domingo, 28 de abril de 2013

O mistério de Stonehenge foi revelado

Mais simples do que isso, impossível.


fonte: Plano Beta

Encontram onça dentro de casa


Foto: Divulgação

A onça, macho de cerca de 70 centímetros foi sedada com um tranquilizante

Os moradores de uma casa numa zona rural de Pirajuí, no Brasil, não ganharam para o susto na madrugada deste domingo: encontraram dentro de casa uma onça parda.

De acordo com o jornal ‘O Globo’, o felino saltou a cerca que rodeia a habitação e instalou-se numa das divisões. 

Não feriu ninguém, mas a captura do animal exigiu a presença das autoridades policiais e de um veterinário.

A onça, macho de cerca de 70 centímetros foi sedada com um tranquilizante e levada pela Polícia Ambiental, que vai agora definir o seu destino.


Idosa de 97 anos cai e fica presa no ar condicionado







Em vez de optarem por colocar um insuflável no chão, os bombeiros resgataram a mulher pela escada

Uma idosa de 97 anos caiu quando estava a lavar as janelas do seu andar e… sobreviveu para contar a história!

A sorte da idosa, residente na Ucrânia, foi o ar condicionado. A mulher acabou presa por uma perna no aparelho, que se encontrava a mais de dez metros do solo.

Aflita, a senhora gritou por ajuda e os bombeiros, meia hora depois, conseguiram resgatá-la em segurança.

Foi o seu choro e os gritos que, de acordo com o jornal ‘The Sun’, alertaram os vizinhos, que chamaram o pronto-socorro.

Em vez de optarem por colocar um insuflável no chão, os bombeiros resgataram a mulher pela escada. Que não ganhou para o susto!

Embora ilesa do incidente, a protagonista desta história ainda foi encaminhada para o hospital local por se encontrar em estado de choque.


Viveu 37 anos com pedaço de faca num ombro





Rosmari Aparecida Rosa, uma empregada doméstica de 53 anos, da cidade brasileira de Sorocaba, a 100 quilómetros de São Paulo, descobriu agora, com surpresa, a razão das terríveis dores que sofreu ao longo dos últimos 37 anos e que tantas vezes a levaram ao hospital. Tinha um pedaço de lâmina de punhal encravado num dos ombros.

O pedaço de metal tem cerca de cinco centímetros e ficou dentro do corpo de Rosmari, sem esta saber, quando foi agredida pelo namorado aos 16 anos, após terminar uma relação de três meses. O homem atacou-a pelas costas com um punhal, cuja lâmina se partiu, tal a violência da agressão, e ficou no ombro da então adolescente, que não soube com que tinha sido atacada.

“Quando fui atacada, aos 16 anos, pensei que tinha levado um murro. Só senti uma pancada forte e desmaiei. Depois é que me disseram que tinha levado uma facada”, revelou Rosmari, que nessa época foi levada ao Hospital Pronto Socorro de Sorocaba, onde lhe deram vários pontos no ombro e a mandaram para casa.

A partir daí, as dores no ombro e nas costas começaram a ser diárias e cada vez mais fortes, mas o motivo nunca foi descoberto pelos muitos médicos a que recorreu. Foi tratada a uma suposta tendinite, a bursite e outras causas, passou a fazer uso diário de analgésicos e, inúmeras vezes, as dores eram tão fortes que tinha que ir para um hospital onde, ao invés dos comprimidos que tomava, lhe davam injeções com sedativos ainda mais poderosos.

No final do ano passado, um médico mandou-a fazer uma ressonância magnética, e aí tudo piorou. Os raios emanados pela máquina provocaram-lhe uma inflamação acentuada no local e fizeram a lâmina mudar de posição, agravando o seu quadro, e nem assim o objeto foi detetado nem por quem fez o exame nem por quem o analisou. Só há dias, quando foi aconselhada a procurar outro médico, Walberto Fukushiyama, da PoliClínica de Sorocaba, a verdade veio à tona e o problema acabou.

O ortopedista pediu que Rosmari fizesse um simples raio x, e imediatamente a lâmina ficou visível. Rosmari foi operada e retirou o objeto em algunss minutos, uma coisa que um pouco mais de atenção por parte dos muitos e muitos médicos a que foi nestes 37 anos poderia ter feito, evitando-lhe tanto sofrimento.


Universo não precisa de Deus para existir, diz Hawking


O mundialmente reconhecido físico britânico Stephen Hawking afirmou, recentemente, durante uma conferência, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, que "O Universo não precisa de Deus para existir.".

Ateu assumido, o investigador considera que a teoria religiosa da criação não é minimamente sustentável à luz dos dados obtidos através da investigação realizada ao longo dos anos pela comunidade cientifica. Durante a palestra, o autor de varias publicações e livros científicos disse que "O universo não precisa de nenhuma ajuda divina para explodir e começar a sua existência."

Durante o seu discurso, Hawking também referiu que, na década de 80, após ter publicado um estudo sobre o surgimento do Universo, os católicos, através do Papa João Paulo II, insurgiram-se, advertindo a comunidade científica de que o tempo da criação era sagrado e que não podia ser calculado.

No fim da palestra, o cientista, que sofre de esclerose lateral amiotrófica, acrescentou que a investigação e exploração do Universo é fundamental porque, segundo ele, a humanidade não sobrevive mais de mil anos num planeta que está cada vez mais frágil.


Brasileiro sobrevive a disparo de arpão no próprio olho





Bruno Coutinho, um brasileiro de 34 anos foi internado esta semana no Brasil com um arpão alojado no cérebro. O arpão foi disparado a cerca de 30 centímetros do rosto, perfurou um olho e atravessou o crânio por completo.

O homem que deu entrada no Hospital de Santa Teresa em Petrópolis, no Rio de Janeiro, manejava o objeto quando subitamente este disparou. O arpão perfurou o olho esquerdo atravessando o crânio, praticamente por completo.

Segundo a equipa médica, o homem entrou no hospital na segunda-feira passada, lúcido e consciente. Já a cirurgia, que durou cerca de quatro horas, foi considerada um sucesso pelos médicos. Removeram o objeto que atravessou 15 centímetros do cérebro de Bruno sem que tenha ocorrido qualquer dano neurológico.

A mesma equipa médica responsável pela cirurgia diz que apenas por sorte salvou o paciente. O arpão passou a mílimetros de artérias vitais e o facto de estar vedado com uma fita própria para isolar, impediu que este armasse. A pedido dos cirurgiões, um familiar do homem levou um arpão semelhante para análise.

Só assim foi possível aos médicos estudarem devidamente o artefato de pesca e decidir retirá-lo pela mesma cavidade por onde entrou.

No dia seguinte, foi posta em prática a segunda parte da cirurgia, que tinha como principal propósito recuperar o olho esquerdo de Bruno, trespassado pelo arpão.

Foi necessário reconstruir todo o globo ocular de forma a manter o órgão, apesar da perda de algum conteúdo no acidente. os médicos admitem que ainda sejam possível que o paciente recupere a visão, apesar do quadro clínico ser imprevisível.

O acidentado permanece internado e em observação. E se tudo correr dentro da normalidade, num caso fora do normal, terá alta na próxima semana.


O pénis gigante de Marte


Um desenho que se assemelha a um pénis gigante em Marte é a última moda no Twitter. As marcas foram deixadas pelo antigo veículo robô da NASA, "Spirit", e há quem suspeite de sabotagem.

As primeiros teorias sobre a imagem apontavam o condutor responsável por manobrar o veículo, como culpado. Uma das quais teorizava que este se aborrecia e que num ato de travessura se divertia a gravar a forma de um pénis na superfície de Marte.

No entanto, a verdade tem um cariz mais enfadonho: os veículos enviados a Marte, "Spirit", "Opportunity" e o ainda em atividade "Curiosity", têm seis rodas e quando descrevem movimentos circulatórios amplos registam círculos na superfície. Juntamente com a trajetória reta do Spirit, aconteceu, então, a forma peculiar que tem dado que falar.


Nebulosa Carina

O "Spirit" aterrou em Marte em 2004 e terá cessado comunicações com a Terra em 2010.

O "pénis marciano", como é já conhecido nas redes sociais, não é registo único de alegadas perversidades espaciais. A nebulosa Carina, descrita pelos astrónomos como o "dedo cósmico da amizade" foi também fonte humorística.


Documentário retrata vida de gémeas com corpo comum


Abby e Brittany são gémeas siamesas, e, apesar das dificuldades, têm uma vida comum. Já viajaram para diversos países, estudaram juntas e agora são professoras de ensino primário. As jovens de Minnesota, nos Estados Unidos, são as personagens de um novo documentário da BBC que estreou esta quinta-feira.

As estatísticas de nascimento de bebés siameses apontam para um caso em cerca de cada 200 mil nascimentos. Ainda assim, 60% dos bebés nascem sem vida ou enfrentam complicações que acabam por levar à morte dos recém-nascidos.

As operações como o objetivo de separar os gémeos siameses apresentam inúmeros riscos. A família de Abby e Brittany decidiram não arriscar, sob pena de perderem uma das jovens ou até mesmo de não conseguirem garantir a qualidade de vida que hoje têm.

As duas irmãs, de 23 anos, estão desafiar as probabilidades. Patty Hensel, mãe das jovens, diz que as esperanças e aspirações para o futuro das filhas são exatamente as mesmas que qualquer outra pessoa.

Com quatro pulmões, dois corações, dois estômagos e apenas um corpo, as gémeas não desistem de ter uma vida dentro do normal.

Estudaram na Universidade do Bethel, em Minnesota e estão agora a estrear-se no mercado do trabalho como professoras do ensino primário.

Apesar dos dois diplomas e das duas licenças para ensinar, as gémeas afirmam que têm consciência que vão receber apenas um salário. As jovens têm alturas diferentes e, como Abby é mais alta, tem que andar "em bicos de pés" para conseguir manter o equilíbrio do corpo.

Apesar do esforço e do otimismo, Abby e Brittany enfrentam alguns problemas. Manter em privado a vida íntima torna-se um desafio que as gémeas preferem não comentar. Viajar para um novo país torna-se em algo mais complicado na medida em que, além de chamar a atenção de muitas pessoas que tentam tirar fotografias, as jovens têm dois passaportes mas pagam só um bilhete. As saídas têm igualmente que ser planeadas pois espaços lotados atraem sempre olhares curiosos.

As duas irmãs querem "aproveitar os dias" com calma sem olhar para o que poderá acontecer daqui para a frente. Além disso, tencionam ser um exemplo para todos as pessoas que lutam contra o mesmo problema.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Luz do Sol vai deixar de chegar à Terra


Fotografia © Adelino Meireles / Global Imagens

O Nobel da Física Brian Schmidt, premiado em 2011 por descobrir que o Universo está a expandir-se cada vez mais depressa, estima que em 5.000 milhões de anos o Sol deixará de iluminar a Terra.

Em declarações aos jornalistas em Madrid, onde hoje faz uma palestra sobre energia escura, o astrónomo norte-americano, atualmente instalado na Austrália, disse que o universo vai continuar a expandir-se e os objetos que o compõem irão afastar-se tanto mais depressa quanto mais afastados estiverem entre si.

Por esse motivo, as estrelas ir-se-ão desvanecendo, no caso do Sol em "não mais de 5.000 milhões de anos", afirmou Brian Schmidt.

O cientista, galardoado com o Nobel em 2011 juntamente com Adam Rless e Perlmutter por descobrir que o universo se expande cada vez mais rapidamente, explicou que o grande desafio está em decifrar a chamada "energia escura", que compõe quase 70% do universo.

O próprio Schmidt introduziu o conceito de energia ou matéria escura quando, investigando a que ritmo se expandia o universo, descobriu no final dos anos 90 que, ao contrário do que se pensava, a expansão continuava a acelerar-se.

Até então, pensava-se que a expansão do universo estava a desacelerar pela atração da gravidade da matéria. Mas Schmidt constatou que a gravidade funcionava de duas maneiras: 30% "puxa e atrai", mas os restantes 70% empurram e repelem.

"Este jogo de atração e repulsa é constante no universo", concluiu o físico.

O "grande mistério" do universo é, por isso, a composição desses 70% de energia escura.

Albert Einstein já em 1917 falara dessa "força de repulsão do cosmos", que funcionava nas equações como uma constante" e à qual chamou "constante cosmológica".

O que Einstein acabou por descartar, considerando o seu "grande erro", poderá agora tornar-se a "grande descoberta" de Schmidt, que está empenhado em comprovar ou descartar a existência desta energia escura que contraria a atração gravitacional da matéria.

O físico garante que, a menos que se demonstre "que Einstein se enganou de verdade e cometeu um grande erro", as suas investigações continuarão por esse caminho e, "num futuro próximo", saber-se-á o que é esta matéria escura.

"Se a constante de Einstein estiver certa, a aceleração do universo não só continuará, como aumentará no futuro, pelo que em algum momento a luz do sol deixará de chegar à Terra", admitiu Schmidt.

O Nobel tem aliás uma estimativa de quando isso acontecerá: "Ao sol restam-lhe 5000 milhões de anos de vida".


Estão abertas inscrições para viagem a Marte


Imagem do vídeo de apresentação do projeto Fotografia © DR

A organização não-governamental holandesa Mars One quer colocar seres humanos em Marte em 2023, tendo lançado na segunda-feira um programa de recrutamento de voluntários. Ainda não há portugueses inscritos.

Até às 15h30 de hoje havia apenas cerca de 50 pessoas inscritas como voluntárias para ir a Marte no site oficial do projeto, que foi apresentado na segunda-feira, numa conferência de imprensa em Nova Iorque. Na ocasião, Bas Landsdorp, fundador da Mars One, explicou que a organização já recebeu "dez mil 'emails' de pessoas de mais de cem países que estão interessadas em juntar-se à missão", mas no site em que cada um dos interessados se deverá inscrever o número ainda é reduzido e sem nenhum português inscrito.

Veja o vídeo de apresentação do projeto:


Os candidatos a astronautas terão que ter mais de 18 anos, com capacidade de criar e manter relacionamentos, que sejam capazes de auto-análise e confiança, que sejam curiosos, criativos, flexíveis e desembaraçados, que tenham noções básicas de inglês e que tenham a plena noção de que esta poderá ser uma viagem sem regresso à Terra.

As candidaturas estão abertas até 31 de agosto. No total, a organização procura 24 astronautas, que serão enviados para Marte em grupos de quatro (dois homens e duas mulheres, para que possam reproduzir-se), para estadias de sete meses. O primeiro grupo parte para Marte em setembro de 2022. De dois em dois anos será enviado um novo grupo, que no Planeta vermelho viverá em casas de 50 metros quadrados e cultivará os seus próprios alimentos.

Os astronautas selecionados serão treinados entre 2016 e 2021 em compartimentos que simularão as condições físicas e atmosféricas marcianas.

Os finalistas serão escolhidos pela Mars One e através de um programa televisivo.

Há a possibilidade de a estada em Marte também ser filmada, pelo que este projeto se poderá transformar numa espécie de "Big Brother" feito no espaço.

Com um orçamento de 4,6 mil milhões de euros, o programa da Mars One é apadrinhado pelo holandês Gerard't Hooft, Nobel da Física em 1999.

"Isto parece muito dinheiro, e na verdade é muito dinheiro, mas imaginem o que será quando a primeira pessoa pisar Marte. Toda a gente do globo, literalmente, vai querer ver", sublinhou Landsdorp.

O programa tem sido visto com reservas e algum ceticismo, porque a própria agência norte-americana NASA até agora apenas conseguiu enviar um veículo robotizado para o planeta vermelho. Há ainda muitas questões por responder no que toca a um programa espacial com humanos em Marte, relacionados com as condições de sobrevivência no planeta.


"Bola de fogo" cruza os céus da Argentina


Um metorito iluminou os céus da Argentina, na madrugada de sábado, quando entrou na atmosfera terrestre. O fenómeno foi testemunhado por dezenas de pessoas que o descreveram como "uma bola de fogo".

Na madrugada de sábado, uma "bola de fogo" cruzou o céu de várias províncias do norte da Argentina e o fenómeno foi testemunhado por dezenas de pessoas e gravado por várias câmaras de segurança locais. Os astrónomos afirmam que se tratou da entrada na atmosfera de um meteorito que, de tão luminoso, em poucos segundos transformou a noite em dia.


Segundo o jornal espanhol "ABC", o meteorito foi avistado principlamente na província de Santiago del Estero, onde várias testemunhas o descreveram como "uma bola de fogo", mas também foi visto nas províncias de Catamarca, La Rioja, Chaco, Corrientes, Córdoba, Santa Fé e Tucumàn. "Pelas características do fenómeno, tratou-se de um meteorito que se desintegrou ao entrar na atmosfera", afirmou Mariano Ribas, coordenador da secção de astronomia do planetário de Buenos Aires ao canal televisivo C5N.

O fenómeno foi observado cerca das 03.20 (hora local) e, segundo as testemunhas, provocou um clamor, "como uma trovoada" e uma luz muito forte, que iluminou o céu por alguns segundos. O meteorito entrou na atmosfera a uma velocidade de 130.000 quilómetros por hora e os especialistas do Observatório de Santa Fé afirmam que se desintegrou totalmente quando se encontrava a a uma altura de 65 quilómetros do solo.

Alguns fragmentos do meteorito chegaram a cair no solo mas "eram tão pequenos que se torna muito difícil localizá-los, afirmaram os responsáveis do observatório de Santa Fé.


Lobos atacam rebanho de 40 ovelhas


A nova lei proibe o abate de lobos devido ao seu estatuto de 'espécie protegida'

20 ovelhas perderam a vida em Granja do Jarmelo.

Um rebanho de 40 ovelhas foi atacado no passado domingo por uma alcateia de lobos na Granja do Jarmelo, no concelho da Guarda. Metade do rebanho, não sobreviveu.

"Avistei um lobo nas proximidades. Vi-o de repente, mas tenho a certeza que era o animal", afirma o proprietário João Martins em declarações à Lusa.

João Martins garante que os seus animais já foram também atacados por cães.

O agricultor de 64 anos teme que os ataques continuem, uma vez que a nova lei proibe o abate de lobos devido ao seu estatuto de 'espécie protegida'.

O caso já foi participado ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR da Guarda.


sábado, 20 de abril de 2013

"Grande fábrica de estrelas" em galáxia distante


Ao observar a imagem do Herschel em fundo na foto, os cientistas ficaram curiosos com a mancha vermelha assinalada. Observações subsequentes com outros telescópios revelaram tratar-se de duas galáxias que pareciam muito próximas. Mas observações posteriores permitiram concluir que uma delas (a azul na imagem mais ampliada) está tão distante que o Universo tinha apenas 880 milhões de anos quando a luz partiu da origemFotografia © ESA

O observatório espacial Herschel da ESA (Agência Espacial Europeia) anunciou hoje a descoberta de uma galáxia com uma capacidade de criação de estrelas duas mil vezes mais rápida do que a Via Láctea.

Segundo um comunicado colocado na página online da ESA, "a galáxia [é] muito distante e produz estrelas mais de duas mil vezes mais rapidamente do que a nossa Via Láctea".

A galáxia HFLS3 é assim uma grande fábrica de construção de estrelas, que transforma gás e poeira cósmica em novos corpos. Por estar a quase 13 mil milhões de anos-luz de distância, as imagens que dela hoje captamos demoraram quase 13 mil milhões de anos a chegar até nós. Assim, quando a luz partiu da HFLS3, o Universo tinha apenas cerca de 800 milhões de anos de idade (cerca de 6,5% da idade que hoje tem).

Os cosmólogos não esperavam que houvesse galáxias a produzir estrelas na quantidade que observam na HFLS3 tão no início da história do Universo. Só por isso, "a sua mera existência desafia as teorias da evolução galáxia", acrescenta o comunicado.

Através de observações obtidas pela câmara SPIRE Observatório Herschel da Agência Espacial Europeia, e no âmbito do projeto Herschel Pesquisa Extragalática Multicamadas (Hermes, na sigla em Inglês), os pesquisadores detetaram uma mancha vermelha que despertou curiosidade.

Seguiram-se observações posteriores, com alguns dos maiores telescópios do mundo, incluindo o GTC e o William Herschel, ambos localizados no Observatório del Roque de los Muchachos do Instituto da Astrofísica das Canárias.

Goran Pilbratt, cientista do projeto, realça a importância desta descoberta: "Sublinha o caráter pioneiro de Herschel e sua capacidade de revelar um universo previamente escondida, melhorando nossa compreensão de como formar galáxias".

A equipa, composta por 64 astrónomos e 32 centros, chegou à conclusão que com o seu ritmo de crescimento a HFLS3 "rapidamente" se vai tornar numa galáxia de massa similar às mais conhecidas hoje.


Os locais mais assustadores do País



Um carrasco que se terá arrependido e um assassino que atirava as vítimas do aqueduto. Roteiro aos lugares onde deve ter medo.

Por Sara Capelo. Imagem de Jorge Lopes

Maria João ouvira dizer que o quarto número 18 do hotel de Seteais, em Sintra, estava assombrado desde que lá se suicidara um hóspede.

Contaram-lhe que os empregados se queixavam de ouvir barulhos estranhos e de ficar trancados no quarto quando o iam limpar.

A guia, que costuma levar turistas a locais onde se contam histórias de assombrações e que acredita que ali, na serra de Sintra, há pontos de contacto com outros mundos, resolveu passar lá uma noite.

Se fosse verdade, teria mais uma história para contar. Até montou uma câmara no quarto, para o caso de acontecer alguma coisa.

Maria João dormiu descansada, mas o namorado acordou durante a noite e sentou-se na cama, em alerta.

Como não ouviu nada estranho, voltou a adormecer. Na manhã seguinte, ao reverem o vídeo, perceberam que no momento em que ele acordava se ouviu um barulho e madeira a ranger, como se alguém caminhasse no quarto. Mas não se via ninguém. Só se ouvia uma voz: “Ela sabe…”

Esta é uma das histórias relatadas pela jornalista Vanessa Fidalgo, 34 anos, no livro '101 Lugares para Ter Medo em Portugal' (da Esfera dos Livros), lançado esta semana.

Nós estivemos noutros locais onde ocorreram crimes ou mistérios em Lisboa. Veja o vídeo para conhecer as histórias – e não se assuste.



fonte: Sábado

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cientista iraniano diz ter inventado máquina do tempo

Viagem ao Futuro

Máquina que alegadamente permite que utilizadores avancem 8 anos no tempo, foi registada num central estatal de investigação

Ali Razeghi é o pai da alegada invenção que, segundo o próprio permite “prever a vida de um indivíduo, nos próximos 5 a 8 anos, com uma probabilidade de acerto de 98%”. O mecanismo imprime o futuro previsto, depois do toque do utilizador, refere o cientista. Tudo baseado numa sério de complexos algoritmos.

Razeghi, que também é um dos administradores do Centro para Invenções Estratégias, um orgão governamental, tem mais 179 invenções patenteadas. De acordo com o próprio, a sua mais recente invenção permitirá ao governo prever um conflito militar ou a flutuação das moedas estrangeiras. “Naturalmente que um governo que consiga prever os próximos cincos anos, pode preparar-se para mudanças destabilizadoras”, diz.

Na notícia, avançada pelo diário inglês The Telegraph, o cientista refere que não vai ser lançado nenhum protótipo, até porque “os chineses vão roubar a ideia e produzir milhões de máquinas da noite para o dia”. Razeghi diz também estar sobre pressão de familiares e amigos, por estar a fazer “o papel de Deus”.

Razeghi, que é um dos administradores do Centro para Invenções Estratégias, um orgão governamental, tem mais 179 invenções patenteadas.


Encontrados novos embriões de dinossauro


Uma equipa de investigadores descobriu um raro tesouro paleontológico na China: vinte embriões de dinossauro com mais de 190 milhões de anos ainda envolvidos nas suas cascas de ovo e colagénio.

Os fosséis pertencem a uma espécie de dinaussauro herbívora - sauropodomorphs - conhecida pelo seu gigantismo.

Os fósseis das cascas de ovo encontradas continham embriões em vários estágios de desenvolvimento, sendo que alguns deles revelavam já uma formação óssea completa.

Um estudo conduzido pelo paleontólogo Robert Reisz, da Universidade de Toronto, prova que estas criaturas pré-históricas cresciam rapidamente e conseguiam exercitar os seus músculos ainda dentro do ovo.

Para investigar o desenvolvimento dos sauropodomorphs, os cientistas concentraram os seus esforços na avaliação do maior osso do corpo dos espécimes, o fémur. Este osso mostrou que os embriões tinham uma taxa de crescimento mais rápida, o que indicava que este tipo de dinossauro tinha um curto período de incubação.

O exame aos fémures mostrou também que os músculos embrionários estavam ativos, o que ajudava na construção de uma estrutura mais adequada à vida no mundo exterior.

"Parece que os dinossauros eram como aves modernas, movendo-se dentro dos ovos", diz Reisz.

Até agora, os embriões mais antigos datados, até ao momento, pertenciam ao período Cretáceo (que ter minou há 65 milhões de anos).


Um cientista à prova de radiações de plutónio


Nagasáqui após a explosão da bomba atómica lançada sobre a cidade a 9 de agosto de 1945 Fotografia © Reuters

Theodore Magel, um dos cientistas envolvidos no Projeto Manhattan, apesar de ter sido submetido, acidentalmente, a altas doses de radiação de plutónio em 1944, sobreviveu até 2008 sem sofrer as consequências habituais nas pessoas afetadas por elevados níveis de radiação. Por este motivo, Magel integrou o restrito clube conhecido pela sigla UPPU - que significa, em inglês, "You Pee Plutonium" ("Tu urinas plutónio").

Theodore Magel viveu a maior parte da sua vida como um homem radioativo, urinando plutónio ao longo de 64 anos, desde que, enquaqnto manipulava uma certa quantidade de plutónio através de uma vitrina isolante e com recurso a luvas à prova de radiações, picou-se com uma agulha, com tal azar que rasgou uma das luvas e um pequeno fragmento de plutónio ficou incrustrado sob a sua pele. O acidente deveria ter-lhe custado a vida, mas veio a sair incólume, só vindo a morrer aos 89 anos de idade, em 2008.

A história de Magel é contada hoje pelo diário espanhol ABC, que cita o blogue Yorokobu, onde se descreve como um restrito de grupo de cientistas envolvidos no programa nuclear dos Estados Unidos - o Projeto Manhattan, na origem das bombas atómicas lançadas a 6 e 9 de agosto de 1945, respetivamente, sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui - sobreviveu às doses de radiações a que foram sujeitos durante o desenvolvimento do projeto.

O plutónio, o elemento mais radioativo na tabela periódica, pode originar toda uma série de cancros e a morte da vítima num curto espaço de tempo. E era isto que se esperava quando Magel entrou em contato direto com a substância, mas os dias foram passando e o cientista não apresentava os temíveis sintomas habituais.

Magel foi desde então seguido por uma equipa especial de médicos das forças armadas dos EUA, que foram avaliando os efeitos do plutónio no seu corpo, aparentemente insensível aos efeitos das radiações. O acompanhemento constante daquela equipa apenas revelou que Magel foi expulsando, de forma rotineira, pequenas quantidades de plutónio através da sua urina.

O diário espanhol conclui que, assim como Magel, os restantes membros do peculiar clube UPPU morreram todos com idade avançada e com menos problemas de saúde que os seus congéneres de outros departamentos do exército americano. E isto apesar de terem sido alvo de um nível de radiações equivalentes à realização de dez mil a cem mil radiografias ao tórax - níveis suficientes para matar uma pessoa, escreve o ABC.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Identificadas moléculas da atmosfera de planeta gigante extra-solar


Representação do planeta HR 8799c INSTITUTO DULAP

Uma equipa de cientistas detectou vapor de água e monóxido de carbono num planeta que tem sete vezes a massa de Júpiter. Medições dão indicações sobre formação de sistema estelar.

O planeta HR 8799c tem sete vezes a massa de Júpiter. É um gigante a girar em torno de uma estrela a 130 anos-luz de distância da Terra, descoberto em 2008. Agora, os cientistas conseguiram detectar moléculas de monóxido de carbono e vapor de água na sua atmosfera quente através de um potente espectrógrafo, algo que nunca tinha sido feito com esta precisão. Os resultados são descritos num artigo publicado nesta quinta-feira na edição online da revista Science.

Pode-se dizer que este é um sistema bebé. A estrela HR 8799a nasceu há 30 milhões de anos, muito antes da linhagem humana evoluir em África, mas há pouquíssimo tempo se compararmos esta data com os 4600 milhões de anos que o Sol tem. Conhecem-se ao todo quatro planetas gigantes a girar em torno desta estrela, todos maiores do que Júpiter. Devido ao seu tamanho e ao seu brilho foram identificados por observação directa.

“O sistema só tem 30 milhões de anos de idade o que faz com que os planetas sejam muito quentes, mais de mil graus kelvin [o equivalente a 726 graus celsius] e por isso são mais fáceis de se observarem”, explica Bruce Macintosh, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, Califórnia, Estados Unidos. O investigador foi um dos autores do trabalho e falou numa conversa telefónica para jornalistas organizada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência.

O planeta HR 8799c é o segundo planeta mais distante. Está, comparativamente, tão longe da sua estrela como Plutão está do Sol. É um planeta gasoso gigante, e a equipa inspeccionou a sua atmosfera no Observatório Keck no Havai, com um espectrógrafo de alta resolução chamado OSIRIS que consegue observar uma região muito localizada e distante no céu. E permite descobrir as impressões digitais de moléculas específicas.

A equipa observou a região do espectro luminoso situada no infravermelho, uma região do onde o planeta, devido às altas temperaturas, emite mais brilho. “A técnica divide a luz do planeta em muitas porções pequenas ao longo de uma região do infravermelho. E podemos medir pequenas mudanças no brilho que correspondem às propriedades da água e do monóxido de carbono”, explicou por sua vez Travis Barman, do Observatório de Lowell, Arizona, outro autor do artigo.

Ao contrário da atmosfera de Júpiter, que contém metano, no caso da atmosfera do planeta HR 8799c não foi encontrada esta molécula. Os cientistas defendem que devido às altas temperaturas o carbono tende a transformar-se em monóxido de carbono e não em metano.

O rácio das duas moléculas encontradas foi o suficiente para os investigadores compreenderem melhor como se formou este longínquo sistema estelar. As medições permitiram verificar que a atmosfera continha mais monóxido de carbono do que vapor de água. Isto significa, segundo Quinn Konopacky, a primeira autora do artigo, que a atmosfera deste planeta tem “menos vapor de água do que esperaríamos se o planeta tivesse a composição da estrela em que orbita”, explica. “Pensamos que no início haveria muitas partículas de gelo no disco [planetário] original que rodeava a estrela, depois desta formar-se, e estas partículas de gelo condensaram-se nas regiões frias do disco”, explica a investigadora da Universidade de Toronto.

Depois, estas partículas terão agregado continuamente até formarem planetas suficientemente grandes, cuja massa foi capaz de reter atmosfera pela força da gravidade. A este processo de formação de planetas chama-se acreção e é o mesmo que se pensa que tenha acontecido durante a formação do nosso Sistema Solar.

fonte: Público

A inesperada complexidade do remoinho gigante no Pólo Sul de Vénus


O vórtice de Vénus: na parte de cima o vórtice a altitudes de 65 quilómetros, na parte de baixo o vórtice a altitudes de 45 quilómetros GRUPO DE CIÊNCIAS PLANETÁRIAS - UPV/EHU

Investigador do Observatório Astronómico de Lisboa integra equipa que estudou a atmosfera do planeta vizinho.

O grande remoinho que existe no Pólo Sul de Vénus não tem comparação com nenhum fenómeno meteorológico na Terra. Com cinco vezes o tamanho de Portugal, e uma existência sem fim à vista, é comparável a estruturas semelhantes em Júpiter ou Saturno. Analisado agora a altitudes diferentes, verificou-se que o remoinho tem dois núcleos, revela um estudo na revista Nature Geoscience.

Cada planeta é único e Vénus tem o seu número de características inigualáveis no nosso sistema solar. O segundo calhau a contar do Sol é rochoso e de tamanho semelhante ao da Terra, com cerca de 80% da sua massa. Mas, no presente, as parecenças acabam aqui. Vénus é a estufa do sistema solar, com temperaturas à superfície que atingem os 450 graus Celsius, superiores ao calor máximo que se pode sentir em Mercúrio, que está mais perto da nossa estrela.

Além disso, o planeta tem uma rotação no sentido inverso ao da Terra – e um dia é maior do que um ano em Vénus: o planeta demora 243 dias terrestres a dar uma volta sobre si mesmo, enquanto completa uma volta ao Sol em 224 dias. Tem ainda uma camada de nuvens de dezenas de quilómetros de espessura, que gira em torno do planeta e causa um grande efeito de estufa. A atmosfera do planeta gera uma pressão à superfície equivalente à que existe nos oceanos da Terra, a um quilómetro de profundidade.

“Há muito tempo que sabemos que a atmosfera de Vénus gira 60 vezes mais rápido do que a rotação do planeta. A diferença é enorme, é por isso que se chama de super-rotação. E não temos ideia de como começou ou como é que se mantém”, diz Itziar Garate-Lopez, responsável pela equipa que fez o estudo e investigador da Universidade do País Basco, em Bilbau, Espanha.

É nesta atmosfera que surgem enormes vórtices, um deles situa-se no Pólo Sul. “Os cientistas começaram a suspeitar da existência de um vórtice no Pólo Sul de Vénus no fim da década de 1970, mal a sonda Mariner 10 tirou fotografias ao planeta”, explicou ao PÚBLICO o espanhol Javier Peralta, que trabalha no Observatório Astronómico de Lisboa e também assinou este trabalho.

Mas só mais tarde, com a Venus Express – a sonda da Agência Espacial Europeia que chegou ao planeta em Abril de 2006 –, é que se confirmou a existência deste vórtice. Há remoinhos semelhantes em Júpiter e Saturno, mas, ao contrário de Vénus, os dois planetas gigantes têm rotações muito rápidas que geram movimentos intensos na atmosfera.

A equipa utilizou a sonda Venus Express para analisar o vórtice. Um dos aparelhos da sonda é o VIRTIS-M, uma câmara de infravermelhos que permite analisar ao mesmo tempo camadas de nuvens a altitudes diferentes. O vórtice tem um período de rotação de dois dias e meio e um comprimento máximo de 2700 quilómetros e um mínimo de 900 quilómetros. “Tudo indica que os vórtices são estruturas permanentes na atmosfera”, diz Javier Peralta, mas ninguém sabe como ou quando surgiram.

Nem oceanos nem estações

Com os novos dados, a equipa conseguiu perceber que o vórtice é composto por movimentos de nuvens a 42 e a 63 quilómetros de altitude, que giram a velocidades de 58 quilómetros por hora. “Sabíamos que era um vórtice de longa duração, sabíamos que se alterava todos os dias. Julgávamos que os centros do vórtice a diferentes altitudes formavam só um tubo. Mas cada centro tem o seu movimento e, apesar disso, a estrutura global do vórtice atmosférico não se desintegra”, explica Itziar Garate-Lopez.

Com estes novos dados, Javier Peralta coloca duas questões: “O vórtice parece ter movimentos desacoplados a diferentes alturas. Será que é por serem vórtices diferentes? Será que o vórtice tem uma estrutura vertical helicoidal? Temos de medi-lo em alturas intermédias e comparar com simulações de computador feitas com estes dados novos.”

Na Terra, os efeitos sazonais e as diferenças de temperatura entre os continentes e as massas oceânicas permitem a formação de vórtices polares, mas também os deixam extinguir rapidamente. Em Vénus, não há nem oceanos nem estações, e a atmosfera comporta-se de uma forma muito diferente. O próximo passo, diz Javier Peralta, será tentar elaborar um modelo matemático do vórtice que explique a sua inesperada complexidade.

fonte: Público

Pablo Neruda foi exumado. Morreu de cancro ou foi envenenado?


A sepultura de Pablo Neruda, na localidade chilena de Isla Negra, a ser tapada antes de se proceder à exumação dos seus restos mortais (em cima). Ao lado, o escritor com o Presidente Salvador Allende, deposto num golpe militar a 11 de Setembro de 1973 e que levou Pinochet ao poder ELISEO 

O seu amigo Salvador Allende, Presidente do Chile, matou-se com uma espingarda, quando o golpe militar de Augusto Pinochet o depôs. Dias depois, também Pablo Neruda morria, a dúvida agora é como.

Quase 40 anos depois de Pablo Neruda ter morrido, a 23 de Setembro de 1973, o que podem as ciências forenses dizer sobre a sua morte? Até que ponto a exumação dos restos mortais, concluída ontem, permitirá esclarecer se o escritor chileno, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura de 1971, morreu de cancro ou foi envenenado?

Pablo Neruda estava sepultado no jardim da sua casa-museu, com vista para o Pacífico, na localidade de Isla Negra, 120 quilómetros a norte de Santiago do Chile. Os restos mortais já seguiram até Santiago, para instalações do Serviço Médico-Legal do Chile.

A partir de agora seguir-se-á uma série de exames, para procurar esclarecer se morreu de cancro da próstata, como refere a versão oficial na certidão de óbito, aceite pela família. Ou se foi envenenado, através de uma injecção letal, como defende o motorista do escritor nos seus últimos tempos de vida, Manuel Araya, cujo relato originou esta investigação.

Neruda morreu apenas 12 dias após o golpe militar que depôs o Presidente Salvador Allende, de quem era amigo, e que levou ao poder Augusto Pinochet durante uma ditadura até 1990. Tinha 69 anos. Aliás, Allende tinha-se suicidado a 11 de Setembro de 1973, pondo uma Kalashnikov debaixo do queixo e premindo o gatilho - facto confirmado em 2011 por uma equipa forense internacional, que exumou os seus restos mortais e pôs assim fim a anos de especulações sobre se o Presidente chileno se tinha matado ou sido morto pelas forças de Pinochet -, quando as forças do golpe militar cercaram o palácio presidencial.

Quatro dias antes da morte de Neruda, a 19 de Setembro de 1973, o escritor deu entrada na clínica de Santa María, em Santiago, e foi de lá que o motorista diz que recebeu um telefonema dele. Para o dia seguinte, 24 de Setembro, Neruda tinha programada a viagem em que se exilaria no México. Por isso, o motorista e a terceira mulher de Neruda, Matilde Urritia, foram a Isla Negra buscar roupas, livros, dinheiro e o manuscrito da autobiografia Confesso que Vivi.

"Na manhã de 23 de Setembro, Matilde e eu fomos a Isla Negra buscar os seus pertences. Enquanto lá estávamos, recebemos um telefonema de Neruda na clínica. Ele disse: "Venham depressa. Quando estava a dormir, um médico veio e deu-me uma injecção no estômago"", recorda o motorista, citado pela BBC online, acrescentando que Neruda morreu por volta das 11 da noite desse dia. "Estou com muitas dores e a arder de febre", terá ainda dito Neruda segundo Manuel Araya, agora citado pelo jornal britânicoThe Independent.

Na sequência deste testemunho, o Partido Comunista do Chile apresentou uma denúncia de homicídio e o juiz Mario Carroza abriu, em 2011, uma investigação. Em Março deste ano, ordenou a exumação dos restos mortais do escritor e poeta, que, no início da década de 1970, foi também embaixador em Paris.

Além dos turistas, presença habitual na casa-museu de Neruda em Isla Negra, o local recebeu a visita do juiz Mario Carroza, do director do Serviço Médico-Legal do Chile, Patricio Bustos, das equipas forenses, incluindo peritos estrangeiros.

As atenções dos peritos irão agora concentrar-se principalmente em duas coisas - nos ossos, para tentar detectar sinais do cancro da próstata, e em substâncias tóxicas que teriam sido administradas.

"Se o cancro da próstata foi prolongado, podem ver-se sinais de metástases nos ossos. Pode ter provocado alterações nos ossos, que se vêem a olho nu", explica a antropóloga forense Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra e colaboradora do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF). "Tudo o que é rápido não dá tempo de chegar aos ossos. O sistema ósseo é dos últimos a reagir."

Já detectar sinais de envenenamento nos ossos, através de análises químicas, é bastante mais difícil. Depende se o envenenamento foi lento ou rápido e feito com o quê, diz ainda Eugénia Cunha. Num envenenamento lento, com a administração de uma substância tóxica ao longo do tempo, é susceptível ficarem vestígios nos ossos - mas "é raríssimo", é "muito, muito difícil" acontecer.

Pode dar-se o caso de ainda restarem tecidos mumificados ou cabelos, e aí poderão levar-se a cabo análises químicas à procura de vestígios de substâncias tóxicas. Só que, como refere o toxicólogo Mário João Dias, director do Departamento de Química e Toxicologia Forenses do INMLCF, antes de mais é preciso saber o que procurar nos materiais que restaram do corpo. "Qualquer análise nesta área, mesmo procurando ser o mais abrangente possível, tem determinadas etapas que partem do pressuposto do que queremos procurar", diz, explicando que é diferente se essa pesquisa é direccionada para metais, como chumbo ou mercúrio, ou drogas ou pesticidas. Também é diferente procurar substâncias capazes de provocar uma toxicidade aguda ou crónica.

Mas, para lá disso, será possível encontrar estas substâncias 40 anos depois? "Depende se são degradáveis ou não", diz ainda o toxicólogo. Se as substâncias do envenenamento forem comuns no próprio organismo ou na natureza, onde o corpo tem estado em contacto, também pode haver dificuldade em interpretar os resultados. Por isso, há que recolher amostras do solo à volta da sepultura, para ter valores de referência.

Os resultados só deverão ser conhecidos daqui a alguns meses.

fonte: Público

EUA lançam 2000 ratos tóxicos para combater praga de cobras em Guam


A força aérea dos EUA vai lançar nos bosques de Guam dois mil ratos infetados com uma substância mortal para evitar a expansão de cobras que têm destruído a fauna da ilha norte-americana no Pacífico, informou hoje a agência de notícias espanhola EFE.

A missão na ilha de Guam terá lugar entre abril e maio e consiste no lançamento de ratos mortos aos quais foram anteriormente administrados em cada um deles 80 miligramas de paracetamol, mortal para as cobras castanhas arborícolas, que atingem até três metros de comprimento e cujas populações se tenta controlar.

Para evitar que outros animais também sejam envenenados, os ratos serão lançados "um a um" numa espécie de míni-paraquedas que ficam presos nas árvores onde as serpentes habitam, afirmou o biólogo da base militar dos EUA Jesse Guerrero, citado pela agência espanhola EFE.

Segundo os peritos, este réptil, proveniente na costa nordeste da Austrália e da ilha de Papua, é responsável pela extinção de nove das 12 espécies de aves autóctones de Guam e chegou ao país nos navios da Marinha dos Estados Unidos da América (EUA), durante a II Guerra Mundial.

Além das consequências para o ambiente, o Governo local está preocupado porque não consegue evitar que as cobras entrem em instalações elétricas e causem problemas de abastecimento de energia. 

Segundo os especialistas, cerca de 2 milhões de cobras castanhas arborícolas habitam nos 541 quilómetros quadrados de Guam. 

Na já denominada "ilha das cobras", a ausência de predadores naturais para este réptil e a abundância de alimentos têm levado ao incremento desta espécie, onde há entre 50 a 100 cobras castanhas arborícolas por hectare.

Alguns roedores, além de infetados com um veneno mortal que dura 72 horas, também vão usar um sistema de transmissão de rádio para acompanhar os movimentos das cobras antes da sua morte.

Os investigadores americanos que desenvolveram este teste em Guam pretendem medir o sucesso da missão nos próximos 14 meses e preparar novos projetos para combater o flagelo desta espécie de réptil, cujo veneno não é letal em humanos.

Daniel Vice, do departamento americano de agricultura e da vida selvagem para o Havai, Guam e Ilhas do Pacífico, afirmou ao jornal Pacific Daily News que os organizadores querem "ter a certeza" de que estão a fazer o procedimento correto.

A operação militar tem um orçamento de 1 milhão de dólares (cerca de 770 mil euros), financiados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e aprovado pela Agência de Proteção Ambiental americana.

Em Guam, ex-colónia espanhola até 1898 localizada a sul das Ilhas Marianas, no oeste do Oceano Pacífico, vivem 160 mil pessoas com passaporte norte-americano, sendo um território associado não incorporado nos EUA. 

A principal atividade económica da ilha é o turismo, tendo ainda importância para os EUA enquanto ponto estratégico militar na região.

fonte: Os Bichos

Descoberta nova tarântula gigante




O primeiro exemplar foi encontrado sem vida há três anos, mas agora os cientistas descobriram mais e... bem vivos

Foi descoberta numa aldeia do Sri Lanka uma nova espécie de tarântula que tem aproximadamente o tamanho de um rosto. (Veja o vídeo no final do texto)

Uma nova espécie de tarântula, rara, foi identificado por cientistas da Organização de Biodiversidade Educacional e de Pesquisa do Sri Lanka. O exemplar descoberta, que ficou com o nome científico 'Poecilotheria rajaei', tem patas de 20 cm com marcas amarelas e, uma banda côr-de-rosa em redor do abdómen.

Já há três anos, os cientistas tinham sabido da existência de um exemplar igual ao descoberto. No entanto, nunca chegaram a vê-lo com vida, pois os habitantes da cidade de Mankulam, onde fora encontrada este tipo de tarântula pela primeira vez, abateram o aracnídeo.

Agora, de regresso ao local, uma equipa de investigadores da mesma organanização acabaram por encontrar mais destes enormes exemplares, desta feita, vivos, daí terem registado a descoberta como uma nova espécie, mais concretamente, rara e com características muito próprias: prefere viver em velhos troncos e é descrita no site da organização como "colorida, rápida e venenosa".

Tartaruga declarada extinta afinal nunca existiu


Testes de ADN revelam que espécie de tartura de água doce achada extinta na realidade nunca existiu.

Cientistas anunciaram esta quinta-feira, após décadas de pesquisas, que uma espécie de tartaruga de água doce que se pensava ser originária das Seychelles e que foi declarada extinta na realidade nunca existiu.

Testes de ADN revelaram que a alegada espécie 'Pelusios seychellensis' "nunca existiu", afirmou a equipa de investigadores da Alemanha e da Áustria na revista científica PloS One.

Comparações genéticas mostraram que a espécie é a mesma da tartaruga da África ocidental conhecida como 'Pelusios castaneus', que poderá ter sido levada para o arquipélago do oceano Índico ocidental no final do século XIX.

Apenas três espécimes do final do século XIX são conhecidos atualmente e tartarugas vivas nunca foram encontradas, apesar das buscas intensivas em Mahe, levando a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a declarar a 'Pelusios seychellensis' extinta em 2003.

Os cientistas estavam intrigados face à semelhança da tartaruga com a 'Pelusios castaneus', mas como provinham de zonas distantes acreditavam tratar-se de duas espécies diferentes pois seria pouco provável que a pequena tartaruga tenha conseguido chegar até às Seychelles por meios naturais.

Isto deixava duas possibilidades - ou o espécime foi incorretamente classificado ou a tartaruga foi transportada da África ocidental até às Seychelles no final do século XIX, disseram os autores do estudo.

"Em virtude da considerável distância entre os dois locais, a segunda opção parece a mais viável", concluíram os investigadores.


Imagens surpreendentes mostram morte de estrela


Supernova 1987A

A explosão da supernova 1987A ocorreu há cerca de 25 anos. Uma equipa de cientistas revela agora imagens detalhadas do acontecimento.

Uma equipa de astrónomos da Austrália e de Hong Kong, liderada pelo Centro Internacional de Rádio Astronomia, conseguiu capturar imagens surpreendentes da morte de uma estrela gigante, a Supernova 1987A.

O estudo, publicado no Astrophysical Journal -http://iopscience.iop.org/0004-637X/767/2/98-, mostra imagens mais detalhadas, com maior resolução, dos restos da supernova, cujo desaparecimento ocorreu há cerca de 25 anos. 

“Não só fomos capazes de analisar a morfologia da Supernova 1987A, através da nossa imagem em alta resolução, como pudemos também compará-la a imagens de raios-X e dados ópticos para revelar a sua história”, disse Bryan Gaensler, da Universidade de Sydney.

Um rádio telescópio consegue operar durante o dia e pode observar através de gás e poeira cósmicos, permitindo aos astrónomos captar imagens de diferentes corpos no Espaço, como os restos de supernovas, galáxias e buracos negros.

Recorde-se que, em 1987, enquanto observavam a Grande Nuvem de Magalhães – uma galáxia anã –, os astrónomos detetaram o que parecia ser uma nova estrela. Na realidade, estavam a assistir à morte de uma supernova.

Desde então, o principal foco dos cientistas de todo o mundo tem sido esta estrela supernova (1987A), o que tem proporcionado recolher uma vasta gama de informações sobre um dos acontecimentos mais complexos do Universo.
fonte: Correio da Manhã

Jacaré aparece numa piscina de escola




Animal deverá ter saído de um dos canais que cortam o bairro brasileiro.

As crianças que estudam no Colégio Saint John, no Parque das Rosas, Barra da Tijuca - zona oeste da cidade brasileira do Rio de Janeiro - tiveram uma enorme surpresa ao chegarem na manhã de segunda-feira para mais um dia de aulas. Dentro da piscina do colégio, usada tanto para lazer quando para natação e outros desportos, ao invés de alunos nadava pachorrentamente um jacaré.

Após o susto inicial, a descoberta passou a ser o centro das atenções e curiosidade, não só dos alunos, que rapidamente perderam o medo, quanto dos pais que chegavam e dos funcionários.

Indiferente à algazarra das crianças, o jacaré ora se divertia de um lado para o outro na água da piscina ou repousava indolentemente no fundo dela.

Os bombeiros foram chamados para tirarem o animal dali, para tristeza dos alunos, para quem a descoberta já tinha passado a ser divertimento.

Supõe-se que o réptil, que em nenhum momento fez qualquer movimento agressivo, tenha saído de um dos canais que cortam o bairro, atravessado a avenida e entrado na escola durante o fim de semana, por onde é que ainda não se sabe.


Menina britânica soluça há 10 semanas sem parar

Menina britânica soluça há 10 semanas sem parar

Médicos desconhecem causa dos soluços

Há 10 semanas que uma menina britânica de 13 anos não consegue parar de soluçar e os médicos continuam sem saber a causa dos soluços.

Emily Marsh, de 13 anos, já fez vários exames para tentar identificar a causa dos soluços, como endoscopia, ressonância magnética, raio-x e ecografia, mas nada até agora conseguiu ajudar os médicos a perceber a origem do problema.

Emily soluça a cada dois segundos, segundo noticia a "BBC", e os médicos dizem que o problema da menina é "extremamente raro".

Foram receitados vários medicamentos, mas nenhum surtiu efeito até agora. Emily também tentou métodos alternativos, como hipnose, osteopatia e receitas caseiras tradicionais como beber água, vinagre, prender a respiração e respirar para dentro de um saco de papel, sem sucesso.

"Já me pregaram muitos sustos na escola", contou Emily à "BBC". Os soluços deixam-na tão cansada que teve de faltar a algumas aulas para repousar, acrescentou. Emily disse ainda que os soluços lhe provocam muita dor na garganta.

A menina contou que os soluços param quando está a dormir profundamente, mas que voltam assim que entra num sono mais leve.

O médico Brian Hope disse, em entrevista à "BBC", que "na maioria dos casos, o soluço vai embora sozinho", por isso, apesar de a situação já se verificar há 10 semanas, "o prognóstico é positivo e provavelmente isto vai parar quando ela menos esperar".


Estudo prevê extinção do sexo masculino em 5 milhões de anos


Dado a fragilidade do cromossoma Y - gene que determina o sexo masculino - um estudo da investigadora australiana Jennifer Graves prevê que o sexo masculino esteja em extinção dentro de cinco milhões de anos.

A cientista da Universidade de Camberra explicou a sua investigação durante uma palestra na Academia Australiana de Ciência afirmando que a questão do desaparecimento do cromossoma Y é "um acidente evolutivo".

Na palestra "O Declínio e a Queda do Cromossoma Y e o Futuro do Homem", Jennifer discutiu o desaparecimento do cromossoma e as implicações para o ser humano. A cientista ainda não sabe o que vai acontecer quando o cromossoma Y desaparecer totalmente, mas faz o paralelo com uma espécie de roedor que vive no Japão que consegue reproduzir-se sem o cromossoma Y.

Recordando que os homens têm cromossomas XY e as mulheres XX, Jennifer Graves disse que a estrutura do Y apresentar-se hoje mais frágil em relação ao X. Sendo que há três milhões de anos, o cromossoma Y tinha cerca de 1400 genes, agora tem menos de 100 e a tendência é diminuir, essa fragilidade pode significar o seu desaparecimento no futuro.

Apesar da descoberta, Jennifer Graves não acredita no fim da humanidade porque a desintegração do cromossoma Y pode levar a que outro cromossoma - que ainda não sabe qual - desempenhe o seu papel originando assim uma nova espécie.


Duas mulheres decapitadas por bruxaria


Duas idosas morreram na Papua Nova Guiné ao serem decapitadas após terem sido torturadas pela população durante três dias acusadas de praticarem atos de bruxaria, revelou a imprensa local.

O caso aconteceu há uma semana em Lopele, na região autónoma de Bougainville e apesar da presença da polícia, a população acabou por matar as duas mulheres.

Herman Birengka, inspetor da polícia local explicou que os agentes pouco podiam fazer para enfrentar a população e salientou que a morte das idosas foi o ato "bárbaro e absurdo".

O mesmo inspetor disse que a polícia tentou negociar a libertação das duas mulheres sequestradas por familiares de um professor que morreu há umas semanas.

As duas mortes juntam-se à de outras seis mulheres acusadas de bruxaria que durante a Semana Santa foram atacadas e agredidas antes de serem despidas e torturadas com ferros em brasa nos genitais e antes de serem queimadas vivas.

A Amnistias Internacional já instou o governo da Papua Nova Guiné a tomar medidas preventivas à caça às bruxas no país, um método muitas vezes utilizado para justificar a agressão às mulheres.


As lágrimas não caem no espaço


O astronauta canadiano Chris Hadfield demonstrou através da Estação Espacial Internacional (ISS) como é impossível derramar lágrimas no espaço... simplesmente porque não há gravidade.

O astronauta canadiano Chris Hadfield, que faz parte da 34ª expedição a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), ficou popular depois de vários vídeos e fotografias da sua vida no espaço que partilhou nas redes sociais.

Hadfield mostrou como é impossível derramar lágrimas no espaço. Devido à falta de gravidade as lágrimas teimam em não rolar pela face. Portanto, pode-se de facto chorar no espaço mas as lágrimas não caem.

Foi também graças à sua divulgação que pudemos contemplar bonitas fotos do nosso planeta visto do espaço, e ver cenas do quotidiano como por exemplo a difícil tarefa de lavar as mãos lá em cima.

Veja aqui o vídeo:



Cratera em Marvão pode ter origem no excesso de água

Cratera em Marvão pode ter origem no excesso de água

Cratera em Marvão pode ter origem no excesso de água

Cratera em Marvão pode ter origem no excesso de água

Cratera em Marvão pode ter origem no excesso de água

Cratera em Marvão pode ter origem no excesso de água

O excesso de água nos solos poderá estar na origem do fenómeno geológico ocorrido em Marvão, no Alto Alentejo, que resultou na abertura de uma cratera com cerca de 100 metros de profundidade e 17 de diâmetro.

O geólogo Vítor Lamberto explicou hoje à agência Lusa que se trata de "um fenómeno típico" de zonas onde existem rochas calcárias e que em Portugal existem situações "similares", embora "não tenham esta dimensão".

O geólogo, que desenvolve trabalhos para instituições de investigação e rochas ornamentais, relatou, no local, que a zona de Marvão possui grutas e o tipo de rocha existente (calcário) tem tendência a "dissolver-se", formando as grutas.

"Aqui em Marvão, tivemos um ano de muita chuva. A água, nestas estruturas, infiltra-se, circula no interior e, nos calcários, circula a grandes velocidades, ou seja, o impacto que pode causar é maior", explicou.

Com a existência de rios subterrâneos, onde a água circula a grandes profundidades e velocidades e perante um ano de muita chuva no Alentejo, Vítor Lamberto indicou que esses rios "não conseguem dar vazão".

"Quando a água chega ao topo da gruta lava o material acumulado e esse material, arrastado pela água, abate isto tudo. Por isso, a dimensão que isto tem", referiu.

No entanto, o geólogo salientou que a cratera em Marvão é "interessante", devido à profundidade e com "três pequenos sumidores", mas fez questão de sublinhar que este caso não representa um episódio de "extraterrestres".

Na propriedade privada onde o fenómeno ocorreu, situada perto da aldeia de Porto da Espada, encontra-se também uma outra cratera de menor dimensão, tendo sido criado em redor de toda aquela zona um perímetro de segurança pelas autoridades.

Em declarações à Lusa, Mário Galego, rendeiro da propriedade onde o fenómeno ocorreu, mostrou-se "surpreendido" com a situação, que considerou "assustadora".

"Na sexta-feira à tarde demos com isto, não sabemos o dia certo em que isto aconteceu, provavelmente quarta ou quinta-feira. É uma situação chata e só de pensar que há poucos dias tinha aqui animais e que podiam ter abalado...", desabafou.

O presidente da Câmara de Marvão, Vítor Frutuoso, disse à Lusa que o município quer saber os "impactos" que a situação poderá vir a causar.

"Nós temos de saber os impactos que isto poderá ter em termos de estabilidade, relativamente à propriedade que é utilizada e ao acesso de pessoas. Por isso, temos que controlar uma série de situações em termos de segurança e perceber quais são as consequências que poderemos ter", disse.

Com um perímetro de segurança criado e com elementos da GNR no local, a zona tem sido alvo de visitas por parte de populares que não resistem à curiosidade de ver "in loco" o fenómeno geológico.


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