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domingo, 26 de julho de 2020

Força Espacial norte-americana acaba de lançar quatro satélites secretos


A recém-formada Força Espacial dos Estados Unidos lançou nesta quarta-feira para órbita quatro satélites sob a alçada do National Reconnaissance Office (NRO) – e ninguém sabe ao certo o que farão no Espaço.

Foi a partir do Mid-Atlantic Regional Spaceport, localizado no estado norte-americano da Virgínia, que o lançamento foi feito nesta quarta-feira, detalha o portal Live Science.

O novo ramo das Forças Armadas dos Estados Unidos lançou os satélites a bordo de um foguete Minotaur IV, construído pela empresa norte-americana de tecnologia de defesa Northrop Grumman – foi a primeira vez que um foguete da sua linha voou desde 2013.

O horário exato do lançamento foi mantido em segredo como informação classificada, refere o portal Futurism, que refere que este foi o primeiro lançamento da Força Espacial dos Estados Unidos desde que esta foi criada em meados de dezembro de 2019.

Quase nada se sabe sobre a natureza da carga útil dos satélites e o resumo da missão disponibilizado pela Força Espacial é muito vago.

“O NROL-129 apoia a missão geral de segurança nacional da NRO para fornecer dados de inteligência aos principais formuladores de políticas dos Estados Unidos, à Comunidade de Inteligência e ao Departamento de Defesa”, pode ler-se no documento.

Os satélites lançados da NRO têm como objetivo “fornecer cobertura global contra uma ampla gama de requisitos de inteligência“, fornecedor ainda ajuda durante emergências e esforços de ajuda a desastres.

Trata-se de uma missão classificada, refere ainda o portal Space.com.

fonte: ZAP

Microsoft financia “GoPro para insetos” que é o sonho de qualquer espião


A curiosidade de ver o mundo com os olhos dos insetos é algo intrínseco ao ser humano. Como será atravessar o deserto da caixa de areia do gato, ou o oceano de um charco de água no jardim depois da rega? Engenheiros da Universidade de Washington, apoiados pela Microsoft, anunciaram nesta quarta-feira que, efetivamente, poderemos ter essa visão de insetos. A ideia que tiveram foi colocar uma pequena câmara sem fios nas costas de um besouro.

Assim, por outras palavras, o que estes engenheiros estão a fazer é criar uma ‘GoPro para insetos’.

Conforme foi dado a conhecer, o projeto tem financiamento através de uma bolsa da Microsoft. Assim, com o apoio da gigante do software e com a doação de 980.000 dólares da National Science Foundation, os engenheiros afirmam ter desenvolvido o primeiro sistema de visão totalmente sem fio mecanicamente orientável num fator de forma pequeno o suficiente para montar a bordo de um inseto e transmitir vídeo para um smartphone em 1 a 5 frames por segundo.

Todo o sistema pesa cerca de 250 mg e possui bateria suficiente para gravar imagens durante seis horas.


GoPro para insetos permite ver o mundo com outros olhos

A câmara fica num braço mecânico que pode girar 60 graus para permitir a panorâmica da esquerda para a direita e captar fotos panorâmicas de alta resolução ou rastrear um objeto em movimento. A câmara e o braço são controlados via Bluetooth a partir de um smartphone a uma distância de até 120 m, um pouco mais do que um campo de futebol.

Segundo Shyam Gollakota, professor de Ciência da Computação e Engenharia, que liderou o estudo, até agora, a visão sem fio não era possível para pequenos robôs ou insetos. Contudo, este projeto poderá trazer várias áreas interessantíssimas de ação.



Porquê besouros?

Os investigadores escolheram anexar o sistema removível às costas de dois tipos diferentes de besouros – um besouro que finge a morte e um besouro Pinacate (ou escaravelhos de mau cheiro). Conforme é sabido, os besouros têm a fama de conseguirem transportar cargas mais pesadas que meio grama. Assim, o inseto poderá levar a sua vida sem estar limitado.

Garantimos que os besouros ainda pudessem mover-se adequadamente quando carregavam o nosso sistema. Eles foram capazes de navegar livremente pelo cascalho, subir uma encosta e até escalaram árvores.

Explicou o autor principal Ali Najafi , estudante de doutoramento da UW em engenharia elétrica e de computação.

Os investigadores tiveram o cuidado de verificar que o sistema às suas costas não impedisse de ultrapassar os mais variados obstáculos.

Portanto, no cerne deste projeto está a capacidade de se reduzir drástica no tamanho dos componentes, do peso e potência dos sistemas de visão tradicionais. Então, esta combinação estende o uso de câmaras para novas aplicações que não eram possíveis antes.

fonte: Pplware

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A extraordinária vida dos transístores e dos chips


São cada vez mais pequenos e dão-nos cada vez mais em todo o tipo de objetos eletrónicos. Esta é a história dos velhinhos chips (e dos transístores): como chegámos aqui e como será o futuro, recorrendo à luz ou ao papel para transmitir dados. A caminho da computação quântica.

São o cérebro dos sistemas computadorizados que, hoje, damos por garantidos no nosso dia-a-dia. São cada vez mais pequenos, conectados e integrados em circuitos que são verdadeiros sistemas de planetas minúsculos no cosmos que é o mundo digital. Os chamados chips de computação podem parecer pequenos, mas escondem um sem-fim de transístores que têm crescido em número e decrescido em tamanho de forma vertiginosa ao longo dos anos.

São eles que permitem dar funções específicas a uma infinidade de aparelhos eletrónicos. Se no passado, começando nos eletrodomésticos, a sua capacidade era muito limitada, agora temos supercomputadores, smartphones, tablets, aspiradores robôs, colunas digitais inteligentes e sensores da chamada internet das coisas (que alimentam cidades e casas inteligentes e podem ir de caixotes de lixo a lugares de estacionamento que transmitem informação).

Estes pequenos transístores não são, no entanto, componentes isoladas ou individuais, fazem parte do chamado circuito integrado (também conhecido como microchip) ou dos processadores (que podem ser de diferentes tipos - úteis para tarefas muito diferentes), nos quais os transístores trabalham de forma concertada para ajudar o sistema computadorizado a completar os seus cálculos.

Como começou a era dos chips?

Em menos de 60 anos evoluiu-se mais na sofisticação da computação de máquinas do que em milénios de evolução humana. As várias guerras e a própria era espacial que, nos anos 1960, culminou com a chegada do primeiro homem à Lua - neste ano cumpriram-se 50 anos que Neil Armstrong pisou o solo lunar - foram fulcrais para evolução da computação em geral e dos chips em particular. Foram precisas algumas décadas de experimentação para que materiais sólidos, os transístores, pudessem substituir a tecnologia anterior: tubos de vácuo que eram o meio utilizado para canalizar os eletrões.


Robert Noyce, cofundador da Fairchild e da Intel, é um dos pais do microchip, desenvolvido em Stanford, em Silicon Valley

O autor norte-americano James Jay Carafano explica, no livro Wiki at War (ed. Texas A&M University Press), que "os novos transístores sólidos surgidos na década de 1960 eram mais pequenos, precisavam de menos potência e eram bem mais rápidos". E tudo começou com a Força Aérea dos EUA, já que foram eram eles a promover o desenvolvimento dos transístores a pensar no espaço reduzido disponíveis nos aviões.

Em várias investigações patrocinadas pela Força Aérea, houve uma que se destacou, desenvolvida pela empresa Fairchild Camera and Instrument Corporation - conhecida por fornecer câmaras durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria a pensar na espionagem. A Fairchild tinha fortes ligações à Universidade de Stanford, na Califórnia, e foi dali que a empresa lançou comercialmente, em 1961, o primeiro circuito integrado com chips de silicone que a Força Aérea usou em computadores e mísseis. O sucesso foi tal que a Fairchild passou a chamar-se Fairchild Semiconductor e Stanford tornou-se o coração da zona que hoje conhecemos como Silicon Valley.

Alcides Fonseca, professor e investigador em Computação Evolucionária da Universidade de Lisboa, lembra uma lei muito referida nos anos 1990 para explicar esta evolução dos chips. A Lei de Moore baseia-se numa investigação de 1965 de Gordon Moore - cofundador da Fairchild e da Intel (nascida em 1968) - que indicava que o número de componentes num circuito integrado poderia duplicar anualmente durante dez anos e, depois disso, passaria a duplicar a cada dois anos. O professor admite que essa evolução já é diferente do que diz a lei, já que "o ritmo de aumento de transístores num chip pode duplicar de dois em dois anos, mas a rapidez dos dados que passam por eles não cresce ao mesmo ritmo".

O investigador dá o exemplo do último iPhone 11 Pro e do seu processador A13, para explicar como este tipo de chips tem evoluído: embora um processador possa ter muitos núcleos (cores), estes têm naturezas distintas e fazem coisas diferentes. "O novo iPhone tem no A13 seis núcleos, em que dois são mais rápidos do que os outros quatro, que são mais eficientes no consumo de energia - todas as combinações são possíveis tendo em conta os que estão ativos."

Quando o telefone executa coisas simples, usa os processadores mais lentos para poupar bateria, quanto se joga um jogo mais exigente, "ativa todos porque precisa da potência máxima e "ainda vai buscar quatro núcleos da placa gráfica, para gerar o que vemos no ecrã". Existem ainda oito núcleos neuronais no iPhone, que incluem técnicas de machine learning que já permitem melhorar a qualidade das imagens e vídeos em tempo real. "Daí a que, hoje, quando filmamos um vídeo com um telefone estamos a usar vários tipos processadores. Só para filmar são os processadores normais que executam todo o tipo de tarefas, já os processadores gráficos mostram-nos no ecrã o vídeo que estamos a fazer e os neuronais ajustam a luminosidade ou o foco através de machine learning." Alcides Fonseca admite que hoje temos nos nossos bolsos o que seria considerado um supercomputador há uns anos.

Nunca houve a nível tecnológico na história da humanidade uma onda tão rápida de redução de custos, aumento de simplicidade e crescimento de fiabilidade e eficácia quanto aquela a que os computadores navegaram.

Os chips de silicone são também centrais na criação da chamada Internet 2.0, explica ainda Carafano. Sem a criação do tal semicondutor integrado, a tecnologia computadorizada não teria feito a transição para ser uma ferramenta de ligação social entre humanos - onde o imediatismo e a facilidade de envio de texto, áudio e vídeo também trouxe desafios sociais e de privacidade inesperados. O chip tornou, desta forma, o computador acessível a uma grande parte da humanidade.

O futuro da computação: chips com luz

Já apelidada por publicações especializadas como "o futuro da computação", esta é uma solução com chips que usam luz para transmitir os dados, embora se trate na mesma de uma computação eletrónica. "Estamos a desenvolver chips optoeletrónicos que permitem reduzir a energia gasta na computação e aumentar a velocidade que já não era possível alcançar com os transístores de cobre. É um design único com componentes que transmitem os dados usando ondas de luz, mas em que mantemos o uso dos chips de silicone", explica a CEO da empresa que já começou a aplicar os avanços feitos em centros de dados de gigantes como Facebook e Amazon.

Wright-Gladstein admite que é possível reduzir os gastos energéticos até 95% nas comunicações entre chips e aumentar a rapidez até dez vezes além do que os chips de cobre permitem, graças à investigação de dez anos. Nos centros de dados dos gigantes de tecnologia, têm conseguido reduzir o consumo energético entre 30 a 50%. "Neste momento, há um bloqueio nos centros de dados grandes em relação à rapidez de transmissão de dados que esperamos melhorar significativamente." A doutorada do MIT admite que o objetivo é levar estes chips para os supercomputadores, mas também para carros autónomos, aparelhos médicos ou de realidade aumentada em que, além de melhorar a potência de computação, "podemos tornar estas tecnologias mais baratas e acessíveis". "Estamos entusiasmados com o que poderá desbloquear no futuro", diz.

Chips de papel made in Portugal

Há soluções bem criativas no mundo dos chips, para outros tipos de uso, e uma delas está a ser desenvolvida em Portugal e permite criar um papel eletrónico (Paper-E) que chegou já a finalista do Prémio Inventor Europeu do Ano, em 2016. Elvira Fortunato lidera a equipa da Universidade Nova de Lisboa (UNL) que criou estes transístores com papel, uma descoberta que irá permitir a criação de sistemas eletrónicos descartáveis a baixo custo, o que vai ajudar a explorar de forma mais fácil a chamada internet das coisas.

A solução usa celulose em vez de silicone ou silício e, embora não seja uma opção tão boa a nível de rapidez e de desempenho de computação, "permite dobrar-se sem se estragar e explorar várias ideias que vão de ecrãs de papel a etiquetas e pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas de vários tipos", diz a investigadora premiada, que também é vice-reitora da UNL e acredita que este trabalho vai chegar ao comum dos mortais num futuro próximo.

O segredo acaba por estar na tinta aplicada no papel. "Em vez de usarmos as tintas apenas para dar cor, usamo-las também com outras funções, como conectividade, com propriedades semicondutoras."

E tudo a computação quântica quer levar

Há muito que se fala na promessa revolucionária da computação quântica, que poderá mudar a forma como as máquinas funcionam e processam informação, desbloqueando mais-valias inimagináveis para a ciência, a saúde, a logística e a economia. Para o investigador Alcides Fonseca, a dificuldade maior neste momento "é manter a qualidade das leituras porque os qubits mudam o jogo como o conhecemos".

E o que são os qubits? Ao contrário dos bits num computador digital, que registam 1 ou 0, os bits quânticos - conhecidos como qubits -, podem ser ambos ao mesmo tempo. Essa possibilidade abre caminho a que os sistemas consigam lidar com problemas muito mais complexos. Recentemente, a Google anunciou que o processador quântico da empresa "executou em três minutos e 20 segundos um cálculo que o computador clássico mais avançado levaria aproximadamente dez mil anos" - uma demonstração da supremacia quântica, de acordo com os investigadores.

Yasser Omar, investigador português do Instituto de Telecomunicações e do Instituto Superior Técnico, membro do grupo internacional Physics of Information and Quantum Technologies, explica-nos que, embora a promessa revolucionária seja real, "a área ainda está na sua infância e pode demorar alguns anos a ter efeitos práticos na sociedade, dependendo de como a tecnologia evoluir".

Em dezembro deste ano, a Intel anunciou um chip chamado Horse Ridge, feito para computadores quânticos, que promete dar soluções para simplificar estes aparelhos complexos. A solução promete ajudar a tornar estes computadores uma realidade para usos mais práticos e convencionais do que tem sido possível até agora.


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Nasceu em laboratório o relógio mais preciso do mundo


Foi criado num instituto norte-americano e os cientistas dizem que nunca houve nenhum que medisse o tempo de forma tão perfeita.

É um novo relógio, criado nos Estados Unidos da América, e reivindica ser o mais preciso do mundo. Foi num laboratório no Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), em Boulder, no Colorado, que nasceu o relógio com um ião de alumínio rodeado por campos eletromagnéticos e reduzido até quase ao zero absoluto. O ião que alimenta a bateria foi moldado para absorver uma frequência muito específica de luz ultravioleta e os cientistas usam-no para sintonizar um laser nessa mesma frequência. Os constantes movimentos da onda de luz do laser marcam a passagem do tempo.

Ao melhorar o desempenho do ião, os cientistas atingiram um nível de precisão há muito desejado. Levaria 33 mil milhões de anos para o novo cronómetro ganhar ou perder apenas um segundo - 11 mil milhões de anos a mais do que o recorde anterior estabelecido em 2018 pelo relógio também do NIST, que emprega uma abordagem diferente usando milhares de átomos de itérbio.


Ambos os relógios são exemplos de relógios atómicos óticos e representam a vanguarda da ciência da cronometragem. Todos os relógios atómicos usam a frequência de ondas eletromagnéticas absorvidas pelos átomos para definir o que está em vigor na taxa do "balanço pendular". Mas os relógios óticos, que têm obtido ganhos constantes de precisão nas últimas décadas, usam ondas de frequência muito mais altas em comparação com a maioria dos relógios atómicos atuais. Isso significa que podem ter mais "ticks" por segundo e, assim, medir intervalos de tempo ainda menores, disse Sam Brewer, físico do NIST que trabalhou na equipa que construiu o mais novo relógio com capacidade de gravação.

Alguns relógios óticos - como o novo recordista - mantêm o tempo com iões, enquanto outros contam com milhares de átomos neutros capturados por lasers nas chamadas redes óticas. Os físicos já estão a usar relógios óticos ultra precisos para testar se as constantes fundamentais, que refletem o que os cientistas acham que são propriedades imutáveis da natureza, podem realmente mudar com o tempo. Tal mudança pode revelar uma partícula de matéria oculta ou novas leis da física. Há cerca de nove anos, os relógios até demonstraram como o tempo diminui à medida que alguém se move mais rápido e acelera quanto mais longe se está do centro da Terra, como previsto pelas teorias da relatividade de Einstein.

Os testes da relatividade são "uma daquelas coisas que eu nunca pensei que seria possível ver num ambiente de laboratório", disse Brewer.

O investigador prevê que o novo relógio terá um breve reinado. A sua equipa no NIST já está a trabalhar num novo relógio de íon de alumínio que provavelmente vai bater o recordista atual. E lembra que os laboratórios de todo o mundo estão a trabalhar os seus próprios relógios óticos. Ainda assim, prevê que a melhoria na precisão pode diminuir à medida que mais relógios atinjam a faixa de desempenho do novo relógio.


sábado, 10 de agosto de 2019

Sentient. O cérebro artificial secreto que será o novo espião dos EUA


Os serviços de inteligência dos Estados Unidos estão, desde 2010, a desenvolver um cérebro artificial a que chamam de “Sentient”. O projeto é altamente secreto e pode vir a tornar-se na próxima arma de espionagem dos americanos.

Sentient, do português senciente, significa aquele que sente, que tem sensações ou impressões. Foi assim que os Estados Unidos batizou o seu projeto para um cérebro de inteligência artificial, que viu esta semana serem revelados os primeiros documentos oficiais.

Se Elon Musk quer ligar um cérebro humano a um computador, os serviços de inteligência dos EUA querem transformar um computador num humano. O Sentient é capaz de coordenar as posições dos satélites e poderá ser usado brevemente para gerir operações do campo de batalha durante conflitos militares.

“Quando é que o Departamento de Defesa terá controlo automatizado e em tempo real de batalha a nível mundial?”, perguntou um jornalista a Chirag Parikh, diretor do departamento de Ciências da National Geospatial-Intelligence Agency (NGA). “Essa é uma ótima pergunta”, respondeu. “E há uma série de boas respostas confidenciais“.

Apesar de vários documentos terem sido revelados, ainda paira um grande mistério em relação a esta nova tecnologia. Aliás, a divulgação de informações sensíveis “introduz um alto risco de nações adversárias” tentarem contra-atacar o Sentient, explica o Futurism.

A apresentação do cérebro inteligente no Space Symposium de Colorado Springs suscitou imediatamente a curiosidade de todos os presentes. De acordo com o The Verge, o Sentient é uma ferramenta de análise omnívora, capaz de devorar todo o tipo de dados, trazendo sentido ao passado e ao presente, e antecipando o futuro.

Ainda em desenvolvimento, o programa continua altamente confidencial, pelo que informações mais detalhadas ainda escasseiam. “O Sentient cataloga padrões normais, deteta anomalias e ajuda a prever e modelar os possíveis cursos de ação dos adversários”, explicou Karen Furgerson, do departamento de relações públicas do National Reconnaissance Office (NRO).

Atualmente, há uma versão light do Sentient, chamada BlackSky. Este foi o sistema de satélites que permitiu que, quando dois petroleiros foram atacados no Estreio de Ormuz, no dia 13 de junho, fossem tiradas fotografias do incidente. Assim que a situação foi noticiada, o BlackSky moveu imediatamente um satélite para a zona em causa.

Seja por fontes humanas ou até por interceção de comunicações internacionais, o Sentient agilizará automaticamente um satélite, explica Steven Aftergood, investigador da Federação de Cientistas Americanos. Imagens, informações financeiras, de meteorologia ou até de pesquisas do Google poderão ser usadas, especula o antiga agente da CIA, Allen Thomson.

fonte: ZAP

Japão investe 845 milhões na criação de tecnologias para ciborgues e agricultura


A aposta alarga-se ao desenvolvimento de várias áreas científicas para lá da robótica, nomeadamente, automatização do setor agrícola e procura de soluções ambientais

O governo japonês quer investir 100 mil milhões de yens, o equivalente a 845 milhões de euros, no desenvolvimento de tecnologia na área da robótica para fins de melhoramento das capacidades humanas.

De acordo com a Nikkei Asian Review, investigadores japoneses e internacionais vão ser convidados a submeter propostas em 25 áreas diferentes, que vão desde a robótica a soluções ambientais para combater a poluição industrial.

Uma fonte anónima do governo nipónico contou à mesma publicação que o acordo tem uma duração de dez anos e que serão postos de parte 100 mil milhões de yen para serem aplicados nos projetos durante os primeiros cinco anos.

Esta aposta no desenvolvimento científico surge numa altura que o Japão atravessa uma crise em várias frentes, por exemplo, no envelhecimento demográfico, a nível da poluição dos oceanos e na taxa de natalidade, que no futuro pode ter um forte impacto na massa laboral do país.

A Nikkei Asian Review conta que a investigação procura encontrar «uma tecnologia que substitua funções corporais humanas através de robótica até 2050» e desenvolver novas técnicas na área da hibernação artificial, que tem como inspiração o processo de hibernação animal e que pretendem aumentar a longevidade dos corpos.

A publicação afirma que o governo japonês tem também como objetivo desenvolver processos de automatização que possam ser aplicados à agricultura, construção, pesca e ter alternativas para o tratamento e reciclagem de resíduos industriais.

fonte: EI

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

ADIFO: engenheiros romenos criam um disco voador completamente funcional

Resultado de imagem para ADIFO: engenheiros romenos criam um disco voador completamente funcional

Razvan Sabie e Iosif Taposu demoraram 20 anos a idealizar e produzir um disco que consegue voar em qualquer direção. A inspiração não vem dos OVNI, mas sim das barbatanas de golfinho

A aerodinâmica por trás desta aeronave é o resultado de mais de duas décadas de trabalho e está muito bem fundamentada em centenas de páginas e confirmada por simulações computadorizadas e por testes em túneis de vento», diz Razan Sabie a apresentar o seu projeto. Há quatro ventoinhas que asseguram que o ADIFO funciona como um quadcóptero, sendo capaz de descolar, aterrar e fazer manobras em velocidade reduzida. Há dois motores a jato colocados na traseira para dar impulso e o sistema de propulsão dual pode funcionar de forma independente, o que garante mais agilidade. A completar o design, o ADIFO conta com dois bicos nas laterais que lhe permitem mover-se em cada direção ou rodar rapidamente em voo, noticia a publicação Vice.

O protótipo mede 1,2 metros e foi apresentado na primavera. Os autores defendem que um disco voador criado à escala constituirá um «novo e revolucionário paradigma de voo». O ADIFO, com o seu formato invulgar, «é “naturalmente criado” para voos supersónicos», uma vez que o design permite «reduzir as ondas de choque à superfície (...) e assegura transições suaves de voo subsónico para supersónico».

Os criadores deste protótipo têm uma abordagem cautelosa e explicam que se trata de um modelo muito básico daquilo que têm em mente. Ainda assim, há um grande fabricante, duas entidades governamentais e mais de dez empresas interessadas no projeto e em estabelecer parcerias. Sabie e Taposu querem mudar muitos dos componentes em uso atualmente no protótipo por versões mais modernas e tecnologicamente mais avançadas e devem avançar no sentido de firmar alguns acordos e desenvolver esforços com alguns destes interessados.



sábado, 3 de agosto de 2019

Libelinhas podem ser a arma secreta na defesa contra os mísseis


Mais especificamente, os cérebros das libelinhas operam de uma maneira que pode ajudar a tornar as nossas defesas anti-míssil mais rápidas e mais precisas.

De uma simples libelinha à defesa e armamento de um país é um enorme salto, mas cientistas parecem ter encontrado uma associação que poderá ajudar a tornar a nossa defesa contra mísseis mais eficiente. Os resultados da investigação serão apresentados esta semana na Conferência Internacional sobre Sistemas Neuromórficos.

As libelinhas existem há cerca de 325 milhões de anos e podem agradecer em grande parte há sua avançada capacidade para caçar presas, com uma taxa de sucesso de 95%, que faz da libelinha um dos insetos mais temidos no mundo animal.

O seu cérebro, pode aparentar ser bastante simples, mas é na verdade a razão do seu sucesso. Apesar de não ter noção de perspetiva, a libelinha não persegue as suas presas, mas sim calcula para onde elas vão voar para depois intercetá-las.

Frances Chance, cientista da Sandia National Laboratories e autora da investigação, replicou o cérebro do inseto num modelo computacional, que conseguia imitar o seu raciocínio. “Eu tento prever como os neurónios estão ligados no cérebro e entender que tipo de cálculos esses neurónios estão a fazer, com base no que sabemos sobre o comportamento do animal ou o que sabemos sobre as respostas neurais”, disse Chance.

De acordo com o New Atlas, a libelinha consegue reagir ao movimento da sua presa em apenas 50 milissegundos — seis vezes mais rápido do que um piscar de olhos.

Pelo contrário, as defesa anti-míssil demoram muito mais tempo a reagir, naquele que é um sistema altamente complexo. Caso os cientistas consigam replicar o cérebro da libelinha num algoritmo, podem aplicar na defesa contra os mísseis, tornando-a mais precisa e rápida, tal como os dotes de caça da “tira-olhos”.

Obviamente, a diferença entre a velocidade de um míssil e de um inseto é bastante díspar, mas mesmo que os cientistas não consigam aplicar a tecnologia nos anti-míssil, pode sempre ser usada para melhorar os veículos autónomos, por exemplo, ou então ajudar no desenvolvimento e teste de medicamentos.

fonte: ZAP

sábado, 27 de julho de 2019

Ciborgues vão dominar a Terra até ao final do século XXI, diz cientista


A ideia de que as máquinas com inteligência artificial irão coexistir, dominar ou até mesmo destruir a humanidade tem ganho destaque na ficção científica.

Esta ideia está presente e tem ganho grande popularidade como, por exemplo, em filmes de ficção científica tais como o Exterminador Implacável, Blade Runner, entre outros. No entanto, o criador da hipótese de Gaia, James Lovelock, destaca uma coisa que em muitas destas obras foi mal interpretada.

As máquinas do futuro, com inteligência artificial, não irão necessariamente tornar-se rebeldes e destruir a humanidade, opina James Lovelock, um dos cientistas e futuristas mais respeitados do Reino Unido.

Lovelock é coautor da famosa hipótese de Gaia, de acordo com a qual os organismos vivos e os criados artificialmente irão interagir uns com outros, criando uma espécie de sistema autorregulado e integrado que ajudará a perpetuar vida na Terra.

O cientista está convencido de que, até ao século XXI, os organismos cibernéticos irão governar o planeta graças ao seu enorme potencial de inteligência. “Eles [os organismos artificiais] serão capazes de transmitir a informação entre si muito mais rápido, e a evolução deles irá ser também muito mais rápida”, acrescentou Lovelock, citado pelo jornal britânico Daily Mail.

De acordo com o especialista, em vez de se revoltar contra os humanos, os robôs com inteligência artificial vão coexistir connosco, mas vão tratar-nos de uma forma semelhante àquela que tratamos as plantas.

“Os ciborgues serão muito mais que nossos filhos, porque são totalmente diferentes de nós, têm as suas próprias origens. Mas a ideia de que eles nos vão substituir é uma parvoíce. Nós vamos coexistir com eles da mesma maneira que coexistimos com as plantas. Eles vão ver-nos da mesma forma que nós vemos as plantas — como seres mais lentos. Entretanto eles podem muito bem achar certos aspetos de nós interessantes, da mesma forma que nós podemos ir ao jardim botânico real de Kew Gardens”, disse.

Segundo a Sputnik News, esta nova forma de vida será não só consciente, mas até “mais consciente do que nós”, graças à sua enorme vantagem em velocidade de computação, comparativamente com o cérebro humano.

De acordo com James Lovelock, a humanidade deverá ficar contente e não aterrorizada, porque, graças ao seu enorme potencial de inteligência e capacidade de processamento de informação, poderão ajudar-nos a evitar catástrofes e extinções em massa, como aquela que matou todos os dinossauros.

fonte: ZAP

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Dono da Tesla quer ligar o cérebro humano a um computador


Parece um plano vindo do futuro, mas, tal como acontece com a Tesla ou a SpaceX, Elon Musk quer torná-lo real. E a Neuralink foi criada para isso. A empresa está a desenvolver implantes cerebrais que permitam uma comunicação direta com computadores.

Os produtos microscópios, que começaram a ser desenvolvidos em 2017, podem estar prontos para testes em humanos já no final do ano. Para já, os primeiros resultados têm origem em experiências feitas com um macaco, que conseguiu controlar um computador com o cérebro.

A empresa, que não tem mais do que 100 empregados, e que funciona em sigilo quase completo, deu uma conferência na terça-feira, como o objetivo de recrutar mais especialistas. "Queremos ter os melhores talentos do planeta", disse Musk, na Academia de Ciências da Califórnia, em São Francisco.

O projeto é, de acordo com o empreendedor, uma forma de os seres humanos lutarem contra evolução das máquinas equipadas com inteligência artificial. Ligando o cérebro diretamente a um computador, poderão atingir-se melhores resultados nesta área da computação.

O plano passa por instalar pequenos fios flexíveis, com cerca de uma quarto de diâmetro do cabelo, no cérebro humano. Estes sensores vão recolher a informação e enviar os dados para um chip, instalado na superfície do crânio. De forma a analisar a informação e comunicar com o cérebro todo o processo será feito sem fios, possivelmente através de Bluetooth.

Inicialmente, Musk pretende trabalhar com pacientes que tenham lesões cerebrais, estimulando o cérebro humano, mas no futuro o objetivo passa por criar capacidades cognitivas sobre-humanas e uma simbiose perfeita com a inteligência artificial.


domingo, 21 de julho de 2019

"Começou o século XXI": toda a cobertura do DN há 50 anos


De Lisboa ao Cabo Canaveral e à Lua, o DN seguiu atentamente um dos grandes acontecimentos do século XX. Hoje disponibiliza toda a cobertura do dia 21 ao dia 25. São 23 páginas do nosso arquivo e da nossa história, com gravuras, testemunhos e pormenores deliciosos que ficam online para os leitores.

Como vimos a alunagem da Apollo 11? Que planos e sonhos despertou aquele "pequeno passo" de um homem na superfície lunar? Fomos procurar no nosso arquivo as páginas daquela altura para recuperar o entusiasmo e o assombro daqueles dias, em que tudo parecia possível, a Lua estava ao alcance dos nossos pés e Marte a menos de 20 anos de distância.

Começamos a viagem com uma das capas mais bonitas dos 155 anos do DN, a do dia 21, com uma gravura da NASA, e as palavras de Almada Negreiros, nessa mesma edição: "Este espectáculo inédito tem o sabor da liberdade. Não é a cosmonáutica que está de parabéns é também a poesia."




quarta-feira, 10 de julho de 2019

Nanopartículas de ouro são a esperança dos novos medicamentos contra o cancro


(dr) UNIGE - Linfócitos B (azul e verde) e nanopartículas de ouro (vermelho)

As nanopartículas de ouro podem ser pequenas o suficiente para atravessar a barreira hematoencefálica, o que permite que os fármacos antitumorais sejam entregues diretamente às células cancerígenas.

A tecnologia está a revolucionar muitas tecnologias e setores industriais, nomeadamente a medicina. No entanto, especialmente nesta área, é preciso ter e conta a segurança e o efeito que estas tecnologias têm sobre o sistema imunológico humano.

Ao testar uma variedade de nanopartículas de ouro, cientistas da Universidade de Genebra (UNIGE), em colaboração com o Centro Nacional de Competência em Pesquisa “Bio-inspired Materials” e Swansea University Medical School, no Reino Unido forneceram a primeira evidência do impacto das nanopartículas sobre os linfócitos B – as células imunitárias responsáveis pela produção de anticorpos.

Os investigadores esperam que o uso nanopartículas de ouro melhore a eficácia dos produtos farmacêuticos, limitando os possíveis efeitos secundários. Os resultados, publicados recentemente na ACS Nano, levarão ao desenvolvimento de novas terapias, especialmente no campo da oncologia.

Os linfócitos B são uma parte crucial do sistema imunológico e, portanto, um alvo interessante para o desenvolvimento de vacinas preventivas e terapêuticas. No entanto, para atingir o seu objetivo, as vacinas devem atingir rapidamente os linfócitos B sem serem destruídos, o que torna o uso de nanopartículas particularmente interessante.

Na prática, as nanopartículas podem formar um veículo de proteção para vacinas, ao administrá-las onde podem ser mais eficazes, sem afetar outras células. Este objetivo também permite o uso de uma dose menor de imunoestimulantes, mantendo uma resposta imulonológica eficaz.

Sempre que as nanopartículas são inofensivas para todas as células do sistema imunológico, aumentam a eficácia e reduzem os efeitos colaterais, explica Carole Bourquin, co-autora do artigo científico, citada pelo Tech Explorist.

Em relação ao ouro, os cientistas dizem que é “um excelente candidato” para a nanomedicina, devido às suas propriedades físico-químicas particulares. Bem tolerado pelo corpo e facilmente maleável, este metal tem, por exemplo, a peculiaridade de absorver luz e depois libertar calor, uma propriedade que pode ser explorada em oncologia.

“As nanopartículas de ouro podem ser usadas para tratar tumores. Quando expostas a uma fonte de luz, elas libertam calor e destroem as células cancerígenas próximas. Além disso, podemos anexar um medicamento à superfície das nanopartículas para ser libertado num local específico”, adiantou a cientista.

Sandra Hocevar, outra autora do estudo, referiu que, para testar a segurança e a melhor fórmula para uso médico destas nanopartículas de ouro, os cientistas criaram esferas dourados, com e sem revestimento de polímero, assim como hastes de ouro para explorar os efeitos do revestimento e da forma. Depois, expuseram linfócitos B humanos às partículas durante 24 horas, de modo a analisar a ativação da resposta imune.

Seguindo os marcadores de ativação expressos na superfície das células B, os cientistas foram capazes de determinar até que ponto as nanopartículas ativaram ou inibiram a resposta imune. Embora nenhuma das nanopartículas testadas tenha demonstrado efeitos adversos, a sua influência na resposta imune diferiu dependendo de sua forma e da presença de um revestimento.

As partículas esféricas não revestidas são facilmente adicionadas e, portanto, não são adequadas para uso biomédico. Por outro lado, as esferas de ouro revestidas com um polímero protetor são estáveis e não afetam a função dos linfócitos B. “Podemos facilmente colocar a vacina ou a medicação que será administrada aos linfócitos B nesta camada”, diz Bourquin.

As nanopartículas de ouro desenvolvidas pela equipa poderiam possibilitar a administração direta de fármacos aos linfócitos B para reduzir a dose necessária e possíveis efeitos colaterais. Atualmente, já estão em curso estudos em pacientes para o tratamento de tumores cerebrais.

fonte: ZAP

ESA produziu pele e ossos impressos em 3D para ajudar na viagem a Marte


A impressão 3D de tecidos humanos poderá ajudar a manter os astronautas saudáveis ​​até Marte. Nesse sentido, a ESA produziu as suas primeiras amostras de pele e ossos bioimpressos.

Ossos e pele artificiais impressos à medida podem ser um salto tecnológico imprescindível para os humanos conseguirem alcançar Marte.

No futuro, no Espaço, usaremos plasma sanguíneo humano como uma biotinta

Segundo os cientistas, as células da pele podem ser bioimpressas usando plasma sanguíneo humano como uma ‘biotinta’ rica em nutrientes. Desta forma seria facilmente acessível a partir dos membros da tripulação da missão.

Estas amostras de última geração foram preparadas por cientistas do Hospital Universitário da Universidade Técnica de Dresden (TUD), parte do consórcio do projeto, juntamente com a OHB System AG, como contratada principal e especialista em ciências da vida da Blue Horizon.

A produção da amostra óssea envolveu a impressão de células estaminais humanas com uma composição biotinta similar, com a adição de um cimento ósseo de fosfato de cálcio como material de suporte à estrutura, que é posteriormente absorvido durante a fase de crescimento.

No entanto, o plasma tem uma consistência altamente fluida, dificultando o trabalho em condições gravitacionais alteradas. Por isso, desenvolvemos uma receita modificada adicionando metilcelulose e alginato para aumentar a viscosidade do substrato. Os astronautas poderiam obter essas substâncias a partir de plantas e algas, respectivamente, uma solução viável numa expedição espacial independente.

Referiu a investigadora Nieves Cubo da TUD.


Impressão 3D de cabeça para baixo com G negativo

Para provar que a técnica de bioimpressão pode ser transportável para o espaço, a impressão de ambas as amostras de pele e osso ocorreu de cabeça para baixo. Com o acesso prolongado à falta de peso impraticável, o desafio de tal teste ‘menos 1 G’ representou a próxima melhor opção.


As amostras representam os primeiros passos de um ambicioso roteiro de ponta a ponta para tornar a bioimpressão 3D prática para o espaço. O projeto está a analisar o tipo de instalações a bordo que seriam necessárias, em termos de equipamentos, salas cirúrgicas e ambientes estéreis, bem como a capacidade de criar tecidos mais complexos para transplantes – culminando, numa última análise, na impressão de órgãos internos inteiros.

Uma jornada para Marte ou para outros destinos interplanetários envolverá vários anos no espaço. A tripulação correrá muitos riscos e voltar para casa mais cedo não será possível. Levar protdutos médicos suficientes para todas as eventualidades seria impossível no limitado espaço e massa de uma nave espacial.

Referiu Tommaso Ghidini, chefe da Divisão de Estruturas, Mecanismos e Materiais da ESA, que supervisiona o projeto.


Imprimir órgãos na viagem para Marte será uma solução

Segundo os cientistas essa é uma opção muito válida. Isto porque a capacidade de bioimpressão 3D permitirá que eles respondam a emergências médicas à medida que surgirem.

A título de exemplo referem que, no caso de queimaduras, uma pele nova pode ser bioimpressa em vez de ser enxertada noutro lugar do corpo do astronauta, causando danos secundários que podem não se curar facilmente no ambiente orbital, bem como no caso de fraturas ósseas – tornadas mais prováveis ​​pela falta de peso do espaço, com a gravidade parcial de 0,38 da Terra de Marte – o osso de substituição poderia ser inserido em áreas lesadas.


Em todos os casos, o material bioimpresso teria origem no próprio astronauta, então não haveria nenhum problema com a rejeição do transplante.

Portanto, com a bioimpressão 3D a progredir firmemente na Terra, este projeto é o primeiro a adotá-lo fora do planeta.

É um padrão típico que vemos quando prometemos tecnologias terrestres para o espaço, desde câmaras até microprocessadores. Mas precisa ser feito com menos, para fazer as coisas funcionarem no ambiente espacial desafiador, assim vários elementos da tecnologia são otimizados e miniaturizados.

Explicou o investigador da ESA Tommaso que acredita que esta tecnologia irá também servir a Terra.

fonte: Pplware

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Os neandertais inventaram a cola


Novos achados descobertos em duas cavernas italiana revelam que os neandertais inventaram a “cola”. Estes humanos antigos usaram adesivos em ferramentas de pedra, um importante avanço tecnológico para a época chamado de hafting.

A nova investigação, que contou com a cientista Paola Villa, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, revelou que os neandertais que viveram na Europa entre 55.000 a 40.000 anos atrás viajaram para longe das suas cavernas para coletar resina de pinheiro.

Segundo os cientistas, citados pela agência Europa Press, estes ancestrais humanos usaram resina para colar ferramentas de pedra a cabos feito de madeira ou osso.

A nova investigação junta-se assim a outros estudos que têm sugerido que estes “primos” do Homo sapiens era mais inteligentes do que se pensava até há pouco tempo.

“Continuamos a encontrar evidências de que os neandertais não eram primitivos inferiores, mas eram capazes de fazer coisas que tradicionalmente só foram atribuídas aos humanos modernos”, explicou Villa, que é também curadora assistente no Museu de Ciências Naturais da Universidade do Colorado, em Boulder, citada em comunicado.

A nova descoberta tem como base duas cavernas localizadas em Itália – Grotta del Fossellone e Grotta di Sant’Agostino -, numa região onde é hoje a costa oeste do país.

Estas cavernas foram o lar de neandertais que viveram na Europa durante o Paleolítico Médio, milhares de anos antes de o Homo sapiens pisar no continente. A equipa de arqueólogo encontrou mais de mil ferramentas de perto dos dois locais, incluindo pedaços de sílex (rocha sedimentar) que não medem mais de 1 a 2 centímetros.

Ao estudar as ferramentas, os cientistas notaram um resíduo estranho nalgumas pelas, algo semelhante a um composto orgânico. “Às vezes este material é apenas um sedimento inorgânico, e, outras vezes, são os vestígios do adesivo utilizado para manter a ferramenta no lugar desejado”, explicou a cientista Villa.

Os testes mostraram que as ferramentas foram revestidas com resinas de pinheiroslocais, tendo algumas sido misturadas com cera produzida por abelhas.

De acordo com a especialista, o hafting revela ainda que os neandertais podiam fazer fogo quando bem entendesse – hipótese com que os cientistas se debatem há muito tempo. A resina de pinheiro, explicou, seca quando está exposta ao ar. Assim, os neandertais teriam apenas que fazer uma pequena fogueira para fazer uma cola eficaz.

“Esta é uma das várias provas que indicam fortemente que os neandertais eram capazes de fazer fogo sempre que precisavam“, frisou Villa.

fonte: ZAP

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Criado modelo 3D bizarro de como será raça humana dentro de mil anos


Uma empresa criou um modelo 3D de um futuro ser humano tendo em conta as alterações pelas quais o corpo passa por uso excessivo de 'gadgets', e o resultado é mesmo assustador.

Uma empresa criou um modelo 3D de um futuro ser humano considerando as alterações no corpo devido ao uso constante de tecnologia e o resultado é bizarro e aterrador.

Assim será o corpo de um ser humano no ano 3000 devido ao uso constante de tecnologia! Investigadores criaram Mindy, um modelo 3D de um humano do ano 3000, que apresenta alterações evolutivas como a mão em forma de garra, o crânio mais grosso e o corpo curvado.

Apelidada de 'Mindy' a humana de um futuro relativamente próximo tem as costas curvadas, parecendo uma corcunda, alteração causada pela quantidade de tempo que passa sentada em frente da tela do computador em casa ou no escritório e mexendo em celulares inteligentes, de acordo com TollFreeForwarding.

Crânio mais grosso, mas cérebro mais pequeno

Para evitar danos causados pela má postura, os músculos do pescoço irão crescer devido ao mesmo problema – o uso constante de smartphones e estar frequentemente em frente do computador.

O seu crânio ficará mais grosso, protegendo dessa maneira o cérebro da radiação de radiofrequência emitida pelos celulares, o que de acordo com alguns cientistas pode ter sérias implicações para a saúde.

O cérebro também irá encolher, segundo a recente teoria cientifica de que o estilo de vida sedentário está reduzindo a capacidade cerebral humana.

Por estar constantemente com o celular inteligente na mão, esta irá se transformar em uma espécie de garra, o cotovelo ficará dobrado em uma posição de 90 graus pela razão de estar demasiado tempo a segurar o smartphone.

Talvez a mudança mais bizarra que poderá se formar ao longo deste período de tempo é o segundo par de pálpebras para filtrar a luz excessiva emitida pelos dispositivos tecnológicos.

Sendo que este modelo pode ser considerado exagerado e feito para impactar, é um fato real que, devido às horas que passamos em frente aos computadores e sempre agarrados aos celulares inteligentes, isso está mudando os nossos crânios.

fonte: Sputnik News

sábado, 22 de junho de 2019

Estão a crescer novos ossos nos crânios dos jovens. A culpa é dos telemóveis


Investigadores australianos apontam que posição da cabeça está a alterar o esqueleto dos jovens adultos.

Já se sabe que as novas tecnologias como os telemóveis mudaram a nossa forma de vida - seja no trabalho, na comunicação, nas relações. Mas ainda não sabemos o suficiente sobre o modo como as pequenas máquinas que usamos constantemente estão a remodelar os nossos esqueletos, possivelmente alterando mais do que comportamentos e também o próprio corpo humano.

Novas investigações científicas apontam que os jovens estão a desenvolver espinhos semelhantes a chifres na parte de trás do crânio - são esporões ósseos causados pela inclinação frontal da cabeça, que desloca o peso da coluna para os músculos da cabeça, causando crescimento ósseo nas ligações de tendões e ligamentos. A transferência de peso que causa o acumulado pode ser comparada à maneira como a pele engrossa com um calo. O resultado é um gancho ou uma ponta semelhante a um chifre que sai do crânio, logo acima do pescoço.

Numa série de trabalhos académicos, um grupo de investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, argumenta que a prevalência do crescimento ósseo em jovens adultos aponta para uma mudança corporal provocada pelo uso da tecnologia moderna. Dizem os cientistas que os smartphones e outros dispositivos estão a contorcer a forma do esqueleto humano, ao exigir que os utilizadores inclinem a cabeça para entender o que acontece nos minúsculos ecrãs.


© Nature Research

Os autores dos estudos afirmam que a sua descoberta marca a primeira documentação de uma adaptação fisiológica ou esquelética à penetração de tecnologia avançada na vida quotidiana.

"Uma questão importante é o que o futuro reserva para as populações de jovens adultos quando o desenvolvimento de um processo degenerativo é evidente num estágio tão inicial de suas vidas", referem os autores no artigo publicado na Nature Research. O estudo foi publicado no ano passado, mas recebeu nova atenção após a divulgação, na semana passada, de uma reportagem da BBC que analisa "Como a vida moderna está a transformar o esqueleto humano".

Desde então, as formações incomuns capturaram a atenção da imprensa australiana e têm sido apelidadas de "chifres de cabeça", "ossos do telefone" ou "inchaços estranhos". Cada uma delas é uma descrição apropriada, diz David Shahar, o primeiro autor do artigo, ao The Washignton Post. "Isso depende da imaginação de cada um. Pode dizer-se que parece com o bico de um pássaro, um chifre, um anzol." Para Shahar, a formação é um sinal de uma grave deformidade na postura que pode causar dores de cabeça crónicas e dor na parte superior das costas e no pescoço.

O perigo não é a própria cabeça de chifre, disse Mark Sayers, professor associado de biomecânica na Sunshine Coast, que atuou como supervisor e co-autor no estudo de Shahar. A sua formação é um "presságio de que alguma coisa desagradável acontece, um sinal de que a cabeça e o pescoço não estão na configuração correta", disse.

A resposta não é necessariamente desligar a tecnologia, disse Sayers. Pelo menos, há intervenções menos drásticas. "O que precisamos é de mecanismos que reflitam como a tecnologia se tornou importante nas nossas vidas."

Shahar está a pressionar as pessoas para que se tornem tão conscientes sobre a postura do corpo quanto se tornaram sobre a higiene dental nos anos 70, quando os cuidados pessoais passaram a envolver lavar os dentes todos os dias. As escolas devem ensinar estratégias de postura simples, sugere.


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Cientistas: “Nós vamos gerar bebés em ventres artificiais ‘em uma década”


A ciência já percorreu um longo caminho. Estima-se agora que, em menos de 10 anos, os cientistas desenvolverão embriões humanos em laboratório usando úteros artificiais de alta tecnologia.

Esta pesquisa irá mudar indefinidamente a maneira como vemos a gravidez, o parto e nossa evolução como a raça humana.

Os médicos do Hospital Infantil da Filadélfia estão trabalhando com a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) em relação ao teste de úteros artificiais e sua capacidade de cultivar um embrião humano, nos próximos dois anos.

Se esta pesquisa for bem sucedida, pode haver outra opção para casais e indivíduos que estão procurando trazer vida nova a este mundo.

Um plano de dez anos para esses ensaios clínicos determinaria se os úteros artificiais são seguros e eficazes, com o potencial de prevenir muitas das complicações médicas que podem surgir durante a gravidez e o parto.

Pesquisadores da Fundação de Pesquisa Mulheres e Bebés, da Universidade da Austrália Ocidental e do Hospital Universitário Tohoku, Japão, desenvolveram o que eles chamam de terapia EVE, um dispositivo e método que já incubou cordeiros saudáveis ​​num ambiente uterino ex-vivo. (EVE) por um período de uma semana.

Essa tecnologia é essencialmente um “banho de líquido amniótico de alta tecnologia combinado com uma placenta artificial. Coloque tudo junto e, com cuidadosa manutenção, o que você tem é um útero artificial ”, diz o pesquisador Matt Kemp, da UWE .

A implementação de um útero artificial num embrião nos permitiria controlar o ambiente sem restringir a autonomia das mulheres, e, como afirma a filósofa Anna Smajdor , “existem maneiras de realmente beneficiar o próprio feto”.

Este é um avanço importante para nossa tecnologia pioneira e, conforme a pesquisa se desenrola, pode pertencer a um avanço biotecnológico.


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Novo laser ataca e mata células cancerígenas da corrente sanguínea em tempo real


Uma equipa de cientistas da Universidade de Arkansas testou com sucesso um laser que encontra e mata células cancerígenas – tudo do lado de fora da pele.

A ideia é matar as células cancerígenas antes que sejam capazes de metastatizar ou disseminar através do corpo – a principal causa de mortes relacionadas com o cancro. O cancro espalha-se quando as células dos tumores primários se rompem e viajam através da corrente sanguínea e do sistema linfático, instalando-se em novas áreas do corpo e formando tumores secundários.

Ao apontar um laser nas células tumorais, acabam por absorver muito mais energia de calor do que as células normais. O calor faz com que se expandam e colapsem.

O processo é completamente não-invasivo. “Esta tecnologia tem o potencial de inibir significativamente a progressão da metástase”, disse Vladimir Zharov, autor do artigo publicado na Science Translational Medicine, ao IEEE Spectrum.

“O uso de lasers revolucionou o diagnóstico e o tratamento de doenças. No entanto, o grande tamanho dos lasers impediu o seu uso em muitas aplicações médicas no nível celular”, disse Zharo em comunicado em 2017.

Zharov e a sua equipa testaram o seu sistema em pessoas com melanoma ou cancro de pele. Mesmo com o laser em modo de diagnóstico de baixa energia, conseguiram eliminar um número significativo de células em seis pacientes. De acordo com a Futurism, os resultados são promissores. “Num paciente, destruímos 96% das células tumorais“, disse Zharov. E o laser ainda não estava no máximo da sua energia.

Não é a primeira vez que um dispositivo deste género é apresentado, mas Zharov afirma que é o primeiro a ser demonstrado em humanos. Dezenas de dispositivos tentaram algo semelhante, incluindo um dispositivo usado no pulso, montado por investigadores da Universidade de Michigan.

Mas o novo dispositivo tem outra grande vantagem: consegue monitorizar um litro de sangue numa hora – muito mais rápido do que os dispositivos concorrentes.

fonte: ZAP

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Surgem sinais de que há outro universo idêntico ao nosso


Um universo que espelha perfeitamente o nosso.

Novas experiências revelam indícios de um mundo e uma realidade que são reflexos completos dos nossos. Este universo espelhado pode ser capaz de resolver o mistério da matéria escura do universo.

A física Leah Broussard está “em busca de um universo que seja idêntico ao nosso, mas invertido de modo a conter átomos espelhados, moléculas espelhadas, estrelas e planetas espelhados e até mesmo a vida espelhada”, segundo um fascinante artigo na New Scientist dos trabalhos de Broussard.

“Se existir, formaria uma bolha de realidade aninhada no tecido do espaço e do tempo ao lado de nosso próprio universo familiar, com algumas partículas capazes de alternar entre os dois.”

De maneira tentadora, a teoria poderia explicar a matéria escura — a substância não observada aqui que, baseada em observações de efeitos gravitacionais, os cientistas acreditam que é responsável por grande parte do universo.

A ideia — reforçada, acredita Broussard, por experiências com neutrões — é que algumas partículas podem ser capazes de passar de um lado para o outro entre o nosso universo e o espelhado.

Para testar essa teoria, Broussard e seus colegas estão se preparando para uma experiência no qual eles dispararão um feixe de neutrões em uma parede impenetrável — e então verificarão se algum dos faseados passa para o outro lado.

A teoria está bem avançada – e reconhecidamente provocativa.

A New Scientist chegou a especular que “pode ​​até haver uma raça de humanos espelhados tentando descobrir por que sua matéria escura é cinco vezes menos abundante que sua matéria normal”.

fonte: Cientifica