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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Aliens, desastres naturais e descobertas científicas: as previsões de Baba Vanga para 2025

 

Vidente búlgara aponta para um presságio sombrio em 2025..

O próximo ano, 2025 , parece estar destinado a ser um ano cheio de descobertas científicas assustadoras e desastres naturais mortais, de acordo com a famosa vidente búlgara Baba Vanga, citada pelo Mirror.

Acredita-se que a mulher, conhecida pela cegueira e alegada precisão, previu eventos mundiais como a queda das Torres Gémeas em 2001, o início do conflito na Ucrânia em 2022, a morte da Princesa Diana e a crescente crise climática da Terra..

Vanga, cujo nome verdadeiro é Vangeliya Pandeva Gushterova, ganhou destaque na Europa Oriental, em meados do século XX, pelos alegados poderes de precognição. Nasceu em 1911 e perdeu a visão quando tinha apenas 12 anos, depois de uma tempestade atingir a vila onde morava, dando-lhe poderes para ver o futuro. Também conhecida como "Balkan Nostradamus ", Vanga escreveu as suas premonições até ao ano 5079, antes de morrer em 1996.

Embora algumas interpretações das suas previsões tenham sido contestadas, estas são as previsões de Baba Vanga para 2025:

Aliens

'Aliens' têm sido assunto de debate contínuo durante séculos, mas 2025 será o ano em que os humanos vão finalmente encontrar as criaturas extraterrestres, de acordo com Baba Vanga. A vidente acredita que o encontro vai acontecer em circunstâncias estranhas, durante um grande evento desportivo.

Leitura de mentes

Das muitas descobertas científicas a serem feitas no próximo ano, especialistas vão descobrir os segredos da leitura da mente à medida que fazem mais avanços no funcionamento interno da mente humana, acredita Vanga. Isso trará a possibilidade das pessoas comunicarem umas com as outras usando apenas as ondas cerebrais.

Desastres naturais

Após um ano - 2024 - cheio de tempestades, furacões, inundações e incêndios florestais, Vanga diz que terremotos destrutivos e desastres naturais vão devastar áreas ao redor do mundo em 2025, com menção específica a um sismo ao longo da costa oeste dos EUA. A vidente prevê que esses eventos vão traduzir-se na perda de vidas humanas, bem como deslocamento em massa e infraestruturas destruídas.

Imortalidade

Cientistas vão descobrir como tornar os humanos imortais em 2025, acredita Vanga. Enquanto especialistas já descobriram como cultivar tecidos em laboratórios, a vidente prevê que órgãos preservados em laboratório também se tornem realidade no ano que vem, o que revolucionaria os transplantes e potencialmente estenderia ou salvaria a vida humana. Vanga também diz que haverá progresso no tratamento do cancro, e, possivelmente, até mesmo uma cura no próximo ano.

Novo recorde desportivo

Baba Vanga prevê que a estrela da Fórmula 1 Lewis Hamilton rume à Ferrari após 12 anos na Mercedes e que conquiste sua primeira vitória no campeonato desde 2007. A vidente acredita que a conquista aconteça no meio de uma final dramática contra o rival Max Verstappen. A vitória tornaria o piloto mais bem-sucedido da história da Fórmula 1, concedendo-lhe o seu oitavo Campeonato Mundial.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

Pescador da Flórida perdido no mar por 14 dias afirma que foi violado por sereias

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Alvin McCallister, 72 anos, foi encontrado em uma pequena ilhota rochosa a 300 quilómetros da costa mais próxima, onde naufragou duas semanas atrás e conseguiu sobreviver de várias gaivotas, mexilhões e ouriços.

McCallister, para quem os médicos não temem por sua vida, foi encontrado sofrendo de alucinações intensas, possivelmente causadas pela desidratação e pelas toxinas de mexilhões não identificados que ele consumia na pequena ilhota.

McCallister, que se acredita ter ingurgitado alguma forma de toxina, como chumbo ou mercúrio, encontrada em quantidades perigosas em certas variedades de mexilhões que ele possivelmente consumiu, ainda está sob avaliação psiquiátrica.

“Embora o Sr. McCallister apresente lesões e inflamações anormais na área genital e anal, é altamente improvável que ele tenha sido sexualmente explorado ou sodomizado por criaturas marinhas vivas e que elas possam ser autoinfligidas”, explicou um especialista médico.

Embora o estado mental de McCallister seja instável no momento, os médicos acreditam que ele deve se curar completamente nas próximas semanas depois que seu corpo expurgar os perigosos níveis de toxinas a que foi exposto.

fonte: Noticias pt

domingo, 29 de março de 2020

Homem afirma ter levado 'choque de Deus' durante cirurgia no coração

Vida pós-morte (imagem ilustrativa)

Homem, identificado por James, escreveu para fundação de pesquisas que teria visitado o além durante cirurgia cardíaca.

Enquanto a comunidade médica internacional ainda não acredita em vida pós-morte, muitos são os relatos de pessoas que supostamente estiveram no além.

Desde encontros com entes falecidos até experiências com seres divinos, muitos relatos apresentam características semelhantes.

Conforme publicou o tabloide Express, um homem, apenas identificado como James, escreveu para a Fundação de Pesquisas sobre Experiência de Quase-Morte (NDERF, na sigla em inglês) ter levado "um choque de Deus".
"Eu estava em um vazio totalmente negro, sem luz e sem barulho. De alguma forma, me foi dada uma escolha. Eu não sei quem ou o que me deu a escolha, era mais como se eu soubesse que era uma escolha", afirmou.

O caso teria ocorrido logo após o homem ter sofrido um ataque cardíaco e enquanto era submetido a uma operação.

'Escolha'

Ainda contanto o caso, James disse:

"Se eu escolhesse ir à direita, eu sabia que haveria paz e serenidade. Eu podia sentir isso. No lado esquerdo estava minha vida, a qual era como uma estrada de vidro quebrado. Eu pensei em minha esposa, e tomei a decisão de que não estava ainda preparado para ir para a direita", acrescentou.

Logo em seguida, o homem teria a experiência do choque.

"O choque, eu soube logo instantaneamente, era o toque de Deus. Naquele momento eu senti uma conexão com tudo o que já existiu ou existiria", disse James.

Durante a experiência, o homem também "associou a palavra 'lilás' com a experiência".

No final, ele afirma ter ouvido a voz de sua mulher lhe chamando, ele a seguiu "saindo da escuridão e voltando para o mundo".

Reação do cérebro?

Contudo, citando o médico Sam Parnia, da Escola de Medicina de Langone da Universidade de Nova York, EUA, a mídia afirmou que os cientistas explicam tais experiências como uma forma do cérebro desenvolver uma técnica de sobrevivência.

fonte: Sputnik News

domingo, 26 de janeiro de 2020

Cérebro humano transformou-se em vidro com a erupção do Vesúvio

O material preto que os investigadores acreditam ser restos do cérebro humano vitrificado

O material preto que os investigadores acreditam ser restos do cérebro humano vitrificado © THE NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE/DR PIER PAOLO

Restos mortais de um habitante foram analisados por uma equipa da Universidade de Nápoles que concluiu que o calor extremo, acima dos 520º C, originou um processo de vitrificação do cérebro humano.

Há quase dois mil anos, o calor provocado pela erupção do Monte Vesúvio, na Itália, foi tão intenso que transformou o cérebro de uma vítima em vidro, indica um estudo divulgado esta semana. O vulcão entrou em erupção no ano 79 DC, causando a morte de milhares e destruindo os povoados romanos perto da moderna Nápoles.

A cidade de Herculano [Herculaneum] foi coberta por matéria vulcânica, tendo ali ficado sepultados muitos dos seus habitantes. Recentemente, uma equipa de investigadores estudou os restos mortais de uma vítima, descobertos na cidade na década de 1960. O estudo, publicado no New England Journal of Medicine na quinta-feira, aponta que fragmentos de um material, preto e vítreo, foram extraídos do crânio da vítima.

Os cientistas acreditam que o material são os restos vitrificados do cérebro do homem. A vitrificação, diz o estudo, é o processo pelo qual um material é queimado a alta temperatura e arrefecido rapidamente, transformando-o em vidro ou esmalte.

"A preservação de restos cerebrais antigos é uma descoberta extremamente rara", disse Pier Paola Petrone, antropólogo forense da Universidade de Nápoles Federico II e principal autor do estudo, citado pela BBC, acrescentando: "Esta é a primeira descoberta de que o cérebro humano antigo permanece vitrificado pelo calor".

A vítima, que se acredita ser um homem com cerca de 20 anos, foi "encontrada deitada numa cama de madeira, enterrada por cinzas vulcânicas" em Herculano. Provavelmente morreu de forma imediata com a erupção, disse Petrone.

A análise da madeira carbonizada encontrada perto do corpo mostrou que foi atingida uma temperatura máxima de 520º C. O que indica que "o calor extremo foi capaz de inflamar a gordura corporal e vaporizar os tecidos", antes de uma "descida rápida da temperatura", diz o estudo.


Herculano é um local arqueológico estudado há séculos © D.R.

Durante a erupção do Vesúvio, Herculano foi enterrada por fluxos piroclásticos, correntes de fragmentos de rocha, cinzas e gases quentes. Estes fluxos espalharam-se por uma área de 20 km causando muita destruição.

Esta matéria vulcânica carbonizou e preservou partes da cidade, incluindo os esqueletos de habitantes que não conseguiram fugir. Há séculos que arqueólogos investigam os restos de Herculano e Pompeia, o outro famoso povoado romano destruído pelo Vesúvio.


domingo, 20 de outubro de 2019

Já pensou na morte? Nem tente, porque o cérebro protege-nos dessa verdade

Cérebro afasta pensamentos sobre a própria morte.

Cérebro afasta pensamentos sobre a própria morte

Estudo realizado por cientistas israelitas revela que o cérebro tem um mecanismo de defesa em relação à morte e impede que se pense nela.

A morte é o que temos de mais certo" refere o ditado português. É um facto, mas daí a conseguir pensar na morte vai um grande passo. Mesmo que se tente, nem sempre se consegue. Tudo porque, sabe-se agora através de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Bar Ilan, em Israel, o cérebro tem um mecanismo de defesa que nos protege do medo existencial da morte. O estudo será publicado na NeuroImage no próximo mês.

Segundo os investigadores, citados na edição deste sábado do jornal britânico The Guardian, o cérebro faz o possível para nos impedir de pensar na morte. Aliás, o cérebro tem mesmo um mecanismo que nos tenta aliviar deste tipo de pensamento, categorizando a morte como uma situação infeliz associada a outras pessoas, como algo que "só acontece aos outros"-

"O nosso cérebro não aceita que pensemos na morte associada a nós", explicou ao The Guardian Yair Dor-Ziderman, responsável pelo estudo da Universidade de Bar Ilan.

"Temos esse mecanismo primordial que significa que, quando o cérebro obtém informações associadas à morte, algo nos diz que não devemos acreditar"

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Yair Dor-Ziderman é investigador na Universidade de Bar IIan

Ou seja, o cérebro tenta proteger-nos de pensamentos sobre a nossa da morte. Porquê? Porque é crucial não pensar na morte para vivermos no presente.

A proteção pode ser ativada no início da vida à medida que as nossas mentes se desenvolvem e percebemos que a morte chega a todos, até a nós. "No momento em que adquirimos a capacidade de olhar para o nosso futuro, percebemos que num momento qualquer iremos morrer e nada há que se possa fazer em relação a isso", explica Dor-Ziderman.

Mas isto, sublinha o cientista, é contra natura, porque aquilo que pretende o nosso organismo biológico é lutar para nos manter vivos. De acordo com o que explica o jornal, a equipa de investigadores desenvolveu um teste para captar sinais de surpresa no cérebro para saber como este reage aos pensamentos sobre a morte.

O estudo foi feito com voluntários que aceitaram que a sua atividade cerebral fosse monitorizada. Várias palavras relacionadas com a morte, como funeral ou enterro, e os rostos das pessoas que estavam a ser monitorizadas eram projetados numa tela para registarem as reações. Os cientistas descobriram que se o rosto de uma pessoa brilhasse junto deste tipo de palavras o cérebro desligava "o seu mecanismo de previsão, recusando assim vincular aquela pessoa à morte".

Avi Goldstein, outro dos investigadores deste estudo, referiu que tal "sugere que o cérebro nos protege de ameaças existenciais, mesmo que conscientemente pensemos na ideia de que vamos morrer. É como se o cérebro se fechasse em relação às previsões sobre a nossa morte, categorizando tais informações como se pertencessem a outras pessoas e não aos próprios. "

Dor-Ziderman acrescentou: "Não podemos negar racionalmente que vamos morrer, mas pensamos nisso mais como algo que acontece só com outras pessoas."

O cientista israelita já tinha salientado em vários estudos seus que as defesas do nosso cérebro contra os pensamentos sobre a morte eram equilibradas pela realidade da morte que nos cercava. Hoje, acredita, que a sociedade é mais fóbica em relação à morte e, talvez por isso, as pessoas também saibam menos sobre o fim da vida e o receiem mais.

O psicólogo Arnaud Wisman, da Universidade de Kent, disse ao The Guardian que as pessoas colocam inúmeras defesas para evitar pensamentos de morte. Em vários trabalhos que realizou descobriu que nas sociedades modernas as pessoas adotam comportamentos que classifica como "fuga" - em que as pessoas procuram estar ocupadas em compras com as redes sociais e outras situações para não pensarem nem se preocuparem com a morte.


sábado, 10 de agosto de 2019

Sentient. O cérebro artificial secreto que será o novo espião dos EUA


Os serviços de inteligência dos Estados Unidos estão, desde 2010, a desenvolver um cérebro artificial a que chamam de “Sentient”. O projeto é altamente secreto e pode vir a tornar-se na próxima arma de espionagem dos americanos.

Sentient, do português senciente, significa aquele que sente, que tem sensações ou impressões. Foi assim que os Estados Unidos batizou o seu projeto para um cérebro de inteligência artificial, que viu esta semana serem revelados os primeiros documentos oficiais.

Se Elon Musk quer ligar um cérebro humano a um computador, os serviços de inteligência dos EUA querem transformar um computador num humano. O Sentient é capaz de coordenar as posições dos satélites e poderá ser usado brevemente para gerir operações do campo de batalha durante conflitos militares.

“Quando é que o Departamento de Defesa terá controlo automatizado e em tempo real de batalha a nível mundial?”, perguntou um jornalista a Chirag Parikh, diretor do departamento de Ciências da National Geospatial-Intelligence Agency (NGA). “Essa é uma ótima pergunta”, respondeu. “E há uma série de boas respostas confidenciais“.

Apesar de vários documentos terem sido revelados, ainda paira um grande mistério em relação a esta nova tecnologia. Aliás, a divulgação de informações sensíveis “introduz um alto risco de nações adversárias” tentarem contra-atacar o Sentient, explica o Futurism.

A apresentação do cérebro inteligente no Space Symposium de Colorado Springs suscitou imediatamente a curiosidade de todos os presentes. De acordo com o The Verge, o Sentient é uma ferramenta de análise omnívora, capaz de devorar todo o tipo de dados, trazendo sentido ao passado e ao presente, e antecipando o futuro.

Ainda em desenvolvimento, o programa continua altamente confidencial, pelo que informações mais detalhadas ainda escasseiam. “O Sentient cataloga padrões normais, deteta anomalias e ajuda a prever e modelar os possíveis cursos de ação dos adversários”, explicou Karen Furgerson, do departamento de relações públicas do National Reconnaissance Office (NRO).

Atualmente, há uma versão light do Sentient, chamada BlackSky. Este foi o sistema de satélites que permitiu que, quando dois petroleiros foram atacados no Estreio de Ormuz, no dia 13 de junho, fossem tiradas fotografias do incidente. Assim que a situação foi noticiada, o BlackSky moveu imediatamente um satélite para a zona em causa.

Seja por fontes humanas ou até por interceção de comunicações internacionais, o Sentient agilizará automaticamente um satélite, explica Steven Aftergood, investigador da Federação de Cientistas Americanos. Imagens, informações financeiras, de meteorologia ou até de pesquisas do Google poderão ser usadas, especula o antiga agente da CIA, Allen Thomson.

fonte: ZAP

sábado, 3 de agosto de 2019

Libelinhas podem ser a arma secreta na defesa contra os mísseis


Mais especificamente, os cérebros das libelinhas operam de uma maneira que pode ajudar a tornar as nossas defesas anti-míssil mais rápidas e mais precisas.

De uma simples libelinha à defesa e armamento de um país é um enorme salto, mas cientistas parecem ter encontrado uma associação que poderá ajudar a tornar a nossa defesa contra mísseis mais eficiente. Os resultados da investigação serão apresentados esta semana na Conferência Internacional sobre Sistemas Neuromórficos.

As libelinhas existem há cerca de 325 milhões de anos e podem agradecer em grande parte há sua avançada capacidade para caçar presas, com uma taxa de sucesso de 95%, que faz da libelinha um dos insetos mais temidos no mundo animal.

O seu cérebro, pode aparentar ser bastante simples, mas é na verdade a razão do seu sucesso. Apesar de não ter noção de perspetiva, a libelinha não persegue as suas presas, mas sim calcula para onde elas vão voar para depois intercetá-las.

Frances Chance, cientista da Sandia National Laboratories e autora da investigação, replicou o cérebro do inseto num modelo computacional, que conseguia imitar o seu raciocínio. “Eu tento prever como os neurónios estão ligados no cérebro e entender que tipo de cálculos esses neurónios estão a fazer, com base no que sabemos sobre o comportamento do animal ou o que sabemos sobre as respostas neurais”, disse Chance.

De acordo com o New Atlas, a libelinha consegue reagir ao movimento da sua presa em apenas 50 milissegundos — seis vezes mais rápido do que um piscar de olhos.

Pelo contrário, as defesa anti-míssil demoram muito mais tempo a reagir, naquele que é um sistema altamente complexo. Caso os cientistas consigam replicar o cérebro da libelinha num algoritmo, podem aplicar na defesa contra os mísseis, tornando-a mais precisa e rápida, tal como os dotes de caça da “tira-olhos”.

Obviamente, a diferença entre a velocidade de um míssil e de um inseto é bastante díspar, mas mesmo que os cientistas não consigam aplicar a tecnologia nos anti-míssil, pode sempre ser usada para melhorar os veículos autónomos, por exemplo, ou então ajudar no desenvolvimento e teste de medicamentos.

fonte: ZAP

sábado, 27 de julho de 2019

Ciborgues vão dominar a Terra até ao final do século XXI, diz cientista


A ideia de que as máquinas com inteligência artificial irão coexistir, dominar ou até mesmo destruir a humanidade tem ganho destaque na ficção científica.

Esta ideia está presente e tem ganho grande popularidade como, por exemplo, em filmes de ficção científica tais como o Exterminador Implacável, Blade Runner, entre outros. No entanto, o criador da hipótese de Gaia, James Lovelock, destaca uma coisa que em muitas destas obras foi mal interpretada.

As máquinas do futuro, com inteligência artificial, não irão necessariamente tornar-se rebeldes e destruir a humanidade, opina James Lovelock, um dos cientistas e futuristas mais respeitados do Reino Unido.

Lovelock é coautor da famosa hipótese de Gaia, de acordo com a qual os organismos vivos e os criados artificialmente irão interagir uns com outros, criando uma espécie de sistema autorregulado e integrado que ajudará a perpetuar vida na Terra.

O cientista está convencido de que, até ao século XXI, os organismos cibernéticos irão governar o planeta graças ao seu enorme potencial de inteligência. “Eles [os organismos artificiais] serão capazes de transmitir a informação entre si muito mais rápido, e a evolução deles irá ser também muito mais rápida”, acrescentou Lovelock, citado pelo jornal britânico Daily Mail.

De acordo com o especialista, em vez de se revoltar contra os humanos, os robôs com inteligência artificial vão coexistir connosco, mas vão tratar-nos de uma forma semelhante àquela que tratamos as plantas.

“Os ciborgues serão muito mais que nossos filhos, porque são totalmente diferentes de nós, têm as suas próprias origens. Mas a ideia de que eles nos vão substituir é uma parvoíce. Nós vamos coexistir com eles da mesma maneira que coexistimos com as plantas. Eles vão ver-nos da mesma forma que nós vemos as plantas — como seres mais lentos. Entretanto eles podem muito bem achar certos aspetos de nós interessantes, da mesma forma que nós podemos ir ao jardim botânico real de Kew Gardens”, disse.

Segundo a Sputnik News, esta nova forma de vida será não só consciente, mas até “mais consciente do que nós”, graças à sua enorme vantagem em velocidade de computação, comparativamente com o cérebro humano.

De acordo com James Lovelock, a humanidade deverá ficar contente e não aterrorizada, porque, graças ao seu enorme potencial de inteligência e capacidade de processamento de informação, poderão ajudar-nos a evitar catástrofes e extinções em massa, como aquela que matou todos os dinossauros.

fonte: ZAP

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Dono da Tesla quer ligar o cérebro humano a um computador


Parece um plano vindo do futuro, mas, tal como acontece com a Tesla ou a SpaceX, Elon Musk quer torná-lo real. E a Neuralink foi criada para isso. A empresa está a desenvolver implantes cerebrais que permitam uma comunicação direta com computadores.

Os produtos microscópios, que começaram a ser desenvolvidos em 2017, podem estar prontos para testes em humanos já no final do ano. Para já, os primeiros resultados têm origem em experiências feitas com um macaco, que conseguiu controlar um computador com o cérebro.

A empresa, que não tem mais do que 100 empregados, e que funciona em sigilo quase completo, deu uma conferência na terça-feira, como o objetivo de recrutar mais especialistas. "Queremos ter os melhores talentos do planeta", disse Musk, na Academia de Ciências da Califórnia, em São Francisco.

O projeto é, de acordo com o empreendedor, uma forma de os seres humanos lutarem contra evolução das máquinas equipadas com inteligência artificial. Ligando o cérebro diretamente a um computador, poderão atingir-se melhores resultados nesta área da computação.

O plano passa por instalar pequenos fios flexíveis, com cerca de uma quarto de diâmetro do cabelo, no cérebro humano. Estes sensores vão recolher a informação e enviar os dados para um chip, instalado na superfície do crânio. De forma a analisar a informação e comunicar com o cérebro todo o processo será feito sem fios, possivelmente através de Bluetooth.

Inicialmente, Musk pretende trabalhar com pacientes que tenham lesões cerebrais, estimulando o cérebro humano, mas no futuro o objetivo passa por criar capacidades cognitivas sobre-humanas e uma simbiose perfeita com a inteligência artificial.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Criado modelo 3D bizarro de como será raça humana dentro de mil anos


Uma empresa criou um modelo 3D de um futuro ser humano tendo em conta as alterações pelas quais o corpo passa por uso excessivo de 'gadgets', e o resultado é mesmo assustador.

Uma empresa criou um modelo 3D de um futuro ser humano considerando as alterações no corpo devido ao uso constante de tecnologia e o resultado é bizarro e aterrador.

Assim será o corpo de um ser humano no ano 3000 devido ao uso constante de tecnologia! Investigadores criaram Mindy, um modelo 3D de um humano do ano 3000, que apresenta alterações evolutivas como a mão em forma de garra, o crânio mais grosso e o corpo curvado.

Apelidada de 'Mindy' a humana de um futuro relativamente próximo tem as costas curvadas, parecendo uma corcunda, alteração causada pela quantidade de tempo que passa sentada em frente da tela do computador em casa ou no escritório e mexendo em celulares inteligentes, de acordo com TollFreeForwarding.

Crânio mais grosso, mas cérebro mais pequeno

Para evitar danos causados pela má postura, os músculos do pescoço irão crescer devido ao mesmo problema – o uso constante de smartphones e estar frequentemente em frente do computador.

O seu crânio ficará mais grosso, protegendo dessa maneira o cérebro da radiação de radiofrequência emitida pelos celulares, o que de acordo com alguns cientistas pode ter sérias implicações para a saúde.

O cérebro também irá encolher, segundo a recente teoria cientifica de que o estilo de vida sedentário está reduzindo a capacidade cerebral humana.

Por estar constantemente com o celular inteligente na mão, esta irá se transformar em uma espécie de garra, o cotovelo ficará dobrado em uma posição de 90 graus pela razão de estar demasiado tempo a segurar o smartphone.

Talvez a mudança mais bizarra que poderá se formar ao longo deste período de tempo é o segundo par de pálpebras para filtrar a luz excessiva emitida pelos dispositivos tecnológicos.

Sendo que este modelo pode ser considerado exagerado e feito para impactar, é um fato real que, devido às horas que passamos em frente aos computadores e sempre agarrados aos celulares inteligentes, isso está mudando os nossos crânios.

fonte: Sputnik News

domingo, 21 de abril de 2019

Cérebros de porcos mortos há quatro horas foram "ressuscitados"


Investigadores de Yale desenvolveram sistema capaz de restaurar parcialmente atividade celular em cérebro morto. Mas, avisam, ainda não há nenhuma aplicação clínica.

Um grupo de cientistas da universidade de Yale, nos Estados Unidos, conseguiu restaurar a circulação, e parte da atividade celular, num cérebro de porco, horas depois de o animal ter morrido. É um feito inédito, até agora considerado impossível, dada a sensibilidade dos cérebros dos mamíferos à falta de oxigénio, mesmo por pouco tempo que seja.

Os cientistas usaram uma nova solução para preservar tecidos neuronais, que introduziram no sistema vascular cerebral e, num artigo publicado na revista Nature , explicam que o seu procedimento abre portas a novos estudos da biologia e da fisiologia do cérebro. Os investigadores sublinham, no entanto, que o novo desenvolvimento ainda não tem, na prática, nenhuma aplicação clínica.

Apesar de terem observado a restauração de atividade celular nos tecidos cerebrais horas depois de o animal ter morrido, os investigadores não registaram qualquer tipo de atividade elétrica associada ao funcionamento cerebral normal.

"Em momento nenhum observámos o tipo de atividade elétrica organizada que está associada a funções como a perceção, o pensamento ou a consciência", explica Zvomir Vrselja, neurocientista e um dos coautores do trabalho, sublinhando que este resultado não mostra um cérebro vivo, "embora as suas células estejam ativas".

Na prática, o sistema desenvolvido na Universidade de Yale permitiu restaurar a circulação vascular no cérebro de um porco morto horas antes, usando uma solução desenvolvida pela própria equipa, e também recuperar algumas das funções celulares, o que abre agora a porta a estudos post-mortem até agora impossíveis, explicam os investigadores.

Os cérebros dos mamíferos são extremamente sensíveis à falta de oxigénio. Sabe-se que mesmo períodos muito curtos de interrupção da circulação e, consequentemente, da oxigenação normal, causam lesões irreparáveis e perda de funções. Por isso o novo sistema agora apresentado é uma novidade.

Como sublinha o coordenador do estudo, Nenad Sestan, "o cérebro intacto de uma grande mamífero mantém uma capacidade até agora insuspeita de restauração da circulação e de algumas atividades moleculares várias horas depois de cessar a circulação sanguínea",

O novo sistema que permite fazer isso, e que os seus criadores designaram como BrainEx, pode ajudar a fazer novos estudos sobre o cérebro, cujos resultados, no futuro, poderão tornar-se relevantes na medicina. "Esta linha de investigação dá-nos a esperança de conseguirmos avançar mais na compreensão e no tratamento futuro de disfunções cerebrais, mas também de desenvolver novas formas de estudar o cérebro humano post-mortem", diz Andrea Beckel-Michener, dos National Institutes of Health, organismo que cofinanciou a investigação.

Num comentário publicado na mesma edição da Nature, o psiquiatra e professor de bioética na Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, estima que estes resultados poderão intensificar o debate em torno do transplante de órgãos. "À medida que a ciência da ressuscitação do cérebro progredir, os esforços para restaurar e salvar o cérebro tornar-se-ão crescentemente justificados", escreve o especialista, sublinhando que, nessas circunstâncias, investir na possibilidade de futuros transplantes se tornará menos importante.

Já Nita Farahany, jurista e filósofa da universidade norte-americana de Duke, considerando embora que o estudo abre novas possibilidade de investigação, alerta para a necessidade de novas linhas orientadoras que permitam lidar com os novos problemas levantados pelo estudo, nomeadamente no que toca "às linhas que separam a vida da morte".


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Gatos reconhecem os seus nomes... mas não ligam muito


Estudo realizado no Japão confirma que estes felinos têm uma (leve) reação quando os seus nomes são pronunciados

Vários estudos já demonstraram que animais como cães, golfinhos ou papagaios são capazes de reconhecer os seus nomes e outras vocalizações humanas. Mas em relação aos gatos - por mais que muitos donos jurem a pés juntos que o fazem - as opiniões especializadas dividem-se.

Um novo estudo, conduzido por Atsuko Saito, da Universidade Sophia, do Japão, e citado pelo The Guardian, vem agora sugerir que, de facto, estes felinos conseguem distinguir os seus nomes entre outras palavras. Mas as reações são ténues, não indo muito além de um arrebitar de orelha ou um leve movimento da cabeça.

Por outras palavras, por entre uma parafernália de palavras, os gatos conseguem reconhecer o nome. Mas esse facto não é suficiente para lhes gerar grande entusiasmo. Uma conclusão que acaba por ser consistente com outros estudos que indicam, por exemplo, que um gato consegue perfeitamente distinguir a voz do dono entre as de estranhos mas que esse facto por si só não basta para lhe motivar grande reação.

Conclusão que, provavelmente, será enfaticamente desmentida por muitos donos deste felino de personalidade independente.


sexta-feira, 29 de março de 2019

Cientistas criaram um “Cérebro Sintético” que armazena memórias em prata


Engenheiros da área da Química, da Universidade da Califórnia, podem ter encontrado algo revolucionário. 

Surpreendentemente descobriram como desenvolver circuitos de auto montagem que se assemelham à estrutura e atividade elétrica de um cérebro. Assim, os investigadores conseguiram obter evidências científicas de que os cachos de nanofios de crescimento sintético exibem comportamentos semelhantes aos da memória num cérebro vivo.

Será que é possível criar um “cérebro sintético”?

Engenharia química pode estar perto de conseguir o cérebro sintético

Cientistas da UCLA agarraram num conceito completamente diferente no que toca à construção de um cérebro humano artificial.

Ou seja, por um lado a ideia de construir um computador quântico para “agir como um cérebro” ainda está longe. No entanto, uma equipa de engenheiros químicos descobriu como desenvolver circuitos que se organizam sozinhos. Desta forma, a descoberta assemelham-se, em termos de estrutura e atividade elétrica, a partes de um cérebro.


A ideia de “fabricar” um cérebro sintético remonta a 2012

A investigação é o projeto favorito do engenheiro químico da UCLA, James Gimzewski, que proclamou que queria criar um cérebro sintético em 2012.

Entretanto, o cientista e os seus colegas descobriram que uma grade de colunas de cobre bem compactadas, quando tratadas com nitrato de prata, produzia nanofios em direções aparentemente aleatórias que se pareciam com os neurónios de interligação ramificados e concentrados num cérebro.

Na escala atómica, as ligações entre os nanofios de prata assemelham-se a sinapses. Estas são as junções nas quais dois neurónios se encontram e transmitem sinais entre si. Contudo, o modo como os nanofios se arranjam reflete o tipo de estruturas que surgiriam durante uma ressonância magnética de um cérebro enquanto este armazena memórias.


Posteriormente, quando esta rede de fios foi atingida por um sinal elétrico, os nanofios organizaram as suas “informações” como um cérebro faria – tudo por conta própria.

De certo modo, quando todas as partes são combinadas, todo o circuito ganha vida, no sentido de que cada parte interage com todas as outras partes. E existem caminhos nos quais podemos estabelecer ligações neuromórficas mais fortes.

Refeiu Gimzewski à ZDNet.

No passado era o entusiasmo e atualmente é a cautela

Na verdade, a atitude de Gimzewski mudou. Se no passado incentivava e proclamava a vontade de criar um cérebro sintético, hoje esse ímpeto tem mais cautelas.

Quero criar uma máquina que pense, uma máquina que possua inteligência física. Tal sistema não existe e promete causar uma revolução que poderíamos chamar de revolução pós-humana.

Escreveu o cientista em 2012.

É perigoso correlacionar diretamente e dizer ‘Isso é um cérebro! [O sistema] está a mostrar características elétricas que são muito semelhantes a uma ressonância magnética funcional do cérebro, semelhante às características elétricas das culturas neuronais e também aos padrões de EEG.

Concluiu o cientista.

Inegavelmente, novas tecnologias e novas abordagens podem mostrar caminhos mais simples para estruturas tão complexas como o cérebro.

fonte: Pplware

domingo, 10 de março de 2019

Descoberta uma nova forma de cultura entre chimpanzés

Resultado de imagem para Descoberta uma nova forma de cultura entre chimpanzés

Desenho de um chimpanzé-do-leste-africano (subespécie Pan troglodytes schweinfurthii), da região do Bili-Uéré, no Norte da República Democrática do Congo

Mais parecidos connosco do que imaginamos, os chimpanzés não param de surpreender. Na República Democrática do Congo, encontrou-se uma nova cultura entre os chimpanzés, que passam técnicas de caça nunca antes observadas de geração em geração.

Já se sabia que os humanos não são a única espécie a possuir cultura e que os chimpanzés também a têm. Agora, os chimpanzé-do-leste-africano (da subespécie Pan troglodytes schweinfurthii), da região do Bili-Uéré, no Norte da República Democrática do Congo, vieram mostrar-nos novos conhecimentos transmitidos culturalmente às gerações seguintes. Os chimpanzés desta região, além de usarem pauzinhos de vários tamanhos para extrair formigas, térmitas e mel de abelhas, utilizam uma fonte de alimentação diferente de todos os outros chimpanzés: caracóis-gigantes-africanos e tartarugas que são atiradas contra o solo, tal como as frutas com cascas endurecidas de que também se alimentam.

“Os nossos resultados permitem-nos descrever uma nova cultura entre os chimpanzés, caracterizada por uma semelhança geral com múltiplos comportamentos ao longo de uma região vasta e ecologicamente diversificada, mas com diferenças subtis no que diz respeito às escolhas das presas e das técnicas [de caça]”, sublinha o artigo publicado na revista científica Folia Primatologica.

Uma equipa do Instituto Max Planck para a Antropologia Evolutiva (na Alemanha) e da Universidade de Varsóvia (Polónia), entre outras instituições, estudou o comportamento desta comunidade de chimpanzés que se estende ao longo do rio Uele (onde desagua o rio Uéré, situado na região do Bili-Uéré), no Norte da República Democrática do Congo.

Esta nova cultura descoberta pelos cientistas apresenta um conjunto de características pela primeira vez descritas no mesmo grupo de chimpanzés. “Fazem os ninhos no solo à noite (um comportamento mais comum nos gorilas). Utilizam um conjunto de ferramentas para caçar vários insectos diferentes (e ferramentas muito compridas para caçar formigas). Recorrem a uma nova tecnologia em que os chimpanzés batem contra o chão fruta, termiteiras, caracóis-gigantes e tartarugas”, explica ao PÚBLICO autor principal do estudo, Cleve Hicks, investigador do Instituto Max Planck para a Antropologia Evolutiva e professor na Universidade de Varsóvia.

Doze anos de investigação

O trabalho de investigação que durou 12 anos encontrou cerca de 221 ferramentas feitas com materiais como madeiras, ervas e lianas, que podiam chegar aos 1,2 metros de comprimento. Foram também encontrados utensílios nunca antes documentados: uma fruta utilizada como martelo para destruir termiteiras e uma ferramenta em forma de concha usada para caçar formigas. “Esta colher para formigas é, aparentemente, uma nova ferramenta não documentada em nenhuma outra subespécie de chimpanzés”, nota o artigo científico.

Além de abrir fruta com casca endurecida atirando-a contra o solo, estes chimpanzés vêm mostrar também uma nova fonte de alimentação – tartarugas da família Testudinidae e caracóis-gigantes-africanos. “Há outras populações [de chimpanzés] que abrem a fruta contra o solo, mas abrir termiteiras é muito raro e só foi visto na floresta de Taï (na Costa do Marfim). E esta é a primeira prova de tartarugas e caracóis-gigantes [usados como alimento]”, refere o investigador Cleve Hicks.


Foto Exemplos de ferramentas encontradas no Norte da República Democrática do Congo (imagem cedida pelos investigadores) SONIA URIBE

Durante a investigação no terreno, os cientistas encontraram fragmentos de tartarugas e caracóis-gigantes-africanos atirados também contra raízes de árvores ou rochas. Estas novas fontes de comida foram encontradas junto a zonas onde já tinham sido avistados chimpanzés ou onde havia vestígios recentes da sua presença. Ainda assim, “ainda é necessário confirmar através de observações directas que os chimpanzés atiram estes caracóis contra o solo”, ressalva o artigo.

Um rio que não separa culturas

O rio Uele separa dois tipos de habitats bastante diferentes: no norte existe uma floresta tropical da savana e no sul encontra-se uma floresta tropical húmida. Apesar da diferença de habitats, os investigadores observaram provas desta cultura de chimpanzés ao longo de toda a região estudada. “O comportamento dos chimpanzés era similar ao longo dos 50.000 quilómetros quadrados da região, embora existissem dois habitats diferentes a norte e a sul do rio Uele. O que me leva a pensar que estes chimpanzés, que apenas começaram a colonizar esta área recentemente, estão presos às suas tradições, independentemente dos diferentes habitats”, considera Cleve Hicks.

A expansão da cultura destes primatas surpreendeu a equipa de investigadores de tal forma que Cleve Hicks vai regressar ao local do estudo para “testar a hipótese de que esta cultura se estende a todo o Norte da República Democrática do Congo”. O investigador irá também estudar a razão por que, nesta nova cultura, os chimpanzés fazem os ninhos frequentemente no chão, em vez de os fazerem nas árvores.

Apesar da cultura dos chimpanzés se assemelhar em ambas as margens do rio, foram detectadas ainda algumas variações comportamentais. “A equipa identificou alguma variação geográfica no comportamento dos chimpanzés, incluindo diferentes quantidades de ferramentas para caçar formigas, a ausência de ferramentas para a extracção de mel a sul [do rio Uele] e apenas a norte do rio Uele foram encontradas ferramentas compridas para as formigas e sítios onde se bateu com a fruta no chão”, menciona um comunicado sobre o trabalho.

Esta nova cultura de chimpanzés lembra-nos das semelhanças entre nós e estes fabulosos primatas. Tal como os seres humanos, os chimpanzés produzem ferramentas – por exemplo, em Bossou, na Guiné-Conacri, a subespécie Pan troglodytes verus parte nozes com uma pedra que faz de martelo em cima de outra pedra, a bigorna – e passam esse conhecimento de geração em geração. Inspirado no trabalho da famosa primatóloga Jane Goodall, este estudo também reforça a importância de conservar estas espécies que continuam a ter tanto por nos ensinar.

fonte: Público

quinta-feira, 7 de março de 2019

O que sonhamos antes de morrer é diferente e “mais real” do que os outros sonhos


A morte é um dos maiores mistérios da vida. Mas os sonhos dos pacientes de uma Casa de Repouso em Nova York estão a revelar coisas incríveis sobre este processo.

Especialistas documentaram, ao longo de dez anos, os sonhos mais frequentes que os pacientes tiveram antes de morrer. O estudo, segundo uma reportagem da CBS, mostra que os sonhos são reconfortantes e fazem com que a morte seja menos aterradora.

Durante uma década, Christopher Kerr e a sua equipa documentaram 14 mil casos entre os pacientes. De acordo com os especialistas, 80% dos casos são sonhos e visões antes da morte. “O que é claro é que afirmam universalmente que os sonhos são mais reais e diferentes do qualquer outros sonho”, explicou Kerr.

Além disso, os especialistas observaram que, antes de morrer, as pessoas costumam ter sonhos vívidos que, com frequência, têm a ver com entes queridos já falecidos. Outro tema recorrente é a preparação para uma viagem, como por exemplo fazer as malas.

Um homem, chamado Horace, disse que, nos seus sonhos, a sua esposa “apareceu de repente”. Já uma mulher, Jeanne, descreveu o quão intensos os sonhos eram: “Lembro-me de ver todas as partes da cara deles. Eu sei que era a minha mãe, o meu pai, o meu tio e o meu cunhado. Senti-me bem”.

Uma paciente chamada Maggie sonhou com a sua irmã, que faleceu antes dela. “Eu disse: Beth, tens de ficar comigo. Estou sozinha, fica comigo. Ela disse: Não posso. Agora não.” Mas a irmã deixou-lhe uma mensagem: “Em breve voltaremos a estar juntas”.

Outros sonhos permitem que os pacientes abordem problemas não resolvidos, como, por exemplo, a entrega de uma mensagem. As crianças, muitas vezes, dizem que sonham com os seus animais de estimação falecidos antes de morrer.

Kerr, inicialmente, era cético. “Todos, exceto eu, eram capazes de prognosticar a morte em parte com base no que as pessoas estavam a ver ou a experimentar”, disse. Os médicos não são treinados para lidar com estes sonhos, mas ele começou a estudá-los e percebeu que são terapêuticos. “Em vez de ter medo da morte, quase transcende o medo da morte para algo maior”.

Os investigadores não fornecem nenhuma explicação para o fenómeno e assinalam que o objetivo é, simplesmente, registar os sonhos.

fonte: ZAP

sexta-feira, 1 de março de 2019

Ratos cantores ajudam a estudar o autismo


Cientistas norte-americanos descobriram o circuito no cérebro que permite a interação vocal, a partir de uma análise a ratos cantores das florestas tropicais da América Central.

Ouvir e interpretar para depois responder. Esta é a norma para uma conversa padrão, que requer uma coordenação entre sinais sensoriais e uma resposta muscular. Isto acontece em muitas espécies; dos pássaros às rãs, dos humanos aos ratos. No entanto, o processo cerebral que está por trás da formulação vocal ainda suscita muitas duvidas aos cientistas. Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, Estados Unidos, desvendaram um pouco mais sobre como as conversas se formam no cérebro.

O estudo publicado na revista Science concluiu que é no córtex motor que se cruzam vários circuitos e que são estes juntos que formulam o ritmo das conversas. Para isto, os investigadores analisaram a interação entre ratos cantores machos de Alston (Scotinomys teguina), encontrados nas florestas tropicais da América Central e que são capazes de entoar quase cem notas audíveis para atrair as fêmeas. Através da compreensão da atividade cerebral, será possível alcançar novos tratamentos para pacientes com autismo ou com traumas como derrames cerebrais, segundo os autores do estudo.

"O nosso trabalho demonstra diretamente que a região do cérebro do córtex motor é necessária para manter uma conversa", diz um dos autores do estudo Michael Long, professor de neurociência, citado pelo ABC.

Os ratos cantores foram escolhidos pela equipa de investigadores por terem um padrão de conversa muito similar ao dos humanos. Os animais foram expostos a um exame chamado eletromiografia, que analisou os sinais elétricos emitidos no cérebro dos ratos à medida que os músculos das cordas vocais se contraiam. Foi assim que os cientistas perceberam quais as regiões cerebrais ativadas durante o canto. De seguida, os investigadores "desligaram" essas partes do cérebro para confirmar que os sons ficavam desregulados.

"Descobrimos uma divisão de trabalho. Há mecanismos subcorticais que permitem gerar som e há o córtex motor, hierarquicamente superior a esses mecanismos, que comandam as áreas subcorticais, que nos diz quando responder e quão rápido responder", explica Arkarup Banerjee, coautor do estudo.

O laboratório de neurociência da Universidade de Coimbra vai agora avançar com estudos sobre a interação vocal em humanos. "Dez por cento dos norte-americanos sofrem de algum tipo de distúrbio de comunicação, seja como resultado de derrames ou por autismo. Acredito que estes animais abriram uma janela para o nosso conhecimento sobre o que causa esses transtornos e, esperamos, terapias adequadas", afirma o professor Michael Long.


Ratos ciborgues controlados pela mente humana? Sim, já é possível


Cientistas chineses encontraram uma forma de fazer com que o cérebro humano controlasse a mente de ratos. Através de estímulos cerebrais de uma pessoa, estes animais conseguiram mover-se num labirinto.

As pessoas já conseguem controlar ciborgues de ratos com os seus cérebros. Cientistas da Universidade de Zhejiang, na China, publicaram recentemente um artigo na Nature no qual asseguram poder controlar estes animais através da mente humana.

No documento, os investigadores explicam que usaram elétrodos implantados no cérebro destes roedores, que nomearam de ratos ciborgues, e iniciaram uma série de treinos para que estes animais aprendessem que, ao receber um determinado estímulo cerebral, eles deveriam mover-se.

Depois destas experiências, os cientistas usaram um encefalograma para medir as ondas cerebrais humanas. O dispositivo foi também conectado a um computador e os impulsos foram sendo descodificados e transformados progressivamente para o cérebro do rato.

Com estes estímulos, os ratos ciborgues foram capazes de se movimento para a esquerda e para a direita, consoante os “comandos” humanos que recebiam. Para ir para a frente ou para trás, os cientistas usaram um estímulo visual, explica a Discover Magazine.

O primeiro teste envolveu um labirinto em forma de asterisco: se para um humano é uma tarefa fácil, para um rato nem tanto. Assim, cada animal foi estimulado para ir para uma das pontas do símbolo, passando pelo centro do asterisco. E, segundo os resultados da investigação, a tarefa foi um sucesso.

A pesquisa é muito relevante para a comunidade científica, e disso não há dúvidas. No entanto, há cientistas que consideram o uso do encefalograma pode não ser muito eficaz, uma vez que este exame mede a atividade elétrica no cérebro por meio do crânio.

Segundo Angus McMorland, engenheiro biomédico da Universidade de Auckland, isto significa que o crânio pode configurar uma barreira que pode afetar a qualidade do sinal. Na prática, o tempo de resposta entre o estímulo cerebral humano e o cérebro do rato pode ser afetado pela tecnologia adotada.

Além disso, a questão do controlo da mente de animais de outras espécies envolve muitas questões éticas. Apesar de estas conclusões poderem servir de base a estudos mais completos no futuro, a verdade é que é preciso ter em conta regras bem definidas de como esta tecnologia pode ser usada no futuro.

fonte: ZAP

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Bebés geneticamente modificados por cientista chinês podem ter “super-poderes” mentais


Investigadores familiarizados com as mudanças genéticas que o cientista He Jiankui fez nas gémeas Lulu e Nana afirmaram que a manipulação específica realizada pode dar “super-poderes” aos cérebros dos bebés.

Um cientista chinês afirmou que ajudou a criar os primeiros bebés geneticamente manipulados do mundo, gémeas cujo ADN He Jiankui disse ter alterado com tecnologia capaz de reescrever o mapa da vida.

A revelação foi feita pelo próprio em Hong Kong a um dos organizadores de uma conferência internacional sobre manipulação de genes e, anteriormente, em entrevistas exclusivas à agência de notícias Associated Press (AP).

Na época, o cientita disse que o objetivo da alteração era imunizar as gémeas contra o vírus HIV. De facto, o gene modificado, chamado de CCR5, está ligado à suscetibilidade ao HIV, mas um artigo publicado na revista científica Cell mostra que também está ligado ao aumento da cognição cerebral em estudos com ratos.

O gene ainda pode facilitar a recuperação de um ser humano após um derrame cerebral e estar correlacionado com o sucesso académico.

Não há evidências diretas de que He Jiankui pretendia fazer alguma coisa aos cérebros das gémeas. No congresso, o chinês insistiu que essa não era a sua intenção, apesar de admitir que estava ciente das investigações sobre os efeitos da desativação do CCR5 no cérebro animal e humano.

Apesar disso, os dois primeiros seres humanos com cognição e memória geneticamente melhoradas já podem ter nascido.

“A resposta é provavelmente sim, a alteração afetou os cérebros”, disse Alcino Silva, neurocientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles. “A interpretação mais simples é que essas mutações provavelmente terão um impacto na função cognitiva das gémeas”.

Silva argumenta que He não deveria ter conduzido o estudo, porque não há como prever o efeito que isto terá nas vidas de Lulu e Nana. O trabalho com animais demonstra que seria concebível aumentar o QI médio da população no futuro, mas ratos não são pessoas – não se sabe quais serão as consequências.

Silva co-escreveu o primeiro estudo publicado ligando o CCR5 à cognição em 2016, mostrando que ratos sem o gene exibiam uma memória significativamente melhorada, entre 140 outras modificações genéticas.

O neurocientista também observou o rápido progresso em testes clínicos com pacientes de derrame e com declínio cognitivo relacionado ao HIV. Mas “há uma grande diferença entre tentar corrigir os défices em tais pacientes e tentar criar melhorias”, argumenta.

O cientista chinês não era visto desde a conferência sobre genética em Hong Kong, onde apresentou as primeiras explicações públicas sobre a sua investigação, depois de ter revelado num vídeo no YouTube que tinha criado os dois primeiros bebés geneticamente modificados.

Jiankui revelou como deu origem a duas gémeas resistentes ao VIH, desativando um gene que codifica uma proteína que permite que o vírus entre nas células, salientando que se encontram num estado “normal e saudável”.

Na mesma conferência, também acrescentou que há um terceiro bebé que pode nascer igualmente alvo de embriões geneticamente modificados.

O anúncio de Jiankui originou grande polémica em todo o mundo, e já há quem lhe chame o “Frankenstein chinês”. Tem sido arduamente criticado pela comunidade científica que considera que ele passou uma barreira ética inaceitável.

Depois de ter recebido milhões de euros de fundos públicos chineses para investigação, o jovem cientista parece ter-se tornado persona non grata, estando a ser investigado pela Universidade onde trabalha e pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia da China.

fonte: ZAP

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Dificuldades com a matemática? Olhe que até as abelhas conseguem aprender


Cientistas descobrem que os insetos do mel conseguem somar e subtrair. Juntam-se a uma lista onde apenas estavam chimpanzés, papagaios e uma espécie de aranhas africanas

O tamanho não importa, mesmo quando se trata do cérebro. Um estudo assinado por cientistas australianos da Universidade RMIT e publicado na Science Advances, demonstrou que as abelhas podem aprender matemática, pelos menos as noções básicas da disciplina. Apesar de terem cérebros muito pequenos, conseguem somar e subtrair, se forem ensinadas.

A descoberta está a ajudar os cientistas a perceberem a relação entre o tamanho do cérebro e o poder deste e pode até ajudar no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA), de acordo com a universidade. A principal autora do estudo, Scarlett R. Howard, disse à CNN que espera que estes resultados ajudem as pessoas a deixarem de dizer que "os insetos são pouco inteligentes. Eles são espertos e podem fazer coisas cognitivamente exigentes", afirmou a cientista.

O estudo sugere ainda que o conhecimento dos números "pode ​​ser acessível a mais animais". É verdade que muitos já conseguiam usar os números em tarefas simples, mas só um grupo restrito conseguia fazer contas de somar e subtrair, como os chimpanzés, papagaios e uma espécie de aranhas africanas. Agora, as abelhas também se juntam a esta lista.

Quanto ao uso desta informação para o desenvolvimento de IA, Howard disse que esta descoberta "pode dar uma ideia de como construir computadores mais simples que ainda assim conseguem ser processados ​​a um nível mais elevado, tornando os computadores mais eficientes em termos de energia".

As abelhas precisam mesmo de Matemática?

As abelhas não precisam de saber somar ou subtrair no seu dia a dia, mas as capacidades cognitivas necessárias para aprender matemática são provavelmente muito vantajosas para a espécie.

Os autores do estudo explicam que ligar traços visuais a uma recompensa pode ajudar as abelhas quando se aventuram por locais que não conhecem. Por exemplo, pode ajudá-las a lembrarem-se das características das flores (como cor, forma ou tamanho) que lhes fornecem recursos essenciais e quais as características das flores que não lhes são úteis.

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os zangões são capazes de tarefas complexas. Um estudo de 2016 descobriu que as abelhas podiam não só aprender como transmitir esse conhecimento a outras abelhas.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

DARPA quer construir robôs conscientes usando cérebros de insetos


A DARPA quer construir robôs conscientes usando cérebros de insetos, uma forma de criar novos modelos de inteligência artificial eficientes, que poderiam ser usados para explorar a própria consciência.

Ao contrário dos humanos, os insetos operam quase inteiramente baseados em estímulos simples. A DARPA, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, pediu, na semana passada, recomendações para a construção de computadores do tamanho de cérebros de insetos – alguns dos quais com menos de mil neurónios.

Os insetos têm “apenas algumas centenas de neurónios num formato compacto, enquanto mantêm a funcionalidade básica”, diz a solicitação da DARPA. “Compreender sistemas sensoriais e nervosos altamente integrados em insetos em miniatura e desenvolver protótipos de modelos computacionais” poderia ajudar na construção de um software adequado para simular as suas funções.

A DARPA utilizará o seu programa Micro BRAIN (Microscale Robom Biomimetic Robust Artificial Intelligence Networks) para determinar se é possível construir sistemas de inteligência artificial tão pequenos que requerem muito menos energia e dados para operar do que o normal. Ao mesmo tempo, a agência quer que os sistemas sejam eficazes.

Na prática, os investigadores querem aproveitar a evolução dos insetos voadores para melhorar a inteligência artificial, com uma eficiência computacional melhorada e, ao mesmo tempo, um baixo consumo de energia.

A natureza tem forçado os minúsculos insetos voadores a reduzir a sua escala, tamanho e consumo de energia sem, no entanto, qualquer perda de desempenho. A DARPA quer fazer uso destas valências para desenvolver novas estruturas e estratégias computacionais.

Além disso, os insetos são capazes de exibir uma maior subjetividade durante uma experiência, adianta o comunicado da DARPA. Se há indícios de que “até os pequenos insetos têm experiências subjetivas, este pode ser o primeiro passo para definir o conceito de ‘consciência‘”.

Apesar de na última década termos observado um grande crescimento no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, a quantidade de computação necessária para treinar os maiores sistemas de IA tem aumentado dez vezes a cada ano, à medida que a IA assume problemas progressivamente mais complexos, avança a agência Azertag.

Por este motivo, a DARPA está a pedir novas formas de entender sistemas sensoriais e nervosos integrados em insetos com o fim de desenvolver protótipos eficazes. Esta é a prova de que a DARPA está cada vez mais interessada nos mistérios da cognição e da consciência.

fonte: ZAP