quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A década dos planetas

Os primeiros dez anos deste século mexeram com a astronomia e com as definições dos planetas. Veja algumas descobertas

O início do século XXI tornou a tarefa de contar o número de planetas fora do nosso sistema solar complexa. Se até o ano 2000 tínhamos meros 56 exoplanetas (como são chamados os planetas fora do Sistema Solar) actualmente, em 22 de Dezembro de 2010, há 515 deles espalhados pelo universo segundo dados do site Enciclopédia de Planetas Extrasolares. E o número cresce exponencialmente: no final de Novembro eram 494.

As descobertas são fruto de diversas técnicas que procuram por exoplanetas a partir da Terra e do espaço. Em 2010, a sonda espacial Kepler, enviada ao espaço para detectar planetas de tamanho semelhante à Terra, começou a encontar seus primeiros planetas. Até agora encontrou sete, mas tem uma lista de mais de 700 candidatos à espera de análise. Abaixo algumas descobertas relacionadas a exoplanetas nesta década e de um planeta que deixou de ser chamado por este nome.


O planeta que não é mais

Plutão, o menor planeta do sistema solar, foi rebaixado a “planeta-anão” em 2006 pela União Astronómica Internacional. A partir daí, o Sistema Solar passou a ter oito planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno) pois Plutão não se encaixou nas condições necessárias para ser considerado um deles.


Plutão passou a ser considerado um "planeta-anão" em 2006

Aqui pode ter água

Em 2007 foi descoberto GLIESE 158c, o primeiro exoplaneta numa zona habitável, , na constelação de Libra. Com raio de 1,5 vezes o da Terra e massa 5 vezes maior, sua temperatura é estimada entre 0 ° C e 40 ° C e portanto pode ter água líquida.


O GLIESE 158c tem temperaturas entre 0º e 40ºC, parecidas com as da Terra

O pesadão

É detectado o exoplaneta de maior massa, o COROT-3 b, foi encontrado pelos astrónomos em Fevereiro de 2008. Ele fica na constelação de Áquila e tem um tamanho semelhante ao de Júpiter embora sua massa seja 21,6 vezes maior do que a dele (e mais de 6.884 vezes maior do que a da Terra).


COROT-3 b: o planeta de maior massa já encontrado é do tamanho de Júpiter

Devagar e sempre

O telescópio Hubble detecta em Novembro de 2008 o exoplaneta Formalhaut b, na constelação Peixe Austral, que demora nada mais de 876 anos para dar uma volta em torno de sua estrela. Com uma massa 953 vezes maior do que a da Terra, ele também foi o primeiro exoplaneta a ser detectado via imagem directa.


O Formalhaut b demora 876 anos terrestres para dar a volta em torno de sua estrela

Ali sim, faz calor

Em Abril de 2009 foi descoberto o planeta WASP-12b na constelação Cocheiro. Ele está tão perto de sua estrela WASP-12 que sua temperatura é de cerca de 2,2 mil °C, tornando-o o exoplaneta mais quente já descoberto na Via Láctea. No ano seguinte, o telescópio Hubble descobre que ele está sendo consumido por sua estrela a WASP-12. Foi a primeira vez que um evento deste tipo foi observado com tamanha clareza.


Imagem artística da Nasa mostra estrela engolindo o planeta Wasp-12b

Do contra

É descoberto um planeta, WASP-17b, que gira . Ele fica na constelação de Escorpião e é também um dos de maior raio já encontrado, com 1,74 vezes o raio de Júpiter (e 19 vezes o da Terra). É também um dos planetas menos densos já encontrados, o que faz com que tenha uma densidade muito pequena. O WASP-17b foi descoberto em Agosto de 2009.


O Wasp 17b pé um planeta gigante que gira na direção contrária de sua estrela

Ligeirinho

O planeta com a órbita mais curta é descoberto. O WASP-19b dá uma volta completa em torno de sua estrela, WASP-19, em 18,9 horas. Ele fica na constelação de Vela e tem uma massa de 1,15 vezes a de Júpiter (e 365 vezes a da Terra). Foi descoberto em Dezembro de 2009.


Já o Wasp 19 b demora apenas 19 horas para dar a volta completa em sua estrela

Clube do cinco

A sonda espacial Kepler anuncia a descoberta de cinco exoplanetas de uma vez só, os primeiros detectados pela missão da Nasa. Chamados Kepler 4b,5b,6b,7b e 8b eles tem tamanhos que vão de maiores que Júpiter (Kepler 5b,6,b,7b,8b) ao tamanho de Netuno (Kepler 4b). Foram anunciados em Janeiro deste ano. Na foto ao lado, quatro deles e a comparação de seu tamanho com o de Júpiter.


A sonda Kepler começa a dar seus primeiros resultados, como a descoberta de vários planetas de uma só vez


Cientistas voltam atenções para a actividade solar


Previsões indicam que sol despertará de fase de baixa actividade, em 2011

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa actividade, dando início a um anunciado período de turbulência, possivelmente destrutivo.

Muitas pessoas podem surpreender-se ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares - marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas - revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.

O último começou em 1996 e por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.

Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua actividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmaram especialistas.

"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa.

Mas há um período prolongado de alta actividade, "mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).

Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, libertando energia visível em altas latitudes na forma de auroras, boreal e austral - as famosas Luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar panes na infraestrutura electrónica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são os flares solares ou erupções de protões supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.

Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20.000 km.

Em Janeiro de 1994, descargas de electricidade estática provocaram uma pane de 5 meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou 50 milhões de dólares.

Em Abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à actividade solar.

"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou.

Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de 10 minutos.

Para dar conta da fúria solar, projectistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como protecção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.

Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais.

A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenómeno bem mais subtil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afectou seis milhões de pessoas.

"Há muito o que desconhecemos sobre o sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos no sol que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter actividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.


Construído processador com mil núcleos


A Universidade de Glasgow anunciou a construção de um processador com mil núcleos

Com esta construção torna-se possível o processamento de um algoritmo chave para o formato MPEG a uma velocidade de 5GB por segundo, o que pressupõe velocidades 20 vezes mais rápidas do que as dos actuais computadores.

Em comunicado a universidade adianta que «os cientistas usaram um chip denominado «Field Programmable Gate Array (FPGA)», e que os «FPGApodem ser configurados em circuitos específicos pelo utilizador, invés da mesma vir de fábrica, o que permitiu dividir os transistores do chip em pequenos grupos e levar a que cada um execute uma tarefa diferente».

A equipa de investigadores da universidade escocesa dividiu milhões de transístores em mil minicircuitos, em que cada um é capaz de seguir instruções diferentes.

fonte: Sol

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Americano diz ter morto 'chupacabras' no quintal de casa





Mark Cothren mostra o corpo do suposto 'chupacabras', morto no quintal de sua residência nos Estados Unidos

Um morador da cidade de Lebanon Junction, no estado americano de Kentucky, afirma que encontrou e matou um exemplar da lendária espécie dos chupacabras. Mark Cothren atirou no animal ao vê-lo no quintal de sua casa. O caçador diz que se assustou ao não reconhecer a criatura.

"Eu pensei: 'todo bicho tem pelos, principalmente nesta época do ano'. Não entendi como um animal assim poderia sobreviver no inverno", afirmou Cothren, em entrevista à rede de TV americana FOX. "Agora todo mundo está curioso para saber que bicho é esse. O telefone não para de tocar."

O animal, abatido no dia 18 de Dezembro, tem orelhas grandes, cauda e bigodes longos, e tem praticamente o mesmo tamanho de um gato doméstico. "Já me disseram de tudo, que seria um gato, um guaxinim ou mesmo um chupacabras."

Diversos animais já foram identificados como "chupacabras", a maioria cães e lobos. O misterioso devorador de rebanhos é uma lenda que se espalhou em países da América do Sul, incluindo o Brasil, e chegou ao sul dos Estados Unidos. Há registos de fazendas supostamente atacadas por "chupacabras" nos estados do Texas e Oklahoma.

Zoólogos entrevistados pela FOX dizem que não é possível identificar o animal apenas pelas imagens. A maioria, no entanto, diz que mais provavelmente trata-se de um cão ou de um guaxinim que, por sofrer de alguma doença, teria perdido os pelos.

Cothren afirmou que, a pedido do departamento responsável pela preservação da vida selvagem de Kentucky, vai entregar o corpo do animal para análise.

fonte: G1

Montanha chinesa tem mais de 20 mil fósseis marinhos


Fóssil de réptil marinho pré-histórico conhecido como ictiossauro, que lembra remotamente um golfinho






Diversos fósseis

Mais de 20 mil fósseis de répteis, mariscos e outras criaturas marinhas pré-históricas foram localizadas  numa montanha na China.

A descoberta, feita por uma equipa do Centro Geológico Chengdu, pode fornecer pistas de como as espécies são menos ou mais suscetíveis à extinção.

A vida quase foi aniquilada há 250 milhões de anos por uma erupção vulcânica na região da Sibéria, seguida de um aumento na temperatura em termos globais, e somente uma em cada dez espécies sobreviveu à explosão ocorrida no fim do período Permiano. Os fósseis encontrados representam um ecossistema completo resgatado depois dessa época.

A montanha fica em Luoping, a sudoeste da China, e praticamente teve metade de sua superfície escavada. A camada de calcário onde os fósseis foram encontrados é remanescente da época em que a região sul chinesa era ainda um território com clima tropical, cercada provavelmente de coníferas.

Os fósseis estão excepcionalmente bem preservados, e mais da metade está intacta. Peles delicadas que sobreviveram à acção do tempo também podem indicar como a dieta e a locomoção desses animais eram feitas.

Um talatossauro é a maior criatura encontrada pelos cientistas, cujo comprimento é de até três metros. Além dele, também havia um ictiossauro, que lembra remotamente um golfinho.

fonte: Folha.com

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Encontrado gelo no asteróide 65 Cybele


Descoberta sugere que há mais água do que se pensava na região interna do sistema solar

Investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) encontraram uma pequena quantidade de gelo e complexas substâncias orgânicas na superfície do asteróide 65 Cybele, informou o centro científico espanhol.

Citado pela agência de notícias espanhola ‘EFE’, o instituto afirma que a descoberta sugere que há mais água do que se pensava na região interna do sistema solar, o que reforça a teoria de que a água chegou à Terra através do impacto de asteróides e cometas.

O 65 Cybele é o segundo asteroide onde foi detectada água gelada, depois de a mesma equipa ter descoberto o mesmo elemento na superfície do asteroide 24 Themis, no início deste ano.

A presença destes materiais nos dois asteróides sugere ainda que os corpos que estão na região interna do sistema solar (a distâncias menores do que a distância a Júpiter), contêm mais água do que o que se pensava até ao momento.

O IAC explica que a pouco menos de 479 mil milhões de quilómetros da Terra (3,4 unidades astronómicas), o anel de asteróides entre Marte e Júpiter é composto por material que nunca chegou a acumular-se para formar um planeta, devido às perturbações de gravidade que Júpiter exerce sobre essa zona.

Os corpos, asteróides na sua maior parte, têm uma composição muito diversa (desde argilas a minerais, como feldspatos, e a metais, como o ferro e o níquel), à qual se acrescenta ainda água e moléculas orgânicas.

"Do mesmo modo que o 24 Themis, o asteróide 65 Cybele está coberto por uma capa fina e granulada de anídricos misturados com pequenas quantidades de gelo, água e substâncias orgânicas complexas", explicou o investigador do IAC e primeiro autor do estudo, Javier Licandro.

Devido à sua composição, 65 Cybele faz parte da categoria de asteróides primitivos. "As substâncias que o formam não mudaram significativamente desde o início do sistema solar", disse o astrofísico.

Javier Licandro avançou ainda que se descobriu "água em quase todos os corpos existente a partir de Júpiter" e que "o particular desta descoberta é que se encontrou gelo a uma distância relativamente próxima do planeta Terra, cerca de três unidades astronómicas (ou seja, mais de 448 mil milhões de quilómetros)".


Morta acorda no caixão


Maria das Dores

Maria das Dores, uma brasileira de 88 anos dada como morta pelos médicos do hospital de Ipatinga, em Minas Gerais, acordou na agência funerária, na véspera do próprio funeral.

O alarme foi dado pelos agentes funerários, que detectaram movimentos no caixão, já fechado. Chamada a ambulância, Maria das Dores foi levada de urgência para o hospital, onde acabou por falecer. O caso está a ser investigado pela polícia e pelas autoridades hospitalares.


Empresa cria sistema que transmite Internet através da luz


Uma pequena empresa norte-americana criou um sistema que permite utilizar a luz para levar a Internet sem fios a um PC

Denominado de LVX o sistema foi desenvolvido por John Pederson e vai começar a funcionar a partir de amanhã em meia dúzia de edifícios municipais da localidade norte-americana de St. Cloud, onde está instalada a sede da empresa.

De acordo com a empresa o sistema permite enviar informação através um conjunto de LEDs para um tipo de modem especial ligado ao computador.

O modem tem um sensor que recebe o sinal e permite aceder à Internet, num modelo semelhante ao que ocorre com o WiFi.

A primeira versão da tecnologia permite transmitir dados a uma velocidade de cerca de 3 Megabits por segundo.

Citado pela Associated Press um professor de engenharia eléctrica local, Mohsen Kavehrad, acredita que a tecnologia apresentada por John Pederson pode complementar as ligações sem fios, na medida em que permite libertar espectro de rádio neste tipo de ligações cada vez mais preenchido com o aumento de ligações WiFi.

fonte: Sol

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Crocodilos ameaçam australianos


As fortes inundações que afectam o leste da Austrália, na sequência do ciclone Tasha, deslocaram crocodilos para áreas urbanas situadas perto do litoral, colocando em risco a população, informou, hoje, segunda-feira, a emissora de rádio ABC.

Vários animais foram avistados nas últimas horas na zona de Ignham, dois mil quilómetros do Norte de Sydney, no Estado de Queensland.

Andrew Lancini, presidente da Câmara de Ingham, teme que se repita a tragédia de 1999, quando uma criança de cinco anos desapareceu, alegadamente, por ter sido devorada por um crocodilo, num contexto de tempestade semelhante.

Após anos de seca, o Sudeste da Austrália foi arrasado por intensas chuvas que levou à evacuação de milhares de pessoas e ao isolamento da região, que se tem prolongado desde o Natal.

Os serviços de resgate estão a percorrer a região em navios para recolher os ocupantes de automóveis que ficaram presos no lodo e proteger, com sacos de areia, as casas, lojas ou empresas.

São as piores inundações desde 1974, quando uma série de tempestades fez transbordar rios e dezenas de moradores morreram na região de Queanbeyan.

Os especialistas acreditam que estas tempestades são causadas pelo fenómeno La Niña, que torna as correntes marinhas do Oceano Pacífico mais frias e aumenta a intensidade das chuvas.


Balas não destroem buracos negros


Nas últimas décadas, a astronomia reuniu "uma grande quantidade de dados que mostram que o universo é habitado por muitos buracos negros", diz investigador português

Um investigador português e dois colegas de universidades norte-americanas demonstraram que é impossível destruir buracos negros caso se tente atingi-los com uma pedra ou bala, contrariando uma teoria anterior.

A investigação de Vítor Cardoso, do Instituto Superior Técnico (IST), envolveu também Enrico Barausse e Gaurav Khanna, das universidades norte-americanas de Maryland e de Dartmouth, respectivamente, e foi agora divulgada pelo IST.

O investigador português adiantou à Lusa que o estudo vai ser publicado, "dentro de uma ou duas semanas", na "Physical Review Letters", "a revista mais importante" desta área da Física.

Segundo Vítor Cardoso, as conclusões da equipa que integrou contrariam a teoria dos cientistas Ted Jacobson e Thomas Sotiriou, divulgada há um ano, de que era possível destruir os buracos negros, se fossem atingidos por uma bala certeira.

Nas últimas décadas, a astronomia reuniu "uma grande quantidade de dados que mostram que o universo é habitado por muitos buracos negros", responsáveis por uma variedade de fenómenos astrofísicos, explica o IST.

De acordo com as equações de Albert Einstein, lembrou o investigador português, esses objectos "têm um limite máximo de velocidade de rotação".

"Podemos pensar numa forma de os pôr a rodar mais rapidamente, atirando-lhes uma pedra ou uma bala. Mas as equações de Einstein diziam que seriam destruídos se rodassem acima de certo valor, aparecendo o que chamamos de singularidade nua", referiu.

Este foi o cenário que os anteriores investigadores tentaram demonstrar, o que, a ser verdade, destruiria ainda a Conjectura da Censura Cósmica, proposta por Roger Penrose, nos anos 70 do século XX, como um mecanismo para salvar a teoria de Einstein.

"O nosso trabalho é a favor desta conjectura, que diz que o nosso universo é tão gentil para connosco que proíbe singularidades nuas e que tem de haver um censor cósmico, um mecanismo, que impede que seja atirada uma pedra para um buraco negro para o destruir", frisou.

A equipa de Vítor Cardoso apercebeu-se de que, nos seus cálculos, os dois investigadores norte-americanos não consideraram que, quando a pedra ou bala é atirada, "são necessárias pequenas correcções" de trajectória, devido às ondas gravitacionais.

"Este fenómeno, apesar de pequeno, é suficiente para destruir os seus cálculos. O que mostrámos foi que, atendendo a esta reacção, a pedra não cai no buraco negro, porque este, como se soubesse de antemão, encolhe momentaneamente, para a evitar", disse.

Relativamente à importância destes resultados, Vítor Cardoso assegurou que "são boas notícias para quem acredita que a ciência descreve o universo" e que este "é aprazível, com ordem e lógica, sem violações da causalidade".


Israel: Arqueólogos descobrem Homo sapiens com 400 mil anos

Uma equipa de arqueólogos da Universidade de Telavive poderá ter descoberto a mais antiga prova da existência do homem moderno: Dentes com mais de 400 mil anos.


Os dentes encontrados têm cerca de 400 mil anos


Arqueólogos de Israel anunciaram hoje que poderão ter descoberto a mais antiga prova da existência do homem moderno, o que, a confirmar-se, pode alterar as teorias sobre a origem do homem, mas a hipótese suscita dúvidas.

Uma equipa da Universidade de Telavive que fez escavações nas grutas de Qesem, no centro de Israel, anunciou ter encontrado dentes com cerca de 400 mil anos, idênticos a outros vestígios do homem moderno, ou Homo sapiens, encontrados no país. Os mais antigos vestígios de Homo sapiens encontrados até agora tinham metade dessa idade.

"É muito excitante chegar a esta conclusão", disse o arqueólogo Avi Gopher, cuja equipa examinou os dentes com raios X e TAC, datando-os de acordo com os estratos de terra onde foram encontrados.

O cientista sublinhou que é necessário aprofundar a investigação para confirmar a hipótese. Se for confirmada, "muda toda a história da evolução".

Homem moderno pode ter origem em Israel

A teoria cientificamente aceite é que o Homo sapiens é originário de África e migrou para fora do continente. Gopher disse que, se estes vestígios estiverem relacionados com os antepassados do homem moderno, isso pode significar que o homem moderno surgiu no território hoje ocupado por Israel.

Sir Paul Mellars, um especialista em Arqueologia da Universidade de Cambridge, afirmou à AP que o estudo é respeitável e que a descoberta é "importante" porque são raros os vestígios deste período crítico, mas sublinhou que é prematuro afirmar que têm origem humana.

"Com base nas provas que apresentaram, é uma possibilidade ténue e francamente remota", disse Mellars, que considera que estes vestígios estão provavelmente relacionados com os Neandertais.

De acordo com as teorias atualmente aceites, o homem moderno e o Neandertal têm origem num antepassado comum que viveu em África há cerca de 700 mil anos. Um grupo terá migrado para a Europa, evoluindo para os Neandertais, que mais tarde se extinguiram. Outro grupo terá ficado em África e evoluído para o Homo sapiens - o homem moderno.

Na opinião de Mellars, os dentes são indicadores pouco fiáveis e as análises de restos de crânios permitiriam identificar com mais certeza a espécie encontrada na gruta de Qesem.

O arqueólogo Avi Gopher diz que está confiante em que a sua equipa vai encontrar crânios e ossos nas escavações.

As grutas pré-históricas de Qesem foram descobertas no ano 2000 e as escavações começaram em 2004.

Os investigadores AviGopher, Ran Barkai e Israel Hershkowitz publicaram o estudo no American Journal of Physical Anthropology, com data de 23 de dezembro de 2010.

fonte: Expresso

Investigadores descodificam genoma do morango e do cacau


Duas equipas de investigadores descodificaram o genoma do morango e da planta do cacau, o que pode ajudar a melhorar geneticamente o seu cultivo, segundo a edição de hoje da revista Nature Genetics.

Os cientistas do centro de investigação francês CIRAD conseguiram descodificar o genoma da planta theobroma cacao, usada para produzir chocolate.

Esta planta, originária da América Central e do Sul, começou a ser cultivada há cerca de 3000 anos e permite produzir atualmente 3,7 milhões de toneladas de cacau por ano.

Por outro lado, uma equipa de cientistas norte-americanos conseguiu sequenciar o genoma dos morangos silvestres, uma planta existente em todo o hemisfério norte, semelhante à dos morangos comuns mas biologicamente mais simples.

As duas investigações abrem caminho à criação de plantas mais resistentes a pragas e contribuem para melhorar as colheitas dos dois produtos

fonte: Sol

Aprendemos que deve haver muitas outras Terras no Universo


Nuno Santos acredita que poderão existir verdadeiras Terras em grande quantidade

Desde que Giordano Bruno foi queimado pela Inquisição por ter falado, no século XVI, de outros sóis com planetas à volta que a humanidade se confronta com esta questão: estamos sozinhos no Universo? Na última década ficámos mais perto da resposta.

Já tínhamos aprendido que os planetas que rodeiam o Sol não são únicos no Universo, com a descoberta do primeiro planeta em órbita de outra estrela em 1995. Nos últimos dez anos percebemos que os planetas extra-solares são comuns, que há super-Terras e que, na vastidão do Universo, não há razão para outras Terras e a vida não serem comuns.

Conhecem-se mais de 500 planetas fora do nosso sistema solar. "Até 2000, descobriram-se a um ritmo relativamente baixo. A partir de meados desta década houve uma explosão: descobriram-se mais planetas, mais pequenos e mais diversos. Metade deles foi detectada nos últimos três anos", resume Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP).

O astrofísico de 37 anos começou a procurar planetas extra-solares pouco depois da revelação do primeiro, que tanto espantou o mundo pelas suas características. Ninguém esperava que um planeta gigante feito de gases, com metade do tamanho do monstruoso Júpiter, pudesse estar tão perto da sua estrela. Mas logo outros cientistas confirmaram a descoberta de Michel Mayor e Didier Queloz, do Observatório Astronómico de Genebra, na Suíça: a 50 anos-luz de distância da Terra, havia um gigante tão próximo da estrela Pégaso 51 que só demorava 4,2 dias a completar uma órbita à sua volta.

Desde 1998 que Nuno Santos colabora com a famosa equipa suíça e já encontrou mais de uma centena de planetas. O que aprendemos nesta década? "Aprendemos que os planetas são extremamente comuns", responde. Se inicialmente só surgiam gigantes como Júpiter e Neptuno, na última década fomo-nos aproximando de outras Terras: "Descemos o limite de detecção e encontrámos super-Terras, ou seja, planetas que têm duas a 20 vezes a massa da Terra."

A localização da primeira potencial super-Terra, em 2004, trabalho em que Nuno Santos teve um papel preponderante, foi um marco. "Esta década abriu-nos a porta para a descoberta de planetas parecidos com a Terra." Não há pois razão para não haver planetas rochosos, com o tamanho e a distância à sua estrela semelhantes ao nosso, o que os torna potencialmente habitáveis. "Os modelos teóricos previam que existissem planetas como Júpiter, Neptuno e super-Terras - e estas populações de planetas foram encontradas. Os modelos também prevêem que deve haver verdadeiras Terras - planetas de massa e composição terrestre - em grande quantidade, que estão à espera que as detectemos. Não as encontrámos ainda porque não temos capacidade tecnológica", diz Nuno Santos. "Até agora, as descobertas têm batido certo com as previsões teóricas. Podemos esperar que também se confirmem para planetas mais pequenos."

No final da próxima década, dois instrumentos deverão proporcionar um salto tecnológico, ambos com a participação do CAUP e da Faculdade de Ciências de Lisboa. Um é o Espresso, que será instalado no Chile, no maior telescópio óptico do mundo, o Very Large Telescope. O outro é o telescópio espacial Platão, da Agência Espacial Europeia, cuja construção só será decidida no final de 2011. "Em conjunto, vão ajudar a construir um catálogo de planetas potencialmente habitáveis, para outros instrumentos mais à frente irem ver se lá existe vida ou não", diz Nuno Santos.

Se a água líquida é considerada essencial para a existência de vida, noutros aspectos a vida pode ser diferente daquela que conhecemos na Terra e, para a encontrar, é preciso saber o que procurar. Em 1977, a descoberta, no Pacífico, das primeiras fontes hidrotermais do planeta, a grande profundidade, mostrou que a vida pode ser esquisita e existir onde menos se espera. A luz solar não chega ali, mas as fontes acolhem muitas formas de vida, que não dependem da fotossíntese. Na base da cadeia alimentar estão bactérias, resistentes ao calor e a um ambiente tóxico, que extraem das fontes os elementos químicos que constituem os seus nutrientes.

Este mês, o anúncio da descoberta de bactérias que gostam de arsénio, num lago na Califórnia - ainda que estes resultados estejam debaixo de fogo -, pode ser outro passo na procura de seres vivos noutros planetas. Toda a vida conhecida é construída a partir de seis elementos (hidrogénio, carbono, oxigénio, azoto, fósforo e enxofre), com os quais a molécula de ADN, as proteínas e as gorduras das células são feitas. A nova bactéria, segundo uma equipa da NASA, é capaz de substituir, no ADN, o fósforo pelo arsénio. Há quem duvide, dizendo que são precisos mais testes e que pode ser só uma adaptação a um ambiente rico em arsénio e não algo novo. Mesmo assim, é outro organismo que sobrevive em condições extremas. Todas juntas, o que significam estas descobertas? "Que possivelmente os planetas terrestres são comuns e deve haver muitos com vida, não necessariamente inteligente", diz Nuno Santos. Só agora começam pois a surgir provas científicas para as palavras que levaram Giordano Bruno, um monge dominicano, à fogueira por heresia, em 1600. Em 1584, na obra Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos, dizia: "Há inúmeras constelações, sóis e planetas; apenas vemos os sóis porque têm luz; os planetas permanecem invisíveis por serem pequenos e escuros. Há também inúmeras Terras a girar em torno de sóis."

fonte: Público

Estudo revela que os neandertais afinal cozinhavam e comiam legumes


Comparação dos crâneos de um homem moderno e de um neandertal 

O homem de Neandertal, extinto há 30 mil anos, alimentava-se de carne e de vegetais e cozinhava os alimentos, segundo um estudo publicado hoje na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, PNAS, citado pela AFP.

 As investigações anteriores indicavam que os Neandertais eram sobretudo caçadores carnívoros, o que teria precipitado a sua extinção.

Pensava-se que os primeiros homens modernos com os quais aqueles coexistiram durante cerca de 10 mil anos teriam sobrevivido graças ao consumo de outros tipos de alimentos, como vegetais, peixes e mariscos, conforme os locais onde viviam.

O novo estudo parte da análise de partículas de alimentos contidas nas placas de tártaro dos dentes fossilizados de Neandertais descobertos em sítios arqueológicos do Iraque e da Bélgica, e trazem uma nova luz sobre estes primos desaparecidos.

Os investigadores, orientados por Dolores Piperno, do departamento de Antropologia do Museu de História Natural Americano Smithsonian, descobriram grãos de amido provenientes de várias plantas, entre as quais uma erva selvagem, e vestígios de diferentes legumes, raízes e tubérculos.

Muitos desses alimentos tinham sofrido modificações físicas correspondentes à cozedura, nomeadamente os grãos de amido, o que faz pensar que o homem de Neandertal dominava o fogo, tal como os primeiros homens modernos.

Os dentes continham também vestígios de partículas de tâmaras e de amido de outros vegetais que os investigadores continuam a tentar identificar.

Nenhum artefacto de pedra indica, no entanto, que os Neandertais utilizavam utensílios para moer os grãos, pelo que é provável que não praticassem agricultura.

fonte: Público

domingo, 26 de dezembro de 2010

Criado rato que canta como um pássaro


Um grupo de investigadores da Universidade de Osaka, no Japão, anunciou ontem, terça-feira, a criação de um rato geneticamente modificado que canta como um pássaro. 

De acordo com o investigador-chefe, Arikuni Uchimura, o animal nasceu por acidente no âmbito do estudo "Projecto Rato Evoluído" que pretende explicar a evolução da linguagem humana, modificando geneticamente ratos.

"As mutações são a força motriz da evolução. Cruzámos ratos geneticamente modificados por gerações para ver o que acontecia. Verificamos os recém-nascidos um por um... Um dia encontramos o que chilreava como um pássaro", disse o coordenador do estudo à AFP.

Os cientistas acreditam que esta característica deve passar para próximas gerações e começam já a ter provas vivas disso. O estudo revelou que os ratos comuns que crescem em contacto com os ratos-pássaro emitem cada vez menos os habituais grunhidos ultrasónicos, o que os leva a crer que a linguagem pode ser transmitida entre uma população, como uma espécie de dialecto.

"Estamos a estudar como um rato que emite novos sons afecta os do mesmo grupo. Por outras palavras, se tem conotações sociais", disse Uchimura.

Ao que parece, a nova forma de comunicação não é a única mudança estranha no animal. De acordo com o coordenador do estudo, o rato-pássaro nasceu com características físicas de que não seestava à espera. "Tem extremidades curtas e um rabo mais fino, como o de um cão dacshund", revelou.

O laboratório possui agora mais de 100 ratos com esta característica e os pesquisadores estão ansiosos para a sua ajuda no estudo da evolução da linguagem humana.

fonte: JN

Cão hermafrodita passa por cirurgia para virar fêmea


Um cão hermafrodita (que possui os dois sexos, feminino e masculino) foi submetido a uma rara operação para se transformar apenas em fêmea. Saira, que vive em Lancashire, na Inglaterra, tem dois anos e pertence à raça Staffordshire bull terrier, segundo o jornal Daily Mail.

De acordo com os veterinários, a cirurgia foi um sucesso e a cadela poderá, inclusive, ser mãe no futuro.

O dono de Saira, John Conchie, não tinha ideia de que o animal fosse hermafrodita. “Descobrimos durante uma visita de rotina ao veterinário”, conta. “Sempre imaginei que ela fosse fêmea, porque se interessava por machos, então foi um grande choque”, explica Conchie.


Robô resolve cubo mágico em 15 segundos

Estudantes criam braço robótico que interpreta cálculos de um programa para montar o cubo

Existe pessoas que passam a vida a treinar para solucionar o cubo mágico em tempo recorde, “cubos” com formatos variados e, ainda assim, investigadores procuram explorar novas possibilidades com ele. Zacharry Grady e Joe Ridgeway, estudantes da Universidade Rowan, em Nova Jersey (Estados Unidos), construíram um braço robótico de materiais reciclados e criaram um software que monta o cubo em apenas 15 segundos.


O sistema usa uma câmera para registar a situação do cubo desarrumado e envia as imagens a um computador. O programa determina o padrão de cada face do cubo e usa algoritmos para resolvê-lo. Depois transforma a solução em movimentos para os motores do braço robótico.


NASA divulga imagem de galáxia com alta formação estrelar


Galáxia Messier 82 forma estrelas dez vezes mais do que a Via Láctea

Esta composição de imagens divulgada pela NASA em 23 de Dezembro é a mais nítida visão obtida da galáxia de alta formação estrelar, Messier 82 (M82). Ela chama atenção pelo seu disco azulado brilhante, teias de nuvens claras e “raios” de hidrogénio flamejantes que saem de seu centro.

No centro da Messier 82, estrelas estão nascendo ao menos dez vezes mais rápido do que o fazem na Via Láctea, galáxia onde fica a Terra. O resultado é uma alta concentração de estrelas jovens permeadas por gás e poeira no centro da M82.

As estrelas jovens geram um supervento violento que comprime o gás existente no centro da galáxia, e colabora para a formação de mais alguns milhões de estrelas novas. Na M82, as estrelas jovens são comprimidas em pequenos aglomerados de massa muito alta. A maioria dos objectos mais brancos distribuídos pela galáxia são aglomerados com mais de um milhão de estrelas.


Enzima de salamandra pode ajudar na regeneração de órgãos

Cientistas estudam possibilidades de produzir a enzima artificialmente

Uma nova pesquisa sobre a regeneração de órgãos e membros danificados na salamandra pode ajudar humanos a fazerem o mesmo. O estudo da Escola Médica de Hanover, Alemanha, analisou salamandras axolote, também conhecidas como salamandras mexicanas. A ideia é que um dia seja possível transplantar seus genes para humanos.


A salamandra mexicana chama atenção por sua aparência peculiar

Segundo a experiência, a coagulação sanguínea acontece instantaneamente quando o animal é ferido, tornando o processo de cicatrização quase visível. Assim que um membro é amputado, uma camada de células de pele é formada no lugar. Depois começam a crescer vasos sanguíneos, músculos, tendões, ossos e nervos.

Este conjunto de células que cobre o ferimento é chamado blastema, os cientistas supõem que sejam células - tronco pluripotentes. Elas são comuns no início da vida do feto, depois começam a se diferenciar e dão origem a todos os tecidos do corpo. Os cientistas acreditam que isso acontece graças a uma enzima da salamandra, chamada amblox.


Salamandra mexicana

Ela permite que o animal consiga regenerar até partes do cérebro e coluna vertebral, aumentando a esperança de pessoas com deficiência possam fazer o mesmo. A intenção dos investigadores é criar a amblox em laboratório.

Testes iniciais com a enzima em tecidos humanos mostraram rápida cicatrização, mas a regeneração de membros amputados ainda está distante de ser colocada em prática. Mas o animal está quase extinto no México, devido à diminuição de seu habitat e à caça – em algumas culturas, é visto como uma iguaria culinária.


Gato perdido há quatro anos reencontra donos


Maria O'Neil com o seu gato 'Colin'

Um casal britânico teve uma prenda de Natal inesquecível quando foram informados de que o seu gato, desaparecido há quatro anos, tinha sido encontrado por uma organização que recolhe animais vadios.

Segundo o 'Daily Mail', 'Colin', um gato de pelo negro, perdeu-se pouco depois de os donos, Peter e Maria O'Neill, terem ido viver para Garstang, no condado do Lancashire.

Os dois nunca desistiram de procurar o animal de estimação, pelo que deixaram os seus dados quando mudaram de casa para Ingleby Barwick, em Middlesbrough, a 115 quilómetros de distância.

'Colin' foi encontrado num jardim de Garstang no início do mês e levado para a entidade Cats Protection, que descobriu o 'microchip' onde estavam os seus dados de identificação.

Dias mais tarde Maria O'Neill foi buscar o seu gato, que considera "o melhor presente de Natal que podia receber". "Chamei-o pelo nome e ele reconheceu-me de imediato. Foi um momento mágico e deixou-me à beira das lágrimas", disse ao 'Daily Mail'.


Foguetão indiano explode após descolagem


Um foguetão não tripulado explodiu cerca de 50 segundos após a descolagem nos arredores de Chenai, antiga Madrasta, na Índia

Ainda não se conhece as causas para o desastre do transportador espacial de fabrico indiano, do qual não resultaram vítimas. O foguetão transportava um satélite.

Este é um golpe para o programa espacial de Nova Deli, que conta colocar um homem no espaço em 2016.

fonte: Sol

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dinossauros conhecidos como carnívoros ferozes eram herbívoros


Estudo de paleontólogos americanos do Museu Field, em Chicago, indica que a maior parte dos dinossauros terópodes, excepto pelo Tiranossauro Rex e pelo Velociráptor, era herbívora e não carnívora, como se acreditava.

Lindsay Zanno e Peter Makovicky concluíram com base em análises estatísticas que o regime alimentar de 90 espécies de dinossauros terópodes era constituído por plantas. Estes resultados contradizem a visão comum entre os paleontólogos de que quase todos os dinossauros terópodes caçavam para se alimentar, especialmente os antepassados mais próximos das aves.

"Grande parte dos terópodes estava claramente adaptada a uma vida de predador mas, em certo momento da evolução até as aves, estes dinossauros tornaram-se herbívoros", explicou Lindsay Zanno. Os dois investigadores encontraram cerca de meia dúzia de traços anatómicos que, estatisticamente, ligam a maior parte dos terópodes ao comportamento herbívoro, incluindo um bico desprovido de dentes.

"Após ter estabelecido uma relação entre certas evoluções anatómicas destes dinossauros e provas directas de hábitos alimentares, procuramos quais outras espécies de terópodes compartilhavam os mesmos traços", assinalou a paleontóloga, cujos trabalhos aparecem nos Anais da Academia Nacional de Ciências. "Desta maneira, pudemos determinar os herbívoros e os carnívoros".

Aplicando esta análise, os investigadores determinaram que 44% dos terópodes, distribuídos em seis grandes linhagens, eram herbívoros. Já que o número de terópodes herbívoros era tão importante, super-carnívoros como o Tiranossauro Rex e o Velociráptor deveriam ser vistos "mais como uma exceção do que como uma regra", concluem os investigadores.

fonte: Terra

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Incidente ainda mais grave que Chernobyl pode ter acontecido e foi ocultado


O jornal ucraniano Segodnya afirma que um grupo de ambientalistas descobriu uma área no país onde os níveis de radiação são ainda maiores do que em Chernobyl.

A área é localizada na região de Dnepropetrovsk, perto de uma mina de urânio abandonada.

Segundo Oleksiy Vedmidsky, um ecologista local, a mina é um perigo para as pessoas que passam pela região. Ele levou ao local um medidor de radiação que indicou 2611 micro Roentgen por hora – para você ter uma ideia, a zona de Chernobyl não passa de mais de 600.

Os números alarmantes levantaram a suspeita – um incidente similar à Chernobyl poderia ter ocorrido e sido ocultado?

As autoridades locais desmentiram o boato, mas os ambientalistas afirmam que há 7 milhões de toneladas de material radioactivo enterradas no local. A radiação pode até não matar ninguém instantaneamente, mas a exposição a longo prazo pode causar efeitos colaterais muito graves.


Predador marinho Pliossauro é reconstruído em 3D no Reino Unido


Cientistas tentam criar animação de réptil que viveu há cerca de 150 milhões de anos

Com a ajuda de um avançado aparelho de tomografia computorizada, cientistas britânicos estão a construir  uma imagem em 3D de um dos maiores predadores que já existiu na Terra.

O Pliossauro era um réptil marinho carnívoro que nadava de maneira semelhante a uma baleia.

Um enorme fóssil encontrado recentemente na costa do Reino Unido está sendo usado como base para a criação da animação.

fonte: Estadão

Investigadores desenvolvem reator que converte luz solar em combustível líquido


O reator usa a luz solar para produzir hidrogénio e monóxido de carbono

Um protótipo de gerador que pode transformar a luz do sol em combustível foi demonstrado com sucesso em laboratório por investigadores dos Estados Unidos e da Suíça.

Num processo semelhante à fotossíntese, a máquina usa raios solares e o metal cério para quebrar as moléculas de dióxido de carbono ou água e transformá-las em combustíveis líquidos que podem ser armazenados e transportados.

A pesquisa, que foi publicada na revista Science, explica que o novo dispositivo é diferente dos painéis fotovoltaicos (que aproveitam a luz para gerar energia) normais.

Os painéis fotovoltáicos convencionais só podem usar a eletricidade que geram no mesmo local em que estão instalados e não conseguem gerar combustível à noite.

O novo reator de energia solar, no entanto, consegue gerar combustível que pode ser armazenado e transportado. E também poderia continuar funcionando no fim do dia.

Modelo

A máquina tem uma janela feita de quartzo e uma cavidade que concentra a luz do sol e a direcciona para um cilindro revestido com óxido de cério, um metal de terra rara.

O cério tem uma propensão natural a liberar oxigénio quando aquece e absorvê-lo quando arrefece.

Depois que o metal é aquecido pela luz do sol, dióxido de carbono ou água são bombeados para dentro do recipiente.

O cério retira o oxigénio presente nestes elementos enquanto arrefece, numa reacção química que cria monóxido de carbono ou hidrogénio.

O hidrogénio produzido pode ser usado para abastecer células de hidrogénio em carros, enquanto a combinação de hidrogénio e monóxido de carbono pode ser usada para criar uma espécie de "gasolina sintética.

Segundo os inventores do reator solar, o aproveitamento das propriedades do cério é o grande avanço científico da pesquisa.

Por ser o metal de terra rara mais abundante que há, o cério torna a fabricação do dispositivo mais barata e sua produção mais viável.


Melhorias

No entanto, os investigadores dizem que o protótipo ainda é ineficiente, já que o combustível criado aproveita somente entre 0,7% e 0,8% da energia solar que entra no recipiente.

A maior parte da energia é perdida pela parede do reator ou pelo desvio da luz solar para fora do aparelho, através da abertura.

Mas eles acreditam que a eficiência pode chegar a 19% com melhor isolamento de calor e redução da abertura.

Nesse momento, a máquina já poderia ser produzida comercialmente, segundo a professora Sossina Haile do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, que chefiou a pesquisa.

"A química do material é perfeita para este processo", diz.

Ela afirma que o reator pode ser usado para criar combustíveis para transporte ou ser adotado em centrais de energia, onde o combustível criado com energia solar poderia ficar disponível também à noite.

No entanto, ela acredita que o destino deste e de outros dispositivos em desenvolvimento dependerá de os países adotarem uma política de baixo carbono.

"Se tivéssemos uma política de baixo carbono, uma pesquisa desse tipo avançaria muito mais rapidamente", disse ela à BBC.

Fotossíntese

Foi sugerido que o dispositivo imita as plantas, que também usam dióxido de carbono, água e luz do sol para criar energia como parte do processo de fotossíntese, mas a professora Haile diz que a analogia é muito simplista.

"No sentido mais genérico, há semelhanças, mas elas acabam por aí", afirmou.

Daniel Davies, o chefe de tecnologia da companhia fotovoltaica britânica Solar Century, envolvida na pesquisa, diz que o processo foi "muito empolgante".

"Acho que a pergunta é onde colocá-lo. Você colocaria seu reator solar no telhado ou seria melhor mantê-lo como uma grande indústria no deserto do Saara e transportar o combustível por navios?", disse.

Haile acredita que um reator no telhado poderia produzir até aproximadamente 14 litros de combustível por dia.

Apesar do rápido avanço de dispositivos de energia solar, a eficiência, a economia e o armazenamento destes dispositivos ainda são problemas.

Outra tentativa de contorná-lo são as centrais solares de nova geração, que foram construídas na Espanha e nos Estados Unidos.

Elas utilizam um conjunto de espelhos para concentrar a luz solar em receptores em forma de torres. A luz do sol que entra nas torres movimenta turbinas a vapor.

Um novo projecto espanhol usará sais derretidos para armazenar o calor do sol por até 15 horas, para que a central possa potencialmente operar à noite.

fonte: BBC Brasil

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