terça-feira, 14 de novembro de 2017

Homem garante que está a ser assombrado por fantasma de bebé







Homem garante que está a ser perseguido por bebé fantasma

Adam Ellis, de Nova Iorque, EUA, garante que está a ser assombrado pelo fantasma de um bebé morto que invade o apartamento onde reside. O homem está convencido que a criança diabólica o persegue e vive atormentado com a situação. Já terá captado vários momentos sinistros e paranormais com uma câmara. 

Adam acredita que a figura é uma espécie de Freddy Krueger, ou seja que tem o poder de controlar os sonhos das pessoas e matá-las durante o sono. 

O rapaz começou a partilhar as experiências no Twitter há alguns meses, e agora conta com milhares de pessoas que seguem ansiosamente a situação para ver o que acontece. 


sábado, 4 de novembro de 2017

NASA encontra possíveis restos de um antigo oceano em Ceres


Ceres está repleto de minerais que contêm água, sugerindo que o planeta anão poderá ter tido um oceano global no passado. O que aconteceu a esse oceano? Será que Ceres ainda tem água líquida hoje? Dois novos estudos da missão Dawn da NASA lançaram luz sobre estas questões.

A equipa da Dawn descobriu que a crosta de Ceres é uma mistura de gelo, sais e materiais hidratados que foram submetidos a atividades geológicas passadas e possivelmente recentes, e que essa crosta representa a maior parte desse antigo oceano.

O segundo estudo baseia-se no primeiro e sugere que existe uma camada mais macia e facilmente deformável sob a crosta da superfície rígida de Ceres, que também pode ser a assinatura do líquido residual do oceano.

“Mais e mais, estamos a aprender que Ceres é um mundo dinâmico e complexo que pode ter hospedado muita água líquida no passado, e ainda pode ter alguma água subterrânea,” comenta Julie Castillo-Rogez, cientista do projeto Dawn e coautora dos estudos, no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia.

Como é o interior de Ceres? A gravidade pode-nos dizer

Aterrar em Ceres para investigar o seu interior seria um desafio técnico e arriscaria contaminar o planeta anão. Em vez disso, os cientistas usam as observações orbitais da Dawn para medir a gravidade de Ceres, a fim de estimar a sua composição e estrutura interior.

O primeiro dos dois estudos, liderado por Anton Ermakov, investigador pós-doutorado no JPL, usou medições da forma e dados de gravidade da missão Dawn para determinar a estrutura interna e composição de Ceres. As medições foram obtidas pela observação dos movimentos da nave com a DSN (Deep Space Network) da NASA para rastrear pequenas mudanças na órbita da sonda. Este estudo foi publicado na revista Journal of Geophysical Research: Planets.

A investigação de Ermakov e colegas apoia a possibilidade de Ceres ser geologicamente ativo – se não atualmente, então talvez tenha sido no passado recente. Três crateras – Occator, Kerwan e Yalod – e a solitária montanha de Ceres, Ahuna Mons, estão associadas com “anomalias gravitacionais”.

Isto significa que as discrepâncias entre os modelos da gravidade de Ceres feitos pelos cientistas e o que a Dawn observou nestes quatro locais podem ser associadas com estruturas subterrâneas.

“Ceres tem uma abundância de anomalias gravitacionais associadas com características geológicas excecionais,” comenta Ermakov. Nos casos de Ahuna Mons e Occator, as anomalias podem ser usadas para melhor entender a origem destas características, que se pensa serem expressões diferentes de criovulcanismo.

O estudo descobriu que a densidade da crosta é relativamente baixa, mais próxima da do gelo do que das rochas. No entanto, um estudo pelo investigador convidado da Dawn, Michael Bland do USGS (U.S. Geological Survey), indicou que o gelo é demasiado suave para ser o componente dominante da crosta forte de Ceres.

Então, como pode a crosta de Ceres ser tão leve quanto o gelo em termos de densidade, mas simultaneamente muito mais forte? Para responder a esta questão, outra equipa modelou como a superfície de Ceres evoluiu com o tempo.

Um Oceano “Fóssil” em Ceres

O segundo estudo, liderado por Roger Fu da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, investigou a força e composição da crosta de Ceres e o interior mais profundo ao estudar a topografia do planeta anão. Este estudo foi publicado na revista Earth and Planetary Science Letters.

Ao estudar como a topografia evoluiu num corpo planetário, os cientistas podem entender a composição do seu interior. Uma crosta forte e dominada por rocha pode permanecer inalterada ao longo dos 4,5 mil milhões de anos do Sistema Solar, enquanto uma crosta fraca, rica em gelos e sais, deformar-se-ia ao longo desse período.

Ao modelar a forma como a crosta de Ceres flui, Fu e colegas descobriram que é provavelmente uma mistura de gelo, sais, rocha e um componente adicional que se pensa ser hidrato de clatrato.

Um hidrato de clatrato é uma “jaula” de moléculas de água que rodeiam uma molécula de gás. Esta estrutura é 100 a 1000 vezes mais forte do que a água gelada, apesar de ter quase a mesma densidade.

Os cientistas pensam que Ceres já teve características de superfície mais pronunciadas, mas que suavizaram com o passar do tempo. Este tipo de achatamento de montanhas e vales requer uma crosta de alta resistência descansando por cima de uma camada mais deformável, que Fu e colegas interpretam conter um pouco de líquido.

A equipa pensa que a maior parte do oceano antigo de Ceres está agora congelado e preso na crosta sob a forma de gelo, hidratos de clatrato e sais. Assim permanece há mais de 4 mil milhões de anos.

Mas a existir líquido residual por baixo, esse oceano ainda não está completamente congelado. Isso é consistente com os vários modelos de evolução térmica de Ceres publicados antes da chegada da Dawn, apoiando a ideia de que o interior mais profundo de Ceres contém o líquido restante do seu antigo oceano.

fonte: ZAP aeiou

BURACO NA CAMADA DE OZONO ANTÁRTIDA ESTÁ COM TAMANHO MAIS REDUZIDO DESDE 1988


A NASA anuncia que o buraco da camada de ozono sobre a Antártida encolheu para o menor tamanho desde 1988

O imenso buraco na camada protetora de Ozono da Terra atingiu o seu máximo no dia 11 setembro deste ano, com a NASA quantificar a sua dimensão em 19,6 milhões de quilómetros quadrados (duas vezes e meia o tamanho dos Estados Unidos), após o que encolheu ao longo do resto do mês de setembro e outubro.

Um cientista da NASA, Paul Newman, afirmou que as condições tempestuosas na atmosfera superior aqueceram o ar e impediram que os químicos cloro e bromo 'comessem' o ozono.

Newman afirmou que estas são boas notícias e adiantou que a baixa verificada este ano tem causas naturais, mas que está no topo de melhorias pequenas mas contínuas, resultantes provavelmente de um tratado de 1987 que limitou a produção e consumo de substâncias químicas destruidoras do ozono.

O ozono é uma combinação de três átomos de oxigénio. A camada de ozono protege a Terra dos raios ultravioletas que provocam cancro da pele, danos em colheitas e outros problemas.

fonte: Visão

Fóssil de girafa mais antiga do mundo descoberto em perto de Madrid


A família das girafas ganha um novo elemento com a descoberta de um fóssil quase perfeito perto de Madrid. Segundo o artigo científico recentemente publicado, esta espécie será o membro mais antigo e mais primitivo de uma enorme linha de girafas de grandes dimensões e quatro cornos.

Uma equipa de investigadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN-CSIC) e do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont (ICP) descreve, num artigo recentemente publicado na revista PLoS One, uma nova espécie de girafa, rex decennatherium (D. rex). Recuperada de uma jazida a cerca de uma hora de Madrid, em Cerro de los Batallones, esta espécie será o membro mais antigo e mais primitivo de uma enorme linha girafas de grandes dimensões e quatro cornos.

Hoje em dia, a família das girafas inclui apenas quatro espécies, que habitam nas savanas sub-saarianas, e o ocapi, um membro do grupo que vive nas florestas do Congo e que não apresenta o pescoço longo característico do resto dos representantes. Restrita hoje ao continente africano, a origem da família remonta há cerca de 19 milhões de anos, tendo-se expandido depois pela Eurásia e África.

Os restos agora recuperados por investigadores do ICP e do MNCN têm 9 milhões de anos e correspondem a uma espécie desconhecida até ao momento.

"Ao contrário das girafas atuais, a D. rex não tinha o pescoço longo característico desta espécie e tinha quatro ossicones ou apêndices cranianos", explica Israel M. Sánchez, investigador ligado ao ICP. "Alguns destes pequenos apêndices estavam localizados acima dos olhos e o outro par - muito maior e curvo - atrás", continua em declarações citadas pelo El Espñol.

A equipa de investigadores descreve a nova espécie a partir de restos recuperados desde 2007 nas jazidas arqueológicas do Cerro de los Batallones. "Os fósseis recuperados, que incluem o esqueleto completo e articulado de um espécime, constituem uma das melhores coleções mundiais recuperadas dessa família", explica María Ríos, investigadora do MNCN e que lidera o estudo.

O artigo publicado na revista PLoS ONE estima a massa corporal de D. rex em pouco menos de uma tonelada, o que o coloca num tamanho intermédio entre as girafas atuais e o ocapi. "Verificamos que houve um aumento de tamanho ao longo do tempo nesta linhagem de girafas e que D. rex era pequeno em comparação com as espécies mais recentes", descreve Ríos. "Os carateres cranianos e dentários permitem-nos deduzir que esta girafa tinha uma dieta mista porque, ao contrário das atuais, que são principalmente ruminantes, alimentava-se de folhas, frutas e galhos, mas também de erva", continua.

A análise filogenética coloca "D. rex" como a forma mais primitiva da linhagem larga de girafas gigantes de quatro ossicones (denominação dos cornos nestes animais), cujas formas mais derivadas atingiram tamanhos enormes. É muito provável que alguns deles tenham coexistido com os primeiros humanos, de acordo com as conclusões da investigação.

fonte: Sapo 24

Novo dinossauro mostra-nos os dentes invulgares

Ilustração científica do <i>Matheronodon provincialis</i>

Ilustração científica do Matheronodon provincialis LUKAS PANZARI

Munido de uns dentes capazes de cortar como tesouras, conseguia alimentar-se de plantas duras e ricas em fibras.

Descobertas de dinossauros tem havido muitas ao longo dos tempos, pelo menos desde que sabemos que estes animais existiram e que o termo “dinossauro” foi cunhado em meados do século XIX pelo inglês Richard Owen. Mas nem todos já são notícia, como é o caso agora de uma espécie nova para a ciência descoberta em Velaux, no Sul de França. Este dinossauro herbívoro de que vamos falar, que viveu há aproximadamente 84 milhões a 72 milhões de anos, tinha uns dentes dignos de nota, como destaca o artigo científico que o descreveu esta quinta feira na revista Nature.

Era um rabdodonte, um grupo de dinossauros predominantemente exclusivo da Europa durante o período Cretácico. Os fósseis da nova espécie de rabdodonte — a Matheronodon provincialis — mostram que ela tinha uns dentes extremamente largos, com uma ponta — com cerca de seis centímetros de comprimento — idêntica a um cinzel, um instrumento manual com uma extremidade aguçada semelhante a uma lâmina de metal.

“O novo rabdodonte é caracterizado por um alargamento extremo da dentição quer do maxilar quer da mandíbula, relacionado com uma redução drástica do número de dentes no maxilar”, lê-se no artigo científico, cujo autor principal é Pascal Godefroit, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais.

Ao examinar a microestrutura dos dentes, verificou-se que os sulcos ao longo do lado mais espesso e esmaltado da coroa formam uma borda afiada e irregular. Os cientistas sugerem que a dentição e o aparelho de mastigação desta nova espécie foram concebidos para produzir uma acção poderosa de corte como um par de tesouras, adequando-se ao consumo de plantas duras, ricas em fibras.


Reconstituição do maxilar, com a implantação dos dentes, por tomografia computorizada ULYSSE LEFÈVRE/RBINS

“A sofisticação do seu mecanismo de alimentação tem sido identificada como o elemento-chave do sucesso evolutivo e da diversificação dos ornitópodes”, salienta ainda o artigo, referindo-se a uma subordem de dinossauros onde estão os rabdodontes.

E se os dentes invulgares do Matheronodon provincialis permitiam que aproveitasse plantas que outros dinossauros não conseguiriam comer, também nos fazem pensar noutro senhor dos tempos cretácicos com uns dentes igualmente dignos de referência, o famoso T-rex. Mas se um era mais dado às plantas, o outro devorava carne. O fim de ambos é que chegou há 65 milhões de anos, quando um meteorito, ao que muitas provas indicam, os varreu da Terra.

fonte: Público

Na Grande Pirâmide de Gizé foi descoberto um outro enorme espaço vazio

Investigadores a usar tecnologia de realidade virtual para visualizar o interior da Pirâmide de Gizé, no Egipto.

Investigadores a usar tecnologia de realidade virtual para visualizar o interior da Pirâmide de Gizé, no Egipto

Há um “grande espaço vazio” por detrás das paredes espessas da Grande Pirâmide de Gizé, no Egipto. A descoberta, anunciada esta quinta-feira, foi possível graças a um método de radiografia com recurso a raios cósmicos, que pode ajudar a desvendar como é que o monumento egípcio, com 4500 anos, foi construído.

Os raios cósmicos são partículas altamente energéticas, que atravessam o espaço em todas as direcções a uma velocidade muito próxima à da luz. Quando essas partículas interagem com as camadas mais altas da atmosfera, chocando com as moléculas que aí estão, isso origina uma chuva de partículas secundárias, que depois atinge a superfície da Terra. São os chamados muões, semelhantes aos electrões, mas com uma massa muito maior.

E foi através de uma tomografia de muões – que são capazes de penetrar milhares de metros de pedra sem serem completamente absorvidos – que os cientistas descobriram um espaço vazio nunca antes visto. Com cerca de 30 metros de comprimento, esse espaço está situado por cima da já conhecida Grande Galeria, que é um corredor que sobe até à Câmara do Rei. Além disso, tem um volume e altura semelhantes a esse corredor.


À esquerda, a Câmara do Rei e à sua direita o grande espaço vazio agora descoberto; por baixo, a Grande Galeria (corredor que conduz até à Câmara do Rei) e a Câmara da Rainha. SCANPYRAMIDS

A descoberta – a primeira desde o século XIX de um novo e importante espaço dentro desta pirâmide – foi realizada no âmbito de um projecto chamado ScanPyramids, que recorre a tecnologia não invasiva de obtenção de imagens para averiguar a estrutura interna das pirâmides do Antigo Egipto e procurar desvendar como foram construídas.

A Grande Pirâmide de Gizé foi construída – com blocos de pedra calcária e granito – durante o reinado do Faraó Quéops, e por isso também é conhecida como Pirâmide de Quéops. Com 139 metros de altura e 230 de comprimento, tem no seu interior pelo menos três câmaras – além da Câmara do Rei, a Câmara da Rainha e uma câmara subterrânea inacabada – e ainda o tal grande corredor. É a mais antiga e a maior das pirâmides egípcias. Mas ainda guarda muitos mistérios.


A Grande Galeria SCANPYRAMIDS

Em 2015, o físico Kunihiro Morishima, da Universidade de Nagóia (Japão) e a sua equipa, financiada pelo Governo do Egipto, instalou no interior da Câmara da Rainha (que fica por baixo da Câmara do Rei) detectores de muões. E o que aconteceu foi que as partículas se concentraram nas paredes da pirâmide e, sobretudo, nos espaços vazios. Confirmou-se assim a existência das três câmaras já conhecidas, mas também de um quarto espaço vazio e que até agora permanecia em segredo.


As películas de emulsão nuclear a serem instaladas no interior da Câmara da Rainha SCANPYRAMIDS

“Instalámos primeiro películas de emulsão nuclear, desenvolvidas pela Universidade de Nagóia, porque são mais compactas e não requerem energia eléctrica”, afirmam os investigadores no artigo científico, publicado na revista Nature. Aquelas películas fotográficas especiais detectam trajectórias dos muões em imagens tridimensionais.


Os hodoscópios de cintilição a serem instalados na Câmara da Rainha SCANPYRAMIDS

Foram ainda usadas outras duas tecnologias de detecção de muões (hodoscópios de cintilação e detectores de gás) para confirmar os resultados, por investigadores da Organização de Investigação do Acelerador de Altas Energias do Japão (KEK) e pela Comissão de Energias Alternativas e Energia Atómica de França (CEA), que também fazem parte da equipa. 


Os detectores de muões a serem instalados em frente à face norte da pirâmide SCANPYRAMIDS

Segundo o artigo, o “espaço vazio” encontra-se entre 40 a 50 metros do chão da Câmara da Rainha. “Ainda há muitas hipóteses arquitectónicas a considerar. O grande espaço vazio pode ter uma ou mais estruturas adjacentes, e pode estar inclinado ou na horizontal.”

Embora ainda existam muitas perguntas por responder, para já os investigadores têm uma certeza: “Esta descoberta mostra como a física de partículas moderna pode ajudar a desvendar a herança arqueológica mundial.”

fonte: Público

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Desenhos misteriosos descobertos em cavernas numa ilha deserta das Caraíbas


Desenhos em cavernas da civilização Taino, Porto Rico.

Arqueólogos britânicos descobriram um conjunto de figuras misteriosas desenhadas em cavernas de uma ilha desabitada de Porto Rico. As imagens reportarão ao período da civilização Taino que foi dizimada pelos conquistadores europeus.

Esta equipa de arqueologia, constituída por elementos de diversas entidades britânicas, investigou cerca de 70 cavernas na Ilha de Mona que pertence ao arquipélago de Porto Rico, situando-se entre este território e a Ilha de São Domingos, no mar das Caraíbas.

Foi, assim, que se depararam com milhares de desenhos nas paredes das cavernas. Os investigadores notam que se trata da “maior concentração de arte pré-colombiana indígena das Caraíbas“, conforme se refere no artigo científico publicado no Journal of Archaeological Science.

As imagens incluem figuras humanas, de animais e da natureza, algumas pintadas e outras desenhadas com carvão ou riscadas nas paredes, usando os dedos ou ferramentas semelhantes a dedos.


“A maior parte do trabalho que identificamos, neste estudo científico, foi feito durante um intenso período de actividade indígena nas cavernas, entre 1200 d.C. e a chegada europeia, depois de 1492 d.C.“, explica um dos autores da pesquisa, o curador da secção dedicada às Américas do Museu Britânico, Jago Cooper, em declarações à Fox News.

A análise permitiu concluir que “as imagens são pré-colombianas, feitas por artistas que exploravam e experimentavam nos subterrâneos profundos”, destaca, também na Fox News, a investigadora Alice Samson, professora de Arqueologia na Universidade de Leicester, no Reino Unido.

Estes desenhos podem, assim, ser um testemunho relevante sobre a civilização Tainoque terá habitado em Mona, até ao fim do Século XVI. Aquando da chegada dos invasores europeus, a população das Caraíbas seria muito superior em milhões, mas acabou dizimada pelos colonos.

“Para as milhares de pessoas indígenas que viviam nas Caraíbas antes da chegada dos europeus, as cavernas representavam portais para o reino espiritual e, por isso, estas novas descobertas dos artistas e das suas obras capturam a essência do seu sistema de crenças e dos blocos construtores da sua identidade cultural”, afiança Jaco Cooper em declarações divulgadas pela revista Newsweek.

Na pesquisa, os investigadores sustentam que os povos indígenas iam para as cavernas especificamente para elaborarem estes desenhos. Como prova disso indicam que encontraram uma espécie de “kit de arte pré-preparado”, com tintas complexas feitas a partir de gomas de plantas.

fonte: ZAP aeiou

Como o mundo amava a suástica, até os nazis se apropriarem do símbolo


Na Primeira Guerra, as forças armadas dos EUA e da Grã-Bretanha usaram suásticas nos aviões - Foto: Steven Heller

No mundo ocidental, a suástica é sinonimo de fascismo, mas ela existe há milhares de anos e foi usada como símbolo de boa sorte em quase todas as culturas do mundo. Agora, alguns tentam recuperar seu sentido original.

Na linguagem antiga do sânscrito, suástica significa "bem-estar". A figura foi usada por hindus, budistas e jainistas por milénios, e é normalmente considerado indiano.

Viajantes do Ocidente para a Ásia foram inspirados por suas associações positivas e começaram a usá-lo em seus países. No início do século 20, houve uma moda de suástica como símbolo de sorte.

Em seu livro The Swastika: Symbol Beyond Redemption? (As Suástica: símbolo sem redenção?, em tradução livre), o escritor e designer Steven Heller mostra como a figura foi adoptada com entusiasmo na Europa na arquitectura, na propaganda e no design de produtos.


Diversos produtos antes dos anos 1930 nos EUA eram chamados de suástica ou tinham o símbolo, até a Coca-Cola - Foto: Steven Heller

"A Coca-Cola usou. A Carlsberg usou em suas garrafas de cerveja. Os Escoteiros-mirins também adoraram e o Clube de Meninas da América chamava sua revista de Suástica. Eles mandavam até distintivos de suástica para seus leitores como prémio por vender revistas", diz.

O ícone oriental também foi usado por unidades do Exército americano durante a Primeira Guerra Mundial e era visto nos aviões da Força Aérea Britânica até 1939. A maior parte desses usos "benignos" parou de ocorrer nos anos 1930, quando o partido nazista chegou ao poder na Alemanha.

O uso nazista da suástica tem origem no trabalho de académicos alemães do século 19 que traduziam antigos textos indianos, e notaram semelhanças entre o alemão e o sânscrito. Eles concluíram que indianos e alemães deveriam ter os mesmos ancestrais - uma raça de guerreiros chamada ariana.


Hindus desenhavam o símbolo no corpo e budistas o utilizavam na decoração - Foto: Alamy

Essa ideia foi utilizada por grupos nacionalistas antissemitas dentro do movimento, que se apropriaram da suástica como um símbolo ariano, para espalhar entre os alemães o sentimento de que pertenciam a uma linhagem antiga.

A hakenkreuz (cruz com ganchos, em alemão) negra dentro de um círculo branco e o fundo vermelho da bandeira nazista se tornariam o emblema mais odiado do século 20, para sempre conectado às atrocidades cometidas no Terceiro Reich.

"Para os judeus, a suástica é sinonimo de medo, de repressão e de extermínio. É algo que nunca poderemos mudar", diz o sobrevivente do Holocausto Freddie Knoller, de 96 anos. "Colocar a suástica em lápides ou em sinagogas nos causa medo. Não deveria acontecer."

O símbolo foi proibido na Alemanha no fim da Segunda Guerra Mundial e o país tentou, sem sucesso, proibi-lo em toda a Europa em 2007.

Contra o mal

A ironia é que a suástica tem uma origem mais europeia do que a maior parte das pessoas pensa. Descobertas arqueológicas já demonstraram que ela é muito antiga, mas que seus exemplos não são limitados à Índia. Ela também foi usada pelos antigos gregos, pelos celtas, pelos anglo-saxões e até - em alguns dos artefactos mais antigos - no leste da Europa, do mar Báltico até os Balcãs.

Um bom lugar para conhecer esta história é o Museu Nacional de História da Ucrânia, na capital Kiev.


Registo mais antigo de padrão de suástica data de 15 mil anos - Foto: Mukti Jain Campion

Entre os principais tesouros do museu está uma figura pequena de marfim que mostra um pássaro fêmea. Feito da presa de um mamute, a figura foi encontrada em 1908 no assentamento paleolítico de Mezin, perto da fronteira da Ucrânia com a Rússia.

No peito do pássaro está gravado um padrão complexo de suásticas. É o padrão de suásticas mais antigo identificado no mundo. Segundo a datação de carbono, ele tem impressionantes 15 mil anos. O pássaro foi encontrado junto com uma série de objectos fálicos, o que dá a entender que o padrão era usado como símbolo de fertilidade.

Em 1965, a paleontóloga Valentina Bibikova descobriu que o padrão no pássaro é muito semelhante ao padrão que ocorre naturalmente no marfim. Será que as marcas na pequena figura paleolítica estavam só reflectindo o que os homens viam na natureza - o mamute que eles associavam com bem-estar e fertilidade?

Suásticas "solitárias" começaram a aparecer na cultura neolítica Vinca no sudeste da Europa há cerca de 7 mil anos. Mas foi na Era de Bronze que elas se espalharam pela Europa. Na colecção do museu em Kiev há vasos de cerâmica que têm suásticas circulando sua metade superior e datam de 4 mil anos.

Quando os nazistas ocuparam Kiev na Segunda Guerra Mundial, eles estavam tão convencidos de que esses vasos eram provas de seus ancestrais arianos que os levaram para a Alemanha (eles foram devolvidos à Ucrânia depois da guerra).

Na colecção grega do museu, a suástica aparece no ornamento da arquitectura que se tornou conhecido como padrão grego, usado em azulejos e tecidos até hoje.

Os antigos gregos também usavam motivos de suástica para decorar seus vasos e vasilhas. Um fragmento da colecção, que data do século 7 D.C., mostra uma suástica com membros como se fossem tentáculos pintada sob a barriga de um bode.



Roupas eslavas tinham suásticas bordadas para afastar o mal Foto: Mukti Jain Campion

Mas talvez os artefactos mais surpreendentes no museu sejam os fragmentos de tecido que sobreviveram do século 12 D.C. Acredita-se que eles pertenceram ao colarinho do vestido de uma princesa eslava. Eles são bordados com cruzes e suásticas douradas, para afastar o mal.

A suástica continuou sendo um motivo popular no bordado do leste da Europa e da Rússia até a Segunda Guerra Mundial. Um autor russo chamado Pavel Kutenkov identificou cerca de 200 variações na região. Mas o símbolo continua controverso. Em 1941, Kiev foi o local do pior assassinato em massa do Holocausto, quando quase 34 mil judeus foram reunidos e mortos em Babi Yar.

Na Europa ocidental, o uso das antigas suásticas parou gradualmente muito antes da era moderna, mas é possível encontrar exemplos da Era do Bronze, como a Pedra da Suástica em Yorkshire, na Inglaterra.

Relembrando o passado

Algumas pessoas acham que essa longa história pode ajudar a reviver a suástica como algo positivo na Europa. Um tatuador famoso em Copenhagen afirma que o símbolo é um elemento da mitologia nórdica que continua sendo atraente para muitos escandinavos.

Ele é um dos fundadores do Dia de Aprender a Amar a Suástica, que ocorreu em 13 de novembro de 2013, quando tatuadores de todo o mundo se ofereceram para tatuar suásticas de graça, para relembrar o passado multicultural do símbolo.

"A suástica é um símbolo de amor e Hitler abusou dela. Não estamos tentando trazer a hakenkreuz de volta. Isso seria impossível. E também não é algo que queremos que as pessoas esqueçam", afirma.

"Só queremos que as pessoas saibam que a suástica aparece de muitas outras maneiras, e nenhuma delas foi usada para nada ruim. Também queremos mostrar aos fascistas da direita que é errado usar esse símbolo. Se pudermos educar o público sobre o verdadeiro significado da suástica, talvez possamos tirá-las dos fascistas."

Mas para pessoas como Freddie Knoller, que experimentaram os horrores do fascismo, a ideia de aprender a amar a suástica não é assim tão fácil.

"Nós que passamos pelo Holocausto sempre vamos lembrar do que a suástica foi nas nossas vidas - um símbolo do mais puro mal", diz.

"Não sabíamos que ele já existia há tantos milhares de anos. Mas acho interessante que as pessoas saibam que nem sempre foi um ícone do fascismo."

fonte: BBC Brasil