quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Temos os neandertais na pele, afirmam cientistas


Os neandertais, primos euroasiáticos dos humanos modernos, extinguiram-se há quase 30 mil anos JPL/NASA

O legado genético que os neandertais deixaram aos humanos modernos é mais substancial do que se pensava, mas concentra-se em regiões específicas do nosso genoma, influenciando-o ainda hoje características da nossa pele, o nosso risco perante certas doenças e até alguns comportamentos.

Já se sabia, com base na sequenciação da totalidade do ADN de um neandertal que viveu há 50 mil anos, obtida em 2013, que os humanos modernos e os neandertais se cruzaram e produziram descendência, provavelmente há 40 mil a 80 mil anos, pouco de pois da chegada da nossa espécie à Europa vinda de África. De facto, entre 1% e 3% do genoma das pessoas actuais não originárias de África provêm dos neandertais, esses nossos primos que surgiram na Europa e Ásia há uns 400 mil e se extinguiram há 28 mil anos. Mas na realidade, a contribuição genética total dos neandertais para o ADN das populações europeias e asiáticas actuais poderá ter bastante mais do que isso – próxima de 20% –, afirmam cientistas norte-americanos num artigo publicado na revista Science com data de sexta-feira.

"Os 2% do vosso ADN de neandertal poderão ser diferentes dos meus 2% de ADN de neandertal e situar-se em partes diferentes do genoma”, diz o co-autor Joshua Akey, da Universidade de Washington em Seattle (EUA), citado pela agência noticiosa Reuters. E tudo junto, “isso dá uma proporção substancial de genoma de neandertal”. Para obter os seus resultados, Akey e o seu colega Benjamin Vernot analisaram os genomas de 379 europeus e 286 asiáticos.

Tanto estes dois cientistas como uma outra equipa – liderada por David Reich, da Universidade de Harvard (EUA) e na qual se inclui Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Leipzig (Alemanha), co-autor da sequenciação do referido genoma de neandertal – chegaram ainda à conclusão de que o ADN proveniente dos neandertais não se encontra uniformemente distribuído dentro do genoma dos humanos modernos. E ambos os estudos – o da segunda equipa foi publicado esta quinta-feira na revista Nature – também concluem que aquele antigo contributo se concentra, em particular, nos genes dos humanos modernos que influenciam as características da pele e do cabelo.

Os cientistas especulam aliás que esses genes, ligados à produção de queratina, proteína fibrosa que confere resistência à pele, ao cabelo e às unhas, terão sido benéficos para a nossa espécie em termos de adaptação a latitudes mais nórdicas. “É tentador pensar que os neandertais já estavam adaptados a um ambiente não africano e que transmitiram essa vantagem genética aos humanos modernos”, diz Reich, citado pela agência noticiosa AFP.

A equipa de Reich, que analisou as variantes genéticas de 846 pessoas de origem não africana, de 176 pessoas de África subsariana e do neandertal fóssil, aponta também para uma herança vinda dos neandertais ao nível de genes que afectam o risco dos não africanos perante a diabetes de tipo 2, a doença de Crohn, o lupus ou a cirrose biliar – e até... a capacidade de deixar de fumar, escrevem os autores.

Porém, as áreas do genoma humano moderno desprovidas de ADN de neandertais foram “as mais entusiasmantes”, salienta Sriram Sankararaman, co-autor do estudo na Nature, em comunicado da universidade Harvard, “porque sugerem que a introdução de alguns genes de neandertal terá sido prejudicial para os antepassados dos não africanos modernos e que essas mutações foram posteriormente removidas pela acção da selecção natural”.

Estes cientistas mostraram que as regiões com menor contributo genético dos neandertais concentram-se em genes principalmente activos nos testículos e no cromossoma X, um dos dois cromossomas sexuais humanos, e têm a ver com a chamada infertilidade dos híbridos (por exemplo da mula, cruzamento de cavalo e burro). “Isso sugere que quando os nossos antepassados se cruzaram e se misturaram com os neandertais, as duas espécies estavam no limiar da incompatibilidade biológica”, diz Reich no mesmo comunicado. Ora, naquela altura, estas duas populações tinham evoluído separadamente durante meio milhão de anos. “É fascinante que este tipo de problemas tenha surgido num período de tempo tão curto”, acrescenta Reich.

Erik Trinkaus, da Universidade Washington em St Louis (EUA), um dos grandes especialistas mundiais dos primeiros humanos, que não participou nos estudos, diz contudo, citado pela Reuters, que a estimativa agora obtida da proporção de ADN de neandertal que perdura na nossa espécie deve ser considerada com prudência, uma vez que, até aqui, apenas foi possível extrair material genético de meia dúzia de fósseis de neandertais – uma amostra demasiado pequena para ter grandes certezas.

fonte: Público

Alterações climáticas estão a afectar reprodução de pinguins quase em extinção


Investigadores acompanharam cerca de 3500 crias na costa da Argentina REUTERS/ENRIQUE MARCARIAN

Investigadores seguiram uma colónia de pinguins-de-Magalhães na costa da Argentina e concluíram que as chuvas torrenciais, cada vez mais frequentes, mataram em média e por ano 6% das crias, durante 27 anos.

Todos os anos, durante o Inverno, os pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus),que vivem em grandes colónias na costa da América do Sul cumprem o mesmo ritual: após juras de amor eterno – a espécie é monogâmica – os casais constroem os ninhos no chão ou em pequenas tocas, onde a fêmea põe os ovos, as crias nascem e dois meses depois tornam-se independentes. Mas as alterações climáticas estão a quebrar este ciclo e a ameaçar a sobrevivência da espécie, já em risco.

Um estudo realizado por dois investigadores norte-americanos e publicado nesta quarta-feira no jornal científico PLOS One, indica que as chuvas torrenciais e as ondas de calor, cada vez mais frequentes e relacionadas, segundo os cientistas, com as alterações climáticas, estão a matar as crias dos pinguins-de-Magalhães, pondo em causa a renovação da população.

Os investigadores analisaram uma comunidade residente em Punta Tombo, na Argentina, na maior zona de acasalamento da espécie. Seguiram 3496 pinguins-de-Magalhães recém-nascidos, entre 1983 e 2010, durante a época de reprodução que vai de Setembro a Fevereiro, para averiguar a sua taxa de sobrevivência. Concluíram que quase dois terços das crias não chegam sequer a abandonar o ninho. E que durante aquele período, houve dois anos (1991 e 1999) em que a causa mais comum de morte foi a chuva torrencial, fatal para 50% a 43% das crias.

Em 27 anos, uma grande parte dos pequenos pinguins (40%) morreu de fome. Mas a falta de alimento e os predadores foram uma constante ao longo dos anos. Os cientistas constataram que nos anos em que houve tempestades registou-se um aumento da mortalidade. O calor extremo também provocou mais mortes, embora os números sejam menos expressivos. Os autores do estudo Alterações Climáticas Aumentam o insucesso na reprodução dos penguins-de-Magalhães concluíram que as mudanças climáticas foram responsáveis por matar uma média anual de 7% das crias.

Como outras aves recém-nascidas, as crias de pinguins são muito vulneráveis às condições climatéricas, sobretudo na primeira semana de vida. Podem morrer de hipotermia, uma vez que demoram algumas semanas a criar a plumagem lisa, densa e gordurosa que os torna resistentes ao frio e à água. As pequenas aves analisadas mostraram ser particularmente susceptíveis entre os nove e os 23 dias de idade, quando são grandes demais para serem protegidas pelos pais mas ainda demasiado jovens para desenvolverem a plumagem.

População a diminuir

"Os pinguins não estavam habituados a ter de lidar com esta variação do clima”, disse ao New York Times o principal autor do estudo, Dee Boersma, professor de biologia da Universidade de Washington. “E certamente não estão habituados a lidar com estas tempestades.” Segundo o investigador, desde 1987, o número de crias na colónia de Punta Tombo diminuiu em 24%, mas é difícil calcular qual a percentagem desse declínio que resulta das tempestades.

“As mudanças climáticas que aumentam a frequência e a intensidade das tempestades traduzem-se no maior insucesso reprodutivo dos pinguins-de-Magalhães”, afirmam os autores do estudo, sublinhando que o mesmo deverá estar a acontecer com outras espécies que procuram aquela zona para se reproduzirem.

Os pinguins-de-Magalhães nidificam na costa da Patagónia, Argentina, Chile e nas ilhas Malvinas. Segundo a descrição da espécie feita na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês), existem cerca de 1,3 milhões de casais mas a população está a diminuir. A espécie está classificada como “quase ameaçada de extinção”. Além das alterações climáticas, da falta de alimento (resultante, em parte, da sobrepesca de anchova, principal alimento na dieta dos pinguins) e dos ataques de predadores, a poluição é outra ameaça. Segundo a IUCN, todos os anos morrem mais de 20 mil adultos e 22 mil juvenis na costa da Argentina, devido à poluição causada pelo petróleo.

fonte: Público

Drones já distribuem cerveja nos Estados Unidos



A empresa Lakemaid Beer realizou as primeiras entregas de cerveja via drone, nos Estados Unidos, e disponibilizou imagens no YouTube. No entanto, assume que ainda existem alguns problemas por resolver.

A polémica sobre a utilização de drones está instalada, especialmente porque a tecnologia é utilizada para fins militares. Mas também pelo anúncio de que os drones serão usados para fins comerciais. Contudo, o futuro já chegou e uma empresa norte-americana que fabrica cerveja, em Wisconsin, decidiu avançar com a experiência e testou a entrega de cerveja na casa de potenciais clientes que vivem em zonas isoladas do Estado.

A Lakemaid Beer com vídeos que colocou no YouTube pretende mostrar como os drones podem realizar a entrega de mercadorias em zonas mais isoladas e até chegar a barcos de pesca que estejam no meio do gelo. Os habitantes de Stevens Point foram os primeiros a desfrutar da aplicação desta nova tecnologia.

No entanto, algumas vozes discordantes afirmam que o vídeo é "viral" mas que esta é uma realidade ainda longínqua.

Ainda que o vídeo mostre que a entrega de cerveja por aviões não tripulados é possível, a empresa ainda tem alguns problemas por resolver. O primeiro prende-se com a logística porque até agora não é possível identificar de modo fiável os compradores.

O outro problema é legal, uma vez que a legislação dos Estados Unidos não permite a pequenas empresas o uso comercial de aviões não tripulados. Ainda assim, espera-se que em 2015 a Administração Federal da Aviação aprove uma nova legislação.


Serpentes asiáticas alteram o corpo para poder voar


Um grupo de centistas da Universidade de Virginia Tech, nos EUA, estudou a forma como um grupo de serpentes do sudeste asiático é capaz de alterar a forma do seu corpo, tornando-o mais aerodinâmico, possibilitando a sua deslocação pelo ar.


"Parece que estão a nadar", contou à agência AP o professor Jake Socha, da Virginia Tech. As cobras "transformam o corpo todo numa superfície aerodinâmica", acrescentou. "Quando saltam, espalmam o corpo desde uma zona atrás da cabeça até ao início da cauda."

As cobras dobram as costelas para esticar e espalmar o corpo. Num corte transversal do corpo, esta passa de um círculo para uma semi-círculo arqueado. "Parece a versão de alguém de um OVNI", indicou Socha, principal autor do estudo publicado na revista 'The Journal of Experimental Biology'.

Os cientistas acreditam que as cobras usam esta transformação física, com uma espécie de dança ondulante, para conseguir voar entre as árvores. "Elas movem as cabeças de lado, enviando ondas pelo corpo e parece que estão a nadar no ar."

Existem cinco espécies de cobras voadoras, que pertencem ao género Chysopelea.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Polícia diz que família foi "atormentada por espíritos"


Fotografia © Fotografia tirada pela polícia na deslocação à casa

Chefe da polícia de Gary, em Indianópolis, afirma que é verdadeira a teoria da mulher que diz que os filhos de 9 e 12 anos foram apoderados por espíritos e que a casa onde viviam estava "possuída por mais de 200 demónios".

Latoya Ammons, mãe de três filhos, defendeu perante as autoridades que, entre outras coisas, o filho de 9 anos andou no tecto do hospital, e a filha de 12 terá levitado na sua cama.

A história mirabolante foi reportada pelo jornal local Indianopolis Star e ganhou novos contornos depois do chefe da polícia, Charles Austin - há mais de 36 anos ao serviço das autoridades -, ter dito acreditar na família.

Os alegados problemas terão começado depois de Latoya, a sua mãe e as crianças se terem mudado para uma nova casa na cidade de Gary, em novembro de 2011. Nessa altura, disse, apesar do tempo frio, uma praga de moscas apoderou-se das janelas da varanda da casa. Sons estranhos, como o ranger de portas e passos, também supostamente se faziam ouvir e, por fim, "figuras" surgiram na sala de estar, segundo a mulher.

Em março de 2012, as coisas pioraram, afirmou Latoya à polícia, dizendo ter visto a filha a levitar sobre a cama. Depois, relatou a mãe, "os olhos das crianças incharam, sorrisos maldosos marcavam os seus rostos, e as suas vozes ficavam mais profundas".

Por essa altura, a família contactou videntes e "especialistas no oculto", que lhes disseram que a casa seria o lar de mais de 200 espíritos demoníacos. E, segundo Latoya, as coisas continuavam a piorar: agora o filho também voava e a filha precisou de levar pontos na cabeça depois um golpe suspeito. Nesta altura, a avó relatou ao IndyStar ter receio que as autoridades julgassem que maltratavam as crianças.

Os estranhos incidentes levaram a polícia a deslocar-se à habitação e a analisar o caso. Momento que marcou a diferença para o chefe da polícia local: "A Latoya deixou-me entrar na casa e mostrou-me um monte de coisas. Não vi nada relacionado com o que ela disse, por isso, estava céptico. Achei que ela apenas queria dinheiro, que estava a inventar tudo", relatou Austin ao jornal. Mas uma fotografia tirada à casa quando estava, alegadamente, vazia, onde uma figura humana parece pairar no alpendre, deixou-o desconfiado.

Desconfiança que ficou comprovada quando, já no hospital, pessoal médico afirmou ter visto o menino a andar sobre as paredes e o teto do quarto. "Não acredito que aquelas cinco pessoas sejam malucas", disse. Altura em que o reverendo foi chamado para agir e fazer um exorcismo às crianças e à casa. Também ele relata acontecimentos estranhos nas crianças e na propriedade.

Médico e assistente social culpam a mãe

No entanto, nem todos os intervenientes parecem acreditar na versão de Latoya.

Depois de visitar a família, um médico local descreveu a mãe como "delirante". Já uma assistente social acredita que as crianças estavam ensinadas pela mãe e que os comportamentos eram incentivados por ela.

As crianças acabaram retiradas à mãe e Latoya foi afastada da habitação. Seis meses mais tarde, voltaram a ser entregues à guarda da mãe que diz ter sido salva por Deus.

Novos inquilinos acabaram por alugar a casa e, até ao momento, não relatam situações semelhantes, nem quaisquer problemas com o oculto...



Gases produzidos por 90 vacas provocam explosão


A flatulência de 90 vacas provocou uma explosão num estábulo em Rasdorf, na região centro da Alemanha, que destruiu o telhado da estrutura, informou hoje a polícia local.

Fechadas "no lugar provavelmente pouco ventilado", as vacas produziram metano (o principal componente do gás natural) que reagiu "possivelmente a uma descarga eletrostática", referiu um porta-voz da polícia, em declarações à agência France Presse.

"Nenhuma pessoa ficou ferida" no incidente, sublinhou a polícia, num comunicado, acrescentando que apenas um dos animais sofreu queimaduras.

Todos os animais de criação produzem metano através das suas flatulências. No entanto, os ruminantes (bovinos, ovinos ou caprinos) produzem maior quantidade deste gás, altamente inflamável, do que os animais monogástricos (suínos e aves de capoeira).


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Rapaz de 17 anos morre de velhice

Rapaz de 17 anos morre de velhice

A esperança média de vida de uma pessoa com progeria é de 15 anos

Sam Berns, um adolescente de 17 anos, faleceu, na sexta-feira, de velhice. O rapaz norte-americano sofria de progeria, ou Síndrome de Huntchinson-Gilford, uma doença genética que acelera o processo de envelhecimento.

Ainda com a vida pela frente, uma grave condição de saúde atirou Sam para uma velhice extrema ainda em criança e para a morte ainda na adolescência. Sam Berns morreu com uma condição física idêntica à de um idoso.

A sua doença não lhe roubou, porém, a vivacidade. Desde que soube da doença rara que tinha fez força para ajudar quem padece do mesmo problema, ficando conhecido pelo vasto leque de palestras que deu pelos Estados Unidos, de forma a promover esta rara condição física. O seu nome ficou associado à Progeria Research Foundation, instituição que ajudou, através do seu testemunho, a dar a conhecer esta doença genética.

Os médicos e os pais de Sam conseguiram, ao longo dos anos, desenvolver métodos que prolongaram a vida deste jovem-idoso. Contudo, a morte chegou ainda durante a adolescência. Os pais de Sam confirmaram a morte do filho na sexta-feira, através da Progeria Research Foundation.


Homem iraniano não toma banho há 60 anos

Homem iraniano não toma banho há 60 anos

Amoo gosta de descansar dentro de um buraco que se assemelha a uma cova


Amoo Hadji tem 80 anos e vive numa cabana da aldeia de Dezgah, no Sul do Irão. Alimenta-se de animais que caça e já passaram 60 anos desde a última vez que tomou banho, aos 20 anos.

Há muitos anos que Amoo decidiu adotar um estilo de vida primitivo. Para além da sujidade que forma grossas camadas de crosta na sua pele e barba, o homem também é conhecido na região por gostar de fumar charutos feitos com esterco de animais que pastam nas redondezas.

Este eremita também fuma tabaco comum, principalmente durante as épocas mais frias, quando acende vários cigarros ao mesmo tempo, para se tentar aquecer.

Hadji alimenta-se de pequenos animais e gosta de descansar num buraco no chão, que se parece com uma cova, mas não se sabe o que o levou a optar por esta vida.


Pombas da paz largadas pelo papa atacadas por corvo e gaivota


Pombas da paz foram atacadas por uma gaivota e um corvo

Papa Francisco apelou à paz na Ucrânia.

Duas pombas brancas – consideradas comumente como símbolo de paz e, para os católicos, símbolo do espírito santo – foram atacadas este domingo por um corvo e uma gaivota, após terem sido largadas por duas crianças ao lado do papa Francisco, durante uma celebração religiosa. 

Com dezenas de milhares de pessoas a assistir à cerimónia religiosa 'Angelus', na Praça de São Pedro, uma gaivota e um corvo negro perseguiram de imediato as pombas, momentos depois de estas terem sido libertadas de uma janela do Palácio Apostólico. 

A pomba que foi atacada pela gaivota perdeu algumas penas, mas conseguiu fugir do pássaro agressor. Já o corvo bicou repetidamente a outra pomba. Pouco depois, as duas pombas voaram para longe da praça de São Pedro.

Antes do incidente, o papa Francisco tinha apelado à paz na Ucrânia, depois de pelo menos três pessoas terem sido mortas durante os últimos confrontos no país. "Eu estou próximo da Ucrânia, em oração, em especial para aqueles que perderam suas vidas nos últimos dias e para as suas famílias", disse o chefe da Igreja católica na celebração. 

O papa Francisco prosseguiu o apelo à paz: "Espero que um diálogo construtivo entre as instituições e a sociedade civil possa ter lugar, que qualquer recurso à violência seja evitado e que o espírito de paz e de uma busca do bem comum esteja nos corações de todos."

fonte: Correio da Manhã

Caçador-coletor de há sete mil anos tinha olhos azuis


Montagem em que se vê o cranio do indivíduo de La Braña e a recriação artística, com base nas descobertas genéticas, de como seria o caçador-recoletor de há sete mil anos

Uma equipa espanhola sequenciou pela primeira vez o genoma completo de um caçador-coletor europeu, para descobrir que tinha a pele e o cabelo escuro, mas os olhos azuis.

A análise, publicada no domingo pela revista Nature, permite desenhar um retrato dos europeus do Mesolítico, período da pré-história entre o Paleolítico e o Neolítico, onde a subsistência era garantida pela caça e a colheita de alimentos.

A equipa de Carles Lalueza-Fox, do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona, analisou o ADN de um dente de dois esqueletos masculinos encontrados em 2006 na gruta de La Braña-Arintero, na província de León. As ossadas, preservadas em boas condições, têm aproximadamente sete mil anos (correspondente ao período do Mesolítivo, de 10 mil a cinco mil anos).

O estudo mostra que o caçador-recoletor da Península Ibérica é geneticamente afastado das populações atuais do sul da Europa, mas era mais próximo dos europeus do norte (suecos e finlandeses, por exemplo).

As comparações com outros vestígios de ADN antigos parece mostrar uma "continuidade genética" através da Eurásia ocidental e central, desde o Paleolítico superior até ao Mesolítico.

A pigmentação da pele do indivíduo de La Braña era provavelmente escura e os seus cabelos castanhos ou pretos. Era contudo portador de uma mutação que, nos humanos modernos, se traduz nos olhos azuis.

"Este fenótipo raro não existe nas populações europeias contemporâneas", afirmou Carles Lalueza-Fox à AFP. "Até agora, considerávamos que a cor da pele clara na Europa tinha evoluído cedo na Europa, no Paleolítico superior, em conjunto com a baixa radição UV em latitudes altas", afirmou. "Mas esse não era claramente o caso. Isso ocorreu muito mais tarde, provavelmente no Neolítico", acrescentou, dizendo que poderá estar ligada à mudança na dieta e à redução de ingestão de vitamina D nos agricultores, quando comparado com os caçadores.

Os especialistas debruçaram-se ainda sobre os genes do sistema digestivo do caçador-recoletor de La Braña, para tentar traçar a história de duas adaptações "recentes" do regime alimentar do homem adulto: o consumo de leite e de amido, que encontramos hoje em dia nos cereais ou na batata.

A análise revelou que o sujeito de La Braña era portador de uma variação genética ancestral que produzia intolerância à lactose. Nem estava geneticamente preparado para uma dienta rica em amido.

"Estes resultados sugerem que o caçador-recoletor de La Braña tinha capacidades medíocres de digerir o leite e o amido, com a probabilidade de que essas faculdades tenham sido desenvolvidas mais tarde, com a introdução da agricultura", afirmam os investigadores.


Moscas criadas no espaço têm menos defesas imunitárias


As moscas criadas durante o voo de uma nave espacial norte-americana mostram deficiências em zonas do seu sistema imunitário semelhantes aos seres humanos e outros mamíferos, revela um estudo hoje divulgado.

De acordo com o estudo publicado pelo Public Library of Science ONE, os cientistas já sabiam que os voos espaciais afetam as respostas imunitárias.

Durante uma missão de doze dias da nave espacial Discovery, foram enviadas para o espaço ovos de moscas Drosophila, que partilham aspetos fundamentais do sistema imunitário de ratos e seres humanos.

Nesse período, tornaram-se adultas, e quando regressaram à Terra, depois de terem estado sujeitas a uma situação de falta de gravidade, foram submetidas a testes com bactérias, revelando as suas fragilidades, comparativamente com moscas que tinham crescido em Terra.

Os cientistas consideram que de futuro as naves espaciais devem ser desenhadas para incluir aparelhos centrífugos que os tripulantes possam usar para manter a massa óssea e muscular, e que protejam o seu sistema imunitário.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Complexo de banhos islâmicos único em Portugal descoberto em Loulé


Os mais recentes vestígios, depois de estudados, voltarão a ser enterrados. Câmara pretende que a prospecção arqueológica, a desenvolver no futuro, não impeça a vivência na zona histórica.

A descoberta de um complexo público de banhos islâmicos, em Loulé, é vista pelo município como um filão cultural para atrair novos turistas ao Algarve.

A professora Susana Martinez, ligada ao campo arqueológico de Mértola, não tem dúvidas sobre a importância dos mais recentes achados, trazidos à luz do dia quando a câmara procedia à remodelação de rede de águas e esgotos. “Pode ter a certeza de que estes banhos islâmicos são únicos em Portugal”, sublinha. Mas, para já, não vão ficar acessíveis ao público, porque se trata de estruturas que estão muito frágeis e necessitam de ser consolidadas. 

Uma parte deste património — constituído por banhos quentes, tépidos e frios — já era conhecida desde há meia dúzia de anos. O que agora aconteceu foi o alargamento das descobertas desses vestígios para o exterior da habitação que continha esses banhos. 

O imprevisto sucedeu, recentemente, quando uma máquina abria uma vala para colocar uma caixa de águas pluviais no largo D. Pedro I. As arqueólogas do município detectaram depois, numa das praças onde se realiza o Festival Med, tanques e vestíbulos (pátios), que se encontram no seguimento do complexo dos banhos islâmicos públicos que tem estado a escavar há alguns anos. 

O presidente da Câmara, Vítor Aleixo, manifesta o desejo de prosseguir o projecto arqueológico, colocando enfâse no sector turístico. “Vamos musealizar a área e dessa forma pretendemos valorizar a oferta cultural da região”. Para já, destaca, foi dado “mais um passo” no sentido de conhecer a cidade, fundada no final do período da ocupação islâmica. 

A cultura, diz o autarca, é "um domínio em que Loulé se pretende afirmar”. Por seu lado, Susana Martinez, professora das Universidades de Coimbra e do Algarve, salienta a importância da descoberta, lembrando que “há outros banhos islâmicos, conhecidos na Península [Ibérica], mas estes em Portugal são únicos”, sublinha. Razão pela qual manifestou empenho em apoiar, através do centro de investigação de que faz parte, o projecto que está ser levado a cabo pela secção de arqueologia do município algarvio. “Não se trata de fazer investigação, por investigação. A arqueologia tem de servir as populações, é esta visão que partilhamos com a equipa de Loulé”, sublinha.

A chefe de divisão de Cultura do município, a arqueóloga Dália Paulo, diz por seu lado que há vontade de dar continuidade às prospecções, mas admite algumas dificuldades. “Não queremos que a arqueologia impeça a vivência da praça [largo D. Pedro I]”, lembrando, ao mesmo tempo, que daqui por alguns meses se realiza mais uma edição do Festival Med.

Por isso mesmo, explica, após registo e estudo, estes vestígios do passado islâmico voltarão a ficar longe da vista. “Não nos choca que seja reenterrado [o complexo balnear], porque está muito frágil e precisa de ser consolidado”. Entretanto, a caixa de águas pluviais que foi metida dentro da estrutura vai ser desviada para outro local, por forma a não comprometer os vestígios arqueológicos.

Futuramente, a Câmara de Loulé pretende integrar os banhos islâmicos na lista de estruturas do mesmo género existentes na Península Ibérica, nomeadamente em Granada. Nesse sentido, diz a chefe de divisão de Cultura, está em estudo um plano para “envolver e repensar toda a zona histórica”. O próximo Quadro Comunitário de Apoio é visto como um instrumento que pode apoiar a concretização de um programa integrado de reabilitação e valorização do centro histórico que, como sucede em outras cidades, perdeu habitantes e caminha para a degradação.

fonte: Público

Planeta anão Ceres cospe vapor de água por dois lados


Uma ilustração de Ceres IMCCE-OBSERVATOIRE DE PARIS / CNRS / Y.GOMINET, B. CARRY

A cada segundo, seis quilos de água sob forma de vapor são ejectados de Ceres. Investigadores propõem duas origens para este fenómeno.

Há uma cintura de asteróides que divide o Sistema Solar em duas zonas. Esta região, entre Marte e Júpiter, que separa os planetas rochosos (como a Terra e Marte) dos planetas gasosos (como Júpiter e Saturno), tem milhões de objectos, desde pequenas partículas até grandes asteróides. O maior é Ceres, um astro redondo que é considerado um planeta anão tal como Plutão. Agora, os cientistas descobriram duas plumas de vapor de água que se libertam de duas regiões diferentes daquele astro e que dão pistas sobre o seu interior, revela um artigo publicado nesta semana na revista Nature.

Ceres está na parte mais exterior da cintura de asteróides. O planeta anão tem 950 quilómetros de diâmetro (a Lua tem 3,6 vezes este diâmetro). A equipa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Observatório de Paris, analisou o astro com o telescópio espacial Herschel da NASA e da ESA, cuja missão terminou no ano passado.

Em Outubro de 2012, a equipa viu sinais da emissão de água sob o estado gasoso. Mas só em Março de 2013, durante uma observação contínua de dez horas — suficiente para observar uma rotação completa do planeta anão —, é que as lentes que detectam luz no comprimento de onda dos infravermelhos confirmaram a existência de plumas de vapor de água a sair do objecto.

“Esta é a primeira detecção clara de água na cintura de asteróides”, diz Michael Küppers, da ESA, citado pela revista de divulgação científica New Scientist. Uma das causas para a origem desta água é ser proveniente de uma camada de gelo que está à superfície do astro ou logo abaixo. A luz solar faz este gelo sublimar, passando directamente do estado sólido para o gasoso.

“Outra possibilidade é que ainda pode existir alguma energia no interior de Ceres, e esta energia faria com que a água fosse expelida de uma forma semelhante à dos geysers na Terra. Só que, devido à baixa pressão que existe à superfície do asteróide, o que se libertaria seria vapor e não líquido”, explica Michael Küppers, citado pela BBC News.

O resultado deste fenómeno é que seis quilos de água são libertados por segundo em Ceres, o que equivale a cerca de 520 toneladas ao fim do dia. Os cientistas chegaram a estes números através da quantidade de infravermelhos que eram absorvidos pela pluma de vapor de água. Mas em 2015, quando o satélite da NASA Dawn chegar a este grande pedaço de rocha, a origem desta massa de água poderá começar a ser desvendada.

fonte: Público

Os genes de um cão pré-histórico perduram nos cães actuais através de um cancro


O primeiro cão a padecer de um cancro hoje comum nos cães era provavelmente parecido com um husky WIKIMEDIA

A análise do ADN de um cancro dos cães permitiu ter uma ideia de como era o primeiro cão a ter padecido a doença, há mais de 10 mil anos.

O cancro mais antigo do mundo ainda hoje activo é um cancro canino. Uma equipa internacional de cientistas determinou a sequência genética desse cancro e descobriu que terá surgido pela primeira vez num cão que viveu há uns 11 mil anos. Os seus resultados foram publicados na revista Science com data desta sexta-feira.

O cancro em questão é um cancro transmissível por acasalamento que provoca o crescimento de horríveis tumores genitais. Os cancros transmissíveis são raríssimos, sendo o único outro conhecido um cancro facial muito agressivo que afecta os diabos da Tasmânia e que se propaga através das mordidas, explica em comunicado o Instituto Sanger do Wellcome Trust, no Reino Unido.

A equipa liderada por Elizabeth Murchison, do Instituto Sanger e da Universidade de Cambridge, que inclui cientistas britânicos e da Austrália, Brasil e Itália, conseguiu – a partir do estudo de um tipo de mutações que se sabe ter-se acumulado nesses tumores caninos de forma progressiva e regular ao longo do tempo – estimar quando apareceu este cancro genital que é hoje uma doença comum dos cães de todo o mundo.

E não só: os cientistas constataram ainda que os genes do primeiro cão a ter padecido da doença ainda estavam presentes, hoje em dia, nas células cancerosas dos cães doentes.

Segundo os autores, esse cão pré-histórico terá sido parecido com um husky e tinha provavelmente pêlo curto de cor cinzenta acastanhada ou preta. Não foi contudo possível determinar o seu sexo. “Não sabemos por que é que aquele cão em particular deu origem a um cancro transmissível”, diz Murchison, citada no mesmo comunicado, “mas é fascinante olhar para atrás e reconstituir a identidade de um cão antigo cujo genoma ainda hoje vive nas células cancerosas que começou a espalhar.”

A análise genética do cancro também forneceu pistas sobre a evolução geográfica da doença. “Os padrões de variantes genéticas encontrados nos tumores provenientes de diferentes continentes sugerem que durante a maior parte da sua história, o cancro permaneceu confinado a uma população isolada de cães”, salienta a investigadora. “Espalhou-se para o resto do mundo nos últimos 500 anos, tendo provavelmente sido transmitida pelos cães que acompanhavam os exploradores nos navios, no início da era dos Descobrimentos.”

fonte: Público

Décadas de dados vindos das sondas espaciais Voyager transformadas em dueto musical


A sonda Voyager I saiu do Sistema Solar no ano passado NASA

Um músico doutorado em Física converteu sinais enviados do espaço pelas duas pequenas naves da NASA, ao longo de 37 anos, numa peça para piano e cordas.

No vácuo sideral reina o silêncio absoluto. Mas na peça musical criada a partir dos eventos cósmicos que foram — e continuam a ser — registados pelas sondas Voyager I e II da agência espacial norte-americana NASA e reenviados para a Terra, o espaço profundo enche-se de belas harmonias.

A peça é da autoria de Domenico Vicinanza, um físico com formação musical que trabalha como responsável de projecto na Géant — a rede de dados europeia de alta velocidade, que liga 50 milhões de utilizadores de mais de 8000 instituições de investigação e ensino em 40 países. E foi criada para demonstrar as vantagens da técnica dita de “sonificação” de dados, “cada vez mais utilizada para acelerar as descobertas científicas” porque permite descobrir padrões e regularidades que, de outra forma, não seriam detectáveis, lê-se num comunicado da Géant.

Para isso, nada melhor do que a massa de sinais enviados para a Terra pelas sondas Voyager, lançadas em 1977 e que, apesar de terem há muito acabado a sua missão — e de a Voyager I ter mesmo abandonado o sistema solar em 2013 —, continuam ainda hoje a viajar no espaço, separadas entre si por milhares de milhões de quilómetros, e a enviar dados em contínuo.

“Eu queria compor uma peça de música que fosse uma celebração conjunta das duas sondas. Foi por essa razão que utilizei as mesmas medições de ambas as naves — a contagem de protões realizada pelo seu detector de raios cósmicos durante os últimos 37 anos —, efectuadas exactamente no mesmo instante”, diz Vicinanza, citado pelo mesmo comunicado.

Para criar a música, Vicinanza começou por seleccionar 320 mil medições de cada nave a intervalos de uma hora. A seguir, esses dados foram transformados em duas melodias associando diferentes frequências sonoras às diversas medições. Por último, o cientista atribuiu à melodia vinda de cada sonda uma textura instrumental própria. O resultado é um dueto, de ritmo acelerado, para piano e cordas. Pode ouvi-la aqui e, quem sabe, sentir-se transportado(a) para a imensidão do Universo…

fonte: Público

Cientistas descobriram um local onde o som nunca mais morre (ou quase)


Antiga conduta do complexo subterrâneo de Inchindown, onde era armazenado combustível naval durante a Segunda Guerra Mundial CORTESIA UNIVERSIDADE DE SALFORD

Numa antiga rede subterrânea de reservatórios de combustível na Escócia, o eco do disparo de uma pistola perdurou durante quase dois minutos.

Um especialista britânico de acústica acaba de pulverizar o recorde de duração de um eco numa estrutura de fabrico humano, anunciou a Universidade de Salford (Reino Unido) em comunicado.

O anterior recorde, registado no Guinness de 1970, foram os 15 segundos que o som demora a dissipar-se quando as portas de bronze maciço do Mausoléu de Hamilton, um monumento situado na Escócia, são fechadas com força.

Mas agora, Trevor Cox, da Universidade de Salford, visitou uma rede subterrânea de reservatórios de combustível que data de finais do anos 1930: o complexo de Inchindown, perto de Invergordon, também na Escócia. E descobriu a extraordinária acústica das estruturas que o compõem: ali, o som do disparo de uma bala demora 112 segundos a calar-se.

Construído em secreto pelas autoridades britânicas durante a Segunda Guerra Mundial, Inchindown foi utilizado para proteger dos bombardeamentos nazis as reservas de combustível necessárias ao abastecimento dos navios militares. Hoje em dia devoluto, pode no entanto, desde 2009, ser visitado pelo público.

Para realizar a experiência, Cox teve de penetrar num dos tanques através de uma conduta com menos de meio metro de diâmetro, guiado por Allan Kilpatrick, arqueólogo da Comissão Real dos Monumentos Antigos e Históricos da Escócia.

O tanque em que os dois homens entraram tem uma capacidade de 25,5 milhões de litros, paredes com 45 centímetros de espessura, um comprimento equivalente ao de dois campos de futebol, nove metros de largura e 13,5 metros de altura.

Uma vez posicionados estrategicamente dentro do tanque, um deles (Kilpatrick) disparou as falsas balas (munições de alarme) enquanto o outro (Cox) registava com microfones a “resposta” do gigantesco espaço aos estrondos. Trata-se de uma técnica habitual, explica ainda o comunicado, para avaliar a acústica das salas de concerto.

A primeira reacção de Cox ao eco interminável foi de incredulidade. “Nunca tinha ouvido uma tal catadupa de ecos e reverberações”, disse o cientista citado pela BBC News.

Segundo noticiou pelo seu lado o The Independent, o Guinness já certificou os novos resultados. “A reverberação é central à música clássica”, diz ainda Cox, citado por este diário britânico. “Seria interessante escrever uma peça de música para estas instalações.”

fonte: Público

sábado, 25 de janeiro de 2014

Mito ou verdade: estaria o chupa-cabra aterrorizando vilarejos na Rússia?

Mito ou verdade: estaria o chupa-cabra aterrorizando vilarejos na Rússia?

Monstro sinistro apavora habitantes de cidadezinhas localizadas próximas de Moscovo

No que diz respeito a criaturas impossíveis, parece que não são apenas os mamutes que fazem suas aparições na Rússia de vez em quando. Começaram a circular pela internet notícias de que um chupa-cabra estaria aterrorizando vilarejos rurais próximos de Moscovo. De acordo com as informações, desde o final de dezembro diversas fazendas foram alvo de ataques, e só na cidadezinha de Beloomut 56 ovelhas foram mortas em apenas uma semana.

Segundo os relatos, o responsável pelos ataques seria um monstro horrível capaz de sugar o sangue das vítimas e fugir sem deixar rastos. Diversas testemunhas afirmam ter visto a sinistra criatura que, conforme descreveram, conta com corpo de canguru e cabeça de cão. Os animais mortos — entre eles galinhas, ovelhas e coelhos — apresentam profundos ferimentos no pescoço, e a culpa dos ataques foi atribuída ao suposto chupa-cabra.

Os caçadores da região estão em busca do monstro, e até espalharam armadinhas com o objetivo de capturá-lo. No entanto, nenhum vestígio foi descoberto até agora, e Alexander Eremenko, o prefeito de um dos vilarejos, emitiu um alerta no qual recomenda que as crianças evitem passear sozinhas à noite pelos bosques.

Explicações



Conforme apontou Alexander Zasolkin, da Sociedade de Caçadores e Pescadores de Moscovo, os vilarejos ficam numa região onde existem muitos lobos nas florestas, e um animal desses pode dar cabo de uma dúzia de ovelhas facilmente. Com respeito às carcaças terem sido abandonadas nas fazendas, Zasolkin explica que isso geralmente acontece quando os filhotes estão aprendendo a caçar.

Outra possibilidade apontada por Zasolkin é a de que o ataque tenha sido realizado por uma matilha de cães selvagens. Quanto à falta de pegadas, o russo acredita que os rastos podem ter sido facilmente encobertos pela neve que caiu na região nos mesmos dias em que os ataques foram registados. E você, leitor, o que acha?

fonte: Megacurioso

Conheça o templo suspenso da China


O 'Hanging Temple' (Templo Suspenso), situado num precipício, surpreende os visitantes pela longevidade milenar apesar da sua frágil aparência. E atrai anualmente milhares de turistas à cidade de Datong

Por José Varela Rodrigues

O 'Hanging Temple' é uma das obras mais insólitas do mundo. Perto da montanha Heng, em Shanxi, na China, este templo é uma peça arquitectónica única. Apesar de não ameaçar ruir, o Hanging Temple, construído contra a parede de uma ravina a 75 metros do chão, não deixa de ser assustador. É que este santuário está apoiado apenas por vigas de madeira de carvalho em pequenas saliências rochosas.


O templo abrange uma área de mais de 150 metros quadrados, onde existem mais de 40 salas e pavilhões decorados com mais de 80 estátuas em bronze, ferro fundido e pedra, além das esculpidas com argila.


O Templo Suspenso, que recebe milhares de turistas todos os anos, data do ano de 491. A cidade mais próxima é Datong, a cerca de 64.000 quilómetros a noroeste. Segundo a lenda, este santuário foi construído contra a parede do desfiladeiro como forma de protecção da chuva, neve e sol.

fonte: Sábado

Veículo chinês de exploração da Lua tem problema mecânico


Já está a ser programada a reparação do veículo designado "Coelho de Jade".

O veículo teleguiado chinês de exploração da Lua, designado "Coelho de Jade", registou um problema mecânico, informou este sábado a agência oficial Xinhua.

Este problema deveu-se ao "ambiente complicado da superfície da Lua", refere a agência, que cita a Administração Estatal para a Ciência, Tecnologia e Indústria da Defesa Nacional da China.

Os cientistas "organizam uma reparação" do veículo, acrescenta a Xinhua sem fornecer mais detalhes.

A sonda espacial Chang'e-3, que transportou o "Coelho de Jade", ou Yutu em chinês, aterrou na lua a 14 de dezembro do ano passado e o veículo tocou o solo lunar algumas horas depois. Foi a primeira vez que um aparelho fabricado pelo homem pousou na superfície da lua desde uma missão soviética em agosto de 1976.

O objetivo da missão chinesa é examinar a geologia lunar e procurar recursos naturais durante três meses.


Bebé gigante nasce com sete quilos de peso


Andrew media quase 70 centímetros quando nasceu.

Andrew Cervantez nasceu a 16 de Janeiro mas já é conhecido em todos os Estados Unidos devido aos sete quilos de peso com que nasceu, no Desert Valley Hospital, na California. Esta marca impressionante leva o recém-nascido para o top de bebés mais pesados de todo o país.

O parto, de cesariana, teve de ser feito de emergência já que, para além do peso, Andrew media quase 70 centímetros de comprimento. Esta medida corresponde a quase 40% da altura da sua mãe. Vanessa Cervantez revelou a um jornal local que “nem sequer conseguia acreditar” que tinha dado à luz um bebé gigante.

No entanto, Andrew está longe de ser o bebé mais pesado do mundo de que há registo. Em 1879, Anna Bates deu à luz um bebé que pesava 10 quilos, segundo o Guinness World Records. Infelizmente, o recém-nascido acabou por falecer 11 horas depois.


Drone usado para medir níveis de radiação em Fukushima

Fukushima: novo tanque para conter a água contaminada (Lusa)

Um avião não tripulado desenhado para medir com maior precisão os níveis de radiação no solo foi utilizado, pela primeira vez, nas imediações da central nuclear acidentada de Fukushima, no Japão, informou hoje a televisão nipónica NHK.

O drone, dirigido por controlo remoto, partiu da cidade de Namie, a apenas seis quilómetros da central nuclear, e durante cerca de 30 minutos sobrevoou a localidade e enviou em tempo real os níveis de radiação que registava.

O dispositivo foi concebido pela Agência de Energia Atómica do Japão e pela Agência de Exploração Espacial japonesa.

O investigador da Agência de Energia Atómica do Japão responsável pelo projeto, Tatsuo Torii, disse à NHK que o passo seguinte é medir os níveis de radiação nas florestas de Fukushima.


Amigas descobrem ser filhas do mesmo dador de esperma


Emily Nappi e Mikayla Stern-Ellis

Conheceram-se na universidade e nem pensaram muito quando contaram uma à outra que eram filhas de um dador de esperma colombiano. Até brincavam dizendo que havia 25% de possibilidade de serem irmãs, ou que eram irmãs há muito separadas. Afinal... eram mesmo irmãs.

Emily Nappi e Mikayla Stern-Ellis ficaram grandes amigas quando se conheceram na universidade de Tulane, em Nova Orleães. Partilham gostos idênticos e tinham em comum o facto de serem filhas de um dador de esperma.

Não deram importância a essa coincidência, mas a mãe de Mikayla deu.Quando a filha lhe contou tudo sobre a sua nova melhor amiga, a mãe de Mikayla suspeitou que podia existir mais do que uma simples coincidência. Lembrava-se que ao escolher o dador não havia muitos colombianos. Pediu que Emily lhe dissesse o número do dador: era o mesmo de Mikayla.

As raparigas ficaram muito surpreendidas e descobriram ainda que alguns dos gostos que partilham - como o da representação - estavam escritos no perfil do dador.

Ao saber que tinha uma irmã, Mikayla não tem dúvidas em afirmar que escolheu a universidade certa.


NASA intrigada com rocha em forma de donut em Marte


Misteriosa rocha em forma de donut apareceu a 8 de janeiro de 2014, quando não estava no local a 26 de dezembro de 2013Fotografia © Reuters

Os cientistas da NASA estão intrigados com o aparecimento misterioso no solo de Marte de uma rocha com a forma de um donut recheado, que alguns dias antes não estava naquele lugar.

O objeto, pequeno e redondo, aparece numa imagem recolhida no dia 08 de janeiro pela sonda Opportunity, mas não numa imagem do mesmo local recolhida dia 26 de dezembro passado.

"Parece um donut com doce, branco à volta, vermelho no meio", disse Steve Squyres, o principal investigador do programa Mars Exploration Rovers.

O cientista descreveu a cor do centro da rocha como "um vermelho escuro estranho, não um vermelho do tipo marciano", que é um tom mais parecido com ferrugem.

"Olhámos para ela com o nosso microscópio. É claramente uma rocha", disse Squyres aos jornalistas num encontro para assinalar os 10 anos desde que a Opportunity, uma sonda movida a energia solar, aterrou em Marte.

No entanto, é uma rocha diferente de qualquer rocha terrestre.

Squyres disse que os cientistas suspeitam que a pedra terá surgido no local quando o aparelho da NASA fez uma volta em pirueta no solo de Marte, soltando um pedaço de rocha firme que rolou uma pequena distância.

No entanto, os investigadores ainda não encontraram a falha que a pedra solta terá deixado na rocha firme, admitindo que possa estar escondida atrás de um dos painéis solares da Opportunity.

A equipa da NASA pretende agora mover o veículo mais um pouco, para procurar o local exato de onde a pedra terá saído.

Para explicar a estranha cor da rocha, Squyres admitiu que possa tratar-se de uma superfície que não é exposta há muito, muito tempo.

"Parece ter-se virado de pernas para o ar", declarou, acrescentando: "Se for esse o caso, o que estamos a ver é a o interior de uma rocha que não vê a atmosfera marciana talvez há milhares de milhões de anos".

Uma primeira análise realizada com o espetrómetro da Opportunity mostrou uma "composição estranha, diferente de qualquer outra coisa" que os cientistas tenham visto em Marte até agora.

"Ainda estamos a tentar perceber. Estamos a fazer medições agora mesmo. É uma história de descoberta em desenvolvimento", afirmou.

A Opportunity é uma de duas sondas do programa Mars Exploration Rovers. A sua companheira, Spirit, deixou de comunicar com a Terra em 2010.

Ambas duraram muito mais do que os 90 dias que se estimava e fizeram importantes descobertas sobre água em Marte e ambientes que poderão ter suportado vida microbiana num passado distante.

Na superfície de Marte está ainda uma outra sonda da NASA, mais recente e mais robusta, chamada Curiosity, que aterrou no planeta vermelho em 2012.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MISTÉRIO AINDA SEM RESPOSTAS. O RELÓGIO ENCONTRADO EM TUMBA DA DINASTIA MING, DE 400 ANOS!


Uma legião de fanáticos por enigmas históricos já conhece esta terminologia, mas para os que não sabem OOPArt é uma sigla para Out of Place Artifact (Objetos fora de lugar). Trata-se da descoberta de objetos durante escavações arqueológicas, paleontológicas ou mesmo por acaso, que, por suas características, não condizem de forma alguma com o local ou época em que são encontrados.

Esses objetos anacrónicos, que passaram a ser denominados pela sigla OOPArt pelo escritor e biólogo escocês Ivan T. Sanderson (1911-1973), costumam ser considerados por parte das pessoas como uma evidência de um suposto contacto em nosso planeta com civilizações extraterrestres. Um dos possíveis OOPArt é um relógio de metal encontrado na China, em dezembro de 2008, na tumba de Si Qing, da dinastia Ming, de 400 anos de idade. O relógio tem apenas 100 anos e contém a inscrição “Suíça”, um país inexistente durante a dinastia Ming. 

O investigador Jiang Yanyo, antigo curador do Museu de Guanxi, relata a descoberta: “Estávamos escavando e revirando o solo, em volta do caixão, quando um pedaço de pedra caiu no chão e fez um ruído metálico. Recolhemos então um objeto, que, em princípio, parecia ser um anel, mas, depois de limpo, constatamos, boquiabertos, que se tratava de um relógio”. Desde então, para muitos, trata-se de uma prova irrefutável da presença de visitantes extraterrestres no passado de nosso planeta, ou de uma civilização que descobriu como viajar pelo tempo.


Autarquia exige contrapartidas por retirada de fósseis em Porto de Mós


Fósseis, como ouriços-do-mar, foram retirados pelo ICNF por indicação do Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia DR

Instituto de Conservação da Natureza e Florestas retirou os vestígios da praia jurássica encontrados numa antiga pedreira, para um estudo mais aprofundado.

A Junta Freguesia de São Bento, concelho de Porto de Mós (distrito de Leiria), onde foram descobertos vestígios de uma praia jurássica, reclama contrapartidas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que autorizou a retirada de fósseis do local.

"A junta não admite que esvaziem a freguesia do seu património sem que seja criada uma contrapartida válida. Se os fósseis aqui encontrados são importantes e merecem ser estudados e guardados em locais acessíveis aos investigadores, o local de onde são provenientes também deve ser valorizado", lê-se num comunicado emitido pela junta, citado pela Lusa.

Os fósseis foram encontrados há alguns meses numa zona de maciço calcário na antiga Pedreira da Ladeira, naquela freguesia, em pleno Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Perto de 60 fósseis de equinodermes como ouriços-do-mar, estrelas-do-mar e lírios-do-mar, bem como do rasto de ondas e de animais marinhos, que terão cerca de 170 milhões de anos.

O ICNF autorizou a remoção destes fósseis por solicitação do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, justificando a decisão com a necessidade de os salvaguardar da acção humana e meteorológica, dado que podem constituir, do ponto de vista científico, "exemplares-tipo", isto é, exemplares importantes na definição de uma nova espécie ou no "muito melhor" conhecimento das espécies existentes.

Os presidentes da Junta de São Bento e da Câmara de Porto de Mós expressaram "indignação", acusando o instituto de ter agido "à revelia", o que este negou. Desde que a descoberta foi divulgada na comunicação social, o local tem sido visitado por dezenas de pessoas, sobretudo aos fins-de-semana, pelo que os autarcas acreditam que este achado pode ser uma mais-valia para a economia da região.

No comunicado da junta, citado pela Lusa, esta apela a que os locais onde estavam os fósseis sejam "preenchidos por réplicas fiéis aos originais", por "respeito pelo local e pela população". Pede também uma intervenção "para potenciar turisticamente a praia jurássica". A junta sugere, ainda, a melhoria das vias de comunicação e a instalação de sinalética, a criação de circuitos de observação dos fósseis no interior da antiga pedreira e a instalação de painéis explicativos.

Apesar de estar indignada pela forma como decorreu a retirada dos fósseis, a junta de freguesia compreende que os vestígios paleontológicos "merecem o estudo de vários especialistas" e admite mesmo que, "para o estudo ser acreditado, seja necessário recolher os fósseis do local de origem". Contudo, o executivo realça não ser "fácil explicar à população" esta situação, que se agrava porque o "local foi esventrado, deixando um vazio para os observadores e um cenário de destruição", acrescentando temer que "possa contribuir para o aparecimento de comportamentos" que coloquem em risco o património, "nomeadamente através da recolha furtiva de fósseis que ainda permanecem no local".

Esta semana, o ICNF assegurou que "há todo o interesse em que as réplicas destes fósseis fiquem disponíveis e expostas num espaço que a câmara considere adequado para o efeito", considerando "igualmente relevante" a promoção de parceria com a câmara e a junta "visando a requalificação e musealização do local, no âmbito de um projecto de conservação, valorização e divulgação deste património paleontológico".

O presidente da junta, Luís Cordeiro, disse à Lusa que espera "quanto antes" a execução deste projecto, para evitar o eventual risco de se perder património, manifestando o desejo de que esta seja uma "prioridade" do ICNF.

fonte: Público

Descoberta cor da pele de três répteis extintos



Pele da tartaruga-de-couro (esquerda, escala a dez centímetros), escama do mosossauro (centro, escala de dez milímetros) e cauda do ictiossauro (direita, escala de cinco centímetros)
BO PAGH SCHULTZ (ESQUERDA), JOHAN LINDGREN (CENTRO) E JOHAN A. GREN (DIREITA)


Ilustração com os três animais extintos: tartaruga-de-couro em cima, ictiossauro no centro e mosossauro em baixo
STEFAN SØLBERG

Viviam nos oceanos e eram negros ou pelo menos muito escuros, pigmentos serviam para se aquecerem como faz hoje a tartaruga-de-couro.

Um dos aspectos deixados à imaginação de quem estuda as espécies que se extinguiram é a cor da pele. Os ossos permitem aos paleontólogos recriar a forma do corpo de mamíferos, dinossauros e outros animais que já caminharam (ou nadaram) na Terra, mas a conservação de restos de penas ou de pele nestes fósseis é muito mais rara. Por isso, muitas vezes não se tem nenhuma ideia do aspecto visual destes vertebrados.

Agora, a análise dos pigmentos de três répteis marinhos extintos há muitos milhões de anos permitiu descobrir melanina em fósseis daquelas espécies. A análise mostrou à equipa que estes animais eram escuros como a tartaruga-de-couro que hoje nada nos oceanos, conclui um artigo na revista Nature publicado online nesta quarta-feira.

“Estes animais eram pretos ou eram muitos escuros”, diz Johan Lindgren, biólogo da Universidade de Lund, na Suécia e um dos autores do artigo, que foi entrevistado num podcast para a revista Nature.

A equipa analisou pele de fósseis de três répteis de linhagens distintas e que viveram em momentos diferentes na história da Terra: uma tartaruga-de-couro de um género extinto de há 55 milhões de anos, no Eocénico; um mosossauro, um réptil marinho com aspecto de serpente e dentes afiados de há 86 milhões de anos, no Cretácico; e um ictiossauro, outro réptil marinho que nadou nos oceanos do Jurássico, entre há 196 e 190 milhões de anos, e tinha um aspecto de um golfinho.

Estes répteis, apesar de terem existido em alturas diferentes da história geológica da Terra, viveram por todos os oceanos nas várias latitudes terrestres. Tal como a pele dos répteis de hoje, ou dos humanos, estes animais extintos também teriam pigmentos na sua pele.

Os humanos, por exemplo, têm melanina na pele, nos olhos e noutros tecidos do cérebro. Na pele, a melanina é produzida numas células especializadas chamadas “melanócitos”. Nestas células, existem melanossomas, organelos competentes na produção destes pigmentos. É a actividade dos melanossomas, estimulados pela luz solar, que nos permite ficar bronzeados no Verão, quando mais nos expomos ao Sol.

A equipa analisou, através de técnicas avançadas de microscopia e espectrometria, estruturas celulares que se pareciam com melanossomas. Durante muito tempo, havia um mistério acerca daquelas estruturas encontradas nos fósseis: não se sabia se eram de facto melanossomas ou bactérias, que são bastante mais pequenas do que as células dos animais.

Mas uma técnica avançada de espectrometria permitiu ter uma leitura do espectro dos pigmentos nestes fósseis. Os cientistas verificaram que estes espectros eram iguais ao espectro da eumelanina, um dos três tipos básicos da melanina. “Analisámos os conteúdos químicos destes pequenos organelos e tinham todos eumelanina”, refere Johan Lindgren.

A equipa defende que a cor destes três répteis é parecida com a cor escura da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), que existe por todos os oceanos da Terra, em todas as latitudes. Esta tartaruga já foi vista várias vezes a nadar à tona da água, quando o Sol está no pico. “Elas usam esta cor escura para aumentar o rácio de absorção da luz do Sol e também para elevar a temperatura do corpo. [Os animais extintos] também estavam espalhados pelos [oceanos] de toda a Terra, é presumível que eles fizessem o mesmo”, explica o cientista.

Para a equipa, este é um exemplo de evolução convergente que aconteceu em diferentes linhagens de répteis que, durante a evolução, passaram da terra para o mar, lê-se no artigo: “Os nossos resultados sugerem que a coloração escura de répteis marinhos extintos pode ser comum, assim como é nos amniotas [grupo que inclui os répteis, as aves e os mamíferos] que estão vivos. Uma convergência destas reflecte a importância evolutiva que a melanina teve, depois de cada uma destas antigas linhagens de répteis ter voltado ao mar.”

fonte: Público

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