais adesões, tanto de homens como de mulheres

Há cada vez mais maçons em Portugal, garantem os responsáveis de várias obediências maçónicas espalhadas de Norte a Sul. Nas duas maiores, o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), os pedidos não param de chegar, adiantaram à VISÃO os dois grão-mestres.

Segundo Fernando Lima, que lidera o GOL, a mais antiga obediência do País ultrapassou, neste momento, os 2 600 membros. E Armindo Azevedo, grão-mestre da GLLP, garante que o número de “irmãos” já atingiu os três mil, estando espalhados por 150 lojas.

“Hoje, muitos até se candidatam à maçonaria através da internet ou das redes sociais, como o Facebook. Fazem autocandidaturas”, conta, por seu lado, Paulo Cardoso, líder de uma maçonaria recente, que tem sede no Beato, em Lisboa. A sua obediência chama-se Grande Loja Unida de Portugal e foi criada em 2016, tendo resultado de uma cisão dentro da GLLP, donde Paulo Cardoso (que, em tempos, chegou a ser vereador da Câmara Municipal da Guarda pelo PSD) saiu com um grupo de outros maçons.

Atualmente, a nova estrutura conta com 350 membros, revela Paulo Cardoso, explicando que a entrada ainda é feita, na maioria dos casos, por convite. “Somos rigorosos e fazemos um escrutínio aprofundado”, assegura, adiantando que, para entrar, são cobrados 700 euros, fora o que, todos os meses, se paga à loja a que o ‘irmão’ pertence – um valor praticamente igual, na maioria das obediências.

Mais recente é a Grande Loja Soberana de Portugal, criada em 2018 por um grupo de maçons que se zangaram e saíram da obediência de Paulo Cardoso. São um grupo que gosta de praticar um ritual português com referências à História de Portugal e que tem como grão-mestre João Pestana Dias, um homem ligado ao mundo artístico – um dos seus ‘irmãos’, nesta obediência, é o cantor Fernando Pereira.

Também Pedro Rangel, diretor de uma sociedade corretora e que comandou nos últimos anos uma das obediências com maior crescimento, tem registado um aumento da procura. “Temos tido um crescimento exponencial”, nota Pedro Rangel, o maçon que lançou a Grande Loja Simbólica de Portugal. “Penso que cada vez há mais pessoas a aderir à maçonaria devido à falta de valores na nossa sociedade”, considera, adiantando que a adesão tem sido tanta que, neste momento, são mais de 450 membros.

Durante anos, foi Pedro Rangel – recentemente eleito para a direção de uma estrutura internacional, a Aliança Maçónica Europeia – quem ocupou o cargo de grão-mestre, mas entretanto passou essa pasta a Bruno Filipe, um empresário de 44 anos da área da Saúde. Esta maçonaria é mais elitista e, em algumas das suas lojas, praticam-se rituais mais longos, que chegam a durar horas. Além disso, alguns grupos fazem juramentos, recorrendo a sangue verdadeiro. Esta estrutura lançou também uma “via mista” – que aceita mulheres –, a que chamaram Grande Loja Simbólica da Lusitânia. Já tem 200 elementos, grande parte do sexo feminino.

É que não são apenas os homens a procurar estas organizações, em que se fazem rituais e se usam aventais. Há cada vez mais maçonas no País – um fenómeno visível pelo número de lojas que a Grande Loja Feminina de Portugal tem, neste momento, de Norte a Sul. Ao todo, são 22: 11 em Lisboa, duas no Porto, duas em Coimbra e uma na Figueira da Foz, em Évora, em Leiria, no Algarve, em Viseu, em Vila Real e em Angra do Heroísmo. Muitas surgiram nos últimos anos: desde 2016, abriram cinco lojas. Rogélia Neves é quem assume a liderança destas lojas, que aceitam apenas mulheres.

Muitos dos seus membros partilham também rituais com outra obediência, a Federação Portuguesa do Direito Humano, mas, aqui, dividem as lojas com homens. As mesmas reuniões mistas acontecem noutras obediências. É o caso da Grande Loja Nacional de Portugal, que tem sede em Braga euma área de influência no norte do País, sendo liderada por Álvaro Carva, um homem da banca. Também na Grande Loja Tradicional e no Grande Oriente Maçónico de Portugal, homens e mulheres misturam-se em sessões ritualistas.

A procura é tanta que há, até, grupos de maçons que se reúnem em Portugal mas pertencem a obediências estrangeiras. Um deles está ligado ao Grande Oriente Ibérico, tem sede na Corunha, mas alguns portugueses aderiram e fazem reuniões em Lisboa. Ao todo, são 200 membros na Península Ibérica. Há também lojas isoladas de portugueses que são dirigidas por estruturas espanholas e francesas. E no Algarve, a vinda de ingleses acabou por levar a que estes se juntassem e abrissem, nos últimos anos, várias lojas maçónicas no sul do País. “A par destas obediências, umas mais respeitadas do que outras, há lojas selvagens em todo o lado”, explica fonte da maçonaria, esclarecendo que estes são grupos de pessoas que se reúnem sem, no entanto, pertencerem a nenhuma estrutura nem cumprirem todas as regras maçónicas. Porém, quase todas praticam rituais, usam avental e reúnem-se em segredo.

CATARINA GUERREIRO


domingo, 17 de novembro de 2019

OVNI em Portugal? Não, são os satélites da SpaceX


Imagem do grupo de satélites Starlink enviados para o espaço pela SpaceX em maio de 2019.
Os avistamentos em Portugal terão sido semelhantes Crédito: Marco Langbroek / The Verge

Empresa norte-americana lançou um grupo de satélites na segunda-feira e a órbita definida significa que foram visíveis, a olho nu, a partir de Portugal.

Acabei de ver um objeto estranho a sobrevoar aqui o concelho de Barcelos, era um linha de luzes brancas, quase que parecia uma linha contínua, a voar em linha reta e a velocidade constante. (...) Alguém conhece algum tipo de avião com este esquema de luzes?». A descrição e pergunta são de uma publicação feita no canal Portugal da rede social Reddit com o título «OVNI em Barcelos». A primeira resposta apontou logo para a solução: «Satélites Starlink», respondeu outro utilizador.

Os satélites Starlink pertencem à empresa norte-americana SpaceX, liderada por Elon Musk. A tecnológica está a criar uma constelação de satélites que tem como objetivo funcionar como um rede de internet global fornecida a partir do espaço. Prevê-se que a primeira fase do projeto fique concluída em meados da década de 2020, altura em que mais de 12 mil satélites Starlink vão estar a orbitar em torno da Terra – o projeto pretende depois escalar para mais de 40 mil satélites.

Nesta segunda-feira, 11 de novembro, a SpaceX lançou com sucesso mais 60 satélites para o espaço como parte do projeto Starlink – e Portugal esteve na rota da órbita destes equipamentos. De acordo com a página Heavens Above, que faz o rastreamento em tempo real do posicionamento dos satélites, a rota orbital dos equipamentos já esteve diretamente sobre Portugal e continuava, à hora de publicação desta peça, a norte da Península Ibérica.

Além do avistamento em Barcelos, outros utilizadores na mesma publicação no Reddit relataram terem visto a fila de satélites em Aveiro, Vila Real e Coimbra, perto das 18 horas em Portugal Continental.

Os avistamentos agora feitos em Portugal já tinham acontecido noutros países em maio, quando outro lote de satélites Starlink tinha sido lançado com sucesso para o espaço. Na altura, a linha de satélites foi avistada e registada em vídeo por um arqueologista holandês e "rastreador" amador de satélites.

Marco Langbroek gravou inclusive em video um dos momentos de passagem dos satélites, com uma câmara de vigilância preparada para ambientes de baixa luminosidade e uma lente de 1.8/50 milímetros.

A formação em linha reta dos satélites só acontece nos primeiros dias após o lançamento, já que depois os satélites começam a assumir órbitas diferentes e vão ocupar a posição definida pelos engenheiros da SpaceX para a criação da rede de internet espacial Starlink.

Foi também Marco Langbroek quem confirmou, à publicação Space.com, que os satélites lançados na segunda-feira seriam novamente visíveis a olho nu. «Como os satélites parecem apontar para uma altitude orbital operacional mais baixa (350 km) do que os 60 [satélites] anteriores (inseridos a 440 km), estes novos objetos vão manter-se relativamente brilhantes a olho nu», explicou o astrólogo holandês.

Apesar do “espetáculo” visual, o brilho dos satélites da Starlink já recebeu críticas da comunidade científica por poder prejudicar observações astronómicas. A Agência Espacial Europeia também já teve de realizar uma manobra de emergência para evitar a colisão de um satélite com um dos equipamentos da SpaceX.

Segundo o site Heavens Above, estas são as horas e coordenadas para os próximos avistamentos a olho nu dos satélites Starlinks lançados na segunda-feira, numa previsão de dez dias.

RUI DA ROCHA FERREIRA


fonte: EI

domingo, 3 de novembro de 2019

Cientista da NASA diz ter encontrado vida em Marte em 1976 mas descoberta foi ignorada

Marte

Gilbert V. Levin esteve na missão Viking a Marte em 1976 e garante que os resultados foram ignorados pela comunidade científica.

Se a descoberta de vida em Marte é apontada como uma meta muito importante da espécie humana, há um cientista que afirma que esta já foi atingida há 43 anos. Gilbert V. Levin, antigo cientista e astronauta da NASA, afirmou num artigo de opinião que durante uma missão nos anos 70, na qual o próprio participou, foram encontradas formas de vida em Marte, que foram depois ignorados pela agência espacial norte-americana. 

O artigo, com o nome "Estou Convencido que Encontrámos Provas de Vida em Marte nos anos 70", foi publicado no blog da revista científica Scientific American, e conta a história de como esta amostra recolhida foi analisada quatro vezes, tendo dado sempre resultado positivo, mas a NASA concluiu que o organismo era apenas capaz de "imitar vida", não tendo vida em si. 

"Inexplicavelmente, 43 anos depois da Viking, nenhum dos subsequentes exploradores de Marte fez testes de deteção de vida para dar seguimento a estes resultados", aponta Levin no seu artigo. "Em vez disso a agência lançou missões para determinar se Marte seria um habitat propício para o desenvolvimento de vida, e se sim, para recolher amostrar para exame biológico na Terra." 

Segundo o cientista, estes dados deveriam voltar a ser vistos por um painel de especialistas, em conjunto com cerca de 20 outras descobertas que podem ser a chave para perceber se há ou não vida em Marte.


sábado, 2 de novembro de 2019

Mãe apanha susto com rosto de bebé fantasma na mesma cama que o filho

Mãe apanha susto com rosto de bebé fantasma na mesma cama que o filho

Mãe apanha susto com rosto de bebé fantasma na mesma cama que o filho

Só no dia seguinte viu que a cara do ‘fantasma’ era a etiqueta do colchão debaixo do lençol.

Maritza Cibuls, de 32 anos, passou uma noite de insónia ao ver no monitor de segurança do quarto do filho o que parecia ser o rosto de um bebé fantasma na mesma cama.

Só no dia seguinte viu que a cara do ‘fantasma’ era a etiqueta do colchão debaixo do lençol.


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Oceanógrafo que encontrou Titanic procura aviadora Amelia Earhart

Oceanógrafo que encontrou Titanic procura aviadora Amelia Earhart

O oceanógrafo norte-americano Robert Ballard, que encontrou em 1985 os destroços do navio de passageiros Titanic, empreendeu uma expedição em busca das ossadas da aviadora Amelia Earhart, que desapareceu em 1937 no Pacífico Sul.

A expedição, que será tema de um documentário a exibir pelo canal National Geographic a 3 de novembro, procurou vestígios em terra, seguindo pistas que poderão levar à localização dos restos mortais da aviadora norte-americana, que foi a primeira mulher a atravessar o oceano Atlântico em solitário. Paralelamente, foram feitas buscas no mar.

Robert Ballard seguiu também as pistas deixadas nos últimos 30 anos pelo investigador de acidentes de avião Ric Gillespie e pelo Grupo Internacional para a Recuperação de Aeronaves Históricas.

As pistas conduziram o oceanógrafo a Nikumaroro, uma ilha de coral na República de Kiribati, no sul do Oceano Pacífico, onde Amelia Earhart e o copiloto Fred Noonan terão desaparecido misteriosamente quando tentavam dar a volta ao mundo.

Ballard reuniu um grupo de cientistas, técnicos e peritos para uma viagem de um mês, que partiu em 7 de agosto de Samoa em direção a Nikumaroro.

O documentário da National Geographic aprofunda a história da aviadora e de como se tornou numa das figuras mais intrigantes da história da aviação.

Pioneira da aviação, Amelia Earhart (1897-1937) voou sozinha sobre o Atlântico em 1932.


Descoberto o “antepassado perdido” do primeiro animal que caminhou na Terra


Investigadores identificaram uma nova espécie, chamada Parmastega aelidae, que é o tetrápode mais antigo encontrado.

O estudo, publicado este mês na revista especializada Nature, revela que esta descoberta é essencial para reconstruir a passagem da vida nos oceanos para a vida na Terra.

Os tetrápodes são criaturas, de quatro membros, que viviam no oceano e que se aventuraram a andar e rastejar na superfície da Terra há pelo menos 390 milhões de anos, quando a Terra estava a passar pelo período devoniano. Além disso, são ancestrais de anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos.

“Parmastega permite ver um tetrápode muito antigo”, disse à ABC Per Erik Ahlberg, primeiro autor do estudo e investigador da Universidade de Uppsala, na Suécia. “Até agora, os únicos tetrápodes dos devonianos – os géneros Ichthyostega, Acanthostega e Ventastega – são do fim devoniano”, continuou.

Os fósseis de Parmastega permitem “reconstruir toda a cabeça e a cintura escapular – a parte do membro superior mais próxima do corpo”, disse o autor. Portanto, a espécie “ilumina uma fase na evolução dos tetrápodes sobre a qual sabíamos muito pouco até agora”.

Os vestígios mais antigos de um tetrápode na Terra têm 390 milhões de anos. Os tetrápodes mais conhecidos têm cerca de 360 milhões de anos e os mais fragmentados têm até 373 milhões de anos. O novo tetrápode tem 372 milhões de anos e está muito completo.

Os fósseis desta espécie foram encontrados na formação de Sosnogorsk, algumas pedras calcárias originárias de uma antiga lagoa costeira tropical e que hoje fazem parte da margem do rio Izhma, perto da cidade de Ukhta, no noroeste da Rússia. Naquela época, os Urais ainda não se tinham formado e o oeste da Rússia e da Sibéria eram continentes separados por um oceano.

Parmastega aelidae vivia numa lagoa salobra, separada do mar por uma barreira de corais antigos. Acredita-se que este lago fosse habitado por uma rica fauna de peixes com lobos e placodermas (peixes primitivos blindados).

As características do Parmastega são muito semelhantes às dos peixes, o que indica que são animais muito primitivos, ou seja, mais adaptados para viver no oceano do que se aventurar em terra.

O formato da cabeça do Parmastega era semelhante à de um jacaré, “indicando que passava muito tempo a flutuar na superfície com os olhos na água”. A sua dentadura, equipada com fortes presas superiores e dentes finos, mostram que era um predador.

Porém, ao contrário dos répteis, o esqueleto era composto quase inteiramente de cartilagem, um tecido de suporte muito mais elástico e macio do que o osso. “Isso significa que não poderia ser um animal terrestre”, segundo Ahlberg.

Além disso, os cientistas descobriram traços de canais que formam a linha lateral, um órgão que, no peixe, capta vibrações e movimentos na água para detetar correntes ou presas.

De facto, a criatura não morava no continente: é um tetrápode primitivo que passou a maior parte da sua vida na água – foram os seus parentes mais recentes, que se aventuraram a deixá-la para trás. Naquela época, havia grandes artrópodes na superfície da Terra, como centopeias ou escorpiões marinhos.

fonte: ZAP

Encontrado o mais pequeno planeta anão do Sistema Solar. Estava escondido no Cinturão de Asteróides


Um novo estudo sobre Hígia, o quarto maior objeto no Cinturão de Asteróides, sugere que, afinal, será um planeta anão, devido ao seu formato esférico.

Descoberto em 1849 pelo astrónomo italiano Annibale de Gasparis, Hígia está localizado no Cinturão de Asteróides entre Marte e Júpiter. É o quarto maior objeto naquele lugar, estando atrás apenas de Ceres, Vesta e Pallas. Destes, apenas Ceres é um planeta anão. Pouco estudado, Hígia é o objeto mais misterioso dos quatro.

Agora, um novo estudo publicado esta segunda-feira na revista especializada Nature Astronomy, revê muito do que se sabe sobre Hígia, incluindo a sua forma, tamanho, rotação e história de origem. O estudo, liderado pelo astrónomo Pierre Vernazza, do Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, na França, foi possível graças a observações recentes feitas pelo instrumento SPHERE da Agência Espacial Europeia no Very Large Telescope (VLT) no deserto de Atacama, no Chile.

Além disso, a nova investigação sugere que o estatuto de Hígia deve ser atualizado de planeta asteróide para planeta anão. Caso isso aconteça, Hígia substituirá Ceres como o mais pequeno planeta anão no Sistema Solar.

De acordo com os critérios elaborados pela União Astronómica Internacional (IAU) em 2006, um objeto celeste precisa de satisfazer quatro requisitos para obter a designação de planeta anão: estar na sua própria órbita ao redor do Sol, não ser uma lua, ter aspirado outro material na vizinhança imediata e alcançar o “equilíbrio hidrostático”. O novo estudo sugere que Hígia cumpre todos os requisitos.

“Ao comparar a esfericidade de Hygiea com a de outros objetos do Sistema Solar, parece que Hígia é quase tão esférica como Ceres, abrindo a possibilidade de ser reclassificado como planeta anão”, declararam os autores, citados pelo Gizmodo.

Uma estimativa aprimorada do diâmetro da Hígia coloca a sua largura em 430 quilómetros. Em comparação, Plutão e Ceres apresentam diâmetros de 2.400 quilómetros e 950 quilómetros, respetivamente. Uma estimativa do período de rotação do objeto mostra que um dia em Hígia dura 13,8 horas, aproximadamente metade da estimativa anterior.

Duas crateras relativamente pequenas foram vistas na superfície, uma com cerca de 180 quilómetros de largura e a outra com 97 quilómetros de largura.

Os astrónomos esperavam encontrar uma enorme cratera associada à origem do objeto. Hígia é o maior membro da família de asteróides Hígia – uma coleção de quase sete mil objetos amarrados ao mesmo corpo parental. Consequentemente, os cientistas esperavam ver uma grande bacia de impacto em Hygiea semelhante à encontrada em Vesta com aproximadamente 500 quilómetros de diâmetro.

“Nenhuma das duas crateras poderia ter sido causada pelo impacto que originou a família asteróides Hígia, cujo volume é comparável ao de um objeto de 100 quilómetros de tamanho. São demasiado pequenas”, disse Miroslav Brož, co-autor do artigo e investigador no Instituto Astronómico da Universidade Charles, na República Checa, num comunicado.

Usando simulações em computador, os investigadores mostraram que a família de asteróides Hígia poderia ter sido gerada por uma colisão frontal com um objeto com entre 75 a 150 quilómetros. A colisão resultante obliterou o corpo do pai de Hígia. Mas, ao longo das eras, muitos dos detritos que se seguiram foram reunidos para formar o objeto em forma de esfera que vemos hoje. Estima-se que a colisão tenha acontecido há mais de dois mil milhões de anos.

Agora, o IAU terá de decidir se Hígia deverá receber o estatuto de planeta anão.

fonte: ZAP

A misteriosa missão do avião espacial da Força Aérea dos EUA após dois anos na órbita da Terra


O X-97B aterrou na Florida, no passado dia 27 de outubro de 2019, completando assim a sua 5.ª missão

EUA apenas dizem que os objetivos da missão foram cumpridos.

The X-37B Orbital Test Vehicle breaks record with 780 days in orbit after landing at @NASAKennedy's Shuttle Landing Facility at 3:51 a.m.

Learn more about its record breaking mission here:
https://www. isplay/Article/1999734/x-37b-breaks-record-lands-after-780-days-in-orbit/ 
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Eram 3h51 do dia 27 de outubro quando o Boeing X-37B aterrou no Centro Espacial Kennedy, na Florida. Sem tripulantes a bordo e movido a energia solar, o aparelho aterrou em segurança e, de acordo com os responsáveis pela missão, com os objetivos cumpridos.

Desconhece-se o que esteve a fazer durante os 780 dias que se manteve na órbita da Terra. A Força Aérea mantém o silêncio sobre a missão, mas não escondem satisfação pelo sucedido.

"O céu não é mais o limite da Força Aérea e, se o Congresso o aprovar, da Força Espacial dos Estados Unidos", explicou, em comunicado, o chefe de gabinete da Força Aérea dos EUA, o general David L Goldfein.

O X-37B fez, ao todo, cinco voos. Este foi o mais longo: 780 dias. Esta última missão estabeleceu assim um novo recorde de resistência. O aparelho foi lançado a partir de um foguete SpaceX Falcon 9 em 7 de setembro de 2017.

O QUE É O X-37B

Trata-se de um monoplano movido a energia solar e construído pela Boeing. Foi primeiro desenvolvido pela NASA para servir de teste para futuras naves espaciais reutilizáveis.

É conhecido como "baby shuttle" por ser muito semelhante a um space shuttle, aeronaves usadas em missões espaciais. Tem nove metros de comprimento, três de altura e quase cinco de largura. Tem capacidade para cinco pessoas.


O aparelho foi lançado a partir de um foguete SpaceX Falcon 9 em 7 de setembro de 2017 e regressou à terra dois anos depois.

fonte: SIC Noticias

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Esta noite há chuva de estrelas provocada pelo Halley

Esta noite há chuva de estrelas provocada pelo Halley

Meteoros das Oriónidas, resultantes dos detritos do famoso cometa Halley, serão visíveis em Portugal esta noite às 20:00.

Os céus de Portugal estão a ser riscados por uma "chuva de estrelas" que, esta noite, terça-feira 22 de outubro, atingirá o seu pico máximo. Trata-se dos meteoros das Oriónidas, resultantes de detritos do cometa Halley, que periodicamente passam junto ao nosso planeta.

Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, às 20:00 desta terça-feira (hora de Lisboa) o número de meteoros a cruzar a atmosfera terrestre será de 20 por hora, no que é o momento alto do fenómeno que se regista desde o dia 2 de outubro e se prolongará até 7 de novembro.

Este aumento de intensidade facilitará a observação a olho nu das "estrelas cadentes", apesar de não ser expectável que estas atinjam um grande nível de luminosidade.

"As Oriónidas são chuvas de fraca intensidade", escreve o Observatório Astronómico que, para as observar, aconselha a "evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido".


domingo, 20 de outubro de 2019

Carta achada de Isaac Newton 'prevê' data do fim do mundo

Isaac Newtown

Famoso cientista britânico Isaac Newton escreveu suas previsões sobre o fim do mundo em carta que foi achada somente em 1969.

Em uma carta escrita em 1704, o renomado físico, matemático e astrônomo britânico Isaac Newton escreveu suas predições sobre o fim do mundo. A carta foi encontrada em 1969, em um baú na casa do conde de Portsmouth.

Segundo Newton, o mundo deveria acabar 1260 anos após a fundação do Sacro Império Romano-Germânico, que se deu em 25 de dezembro do ano 800 d.C.

Desta forma, o fim do mundo, segundo os cálculos de Newton, deverá ocorrer em 2060, publicou o tabloide inglês Express. 

Não tendo total certeza sobre a data, Newton escreveu em sua carta que o evento poderia ocorrer mais tarde.

"Isso pode acabar mais tarde, mas não vejo razão de acabar mais cedo", escreveu Newton.

Livro de Daniel

Newton, fervoroso crente dos textos bíblicos, calculou o fim do mundo em 2060 a partir de suas análises escatológicas baseadas no livro bíblico do profeta Daniel.

O livro é interpretado como tendo mensagens tanto para séculos antes de Cristo como também depois. No entanto, a razão de Newton calcular a data não seria levantar uma mera hipótese, mas refutar inúmeras outras predições.

"Eu falo disso não para assegurar quando o tempo do fim chegará, mas para acabar com as inúmeras conjeturas de homens fantasiosos que constantemente predizem o fim do mundo", disse Newton na carta.

Ainda segundo Newton, o fim do mundo será marcado por sinais como a "ruína das nações ímpias, o fim do sofrimento e de todas as tribulações, assim como o retorno dos judeus do cativeiro e o estabelecimento de seu reino próspero e duradouro".

Calendário Maia

Newton não foi o único a prever o fim do mundo entre os cientistas. Don Carlos Barrios, antropologista e estudioso do chamado calendário Maia, revelou em 2012 que estaríamos entrando em uma nova era e que o mundo chegará ao seu fim.

fonte: Sputnik News

Já pensou na morte? Nem tente, porque o cérebro protege-nos dessa verdade

Cérebro afasta pensamentos sobre a própria morte.

Cérebro afasta pensamentos sobre a própria morte

Estudo realizado por cientistas israelitas revela que o cérebro tem um mecanismo de defesa em relação à morte e impede que se pense nela.

A morte é o que temos de mais certo" refere o ditado português. É um facto, mas daí a conseguir pensar na morte vai um grande passo. Mesmo que se tente, nem sempre se consegue. Tudo porque, sabe-se agora através de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Bar Ilan, em Israel, o cérebro tem um mecanismo de defesa que nos protege do medo existencial da morte. O estudo será publicado na NeuroImage no próximo mês.

Segundo os investigadores, citados na edição deste sábado do jornal britânico The Guardian, o cérebro faz o possível para nos impedir de pensar na morte. Aliás, o cérebro tem mesmo um mecanismo que nos tenta aliviar deste tipo de pensamento, categorizando a morte como uma situação infeliz associada a outras pessoas, como algo que "só acontece aos outros"-

"O nosso cérebro não aceita que pensemos na morte associada a nós", explicou ao The Guardian Yair Dor-Ziderman, responsável pelo estudo da Universidade de Bar Ilan.

"Temos esse mecanismo primordial que significa que, quando o cérebro obtém informações associadas à morte, algo nos diz que não devemos acreditar"

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Yair Dor-Ziderman é investigador na Universidade de Bar IIan

Ou seja, o cérebro tenta proteger-nos de pensamentos sobre a nossa da morte. Porquê? Porque é crucial não pensar na morte para vivermos no presente.

A proteção pode ser ativada no início da vida à medida que as nossas mentes se desenvolvem e percebemos que a morte chega a todos, até a nós. "No momento em que adquirimos a capacidade de olhar para o nosso futuro, percebemos que num momento qualquer iremos morrer e nada há que se possa fazer em relação a isso", explica Dor-Ziderman.

Mas isto, sublinha o cientista, é contra natura, porque aquilo que pretende o nosso organismo biológico é lutar para nos manter vivos. De acordo com o que explica o jornal, a equipa de investigadores desenvolveu um teste para captar sinais de surpresa no cérebro para saber como este reage aos pensamentos sobre a morte.

O estudo foi feito com voluntários que aceitaram que a sua atividade cerebral fosse monitorizada. Várias palavras relacionadas com a morte, como funeral ou enterro, e os rostos das pessoas que estavam a ser monitorizadas eram projetados numa tela para registarem as reações. Os cientistas descobriram que se o rosto de uma pessoa brilhasse junto deste tipo de palavras o cérebro desligava "o seu mecanismo de previsão, recusando assim vincular aquela pessoa à morte".

Avi Goldstein, outro dos investigadores deste estudo, referiu que tal "sugere que o cérebro nos protege de ameaças existenciais, mesmo que conscientemente pensemos na ideia de que vamos morrer. É como se o cérebro se fechasse em relação às previsões sobre a nossa morte, categorizando tais informações como se pertencessem a outras pessoas e não aos próprios. "

Dor-Ziderman acrescentou: "Não podemos negar racionalmente que vamos morrer, mas pensamos nisso mais como algo que acontece só com outras pessoas."

O cientista israelita já tinha salientado em vários estudos seus que as defesas do nosso cérebro contra os pensamentos sobre a morte eram equilibradas pela realidade da morte que nos cercava. Hoje, acredita, que a sociedade é mais fóbica em relação à morte e, talvez por isso, as pessoas também saibam menos sobre o fim da vida e o receiem mais.

O psicólogo Arnaud Wisman, da Universidade de Kent, disse ao The Guardian que as pessoas colocam inúmeras defesas para evitar pensamentos de morte. Em vários trabalhos que realizou descobriu que nas sociedades modernas as pessoas adotam comportamentos que classifica como "fuga" - em que as pessoas procuram estar ocupadas em compras com as redes sociais e outras situações para não pensarem nem se preocuparem com a morte.