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quinta-feira, 12 de março de 2020

Coronavírus com inserções genéticas do HIV.!


Poderá o Coronavírus (Covid-19) ter sido criado em Laboratório?

Vamos por partes:

No Passado, a CIA fabricou armas biológicas, infectando mosquitos, aranhas e outros insectos para espalhar doenças.

Um dos autores que revelou isso no livro "Democracia e Secretismo" foi Oswald leWinter.

Mais pistas:

Segundo um especialista em guerra biológica de Israel, Dany Shoham, e publicado no “The Washington Times”, ele acredita que o coronavírus seria uma arma biológica criada num laboratório do Canadá e roubada por Chineses para usar como arma biológica, a revista "Great Game India" também publicou um artigo sobre isso.

No ano passado, um carregamento misterioso foi apanhado contendo coronavírus do Canadá. Foi atribuída a agentes chineses que trabalhavam num laboratório Canadense. A investigação da revista “Great Game India” (de geopolítica e notícias) vinculou os agentes ao Programa de guerra biológica da China, segundo informações compiladas pelo site “Zero Hedge”.

De acordo com a investigação da revista indiana, o cientista chinês Xiangguo Qiu, do Instituto de Biologia Celular e do Departamento de Pediatria e Saúde Infantil da Universidade de Manitoba, no Canadá, fez pelo menos cinco viagens durante o ano lectivo de 2017-18 para o Laboratório Nacional de Bio segurança de Wuhan, da Academia Chinesa de Ciências.

Links:

Começam a surgir evidências que o coronavírus foi manipulado geneticamente e inseridos códigos semelhantes ao vírus HIV:


O estudo foi realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia Indiano, Acharya Narendra Dev College e Universidade de Delhi e foi publicado sob o título "Uncanny similarity of new inserts in the 2019-nCoV spike protein to HIV-1 gp120 and Gag".

O estudo encontrou 4 novas inserções do tipo HIV no Coronavírus, ausentes noutros tipos de Coronavírus. Esta descoberta, segundo o estudo, é "improvável de ser fortuita por natureza", o que significa que não é um fenómeno que ocorre naturalmente e num curto espaço de tempo.

Actualmente, estamos testemunhando uma grande epidemia causada pelo novo coronavírus de 2019 (Covid-19). A evolução do Covid-19 permanece ilusória. Encontramos 4 inserções na glicoproteína spike (S) que são exclusivas do Covid-19 e não estão presentes noutros coronavírus. É importante ressaltar que os resíduos de aminoácidos em todas as 4 inserções têm identidade ou semelhança com os da gp120 do HIV-1 ou da gag do HIV-1.

Tenho três fontes de informação diferentes com esta pesquisa:


Curiosamente a China começou a utilizar medicamentos que tratam HIV, para tentar tratar os infectados com Coronavírus (provavelmente porque a genética do vírus manipulado com inserções de HIV o torna compatível).

Não foram apenas cientistas Indianos a pesquisar isso:

Conforme reportado pelo Dr. James Lyons-Weiler, fundador do Institute for Pure and Applied Knowledge (Pensilvânia) e autor de 57 publicações revisadas por pares, uma análise da sequência genética do coronavírus encontra uma sequência peculiar chamada “pShuttle-SN”. Essa sequência é o remanescente de uma sequência de engenharia genética usada para inserir genes em vírus e bactérias. Ele fornece uma prova irrefutável de "código aberto" de que o coronavírus que agora circula na natureza foi projectado em laboratório. Todo o laboratório que possui a sequência genética pode ver isso por si próprio. É bem claro, e é por isso que descrevemos essa revelação como "código aberto".

O dr. Francis Boyle numa entrevista ao Geopolitics and Empire disse que este vírus é certamente uma arma biológica, com taxa de mortalidade 15% mais letal que SARS e propagação 85% mais forte.


O portal Biorxiv.org também publicou um artigo sobre isso. Provavelmente será editado ou eliminado em breve!


A censura já começou e vários sites de Notícias e redes sociais como o Twitter começaram a banir sites de conspiração que revelam estes detalhes, alegando o de costume "são Fake news" vamos censurar.

A Inquisição virtual que eu tanto apregoava, chegou. A morte lenta da informação livre.

Faça download do meu documento PDF com este texto, fontes de informação, partilhe com o máximo de pessoas possível.


E mais uma vez o INWO/ Illuminati New world Order game acertou:



terça-feira, 5 de março de 2019

Fez-se história. Curado o segundo paciente com VIH 12 anos depois

Resultado de imagem para sida

Apenas pela segunda vez desde o início da epidemia global, um paciente foi curado da infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), na origem da sida.

A notícia, avançada pelo "The New York Times" à primeira hora desta terça-feira, chega quase 12 anos depois de um primeiro doente ter sido curado do vírus, um feito que há muito a comunidade científica tentava replicar.

O sucesso confirma que a cura para o VIH é possível, apesar de difícil, disseram os investigadores, que estão a descrever o caso como uma remissão a longo prazo.

Ao jornal norte-americano, através de um e-mail, o doente, identificado apenas como "o paciente de Londres", disse sentir-se "responsável por ajudar os médicos a entender como é que a cura aconteceu, para que possam desenvolver a ciência". "Nunca pensei que haveria uma cura para a sida enquanto eu fosse vivo", acrescentou.

Diagnosticado com o VIH em 2003, começou a tomar medicação para controlar a infeção em 2012, ano em desenvolveu linfoma de Hodgkin. Em 2016, concordou em ser submetido a um transplante de células estaminais para tratar o cancro.

Os médicos assistentes conseguiram encontrar um doador com a mutação genética que confere resistência natural ao VIH. Cerca de 1% dos descendentes de pessoas do Norte da Europa herdaram a mutação dos dois pais e são imunes à maioria do VIH.

Foi um "evento improvável", afirmou o investigador principal Ravindra Gupta da University College de Londres. "É por isso que isto não tem sido observado com mais frequência".

O transplante mudou o sistema imunitário do "paciente de Londres", que voluntariamente deixou de tomar a medicação contra o VIH, para ver se o vírus reaparecia.

Habitualmente, os doentes com VIH têm de tomar medicação diária para controlar o vírus, que ressurge, normalmente em duas ou três semanas, quando essa medicação é suspensa.

O "paciente de Londres" está há 18 meses sem tomar medicação e sem vestígios do VIH.

Em ambos os casos - neste mais recente e no de há 12 anos -, as curas resultaram de transplantes de medula óssea que eram destinados, não a tratar as infeções em causa, mas a tratar cancro diagnosticado nos pacientes.

Mas, salvaguarda o "The New York Times", é improvável que o transplante de medula óssea - arriscado e com efeitos severos que podem durar anos - seja uma opção de tratamento realista num futuro próximo, em que vão estar disponíveis medicamentos poderosos para controlar o VIH.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Bebés geneticamente modificados por cientista chinês podem ter “super-poderes” mentais


Investigadores familiarizados com as mudanças genéticas que o cientista He Jiankui fez nas gémeas Lulu e Nana afirmaram que a manipulação específica realizada pode dar “super-poderes” aos cérebros dos bebés.

Um cientista chinês afirmou que ajudou a criar os primeiros bebés geneticamente manipulados do mundo, gémeas cujo ADN He Jiankui disse ter alterado com tecnologia capaz de reescrever o mapa da vida.

A revelação foi feita pelo próprio em Hong Kong a um dos organizadores de uma conferência internacional sobre manipulação de genes e, anteriormente, em entrevistas exclusivas à agência de notícias Associated Press (AP).

Na época, o cientita disse que o objetivo da alteração era imunizar as gémeas contra o vírus HIV. De facto, o gene modificado, chamado de CCR5, está ligado à suscetibilidade ao HIV, mas um artigo publicado na revista científica Cell mostra que também está ligado ao aumento da cognição cerebral em estudos com ratos.

O gene ainda pode facilitar a recuperação de um ser humano após um derrame cerebral e estar correlacionado com o sucesso académico.

Não há evidências diretas de que He Jiankui pretendia fazer alguma coisa aos cérebros das gémeas. No congresso, o chinês insistiu que essa não era a sua intenção, apesar de admitir que estava ciente das investigações sobre os efeitos da desativação do CCR5 no cérebro animal e humano.

Apesar disso, os dois primeiros seres humanos com cognição e memória geneticamente melhoradas já podem ter nascido.

“A resposta é provavelmente sim, a alteração afetou os cérebros”, disse Alcino Silva, neurocientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles. “A interpretação mais simples é que essas mutações provavelmente terão um impacto na função cognitiva das gémeas”.

Silva argumenta que He não deveria ter conduzido o estudo, porque não há como prever o efeito que isto terá nas vidas de Lulu e Nana. O trabalho com animais demonstra que seria concebível aumentar o QI médio da população no futuro, mas ratos não são pessoas – não se sabe quais serão as consequências.

Silva co-escreveu o primeiro estudo publicado ligando o CCR5 à cognição em 2016, mostrando que ratos sem o gene exibiam uma memória significativamente melhorada, entre 140 outras modificações genéticas.

O neurocientista também observou o rápido progresso em testes clínicos com pacientes de derrame e com declínio cognitivo relacionado ao HIV. Mas “há uma grande diferença entre tentar corrigir os défices em tais pacientes e tentar criar melhorias”, argumenta.

O cientista chinês não era visto desde a conferência sobre genética em Hong Kong, onde apresentou as primeiras explicações públicas sobre a sua investigação, depois de ter revelado num vídeo no YouTube que tinha criado os dois primeiros bebés geneticamente modificados.

Jiankui revelou como deu origem a duas gémeas resistentes ao VIH, desativando um gene que codifica uma proteína que permite que o vírus entre nas células, salientando que se encontram num estado “normal e saudável”.

Na mesma conferência, também acrescentou que há um terceiro bebé que pode nascer igualmente alvo de embriões geneticamente modificados.

O anúncio de Jiankui originou grande polémica em todo o mundo, e já há quem lhe chame o “Frankenstein chinês”. Tem sido arduamente criticado pela comunidade científica que considera que ele passou uma barreira ética inaceitável.

Depois de ter recebido milhões de euros de fundos públicos chineses para investigação, o jovem cientista parece ter-se tornado persona non grata, estando a ser investigado pela Universidade onde trabalha e pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia da China.

fonte: ZAP

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

"UM LOBO COM PELE DE CORDEIRO". FALSO MÉDICO INJETAVA VÍRUS DA SIDA NA POPULAÇÃO NEGRA DURANTE O APARTHEID


Uma unidade paramilitar sul-africana que operou durante o “apartheid” foi concebida para infetar com Sida a população negra do país e em Moçambique, segundo um documentário cujo teor foi divulgado pelo jornal britânico Independent.

Antigos elementos do grupo terão atuado a mando de Keith Maxwell, o excêntrico líder do sombrio Instituto Sul-Africano de Investigação Marítima, que defendia um país de maioria branca, onde “os excessos dos anos 60,70 e 80 não teriam lugar no mundo pós-sida”.

O líder do grupo é acusado de se ter apresentado como um médico filantropo para dar falsas injeções aos cidadãos sul-africanos negros. “Uma sombria unidade paramilitar da era 'apartheid' foi planeada para infetar a população negra”, escreve hoje o jornal, a propósito do documentário intitulado “Cold Case Hammarskjold”.

Um ex-elemento do instituto (SAIMR, na sigla em inglês) disse que o grupo “espalhou o vírus” a mando de Maxwell. Falando aos autores daquele documentário, o ex-oficial dos serviços secretos do instituto Alexandre Jones disse que Maxwell, que tinha poucas qualificações médicas, se estabeleceu como médico tratando negros pobres sul-africanos.

fonte: Lifestyle

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Cientista chinês diz ter criado primeiros bebés geneticamente modificados


Imagem retirada do vídeo publicado no Youtube pela AP  © DR

Cientista da SUSTech, uma universidade chinesa, anuncia ter feito alteração genética em embriões para os dotar de resistência à infeção pelo vírus HIV, uma característica que raramente acontece naturalmente.

A novidade, avançada em exclusivo pela agência de notícias AP, ainda não foi verificada por investigadores externos. No entanto já está a gerar muita polémica: He Jiankui, cientista da Southern University of Science and Technology (SUSTech), da China, acaba de anunciar a primeira "edição" genética de seres humanos levada a cabo com sucesso. Em causa estão duas gémeas cujo ADN terá sido manipulado de forma a que estas tivessem resistência inata à infeção pelo vírus HIV, uma mutação genética que se estima ocorrer naturalmente em menos de 1% da população mundial.


A resistência ao HIV deve-se a uma mutação do gene CCR5, que funciona como um co-receptor do vírus. A alteração genética em causa, que foi observada pela primeira vez no norte-americano Stephen Chron, na década de 1990, é conhecida por Delta 32, e traduz-se na eliminação de parte do gene, afetando a sua funcionalidade.

É este processo que Jiankui diz ter replicado em laboratório, recorrendo a uma nova ferramenta chamada CRISPR-cas9. No total, o cientista terá "tratado" os embriões de um total de sete casais, em tratamentos de fertilidade, sendo estas gémeas os primeiros bebés resultantes da experiência.

Em declarações à AP, o investigador assumiu os riscos de ser o primeiro a manipular geneticamente embriões humanos, reconhecendo que se o processo "não for seguro" as pessoas poderão "perder a confiança" nesta tecnologia. "Sinto uma forte responsabilidade, não apenas de fazer os primeiros mas também de os fazer como um exemplo".

Mas as implicações deste procedimento vão muito para além da sua eficácia imediata. Enquanto alguns investigadores defendem este passo, até por se destinar a combater uma doença que continua a ser um grave problema a nível mundial, outros advertem que a tecnologia ainda é demasiado recente para ser utilizada, desconhecendo-se que outras implicações a manipulação deste - ou de outros genes - poderão ter para o futuro dos pacientes e da própria humanidade. Outro receio é que este primeiro passo abra caminho a outras utilizações menos nobres da manipulação genética, como a criação de seres humanos com características melhoradas em relação ao resto da população.

Até agora, a tecnologia CRISPR-cas9 só tinha sido usada em indivíduos adultos, como uma ferramenta experimental para combater doenças terminais e incapacitantes.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Genoma do porco modificado para eliminar vírus

Espera-se que os porcos sejam um dia uma fonte de órgãos para transplantes

Espera-se que os porcos sejam um dia uma fonte de órgãos para transplantes OLEG POV/REUTERS

Nova técnica de edição genética usada para alterar ADN dos animais, tornando-os livres de uma família de vírus. Objectivo é que um dia os órgãos destes animais sejam usados para transplantes em seres humanos.

Cientistas usaram uma técnica de edição genética para eliminar vírus em porcos vivos, um passo considerado importante para o transplante de órgãos de suínos compatíveis em humanos, segundo um estudo publicado na edição desta semana da revista Science.

Ao utilizar a técnica CRISPR/Cas9, uma equipa internacional de investigadores editou o ADN do porco para desactivar genes de uma família de retrovírus – a dos retrovírus endógenos porcinos, que podem ser transmitidos de células de suínos para células humanas quando cultivadas juntas, refere um comunicado de imprensa sobre a investigação.

O facto de células humanas infectadas transmitirem o vírus do porco a células saudáveis levou os cientistas a pensarem na necessidade de eliminar os retrovírus caso o transplante de um órgão ou tecido de porco seja feito em pessoas.

Os retrovírus, como os endógenos porcinos e o vírus da sida (VIH), têm no seu genoma apenas moléculas de ARN, e não ADN, como acontece com o vírus da hepatite B por exemplo. Tanto o ADN (ácido desoxirribonucleico) como o ARN (ácido ribonucleico), que se encontram nas células, são responsáveis pela transmissão de características hereditárias.

No estudo, investigadores da China e dos Estados Unidos mapearam e caracterizaram os retrovírus endógenos porcinos presentes no genoma de células de fibroblastos de porco. O grupo conseguiu fazer crescer células de porco viáveis sem os retrovírus, ao adicionar fazer uma série de correcções no ADN.

Quando os cientistas implantaram em porcas embriões “limpos” dos genes dos retrovírus, descobriram que as crias que nasceram não apresentavam sinais de retrovírus, tendo algumas delas sobrevivido até quatro meses após o nascimento.

fonte: Público

domingo, 7 de maio de 2017

HIV é eliminado do corpo de animais vivos pela primeira vez

HIV: o vírus cria reservas no organismo das pessoas infectadas, o que dificulta sua eliminação completa

HIV: o vírus cria reservas no organismo das pessoas infectadas, o que dificulta sua eliminação completa (Thinkstock/VEJA)

Os pesquisadores americanos, donos da descoberta, esperam conseguir realizar testes em humanos até 2020.

Ao que tudo indica, pesquisadores americanos deram um grande passo rumo à cura para o HIV: a eliminação do vírus em animais vivos.

De acordo com informações da Temple University, Filadélfia, Estados Unidos, um estudo realizado pelos cientistas da Lewis Katz School of Medicine (LKSOM, que faz parte da Instituição) em parceria com a Universidade de Pittsburgh, conseguiu eliminar totalmente o vírus de camundongos que haviam recebido células humanas infectadas com HIV.

“A equipe é a primeira a demonstrar que a replicação do HIV-1 pode ser completamente suprimida e o vírus é eliminado de células infectadas em animais com uma poderosa tecnologia de edição de genes conhecida como CRISPR/ Cas9”, segundo informações do site.

O trabalho foi coordenado por Wenhui Hu, MD, PhD e atualmente professor associado no Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia da LKSOM; Kamel Khalili, Ph.D., Laura H. Carnell professora e presidente do Departamento de Neurociências, diretora do Centro de Neurovirologia e diretora do Centro Compreensivo de NeuroAIDS da LKSOM; e por Won-Bin Young, PhD.

Um estudo anterior de prova de conceito publicado em 2016, no qual eles usaram modelos transgénicos de ratos e camundongos com ADN de HIV-1 incorporados no genoma de todos os tecidos dos corpos dos animais, teria sido usado como base da nova descoberta. Eles demonstraram que a sua estratégia poderia eliminar os fragmentos alvo do HIV-1 do genoma na maioria dos tecidos dos animais estudados.

“Nosso novo estudo é mais abrangente. Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes. Nós também mostramos que a estratégia é eficaz em dois modelos outros dois tipos de roedores, um representando infecção aguda em células de rato e o outro representando infecção cronica ou latente em células humanas”, disse Dr. Hu.

Os cientistas dizem que o próximo passo seria repetir os testes em primatas, animal mais adequado para este estudo, já que neles a infecção pelo HIV induz à doença, a fim de demonstrar ainda mais a eliminação do ADN do HIV-1 em células T latentemente infectadas e outros locais de incubação para o HIV-1, Incluindo células cerebrais.

“Nosso objetivo final é um ensaio clínico em pacientes humanos”, acrescentou Kamel Khalili.

fonte: Veja

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Ténia com células cancerosas contagia homem com cancro


A transmissão de células cancerosas de um parasita para um humano foi uma susrpresa para os investigadores. Admite-se que este caso mortal não seja único

"Sem precedentes" foi o comentário dos investigadores que publicaram no New England Journal of Medicine o resultado de um estudo científico que se debruçou sobre o caso de um homem que morreu de cancro, depois de ter sido contaminado por uma ténia, a Hymenolepis nana (na imagem abaixo).


O homem, que foi vítima deste caso raro de transmissão de cancro por parasita, era um colombiano de 41 anos infectado com VIH. Os tumores nos pulmões e gânglios linfáticos foram-lhe diagnosticado em 2013, pouco tempo antes de lhe causarem a morte.

Ao analisarem os tecidos dos tumores, os médicos identificaram células cujas características confirmavam tratar-se de cancro, mas com um tamanho 10 vezes menor do que as células cancerosas humanas. Após uma sequência de testes, os investigadores chegaram à conclusão que se tratava do ADN de uma ténia anã.

Foi esse parasita que, depois de se alojar no intestino delgado do homem, acabou por contagiá-lo com cancro e desenvolver os tumores malignos. Surpreendidos com a descoberta, os cientistas temem que haja outros casos semelhantes no resto do mundo, sobretudo entre as pessoas infectadas com VIH, cujo sistema imunitário se encontra vulnerável.

A ténia anã, também conhecido por bicha solitária, é o parasita mais comum nos humanos. Estima-se que haja 75 milhões de portadores em todo o mundo, havendo zonas, sobretudo nos países menos desenvolvidos, em que o total de crianças afectadas é de 25%.

fonte: Sábado

terça-feira, 21 de julho de 2015

Jovem francesa em remissão do VIH após 12 anos sem medicação


Caso inédito foi apresentado esta segunda-feira na 8.ª Conferência sobre a Patogénese do HIV, no Canadá.

Uma jovem francesa de 18 anos infetada desde a gestação com o vírus da imunodeficiência humana (VIH) passou os últimos 12 anos sem medicação e não apresenta agora quaisquer sinais de infeção. O caso foi apresentado esta segunda-feira na 8.ª Conferência sobre a Patogénese do VIH, em Vancouver, no Canadá, por espanhol Asier Sáez-Cirión, investigador no Instituto Pasteur.

O cientista apresentou os detalhes do caso - inédito - da jovem no encontro anual promovido pela Sociedade Internacional da Sida, embora os especialistas continuem a dizer que são necessários estudos para determinar por que razões o controlo do vírus pode ocorrer após a cessação do tratamento.

À jovem, que contraiu VIH ainda durante a gestação, na barriga da mãe, foram administrados quatro anti-retrovirais apenas com três meses, mas a família decidiu interromper a medicação quando tinha quase seis anos. Agora, o especialista Sáez-Cirión admite ser "possível conseguir a remissão do VIH a longo prazo numa criança infetada durante o período pré-natal após interromper o tratamento antirretroviral quando este tenha começado nos primeiros meses de vida", mas alerta que a remissão "não pode ser comparada à cura".

"A jovem continua infetada e é impossível prever como sua saúde oscilará com o tempo. Porém, este caso constitui um forte argumento adicional a favor do início de tratamentos antiretrovirais o mais cedo possível, após o nascimento de bebés de mães seropositivas", observou.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Desenvolvida vacina que pode neutralizar o vírus da Sida

Desenvolvida vacina que pode neutralizar o vírus da Sida

Um grupo de cientistas desenvolveu uma vacina experimental que pode gerar em ratos os anticorpos necessários para neutralizar o vírus do VIH, que provoca a Sida.

Nos últimos anos, os cientistas conseguiram perceber que um pequeno grupo de pessoas que vive com VIH desenvolve anticorpos que neutralizam amplamente o vírus.

As conclusões foram publicadas em três estudos divulgados quinta-feira nas revistas especializadas Cell e Science.

Os estudos foram realizados por cientistas de dois centros norte-americanos, o Instituto de Investigação Scripps e da Universidade Rockefeller, e pela Iniciativa Internacional da Vacina da Sida.

A descoberta pode fornecer informação crucial para se chegar a uma vacina eficaz contra a Sida, referem no estudo os autores.

A natureza mutante do vírus VIH, assim que entra no corpo, tem sido uma frustração para os investigadores, que têm feito um enorme esforço para compreender o comportamento do vírus.

Nos últimos anos, os cientistas conseguiram perceber que um pequeno grupo de pessoas que vive com VIH desenvolve anticorpos que neutralizam amplamente o vírus.

Os investigadores que publicaram o estudo conseguiram demonstrar que é possível gerar aqueles anticorpos em ratos através de uma sucessão de vacinas.

fonte: Sol

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nova vacina reforça sistema imunitário para portadores de VIH


Fotografia © EPA/JEAN-CHRISTOPHE BOTT

Investigadores foram capazes de produzir uma resposta imune para evitar a progressão da doença.

Uma vacina que contém uma proteína necessária para a replicação do VIH pode reforçar o sistema imunitário dos infetados com o vírus, refere uma investigação publicada pela revista "Retrovirology".

O reforço do sistema imunitário dos pacientes pode ter como resultado um aumento da eficácia dos fármacos antirretrovirais, assinala o estudo.

Quando uma pessoa é diagnosticada com o VIH é submetida a uma terapia denominada HAART, na sua sigla inglesa, à base de medicamentos antirretrovirais que podem conseguir que o vírus deixe de se reproduzir quase completamente.

Os especialistas sabem que o vírus pode manter a reprodução a níveis baixos e acumular-se de forma latente nos chamados "reservatórios" que se localizam por todo o corpo, podendo causar complicações e até a morte por doenças não relacionadas com a Sida.

Na fase inicial da infeção por VIH é produzida uma proteína vírica denominada "Tat" que tem um papel fundamental na replicação do vírus e a progressão da doença ao debilitar o sistema imunitário do doente.

Desenhando uma vacina que incorpora uma pequena quantidade da proteína "Tat", os investigadores foram capazes de produzir uma resposta imune para evitar a progressão da doença.

"Pela primeira vez provámos que a terapia antirretroviral pode ser intensificada com uma vacina", indicou a responsável da equipa de investigadores, Barbara Ensoli, do Instituto Superior Saúde de Roma.

O ensaio clínico foi realizado em 168 pacientes com VIH que receberam a vacina com diferentes concentrações de "Tat" durante períodos de três a cinco meses e que foram combinadas com o tratamento HAART.

Os investigadores perceberam um reforço do sistema imunitário e vão agora realizar um novo estudo de confirmação das conclusões, mas defendem que os resultados são prometedores para o tratamento do VIH no futuro.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Nova vacina contra o HIV/Sida em macacos com eficácia de 83%


Uma nova vacina contra o HIV/Sida em macacos desenvolvida nos Estados Unidos demonstrou uma eficácia de 83%, revela um estudo publicado na revista Nature e realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

De acordo com o jornal espanhol Público, que cita o estudo, trata-se de uma imunização combinada composta por vários antigénios.

O objectivo da investigação era provar a sua capacidade em neutralizar uma variante do vírus da imunodeficiência símia altamente letal.

O tratamento impediu o contágio com uma taxa de sucesso entre os 80 e os 83%. Além disso, nos animais infectados, a vacina reduziu “significativamente” a quantidade de vírus no sangue, informou o Instituto.

“O estudo permitiu-nos pôr à prova a efectividade das várias imunizações combinadas e ajudará a seleccionar os melhores candidatos para serem testados em ensaios clínicos”, explicou Dan Barouch, co-autor do estudo e investigador em Harvard.

Por seu turno, os Institutos Nacionais de Saúde já anunciaram que “há planos em marcha” para testar em doentes uma versão humana da vacina.

Com este estudo, os EUA tentam revitalizar os seus esforços para o fabrico de uma vacina para a versão humana da doença.

fonte: Os Bichos

domingo, 25 de dezembro de 2011

As 10 maiores descobertas científicas do ano


E a vencedora é... a descoberta que os medicamentos utilizados para tratar doentes infectados com o vírus da sida também funcionam como prevenção para a transmissão da doença.

Foi este o avanço científico mais importante do ano, para a revista especializada Science. Em Maio, um teste clínico do HIV Prevention Trials Network concluiu que a toma de medicamentos retrovirais utilizados para combater o HIV reduzia a transmissão do vírus em 96% nas relações heterossexuais.

A descoberta irá modificar a forma como são planeados os tratamentos da doença, escreve a Science.

A revista nomeou ainda mais nove 'menções honrosas' (que pode ver AQUI):

- A sonda japonesa Hayabusa, que trouxe dados capazes de explicar a fonte da maioria dos meteoritos que atingem a Terra;

- O cruzamento de espécies durante a evolução do Homem - estudos de ADN demonstram que os primeiros hominídeos se cruzaram e tiveram descendência com outras espécies;

- A estrutura da 'photosystem II', uma proteína essencial à fotosíntese das plantas;

- Gás do Big-Bang - núvens de hidrogénio que são surpreendentemente 'restos' da criação do universo;

- A vida dentro de nós - os cientistas descobriram que as comunidades de seres microscópicos que vivem no nosso corpo se dividem em três tipos;

- A vacina contra a malária, aparentemente, pode ter sido descoberta este ano. Pelo menos é o que indicam os primeiros testes a um composto chamado RTS,S;

- Os exoplanetas. Já foram descobertas centenas de planetas fora do nosso sistema solar, tantos e tão diferentes que está a obrigar a repensar na forma da formação destes corpos celestes.

- Zeólitos 'fabricados' - a capacidade de criar artificialmente as estruturas porosas destes minerais permite criar membranas mais finas e baratas;

- Células senescentes, ou seja, que se deixam de dividir e envelhecem: este ano percebeu-se melhor como este processo leva ao envelhecimento, o que pode ajudar a compreender porque o nosso corpo envelhece - e, possivelmente, como poderemos tentar evitá-lo.

O vídeo da Science sobre estas descobertas pode ser visto AQUI.

fonte: DN

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Número de pessoas com SIDA é o maior de sempre


Já são 34 milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com HIV. Este número - presente num relatório das Nações Unidas - refere-se a 2010 e sabe-se devido a um maior acesso aos tratamentos, o que ajudou a reduzir o número de mortos.

O número de pessoas com HIV atingiu o recorde de 34 milhões em todo o mundo, apontou hoje as Nações Unidas. Apesar de a epidemia estar a aumentar, há menos mortes.

"O número de pessoas que vivem com HIV (vírus da SIDA) nunca foi tão grande, principalmente devido a um melhor acesso aos tratamentos", indicaram os especialistas da ONU num relatório.

Comparando com 2009, o número de pessoas infectadas com HIV aumentou em 3,3 %, e o número de novos casos de infecção manteve-se estável em 2,7 milhões embora a tendência é sobre o declínio, de acordo com um porta-voz das Nações Unidas para a SIDA.

Pelo contrário, o número de mortes relaccionadas com a SIDA diminuiu para 1,8 milhões (5,3 % ), porque o estado actual da investigação permite salvar mais pacientes.

fonte: DN

sábado, 5 de novembro de 2011

Sangue sintético pode ser criado antes de 2015


Uma equipa de investigadores da Universidade de Edimburgo, Escócia, está a trabalhar num material similar aos glóbulos vermelhos. O sangue sintético pode começar a correr em algumas veias antes de 2015.

Os investigadores escoceses têm feito experiências com células estaminais retiradas da medula óssea de dadores saudáveis, com o objetivo de criar uma alternativa artificial aos glóbulos vermelhos.

A investigação contempla ainda o desenvolvimento de uma versão artificial da proteína que transporta o oxigénio no sangue (a hemoglobina).

De acordo com a versão britânica da Wired, os investigadores estão a concentrar esforços na produção de sangue sintético do tipo O-negativo, por ser compatível com 98% da humanidade.

Os mentores do projeto acreditam que os primeiros ensaios com humanos poderão ser feitos ainda antes de 2015, mas lembram que o sangue sintético apenas deverá ser usado em situações em que há escassez de "sangue natural".

Os mesmos investigadores acreditam que, na próxima década, o sangue artificial possa vulgarizar-se nos hospitais e clínicas.

Apesar de não poder substituir na totalidade o "sangue natural", o sangue sintético tem a vantagem de não servir de veículo transmissor de doenças como o HIV ou a hepatite.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Gatos fluorescentes podem dar pistas para o combate à sida


Os gatos emitem fluorescência verde

Já se tinham visto ratinhos fluorescentes, porcos fluorescentes e até coelhos florescentes. À lista, os cientistas juntaram agora gatos geneticamente modificados, que também brilham com uma luz fluorescente, desta vez para estudar uma doença semelhante à sida.

O FIV (sigla em inglês para Vírus de Imunodeficiência Felina) está para os gatos como o HIV está para os humanos. É um vírus que mina o sistema imunitário dos felinos e que os torna susceptíveis a fungos, bactérias ou outros vírus. Os humanos e os macacos – que sofrem de uma doença semelhante – não contraem este vírus dos gatos (assim como os gatos não contraem o HIV, por exemplo) provavelmente devido à TRIMCyp, uma proteína que se pensa que reconhece a capa do FIV e ordena o sistema imunitário matar o vírus.

Os cientistas decidiram inserir nos gatos este gene para tentar obter o mesmo tipo de protecção no felino. Mas em conjunto com este gene, inseriram outro pedaço de ADN que codifica uma proteína que emite fluorescência.

“Fizemo-lo para encontrar mais facilmente as células quando as observamos ao microscópio ou quando projectamos uma luz no animal”, disse citado pela BBC News Eric Poeschla, da Clínica Mayo, em Rochester, nos Estados Unidos. O cientista é um dos responsáveis pelo estudo e um dos autores do artigo da Nature Methods, que juntou investigadores norte-americanos e japoneses.

A utilização da GFP (a sigla inglesa para a Proteína Fluorescente Verde) é comum na ciência, mas nunca tinha sido aplicada a um carnívoro. Baseia-se na inserção do gene da GFP numa célula fecundada de um animal – neste caso de um gato – juntamente com o gene da proteína que se quer estudar. 

Se tudo correr bem, quando uma célula do organismo geneticamente modificado produz a nova proteína, também produz a GFP. E aos cientistas, basta submeter as células a um certo tipo de luz para ver a fluorescência e confirmar que se está a dar a produção da proteína que se quer estudar.

No caso dos gatos, a inserção dos genes nas células fecundas foi feita com um vírus e a técnica foi um sucesso. Quase toda a descendência dos gatos onde foram inseridos os genes produzia a proteína contra o FIV, e em todo corpo, como se pode ver na fotografia. Os cientistas tentaram depois infectar com o FIV células sanguíneas destes gatos, mas não tiveram sucesso.

“Isto dá uma capacidade sem precedentes de estudar os efeitos da protecção de um gene num animal vulnerável [devido a uma doença parecida com a sida]”, disse Poeschla à Reuters, sublinhando que só os felinos e os macacos é que sofrem de uma doença semelhante ao dos humanos. 

Ao Guardian os professores Helen Saug e Bruce Whitelaw deixaram um alerta. “Isto tem um valor potencial, mas o uso de gatos geneticamente modificados como modelos para doenças humanas é muito provavelmente limitado e só se justifica se outros modelos não forem adequados”, disseram os investigadores do Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo, onde em 1996 a ovelha Dolly foi clonada.

Mas uma descoberta no combate ao FIV também poderá trazer utilidade terapêutica aos felinos que sofrem com esta doença. A equipa de Poeschla vai agora testar se os gatos geneticamente alterados passaram a ser imunes ao FIV ou se são mais resistentes a desenvolverem a versão felina da sida.

fonte: Público / JN

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Novos anticorpos contra o VIH podem ajudar a produzir vacina


O VCR, um dos primeiros anticorpos contra o VIH descobertos

O mundo está cheio de estirpes do VIH, o vírus da sida, e essa é uma das grandes dificuldades no combate desta epidemia. Para a produção de uma vacina é necessário ter em conta esta diversidade e criar em cada pessoa imunidade contra as estirpes dos quatro cantos do globo. Por isso, a descoberta de 17 novos anticorpos monoclonais contra o VIH feita por uma equipa norte-americana e publicada nesta quarta-feira na edição on-line da revistaNature, é um motivo de esperança.

Estes anticorpos são moléculas que se ligam ao vírus e o assinalam como um alvo, para as células do sistema imunitário o matarem. Existem actualmente terapias de anticorpos monoclonais para várias doenças autoimunes e alguns cancros.

Entre as pessoas infectadas com o VIH há uma percentagem de dez a 30 por cento cujo sistema imunitário desenvolve anticorpos especialmente competentes em detectar o vírus. Numa pequena percentagem desta população, a quantidade de vírus mantém-se muito baixa, e estas pessoas não chegam a desenvolver sida. A doença só é declarada quando um grupo específico de células imunitárias se torna tão reduzido, por serem atacadas pelo vírus VIH, que os doentes ficam susceptíveis a qualquer tipo de doença. Foi assim que morreram 25 milhões de pessoas desde 1981. 

A equipa do Instituto de Tecnologia do Massachusetts que publicou agora a sua descoberta na Nature encontrou estes anticorpos depois de analisar 1800 indivíduos com resistência ao vírus. Muitos dos anticorpos revelaram-se extremamente potentes. Ou seja, em concentrações muito pequenas inibem a actividade do vírus. 

“Estes anticorpos são dez vezes mais eficientes do que outros já isolados”, disse por e-mailao PÚBLICO Katie Doores, uma das investigadoras do estudo. “O que significa que não é necessário provocar tanta produção de anticorpos através da vacinação.”

Isto é importante. “A quantidade de anticorpos que se produz varia com cada pessoa. Se em pequenas concentrações o anticorpo funcionar, então mais probabilidades há da vacina funcionar”, disse ao PÚBLICO Eugénio Teófilo, médico português que trabalha com doentes infectados pelo VIH no Hospital dos Capuchos.

Além disso, muitos dos novos anticorpos identificam várias estirpes do vírus, o que assegura que uma vacina hipotética proteja contra 62 a 89 por cento das estirpes, avança o artigo. 

O passo seguinte, segundo Doores, é tentar produzir uma vacina, ou seja, criar artificialmente as moléculas do vírus que estes 17 anticorpos identificam. Num indivíduo saudável, estas moléculas produziriam uma resposta imunitária — os anticorpos que se colam ao VIH.

Mas Eugénio Teófilo alerta que os anticorpos agora descobertos não andam pelas regiões do corpo que têm o primeiro contacto com o vírus, como as mucosas, onde se poderia evitar o começo da infecção. No entanto, o médico defende que a vacina pode vir a ser terapêutica e fazer com que as pessoas infectadas controlem o vírus sem medicamentos.

fonte: Público

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Primeiros casos de VIH descobertos há 30 anos


Os primeiros pacientes infectados com vírus da imunodeficiência humana (VIH) foram descobertos há praticamente 30 anos. Foi em Junho de 1981 que a comunidade médica descobriu uma doença que obrigou nas últimas décadas a muitos esforços científicos e activismo social para passar de enfermidade 100% mortal para doença crónica, pelo menos nos países desenvolvidos.

A efeméride é hoje recordada pelo El Mundo. Foi há 30 anos que os "todos os alarmes foram disparados" com a descoberta de cinco homens em São Francisco com um tipo raro de pneumonia e com a detecção de jovens homossexuais com cancro de Kaposi, próprio de pessoas com defesas imunitárias baixas.

"O vírus, desconhecido até então, estendeu-se a todos os países quase tão rápido como o medo e a rejeição de quem era doente. Foram anos de incerteza, de silêncios e censuras, de solidão. 'Primeiro negámos a sua existência, quisemos deixar passar, depois seguiu-se o pânico e chegaram as dúvidas sobre como fazer-lhe frente. Nos últimos tempos instalámo-nos na complacência'. Assim resume James Curran, a pessoa que lidou com os primeiros casos", escreve hoje o jornal espanhol.

A doença é agora crónica, pelo menos nos países desenvolvidos, e permite que os infectados possam levar uma vida normal, prejudicados pelos tabus sociais. Mas foram necessários muitos investimentos em pesquisa científica e em activismo social para mudar a imagem de uma doença que nas décadas de 80 e 90 pressupunha "uma clara sentença de morte", lembra Begoña Bautista, de 52 anos, diagnosticada há 21 com VIH.

fonte: DN

sábado, 9 de abril de 2011

China nega existência de nova variedade do vírus HIV


O Ministério da Saúde da China rejeitou na terça-feira a possibilidade de que uma nova variedade do vírus da sida tenha surgido no sul e no leste do país.

As especulações surgiram depois que diversas pessoas começaram a relatar sintomas inusitados após terem tido relações sexuais sem preservativos. No entanto, os testes de infecção pelo HIV deram negativo nessas pessoas, gerando temores de que houvesse surgido uma nova variedade do vírus.

O caso foi levantado pelo jornal de Hong Kong Oriental Daily News, que relatou a existência de pessoas com doenças não esclarecidas em partes do sul e do leste chinês - incluindo a capital, Pequim, as cidades de Xangai e Cantão e a Ilha de Taiwan - e até mesmo fora da China, em Cingapura.

Deng Haihua, porta-voz do Ministério da Saúde chinês, disse à imprensa estatal que essas pessoas parecem estar com problemas psicológicos, aos quais se referiu como "fobia da sida", sugerindo que os sintomas físicos são decorrentes de uma doença imaginária.

Sintomas

Os pacientes relatavam inchaço nas glândulas linfáticas, sangramentos, suor excessivo, dormência nos pés e nas mãos e até mesmo a presença de estranhos pelos na língua. Mas nenhum obteve um diagnóstico conclusivo dos médicos.

O Ministério da Saúde disse que repetidos testes não indicaram a presença de HIV em nenhum deles e que ordenou que as cidades afetadas façam estudos sobre os casos. Apesar das explicações oficiais, muitos dos portadores dos sintomas dizem não estar convencidos da "fobia da sida" e estão se reunindo em fóruns pela internet para discutir seus estados de saúde.

fonte: terra

quarta-feira, 2 de março de 2011

Terapia genética contra o HIV dá resultados promissores


O vírus da sida ataca as células do sistema imunitário

Um novo tratamento que bloqueia um gene específico das células atacadas pelo vírus da sida - o HIV - deu resultados promissores, notícia a revista Nature.

O HIV ataca células específicas do sistema imunitário - os linfócitos T CD4, matando-os progressivamente. O vírus entra nestas células e utiliza a sua maquinaria para se replicar. Uma das portas mais importantes de entrada do vírus é uma proteína que se encontra na membrana das células, chamada CCR5.

Os cientistas sabem que há pessoas resistentes ao vírus da sida porque têm uma mutação no gene que codifica a proteína CCR5. Inspirada nesta mutação natural, uma equipa de cientistas resolveu utilizar a terapia genética para bloquear a actividade da CCR5 e impedir o vírus de entrar nas células.

A equipa da Clínica de Investigação Quest, em São Francisco, nos Estados Unidos, tirou uma amostra de linfócitos T CD4 em seis homens infectados com o vírus. Apesar de estes pacientes terem uma carga viral pequena devido aos medicamentos anti-retrovirais que tomavam, tinham uma população de células T muito baixa.

Os cientistas utilizaram uma enzima artificial, cujo nome técnico é "nuclease dedos de zinco" (em inglês zinc finger nuclease). Esta pequena proteína foi concebida para se ligar a sequências específicas da molécula de ADN, alterando-as. Neste caso, a sua actividade foi direccionada para alterar e bloquear o gene CCR5 dos linfócitos T CD4.

Depois de fazerem esta terapia in vitro nas células, os cientistas voltaram a injectar os linfócitos T CD4 nos respectivos pacientes. E o número destas células aumentou em cinco dos seis pacientes. Os resultados dos primeiros testes clínicos foram apresentados a 28 de Fevereiro, num congresso em Boston, nos Estados Unidos.

Segundo Jacob Lalezari, director da clínica, as células alteradas viajaram pelo corpo até ao tecido da mucosa do tubo digestivo, um dos principais reservatórios do HIV, onde se multiplicaram, escreveu a revista Nature.

“É muito entusiasmante”, disse à Nature John Rossi, biólogo molecular do City of Hope’s Beckman Research Institute, na Califórnia. “Se se fizer isto várias vezes a um doente, pode conseguir-se uma grande percentagem de células resistentes [ao HIV].”

No entanto, o cientista alerta que ainda não se sabe o que está na origem destes resultados. Os linfócitos podem ter-se multiplicado no organismo por terem sido tratados in vitro. Por outro lado, estes indivíduos já tinham poucos vírus e não se sabe se a terapia vai resultar em pessoas com uma contagem alta de HIV.

fonte: Público