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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Aliens, desastres naturais e descobertas científicas: as previsões de Baba Vanga para 2025

 

Vidente búlgara aponta para um presságio sombrio em 2025..

O próximo ano, 2025 , parece estar destinado a ser um ano cheio de descobertas científicas assustadoras e desastres naturais mortais, de acordo com a famosa vidente búlgara Baba Vanga, citada pelo Mirror.

Acredita-se que a mulher, conhecida pela cegueira e alegada precisão, previu eventos mundiais como a queda das Torres Gémeas em 2001, o início do conflito na Ucrânia em 2022, a morte da Princesa Diana e a crescente crise climática da Terra..

Vanga, cujo nome verdadeiro é Vangeliya Pandeva Gushterova, ganhou destaque na Europa Oriental, em meados do século XX, pelos alegados poderes de precognição. Nasceu em 1911 e perdeu a visão quando tinha apenas 12 anos, depois de uma tempestade atingir a vila onde morava, dando-lhe poderes para ver o futuro. Também conhecida como "Balkan Nostradamus ", Vanga escreveu as suas premonições até ao ano 5079, antes de morrer em 1996.

Embora algumas interpretações das suas previsões tenham sido contestadas, estas são as previsões de Baba Vanga para 2025:

Aliens

'Aliens' têm sido assunto de debate contínuo durante séculos, mas 2025 será o ano em que os humanos vão finalmente encontrar as criaturas extraterrestres, de acordo com Baba Vanga. A vidente acredita que o encontro vai acontecer em circunstâncias estranhas, durante um grande evento desportivo.

Leitura de mentes

Das muitas descobertas científicas a serem feitas no próximo ano, especialistas vão descobrir os segredos da leitura da mente à medida que fazem mais avanços no funcionamento interno da mente humana, acredita Vanga. Isso trará a possibilidade das pessoas comunicarem umas com as outras usando apenas as ondas cerebrais.

Desastres naturais

Após um ano - 2024 - cheio de tempestades, furacões, inundações e incêndios florestais, Vanga diz que terremotos destrutivos e desastres naturais vão devastar áreas ao redor do mundo em 2025, com menção específica a um sismo ao longo da costa oeste dos EUA. A vidente prevê que esses eventos vão traduzir-se na perda de vidas humanas, bem como deslocamento em massa e infraestruturas destruídas.

Imortalidade

Cientistas vão descobrir como tornar os humanos imortais em 2025, acredita Vanga. Enquanto especialistas já descobriram como cultivar tecidos em laboratórios, a vidente prevê que órgãos preservados em laboratório também se tornem realidade no ano que vem, o que revolucionaria os transplantes e potencialmente estenderia ou salvaria a vida humana. Vanga também diz que haverá progresso no tratamento do cancro, e, possivelmente, até mesmo uma cura no próximo ano.

Novo recorde desportivo

Baba Vanga prevê que a estrela da Fórmula 1 Lewis Hamilton rume à Ferrari após 12 anos na Mercedes e que conquiste sua primeira vitória no campeonato desde 2007. A vidente acredita que a conquista aconteça no meio de uma final dramática contra o rival Max Verstappen. A vitória tornaria o piloto mais bem-sucedido da história da Fórmula 1, concedendo-lhe o seu oitavo Campeonato Mundial.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Afinal, os tornados não se formam como os meteorologistas pensavam


Se imaginarmos um tornado a formar-se, pensamos numa nuvem em forma de funil a descer dos céus como se fosse um dedo malicioso a tocar na Terra. No entanto, este modelo “de cima para baixo” da génese dos tornados pode, afinal, estar errado.

Esqueça os tornados que, na sua cabeça, se formam nas nuvens e descem até à Terra. Segundo uma pesquisa recente, os tornados formam-se a partir do zero.

Segundo os cientistas, este fenómeno pode formar-se muito rapidamente, em alguns minutos. É por este motivo que capturar o nascimento de um tornado não é tarefa fácil, especialmente perto do solo, onde as árvores e as casas podem atrapalhar. Ainda assim, a meteorologista Jana Houser, da Universidade de Ohio, vem perseguindo-os há anos.

Através de um radar Doppler móvel, a especialista conseguiu obter dados abrangentes sobre quatro tornados nascidos de tempestades de supercélulas raras, surpreendentes e também perigosas.

Na sua investigação, a meteorologista chegou à conclusão que nenhum dos tornados começou no céu. No caso do tornado El reno, de 2013, a equipa de Houser obteve um “conjunto de dados sem precedentes” durante a génese do tornado, que permitiu à equipa concluir que o fenómeno começou a 10 metros acima do solo – e muito longe do céu.

Para ajudar na investigação, a equipa teve acesso a centenas de fotografias do fenómeno meteorológico, captadas por “caçadores de tempestades” que estavam presentes em massa. Durante a análise, a equipa comparou as fotografias com os dados das medições de radar da velocidade do vento.

E foi aí que surgiu a maior surpresa: as fotografias mostravam um claro tornado no chãoantes de os dados mostrarem qualquer rotação em altitudes mais altas. Assim, a equipa voltou a analisar os dados do radar e encontrou a rotação no solo antes de, efetivamente, se materializar nas nuvens.

O conjunto de dados referentes a outros três tornados analisados mostraram padrões semelhantes, apesar de o tornado El Reno de 2011 ter mostrado rotações em múltiplas elevações diferentes em simultâneo. Isto significa que pode haver diferentes modos de tornadogénese, mas, ainda assim, os cientistas concluíram que os tornados não começaram no céu.

A equipa realça que quatro tornados é um tamanho de amostra muito pequeno, tendo em conta a média de mais de mil tornados registada nos Estados Unidos todos os anos.

Ainda assim, entender como se formam os tornados pode ajudar a proteger as pessoasque são, todos os anos, feridas e mortas por essas tempestades, adianta o Science Alert.

Atualmente, a deteção dos tornados é baseada na velocidade do vento nas nuvens. Se a formação começar perto do solo – e se puder ser detetada – isso pode adicionar preciosos segundos aos primeiros avisos de tornados.

A equipa apresentou a sua investigação no dia 14 de dezembro na reunião anual da American Geophysical Union. Admitem a necessidade de mais análises, mas mantêm este avanço debaixo de olho. “Com base neste modelo, podemos estar mais confiantes na hora de emitir um aviso de um tornado”, concluiu Houser.


fonte: ZAP

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Tromba de água junto à costa causa susto na Madeira


Fenómeno no mar foi filmado e fotografado por várias pessoas, em Santa Cruz.

Uma enorme tromba de água, a sair de uma nuvem cinzenta foi esta quinta-feira avistada no mar junto à costa da Madeira, na zona de Santa Cruz. 


Várias pessoas publicaram nas redes sociais fotos e vídeos que mostram a dimensão do fenómeno, que chegou a assustar os moradores. 


Os bombeiros de Santa Cruz dizem ao CM ter tido conhecimento do caso, que aconteceu ao final da tarde, mas não há registo de danos ou de pedidos de ajuda.



fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mistério em Veneza: Canais sem água por culpa da superlua




Gôndolas atracadas e canais sem água. Estas são algumas das imagens de Veneza que chegaram às redes sociais, surpreendendo quem as vê. O tempo seco e a superlua desta semana são a resposta a este mistério.

Alguns dos mais importantes canais de Veneza secaram esta semana, obrigando os gondoleiros a parar as embarcações. O surpreendente cenário não passou despercebido aos turistas que, nas redes sociais, têm partilhado imagens da cidade praticamente sem água.

Apesar de estranho, trata-se do terceiro ano consecutivo que a cidade assiste a este problema, que pode ser justificado pela combinação de dois fatores. Por um lado, há o tempo seco que se faz sentir naquela região. Assolada por vagas de ar frio, não chove com a intensidade normal. De acordo com a agência ANSA, a linha da água está 60 centímetros abaixo do nível do mar. Em 2016, esteve a 66 e, em 1934, a menos 212.

Por outro lado, a maré mais forte, associada à superlua desta semana, também contribuiu para a redução do nível de água.

Habitantes fogem e turismo não para de crescer

As entidades locais estão preocupadas com o fenómeno que pode ser agravado pela falta de pessoas a habitarem a cidade. Enquanto o turismo continua a aumentar, os habitantes diminuem. Desde 1951, a população residente na cidade passou de 175 mil para 55 mil.

O aumento dos preços causado pela pressão turística e a erosão dos canais estão entre as justificações para esta quebra.

Cheias continuam a ser a principal preocupação

Apesar do fenómeno que corre mundo através das redes sociais, são as cheias a principal preocupação dos responsáveis da cidade.

A cidade está a trabalhar na instalação de 57 barreiras para evitar que o oceano entre nos canais. Segundo a "Euronews", já foram gastos 5,5 mil milhões de euros para proteger o centro histórico de Veneza.

O nível da água do mar tem aumentado três milímetros todos os anos desde 1993, deixando em alerta países próximos do mar ou que estão abaixo da linha de mar. Na Holanda, por exemplo, há algum tempo que se constroem casas capaz de flutua.


Mais longe do mar, mas a sentir na pele o problema das cheias está Paris. As chuvas torrenciais dos últimos dias fizeram transbordar as águas do rio Sena. Os restaurantes fecharam e os cruzeiros foram cancelados.

fonte: Jornal de Noticias

sábado, 13 de maio de 2017

Pode a ciência explicar o “milagre do Sol”?


Terá sido um fenómeno astronómico ou meteorológico? Natural ou uma fuga às leis da física? Um acontecimento do foro psiquiátrico? Algumas teorias que podem explicar o "milagre do Sol".

O que é que as pessoas viram?

Cerca de 70 mil pessoas dizem ter visto, na Cova da Iria a 13 de outubro de 1917, um comportamento anormal do Sol que desafiava as leis da física. Um dos testemunhos mais pormenorizados ficaram registados na Documentação Crítica de Fátima, uma seleção de documentos que datam de entre 1917 e 1930. Para entender se existe algum fundo científico nos alegados acontecimentos na Cova da Iria, é preciso recordar um dos relatos mais precisos: o de José Maria de Almeida Garrett.

José Almeida Garrett era professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra quando assistiu ao fenómeno em Fátima. A 18 de dezembro de 1917, escreveu uma carta onde diz “relatar de uma maneira breve e concisa, sem frases que velem a verdade”, o que testemunhou a 13 de outubro de 1917, o dia em que os três pastorinhos tinham dito que a Virgem Maria voltaria a aparecer. “Devia ser uma e meia quando se ergueu, no local preciso onde estavam as crianças, uma coluna de fumo, delgada, ténue e azulada que subiu direita até dois metros, talvez, acima das cabeças para nesta altura se esvair”. O dia estava chuvoso, garantia o professor, mas “o sol momentos antes tinha rompido ovante, a densa camada de nuvens que o tivera escondido, para brilhar clara e intensamente. Voltei-me para este íman que atraía todos os olhares e pude vê-lo semelhante a um disco de bordo nítido e aresta viva luminosa e luzente mas sem magoar”.

Para José Ameida Garrett, o fenómeno não se podia comparar à Lua porque “não era como a lua esférica e não tinha a mesma tonalidade nem os claros-escuros. Parecia uma rodela brunida cortada no nácar de uma concha”. E também não se podia comparar ao Sol em dia de nevoeiro, porque “não era opaco, difuso e velado. Em Fátima tinha luz e calor e desenhava-se nítido e com a borda cortada em aresta como uma tabela de jogo”. O professor garantia ainda que este registo “não é uma comparação banal de poesia barata”. E continuava: “Os meus olhos viram assim. As nuvens que corriam ligeiras de poente para oriente não empanavam a luz (que não feria) do Sol dando a impressão facilmente compreensível e explicável de passar por detrás, mas, por vezes, esses flocos, que vinham brancos, pareciam tomar, deslizando ante o Sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana”.

A maior parte dos testemunhos são consistentes em três aspetos: que o Sol parecia girar em torno do seu próprio eixo ; que a estrela parecia mover-se “como que dentro de uma caixa”; e que mudava de cores, alterando a perceção das mesmas na superfície terrestre também. Isso mesmo é espelhado no documento de José Ameida Garrett: “Este fenómeno com duas breves interrupções em que o sol bravio arremessou os seus raios mais coruscantes e refulgentes, e que obrigaram a desviar o olhar, devia ter durado cerca de dez minutos. Este disco nacarado tinha a vertigem do movimento. Não era a cintilação de um astro em plena vida. Girava sobre si mesmo numa velocidade arrebatada. De repente ouve-se um clamor como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando a celeridade da sua rotação, destaca-se do firmamento e sanguíneo avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica. Durante o acidente solar, que detalhadamente tenho vindo a descrever, houve na atmosfera coloridos cambiantes”.

Como é que esses fenómenos se podem explicar?

Na Documentação Crítica de Fátima, pode ler-se uma carta do matemático Gonçalo de Almeida Garrett (pai de José Maria) ao padre Manuel Nunes Formigão que investigou o fenóemno e interrogou os pastorinhos entre outras testemunhas. Nessa carta, diz que os fenómenos solares não são “astronómicos do Sol propriamente dito, mas sim meteorológicos da atmosfera da Terra sobre a imagem solar, quanto à cor e aspeto do brilho semelhante à lua, e também quanto à vista da rotação”.

Ao Observador, Carlos Fiolhais disse que “já lá vai o tempo em que Ciência a religião tentavam explicar-se uma à outra”: “Religião e ciência são duas dimensões do ser humano que podem coexistir, como mostram não só o caso de Galileu como o do padre Lemaitre e tantos outros”. O físico teórico, num artigo sobre “a ciência de Deus e a fé dos cientistas”, explica que “a ciência não tem a ilusão de responder a todas as questões. Só pode responder às questões para as quais, com método científico, fundado na lógica, na observação e na experiência, funciona. A ciência não consegue, e provavelmente não vai responder nunca, sou cauteloso, à questão sobre o que aconteceu antes do Big Bang, se é que houve um antes”. Mas será que esta é uma questão para a qual podemos encontrar respostas?

Há cem anos que os cientistas tentam encontrar fundo científico em alguns fenómenos que a religião interpreta como milagrosos. Conheça aqui em baixo algumas teorias para o que aconteceu na Cova da Iria.

Gravidade

Em termos científicos, alguns especialistas lembram que o movimento giratório do Sol parece ser algo previsto pelas leis da Natureza, embora não de forma tão percetível como alegadamente foi relatado em Fátima.

As estrelas formam-se quando uma nuvem densa de gases colapsa graças à força gravítica. A nuvem, que é como um berço, forma o chamado disco protoplanetário, que dará mais tarde origem à estrela e aos planetas que gravitam em seu redor. No centro do disco, que se encontra em rotação, formar-se-á a proto-estrela, também ela em movimento giratório. Graças à lei da conservação do momento angular, esse movimento de rotação mantém-se inalterado a não ser que sofra uma intervenção externa que o acelere ou abrande. É por isso que o Sol, tal como todos os planetas que orbitam em redor dele, giram em torno do próprio eixo. A nossa estrela tem uma rotação que equivale, no equador, a vinte e cinco dias terrestres com algumas variações: quanto maior a altitude, mais lenta é a rotação; e, como uma estrela não é sólida, também não gira de forma uniforme em todo o corpo celeste.

Assim como o Sol foi visto “a girar” em Fátima, também há quem diga tê-lo visto “a dançar” pelo céu. De acordo um programa criado pelo astrónomo Carsten A. Arnholm, esse fenómeno pode ser explicável. O centro de gravidade do Sistema Solar não corresponde necessariamente ao centro de gravidade da estrela que o protagoniza: ele é determinado pelas massas dos corpos celestes que o compõem e pelas posições que ocupam a cada momento. Ora, tal como acontece com os planetas, o Sol não está parado: além do movimento de rotação, também tem um movimento de translação e orbita o centro de massa do Sistema Solar. Como esse centro de massa muda sempre que os planetas realizam os seus movimentos de translação, a órbita do Sol também está em constante mudança. Em termos práticos, o que significa isto? Que, quanto mais perto o centro de massa do Sol e o centro de massa do Sistema Solar estiverem, menor será o movimento da nossa estrela; mas quanto mais afastados estiverem, maior será a amplitude desse movimento solar. O que pode ter acontecido a 13 de outubro de 1917.

Poeira estratosférica

A poeira estratosférica é o conjunto de partículas que pairam na camada atmosférica logo acima da mais próxima à superfície terrestre. Em outubro de 1989, no Journal of Meteorology, o cientista escocês Steuart Campbell escreveu que uma nuvem de poeira estratosférica alterou a aparência do Sol, fazendo com que fosse muito mais fácil olhar para o astro. De acordo com os relatórios estudados por Steuart Campbell, o Sol parecia ser amarelo, azul e violeta e parecia estar a girar em torno de um eixo. Seis anos antes, um fenómeno parecido foi reportado na China: o Sol parecia mais avermelhado e azulado do que o normal e parecia girar no céu. Terá aontecido também em 1917?

Síndrome de Jerusalém

Trata-se de um fenómeno mental em que indivíduos saudáveis, independentemente das suas crenças religiosas, passam por ilusões ou experiências psicóticas de fundo religioso ao visitar espaços de adoração. Foi identificado pela primeira vez nos anos trinta pelo psiquiatra israelita Heinz Herman, mas comportamentos semelhantes já tinham sido relatados na Idade Média, nas biografias do monge dominicano Félix Fabri e da cristã inglesa Margery Kempe. De acordo com os documentos de Bar-El et al., lançados em 2000, a síndrome de Jerusalém revela-se de três modos diferentes: o tipo I é relativo a pessoas que já tenham tido episódios psicóticos anteriormente; o tipo II refere-se a pessoas que têm um historial de distúrbios de personalidade; e o tipo III é associado a pessoas sem qualquer registo de distúrbio mental ou de personalidade anterior. No entanto, nenhum desses tipos prevê alucinação visual ou auditiva.

Parélio

O parélio é um fenómeno meteorológico provocado pela interação da luz solar com os cristais de gelo suspensos na atmosfera em nuvens do tipo cirros. Embora sejam mais visíveis quando o Sol está próximo ao horizonte, os parélios costumam aparecer como luzes coloridas e aos pares (um em cada lado do Sol), à mesma elevação que o Sol ocupa no céu. Esta explicação para o que aconteceu no dia 13 de outubro de 1917, em Fátima, foi sugerida pela primeira vez por Joe Nickell, autor do livro “The Science of Miracle”: ele explica que os três pastorinhos não podem ter visto de facto o Sol, porque “o fenómeno terá acontecido num azimute” que não podia corresponder à estrela.

A hipótese do parélio não explica que o Sol tenha dançado, conforme os registos de 1917, porque este fenómeno meteorológico é estacionário. Para justificar esse alegado comportamento do Sol, Joe Nickell sugere que o astro tenha parecido mover-se por causa de uma distorção da retina temporária dos observadores, causada por terem olhando longamente para uma luz tão intensa. Para fugir à luz, o cérebro obriga os olhos a moverem-se para a esquerda e para a direita. As imagens que os olhos captam são então interpretadas uma a seguir à outra pelo cérebro, criando a ilusão de movimento.

Tempestade solar

Quando falamos de tempestade solar, podemos referirmo-nos a quatro eventos: erupções solares, ejecções de massa coronal, tempestades geomagnéticas ou a um evento de protões solares. Vamos por partes.

As erupções solares são explosões na superfície do Sol que ocorrem quando há mudanças bruscas no seu campo magnético. A estrela liberta grandes quantidades de energia eletromagnética quando uma porção dela, armazenada em campos magnéticos por cima das manchas solares, explode. O Sol irradia desde ondas rádio até raios gama, além de luz visível e de partículas de plasma. A par das erupções solares podem surgir ejecções de massa coronal: são grandes erupções de gás ionizado a alta temperatura vindo da coroa solar. À superfície atingem até 1,5 milhões de graus Celsius e formam um arco que, ao arrefecer, chocam com a superfície a 100 quilómetros por segundo.

Essa emissão de partículas também pode ser justificada por tempestades geomagnéticas, perturbações que surgem na magnetosfera terrestre provocadas, por uma onda de choque com origem no vento solar. Quando o vento solar chega ao campo magnético da Terra há um aumento de plasma (partículas ionizadas) a circular na magnetosfera e, por consequência, há também um aumento da corrente elétrica na ionosfera e magnetosfera da Terra. A partir da superfície, esse aumento de partículas de plasma podem ser vistas na forma de auroras. Pode ter sido isso o que o povo da Cova da Iria viu em 1917, já que estes fenómenos são cíclicos.
O que diz o Papa?

O papa Francisco pediu esta sexta-feira que se ultrapassem “posições fechadas” perante as descobertas científicas e aconselhou a aceitá-las com “humildade”, apontando que alguns assuntos têm particular interesse para a Igreja: “Há que nunca ter medo da verdade nem permanecer em posições fechadas, mas sim aceitar as novidades das descobertas científicas com uma atitude de total humildade”, disse durante um encontro no Observatório Astronómico do Vaticano.

Para defender a sua posição, o Sumo Pontífice recordou o exemplo do belga George Lemaitre, que “no seu duplo papel de sacerdote católico e de cosmólogo, numa incessante tensão criativa entre ciência e fé, sempre defendeu lucidamente a distinção metodológica entre os campos da ciência e da teologia”. E prossegue: “É claro que estes temas têm particular relevância para a ciência, a filosofia, a teologia e também para a vida espiritual. Representam uma ‘arena’ em que estas disciplinas coincidiram e, por vezes, chocaram”, disse Jorge Bergoglio.

Mas para o papa Francisco, algo é certo: “A existência e a inteligibilidade do universo não são fruto do caos e do acaso, mas sim da sabedoria divina”.

fonte: Observador

domingo, 11 de setembro de 2016

Vila no Sri Lanka surpreendida com chuva... de peixes

Vila no Sri Lanka surpreendida com chuva... de peixes

Não é todos os dias que quem quer apanhar peixe vivo vai ao campo. Os moradores de uma vila no Sri Lanka foram surpreendidos com inúmeros peixes que caíram em casas, campos e estradas, depois do mau tempo que assolou a região.

Os cientistas explicam que este fenómeno sucede quando ventos em remoínho passam por cima de águas superficiais e se transformam numa tromba de água, «puxando» para o ar a fauna marinha, como peixes, sapos ou moluscos.

Os peixes estão em condições para consumo.

Esta não é a primeira vez que o Sri Lanka vive uma experiência desta natureza. Em 2012, o sul do país assistiu a uma «chuva» de camarões, segundo o site StandardMedia.

Assista de seguida:


fonte: Diário Digital

sábado, 10 de setembro de 2016

Grande Irmão à vista: Aparce um "olho humano" no céu do Cazaquistão


O fotógrafo amador Pavel Markov, da cidade Kazaja de Stepnogorsk, conseguiu uma foto impressionante do céu nublado em Astana, junto ao centro comercial de Khan Shatyr. Na foto, postada no website Pikabu aparece uma formação de nuvens com a aparência de um olho humano que parece vigiar a capital do Cazaquistão.

Como é evidente os comentários da foto partir das observações, Markov tirou a foto a 26 de Agosto, mas só viu a silhueta do "olho" nas nuvens dias depois. Os usuários do portal baptizaram o fenómeno incomum como "Big Brother está te vigiando" ou "olho de Deus". No entanto, existem aqueles que sugerem que a imagem foi modificada no programa Photoshop.

fonte: RT

domingo, 4 de setembro de 2016

A chuva de animais existe mesmo.E há uma explicação científica

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Sapos, peixes, pássaros e até aranhas podem cair dos céus. Na maioria dos casos, os tornados são responsáveis pelo fenómeno.

Os sapos não caem do céu só em filmes, como no Magnólia, de Paul Thomas Anderson. Há vários séculos que se ouvem relatos de chuva de animais, na maior parte das vezes peixes, rãs e pássaros. Uns caem vivos, outros mortos e, não raras vezes, congelados. Embora existam algumas interpretações sobrenaturais para o fenómeno, a explicação mais plausível parece residir nos tornados. Mas há outros animais a cair dos céus. No mês passado, choveram aranhas bebés, na localidade de Goulburn, na Austrália. Neste caso, considerado bastante raro, os cientistas locais acreditam que a explicação está associada a uma técnica de migração das aranhas, que constroem teias que usam como paraquedas para se moverem no céu.

Também na Austrália, há notícias sobre uma chuva de pequenos peixes, alguns ainda vivos, em 2010. "Desde o século XVII e XVIII que há relatos de quedas de animais de pequena dimensão e pouco peso. A explicação mais razoável parece estar associada aos tornados", esclarece Paulo Pinto, da área de radar meteorológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Quando se forma um tornado sobre um lago, o mar ou a terra, há movimentos ascendentes fortes. "Por exemplo, se passar por um lago onde existem peixes de pequena dimensão que estejam próximos da superfície, estes podem ser sugados, juntamente com a água."


Milhares de pássaros apanhados no olho do furacão Hermine


Imagens de radar Doppler do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos mostram o fenómeno

O furacão Hermine, que esta semana atingiu os Estados Unidos, apanhou e levou consigo milhares de pássaros do Golfo do México para o sudeste do país. Imagens de radar Doppler do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos mostram o fenómeno.

Este tipo de transporte forçado, que já aconteceu aquando do furacão Arthur em 2014, é um fenómeno apreciado pelos ornitólogos amadores, já que há a possibilidade de espécies raras dos trópicos serem levadas para latitudes superiores.

Por outro lado, as tempestades têm por vezes impactos significativos na mortalidade das aves.

O furacão Hermine perdeu intensidade e passou à categoria de tempestade tropical depois de tocar terra no estado norte-americano da Florida, na sexta-feira, onde causou um morto. As autoridades temem que a tempestade cause mais inundações, enquanto prossegue viagem para norte ao longo da costa leste.


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Mais de 300 renas selvagens mortas por raios na Noruega


Autoridades norueguesas consideram incidente fora do comum. As imagens recolhidas no local mostram cadáveres dos animais deitados no chão e podem afetar pessoas mais sensíveis.

Mais de 300 renas selvagens morreram atingidas por raios no sul da Noruega, indicaram hoje as autoridades norueguesas sobre o maior incidente do género de que há conhecimento até à data.

As 323 renas, incluindo 70 crias, foram encontradas na sexta-feira por um guarda de caça no planalto de Hardangervidda, um parque nacional onde o maior rebanho de renas selvagens - cerca de 10.000 - se move livremente. Das 323 renas mortas, cinco tiveram de ser abatidas devido a ferimentos graves.

Imagens recolhidas pelas televisões locais e que entretanto já circulam na Internet mostraram os cadáveres dos animais deitados no chão, próximos uns dos outros. A visualização do vídeo que se segue deve ser feita com alguma cautela.


"Houve tempestades muito fortes naquela zona na sexta-feira. Os animais mantêm-se juntos quando está mau tempo e estes foram atingidos por raios", disse um responsável da Agência Ambiental Norueguesa, Kjartan Knutsen, citado pela agência de notícias francesa AFP.

As renas são criaturas sociáveis e movem-se normalmente em rebanho. "É incomum. Nunca tínhamos visto nada assim, numa escala destas", observou Knutsen.

As autoridades norueguesas deverão agora decidir o que fazer com os cadáveres dos animais. "Vamos decidir em breve se deixamos a natureza seguir o seu rumo ou se fazemos alguma coisa", declarou.

Existem cerca de 25.000 renas da tundra selvagem na Noruega, nas cadeias montanhosas do sul do país, de acordo com os especialistas.

fonte: TSF

sábado, 4 de junho de 2016

Raio atinge oito pessoas na Alemanha


42 pessoas foram orientadas e atendidas nos hospitais da região

Vítimas ficaram feridas com gravidade. 

Um relâmpago feriu gravemente oito pessoas durante um festival musical na região oeste da Alemanha na noite de sexta-feira, anunciou a organização, num momento em que o país vive uma sucessão de intempéries. 

"As equipas de socorro indicaram que pelo menos 42 pessoas foram orientadas e atendidas nos hospitais da região. Entre elas, oito apresentavam ferimentos graves. Uma pessoa foi reanimada com sucesso, segundo a Cruz Vermelha alemã", precisou na sua página de internet o festival Rock am Ring, realizado em Rhénanie-Palatinat. 

Questionada pela Agência France Presse, a polícia confirmou o acidente sem avançar um balanço. 

O festival, que decorre até domingo, foi mantido apesar dos riscos de trovoadas durante a tarde e a noite. 

Diferentes regiões da Alemanha registaram intempéries mortais. Sete pessoas morreram na Baviera (sul), na sequência de inundações na quarta-feira à noite e quatro perderam a vida no início da semana em Bade-Wurtemberg.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"Mão de Deus" sobre Portugal espanta o mundo





Notícia no britânico "Daily Mail"


Site norte-americano "WND"


Site britânico "Metro"

Uma nuvem com um formato intrigante sobre a ilha da Madeira está a espantar o mundo, que a apelida de "mão de Deus".

As imagens foram publicadas no Facebook "Navegador Mensal" no último domingo e, em pouco tempo, espalharam-se por jornais de todo o Mundo, surpreendidos com a estranha imagem alaranjada captada ao nascer ao nascer do dia.

Na Internet, a imagem está a ser comparada com uma bola de fogo ou com uma mão fechada que desce dos céus.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Nuvens lenticulares, apenas


Sobressalto na Cidade do Cabo, este fim de semana, quando três objetos voadores pairaram nos céus; a Internet ficou doida com as imagens, mas a explicação era bem simples.

Sim, é algo que raramente acontece, muito menos com esta perfeição e coincidência.

Mas não passam de nuvens lenticulares ("quando ar estável e húmido flui sobre uma montanha ou cadeia de montanhas, uma série de ondas estacionárias podem formar-se a sotavento da mesma. Se a temperatura na crista da onda descer abaixo do ponto de orvalho, o vapor de água em suspensão se condensará formando a nuvem lenticular").

Na falta de informação e perante a voracidade das redes sociais, surgiram as mais radicais especulações sobre o que seria aquilo.


Ainda este ano houve fenómeno idêntico na Madeira - mas, reconheça-se, menos espetacular.

fonte: TSF

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Nuvem em forma de tsunami surpreende Sydney







Uma espetacular nuvem em forma de tsunami passou sobre Sydney, Austrália. O raro fenómeno é conhecido por "shelf cloud" (em português 'nuvem prateleira') e atraiu muitas atenções na cidade. 

Uma "nuvem prateleira" arrastou-se em Sydney, nesta sexta-feira. Vinha do oceano, em direção à Praia de Bondi, ganhando a forma de um tsunami.

"Ao caminhar em direção à praia, aquilo parecia-me uma enorme onda que vinha do oceano para nos encharcar a todos", disse Hannah Murphy ao canal televisivo "CNN". "As pessoas estavam a correr para capturar a inacreditável formação das nuvens."

Ao meio da tarde, os meteorologistas australianos emitiram um alerta de tempestade severa e pediram aos moradores da zona para ficarem dentro de casa, manterem-se afastados das janelas, desligarem os aparelhos eletrónicos e evitarem o uso de telefones.

No final da tarde, as condições meteorológicas já tinham melhorado.


terça-feira, 2 de junho de 2015

A chuva de animais existe mesmo.E há uma explicação científica


Fotografia © Constança Araújo Amador (www.aconstancia.com)

Sapos, peixes, pássaros e até aranhas podem cair dos céus. Na maioria dos casos, os tornados são responsáveis pelo fenómeno.

Os sapos não caem do céu só em filmes, como no Magnólia, de Paul Thomas Anderson. Há vários séculos que se ouvem relatos de chuva de animais, na maior parte das vezes peixes, rãs e pássaros. Uns caem vivos, outros mortos e, não raras vezes, congelados. Embora existam algumas interpretações sobrenaturais para o fenómeno, a explicação mais plausível parece residir nos tornados. Mas há outros animais a cair dos céus. No mês passado, choveram aranhas bebés, na localidade de Goulburn, na Austrália. Neste caso, considerado bastante raro, os cientistas locais acreditam que a explicação está associada a uma técnica de migração das aranhas, que constroem teias que usam como paraquedas para se moverem no céu.

Também na Austrália, há notícias sobre uma chuva de pequenos peixes, alguns ainda vivos, em 2010. "Desde o século XVII e XVIII que há relatos de quedas de animais de pequena dimensão e pouco peso. A explicação mais razoável parece estar associada aos tornados", esclarece Paulo Pinto, da área de radar meteorológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Quando se forma um tornado sobre um lago, o mar ou a terra, há movimentos ascendentes fortes. "Por exemplo, se passar por um lago onde existem peixes de pequena dimensão que estejam próximos da superfície, estes podem ser sugados, juntamente com a água."


domingo, 24 de maio de 2015

México viu Sol rodeado por anel de luz


A fotografar o fenómeno deitados no chão em plena rua


Fenómeno é conhecido como "halo solar"


Ocorre com o reflexo do Sol em cristais de gelo, comuns nas nuvens mais finas e transparentes

 

Fenómeno prevê, com uma antecipação de 24 horas, a ocorrência de trovoadas e frentes frias

 

Habitantes da Cidade do México assistiram ao fenómeno e divulgaram inúmeras fotografias nas redes sociais

Os habitantes da Cidade do México assistiram, na quinta-feira, a um fenómeno meteorológico no qual era visível em redor do Sol um anel fino com as cores do arco-íris.

O fenómeno conhecido como "halo solar" é formado pelo reflexo do Sol em cristais de gelo, comuns nas nuvens mais finas e transparentes.

Segundo os especialistas, o "halo solar" prevê, com uma antecipação de 24 horas, a ocorrência de trovoadas e frentes frias. Esta sexta-feira, registou-se uma descida da temperatura e instabilidade meteorológica em todo o país.

Os habitantes da Cidade do México assistiram ao fenómeno e divulgaram inúmeras fotografias nas redes sociais. Também o autarca da capital mexicana, Miguel Ángel Mancera, publicou uma imagem no Twitter.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

7 misteriosos eventos atmosféricos

Com o passar dos dias, nós acabamos nos acostumando com a visão do céu acima de nós, e temos a impressão de que não há nada de diferente acontecendo por lá: sempre as mesma cores e nuvens. Mas a atmosfera guarda uma série de características interessantes e alguns mistérios que ainda não foram totalmente solucionados. Confira uma lista com sete destas curiosidades:


7 – COMO SE FORMAM AS NUVENS?


Talvez você ainda se lembre de como aprendeu, nas aulas de geografia, sobre o processo de formação de uma nuvem: devido aos ciclos climáticos, o vapor d’água existente na atmosfera se condensa e as nuvens se compõem. Pesquisas recentes defendem, no entanto, que esse processo não é tão simples assim: raios cósmicos podem estar envolvidos.

Segundo essa teoria, apoiada por experiências feitas no CERN (famoso laboratório na fronteira franco-suíça, que simula o Big Bang), algumas partículas electricamente carregadas, vindas do espaço, influenciam no ritmo e intensidade com que as nuvens se formam, e naturalmente isso se reflete no clima.


6 – SERES ATMOSFÉRICOS


Seria possível que a vida na Terra tenha se iniciado não pelos mares, e sim pela estratosfera? Cientistas têm se dedicado a estudar seres vivos que habitam o céu indefinidamente. Na maioria dos casos, trata-se de bactérias e fungos. Algumas espécies, conforme se observou, estão apenas viajando pelo ar, mas outras realmente se alimentam de substâncias químicas das nuvens.

Há mais de dez anos, cientistas de diferentes instituições têm dado atenção às bactérias que habitam pontos incrivelmente altos da atmosfera. As teorias em torno do surgimento dessas formas de vida ainda variam, mas os indicadores recentes mostram que a “fauna celeste” é mais rica do que imaginamos.


5 – AURORAS LUMINOSAS


Ambas as extremidades da Terra (Pólo Sul e Pólo Norte) reservam, eventualmente, maravilhosos espetáculos de luz no céu: as chamadas Auroras Boreal e Austral. Tais auroras são causadas, segundo os cientistas, por perturbações entre o magnetismo e as partículas eléctricas nos pólos.

Em 2008, a NASA foi ainda mais longe. Uma nave aparelhada para esta finalidade conseguiu detectar que o surgimento dessas auroras está a mais de 150 mil quilómetros da Terra, na direção oposta à do sol. O campo magnético da Terra, às vezes, produz uma “cauda” que se arrasta por longas distâncias além da atmosfera. Na esteira dessa cauda, correm elementos químicos que proporcionam aquele espetáculo de luzes tão fascinante.


4 – “MARÉS” ATMOSFÉRICAS



Nem todo mundo sabe disso, mas as massas de ar que circulam pelo planeta também são reguladas por uma complexa “maré”, de forma que a atmosfera seria comparável a um oceano. Este ciclo, no caso, é influenciado de acordo com uma combinação entre o aquecimento dos raios solares e a gravidade lunar, que afetam a pressão e promovem deslocamentos na atmosfera.

É claro que, para nós, na superfície e em baixas altitudes, a movimentação das marés atmosféricas é muito pouco perceptível. Apesar disso, seus efeitos são verificados no clima, na formação de fenómenos como furacões e até interfere nas comunicações por rádio e no controle de satélites na órbita terrestre.


3 – PORQUE EXISTEM RAIOS?



Milhares de anos se passaram desde que o homem começou a observar fenómenos na natureza, mas um deles permanece tão misterioso nos dias de hoje quanto nos primórdios da nossa existência: os raios.

A explicação mais simples e utilizada é a de que partículas de gelo chocam sob determinadas condições, que deixam a nuvem electricamente carregada ao nível de produzir descargas. Essa teoria, no entanto, jamais foi completamente comprovada. Alguns cientistas alegam que, sob as condições atmosféricas já observadas, seria impossível que descargas tão violentas pudessem ser produzidas nas tempestades. O que há por trás deste mecanismo segue sendo um enigma.


2 – LUZES DE ALERTA A TERREMOTOS


Em 1746, o diretor de uma prisão na Ilha de San Lorenzo, no Peru, notou estranhos feixes de luz branco-azulados no céu e resolveu colocar detentos do local para observar tais luzes o tempo todo. Três semanas depois, um enorme terremoto atingiu as cercanias de Lima, a capital, e a ilha foi atingida por um tsunami.

Alguns sinais visuais muitos subtis, outros nem tanto, podem ser detectados nos céus quando uma catástrofe natural se aproxima. No caso dos terremotos, outras evidências já foram registadas em fotografias ao longo do tempo, mas ninguém conseguiu ainda explicar as origens de tais luzes.


1 – VIDA ÚTIL DO AR RESPIRÁVEL



Nem sempre o ar atmosférico foi propício para os seres humanos respirarem, e nem sempre o será. Daqui a um bilião de anos, calcula-se que o sol será 10% mais brilhante e intenso à Terra do que hoje.

O volume de água que evapora dos oceanos vai aumentar, criando uma camada de moléculas que deve acelerar o que se chama hoje de efeito estufa. A Terra se tornaria uma espécie de Vénus húmida: muito calor envolto numa camada atmosférica espessa, como um gigantesco cobertor de água fervente.

Quando a água escapar para a estratosfera, será quebrada pelos raios ultravioleta em oxigénio e hidrogénio. Os átomos de oxigénio ficariam retidos lá em cima, sem voltar à superfície, e pouco a pouco teríamos cada vez menos disponível para nós. Com apenas hidrogénio para respirar, a morte de todos os seres vivos seria apenas questão de tempo.

fonte: Hypescience

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nuvem em forma de bomba atómica? Não, apenas mais uma maravilha da natureza no céu de Pequim





A nuvem em formato de cogumelo que foi vista nos céus de Pequim na quinta-feira passada parecia aquela gerada por uma bomba atómica.

No entanto, era simplesmente mais uma maravilha da natureza e foi se formando de forma gradual no céu da capital chinesa.

As nuvens ficaram nessa formação por cerca de uma hora e foram seguidas por um espetáculo de relâmpago.

De acordo com especialistas procurados pelo jornal “Mail Online”, a formação pode ter sido uma cumulonimbus gigante - uma nuvem gigantesca vertical, tipicamente associada com trovoadas.

fonte: Marie Claire