Mostrar mensagens com a etiqueta Sol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sol. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de abril de 2020

Há 'seres semelhantes a deuses' voando perto do Sol, afirma famoso caçador de ETs

Campo magnético do Sol

Na opinião de Scott C. Waring, elementos observados perto da nossa estrela seriam mais que puramente objetos inanimados no espaço, com movimentos aparentemente erráticos.

Existem seres inteligentes flutuando no espaço, afirma o famoso conspiracionista Scott C. Waring em seu blog ET Database. Na sua opinião, são "semelhantes a deuses", usando imagens do Sol da NASA como fonte.

De acordo com o pesquisador, os seres são gigantes, "do tamanho de planeta", parecem ser esferas cinzentas semelhantes a OVNIs, usam a energia do Sol e se deslocam à velocidade da luz, relata o diário Express.

"Mas aqui um parou, descansou um pouco, se aproximou um pouco mais do Sol descansando novamente, depois pulou para longe. O objeto pulando assim e vendo trilhas de outros objetos com formas semelhantes, que se aproximam do Sol, me faz pensar se esses seres vivos são feitos de energia", ressaltou.

"Eles são deuses?", questiona. "Talvez sejam, [isto é], nos nossos termos do que é deus. Mas [se são] Deus, o criador [...] Eu acho que não. [São] apenas seres semelhantes a deuses. Ainda [são] seres, ainda [são] uma espécie, não nosso Deus, mas têm poderes incríveis, sendo a velocidade um deles."

Antecipando uma pergunta de não terem anatomia semelhantes a humanos ou animais, o conspiracionista responde.

"Por que um ser onipotente precisaria de braços, pernas ou cabeça? Nós, como humanos, vemos as coisas como se tudo devesse acontecer de acordo com nossas regras, mas o Universo tem suas próprias regras, e não se importa com as nossas."

Teorias convencionais

No entanto, um cientista que trabalhou para a NASA tem uma visão menos bombástica desses fenômenos, afirmando que a "caspa espacial" não é um tipo de objeto que os humanos normalmente conseguem entender.

"Já tive experiência suficiente com voos espaciais reais para perceber que o que está sendo visto em muitos vídeos não é nada além da 'norma' de fenômenos totalmente mundanos que ocorrem em ambientes não terrestres", diz.

Em seu ver, a "caspa" pode ser tudo desde pedaços de tinta lascada à deriva em gravidade zero, flocos de gelo ou insolação da Estação Espacial Internacional que saiu.

fonte: Sputnik News

sábado, 10 de agosto de 2019

Fenómeno raro: Júpiter, Saturno e Lua se alinharão no fim de semana


Chuva de meteoros e Mercúrio também farão parte de uma série de eventos celestiais. Os eventos acontecerão em dias seguidos no mês de agosto.

Enquanto Vénus e Marte estão do outro lado do Sol, os astros preparam uma grande surpresa para seus fãs. Durante este final de semana vários corpos celestes estarão visíveis, mas fica a dica para pegar o telescópio.

Júpiter, o maior planeta de nosso Sistema Solar, será a "estrela" da noite deste sábado. O planeta será o corpo celeste mais brilhante durante um curto período nos céus. Enquanto isto, a Lua estará quase totalmente cheia. Ambos estarão visíveis simultaneamente a partir do anoitecer, informou o site EarthSky.

Por sua vez, Saturno aparecerá pela noite e estará visível a leste de Júpiter até o amanhecer. Enquanto isto, a Lua estará à direita de Saturno na noite do dia 11 e à esquerda no dia 12, dando oportunidade aos observadores para tirarem muitas fotos.

Não parando por aí, a chuva de meteoros Perseidas estará quase no seu pique na segunda-feira, um pouco antes do fim de Lua cheia que teremos dia 15. Além disso, Mercúrio fará sua aparição no céu oriental pela madrugada de segunda-feira.

Tamanha coincidência de eventos será surpreendente para os fãs dos céus. Para melhor apreciar tais eventos, a NASA recomenda evitar lugares iluminados como centros urbanos e faróis. Para que seus olhos se preparem para o show, é melhor ficar deitado por 30 minutos olhando para o céu.

fonte: Sputnik News

domingo, 10 de fevereiro de 2019

"Nunca vimos algo assim orbitando o Sol": Cientistas explicam a estranha forma do corpo espacial MU69


Um grupo de pesquisadores do Laboratório Johns Hopkins foi surpreendido pelas características recentemente descobertas no objecto espacial mais distante já estudado.

Depois de observar as novas imagens do MU69 2014, o mais longínquo corpo espacial já estudado, localizado no cinturão de Kuiper, cientistas do Johns Hopkins Laboratory em Baltimore (Maryland, EUA) chegaram à conclusão de que seus "lóbulos" "são planos, como anunciaram esta sexta-feira no seu site.

"O maior lóbulo, chamado de 'Ultima', parece mais uma panqueca gigante, e o lóbulo menor, apelidado de 'Thule', tem uma forma de noz amassada", detalha a nova publicação, que acrescenta ainda mais mistério.

Este antigo objecto espacial, uma vez que outros objectos similares - como cometas - são geralmente redondos. "Seria mais preciso dizer que sua forma é mais plana, como uma panqueca " , disse Alan Stern, que dirige a missão da New Horizons, e estuda o MU69.

"As novas imagens estão criando enigmas científicos sobre como um objecto dessa natureza pode ser formado, nunca vimos algo assim orbitando o Sol", diz Stern. 

Os cientistas, que acreditam que o MU69 está congelado desde a origem do objecto no Sistema Solar há - cerca de 4000 milhões de anos, estão convencidos de que como os novos horizontes proporcionar-lhes continuar a descobrir novas imagens nunca antes vistas coisas estranhas.

A 26 de janeiro, a sonda New Horizons forneceu a imagem mais detalhada do MU69, na qual podem ser vistas misteriosas manchas brancas e enormes buracos.

fonte: RT

domingo, 13 de janeiro de 2019

O Sol vai transformar-se numa bola de cristal antes de morrer


Num processo curiosamente semelhante ao envelhecimento humano, a maior parte das estrelas no seu capítulo final da vida tendem a encolher, murchar e ficar lentamente brancas.

Os astrónomos chamam a estas estrelas de “anãs brancas” e, ao contrário dos seres humanos, podem durar milhões de anos.

Nesse tempo, estrelas com massas entre cerca de um décimo e oito vezes a massa do nosso Sol queimam a sua último energia nuclear, perdem camadas externas de fogo e transformam-se em núcleos ultra-compactos. Embora isso possa soar como um final sem glamour para uma estrela, um novo estudo publicado este mês na revista Nature sustenta que o estado de anã branca pode ser apenas o começo de uma nova metamorfose.

Num estudo com mais de 15 mil anãs brancas conhecidas em redor da Via Láctea, uma equipa de astrónomos da Universidade de Warwick, no Reino Unido, concluiu que as estrelas não desaparecem – primeiro transformam-se em esferas de cristal luminosas.

“Todas as anãs brancas se cristalizarão em algum ponto da sua evolução”, disse o principal autor do estudo, Pier-Emmanuel Tremblay, um astrofísico da Universidade de Warwick, em comunicado. “Isso significa que milhões de anãs brancas na nossa galáxia já completaram o processo e são essencialmente esferas de cristal no céu.”

Se isto for verdade, então o próprio sol da Terra – assim como 97% das estrelas na Via Láctea – também estão destinados a terminar os seus dias como bolas de cristal a brilhar no cosmos.

Para o novo estudo, Tremblay e os seus colegas usaram observações do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia para analisar a luminosidade e as cores de cerca de 15 mil anãs brancas conhecidas, localizadas a 300 anos-luz da Terra. Os investigadores viram que um excesso de estrelas parecia partilhar as mesmas luminosidades e cores, independentemente do tamanho e da idade das estrelas.

A aparência uniforme destas estrelas sugeria que as anãs tinham atingido algum tipo de fase de desenvolvimento. Usando modelos de evolução de estrelas, os astrónomos determinaram que todos estes astros chegaram a uma fase em que o calor latente estava a ser libertado dos seus núcleos em grandes quantidades, diminuindo significativamente o arrefecimento.

Quando uma anã branca arrefece bastante, o líquido fundido no seu núcleo começa a solidificar-se – noutras palavras, a estrela começa a transformar-se em cristal.



Evolução estelar

De acordo com Tremblay, este estudo fornece “a primeira evidência direta de que as anãs brancas se cristalizam”, finalmente apoiando uma hipótese levantada há 50 anos.

De acordo com o novo estudo, porém, o calor libertado durante a fase de cristalização da anã branca poderia retardar o arrefecimento da estrela em até dois mil milhões de anos. Se for este o caso, anãs brancas conhecidas podem ter muitos mais milhões de anos do que se pensava, o que complica uma cronologia já misteriosa.

Não se sabe exatamente quanto tempo uma estrela pode permanecer como uma anã branca antes de deixar de emitir luz e calor, tornando-se o que alguns investigadores chamam de “anã negra”. Este ponto final teórico da evolução estelar nunca foi observado.

Mais estudos são necessários para que os cientistas entendam melhor a vida e a morte das estrelas e aprimorem os seus métodos de datação cósmica.

fonte: ZAP

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Astrofísicos detectam 'sol' que poderia ter planeta gémeo da Terra


Uma equipa científica internacional descobriu um irmão do Sol em idade e composição química. Pesquisadores enfatizam não ser simplesmente um irmão, mas um gémeo solar, porque a estrela poderia ter um planeta semelhante ao nosso.

"Se tivermos sorte, e a nossa estrela irmã do Sol tiver um planeta, e o planeta for rochoso, na zona habitável, e finalmente, se esse planeta tiver sido 'contaminado' pelas sementes de vida da Terra, então temos o que nós sempre sonhamos — uma Terra 2.0, a orbitar um Sol 2.0", comentou o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências Espaciais (IA) de Portugal, Vardan Adibekyan.

Segundo asseguram os pesquisadores, irmãos solares são bons candidatos à busca de vida, uma vez que existe a possibilidade de que a vida tenha sido transportada entre planetas ao redor das estrelas do aglomerado solar. A transferência de vida entre sistemas exoplanetários é chamada de panspermia interestelar.

"Alguns modelos teóricos mostram uma probabilidade não negligenciável da vida se ter espalhado a partir da Terra, até outros planetas ou sistemas exoplanetários, durante o período de bombardeamento tardio do Sistema Solar", observou o astrofísico.

Irmãos solares são milhares de estrelas formadas no mesmo aglomerado que o Sol há aproximadamente 4,6 biliões de anos. Com o tempo, as estrelas do aglomerado se dissolvem e se dispersam por toda a nossa galáxia, portanto, é muito difícil encontrá-las.

Para detectar o novo irmão solar, denominado HD 186 302, de idade e composição química semelhante ao do nosso Sol, cientistas analisaram 230.000 dados espectrais do projecto AMBRE e informações da missão ESA Gaia.

A equipe do IA planeia iniciar uma missão de busca planetária em torno dessa estrela usando os espectrógrafos HARPS e ESPRESSO5.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Mega-tempestade solar detonou bombas escondidas durante Guerra do Vietname


Registos da Marinha norte-americana revelam que uma tempestade solar, em 1972, provocou a detonação de minas que tinham sido escondidas no mar, para fazer explodir navios, durante a Guerra do Vietname.

Este dado é apontado num artigo científico publicado no jornal Space Weather, onde se destaca que “entre 2 a 4 de Agosto de 1972, uma mancha solar produziu uma série de clarões brilhantes, aprimoramentos energéticos de partículas e material ejectado em direcção à Terra”.

Esses clarões abriram caminho para “o choque ultra-rápido” que se seguiu e que atingiu a Terra no “tempo recorde” de 14,6 horas, apontam os investigadores.

Praticamente todas as pessoas na Terra conseguiam ver estes clarões que provocaram o aparecimento de “auroras espectaculares” em locais como a costa sul do Reino Unido e Espanha, realça o Live Science.

Esta mega-tempestade solar também provocou “blackouts de rádio” durante o dia, levando à “súbita detonação de um grande número” de bombas subaquáticas dos EUA que “tinham sido largadas na costa do Vietname do Norte, três meses antes”.

Os pilotos que sobrevoavam a zona na altura, detectaram duas dúzias de explosões na área minada, num espaço de apenas 30 segundos, referem os autores da pesquisa.

Investigadores da Marinha norte-americana concluíram que a tempestade solar terá activado os sensores magnéticos das minas que estavam preparados para detectar navios.

O fenómeno levou a uma mudança estratégica na Marinha dos EUA, que foi forçada a procurar alternativas a esses sensores magnéticos, reforça o Live Science.

Quanto à enorme tempestade solar de 1972, as emissões de raios-X de longa duração que causou “permaneceram durante mais de 16 horas“.

Um detector espacial assinalou, pela primeira vez, raios gama durante a tempestade solar que foi colocada no nível mais elevado da classificação existente e que só é atribuído “às chamas mais extremas e de amplo espectro”, como reparam os autores da pesquisa.

Os clarões provocaram danos nos painéis solares dos satélites em órbita no espaço e num satélite de comunicações de defesa, ligando indevidamente sensores da Força Aérea que marcavam a falsa detonação de uma bomba nuclear algures no planeta.

Eventos que poderiam ter causado “uma ameaça imediata à segurança dos astronautas”, caso algum estivesse em viagem para a Lua naquela altura, alertam também os investigadores.

Uma tempestade semelhante na actualidade poderia ter consequências muito mais perigosas, dada a dependência tecnológica e de aparelhos eléctricos que temos nos dias de hoje. Deste modo, salientam os cientistas, perceber melhor o fenómeno das tempestades solares é essencial para saber como lidar com elas futuramente.


fonte: ZAP

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Investigadores portugueses descobriram onde nasceu o Sol


O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade do Porto calculou o possível local do nascimento da estrela

Um estudo de arqueologia desenvolvido pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IACE) da Universidade do Porto em colaboração com investigadores internacionais conseguiu calcular os locais prováveis onde terá nascido o sol. O resultado da investigação foi divulgado esta sexta-feira na revista científica "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society",

De acordo com o comunicado do IACE, esta descoberta foi feita através de um espetrógrafo – um instrumento de registo fotográfico de alta resolução montado no telescópio de 3,6 metros do European Southern Observatory (Chile).

Os investigadores conseguiram chegar à conclusão de que o sol nasceu a cerca de 600 estrelas vizinhas de distância. "A equipa desenvolveu um método para recuperar a história de migração das estrelas, ao usar as idades e composição química das estrelas como artefactos arqueológicos", explicam os investigadores em comunicado.

Esta investigação permitiu concluir que "a nossa estrela pode não ter vagueado pela galáxia tanto quanto pensávamos até agora e que a distância ao centro da galáxia onde nasceu pode ser semelhante à que tem atualmente", acrescentam os cientistas.

O IACE sublinha que esta investigação foi possível "porque a taxa de formação de estrelas aumenta do interior para o exterior do disco, com a abundância de determinados elementos a ser fortemente influenciada pela distância da estrela ao centro da galáxia. Assim, sabendo a composição da estrela com precisão, é possível determinar o seu local de nascimento sem ter de recorrer a modelos complexos".

De acordo com o autor do artigo, Ivan Minchev, do Leibniz Institute for Astrophysics Potsdam, esta descoberta abre portas para "uma imensidão de informação preciosa acerca do passado da Via Láctea".

fonte: Sol

domingo, 12 de agosto de 2018

NASA lança com sucesso engenho humano mais rápido de sempre














Sonda "Parker Solar Probe" foi lançada a partir da base de Cabo Canaveral, na Florida

Sonda irá investigar o sol.
  
A agência espacial norte-americana NASA lançou esta madrugada, a partir dos Estados Unidos, a primeira sonda que vai estar mais perto do Sol, depois de um adiamento no sábado por problemas técnicos. 

Em causa está a sonda "Parker Solar Probe", cujo lançamento para o espaço, a partir da base de Cabo Canaveral, na Florida, aconteceu pelas 03h31 locais (08h31 em Lisboa), como estava previsto. 

Inicialmente, previa-se que a descolagem acontecesse no sábado, mas a NASA acabou por adiar para este domingo devido a um problema de pressão relacionado com as botijas de hélio. 

Apontada para chegar em novembro, a sonda teve, ao todo, três lançamentos marcados, todos remarcados por razões técnicas. 

Este será o engenho humano mais rápido de sempre.


domingo, 3 de junho de 2018

Halo Solar. Fenómeno registado no Algarve


O acontecimento é pouco comum em Portugal

Uma leitora do i presenciou hoje, pelas 14h, um fenómeno raro em Portugal, na Praia do Cabeço, em Castro Marim, no Algarve. Chama-se Halo Solar e, como explica o director do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, ocorre quando existem partículas de gelo muito finas suspensas na atmosfera, que reflectem a luz solar num determinado ângulo para a terra.

O acontecimento é pouco comum em terras portuguesas, mas ao redor do mundo não é muito raro. O director do OAL afirma que nem todos conseguem ver, porque “depende da amplitude geográfica”.

Para entender melhor este facto ótico, Rui Agostinho dá uma dica: pensar na superfície da terra como as lentes dos óculos graduados.

Os raios de luz que estão ao redor das pessoas que usam óculos precisam de atravessar a lente para serem convergidos para o olho. A atmosfera funciona da mesma maneira: na presença de partículas de gelo, a luz que é reflectida atravessa esses fragmentos, causando o efeito que é conhecido por halo solar.

O fenómeno durou cerca de meia hora.

fonte: Jornal i

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quando o Sol entra em erupção e perturba satélites


Tempestade solar foi registada pela NASA. Foi a maior da última década

E se uma erupção solar perturbar as comunicações via satélite e travar a distribuição de eletricidade? Já aconteceu e, na semana passada, duas erupções solares, registadas com poucas horas de intervalo, voltaram a chamar a atenção dos cientistas do espaço. Uma das erupções, a segunda, registada na quarta-feira, é considerada a maior da década e teve mesmo influência em comunicações de rádio, conforme avançou a NASA em comunicado.

Estas erupções solares ocorrem quando o campo magnético do Sol - que cria as manchas solares escuras na superfície da estrela - se concentra, o que desencadeia uma explosão com o sobreaquecimento da superfície solar. As chamas solares de categoria X, como se definem as mais fortes, podem causar tempestades de radiação na atmosfera superior da Terra e desencadear apagões de rádio, como aconteceu no caso da semana passada, explicou o site space.com.

As chamadas erupções de categoria X perturbaram as comunicações de rádio de alta frequência durante uma hora no lado da Terra de frente para o Sol e também as comunicações de baixa frequência utilizadas na navegação. Além disso, as erupções podem perturbar o funcionamento de satélites de comunicação e GPS, bem como redes de distribuição de eletricidade à medida que atingem a atmosfera superior da Terra. As duas erupções ocorreram numa região ativa do Sol onde uma erupção de intensidade média já havia ocorrido no dia 4 de setembro.

Nos últimos anos foram detetadas várias erupções. Em 1989, uma erupção solar causou uma apagão na rede elétrica do Canadá, em que seis milhões de pessoas ficaram sem energia durante nove horas. De acordo com a NASA, o incidente provocou também perturbações em centrais elétricas nos EUA. Foi uma das maiores registadas. Em 2000, registou-se uma outra situação do género, não tão potente, que ficou conhecida como o incidente do Dia da Bastilha, por ter ocorrido no dia 14 de julho, data do feriado nacional francês. Neste caso, houve alguns curto-circuitos em satélites e as comunicações via rádio foram também afetadas. Em 2003, o fenómeno por alturas do Halloween, com uma série de erupções ao longo de vários dias, foi a maior atividade registada. Já em 2006, em dezembro, uma outra tempestade solar causou interrupções nos serviços de GPS e de outras comunicações por satélite durante dez minutos. Foi a última grande erupção.

O ciclo atual do Sol começou em dezembro de 2008 e dura uma média de 11 anos. A intensidade da atividade solar diminuiu abruptamente, abrindo o caminho para o "mínimo solar". No final da fase ativa, as erupções tornam-se cada vez mais raras, o que não significa que não sejam potentes.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Eclipse solar: Em Portugal vamos ver a Lua a mordiscar o Sol

Eclipse solar total visto da Indonésia em 2016

Eclipse solar total visto da Indonésia em 2016 BEAWIHARTA/REUTERS

A Lua vai passar à frente do Sol e tapá-lo. No território português apenas se vai conseguir ver este fenómeno parcialmente. O espectáculo a sério vai ser nos Estados Unidos. Nessa altura, Bonnie Tyler vai cantar Total Eclipse of the Heart, o seu êxito dos anos 80, num cruzeiro nas Caraíbas.

Esta segunda-feira o Sol vai estar no centro das atenções. Afinal, há um eclipse solar total que vai atravessar (mesmo na totalidade) a parte central dos Estados Unidos, desde a costa do Pacífico à costa do Atlântico. Em Portugal, lá para o final da tarde, também teremos direito a ver o eclipse solar, mas será só parcial. Os cientistas vão aproveitar este fenómeno para obter dados e conhecer melhor o Sol.

“A Lua passa em frente do Sol e tapa-o na totalidade” – é desta forma que Rui Agostinho, astrofísico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, explica o que é um eclipse total da nossa estrela. Em média, por ano ocorrem dois eclipses solares. “Não é garantido que sejam totais”, avisa o astrofísico. “Muitas dessas vezes [os eclipses] não se vêem em grande parte da Terra, o que nos dá sempre curiosidade”, considera ainda Máximo Ferreira, astrónomo e director do Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia.

Há quatro tipos de eclipses solares: o total, em que a Lua tapa o Sol; o anular, quando a Lua cobre o centro do Sol, mas fica visível um anel da estrela; o parcial, em que a Lua tapa parcialmente o Sol; e o híbrido, em que nalguns locais o eclipse é total e noutros é anular. 


Este eclipse vai ser muito particular: percorre os Estados Unidos de um lado ao outro durante a manhã e o início da tarde (em Portugal é já ao final da tarde e início da noite). A sombra da Lua projecta-se sobre a Terra, ou seja, a região onde o eclipse é total vai fazer a trajectória desde o oceano Pacífico até ao oceano Atlântico, atravessando os Estados Unidos de noroeste para sudeste, indo assim desde a costa do Oregão e até à da Carolina do Sul. A faixa da totalidade do eclipse mede cerca de 160 quilómetros de largura. “O grande show vai ser mesmo nos Estados Unidos. O eclipse corre o país de lés-a-lés”, diz Rui Agostinho.

Há algum tempo que os Estados Unidos não tinham um eclipse total que atravessasse assim o país. O site da NASA adianta mesmo que desde 1918 que um eclipse do Sol não se estendia por todo o território norte-americano. E Rui Agostinho diz que não termina aqui: “Neste século, os Estados Unidos vão ter uma série de eclipses.” Em 2024 e 2045 (embora com algumas características e trajectórias diferentes) haverá mais dois eclipses solares totais que atravessam o país.


Foto Mapa da faixa onde o eclipse solar de 21 de Agosto de 2017 será total, desde o Pacífico ao Atlântico ESTÚDIO DE VISUALIZAÇÃO CIENTÍFICA DA NASA

O eclipse desta segunda-feira será ainda visível parcialmente na América do Norte, no Norte da América do Sul, na Europa ocidental, no extremo ocidental do Norte de África, no extremo oriental da Ásia, no Norte do oceano Pacífico e no Atlântico Norte, refere a página do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) na Internet.

Como tal, em Portugal continental e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira este eclipse será visível parcialmente. “Na maioria do território nacional, o eclipse parcial será pouco perceptível, pois começa quando o Sol já se encontra próximo do ocaso, altura em que as imagens dos astros apresentam más condições de observação”, indica a página do OAL. “A Lua tapa um bocadinho o Sol. O Sol leva uma dentada”, brinca Máximo Ferreira.

“No continente, quanto mais para sul e para litoral, maior será a percentagem do Sol oculta”, refere ainda um comunicado do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva. E as horas serão semelhantes em todo o continente.


No Porto, o início do eclipse é por volta das 19h44, o seu máximo acontece às 20h22 e a percentagem do Sol oculta é de cerca de 16%. Em Lisboa começa pelas 19h45, às 20h23 atinge o máximo e a área solar coberta vai até aos 19%. Mais a sul, em Faro, o eclipse começa às 19h47 e às 20h27 o máximo da parte tapada chega quase aos 22%.

Nos arquipélagos da Madeira e dos Açores é onde a área coberta será maior. No Funchal, o eclipse começa às 19h48 e no auge, às 20h35, terá coberto 33% do Sol. É o local, em Portugal, em que se verá a Lua a tapar mais o disco solar, segundo o comunicado do Planetário do Porto. Já em Ponta Delgada, o eclipse inicia-se às 18h40 locais, às 19h28 estará no máximo e termina por volta das 20h12, tendo uma cobertura de 28%. Os Açores serão o sítio em Portugal onde o eclipse parcial será visível desde o início até ao fim, ainda que o Sol já esteja baixo no horizonte, refere o OAL.


Foto Observação de um eclipse parcial do Sol junto às instalação no Planetário do Porto em 2015 FERNANDO VELUDO/NFACTOS

Nos próximo tempos, em Portugal, não teremos a mesma sorte dos Estados Unidos. Apenas haverá em 2026 um eclipse em que o Sol terá uma cobertura de cerca de 90% (e que apanha sobretudo o Norte do país) e em 2028 haverá um eclipse anular que será visível sobretudo no Sul do país, destaca Rui Agostinho. Máximo Ferreira acrescenta que em 2027 e 2081 apenas iremos ver eclipses parciais do Sol (embora em Espanha sejam totais).

O último eclipse solar total em Portugal remonta a 1912, informa Máximo Ferreira. “Para acontecer no mesmo sítio, são necessários muitos anos”, frisa. Quando haverá então um eclipse solar total visível? “Só depois de 2100”, indica-nos Máximo Ferreira. Ao longo deste século, ocorrem 68 eclipses solares totais visíveis, mas em Portugal alguns deles serão apenas parciais.

Para se observar o Sol, o Planetário do Porto tem uma sessão esta segunda-feira a partir das 19h30 junto à piscina das marés, em Leça da Palmeira. Haverá telescópios com filtros apropriados para se ver o eclipse. Já no Centro Ciência Viva de Constância vai realizar-se uma palestra sobre os eclipses. Depois, lá para as 19h30, começam as observações com telescópios com filtros, filtros solares oculares e a imagem será mesmo projectada num ecrã. Quem quiser participar, basta aparecer a partir das 18h.

Caso queira acompanhar o eclipse solar total nos Estados Unidos, pode fazê-lo via streaming através do site da NASA, que estará a segui-lo por mais de 60 telescópios, aviões e balões de alta altitude. A transmissão começa às 17h (horário de Portugal continental) a partir de Charleston, na Carolina do Sul.

Este eclipse nem a Hollywood vai escapar. Produtores de filmes e de anúncios de televisão, equipas de filmagens, realizadores e actores têm-se vindo a preparar para o momento. Os realizadores esperaram, sobretudo, o momento em que a Lua cobre o Sol e o brilho da corona fica exposto ao longo do perímetro da nossa estrela. E se há música sobre um eclipse total é Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler. Como tal, a própria vai cantar o seu êxito dos anos 80 a bordo de um cruzeiro da empresa Royal Caribbean International, no momento em que a Lua tapa o Sol. “Bonnie Tyler foi uma escolha óbvia para este momento único”, disse Michael Bayley, presidente da empresa à revista Time.

Os mistérios da corona

Este eclipse também será útil para a ciência. Aliás, os eclipses, sobretudo os eclipses totais do Sol, têm permitido aos cientistas estudar a corona (parte exterior da atmosfera do Sol que é mais quente do que a sua superfície). Os cientistas usam aparelhos chamados “coronógrafos”, que instalam em satélites e telescópios, para desvendarem os segredos da corona. Neste eclipse, também o avião Gulfstream V, da Fundação para a Ciência dos Estados Unidos, vai sondar os fluxos magnéticos da corona do Sol fazendo observações da sua radiação infravermelha (que não é fácil de observar no solo).

Já a NASA irá usar dois jactos para estudar a corona. Têm câmaras de vídeo de alta velocidade para capturar o movimento dos finos filamentos da corona. “Idealmente, queremos descobrir algum mecanismo que tenha energia suficiente na corona para a aquecer”, diz Amir Caspi, um dos astrónomos responsáveis por este trabalho, à revista Nature. Além deste trabalho, os dois jactos vão também aproveitar a viagem para, observando a radiação infravermelha, criar o primeiro mapa térmico do planeta Mercúrio e detectar pequenos asteróides que estejam entre Mercúrio e o Sol, refere a mesma revista.


Foto Observação de um eclipse parcial do Sol junto às instalação no Planetário do Porto em 2015 FERNANDO VELUDO/NFACTOS

Mesmo em terra, haverá estudos que contribuirão para a investigação da corona solar. Um deles é coordenado pela física norte-americana Shadia Habbal e vai tentar fazer um mapa de temperaturas da corona. Ou ainda o trabalho de uma equipa francesa, liderada pelo astrónomo Serge Koutchmy, do Instituto de Astrofísica em Paris, que estará num vale no Idaho (nos Estados Unidos) a fazer as observações. O objectivo é analisar as linhas espectrais da corona, para ver que elementos químicos estão presentes.

Cientistas da NASA também querem aproveitar este eclipse para perceber melhor a energia da própria Terra, ou seja, a forma como a energia se propaga no nosso planeta. Vão fazê-lo através de dados recolhidos no solo, no espaço e usar um modelo computacional. “Esta é a primeira vez que vamos usar métodos a partir do solo e do espaço para simular a sombra da Lua ao longo da superfície da Terra nos Estados Unidos e calcular assim a energia que chega à Terra”, disse Guoyong Wen, da NASA, em comunicado desta agência espacial. Por exemplo, o espectrómetro Pandora desenvolvido pela NASA, e que está em terra, irá recolher dados. No espaço, a NASA conta, por exemplo, com uma câmara que está no satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR).
Os sons de quem o vê

Nos Estados Unidos, também os observadores amadores estão convidados a ajudar na recolha de dados. O Projecto Eclipse Megamovie pede a quem tiver uma câmara, um telescópio ou um smarthphone que recolha imagens (com os devidos cuidados) e as submeta na aplicação do projecto. Estas imagens serão para um vídeo sobre o eclipse e irão contribuir para que se estude o efeito do “anel de diamante” (acontece no início e no final de um eclipse total e parece que estamos a ver um anel de diamante). Poderão ainda ajudar os cientistas a medir o tamanho do Sol com mais precisão.

Já o projecto Life Responds, da Academia de Ciências da Califórnia, pede às pessoas que registem o comportamento dos animais durante o eclipse e o submetam na aplicação iNaturalist. Para já, estes dados não são para uma investigação científica específica, mas os cientistas esperam que as informações recolhidas a suscitem. Afinal, há relatos de comportamentos estranhos de animais durante os eclipses solares totais, como lamas que perseguem um grupo de pessoas ou golfinhos que andam à roda de navios.

E também de sons se faz um eclipse. O projecto Eclipse Soundscapes quer que os observadores recolham sons à volta de quem está a observar o fenómeno. A informação servirá para possíveis estudos de antropologia e de biologia e para criar experiências sonoras para pessoas cegas. O projecto é coordenado por Henry Winter, astrofísico no Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Cambridge (EUA).

“Isto dá às pessoas a noção de que podem contribuir para a ciência”, diz Andrew Fraknoi, antigo professor de astronomia na Foothill College em Los Altos Hills e conselheiro do projecto Life Responds. Rui Agostinho destaca ainda outro aspecto do eclipse: “As imagens dos satélites vão ser espectaculares.” Aguardemos. 

fonte: Público

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Confira estrela 1400 vezes maior do que Sol


O maior radiotelescópio do mundo conseguiu captar a superfície da estrela que se encontra na constelação de Orion, ou seja, a cerca de 600 anos-luz da Terra.

Graças ao telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter Array), os astrónomos conseguiram obter a imagem mais detalhada da famosa Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes do céu nocturno.

"Esta é a primeira vez que a ALMA conseguiu observar a superfície de uma estrela, e esta primeira tentativa deu como resultado a imagem de Betelgeuse em mais alta resolução disponível", afirmou um dos grupos que opera o telescópio.



A imagem revela que a temperatura na atmosfera interior da estrela não é igual. A descoberta pode ajudar a explicar como se aquecem as atmosferas deste tipo de estrelas e como é transportado seu material para o meio interestelar.

Em termos de tamanho, Betelgeuse é enorme: 1400 vezes maior do que nosso Sol de diâmetro e mais de um bilião de vezes maior em termos de volume. "A estrela tem uns 8 milhões de anos", informa o Observatório Europeu, "mas já está a ponto de se tornar numa super nova".

fonte: Sputnik News

sábado, 3 de junho de 2017

Astrónomos amadores descobrem estrela anã ao pé do Sol


Quatro cidadãos voluntários que participaram num projeto da NASA descobriram o pequeno astro através da observação de imagens recolhidas por um telescópio espacial

Quatro "cidadãos-cientistas" descobriram uma estrela anã fria e próxima do Sol, com o auxílio de um projeto que permite visualizar imagens do céu disponibilizadas pela agência espacial norte-americana NASA.

A anã castanha descoberta é uma estrela que emite pouca luz e está localizada a pouco mais de cem anos-luz do Sol, uma distância considerada próxima em astronomia.

A descoberta foi feita por voluntários do Backyard Worlds, um projeto liderado por uma equipa científica que permite a qualquer pessoa com um computador ligado à internet visualizar imagens recolhidas pelo telescópio espacial WISE, que capta a luz no comprimento de onda do infravermelho.

A descoberta foi feita em fevereiro por quatro indivíduos, da Austrália, Estados Unidos, Rússia e Sérvia, seis dias depois do lançamento do projeto.

Os resultados foram recentemente descritos na revista científica Astrophysical Journal Letters.

As anãs castanhas são conhecidas por "estrelas fracassadas". Porque perdem massa suficiente para suportar uma reação de fusão nuclear. Mas apesar de mais frias do que outras estrelas, são suficientemente quentes para brilharem no infravermelho.

fonte: TVI24

quinta-feira, 1 de junho de 2017

NASA lança missão histórica em direção ao Sol no próximo ano


A sonda “Parker Solar Probe” vai ser sujeita a condições extremas, nunca antes verificadas

Uma nave espacial da NASA vai ser lançada em direção ao Sol no próximo ano. A agência espacial norte-americana anunciou, esta quarta-feira, a sua primeira missão espacial ao Sol, numa conferência na Universidade de Chicago.

A missão será histórica pois será a primeira vez que uma sonda da NASA vai ser lançada para explorar uma estrela.

A sonda chama-se “Parker Solar Probe” em homenagem a Eugene Parker, um cientista com um trabalho pioneiro sobre os ventos solares. Esta é a primeira vez que a agência espacial norte-americana dá o nome de um cientista vivo a uma missão. 

O aparelho vai ser lançado no verão do próximo ano com o objetivo de "tocar o Sol" e percorrer uma distância nunca antes registada. A ideia é que chegue a uma distância de cerca de seis milhões de quilómetros da superfície do Sol - recordamos que a Terra está a 149 milhões de quilómetros deste astro.

A "Parker Solar Probe" vai ser submetida a condições extremas como as elevadas temperaturas e radiações solares.

Nesta conferência de imprensa, transmitida em direto no site da NASA, a cientista Nicola Fox explicou, que, até agora, a agência espacial não tinha os materiais necessários para construir um aparelho que conseguisse resistir ao calor extremo que emana do Sol. Até porque, como explicou, a temperatura que se verifica na camada exterior da estrela é ainda mais elevada do que a que se verifica na sua superfície.

Para resistir a temperaturas tão elevadas, a "Parker Solar Probe" vai aproximar-se do Sol de forma gradual, como detalhou Fox. 


We've renamed our first mission to the sun as Parker Solar Probe in honor of astrophysicist Eugene Parker: https://go.nasa.gov/2rENBYL 

Com esta missão, a NASA que estudar a atmosfera do Sol e recolher o maior número de dados sobre a mesma.

O estudo do Sol pode ajudar os cientistas a compreender a vida de outras estrelas. Por outro lado, o Sol é uma fonte de luz e energia para a Terra, pelo que quanto mais sabemos sobre ele mais conseguimos saber sobre a forma como o universo surgiu e funciona.

fonte: TVI 24

sábado, 13 de maio de 2017

Pode a ciência explicar o “milagre do Sol”?


Terá sido um fenómeno astronómico ou meteorológico? Natural ou uma fuga às leis da física? Um acontecimento do foro psiquiátrico? Algumas teorias que podem explicar o "milagre do Sol".

O que é que as pessoas viram?

Cerca de 70 mil pessoas dizem ter visto, na Cova da Iria a 13 de outubro de 1917, um comportamento anormal do Sol que desafiava as leis da física. Um dos testemunhos mais pormenorizados ficaram registados na Documentação Crítica de Fátima, uma seleção de documentos que datam de entre 1917 e 1930. Para entender se existe algum fundo científico nos alegados acontecimentos na Cova da Iria, é preciso recordar um dos relatos mais precisos: o de José Maria de Almeida Garrett.

José Almeida Garrett era professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra quando assistiu ao fenómeno em Fátima. A 18 de dezembro de 1917, escreveu uma carta onde diz “relatar de uma maneira breve e concisa, sem frases que velem a verdade”, o que testemunhou a 13 de outubro de 1917, o dia em que os três pastorinhos tinham dito que a Virgem Maria voltaria a aparecer. “Devia ser uma e meia quando se ergueu, no local preciso onde estavam as crianças, uma coluna de fumo, delgada, ténue e azulada que subiu direita até dois metros, talvez, acima das cabeças para nesta altura se esvair”. O dia estava chuvoso, garantia o professor, mas “o sol momentos antes tinha rompido ovante, a densa camada de nuvens que o tivera escondido, para brilhar clara e intensamente. Voltei-me para este íman que atraía todos os olhares e pude vê-lo semelhante a um disco de bordo nítido e aresta viva luminosa e luzente mas sem magoar”.

Para José Ameida Garrett, o fenómeno não se podia comparar à Lua porque “não era como a lua esférica e não tinha a mesma tonalidade nem os claros-escuros. Parecia uma rodela brunida cortada no nácar de uma concha”. E também não se podia comparar ao Sol em dia de nevoeiro, porque “não era opaco, difuso e velado. Em Fátima tinha luz e calor e desenhava-se nítido e com a borda cortada em aresta como uma tabela de jogo”. O professor garantia ainda que este registo “não é uma comparação banal de poesia barata”. E continuava: “Os meus olhos viram assim. As nuvens que corriam ligeiras de poente para oriente não empanavam a luz (que não feria) do Sol dando a impressão facilmente compreensível e explicável de passar por detrás, mas, por vezes, esses flocos, que vinham brancos, pareciam tomar, deslizando ante o Sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana”.

A maior parte dos testemunhos são consistentes em três aspetos: que o Sol parecia girar em torno do seu próprio eixo ; que a estrela parecia mover-se “como que dentro de uma caixa”; e que mudava de cores, alterando a perceção das mesmas na superfície terrestre também. Isso mesmo é espelhado no documento de José Ameida Garrett: “Este fenómeno com duas breves interrupções em que o sol bravio arremessou os seus raios mais coruscantes e refulgentes, e que obrigaram a desviar o olhar, devia ter durado cerca de dez minutos. Este disco nacarado tinha a vertigem do movimento. Não era a cintilação de um astro em plena vida. Girava sobre si mesmo numa velocidade arrebatada. De repente ouve-se um clamor como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando a celeridade da sua rotação, destaca-se do firmamento e sanguíneo avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica. Durante o acidente solar, que detalhadamente tenho vindo a descrever, houve na atmosfera coloridos cambiantes”.

Como é que esses fenómenos se podem explicar?

Na Documentação Crítica de Fátima, pode ler-se uma carta do matemático Gonçalo de Almeida Garrett (pai de José Maria) ao padre Manuel Nunes Formigão que investigou o fenóemno e interrogou os pastorinhos entre outras testemunhas. Nessa carta, diz que os fenómenos solares não são “astronómicos do Sol propriamente dito, mas sim meteorológicos da atmosfera da Terra sobre a imagem solar, quanto à cor e aspeto do brilho semelhante à lua, e também quanto à vista da rotação”.

Ao Observador, Carlos Fiolhais disse que “já lá vai o tempo em que Ciência a religião tentavam explicar-se uma à outra”: “Religião e ciência são duas dimensões do ser humano que podem coexistir, como mostram não só o caso de Galileu como o do padre Lemaitre e tantos outros”. O físico teórico, num artigo sobre “a ciência de Deus e a fé dos cientistas”, explica que “a ciência não tem a ilusão de responder a todas as questões. Só pode responder às questões para as quais, com método científico, fundado na lógica, na observação e na experiência, funciona. A ciência não consegue, e provavelmente não vai responder nunca, sou cauteloso, à questão sobre o que aconteceu antes do Big Bang, se é que houve um antes”. Mas será que esta é uma questão para a qual podemos encontrar respostas?

Há cem anos que os cientistas tentam encontrar fundo científico em alguns fenómenos que a religião interpreta como milagrosos. Conheça aqui em baixo algumas teorias para o que aconteceu na Cova da Iria.

Gravidade

Em termos científicos, alguns especialistas lembram que o movimento giratório do Sol parece ser algo previsto pelas leis da Natureza, embora não de forma tão percetível como alegadamente foi relatado em Fátima.

As estrelas formam-se quando uma nuvem densa de gases colapsa graças à força gravítica. A nuvem, que é como um berço, forma o chamado disco protoplanetário, que dará mais tarde origem à estrela e aos planetas que gravitam em seu redor. No centro do disco, que se encontra em rotação, formar-se-á a proto-estrela, também ela em movimento giratório. Graças à lei da conservação do momento angular, esse movimento de rotação mantém-se inalterado a não ser que sofra uma intervenção externa que o acelere ou abrande. É por isso que o Sol, tal como todos os planetas que orbitam em redor dele, giram em torno do próprio eixo. A nossa estrela tem uma rotação que equivale, no equador, a vinte e cinco dias terrestres com algumas variações: quanto maior a altitude, mais lenta é a rotação; e, como uma estrela não é sólida, também não gira de forma uniforme em todo o corpo celeste.

Assim como o Sol foi visto “a girar” em Fátima, também há quem diga tê-lo visto “a dançar” pelo céu. De acordo um programa criado pelo astrónomo Carsten A. Arnholm, esse fenómeno pode ser explicável. O centro de gravidade do Sistema Solar não corresponde necessariamente ao centro de gravidade da estrela que o protagoniza: ele é determinado pelas massas dos corpos celestes que o compõem e pelas posições que ocupam a cada momento. Ora, tal como acontece com os planetas, o Sol não está parado: além do movimento de rotação, também tem um movimento de translação e orbita o centro de massa do Sistema Solar. Como esse centro de massa muda sempre que os planetas realizam os seus movimentos de translação, a órbita do Sol também está em constante mudança. Em termos práticos, o que significa isto? Que, quanto mais perto o centro de massa do Sol e o centro de massa do Sistema Solar estiverem, menor será o movimento da nossa estrela; mas quanto mais afastados estiverem, maior será a amplitude desse movimento solar. O que pode ter acontecido a 13 de outubro de 1917.

Poeira estratosférica

A poeira estratosférica é o conjunto de partículas que pairam na camada atmosférica logo acima da mais próxima à superfície terrestre. Em outubro de 1989, no Journal of Meteorology, o cientista escocês Steuart Campbell escreveu que uma nuvem de poeira estratosférica alterou a aparência do Sol, fazendo com que fosse muito mais fácil olhar para o astro. De acordo com os relatórios estudados por Steuart Campbell, o Sol parecia ser amarelo, azul e violeta e parecia estar a girar em torno de um eixo. Seis anos antes, um fenómeno parecido foi reportado na China: o Sol parecia mais avermelhado e azulado do que o normal e parecia girar no céu. Terá aontecido também em 1917?

Síndrome de Jerusalém

Trata-se de um fenómeno mental em que indivíduos saudáveis, independentemente das suas crenças religiosas, passam por ilusões ou experiências psicóticas de fundo religioso ao visitar espaços de adoração. Foi identificado pela primeira vez nos anos trinta pelo psiquiatra israelita Heinz Herman, mas comportamentos semelhantes já tinham sido relatados na Idade Média, nas biografias do monge dominicano Félix Fabri e da cristã inglesa Margery Kempe. De acordo com os documentos de Bar-El et al., lançados em 2000, a síndrome de Jerusalém revela-se de três modos diferentes: o tipo I é relativo a pessoas que já tenham tido episódios psicóticos anteriormente; o tipo II refere-se a pessoas que têm um historial de distúrbios de personalidade; e o tipo III é associado a pessoas sem qualquer registo de distúrbio mental ou de personalidade anterior. No entanto, nenhum desses tipos prevê alucinação visual ou auditiva.

Parélio

O parélio é um fenómeno meteorológico provocado pela interação da luz solar com os cristais de gelo suspensos na atmosfera em nuvens do tipo cirros. Embora sejam mais visíveis quando o Sol está próximo ao horizonte, os parélios costumam aparecer como luzes coloridas e aos pares (um em cada lado do Sol), à mesma elevação que o Sol ocupa no céu. Esta explicação para o que aconteceu no dia 13 de outubro de 1917, em Fátima, foi sugerida pela primeira vez por Joe Nickell, autor do livro “The Science of Miracle”: ele explica que os três pastorinhos não podem ter visto de facto o Sol, porque “o fenómeno terá acontecido num azimute” que não podia corresponder à estrela.

A hipótese do parélio não explica que o Sol tenha dançado, conforme os registos de 1917, porque este fenómeno meteorológico é estacionário. Para justificar esse alegado comportamento do Sol, Joe Nickell sugere que o astro tenha parecido mover-se por causa de uma distorção da retina temporária dos observadores, causada por terem olhando longamente para uma luz tão intensa. Para fugir à luz, o cérebro obriga os olhos a moverem-se para a esquerda e para a direita. As imagens que os olhos captam são então interpretadas uma a seguir à outra pelo cérebro, criando a ilusão de movimento.

Tempestade solar

Quando falamos de tempestade solar, podemos referirmo-nos a quatro eventos: erupções solares, ejecções de massa coronal, tempestades geomagnéticas ou a um evento de protões solares. Vamos por partes.

As erupções solares são explosões na superfície do Sol que ocorrem quando há mudanças bruscas no seu campo magnético. A estrela liberta grandes quantidades de energia eletromagnética quando uma porção dela, armazenada em campos magnéticos por cima das manchas solares, explode. O Sol irradia desde ondas rádio até raios gama, além de luz visível e de partículas de plasma. A par das erupções solares podem surgir ejecções de massa coronal: são grandes erupções de gás ionizado a alta temperatura vindo da coroa solar. À superfície atingem até 1,5 milhões de graus Celsius e formam um arco que, ao arrefecer, chocam com a superfície a 100 quilómetros por segundo.

Essa emissão de partículas também pode ser justificada por tempestades geomagnéticas, perturbações que surgem na magnetosfera terrestre provocadas, por uma onda de choque com origem no vento solar. Quando o vento solar chega ao campo magnético da Terra há um aumento de plasma (partículas ionizadas) a circular na magnetosfera e, por consequência, há também um aumento da corrente elétrica na ionosfera e magnetosfera da Terra. A partir da superfície, esse aumento de partículas de plasma podem ser vistas na forma de auroras. Pode ter sido isso o que o povo da Cova da Iria viu em 1917, já que estes fenómenos são cíclicos.
O que diz o Papa?

O papa Francisco pediu esta sexta-feira que se ultrapassem “posições fechadas” perante as descobertas científicas e aconselhou a aceitá-las com “humildade”, apontando que alguns assuntos têm particular interesse para a Igreja: “Há que nunca ter medo da verdade nem permanecer em posições fechadas, mas sim aceitar as novidades das descobertas científicas com uma atitude de total humildade”, disse durante um encontro no Observatório Astronómico do Vaticano.

Para defender a sua posição, o Sumo Pontífice recordou o exemplo do belga George Lemaitre, que “no seu duplo papel de sacerdote católico e de cosmólogo, numa incessante tensão criativa entre ciência e fé, sempre defendeu lucidamente a distinção metodológica entre os campos da ciência e da teologia”. E prossegue: “É claro que estes temas têm particular relevância para a ciência, a filosofia, a teologia e também para a vida espiritual. Representam uma ‘arena’ em que estas disciplinas coincidiram e, por vezes, chocaram”, disse Jorge Bergoglio.

Mas para o papa Francisco, algo é certo: “A existência e a inteligibilidade do universo não são fruto do caos e do acaso, mas sim da sabedoria divina”.

fonte: Observador

sábado, 15 de outubro de 2016

Obama comanda EUA a preparar-se para 'eventos extremos do clima espacial'


O presidente dos EUA Barack Obama ordenou uma série de medidas para preparar o país para a eventualidade de fenómenos meteorológicos espaciais.

A ordem executiva presidencial, publicada no site da Casa Branca na quinta-feira (14), explica como as várias autoridades norte-americanas devem coordenar os seus esforços para se preparar e responder a "eventos climáticos espaciais" – a tais como erupções solares – que ocorrem regularmente, alguns dos quais com "efeitos significativos sobre os sistemas críticos de infraestrutura e tecnologias". 

A ordem adverte que "eventos extremos do clima espacial" podem desactivar uma grande parte da rede de energia eléctrica, resultando "em uma cascata de falhas que afectariam os serviços essenciais, como o abastecimento de água, a saúde e o transporte", assim como "a segurança de continentes inteiros", de modo que o governo federal tem de ser capaz de prever e detectar tais eventos, responder a eles e se recuperar de seus efeitos.

Para este fim, foram especificadas tarefas para diferentes agências e departamentos. Entre outras medidas, dá-se um prazo de 120 dias para que todos os reactores nucleares do país contem com protocolos de desligamento de emergência.

Por sua vez, o Pentágono tem que "assegurar o fornecimento oportuno de observações operacionais espaço-climáticas, análises [e] previsões", bem como alertar o governo sobre "fenómenos que possam afectar sistemas de armas, operações militares ou de defesa dos EUA". Por outro lado, o Departamento do Interior tem que estudar “as variações do campo magnético da Terra associadas às interacções entre o Sol e a Terra", enquanto o Departamento de Energia tem que proteger e restaurar a rede de energia “durante uma emergência de segurança da rede declarada pelo presidente e associada a uma perturbação geomagnética”.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sabe quantos anos restam ao planeta Terra?


Mas não se preocupe, não vai assistir a nada disto

A astrofísica Jillian Scudder, da Universidade de Sussex, prevê que a Terra tem ‘apenas’ mais cinco mil milhões de anos de vida, antes de ser engolida pelo sol.

A vida do próprio sol chegará ao fim, mas entretanto estará num processo de expansão, que fará com que a Terra acabe por ser engolida pela estrela.

Antes disso, o aumento da temperatura fará com que os seres humanos não tenham condições para sobreviver neste planeta, não podendo assim assistir a todos estes fenómenos.

A expansão do sol criará um aumento de temperatura de 10% a cada mil milhões de anos: “a quantidade crescente de calor do sol fará com que evapore mais água da superfície e permaneça na atmosfera. A água agirá então como gás de efeito de estufa e armazenará mais calor, o que acelerará a evaporação,” explica Scudder.

fonte: Sol

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cientistas descobrem ciclo solar que pode provocar "mini-era glaciar" daqui a 15 anos


Montagem de imagens do Sol durante agosto de 1991 e setembro de 2001 Fotografia © Yohkoh/ISAS/Lockheed-Martin/NAOJ/U. Tokyo/NASA

Novo modelo do comportamento do Sol prevê que atividade se reduza 60% durante a década de 2030.

Cientistas da Universidade de Northumbria, no nordeste de Inglaterra, descobriram detalhes sobre o ciclo solar que os leva a prever que a atividade da nossa estrela irá reduzir-se até 60% daqui a cerca de 15 anos.

Isto implica a possibilidade de o hemisfério norte da Terra ir atravessar um período gelado durante a década de 2030.

O estudo, publicado no site da Royal Astronomical Society, resulta de medições realizadas no campo magnético solar entre 1976 e 2008.

Com estes dados, foi possível criar um modelo acerca do comportamento do Sol ao longo do tempo que, segundo Valentina Zharkova, professora de matemática daquela universidade, tem uma precisão de 97%.

Zharkova e os seus colegas co-autores do estudo acreditam que a Terra poderá passar por uma "mini-era glaciar" semelhante àquela que começou em 1645 e que congelou o Rio Tamisa na região de Londres no ano de 1900.

Por seu lado, ainda que considere estas conclusões "intrigantes", o meteorologista da CNN Brandon Miller lembrou que o estudo não foi ainda publicado na totalidade, não podendo ainda ter sido analisado por outros especialistas.

"Temos muito pouca capacidade de prever questões específicas no ciclo solar. É mais difícil do que prever a época de tornados", afirmou a esta estação americana de televisão.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Vídeo da NASA mostra enorme erupção na superfície do Sol


Fotografia © NASA / Solar Dynamics Observatory

Esta erupção aconteceu, da perspetiva da Terra, num dos lados do Sol, o que permite que se veja muito bem contra o fundo negro do cosmos.

O Sol encontra-se num período de grande atividade, e o centro de investigação da NASA dedicado à heliofísica capturou em vídeo uma erupção solar enorme que acabou por se tornar numa ejeção de massa coronal, em que a estrela expulsa gás muito quente da sua camada exterior.


O vídeo capturado pelo Solar Dynamics Observatory mostra como a erupção do Sol vai crescendo, até acabar por sair da estrela, transformando-se numa ejeção de massa coronal que viaja através do espaço. O vídeo abrange cerca de quatro horas, que foram aceleradas para criar estas imagens.

A erupção aconteceu, da perspetiva da Terra, num dos lados do Sol, o que permite que se veja muito bem contra o fundo negro do cosmos. Pode ver-se que uma parte da ejeção coronal cai de volta para o Sol, mas uma grande nuvem de plasma continuou pelo espaço a afastar-se da estrela.

As imagens foram gravadas em luz ultravioleta extrema, ou seja, com um comprimento de onda muito curto e invisível ao olho humano, com o qual é mais fácil ver as partes inferiores da atmosfera do Sol.

O gás que é expelido numa ejeção de massa coronal faz parte do vento solar. Nesta fase de muita atividade solar, esta pode por vezes interferir com a vida na Terra, com a distribuição elétrica ou com os sistemas de GPS. Um período de muitas tempestades solares resulta também em belíssimas auroras boreais.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Maior tempestade solar da década cria auroras boreais "espetaculares"


Fotografia © Scott Kelly | NASA | Via Twitter

Veja as fotos tiradas da Estação Espacial Internacional. "Nunca vi isto antes", escreveu Scott Kelly, astronauta.

A tempestade solar que está a decorrer poderá ser a maior desde setembro de 2005, o que pode resultar em interferências com os sistemas de GPS e com a distribuição elétrica na Terra, mas também dá azo a auroras boreais "espetaculares". Os astronautas da Estação Espacial Internacional partilharam fotografias das luzes coloridas vistas por cima dos Estados Unidos.

A tempestade foi marcada por uma grande emissão solar que ocorreu este domingo. O comportamento instável do Sol criou auroras boreais nos céus da Terra, que foram vistas da Estação Espacial Internacional.

"Nunca vi isto antes!" escreveu o astronauta Scott Kelly.

As auroras boreais de cor vermelha são muito raras, e acontecem apenas em alturas de atividade solar muito intensa. As auroras são o resultado da interação dos ventos solares com o campo magnético da Terra, e veem-se normalmente em cores que têm um comprimento de onda mais largo, como o roxo, o azul ou o verde.

De acordo com o jornal britânico The Independent, ainda não houve danos causados por esta tempestade solar.