terça-feira, 30 de novembro de 2010

500 planetas em 15 anos. Já não estamos sozinhos no universo



A Terra será única? Há mais vida? Será essa vida inteligente? 2010 bate recorde na descoberta de planetas extra-solares. Astrónomo do Vaticano diz que só procurar já vale a pena

A coincidência devia ser investigada pela física, não fossem talvez os quatro meses de atraso. Em Julho celebraram-se os 15 anos da descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar - o 51 Pegasi b, a 50 anos-luz da Terra. Esta semana, o catálogo de exoplanetas ultrapassou a barreira psicológica das cinco centenas (a última actualização em exoplanet.eu, ontem, contava já 504). Para os próximos meses, e sobretudo quando chegarem os resultados completos da sonda Kepler, que desde o ano passado está a investigar 126 mil potenciais "sóis" na Via Láctea, os astrónomos prevêem um aumento exponencial dos mundos conhecidos. Com eles, aumenta também a probabilidade de encontrar vida.

Antes da descoberta do 51 Pegasi b a existência de planetas fora do sistema solar era mais verdade na ficção científica do que na própria teoria de formação planetária. Michel Mayor, o astrónomo sedeado em Genebra, que publicou as primeiras medições na "Science", lembra que os resultados vieram contradizer o conhecimento da altura. "A teoria previa que estes gigantes gasosos teriam órbitas de dez anos. O 51 Pegasi b e outros que vieram depois levaram a uma enorme revisão na física dos sistemas planetários." No final de 2004 tiveram as primeiras pistas do planeta no observatório de Haute-Provence, mas decidiram esperar mais um ano para confirmar a descoberta, em Julho de 1995.

Nuno Santos, do centro de astrofísica da Universidade do Porto, começou a trabalhar nesta área na recta final dos anos 90. Em conjunto com o especialista do Observatório de Genebra, e ainda durante o doutoramento, o primeiro planeta que ajudou a detectar foi baptizado de HD 192263 b, com o tamanho de Júpiter. "Na altura seriam conhecidos uns 20. Achávamos que iam aumentar mas era uma fase muito inicial, só conseguíamos observar gigantes gasosos quando sabíamos que este tipo de planetas são uma minoria no sistema solar", diz. Apesar da teoria da formação apontar para uma imensidão de planetas, reinava algum cepticismo. "Havia poucas observações, tínhamos de ver para crer."

Com um catálogo razoável de planetas extra-solares, começam a sair os primeiros trabalhos sobre a demografia dos sistemas. B. Scott Gaudi, professor de astronomia da Universidade de Ohio, revelou no início do ano que apenas 10% dos sistemas planetários no universo serão como o solar. "É impressionante a rapidez com que este campo se desenvolveu", comenta. "Lembro-me de quando só sabíamos de um método capaz de detectar planetas, o método Doppler, e cada planeta era precioso." No início, sabia os nomes de muitos planetas de cor, conseguia dizer as propriedades de cada um. "Agora há até planetas pouco interessantes e a velocidade a que são anunciados é cada vez maior."

Ano recorde A um mês do final, 2010 já tem o recorde de novas descobertas. "Os planetas têm uma variedade impressionante de tipos, tamanhos, massas, órbitas e propriedades. A natureza é definitivamente muito mais inventiva do que nós", resume B. Scott Gaudi.

Johny Setiawan, do Instituto Max.Planck para a Astronomia - que este mês anunciou a descoberta do primeiro exoplaneta com origem noutra galáxia, engolida pela Via Láctea - vai mais longe: "A grande lição é que não estamos sozinhos no universo. Há muitos sistemas planetários, muitos parecidos com a Terra. Na tecnologia houve grandes melhorias mas no futuro teremos de melhorar as comunicações, se quisermos enviar sinais para os planetas parecidos com a Terra."

Está aí alguém? Todos acreditam que haverá vida, falta encontrá-la. "É um objectivo a longo prazo e muito difícil. Para já, iria precisar de uma nova geração de instrumentos, que só estarão disponíveis dentro de 15 a 20 anos", diz Christophe Lovis, que em conjunto com Michel Mayor e os portugueses Nuno Santos, Pedro Figueira e Alexandre Correia já terá contribuído para a história com 200 planetas (contas do chefe Michel Mayor).

Dos 504 catalogados, que incluem alguns ainda duvidosos como uma descoberta em 1989, nenhum parece poder albergar os primeiros vizinhos do homem, explica Nuno Santos. Além de terem de estar na chamada zona habitável, ou seja, à distância certa da sua estrela-mãe para poderem ter água no estado líquido - os únicos candidatos a preencher os requisitos são o Gliese 581c e outro anunciado em Agosto, no sistema planetário da estrela HD 10180, a 127 anos-luz da Terra - a superfície deve ser sólida e a atmosfera tem de ter a composição certa.

Se neste momento fosse descoberto um com as condições ideais, a tecnologia ainda não estaria à altura. "Nunca ficaríamos de braços atados. Acho que haverá uma grande mobilização, mas hoje não temos equipamentos que nos permitam dizer que numa atmosfera tão distante existe carbono e oxigénio", afirma Nuno Santos. Nas gavetas das missões espaciais há projectos para se partir à descoberta logo que haja um catálogo de planetas presumivelmente habitáveis, até ao momento em branco.

Seth Shostak, astrónomo do Instituto para a Procura de Vida Extraterrestre SETI, em São Francisco, está confiante. "Há muitos projectos à procura de vida no espaço. Acho que pelo menos uma dessas experiências trará algum resultado nos próximos 15 a 20 anos e sabermos então que aquilo que aconteceu na terra não é um milagre, mas um lugar-comum no cosmos." Jose Funes, o padre jesuíta e astrónomo do Vaticano que há dois anos aceitou a existência de vida fora da Terra, vê as oportunidades de reflexão para a humanidade. "Ainda há muitas questões em aberto: Será que a terra é única? Há vida lá fora? Será vida inteligente? Talvez nunca tenhamos resposta para todas estas perguntas, mas só o facto de a procurar permite conhecermo-nos melhor a nós próprios."

fonte: i online

Descoberta em Vénus dá alerta à Terra, diz agência espacial


Imagem mostra a estrutura das nuvens de dióxido sulfúrico em Vénus

Uma misteriosa camada de dióxido sulfúrico de grande altitude descoberta pelo satélite Venus Express, da ESA - a agência espacial europeia -, em Vénus, foi finalmente explicada, após dois anos de sua descoberta. Segunda a ESA, a descoberta serve como um aviso contra a ejeção de gases na nossa atmosfera.

Vênus é coberto por ácido sulfúrico que bloqueia a visão de sua superfície. As nuvens são formadas entre 50 e 70 km de altura, quando o dióxido sulfúrico dos vulcões se junta ao vapor de água, formando o ácido sulfúrico. O dióxido que sobra do processo deveria ser destruído pela intensa radiação solar. Portanto, quando, em 2008, o satélite Venus Express detectou a existência dessa camada, criou-se um mistério. De onde esse dióxido sulfúrico sai para formar a camada que fica entre 90 km e 110 km da superfície do planeta?

Simulações de computador feitas por Xi Zhang, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, e outros cientistas do país, da França e de Taiwan, mostram que gotas de ácido sulfúrico podem evaporar em grandes altitudes, libertando gases de ácido que quebram-se na luz do Sol e que se transformam em dióxido sulfúrico.

Com essa nova descoberta, a preocupação sobre as mudanças climáticas da Terra aumentam. As experiências para a diminuição das mudanças, segundo os cientistas, podem não estar a funcionar, como pensado originalmente. "As novas descobertas também significam que o ciclo atmosférico do enxofre é mais complicado do que pensávamos", diz Håkan Svedhem, cientista do projecto Venus Express.

O vencedor do prémio Nobel, Paul Crutzen, defendeu recentemente que ejectar artificialmente grandes quantidades de dióxido sulfúrico na atmosfera da Terra a 20 km de altura para conter o aquecimento global resulta no aumento de gases que causam o efeito estufa. Esse gás forma pequenas gotas de ácido sulfúrico, iguais aos encontrados em Vénus. Essas gotas formam uma camada que reflete os raios do Sol, gelando o planeta em aproximadamente 0,5 °C.

Contudo, o estudo indica que a evaporação de ácido sulfúrico em Vénus sugere que esse projecto pode não dar certo, já que não sabemos quanto tempo essa camada protetora levará para se transformar em dióxido sulfúrico. E o pior, uma camada desse gás pioraria o efeito estufa, já que permite a passagem de todos os raios solares.

"Nós precisamos estudar detalhadamente as potenciais consequências de uma camada artificial de enxofre na atmosfera da Terra", diz Jean-Loup Bertaux, da Universidade de Versailles-Saint-Quentin, na França, que também participa do projecto.

Para esse estudo, o satélite Venus Express passa a ser de fundamental importância, pois como a natureza causa, também, a existência da camada de gases, os cientistas ainda não precisam realizar experiências mais detalhadas, podem apenas examinar os efeitos pelo satélite.

fonte: terra

Com dificuldade de engravidar, britânica descobre menopausa aos 28


Katy Hayward descobriu o problema quando tentou engravidar

Uma britânica que descobriu que estava na menopausa aos 28 anos revelou à BBC sua história e afirmou que mulheres jovens que enfrentam o problema recebem pouco apoio das autoridades de saúde.

Hoje com 30 anos, Katy Hayward, moradora do condado de Lancashire (norte da Inglaterra), revelou que começou a desconfiar de que havia algo estranho quando tentou engravidar, há cerca de dois anos.

Ela então procurou um clínico geral, que disse que ela estava bem de saúde.

"Eu sabia que tinha algo errado", disse. "Eu tinha ondas de calor e menstruação irregular, e o clínico geral apenas me receitou terapia de reposição hormonal.”

Mesmo assim, a britânica decidiu pressionar para ser atendida por um especialista.

Só depois dessa consulta, a britânica descobriu que, com apenas 28 anos, tinha iniciado a menopausa.

"Fiquei chocada", afirmou. "Ter um filho é um rito de passagem para uma mulher. Esta foi uma das coisas mais difíceis que enfrentei."

Óvulos

Estima-se que apenas uma em cada mil mulheres com menos de 30 anos passe pela menopausa. Aos 40, a proporção passa para uma em cada cem e, aos 45, cinco em cada cem.

Além de impedir a gravidez, a menopausa precoce aumenta a chance de as mulheres sofrerem fraturas e terem ataques cardíacos e derrames.

Depois de diagnosticada,Katy pediu a um especialista para verificar se era possível salvar seus óvulos, mas já era tarde demais.

Agora, sua única esperança de engravidar é uma doação de óvulos, mas ela pode enfrentar uma fila de até cinco anos.

A britânica adiou seus planos, mas afirma que ainda quer ter um filho.

De acordo com Katy, mulheres jovens como ela não recebem muita ajuda do sistema público de saúde britânico e nem aconselhamento sobre como lidar com o problema e seus efeitos colaterais.

Projecto

Um projecto da Unidade de Pesquisa sobre Menopausa do Hospital Guy's, de Londres, espera esclarecer os problemas ligados à menopausa precoce.

Beth Cartwright, médica desta unidade, explicou que se sabe tão pouco a respeito do problema que os médicos ainda não sabem qual o melhor regime de tratamento.

Em casos de falência ovariana precoce, o nível da hormona feminina estrogénio é muito baixo e a reposição hormonal, por meio de terapia ou pílula anticoncepcional, é recomendada para aliviar os sintomas da menopausa e proteger contra osteoporose e problemas cardiovasculares.

"Não sabemos qual é o melhor tratamento, ou quais os efeitos de não se fazer nenhum tratamento", disse a médica. "Precisamos saber se a terapia de reposição hormonal ou a pílula é melhor. Ninguém examinou isto antes."

A médica afirma que, no momento, a recomendação é que as próprias mulheres decidam qual tratamento fazer.

Mas Cartwright espera que o estudo mude isto.

"Por meio de uma série de exames e questionários durante um período de dois anos, vamos comparar os efeitos de tratamentos diferentes e de não aplicar nenhum tratamento na saúde dos ossos, cardiovascular, funcionamento sexual, controle de sintomas, bem-estar psicológico e qualidade de vida geral", afirmou.

Katy Hayward, que agora faz tratamento com Cartwright e sua equipa, afirma que está a receber a ajuda que precisa.

“O estudo vai ajudar outras e, com o tempo, haverá um melhor programa de atendimento, e os ginecologistas vão ficar mais atentos”, disse.

“E não vão apenas nos dar um papel com detalhes de grupos de apoio, que é o que aconteceu comigo.”

fonte: BBC Brasil

Cientistas analisam tipos de algas que teriam um bilião de anos


Verigellas teriam origem em organismos de milhões de anos

Cientistas que estudavam duas espécies de algas que crescem em regiões profundas dos oceanos concluíram que elas podem ter surgido há cerca de um bilião de anos e seriam verdadeiros “fósseis vivos”.

A descoberta, feita por uma equipa de investigadores nos Estados Unidos e da Bélgica, pode transformar as teorias sobre quais plantas seriam as precursoras de todas as plantas verdes existentes hoje.

Os estudiosos recolheram amostras de algas que já eram conhecidas e pertenciam a dois géneros, Palmophyllum e Verdigellas.

Elas foram encontradas a cerca de 200 metros no fundo do mar e, segundo os estudiosos, possuem pigmentos especiais que permitem aproveitar a luz que chega a essa profundidade para fazer a fotossíntese.

Os cientistas foram os primeiros a analisar o genoma dos dois organismos. E foi esta análise que revelou a impressionante origem dessas algas.

As conclusões da equipa foram publicadas na revista científica Journal of Phycology.

Diferentes

As plantas verdes até hoje foram classificadas em dois grandes grupos, ou clados - grupos de espécies com um ancestral comum.

Um deles inclui todas as plantas terrestres e as algas verdes com estruturas mais complexas, conhecidas como carófitas. O outro clado, o das clorófitas, abrange todas as algas verdes restantes.

A maioria dos estudos feitos anteriormente tentou determinar quais plantas antigas deram origem às carófitas, mas houve poucas pesquisas sobre a origem das outras algas verdes.

O cientista Frederick Zechman, da California State University, em Fresno, e sua equipa recolheram e estudaram amostras de Palmophyllum encontradas na região da Nova Zelândia (Oceano Pacífico), e Verdigellas da região oeste do Atlântico.

Elas são bastante peculiares, porque embora sejam multicelulares, cada uma de suas células não parece interagir com as outras de forma significativa.

Cada célula está acomodada sobre uma base gelatinosa que pode dar origem a formas complexas, como caules.

Os cientistas analisaram o ADN nas células das algas e concluíram que, em vez de pertencer ao lado das clorófitas, as duas espécies pertenceriam, na verdade, a um grupo novo e distinto de plantas verdes, que é incrivelmente antigo.


Algas analisadas têm estrutura celular diferente de outras

Os cientistas acham que elas são tão diferentes, que deveriam ser classificadas em uma ordem própria.

"Ao compararmos essas sequências genéticas aos mesmos genes em outras plantas verdes, descobrimos que essas algas verdes estão entre as primeiras plantas verdes divergentes, ou seriam talvez a primeira linhagem divergente de plantas verdes", disse Zechman à BBC.

Se este for o caso, segundo o cientista, essas algas poderiam ter surgido há um bilião de anos.

Progenitoras das Plantas

Para ele, a descoberta poderia "transformar" nossa visão sobre que planta verde foi o ancestral de todas as que existem hoje.

Até o presente, os cientistas acreditavam que a progenitora das plantas verdes seria uma planta unicelular com uma estrutura em forma de cauda chamada flagelo, que permitia que a planta se movesse na água.

Mas a equipa de Zechman não encontrou flagelos nas algas observadas, o que pode ser uma indicação de que as plantas verdes mais antigas do planeta podem não ter tido flagelos.

Zechman disse que as algas estudadas por sua equipa podem ser qualificadas como "fósseis vivos", embora não se tenha conhecimento da existência de fósseis reais dessas algas.

Sua habilidade de utilizar luz de intensidade baixa permite que cresçam em águas profundas - o que pode ser a chave de sua impressionante longevidade.

Em profundezas como essas, as plantas sofrem menos perturbações provocadas por ondas, variações de temperatura e por predadores herbívoros que poderiam alimentar-se delas.

fonte: BBC Brasil

NASA pode ter descoberto vida extraterrestre


Mais tarde ou mais cedo a notícia chegará. Será no próximo dia 2? A NASA anunciou que na próxima quinta-feira, dia 2, organiza uma conferência de imprensa sobre "Astrobiologia", para discutir "uma descoberta que terá um enorme impacto na procura de vida extraterrestre".

A NASA publicou ontem no seu site a informação de uma conferência de imprensa sobre "Astrobiologia".

"Astrobiologia é o estudo da origem, evolução, distribuição e vida futura no universo" lê-se na informação sobre a conferência que irá decorrer na próxima quinta-feira, dia 2 de dezembro , que também adianta os participantes.

O currículo desses participantes levanta agora a questão: qual a "descoberta astrobiológica" que motivou a NASA a convocar uma conferência de imprensa?

Quem irá discursar na conferência

Para além de Mary Voytek, diretora do Programa Astrobiológico da NASA, estará presente Felisa Wolf-Simon, uma oceanógrafa que já escreveu uma longa lista de artigos sobre fotossíntese baseada em arsénio e a sua implicação na evolução de espécies.

Também irá discursar Pamela Conrad, uma geobiologista que em 2009 publicou um ensaio sobre a geologia e a hipótese de vida em Marte.

James Elser será outro dos cientistas participantes. Elser é um ecologista que integra o programa de astrobiologia "Follow the Elements", que investiga os elementos químicos em ambientes onde haja a possibilidade de evolução de seres vivos.

O último participante que consta da informação da NASA é Steven Benner, um biologista que faz parte da "Equipa Titan", o grupo da NASA responsável por explorar a maior das 62 luas de Saturno, a Titan. Benner também está envolvido na missão da sonda Cassini, que recentemente entrou na densa atmosfera da lua Rhea e recolheu amostras de oxigénio e dióxido de carbono.

Rhea contém elementos químicos necessários à vida

Estes últimos dados que mostraram a existência de oxigénio e dióxido de carbono foram divulgados na última sexta-feira. A sonda Cassini encontrou pela primeira vez vestígios destes dois elementos químicos diretamente na atmosfera noutro mundo, neste caso na segunda maior lua de Saturno, o astro Rhea.

Dada a proximidade com o anúncio da próxima conferência, presume-se que o assunto da conferência esteja relacionado com a descoberta da última sexta-feira, ou seja, a densa atmosfera de uma das luas de Saturno contém os elementos químicos necessários para a formação de vida extraterrestre.

Mas são apenas suposições, já que existe um embargo sobre mais informação sobre a conferência até... quinta-feira.

São conhecidos os vários cortes nos fundos das missões da NASA e talvez o evento de quinta-feira sirva para reforçar os factos divulgados na passada sexta-feira e seja uma forma de reunir verbas para continuar com o projeto Titan. Quem quiser poderá acompanhar a conferência em direto através do site da NASA .

A NASA é reconhecida por vários fracassos nos últimos anos e a última grande conferência de imprensa que a agência espacial acolheu foi para "apenas" anunciar a presença de um buraco negro perto da nossa galáxia.

fonte: Expresso

EUA nem precisaram de fazer pressão para 'travar' caso CIA em Portugal


A eurodeputada Ana Gomes disse hoje acreditar que os Estados Unidos nem terão tido necessidade de exercer pressões para travar as investigações sobre os voos da CIA em Portugal, já que as «pressões internas» foram suficientes.

Ana Gomes reagia, em declarações à Agência Lusa, às notícias divulgadas em Espanha, com base em documentos divulgados pelo Wikileaks, sobre pressões que Washington terá exercido sobre Madrid para travar processos em curso contra militares ou políticos norte-americanos, como a polémica sobre os voos dos serviços secretos norte-americanos CIA para transferência ilegal de suspeitos de terrorismo.

Segundo a eurodeputada portuguesa, que esteve na origem da investigação aberta em Portugal, e entretanto arquivada pela Procuradoria-Geral da República, «em Portugal nem terá sido preciso os americanos pressionarem», pois «infelizmente, a pressão terá sido interna» e teve os seus frutos, designadamente o arquivamento do processo, que classificou como «um favor político».

Questionada sobre quem terá exercido as pressões e beneficiado de uma decisão politicamente orientada, Ana Gomes limitou-se a dizer que terá partido de «quem estaria envolvido» no caso dos voos.

A eurodeputada socialista disse acreditar que Portugal não foi um caso isolado, nem tão pouco as autoridades norte-americanas foram as únicas a exercer pressões para esconder a verdade sobre o caso dos voos da CIA, já que «vários governos europeus foram os primeiros a pressionar», no sentido «de que não fosse revelada» a verdade.

fonte: Sol

Afinal Colombo era polaco!?


Centenas de anos de história podem estar a encobrir uma das maiores fraudes de sempre. Provas recentes vêm demonstrar que Cristóvão Colombo não era um humilde mercador italiano, mas sim um nobre de primeira linha, filho de um rei polaco no exílio.

Uma equipa de estudiosos completou 20 anos de pesquisa acerca da vida de Cristóvão Colombo e as conclusões a que chegaram vêm contradizer a história que o próprio navegador tornou oficial, avança o DailyMail.

O professor Manuel Rosa escavou fundo no seu passado e acredita que foi precisamente a sua origem nobre, seria filho de Vladislav III, rei da Polónia no exílio, que convenceu o rei de Espanha a financiar a sua aventura marítima.

Outro dos investigadores envolvidos garante que inicialmente se interessou pelo tema, mas pensou que se tratava de «mais uma teoria da conspiração» e que só quando leu mais e começou a juntar as peças do puzzle se apercebeu que Colombo é «culpado de uma fraude que o próprio levou a cabo durante décadas».

A nova tese será tornada pública num livro que segundo o professor português José Carlos Calazans irá transformar a forma como «vemos a nossa história».

A National Geographic já se declarou interessada em realizar um documentário sobre o assunto.

fonte: Sol

Revelada parte de código de escultura na sede da CIA


À porta do quartel-general da CIA encontra-se uma escultura de nome Kryptos que contém um dos segredos que mais têm obcedado a comunidade de criptógrafos e amantes da criptografia.

O criador da escultura Kryptos - que significa 'escondido' em grego - deu uma dica importante para ajudar aqueles que se estão a dedicar a quebrar o código. Revelou que seis das 97 letras que constam da secção final secção formam a palavra 'Berlim'.

Os três primeiros códigos foram descobertos em 1998, oito anos depois de a escultura ter sido erigida no então quartel-general da CIA em Langley, Virignia.

De acordo com o artista que criou a obra, Jim Sanborn, o quarto e o código final são os mais difíceis de descobrir.

Sanborn afirmou que existem várias razoes para ter revelado esta pista neste momento. Por um lado porque, tem que ver com o facto de o mês de Novembro ser o mês do seu aniversário, por outro lado confessa que se sente «cansado do número crescente de pessoas que o contactam e que reclamam terem descoberto o código».

Esta revelação vem agitar o mundo dos amantes deste tipo de puzzles e estabelecer novas direcções para as suas pesquisas.

Apesar de reconhecer que o código não é facil, Sanborn diz-se surpreso por as pessoas estarem a levar tanto tempo a descobri-lo e avança que para descobrir mensagens encriptadas é necessário ter conhecimentos de matemática, mas não só, refere que conhecimentos na área da linguistica também são importantes.

Mesmo com mais um bocado do puzzle revelado, é possivel que a mensagem final da escultura não seja conhecida no tempo de vida do autor, que já , está preparado para essa eventualidade.

Diz que se o misterio se mantiver, enquanto estiver vivo revelará pistas de dez em dez anos. E conta que tem dois amigos mais novos em quem confia e que sabem como chegar como chegar à resposta.

fonte: Sol

Computador identifica o dia mais 'chato' da história


Um programa de computador calculou que o dia 11 de Abril de 1954 foi o dia mais aborrecido da história desde 1900.

Utilizando complexos algoritmos, o 'True Knowledge' determinou que esse particular domingo dos anos 50 se destaca pela sua obscuridade.

Tundstall-Pedoe, o cientista que desenvolveu o programa, avança que «ninguém importante morreu ou nasceu nesse dia e nenhum evento de relevo teve lugar».

Nesse dia, os acontecimentos destacados nos jornais foram umas eleições gerais na Bélgica, o nascimento de um académico turco de nome Abdullah Atalar e a morte de um jogador de futebol chamado Jack Shufflebothem. Para essa noite existiam planos de um golpe de estado em Yanam, que então era uma colónia francesa na Índia, mas acabou por nada acontecer.

De acordo com a edição online do The Telegraph, o 'True Knowledge' foi alimentado com cerca de 300 milhões de factos acerca de «pessoas, sítios, negócios e eventos» que foram noticiados no último século.

O cientista de Cambridge enfatiza que o programa não foi desenvolvido para encontrar os dias mais 'chatos' de cada século, mas sim para criar uma forma mais eficaz de pesquisar na internet.

fonte: Sol

Tesouro hebraico descoberto em Sinagoga


Historiador descobre património sobre comunidade judaica que se estabeleceu no País. Entre o material encontrado há documentos impressos e manuscritos

O historiador José de Almeida Mello descobriu um conjunto de objectos e documentos hebraicos na Sinagoga de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, que podem estabelecer o património judaico deste templo como um dos mais antigos e ricos de Portugal.

Ao despejar o conteúdo de uma velha arca guardada naquela sinagoga, José Mello encontrou uma vasta panóplia de objectos. Entre os achados estão documentos impressos e manuscritos, pergaminhos cuidadosamente enrolados, pequenos livros de bolso, uma mão em madeira, saquetas tendo no seu interior fitas de cabedal e tábuas da lei, pequenos documentos colocados no interior de tubos de vidro selados e ainda tecidos utilizados no culto religioso.

"Estaremos perante um legado com peças que podem ser anteriores ao século XIX e que remontam aos primeiros tempos dos judeus nos Açores", explicou, informando que o verdadeiro significado do achado será estudado por técnicos oriundos da comunidade israelita de Lisboa.

O que encontrou foi como entrar na "máquina do tempo e recuar" alguns séculos, conta o historiador guardião da Sinagoga de Ponta Delgada, fundada em 1836.

A primeira comunidade judaica em Ponta Delgada surgiu após o regresso a Portugal dos judeus, expulsos pelo rei D. Manuel em 1497 - os que não saíram do País foram convertidos à força ao catolicismo. Os que regressaram trouxeram consigo textos sagrados e documentos manuscritos que terão ficado como legado dos judeus entretanto radicados em São Miguel, de 1819 por diante.

De qualquer modo, na sua opinião, o acervo descoberto por José Mello remete, directa ou indirectamente, para o culto religioso hebraico e para a Torá, a "bíblia" do judaísmo. O historiador informa que as outras sinagogas portuguesas mais antigas em Portugal (em Tomar e Castelo de Vide) não têm o mesmo espólio da de São Miguel, reforçando assim o seu valor no que diz respeito à cultura hebraica.

Para José Mello, foi recompensadora a experiência de salvar do lixo objectos com importância histórica, cultural e religiosa. Na verdade, o historiador sente estar face a uma descoberta que entende ser de "grande valor. Foi como mexer nos artefactos de um povo ausente e expulso de Portugal ao longo de séculos".

José de Almeida Mello está convencido de que o achado ajudará a compreender melhor a primeira comunidade judaica que se estabeleceu em Portugal, nomeadamente em Ponta Delgada. O património agora descoberto já foi mostrado ao embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada está a elaborar um projecto para recuperar o antigo templo judaico na ilha, actualmente em ruínas, e que incluirá a criação de um núcleo museológico. Nos Açores, são poucos os seguidores do judaísmo.

fonte: DN

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mulheres têm cérebro mais activo do que os homens


Investigação descobriu diferenças entre os sexos

Um estudo canadiano revela que os homens, quando comparados com as mulheres, apresentam uma predisposição maior para viver sem pensar. A descoberta ocorreu acidentalmente durante uma pesquisa sobre esquizofrenia.

Enquanto o cérebro das mulheres consegue atender inúmeras solicitações ao mesmo tempo, o cérebro dos homens entra mais frequentemente em repouso, revela o estudo liderado por Adrianna Mendrek, investigadora canadiana do departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal.

Na verdade, os homens são mais dados a viver do que a pensar, menciona o trabalho dos investigadores que chegaram à conclusão que os cérebro masculino entra com maior facilidade em repouso durante uma pesquisa sobre esquizofrenia.

"Na realidade, os cérebros estão sempre activos. É uma questão de intensidade, mas podemos dizer que o cérebro dos homens repousa mais do que o das mulheres", explicou Adrianna Mendrek, em declarações ao jornal francês "Le Figaro".

Segundo a investigadora, existe uma explicação neurológica para esta característica que dota os homens com a capacidade "de não pensar em nada". A actividade neural do cérebro é maior em pessoas do sexo feminino, por isso o cérebro dos homens entra em repouso com mais facilidade.

A descoberta surgiu por mero acaso, já que a área de estudos de Adrianna Mendrek é a esquizofrenia - um transtorno mental que difere entre os sexos em termos de idade de início, sintomatologia, resposta à medicação e anormalidades estruturais do cérebro. Nesse contexto, analisou diversos sujeitos de ambos os sexos afectados por esta doença e comparou a sua actividade cerebral.

"Nós fomos os primeiros a relatar as diferenças sexuais no funcionamento do cérebro de esquizofrénicos", assevera Adrianna Mendrek.

O estudo envolveu 42 pessoas sem a doença, com idades compreendidas entre os 25 e 45 anos, que foram submetidas a uma tarefa de rotação mental, a partir de uma figura a três dimensões, com a finalidade de medir a actividade cerebral através de ressonância magnética. Essa medida de actividade neural foi registada quando os sujeitos, de ambos os sexos, repousavam.

Foi na sequência deste estudo que a equipa de Mendrek verificou que as mulheres se encontravam em auto-avaliação sobre aquilo que tinham acabado de fazer e a pensar naquilo que iriam realizar posteriormente. Os homens, por sua vez, apenas descansavam completamente.

Contudo, a investigadora assume que, ainda, não se encontra em posição de referir qual é a parte da pressão social ou quais as hormonas biológicas que diferenciam os dois sexos.

A equipa está, ainda, a medir os níveis de estrogénio e testosterona. Resta saber quais as medidas de actividade cerebral que devem ser exactamente observadas, a fim de possibilitar uma ligação entre os papéis das hormonas e da pressão social nas mulheres relativamente aos homens.

fonte: JN

Cientistas revertem processo de envelhecimento em ratos

Cientistas de Harvard estão mais perto de inverter o processo de envelhecimento nos humanos, depois de rejuvenescerem os órgãos de ratos de idade avançada.


A recuperação surpresa dos animais dá esperança aos cientistas quanto ao rejuvenescimento humano

Uma equipa de cientistas de Harvard desenvolveu um tratamento capaz de tornar ratos velhos e fracos em animais saudáveis, através do rejuvenescimento dos seus corpos, um processo conseguido graças à modificação genética dos seus corpos.

No estudo publicado na revista "Nature", a equipa liderada pelo investigador Ronald dePinho revela que se sabe pouco sobre o processo de envelhecimento, mas que este é causado por inúmeros fatores. Este grupo de Harvard concentrou-se no processo de encolhimento de telómeros.

A maioria das células no nosso corpo contém 23 cromossomas. No fim desses cromossomas encontra-se uma camada de proteção, o telómero. Sempre que uma célula se divide, o telómero encolhe, até que este deixe de funcionar e a célula ou morre ou fica suspensa num estado conhecido como senescência. É este o processo que está por trás de grande parte do desgaste associado ao envelhecimento.

Ratos velhos com idade nova

Para impedir o encolhimento de telómeros, a equipa de Ronald dePinho criou um grupo de ratos geneticamente modificados sem a enzima telomerase, que impede os telómetros de diminuírem. Sem essa enzima os ratos envelheceram rapidamente e sofreram várias doenças, mas quando os cientistas injetaram as enzimas nos ratos esta reparou os tecidos danificados e reverteu os sinais de envelhecimento nos mesmos ratos.

"O que vimos nestes animais não foi um atrasar ou estabilizar o processo de envelhecimento. Assistimos a uma dramática reversão e isso foi inesperado" contou Ronald dePinho, o líder da equipa.

"Estes eram animais de idade avançada, mas depois de um mês de tratamento mostraram uma reparação substancial, incluindo o crescimento de novos neurónios nos seus cérebros", acrescentou o cientista que revelou ainda o próximo passo: repetir o truque em humanos.

Próxima etapa: humanos

A ativação da telomerase não pode ser aplicada diretamente no ser humano, já que esta enzima é "desligada" quando atingimos a idade adulta, por forma a impedir que as células aumentem de tamanho sem qualquer controlo e se tornem cancerígenas. Assim, ao aumentar os níveis da telomerase em adultos pode parar o envelhecimento destas, mas também aumenta o nível de desenvolver cancro.

Uma terapia anti-envelhecimento como esta poderá ter um enorme impacto na saúde pública, ao ser capaz de reduzir as doenças relacionadas com a idade avançada e prolongar a qualidade de vida de uma sociedade extremamente velha.

E este estudo também promete fazer as delícias da nossa sociedade, já que acaba com a pior etapa da nossa vida que é envelhecer, algo que acontece a cada segundo que passa. Pelo menos até os cientistas descobrirem uma forma de aplicar a enzima sem o risco de desenvolver qualquer tipo de cancro.

fonte: Expresso

Mossad e CIA envolvidas em atentados contra cientistas


Os serviços secretos israelitas e norte-americanos, Mossad e CIA, respectivamente, estão por trás dos atentados cometidos hoje contra dois responsáveis do programa nuclear iraniano, afirmou o ministro do Interior iraniano, citado pela televisão de Estado.

"A arrogância global, a Mossad e a CIA são os inimigos da nação iraniana, e eles querem paralisar os nossos progressos científicos", declarou Mostafa Mohammad Najjar, questionado pela televisão.

"Este ato de terrorismo desesperado (...) mostra a fraqueza deles e a inferioridade da situação deles", adiantou.

O gabinete do Presidente Mahmud Ahmadinejad acusou num comunicado «o regime sionista» de estar por trás destes atentados dos quais resultou a morte de um físico que tinha um importante desempenho no programa nuclear iraniano, o professor Majid Shahriari, e ferimentos num outro cientista iraniano, Fereydun Abbassi Davani, que trabalha para o Ministério da Defesa.

"O sangue de Shariahri desacredita os defensores da democracia e dos direitos humanos e arruina a reputação dos sionistas terroristas e dos seus arrogantes defensores" ocientais, adianta o comunicado.

fonte: DN

Nasa divulga fotos inéditas da maior Lua de Neptuno


Para comemorar os 20 anos de actividades da missão Voyager, Nasa divulgou imagens inéditas das planícies vulcânicas de Triton

A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagens inéditas da superfície de Triton, maior das 12 luas de Neptuno, para comemorar os 20 anos do lançamento das sondas espaciais Voyager. A missão descobriu que Triton é um dos corpos celestes mais gelados do Sistema Solar, com temperaturas em torno de -235°C, além de abrigar geiseres activos.

Os cientistas detectaram que a grande lua tem baixa densidade e uma superfície lisa com planícies vulcânicas, montes e crateras arredondadas formadas por fluxos de lava gelada. Triton foi o último objecto sólido visitado pela Voyager 2.

Agora, a nave dirige-se para as bordas do Sistema Solar, onde fará novas explorações. As sondas Voyager são os equipamentos feitos pelo homem que alcançaram a maior distância da Terra. A Voyager 1 está a 16,6 biliões de km enquanto a Voyager 2 encontra-se a 13,5 biliões de km - respectivamente cerca de 111 e 90 unidades astronómicas do Sol.

De acordo com a Nasa, ambos os telescópios devem atingir o espaço interestelar dentro de 5 a 8 anos, entre 2014 e 2017.

fonte: terra

Biólogos descobrem nova espécie de verme marinho no Mar das Celebes


A espécie foi encontrada a três mil metros de profundidade


Uma equipa de biólogos norte-americanos descobriu uma nova espécie de verme marinho, que vive a três mil metros de profundidade no Mar das Celebes, ao largo da costa da Indonésia.

A criatura Teuthidodrilus samae - que se alimenta de plâncton e pode medir até nove centímetros - foi capturada pelo submersível de controlo remoto “Max Rover Global Explorer”, segundo noticia o jornal “The Guardian”.

Os investigadores descobriram o animal durante uma expedição em 2007, a cerca de cem metros do fundo do mar, nadando com a ajuda de centenas de pêlos ao longo de todo o corpo. Na cabeça tem uma série de pequenos braços, o que lhe dá uma aparência pouco habitual. Os cientistas pensam que estes sejam órgãos sensoriais. Os juvenis são quase todos transparentes e os adultos são castanho escuros.

“Isto ilustra o quanto ainda temos de aprender, mesmo sobre espécies maiores e habitantes comuns das profundidades”, comentaram os biólogos do Instituto Oceanográfico Woods Hole, em Massachusetts, e do Instituto de Oceanografia Scripps, na Califórnia, na revista “Biology Letters”.

No Mar das Celebes, entre as Filipinas e a Indonésia, as zonas mais profundas estão isoladas das águas circundantes mais superficiais. Por isso, a vida marinha evoluiu num ambiente único e quase imperturbado.

fonte: Público

Investigadores detectam em macacos comportamento similar à amizade

Macacos de sexo masculino tendem a ficar mais próximos de alguns indíviduos do seu grupo


Macacos machos conseguem estabelecer laços de amizade como os seres humanos

A tendência humana de formar laços próximos com pessoas de fora da família pode ter origens primitivas. Investigadores da Alemanha relatam no jornal "Current Biology" que macacos do sexo masculino exibem um comportamento de ligação social similar à amizade humana.

Os macacos do género Macaca vivem em grupos de 50 a 60 indivíduos, mas "todos os machos do grupo possuem alguns poucos macacos com quem eles interagem mais que os outros", disse Oliver Schuelke, principal autor do estudo e biólogo evolucionário da Universidade de Gottingen.

Schuelke e colegas estudaram macacos asiáticos do sexo masculino na Tailândia ao longo de cinco anos, monitorando seu comportamento.

Os macacos que passaram muito tempo a menos de 1,5 metros uns dos outros foram considerados amigos, já que é mais fácil atacar outro macaco a essa distância.

Machos que cuidavam do corpo de outros macacos com frequência e por períodos longos também eram considerados amigos. Muitas vezes, eles cuidavam de áreas de que o próprio macaco poderia cuidar sozinho.

"Esse acto de cuidar do outro parece funcionar para alimentar esses laços", disse Schuelke. "O aspecto da higiene era apenas uma parte disso".

Os laços podem levar à formação de coligações, onde um grupo de machos pode lutar com outro macho para melhorar o status social, de acordo com os investigadores.

"O interessante é que essas coligações podem ajudar indivíduos com baixo status a 'subir' e ajudar os machos que já têm bom status a permanecer ali", disse Schuelke. "Ambas as coisas ocorrem ao mesmo tempo".

Aparentemente, assim como nos humanos, algumas amizades eram duradouras, enquanto outras terminaram após um período curto. Não está claro por que isso acontece.

Já se sabia que as macacas formam fortes laços sociais, mas esses laços tendem a ser com parentes. As fêmeas preferem formar relacionamentos próximos com as mães, irmãs e filhas.


domingo, 28 de novembro de 2010

Bióloga: é ingenuidade reviver animais que nós extinguimos


O lobo da Tasmânia foi extinto da ilha australiana nos anos 30, mas investigadores planeiam cloná-lo para reintroduzir o animal na natureza

A reintrodução de espécies extintas (ou praticamente extintas) em determinadas regiões foi comum no ano de 2010. Foi o caso do castor, desaparecido da Grã-Bretanha por 400 anos e visto novamente após reintrodução numa floresta da Escócia. Também o lince ibérico (quase extinto em Portugal e na Espanha, país que tenta reintroduzir animais criados em cativeiro), o crocodilo siamês (Vietnam) e as chitas, que estavam desaparecidas na Índia, ganharam projectos similares. No caso da última espécie, o esquema de reintrodução sofreu críticas de especialistas que afirmam que, sem reintroduzir também as presas naturais das chitas, que foram erradicadas da Índia assim como o felino, a espécie não irá se proliferar no local.

Na opinião da bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas, processos de reintrodução envolvem "variáveis imprevisíveis". "É pretensão ou ingenuidade humana querer trazer de volta espécies extintas naturalmente ou que ele mesmo ajudou a extinguir, sem um estudo das consequências dessa reintrodução", diz Ellen, que aponta algumas particularidades a serem observadas. "Animais extintos da natureza e que hoje só existem em zoológicos e centros de proteção podem ser reintroduzidos. Mas com os ambientes desequilibrados a tarefa torna-se difícil. A reintrodução deve levar em consideração as condições ecológicas de um ambiente e as interações desta espécie com as espécies actuais", explicou.

Ela esclarece que, quando uma espécie ou subespécie extinta há séculos, ou até milénios, é reintroduzida, o ecossistema pode sofrer. "A variabilidade genética deve ser levada em conta. Animais são extintos justamente por problemas genéticos causados pela redução significativa de sua espécie, ou por problemas ambientais locais, globais ou de acordo com a época em que viveu o animal em questão", disse. Ellen cita o panda da China como exemplo. "Embora exista em zoológicos, ele tem imensas dificuldades de reprodução e pequena variabilidade genética, o que causa doenças, dificuldades de reprodução e consequentemente a extinção. Pode-se dizer que animais como este, na prática, já estão extintos".

Associada à limitação genética também está a mudança dos ecossistemas, que coloca um grande ponto de interrogação nas formas de preservação, teoricamente beneficiadas por avanços da ciência, como a clonagem. "Se a clonagem pode trazer à vida um animal como o lobo da Tasmânia, a pergunta é se isso é benéfico para o animal em si e para o ecossistema em que ele viverá. Animais extintos há muito tempo viveram em ambientes distintos do actual. Eles tiveram interações com outros seres, alimentando-se de outros animais, plantas, etc., que hoje podem não existir mais", alerta a bióloga.

Ellen também lembra que a clonagem não prevê a variabilidade genética, tida como o combustível da evolução e da adaptação. "Existem clones naturais, mas toda introdução feita através do ser humano pode sim causar desequilíbrio no ecossistema que possui auto-organização. Clones podem existir, mas isso implica em responsabilidades éticas".

Para Freitas, o Brasil tem a tendência de reintroduzir animais mais "carismáticos" como aves e mamíferos. "As espécies que podem ser alvo desse trabalho são peixes, plantas, anfíbios e outras menos conhecidas da população, mas com importância ecológica. No Rio Grande do Sul o número de anfíbios em processo de extinção é alarmante. Há muitos trabalhos publicados, mas poucos projectos efectivos".

Histórias de sucesso

Mesmo assim, histórias bem sucedidas de reintrodução existem. Através de projectos de preservação, animais como a ararinha azul (Cyanopsitta spixii) e o gavião real (Harpia harpyja), praticamente extintos no Rio Grande do Sul, ainda podem ser encontrados na Amazónia.

Outro exemplo de inciativa de sucesso é a do Instituto Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamada baleia corcunda ou preta. Conhecida por seu temperamento dócil e acrobacias, a espécie só saiu da lista de animais ameaçados em 2008, e actualmente conta com 50 mil exemplares a viver nos oceanos. No Atlântico Sul Ocidental, a sua principal área de reprodução é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. De Julho a Novembro, estas baleias procuram as águas quentes para acasalar e dar à luz um único filhote, que nasce após aproximadamente 11 meses de gestação.

Quem permanece na lista é a Baleia franca (Balaena mysticetus), segunda espécie de baleia mais ameaçada de extinção no planeta. Enfrentando dificuldades como a sobrepesca, a caça e a falta de educação ambiental, especialistas criaram uma Unidade de Conservação em Imbituba, no litoral de Santa Catarina. O Projecto Baleia Franca visa a conservação da espécie por meio de actividades de educação ambiental e observação dos animais quando eles se aproximam do litoral, nos meses de inverno.

Já o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no País. Duas variações são encontradas no Brasil: o Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) e o Peixe-boi-da-amazónia (Trichechus inunguis). No passado, podiam ser vistos em toda a costa, do Espírito Santo ao Amapá. Hoje, aparecem apenas no Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, tendo desaparecido no Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

Em Setembro de 2007, investigadores de Manaus organizaram a primeira reintrodução de peixe-boi amazónico em água doce. Zelando pela conservação do peixe-boi marinho está o Centro de Mamíferos Aquáticos em Itamaracá, na região metropolitana do Recife. Conhecido pelo seu trabalho de conservação, a instituição comemora 30 anos de actividades e, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), reintroduziu 4 peixes-boi à natureza no ano de 2010.

fonte: Terra

Tailandeses descobrem fóssil de crocodilo de pernas longas e veloz


Investigador encontrou fóssil em museu tailandês

Cientistas anunciaram nesta quinta-feira em Bangcoc, na Tailândia, terem identificado uma nova espécie de crocodilo que viveu há 100 milhões de anos. O estudo, baseado um fóssil encontrado no país asiático, indica que o animal tinha pernas mais longas que os crocodilos actuais, viveria em terra e poderia correr velozmente. As informações são da agência AP.

Komsorn Lauprasert, cientista da Universidade Mahasarakham, afirma que encontrou o fóssil num museu em 2006. Segundo o cientista, o fóssil de 15 cm foi descoberto numa escavação na província Nakhon Rathchasima (também conhecida como Korat), mas não foi identificado na época como pertencente a uma nova espécie.

A espécie foi nomeada de Khoratosuchus jintasakuli, com a metade do primeiro nome fazendo referência a Korat e o segundo homenageando Pratueng Jintasakul, director de um instituto de pesquisas tailandês. Depois que um fóssil de dinossauro foi encontrado no final dos anos 70, o noroeste da Tailândia virou alvo de investigadores tailandeses e estrangeiros pela riqueza de fósseis.

fonte: Terra

Faixa 'desaparecida' de Júpiter está a aparecer, dizem cientistas

Faixa foi camuflada por nuvens brancas, que começam a se dissipar e a abrir caminho para material escuro

Novas imagens da Nasa indicam que uma das faixas que "desapareceu" da atmosfera no planeta Júpiter há alguns meses está dando sinais de aparecer. As novas observações ajudarão os cientistas a entender melhor a interação entre os ventos do planeta gigante e a química de suas nuvens.


Sobreposição de imagens infravermelhas mostra começo da limpeza da camada de nuvens

No primeiro semestre, astrónomos amadores notaram que uma antiga faixa de coloração castanha, conhecida como Cinturão Equatorial Sul, logo abaixo do equador do planeta, havia embranquecido. No início de Novembro, o astrónomo amador Christopher Go, das Filipinas, viu um ponto incomumente brilhante na área onde antes ficava a faixa. O fenómeno chamou a atenção dos cientistas da Nasa.

Depois de realizar observações com vários telescópios, os investigadores agora acreditam que a faixa está mesmo voltando.

"O motivo pelo qual Júpiter pareceu 'perder' a faixa - que se camuflou entre as faixas brancas ao redor - é que ventos secos que mantinham a região sem nuvens pararam", disse Glenn Orton, investigador do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

"Uma das coisas que estávamos procurando nas imagens de infravermelho era evidência de que o material escuro emergindo a oeste da mancha brilhante era, na verdade, o início da limpeza da camada de nuvens, e foi exatamente o que vimos".

Essa camada de nuvens brancas é feita de gelo de amónia. Quando as nuvens brancas flutuam até altas altitudes, elas encobrem o material castanho, que fica mais abaixo. Num intervalo de algumas décadas, o Cinturão Equatorial Sul fica completamente branco por três anos, um evento que intrigava os cientistas.

A faixa branca não foi a única coisa a mudar no planeta. Ao mesmo tempo, a Grande Mancha Vermelha tornou-se mais escura. Orton disse que a cor da mancha - uma tempestade que tem três vezes o tamanho da Terra e já dura mais de um século - provavelmente ficará mais brilhante à medida que o cinturão retorna.

fonte: Estadão

Extinção dos dinossauros abriu caminho para mamíferos gigantes

Maior mamífero herbívoro pesava mais de três elefantes juntos e media mais de cinco metros


Escala compara maiores mamíferos pré-históricos com um elefante e um ser humano

Eles só precisavam de um pouco de espaço: uma nova pesquisa mostra que a extinção dos dinossauros abriu caminho para que os mamíferos tivessem uma explosão de tamanho - alguns chegando a ser maiores que vários elefantes juntos.

O maior mamífero terrestre de todos os tempos era uma criatura semelhante ao rinoceronte, mas sem o chifre, que tinha 5,5 metros de altura, pesava cerca de 17 toneladas e pastava nas florestas do quer hoje são Europa e Ásia. Ele faz com que o mais conhecido mamute lanudo pareça baixo.

 Descobrir e rastrear esses titãs pré-históricos é mais do que mera curiosidade: o feito lança nova luz sobre a evolução e a diversificação dos mamíferos, enquanto ocupavam os nichos deixados livres pelos dinossauros.

Passados 25 milhões de anos da extinção dos dinossauros - bem depressa, em termos geológicos - os mamíferos terrestres haviam atingido o tamanho máximo e começavam a estabilizar, escreve uma equipa internacional de cientistas na revista Science. E embora diferentes espécies tenham atingido o tamanho máximo em diferentes momentos em diferentes continentes, o padrão evolutivo foi bastante similar em escala global.

"A evolução pode acontecer bem depressa quando a ecologia permite", disse a paleoecóloga Felisa Smith, da Universidade do Novo México, que encabeçou o estudo. "Isso realmente se resume à ecologia deixando acontecer".

Que o fim da era dos dinossauros, há 65 milhões de anos, abriu as portas para a era dos mamíferos, e que alguns mamíferos atingiram proporções gigantescas, já era sabido. Mas o novo estudo é o primeiro mapeamento completo dos titãs de um modo a ajudar na compreensão de como e porquê atingiram proporções descomunais.

"Não tínhamos uma ideia clara de como a história se desenrolou após a extinção dos dinossauros", explica Nick Pyenson, curador do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano, e que não tomou parte na pesquisa.

Teorias anteriores sugeriam que a diversidade de espécies levou ao aumento de tamanho, mas o novo trabalho não encontrou essa conexão. "Isso sugere que há uma explicação mais profunda sobre como o grande tamanho corporal evolui em mamíferos", disse ele.

Mamíferos coexistiram com dinossauros, mas eram pequenos, não ultrapassando o tamanho de um pequeno cão. "Nós éramos basicamente os ratos correndo aos pés dos dinossauros", define Felisa Smith.

Para entender como isso mudou, investigadores reuniram dados de fósseis sobre o tamanho máximo atingido por todos os principais grupos de mamíferos em cada continente, ao longo da história evolutiva.

O maior foi o Indricotherium de 17 toneladas, seguido de perto por uma criatura semelhante ao elefante, o Deinotherium africano. Os elefantes actuais pesam de 3 a 5 toneladas.

Os herbívoros agigantaram-se primeiro, talvez porque tivessem a vantagem de comer a vegetação que os grandes dinossauros herbívoros, uma vez extintos, não comiam mais. da mesma forma que acontece hoje com leões e elefantes, os grandes predadores que se seguiram ficaram com cerca de 10% do tamanho dos maiores herbívoros.

Por que o tamanho dos mamíferos primeiro estabilizou e depois diminuiu? Disponibilidade de área e temperatura, diz Felisa. Noventa por cento do alimento que os mamíferos consomem vai para manter a temperatura interna do corpo, e a quantidade de comida relaciona-se á área total que sustenta a população.

Os maiores mamíferos evoluíram quando um clima mais frio gerava um nível do mar mais baixo, e mais terra disponível. Além disso, animais maiores têm mais dificuldade em perder calor, um problema com o aquecimento do clima.

Cientistas debatem que foi a mudança climática ou o advento do ser humano o que pôs fim à era dos mamíferos titânicos.

fonte: Estadão

Astrónomos descobrem densidade de filamentos entre galáxias

'Teia cósmica' une grandes aglmoerados de galáxias pelo Universo

Astrónomos obtiveram um vislumbre de uma galáxia incomum, o que ajudou a descobrir novos detalhes a respeito de um "banco de areia" celestial que conecta duas grandes ilhas de galáxias. A pesquisa foi realizada com o Telescópio Espacial Spitzer.


Deformação nos jatos de material de galáxia revela resistência da teia cósmica

Esses "bancos", ou filamentos, cobrem vastas distâncias entre aglomerados de galáxias e formam uma espécie de treliça conhecida como a teia cósmica. Embora imensos, os filamentos são difíceis de ver e estudar em detalhe. Há dois anos, o Spitzer revelou que desses fios intergalácticos, contendo galáxias em processo de formação de estrelas, ligava os aglomerados Abell 1763 e Abell 1770.

Agora, essas observações foram reforçadas pela descoberta, no interior do mesmo filamento, de uma galáxia que tem um raro formato de bumerangue e que emite luz de modo incomum. Gás quente está a golpear a galáxia errante, forçando-a a assumir a forma actual à medida que cruza o filamento, o que oferece um novo modo de medir a densidade desse fio da teia cósmica.

Cientistas esperam que outras galáxias semelhantes, com forma recurvada, possam sinalizar a presença da teia.

Astrónomos avistaram a galáxia torta a cerca de 11 milhões de anos-luz do centro de Abell 1763. A galáxia-bumerangue apresentava uma proporção incomum entre suas emissões de ondas de rádio e infravermelho.

Isso deve-se, em parte, ao facto de a galáxia ter jatos de material sendo emitidos em direcções opostas por um buraco negro supermassivo em seu centro. Esses jatos expandem-se em gigantescos volumes de material emissor de ondas de rádio.

Cientistas notaram que as zonas de emissão parecem dobradas para trás em relação á trajetória da galáxia através do filamento. Esse desvio, raciocinaram os astrónomos, é causado pelas partículas do filamento, que empurram o gás e a poeira dos jatos.

Ao medir o ângulo de desvio dos jatos, os investigadores calcularam a pressão exercida pelo filamento e determinaram a densidade do meio. De acordo com os dados, a densidade no interior do filamento é cerca de 100 vezes superior à densidade média do Universo.

fonte: Estadão

Cientistas dos EUA pedem retomada da produção de plutónio para naves espaciais


A Cassini, no sistema de saturno, usa geradores com plutónio. O plutónio 238 é necessário para missões que não podem depender apenas de energia solar.

O Comité Consultivo de Astronomia e Astrofísica da Fundação nacional de Ciência dos EUA enviou carta ao governo americano e ao comando da Nasa pedindo atenção para a necessidade de retomada rápida da produção de plutónio 238.

Esse isótopo é usado para gerar energia para sondas espaciais enviadas para além da órbita de Marte, uma região do espaço onde a energia solar não é mais suficiente para manter os equipamentos a funcionar.

Os cientistas temem que uma disputa sobre quem deve pagar pela produção - se o Departamento de Energia do governo federal ou a Nasa - atrasem demais o reinício da criação do isótopo. A verba necessária é de US$ 30 milhões (22.647.000 EUR).

Na carta, o comité manifesta "preocupação" com a demora na retoma, que pode, de acordo com os autores, "não só prejudicar a capacidade dos EUA de conduzir missões planetárias ao Sistema Solar exterior, mas também impedir o desenvolvimento e implementação de futuras missões astrofísicas" no espaço profundo, além da órbita terrestre.

fonte: Estadão

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