sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Presente no Dia de São Valentim: encontrado dinossauro com 'cauda-coração' na Tanzânia

Titanossauros Mnyamawamtuka moyowamkia

Dois paleontólogos descobriram no sul da Tanzânia o esqueleto quase completo de um titanossauro extremamente insólito, cuja cauda consistia em vértebras parecidas com um coração. O enorme réptil media cerca de 8 metros de comprimento e pesava uma tonelada, comunicou a revista PLoS One.

"Essa descoberta nos ajudou a entender como era a fauna africana durante as primeiras épocas das 'grandes mudanças'. Além disso, agora compreendemos melhor que aparência tinha a geografia do continente no Cretáceo, mas a cauda extraordinária desse dinossauro se tornou uma espécie de presente para o público na semana do Dia de São Valentim", declarou Judi Skog, representante da Fundação Científica Nacional dos EUA.

O titanossauro é um dinossauro herbívoro e quadrúpede que se distinguia pela sua grande envergadura, grande quantidade de ovos e crescimento rápido das crias.

Os restos da maior parte dos titanossauros, inclusive argentinossauros de 35 metros de comprimento e até 90 toneladas de peso, foram encontrados na Patagônia, província argentina que no passado tinha as condições adequadas para o desenvolvimento destas criaturas enormes.

Nos últimos tempos, os cientistas têm encontrado restos destes répteis antigos na Sibéria e no Norte da África. Esse fato fez com que os cientistas acreditem que estes animais provavelmente habitaram todas as partes do mundo. Os investigadores esperam que a sua pesquisa descubra a "pátria" inicial destes gigantes e explique o seu sucesso no planeta.

Eric Gorscak e Patrick O'Connor da Universidade de Ohio adicionaram agora a essa série um lagarto extraordinário do sul da África. Eles realizaram escavações na Tanzânia, onde existem rochas formadas há 120-100 milhões de anos, quando a flora e fauna estavam mudando significativamente depois da extinção de várias espécies de dinossauros, causada pela erupção de magma.

Cerca de 10 anos atrás, Gorscak e O'Connor encontraram um osso gigante de titanossauro na margem rochosa do rio Mtuka e, em seguida, passaram quanto anos buscando outros restos do dinossauro.

Inicialmente os paleontólogos consideraram ter encontrado as ossadas de um malawisauro, mas depois perceberam ter descoberto uma nova espécie de saurópodes (dinossauros de pescoço e cauda compridos).

Ele recebeu o nome de Mnyamawamtuka moyowamkia, o que significa na língua local "animal do rio Mtuka com cauda-coração", graças ao seu traço extraordinário — as vértebras da cauda têm a forma de coração.

Esse traço único ajudou os cientistas a determinar a idade dos sedimentos nos arredores do rio Mtuka e a compreender o esquema de evolução dos titanossauros africanos.

Segundo Gorscak e O'Connor, agora os investigadores têm fundamento para supor que a pátria destes gigantes foi a África, e não a América Latina, já que foi precisamente no continente africano que os restos do titanossauro mais antigo foram encontrados.

fonte: Sputnik News

NASA revela método para descobrir vida alienígena nas próximas décadas

Alienígena (imagem ilustrativa)

Os pesquisadores alertam que a busca por vestígios de vida alienígena também pode produzir resultados falsos positivos, já que alguns processos podem mascarar ou imitar as provas que os cientistas procuram.

Enquanto a humanidade continua sua busca de décadas para determinar se está só no Universo ou se a vida alienígena existe em planetas distantes, parece que poderemos obter uma resposta a esta pergunta mais cedo do que se poderia esperar.

De acordo com um relatório da NASA intitulado "Biosignature False Positives", preparado por cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais e do Centro de Voos Espaciais Goddard, "ao tentar detectar vida em planetas orbitando outras estrelas, a observação direta da vida (focando uma única árvore em uma floresta alienígena, ou ver um alienígena, ou ter o alienígena apertando nossa mão) é totalmente improvável".

"Nas próximas décadas, no entanto, poderá ser possível observar evidências indiretas dessa vida usando as chamadas bioassinaturas", afirma o relatório. Como explicam os cientistas, o termo "bioassinatura" significa "qualquer medição ou observação que exija uma origem biológica para explicar o que se mede ou observa", com exemplos terrestres de bioassinaturas incluindo "fósseis de dinossauros, embalagens de doces vazias" e oxigênio.

O artigo diz que cada uma dessas observações fornece uma evidência indireta, de valor variável, da presença de vida existente ou extinta".

No entanto, os pesquisadores também alertam para os resultados falsos positivos que podem aparecer porque "em nossa busca da vida, seja na parte mais antiga dos registros geológicos da Terra, em planetas dentro do nosso Sistema Solar, como Marte, ou especialmente em planetas extrassolares, nós devemos inferir sobre a existência de vida a partir de seu impacto local ou global sobre o ambiente".

"Essas bioassinaturas, frequentemente identificadas a partir da influência conhecida de organismos terrestres sobre a atmosfera e a superfície da Terra, podem ser diagnosticadas incorretamente quando as aplicamos a mundos alienígenas. Os chamados falsos positivos podem ocorrer quando outro processo ou conjunto de processos mascara ou imita uma bioassinatura", observam os autores do relatório.

Anteriormente, o chefe do departamento de astronomia da Universidade de Harvard, Avi Loeb, especulou que o estranho objeto interestelar chamado Oumuamua, que atualmente está viajando através do nosso Sistema Solar, não seria um cometa ou asteroide e poderia ser parte de uma nave alienígena.

fonte: Sputnik News

Magia negra estaria sendo usada para obrigar nigerianas a se prostituírem na Europa

Amuletos com partes do corpo de animais (imagem referencial)

A taxa de nigerianas imigrantes na Europa que são forçadas à prostituição por traficantes sexuais é gritante, e os criminosos acabam usando magia negra em busca de obediência, informa a emissora BBC.

BBC indica que grande parte das mulheres traficadas passa pela cidade de Benin, onde são forçadas a fazer o "juramento de juju" de que pagarão aos traficantes e, se não fizerem, poderão ser mortas. A vítima Magdalen contou o que passou, como funciona a rede de tráfico e quais artimanhas os traficantes sexuais usam para conseguir o que querem.

"Ele cortou a mão assim, cortou nossa testa, cortou aqui", revelou Magdalen, apontando para o queixo enquanto descrevia as ações do condutor do ritual. "Ele me disse que eu deveria repetir depois dela. E se eu não pagasse o dinheiro, eu morreria."

O psiquiatra italiano Dr. Aldo Virgilio explicou que a maioria das mulheres nigerianas, que imigram para Europa pela Itália, é alvo de rituais, e, embora pareça superstição para muitos, para essas mulheres é "realidade".

"As garotas que me procuram, vêm porque têm trauma psicológico. Elas começam a ter problemas digestivos, ficam confusas e com medo, e elas relacionam isso à cerimônia de juju", afirmou o psiquiatra. "Não é fácil convencê-las de que é possível se recuperar do juju."

No ano passado, autoridades suecas relataram casos similares de duas mulheres nigerianas que afirmaram serem forçadas a se prostituírem depois de passar pelo ritual juju. Uma das mulheres disse à polícia que, durante o ritual, ela foi obrigada a comer um coração de frango cru, foi cortada no peito com uma lâmina e teve sangue de animal esfregado em suas feridas.

fonte: Sputnik News

Pegadas de dinossauros gigantes salvas das cheias "duas toneladas de cada vez"



As pegadas, que incluem vestígios de um saurópode, estão a ser transportadas para o Museu Australiano da Idade dos Dinossauros

Um caminho com pegadas de dinossauros foi descoberto em Winton, no estado australiano de Queensland. A descoberta veio a tempo de preservar aqueles vestígios das chuvadas e cheias que afetaram aquela região no último mês, retirando-as do local onde foram encontradas, conta a CNN.

As pegadas terão cerca de 95 milhões de anos e foram deixadas por três diferentes tipos de dinossauros, de acordo com a equipa de paleontólogos responsável pelo projeto.

Stephen Poropat, da Universidade de Swinburne, que lidera a equipa, disse ser "notável" o grau de preservação daquelas pegadas que incluem 20 feitas por um saurópodes, de longo tronco e cauda e largas pernas. Estima-se que "Elliot", saurópodes descoberto na Austrália em 1999, tivesse 18 metros, 3,5 de altura, e pesasse 20 toneladas.

Entre as pegadas encontradas estarão também, além de pegadas de outros saurópodes, de dinossauros ornitópodes e de terópodes, que teriam o tamanho de uma galinha.

Embora as pegadas que estavam em melhores condições tenham já sido deslocadas, o processo de transferência deverá continuar durante o ano. "É um processo muito lento e meticuloso", afirmou em comunicado David Elliot, do Museu Australiano da Idade dos Dinossauros, que receberá as pegadas.

"O peso total daquele caminho é de cerca de 500 toneladas e estamos a transportá-lo para o museu, duas toneladas de cada vez", acrescentou. Trata-se de uma área de 55 metros, da qual apenas um quarto foi já preservada.

Reconhecendo que a população de Winton está a atravessar um momento difícil, devido às cheias que afetaram o estado de Queensland, a ministra do Turismo Kate Jones disse que "descobertas como esta vão lançar a indústria do turismo e ajudar a economia a recuperar".m caminho com pegadas de dinossauros foi descoberto em Winton, no estado australiano de Queensland. A descoberta veio a tempo de preservar aqueles vestígios das chuvadas e cheias que afetaram aquela região no último mês, retirando-as do local onde foram encontradas, conta a CNN.

As pegadas terão cerca de 95 milhões de anos e foram deixadas por três diferentes tipos de dinossauros, de acordo com a equipa de paleontólogos responsável pelo projeto.

Stephen Poropat, da Universidade de Swinburne, que lidera a equipa, disse ser "notável" o grau de preservação daquelas pegadas que incluem 20 feitas por um saurópodes, de longo tronco e cauda e largas pernas. Estima-se que "Elliot", saurópodes descoberto na Austrália em 1999, tivesse 18 metros, 3,5 de altura, e pesasse 20 toneladas.

Entre as pegadas encontradas estarão também, além de pegadas de outros saurópodes, de dinossauros ornitópodes e de terópodes, que teriam o tamanho de uma galinha.

Embora as pegadas que estavam em melhores condições tenham já sido deslocadas, o processo de transferência deverá continuar durante o ano. "É um processo muito lento e meticuloso", afirmou em comunicado David Elliot, do Museu Australiano da Idade dos Dinossauros, que receberá as pegadas.

"O peso total daquele caminho é de cerca de 500 toneladas e estamos a transportá-lo para o museu, duas toneladas de cada vez", acrescentou. Trata-se de uma área de 55 metros, da qual apenas um quarto foi já preservada.

Reconhecendo que a população de Winton está a atravessar um momento difícil, devido às cheias que afetaram o estado de Queensland, a ministra do Turismo Kate Jones disse que "descobertas como esta vão lançar a indústria do turismo e ajudar a economia a recuperar".


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O Opportunity morreu em Marte. Foram 15 anos à descoberta do planeta vermelho

















Um epitáfio em Marte: "Descansa em paz, Opportunity (2004-2018). Eternas saudades do planeta Terra."

A morte do Opportunity custou a aceitar, mas por fim a NASA deu como terminada a missão do seu tão bem-sucedido rover em Marte.

Na terça-feira os investigadores tentaram contactar pela última vez com o robô, a última de muitas - mais de mil - tentativas. Mas mais uma vez, não houve resposta. Na quarta-feira, foi declarado oficialmente o fim da missão.

"É com um sentimento de gratidão que declaro a missão do Opportunity concluída", anunciou Thomas Zurbuchen, administrador associado do Science Mission Directorate da NASA em conferência de imprensa a partir do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia, onde esta e outras missões à distância são conduzidas. "É um momento emocional", assumiu.

O Opportunity excedeu largamente as expectativas. Estava previsto que a sua missão durasse apenas 90 dias, mas o veículo acabou por percorrer as areias do planeta vermelho durante 5.111 dias marcianos, 15 anos no calendário terráqueo.

Terá sido uma tempestade de areia a ditar o fim do Opportunity. No dia 10 de junho a comunicação com a Terra foi interrompida e o rover esteve desaparecido durante 107 dias.

"É como um ente querido que desapareceu", descrevia na altura o responsável pela missão, John Callas. "Continuamos com esperança que vão aparecer e que estejam saudáveis".

Acabou por se encontrado no chamado Vale da Perseverança, coberto de pó, o que bloqueou a entrada de luz solar nos seus painéis. Sem energia solar, o Opportunity congelou, mas a NASA não perdeu a esperança de o recuperar. "Estamos a torcer por ti!", escreveu no Twitter.

Na sua longa missão em Marte, que o New York Times recorda com um trabalho interativo - O Opportunity percorreu mais de 45 quilómetros, um recorde entre veículos robotizados fora da Terra, parando em todas as crateras que encontrou.

Pelo caminho, o veículo robotizado do tamanho de um carrinho de golfe com seis rodas, sofreu vários sustos, ficou preso numa duna, enfrentou tempestades de areia. Mas conseguiu sempre seguir em frente.

O Opportunity descobriu em Marte gipsita e hematite, minerais que se formam na água, e vestígios de que na cratera Endeavour terá havido no passado água líquida num local com proporções semelhantes às um lago da Terra. Além disso revelou novas informações sobre a atmosfera marciana.

Até Barack Obama prestou uma homenagem no Twitter à missão que surpreendeu todos. "Não fiquem tristes porque acabou, fiquem orgulhosos porque nos ensinou tanto".

Há agora dois robôs em atividade em Marte: o Curiosity, que está a explorar o planeta há mais de seis anos, e o recém-chegado InSight, desde novembro de 2018.
A NASA prepara-se para lançar, em julho de 2020, uma outra sonda, a Mars 2020, que irá à procura de sinais de vida microbiana passada no planeta.

fonte: TSF

Objetos misteriosos caídos do céu intrigam localidade espanhola


Não foi ainda esclarecida a origem dos três objetos luminosos avistados este domingo em Cogollos de Guadix, Granada. Um deles atingiu o telhado de uma vivenda. Meteorito? Um raio globular? Destroços terão ainda de ser investigados

O caso está a ser levado muito a sério, apesar de até agora nenhum dos especialistas consultados saber explicar que tipo de objeto caiu, este domingo, sobre o telhado de uma vivenda na localidade espanhola de Cogollos de Guadix, Granada.

O caso aparece relatado no jornal “Ideal”, apoiado nos relatos de vários moradores. Segundo os testemunhos, três luzes misteriosas surgiram no céu durante a madrugada, deslocando-se a grande velocidade, até desaparecerem em zonas diferentes da vila. Seriam três objetos luminosos, mas as atenções estão sobretudo voltadas para o que atingiu a vivienda desabitada, provocando um buraco com cerca de dois metros de diâmetro.

Agujero que dejó el impacto del extraño objeto volador en el tejado de una casa deshabitada en Cogollos de Guadix./J. J. Pérez

Em Guadix há quem fale de “uma espécie de chuva de meteoritos”, escreve o jornal, mas a verdade é que a natureza destes objetos não está clara. O presidente da câmara local pediu inclusivamente ajuda à Universidade de Granada para investigar o caso, ainda que, por enquanto, não tenha sido possível recuperar o objeto - os proprietários da casa não vivem na região e é necessário que autorizem o acesso à vivenda.

Ouvido pelo “ABC”, José María Madiedo, docente da Universidade de Huelva e membro da Rede Espanhola de Investigação sobre Asteróides e Meteoros, considera que não há indícios de se tratar de um impacto de rochas espaciais. “A queda de um meteoro gera uma bola de fogo que se vê a centenas de quilómetros e isso não parece ter acontecido”, explicou, assim como, se fosse esse o caso, seria normal ouvir-se um “estrondo”, algo parecido com um “tremor de terra”.

Sem outras pistas, Madiedo estranha o caráter meramente local deste fenómeno, pelo que admite poder tratar-se de algo bastante raro: a queda de um raio globular ou em bola.

E que fenómeno é este? Tem a natureza de uma descarga elétrica, que em vez de ser produzida na atmósfera e cair na Terra - como os raios normais - converte-se numa esfera que se move através do ar, a diferentes velocidades. “Se toca num objeto pode produzir sérios danos e há casos registados de ter entrado por janelas ou telhados, ainda que se trate de algo realmente muito pouco frequente”, sublinhou o investigador. Mas este é um fenómeno que tem dividido a própria comunidade científica, não existindo concordância sobre o que explica a sua origem. Há mesmo quem acredite tratar-se de um mito.

fonte: Expresso

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Descoberta uma pequena rã misteriosa na Índia



Só é visível quatro dias ao ano, e depois desaparece. Existe numa única zona, à beira de uma estrada perdida, em Kerala. É a "Mysticellus", que quer dizer misteriosa e pequena, mas espécie precisa de medidas de conservação.

Chamaram-lhe Mysticellus franki porque é, acima de tudo, misteriosa - e pequena. Assobia como um inseto, é visível apenas durante quatro dias, em charcos temporários que se formam depois da monção (estação das chuvas), durante o curto período de reprodução, e depois desaparece, para só ser vista no ano seguinte. A Mysticellus é um novo género, e também uma nova espécie, de pequena rã, e acaba de ser identificada na região peninsular ocidental da Índia, no estado de Kerala.

A descoberta foi feita por dois investigadores da Universidade de Deli, Sonali Garg e S.D. Biju, que percorreram a região ocidental de Ghat, recolhendo amostras e espécimes nos charcos temporários na beira das estradas secundárias.

O estudo morfológico e as análises genéticas mostraram que se trata de um novo género, e de uma nova espécie, que é endémica de Ghat, confirmando assim, uma vez mais, a enorme biodiversidade que caracteriza aquela região ocidental da Índia.

Sonali Garg e S.D. Biju fazem a descrição do novo género e espécie num artigo publicado hoje na Scientific Reports , do grupo Nature.


Sonali Garg, a principal autora da descoberta

"A nossa descoberta deste novo género de rã, numa das regiões mais estudadas de Ghats Ocidental mostra que o conhecimento sobre os anfíbios neste local globalmente reconhecido como um hotspot de biodiversidade está ainda longe de completo", diz a investigadora Sonali Garg, principal autora da descoberta, citada no jornal The Times of India.

"Esta rã permaneceu desconhecida até agora, provavelmente porque surge apenas durante os quatro dias do seu período de reprodução, e tem uma vida totalmente secreta durante o resto do ano", sublinha a investigadora, que precisou de três anos para fazer todo o trabalho de campo que levou à descoberta.

Na última década, naquela região da Índia têm sido documentadas várias novas espécies de anfíbios, o que reforça a riqueza da zona em termos de biodiversidade, e também a necessidade da sua proteção.

"Ao mesmo tempo que acontecem estas descobertas, inúmeros os anfíbios enfrentam a ameaça da extinção, sobretudo devido à perda e degradação dos seus habitats", diz Sonali Garg, explicando que no caso da nova espécie, isso também é uma realidade.

"A única população conhecida deste novo género encontra-se junto a uma estrada, em charcos que são perturbados pelo trânsito de veículos, pela agricultura e a movimentação das populações humanas", adianta.

Daí, sublinha, a necessidade de proteção da zona. "Uma vez que sabemos ainda muito pouco sobre a sua distribuição da nova espécie e as especificidades do seu habitat, o local onde a encontrámos precisa de ser preservado para proteção da nova espécie", defende a investigadora, que está agora a monitorizar toda aquela zona para obter mais informações que permitam definir os melhores parâmetros de conservação da nova espécie.


Arqueólogo nega ter encontrado o túmulo de Cleópatra: "Foi um erro de tradução"

Resultado de imagem para Cleópatra + arqueologia

Em janeiro, durante uma conferência na Universidade de Palermo, em Itália, Zahi Hawass disse saber onde está o túmulo da rainha do Egito. Agora diz que foi um problema de tradução e faz uma revelação sobre quem deveria interpretar a rainha egípcia num novo filme de Hollywood: "Lady Gaga e Beyoncé não seriam adequadas para interpretar o papel de Cleópatra. Recomendei a Angelina Jolie."


Arqueólogo Zahi Hawass

A procura do túmulo de Cleópatra tem sido uma das maiores buscas da arqueologia. E quando se pensava que essa busca parecia estar perto do fim, como o arqueólogo egípcio, Zahi Hawass, teria prometido em janeiro, o próprio veio agora dar outra versão dos factos. "O túmulo desta rainha mágica não foi encontrado", escreveu o famoso arqueólogo no semanário egípcio Al-Ahram sob o título Fake news of Cleopatra. Parece que tudo não passou de um erro de tradução e interpretação, segundo ele.

Em janeiro, durante uma conferência na Universidade de Palermo, em Itália, as palavras de Hawass correram mundo quando ele disse saber onde está o túmulo de Cleópatra, a rainha do Egito: "Acredito que encontrei [a sepultura]. Estou no bom caminho. Tenho grandes esperanças de a encontrar em breve". O lugar "deu-nos, no decorrer dos trabalhos, muitos elementos que nos levarão, sem dúvida, ao túmulo da figura histórica de Cleópatra [c.69-30 a.C.]. Por isso, sabemos agora exatamente onde devemos escavar." Sabe-se agora que esta declaração, feita em egípcio com tradução simultânea da egiptóloga Stefania Sofra, terá sido mal traduzida.

"Disse que escavávamos há muito o Templo de Taposiris Magna a cerca de 45 quilómetros a oeste de Alexandria, e acrescentei que a teoria de que Cleópatra poderia estar ali sepultada não era minha mas sim uma teoria de Kathleen Martinez. Nunca acreditei na teoria de que Cleópatra pudesse estar ali sepultada porque os antigos egípcios nunca enterravam ninguém no interior de um templo", justificou. "Os templos eram para o culto, e este era para a deusa Ísis, logo era muito improvável que Cleópatra estivesse aí enterrada", sublinhou antes de anunciar que será mais provável que a antiga rainha esteja na zona de Al-Selsela. Também nas imediações de Alexandria e onde se situava o palácio agora submerso pelo mar Mediterrâneo e onde agora são feitas buscas subaquáticas, cuja equipa já deu conta de ter descoberto: "Uma entusiasmante estrutura". Uma porta monumental que, com o seu revestimento a granito, cobre e chumbo, "pode ter sido parte da porta do túmulo de Cleópatra".

Com ou sem problema de tradução, o famoso e polémico arqueólogo não se livrou das críticas da comunidade científica. "As notícias publicadas recentemente sobre a descoberta do túmulo de Cleópatra são completamente falsas", escreveu o antigo responsável pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto No diário italiano Il Messaggero.

A história da rainha do Egito alimenta a imaginação de milhões de pessoas há centenas de anos. A busca do túmulo decorre há mais de uma década e desde 2011 são chefiados por Kathleen Martinez.

No artigo de opinião Zahi Hawass escreveu ainda sobre as coisas "muito más" que já se escreveram sobre Cleópatra, "que era gorda, que tinha um grande nariz de papagaio, maus dentes, olhos pontiagudos e um pescoço gordo". E deu um conselho quanto à atriz que deveria interpretar a rainha egípcia num novo filme de Hollywood: "Disse que as cantoras americanas Lady Gaga e Beyoncé não seriam adequadas para interpretar o papel de Cleópatra. Recomendei a Angelina Jolie."