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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A genética deu-nos os primeiros crisântemos azuis

Crisântemo geneticamente modificado

Cientistas japoneses fizeram desabrochar crisântemos azuis, uma cor que não é fácil de encontrar nas flores. Será que ainda vamos dar ou receber um bouquet destas flores transgénicas?

A natureza tem uma imensa paleta de cores e muita dessas tintas coloridas estão nas flores. Mas, tanto nos campos repletos de flores ou na florista mais perto de nossa casa, o azul é uma cor pouco comum. Menos de 10% de 400 mil espécies florais têm flores azuis, de acordo com o livro Nature's Palette: The Science of Plant Color, do biólogo David Lee. Por isso, como a natureza tem pintado pouco as flores de azul, os cientistas têm tentado fazê-lo através da engenharia genética. Pela primeira vez, foram criados crisântemos azuis transgénicos, como reporta a revista Science Advances.

É como criar uma pintura que não existe e que nem pode ser copiada da natureza. Os crisântemos selvagens são amarelos e brancos, indica ao PÚBLICO Ryutaro Aida, da Organização Nacional de Investigação Agrícola e Alimentar do Japão e coordenador do trabalho que juntou vários cientistas japoneses. Já os crisântemos de cultivo têm uma coloração rosa, vermelha, laranja ou verde. “As espécies de flores que têm flores azuis são relativamente raras”, disse ao jornal The New York Times Naonobu Noda, também da Organização Nacional de Investigação Agrícola e Alimentar do Japão e primeiro autor do estudo.

Há muito tempo que os cientistas têm tentado pintar certas flores de azul. Usando a genética, têm conseguido alguns resultados. Por exemplo, a empresa australiana Florigene criou, nos anos 90, cravos de cor violeta. E uma década depois, juntamente com a empresa agro-alimentar japonesa Suntory, a Florigene conseguiu a primeira rosa azul (que parece mais violeta). Portanto, percebe-se que esta pintura é uma tarefa complicada. 

No entanto, os cientistas tinham já algumas pistas. Sabia-se que são as antocianinas (moléculas nas pétalas, caule e no fruto) que dão à flor a cor vermelha, púrpura ou azul, o que depende da ligação dos açúcares e de outros grupos de átomos naquelas moléculas. Além disso, como explica uma notícia na revista Science, há condições dentro das células das plantas que também são importantes. Por isso, podiam até transplantar-se antocianinas de uma planta com flores azuis para outra planta para mudar a sua tonalidade, só que isso não resulta. “São necessárias condições mais complexas para conservar as estruturas que activam a coloração azul do que as que activam o roxo ou o violeta. Por essa razão é que é tão difícil obter estas condições através das técnicas tradicionais de cultivo”, explicou Naonubu Noda ao jornal El País. 

Vamos então à transformação dos crisântemos, neste caso da espécie Chrysanthemum morifolium: foram os genes de outras duas plantas com flor que os tornaram azuis. Primeiro, os cientistas adicionaram um gene das campainhas (ou Campanula medium) ao ADN dos crisântemos. A sua flor acabou por ficar púrpura. Mas a experiência não ficaria por aqui. Ainda manipularam os crisântemos com um gene da Clitoria ternatea, que tem flores azuis.


Foto Bouquet de crisântemos rosa e de crisântemos azuis transgénicos NAONOBU NODA/NARO

E eis que surgiram crisântemos azuis. Os genes das campainhas e da Clitoria ternateaalteraram a estrutura molecular das antocianinas nos crisântemos, o que os tornou azuis ou azuis-violeta, segundo os parâmetros do catálogo da Real Sociedade de Horticultura britânica. “Este resultado foi inesperado”, escrevem os cientistas no artigo científico, pois logo no segundo passo os crisântemos ficaram azuis.

A polémica dos transgénicos

“Este [resultado] tem um grande impacto”, comentou à revista Science Toru Nakayama, bioquímico da Universidade Tohoku (no Japão), e que não está envolvido no trabalho. Afinal, há muitas espécies de flores que estão à venda mas que não existem em azul. Segundo a mesma revista, o próximo passo dos cientistas é mesmo reproduzir mais crisântemos para tornar possível a sua venda. Contudo, em resposta ao PÚBLICO, Ryutaro Aida disse que não era para já: “Por agora, ainda não temos a ideia da sua comercialização. Até porque os organismos geneticamente modificados não são fáceis de comercializar.”


Foto Crisântemos rosa e de crisântemos azuis transgénicos NAONOBU NODA/NARO

Também de acordo com o jornal New York Times, os cientistas esperam que este novo método venha a ser aplicado em flores como as rosas. Ryutaro Aida ainda refere que o mesmo poderá ser feito com os lírios. “Isto poderá ter um grande valor de mercado em todo o mundo”, considera Neil Anderson, investigador em horticultura na Universidade do Minnesota (nos Estados Unidos) e que também não participou no trabalho. 

Mesmo assim, as flores geneticamente modificadas não têm tido um caminho fácil. E se na União Europeia tem sido autorizada a venda de flores transgénicas, como aconteceu com os cravos lilases, esta situação não é consensual. Por exemplo, estes cravos transgénicos geraram uma petição online europeia para impedir a autorização de venda. O documento também teve o apoio de associações anti-transgénicos portuguesas, como a Plataforma Transgénicos Fora. “Já temos flores que cheguem na Terra com belas cores, não precisamos de flores geneticamente modificadas com todos os problemas de saúde e ambientais envolvidos”, lia-se na petição.

O nome do cravo lilás é Moonaqua, foi criado pela Florigene e é cultivado no Equador e na Colômbia. Faz parte de cravos transgénicos com vários tons de azul, como o azul-forte, púrpura ou o lilás. A sua venda na União Europeia acabou por ser autorizada em 2015, juntamente com outros organismos geneticamente modificados, como o milho e o algodão. Aguarda-se agora o destino destes novos crisântemos azuis. 

fonte: Público

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Monsanto desenvolve abelhas transgénicas

Monsanto desenvolve abelhas transgênicas resistentes aos PESTICIDAS neonicotinóides

Monsanto desenvolve abelhas transgénicas resistentes aos PESTICIDAS neonicotinoides!

Em 2015, um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard apontava dois neonicotinoides utilizados no fabrico de pesticidas como altamente prejudiciais para as colónias de abelhas.

E agora :Abelhas Transgénicas, resistentes aos neonicotinoides!

Isto é uma Piada?


Infelizmente não, segundo o site francês Science Info, a gigante em Biotecnologia; norte-americano Monsanto desenvolveu a primeira abelha transgénica capaz de suportar uma enorme quantidade de pesticidas neonicotinoides.

” Os neonicotinoides são uma classe de inseticidas derivados da nicotina. A primeira vez que foi demonstrada a capacidade inseticida destes compostos foi em 1972, sendo a base deste estudo um derivado heterocíclico do nitrometileno. Este trabalho resultou na descoberta da nitiazina, composto que nunca foi comercializado como insecticida mas que serviu de composto líder para a síntese de todos os neonicotinóides.O uso de alguns elementos da família dos neonicotinoides foi proibida na Comunidade Europeia e outros países, após estudos evidenciarem correlações com o desaparecimento de colónias de abelhas.

Em Janeiro de 2013, a EFSA (European Food Safety Authority) estabeleceu que neonicotinodes possuem um risco inacreditavelmente alto para as abelhas e que a indústria financiou agências reguladoras para que divulgassem apelos de segurança em prol de seus produtos.

Estudos de um grupo de Harvard (publicados na revista Bulletin of Insectology 67 (1): 125-130, 2014) confirmou tais relações entre os venenos inseticidas e o desaparecimento de colónias de abelhas no inverno.

Outro estudo de um grupo italiano (na Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America em Outubro de 2013) já havia demonstrado que os neonicotinoides desregula o sistema imune das abelhas tornando-as susceptíveis a infecções de vírus contra os quais elas eram resistentes antes do contacto com com os venenos.“

Neonicotinoides inseticidas são substâncias tóxicas utilizados principalmente em forma de pesticidas na agricultura tradicional. Sua toxicidade e disseminação persistente na natureza representam grandes problemas para violações de espécies vivas, como abelhas, que não foram, obviamente, documentados. Muitos apicultores apontam estes fatores para explicar o “colapso da síndrome da colónias de abelhas”.

O grande invento da Monsanto teve como argumento um profundo compromisso com a proteção da biodiversidade e um desejo de melhorar e proteger o nosso ambiente!

“Estas abelhas transgénicas podem suportar aplicações de pesticidas sete vezes maior do que as doses máximas atualmente permitidas pelos órgãos reguladores”, diz o diretor de pesquisa da empresa.

E ao que parece, as abelhas transgénicas já são mais uma patente da Monsanto .Sua composição genética foi modificada e não poderão dar à luz a futuras mães rainhas.

”A Monsanto oferece diferentes pacotes de rainhas transgénicas adaptadas às necessidades específicas de apicultores (colónias de 500, 5.000 ou 50.000 unidades).“

A maravilha da polinização é algo extraordinário e magicamente perfeito ! Precisamos de abelhas transgénicas e ainda patenteadas?

Confira abaixo esta mágica dança das abelhas já ameaçada pelo pólen de milho transgénico!


fonte: Nosso Foco

sábado, 28 de novembro de 2015

Já há vacas modificadas em laboratório para não terem cornos

Já há vacas modificadas em laboratório para não terem cornos

Ter vacas e bois sem cornos é o sonho de muitos criadores de carne ou produtores de leite 

Uma empresa dos Estados Unidos conseguiu alterar o ADN de vacas em laboratório e criar dois vitelos que nunca terão cornos na vida. Parece ‘coisa do demo’ - apesar de haver outras raças que nunca os têm -, mas a inovação até pode ser positiva para a indústria de carne e leite, e para os próprios animais.

A inovação tem contornos positivos, uma vez que os cornos provocam acidentes todos os anos e a sua retirada traz sofrimento ao animal

Segundo uma notícia do New York Times (NYT), foi nas instalações da Recombinetics em Sioux Center, no estado norte-americano do Iowa, que os cientistas conseguiram alterar os genes de células bovinas para que ‘perdessem’ a predisposição para formar cornos. Essa alteração funciona até para as próximas gerações, tornando os dois vitelos machos num híbrido mais semelhente aos da raça Angus, uma das mais famosas do mundo e das poucas que não apresentam cornos naturalmente.

Esta notícia abre novamente a discussão em torno da “edição de embriões humanos”, lembra o diário norte-americano, mas também tem contornos positivos. Os cornos nas vacas e bois causam frequentemente acidentes com as pessoas que lidam com esses animais.

Causam também feridas noutros animais que acabam por desvalorizar depois a sua carne ou a sua pele. E os processos de corte desses apêndice, mesmo que feitos ainda na fase de vitelos, podem ser dolorosos e ter sequelas nos animais.

Agências internacionais como a PETA têm exigido o recurso a métodos alternativos, como a escolha de raças naturalmente sem cornos ou a seleção de animais sem os mesmos – numa tentativa de expandir a criação de mais exemplares sem cornos –, de forma a evitar esses processos. Isto porque muitas vezes recorre-se a alicates e outras ferramentas de corte para os retirar, e nem sempre é feita a cauterização da ferida.

A Recombinetics, segundo o jornal norte-americano, afirma também que já conseguiu no passado ‘editar’ raças de porcos para engordarem e crescerem com menos quantidade de ração, e raças bovinas brasileiras para terem músculos maiores. Outras empresas estão a tentar desenvolver galinhas cujos ovos produzam apenas galinhas, para gerar mais ovos, e vacas que tenham apenas bezerros machos, que crescem mais rápido do que as fêmeas.

Já os chineses estão a desenvolver cabras cujo pêlo é maior, para produzir caxemira, e porcos mais pequenos que possam servir de animais de estimação.

O NYT lembra ainda que foi aprovada na semana passada pelo governo federal norte-americano a utilização de uma nova raça de salmão, geneticamente modificada para crescer mais rapidamente. É a primeira vez no país que se autoriza uma mudança deste tipo num animal de consumo humano.

fonte: Sol

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ensaios com moscas transgénicas em Espanha preocupam ambientalistas


Mosca-da-azeitona causa grandes prejuízos na olivicultura RUI SOARES


Mosca-da-azeitona

Empresa britânica pede autorização para testar insectos geneticamente modificados destinados a combater praga das oliveiras.

Ambientalistas de vários países mediterrânicos, incluindo Portugal, estão a contestar o potencial uso de moscas geneticamente modificadas para combater uma praga das oliveiras.

São moscas-da-azeitona, cujo código genético foi alterado de modo a que da sua reprodução resultem insectos que morram antes da idade adulta. O objectivo é eliminar a praga de zonas afectadas.

Uma notificação para um ensaio de campo na Catalunha foi submetida em Maio às autoridades espanholas pela empresa britânica Oxitec, que desenvolveu o insecto. Segundo os documentos agora divulgados pela Comissão Europeia, a empresa pretende realizar uma experiência em seis lotes, com um total de mil metros quadrados, perto de Tarragona. Ali serão libertados até 5000 machos da mosca-da-azeitona por semana, em duas fases — no Outono e na Primavera. As zonas estarão cobertas com redes.

Os ambientalistas estão, porém, preocupados com a libertação acidental das moscas. “Libertar insectos geneticamente modificados no ambiente é uma experiência perigos que, na prática, irá transformar toda a Europa num laboratório ao ar livre”, afirma Janet Cotter, da Unidade Científica da organização internacional Greenpeace, num comunicado. “Os insectos não respeitam fronteiras e nenhuma esterilidade é 100% eficaz”, completa, acrescentando que, se algo de errado acontecer, “será impossível terminar e conter o ensaio”.

Os ambientalistas temem que as modificações genéticas nas moscas libertadas não sejam estáveis — tal como defende a empresa Oxitec — e que possam resultar em consequências imprevisíveis no ambiente. Além disso, a presença de larvas transgénicas nas azeitonas pode comprometer a produção de azeite biológico, que tem de ser livre de organismos geneticamente modificados.

“Nenhum consumidor deseja comer azeitonas recheadas com larvas geneticamente modificadas”, argumenta Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora, que reúne várias organizações não-governamentais portuguesas. “É tempo de se investir em meios de protecção das culturas que sejam holísticos, sustentáveis e conjuguem os objectivos de consumidores e agricultores”, refere, no comunicado conjunto com outras organizações de países mediterrânicos.

Se o ensaio for adiante, será a primeira vez que é autorizada a libertação de animais geneticamente modificados na Europa, segundo os ambientalistas. Mas a empresa Oxitec já tem vindo a realizar experiências com outros insectos transgénicos noutras partes do mundo — como mosquitos para combater a dengue no Brasil.

A empresa já tinha solicitado uma autorização para um ensaio de campo em Espanha em 2013, mas desistiu perante forte contestação. Agora, apesar do novo pedido, nada está decidido. “Quando tivermos uma resposta dos reguladores, decidiremos se iremos avançar ou não”, disse ao PÚBLICO Chris Creese, porta-voz da Oxitec.

Segundo Creese, a solução dos insectos geneticamente modificados é “amiga do ambiente” e a empresa tem sido solicitada a realizar experiências em diferentes países. “O método é natural e livre de pesticidas. Está baseado no instinto reprodutivo dos machos, e só controla uma espécie de praga, sem afectar outras”, explica.

Os machos libertados cruzam-se com as fêmeas que estão na zona. As larvas fêmeas morrem, o que acaba por resultar no colapso da população daqueles insectos. Sem possibilidade de se reproduzirem, os machos também acabam por desaparecer. “É uma abordagem que não deixa rastos”, diz Chris Creese.

A praga das moscas-da-azeitona causa enorme prejuízos na olivicultura. Em Portugal afecta em particular a zona entre o Douro e o Minho. As larvas crescem dentro das azeitonas, tornando-as impróprias para o consumo e para o fabrico do azeite. 

fonte: Público

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Mapa mostra onde estão 8500 hectares de milho transgénico cultivados em Portugal


Foram precisas cinco ações em tribunal para a plataforma Transgénicos Fora ter acesso aos dados completos de 2005 até 2014, recolhidos pelo Ministério da Agricultura.

Pela primeira vez é possível conhecer localizações dos campos onde se cultiva milho transgénico em Portugal. São mais de 8500 hectares, divididas por áreas relativamente pequenas no Alentejo, Ribatejo e região Oeste, segundo um mapa divulgado esta quinta-feira pelo grupo Transgénicos Fora.

De acordo com o grupo, foram precisas cinco ações em tribunal para ter acesso aos dados completos de 2005 até 2014, recolhidos pelo Ministério da Agricultura.


Na página Transgénicos Fora é possível ver os mapas de 2013 e 2014 e aprofundar a informação até ao nível do concelho, com informação sobre as áreas cultivadas e os respetivos agricultores e empresas. Segundo os dados de 2014, a maior área foi cultivada pela Conqueiros Invest: 256 hectares no concelho de Santiago do Cacém. Mas há também muitas plantações com menos de 20 hectares - aliás, a grande maioria das explorações têm menos de 50 ha.

O grupo, que agrega várias associações ambientalistas e de agricultura biológica, argumenta que conhecer esta informação é fundamental "para a deteção precoce de eventuais problemas", na saúde dos ecossistemas e até das populações, razão pela qual a legislação europeia e nacional prevê a sua divulgação.

Na União Europeia há apenas um tipo de milho transgénico cujo cultivo é permitido - um tipo modificado geneticamente para resistir à praga da broca (MON810), produzido pela gigante Monsanto, que é usado em Espanha e Portugal.

A introdução de organismos geneticamente modificados é avaliada pela Agência Europeia de Segurança Alimentar e aprovada (ou não) pela Comissão Europeia.