terça-feira, 16 de outubro de 2018

Saiba tudo que foi descoberto sobre monumento pré-histórico mais enigmático do mundo


Stonehenge é um dos monumentos pré-históricos mais famosos do Reino Unido e do mundo. O que se pode ver hoje em dia é a etapa final de um processo que durou 1.500 anos. Graças a tecnologias modernas, os pesquisadores conseguiram revelar quase todos os maiores segredos dessa admirável construção. Então, quem a ergueu e por quê?

Um henge semelhante a outros

Esse monumento situado no condado inglês de Wiltshire já era bem conhecido no século XII. Nos últimos 300 anos houve uma série de estudos sobre Stonehenge, desde científicos até mitológicos. Durante esse período, muitas lendas e mitos surgiram ao redor dessa misteriosa construção.

A construção de Stonehenge foi iniciada no fim da Idade da Pedra — aproximadamente há 5.000 anos — pelas tribos que naquele tempo habitavam essa região. Eles aplanaram uma área circular e construíram em torno um fosso para protegê-la.

Stonehenge não é o único lugar deste tipo, há muitos semelhantes no Reino Unido. Tais construções receberam o nome de henge e, normalmente, no centro da área plana estão instaladas pedras ou pilares de madeira.

Henge, Stonehenge

No entanto, alguns séculos depois, os habitantes dessa área decidiram converter esse lugar em monumento de pedra. Para tal, eles colocaram cinco grandes pedras no centro, um altar de arenito vermelho. Em seguida, eles rodearam sua obra com algumas dezenas de megálitos verticais. Assim apareceu Stonehenge — henge de pedra.

Na construção foi usado arenito vermelho, conhecido nessa região inglesa como sarsen e "pedra azul", uma rocha vulcânica.

Hoje, muitos especialistas supõem que as maiores pedras são provenientes das planícies de Marlborough e as menores das montanhas Preseli, no condado de Pembrokeshire (no sudoeste do País de Gales). Entretanto, o arenito do altar "muito provavelmente" tem sua origem em Senni Beds, uma formação que se estende desde Llanelli, no País de Gales, até o condado de Herefordshire, na Inglaterra.


© FOTO : PEARSON ET AL . / ANTIQUITY 2015 Pedreira no País de Gales de onde foram extraídas as pedras azuis para construir a parte interior de Stonehenge

Mas como foi possível transportar duas centenas de pedras de 50 toneladas cada para Stonehenge sem qualquer equipamento especial? Aqui também há grande variedade de opiniões científicas: enquanto uns acreditam ter sido uma geleira existente nesse tempo que transportou essas pedras para o local antes do início da construção, outros asseguram que as pedras foram desmontadas e depois transportadas pedaço por pedaço. Essa versão, pelo menos, tem provas.

Mudam as épocas e as culturas, mas ele permanece

50 gerações humanas dedicaram sua vida a construir Stonehenge — um processo que levou um milhar e meio de anos. Durante esse tempo, as culturas se substituíam umas pelas outras, mas o monumento continuava sendo sagrado: pessoas participavam de ritos e faziam peregrinações à zona.

Na época do Império Romano, Stonehenge continuou desempenhando seu papel: este é um fato provado por várias descobertas arqueológicas que datam desse período de tempo.

Quem construiu o monumento sagrado?

O Stonehenge não era único. Ao contrário, personificava as tradições locais e nele os construtores encarnaram toda a sua mestria, habilidades técnicas e avanços culturais.

Construções semelhantes eram bastante comuns nos territórios da atual Grã-Bretanha e no continente europeu, pois eram lugares de culto ou túmulos.

Mas, para construir um monumento destes, foi preciso mobilizar as pessoas e encontrar os materiais necessários. Isso, por sua vez, só teria sido possível por aqueles que possuíam grande poder e fortuna. Por esta razão, vários historiadores acreditam que a construção do Stonehenge foi dirigida por famílias ricas.

Essa teoria é também provada pela grande quantidade de peças de ouro encontradas em túmulos perto do monumento. Não obstante, tais descobertas põem fim a quaisquer hipóteses sobre a origem extraterrestre dos construtores de Stonehenge.

A maioria de discussões surge ao redor do destino dessa construção. Segundo as explicações mais famosas, o monumento poderia ter sido cemitério, observatório ou até uma espécie de hospital.

Um dos argumentos a favor da primeira hipótese são as centenas de túmulos que rodeiam essa área.

Ao mesmo tempo, é muito provável que tenha servido de observatório. A explicação científica desta hipótese parte do princípio de que o monumento teria sido concebido para que um observador em seu interior pudesse determinar, com exatidão, a ocorrência de datas significativas, tais como solstícios e equinócios, eventos celestes que anunciam as mudanças de estação.


© AFP 2018 / GEOFF CADDICK Solstício de verão visto através de pedras de Stonehenge

No século XIX, os ingleses ainda não sabiam a verdadeira idade do monumento e, portanto, acreditavam que fora construído por druidas — sacerdotes celtas — que curaram pessoas e veneravam as pedras sagradas.

Seja qual for a hipótese verdadeira entre as mencionadas acima, o complexo de Stonehenge vai continuar despertando a curiosidade e o fascínio ainda durante muitos anos no futuro, e talvez as futuras gerações desvendem os seus mistérios por completo.

fonte: Sputnik News

Perda de mamíferos até 2070 levará cinco milhões de anos a recuperar


O rinoceronte-negro é uma das espécies em risco

Espécies de mamíferos "criticamente em perigo", como o rinoceronte-negro, nativo de África, estão em risco elevado de desaparecer dentro de cinco décadas.

Muitas espécies de mamíferos vão desaparecer nos próximos 50 anos se nada for feito pela sua conservação, e a natureza poderá demorar três a cinco milhões de anos a recuperar essa perda, conclui um estudo divulgado esta segunda-feira.

Uma equipa de cientistas das universidades de Aarhus, na Dinamarca, e de Gotemburgo, na Suécia, chegou a esta conclusão a partir de simulações computacionais sobre a evolução das espécies e de dados sobre a evolução das relações e do tamanho das espécies de mamíferos sobreviventes e extintas.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica PNAS, a evolução das espécies não está a acompanhar o ritmo a que as espécies estão a desaparecer.

Os cientistas estimam que serão necessários cinco a sete milhões de anos para a biodiversidade entre os mamíferos voltar aos patamares anteriores à evolução dos homens modernos, isto se, em geral, os mamíferos se diversificarem a uma taxa considerada normal.

Num cenário mais otimista, em que os humanos deixam de destruir os 'habitats' naturais, serão precisos três a cinco milhões de anos para os mamíferos se diversificarem o suficiente para regenerarem os ramos da árvore da sua evolução que os cientistas estimam virem a perder-se nos próximos 50 anos.

Espécies de mamíferos "criticamente em perigo", como o rinoceronte-negro, nativo de África, estão em risco elevado de desaparecer dentro de cinco décadas, advertem, realçando que, tal como no passado, muitas espécies poderão extinguir-se sem deixar um 'parente' próximo que dê continuidade à linhagem.

Os investigadores salientam, no entanto, que a sua análise poderá ser usada para priorizar a conservação de diferentes espécies ameaçadas de extinção.


"Vampiro de Lugano" foi enterrado com uma pedra na boca para conter epidemia de malária


Rapaz de 10 anos foi enterrado com uma pedra na boca para evitar que se erguesse do túmulo e espalhasse a malária

Arqueólogos encontraram os restos mortais de uma criança de dez anos com uma pedra na boca num cemitério italiano do século V. Objeto visava impedir o rapaz de voltar do mundo dos mortos e espalhar a doença.

Durante anos, os arqueólogos acreditavam que a Necropoli dei Bambini era usada apenas para sepultar bebés e crianças de colo - daí o nome "cemitério dos bebés". Mas no verão esses mesmos arqueólogos descobriram os restos mortais de um rapaz de dez anos naquele cemitério do século V situado na comuna de Lugano, na região italiana de Umbria.

Mas a idade não era a única característica surpreendente no corpo daquele a que os habitantes locais já chamam o "Vampiro de Lugano". No crânio do rapaz os arqueólogos da universidade da Universidade de Stanford e os seus colegas italianos encontraram uma pedra que fora colocada dentro da boca. Segundo os investigadores explicaram agora ao site Science Daily, a pedra terá sido colocada na boca do rapaz no âmbito de um rito funerário que visava conter uma epidemia e evitar que a criança voltasse dos mortos para espalhar a doença.

Em meados do século V aquela região viveu um surto de malária que matou sobretudo muitos bebés e crianças, mais vulneráveis do que os adultos. Para David Pickel, diretor das escavações que agora está a fazer o doutoramento em Stanford, acredita que esta descoberta poderá ajudar a explicar a epidemia de malária que atingiu a Umbria há 1500 anos. "Tendo em conta a idade da criança e a forma como foi sepultada, com uma pedra na boca, essa é uma anomalia dentro de um cemitério já anómalo", explicou ao Science Daily.

Bruxaria contra a doença

"Nunca vi nada assim. É muito estranho e bizarro", explicou por seu lado o arqueólogo David Soren, à frente das escavações desde 1987.

Escavações anteriores no mesmo cemitério já tinham permitido encontrar outros sinais de bruxaria como recurso para o controlo de doenças. Junto aos restos mortais de bebés e crianças os arqueólogos descobriram penas de corvo, esqueletos de sapos ou caldeirões de bronze cheios de cinzas e ossadas de cachorros que terão sido usados em sacrifícios. Objetos associados à magia e bruxaria, práticas usadas ao longo da história para evitar que a doença saísses das sepulturas.

"Sabemos que os romanos se preocupavam muito com essa possibilidade e estavam dispostos a recorrer à bruxaria para manter o mal - fosse ele qual fosse que estava a contaminar o corpo - de sair", explicou Soren. O "mal" no caso das crianças de Lugano, era a malária.


Descobertos vestígios raros de um navio Viking na Noruega


Exposição Vikings : Guerreiros do Mar, no Museu da Marinha, em Lisboa (2017)

Esta pode ser a quarta embarcação Viking descoberta pelos noruegueses.


Uma equipa de arqueólogos do Instituto Norueguês de Pesquisa de Cultura Patrimonial anunciou, esta segunda-feira, que encontrou vestígios de um navio Viking, enterrado no sudoeste da Noruega. Esta descoberta rara pode trazer novas informações sobre as expedições dos navegadores da Idade Média.

"No meio de um monte, descobrimos aquilo a que chamamos uma anomalia, algo diferente do resto e que claramente tem as formas e as dimensões de um navio Viking", revelou Knut Passche, arqueólogo do Instituto Norueguês de Pesquisa de Cultura Patrimonial à agência AFP.

O navio foi encontrado em Halden, um município a sudoeste de Oslo. Estava a 50 centímetros de profundidade num túmulo usado como georadar, um radar de penetração no solo. A equipa responsável pela descoberta não conseguiu ainda apurar nada sobre o estado de conservação do navio; desconhecem ainda a quantidade de madeira que resta. Mas não vão avançar com uma escavação nesta altura do ano, estando ainda a ponderar o que irão fazer com os vestígios.

"Precisamos de mais descobertas para explicar como eram estes navios e como é que os Vikings navegavam", disse Knut Passche.

Este pode ser o quarto navio dos mercadores e guerreiros do norte da Europa que viveram entre os séculos XIII e XI a ser encontrado na Noruega em boas condições. Os três anteriores estão em exposição no Museu do Navio Viking, em Oslo.


Os insetos estão a desaparecer. E a nossa existência fica em causa


Só nas reservas naturais da Alemanha, um estudo de 2017 apontava um decréscimo de 76% de insetos voadores. Ausência destes animais leva à destruição de ecossistemas e, no limite, de muita da comida que hoje ingerimos

Há quem os estude e há quem os queira ver longe. Mas a verdade é que o planeta precisa deles para sobreviver. São insetos, das mais variadas formas e cores, e estão a desaparecer, afetando o ecossistema. De acordo com o The Washington Post, há já vários estudos que mostram um decréscimo radical no número de insetos em todo o mundo, bem como os animais que se alimentam deles.

Os mais recentes relatórios dão conta de números alarmantes, com uma queda no número de insetos na floresta nacional de Porto Rico. Mas o destino já vem sendo escrito há vários anos. Já em 2014, uma equipa de biólogos internacionais anunciava que o número de invertebrados como besouros e abelhas sofreria um decréscimo de 45% nos 35 anos seguintes.

Na Europa ou na América, os dados são alarmantes. Um outro estudo do ano passado, falava de uma diminuição de 76% de insetos voadores em reservas naturais da Alemanha. E a realidade estende-se à América, de acordo com um estudo da Proceeding of national Academy of Sciences (PNAS), autoridade que atribui culpa direta às alterações climáticas, explicando que a planeta atingiu temperaturas insuportáveis à sobrevivência dos animais. Mas há outros especialistas que se apressam a responsabilizar também a utilização de pesticidas.

"Este estudo na PNAS é um dos artigos mais perturbadores que já li". Foi a reação de David Wagner, um especialista em conservação de invertebrados da Universidade de Connecticut. A verdade é que há até já um nome para a tendência que os estudos revelam: os cientistas chamam-lhe o bugpocalypse.

E não só os insetos estão a desaparecer, como todos os animais que dependiam deles para sobreviver - rãs e pássaros, por exemplo, que se alimentam de insetos. Em 2005, uma outra equipa de investigadores dava conta de um decréscimo de 50% no número de aves, relativamente a 1990.

Mas, afinal, por que nos devemos preocupar tanto com o desaparecimento dos insetos? Porque, como explica a ciência, são fundamentais para o bom funcionamento de diversos ecossistemas, uma vez presentes em todas as fases da cadeia alimentar. Estes são utilizados como alimento por diversas espécies de animais. A sua ausência resultaria, além disso, na extinção de plantas sem polinizadores, o que afetaria também a economia mundial.

Ainda de acordo com o The Washington Post, a Xerces Society, um grupo ambiental sem fins lucrativos de Portland, Oregon, promove a plantação de um jardim com plantas nativas que nascem durante todo o ano, de forma a poder diminuir as percentagens alarmantes.


Casais de ratos do mesmo sexo tiveram crias


Cientistas da Academia Chinesa fizeram nascer crias de ratos de casais do mesmo sexo através de uma nova técnica que utiliza células estaminais modificadas.

A nova técnica desenvolvida pelos cientistas chineses mistura células estaminais modificadas que apagam grupos químicos de ADN associados ao sexo.

Através desta técnica, foi possível reproduzir crias de ratos a partir de casais do mesmo sexo. A investigação foi publicada no passado dia 11 na revista Cell Stem Cell.

De acordo com a revista Nature, algumas espécies de pássaros, peixes e lagartos conseguem reproduzir-se usando apenas um sexo ou um indivíduo, algo que, para os mamíferos é impossível pois precisam de membros do sexo oposto para criar a próxima geração.

“Estamos interessados na questão de os mamíferos apenas puderem submeter-se à reprodução sexual”, conto Qi Zhou, co-autor do estudo.

Na investigação, os cientistas tiveram de enfrentar um complicado processo de modificação genética ao eliminar todas as anormalidades geradas no processo reprodutivo de casais do mesmo sexo.



Cell Stem Cell@CellStemCell New study from Qi Zhou & Co:"Generation of Bimaternal and Bipaternal Mice from Hypomethylated Haploid ESCs with Imprinting Region Deletions."Using haploid mouse ESCs and gene editing this study helps understand the barriers to same-sex reproduction. https://www.cell.com/cell-stem-cell/fulltext/S1934-5909(18)30441-7#%20 …

Genericamente, todos os mamíferos herdam dois conjuntos de genes, um de cada progenitor – um do pai e outro da mãe.

Contudo, existe um grupo químico do ADN associado ao sexo chamado “impressão genética”, herdado apenas de um dos progenitores.

Neste caso, o subconjunto do outro progenitor está inativo, uma vez que quando tenta transmiti-lo é automaticamente apagado pela existência daquele cedido pelo outro progenitor.

As anomalias nas crias surgem quando este processo não é concluído de forma adequada. Misturar material genético de crias do mesmo sexo pode apresentar elevados riscos para os bebés que recebem a importação genética.

Na investigação, os cientistas conseguiram reproduzir 29 crias a partir de 210 embriões utilizando conjuntos de ADN de ratos fêmea. Neste lote, as crias conseguiram sobreviver até à idade adulta e ainda reproduzir-se com normalidade.

No entanto, os ratos exclusivamente provenientes de material genético masculino só conseguiram sobreviver durante 48 horas.

Segundo a Science Media Centre, Dusko Ilic, investigador da King’s College de Londres, considerou que esta investigação da Academia Chinesa “abre caminho sobre diferentes aspetos da reprodução entre mamíferos e abre novas portas para futuras investigações”.

“Os autores deram um passo extremamente importante para que possamos entender o porquê de os mamíferos apenas se puderem reproduzir sexualmente”, explicou Christophe Galichet, investigador do Instituto Francis Crick, sediado em Londres.

De acordo com o Observador, esta é a primeira vez que este método é aplicado com sucesso e a investigação da Academia Chinesa poderá melhorar o processo de clonagem nos mamíferos e nos tratamentos de fertilidade para o mesmo sexo.

Os riscos

Apesar do importante avanço, os cientistas estão algo céticos quanto à capacidade de utilizar esta técnica em humanos.

“A maioria, se não todos os embriões, que foram desenvolvidos eram anormais e não podiam sobreviver”, contou Jacob Hanna, geneticista molecular do Instituto Weizmann para a Ciência em Rehovot, Israel.

Os autores da investigação apenas obtiveram uma taxa de sucesso de 14% nos embriões provenientes das mães e 2,5% nos embriões dos pais.

“Penso que será quase impossível que isto seja permitido numa aplicação clínica“, contou Hanna.

“Quando reproduzimos, queremos que todos os fatores tenham um bom resultado”, disse Allan Spradling, biólogo reprodutivo no Instituto Carnegie para a Ciência, em Baltimore, que acrescenta que “nada indica quão normais estes ratos são, ou quão suscetíveis são às doenças”.

“Não acho que esta investigação possa levar as pessoas a terem, geneticamente, dois pais ou duas mães”, contou Spradling. “Nós não o entendemos suficientemente bem e pode ser muito arriscado levar a experiência tão longe“, acrescentou.

fonte: ZAP

Stephen Hawking previu raça de "super-humanos" que irá destruir a humanidade


O físico e cosmólogo britânico, que morreu no passado mês de março, deixou artigos e ensaios nos quais prevê a existência de uma raça modificada geneticamente que irá acabar por destruir a humanidade

Antes de morrer, Stephen Hawking deixou um aviso: o físico britânico previu que os avanços na engenharia genética vão levar à criação de uma raça de super-humanos, que acabará por destruir a humanidade.

"Acredito que durante este século, as pessoas vão descobrir como modificar a inteligência e os instintos, tal como a agressão. ​​​Vão ser criadas leis contra a engenharia genética em humanos, mas algumas pessoas não vão ser capazes de resistir à tentação de melhorar as características humanas como a memória, a resistência a doenças e a longevidade da vida", escreveu Stephen Hawking num conjunto de artigos e ensaios, revelados pelo The Sunday Times , e que vão ser publicados esta terça-feira, 16 de outubro, no livro "Brief Answers to the Big Questions" ("Breves Respostas para as Grandes Questões", em tradução livre).

Nos seus últimos pensamentos, o físico e o cosmólogo britânico, que morreu no dia 14 de março, aos 76 anos, refere que as pessoas mais ricas vão, em breve, poder editar o seu próprio ADN e o dos seus filhos com o objetivo de "criar super-humanos com uma memória aprimorada, resistência a doenças, inteligência e longevidade", escreve a publicação.

Edição genética

Estes super-humanos vão ser uma ameaça à humanidade, avisa Stephen Hawking nos artigos e ensaios que deixou. O professor britânico, que sofria de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada aos 21 anos, refere nos textos que quem não conseguir recorrer à alteração genética vai sofrer com a raça modificada. "Assim que os super-humanos aparecerem vai haver problemas políticos significativos com os humanos que não foram melhorados, que não serão capazes de competir", argumenta. Hawkings refere que os humanos comuns vão, presumivelmente, acabar por "morrer, ou deixar de ter importância".

No conjunto de artigos e ensaios, o físico alerta para a possibilidade de existir no futuro "uma raça de seres auto desenhados que vai melhorando a um ritmo acelerado".

De acordo com o The Guardian, as afirmações de Stephen Hawkings são baseadas na técnica de edição genética CRISPR-Cas9, que permite cortar o genoma (informação genética modificada no ADN) onde se quer para depois repará-lo. Um sistema que tem gerado controvérsia entre a comunidade científica.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Cientistas desenvolveram uma retina humana em laboratório


Cientistas da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, desenvolveram a partir do zero tecido da retina humana para aprender como é que são compostas as células que nos permitem ver o mundo a cores.

Os cientistas concentraram-se no desenvolvimento de células que nos permitem ver o azul, o vermelho e o verde – ou fotorrecetores de três cones no olho humano. Apesar de a maioria das experiências sobre a visão serem feitas em cobaias e peixes, nenhuma dessas espécies tem a visão diurna e colorida dos seres humanos. Assim, a equipa criou o tecido do olho humanos em laboratório.

A autora principal do estudo, publicado Science, Kiara Eldred, referiu que é a visão de cores tricromática “que nos diferencia dos outros mamíferos”. “A nossa equipa tentou descobrir que caminhos é que as células percorrem para nos proporcionar esta visão especial a cores.”

Durante vários meses, à medida que as células cresciam em laboratório e se transformavam em tecido retiniano, a equipa descobriu que as células que detetam o azul se materializavam primeiro, seguidas pelas de deteção de vermelho e verde.

Além disso, chegaram à conclusão de que a chave para a troca molecular é o fluxo e refluxo do hormónio da tiróide. A glândula da tiróide, que não estava no laboratório, não controla o nível deste hormónio, mas o próprio tecido ocular sim.

Quando entenderam que era a quantidade do hormónio da tiróide que ditava se as células se tornariam recetores azuis, vermelhos ou verdes, descobriram então que conseguiam manipular o resultado, criando retinas oculares que, se fizessem parte do olho de um ser humano, veriam apenas o azul, ou o verde ou o vermelho.

A descoberta de que o hormónio tireoidiano é essencial fornece informações sobre por que os bebés prematuros, que reduziram os níveis dos hormónios tireoidianos por não terem o suprimento materno, têm uma incidência maior de distúrbios da visão.

Estas descobertas são apenas o primeiro passo. No futuro, os cientistas gostariam de usar organóides para aprender ainda mais sobre a visão de cores e os mecanismos envolvidos na criação de outras regiões da retina, como a mácula. Como a degeneração macular é uma das principais causas de cegueira nas pessoas, entender como cultivar uma nova mácula pode levar a tratamentos clínicos inovadores.

fonte: ZAP