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domingo, 8 de novembro de 2020

Tubarão de duas cabeças e dois corações encontrado no Brasil

 

Animal não só possui duas cabeças, mas também apresenta dois corações e duas colunas vertebrais independentes, além de outros órgãos internos duplos.

Cientistas brasileiros descobriram o primeiro tubarão de duas cabeças alguma vez visto. O animal foi encontrado por pescadores junto ao litoral de São Paulo, entre Itanhaém e Peruíbe, avança a Globo.

De acordo com especialistas, a causa da anomalia pode estar ligada, entre outros fatores, à poluição dos oceanos.

De acordo com o professor e biólogo Ederis Queiroz, do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (Ibimm) de Peruíbe, este é "o primeiro caso do mundo, registado e documentado na literatura, de um tubarão galhudo gémeo siamês encontrado na natureza".

O biólogo marinho explica que o animal foi doado para estudo. A partir das análises, os investigadores descobriram que o tubarão não só possui duas cabeças, mas que também apresenta dois corações e duas colunas vertebrais independentes, além de outros órgãos internos duplos.

O cientista diz que não é possível determinar a causa da anomalia, mas que a poluição dos oceanos é uma das causas possíveis. "Os tubarões acumulam metais pesados na sua alimentação, e isso pode gerar o que chamamos de uma mutação, uma anomalia", explicou.

O fenómeno, segundo Edris, também pode estar ligado a alterações genéticas e problemas no útero da mãe: "A compressão do útero pode fazer um ovo fundir-se com outro. Não temos como ter a certeza pois são fenómenos raríssimos. Não sabemos se a raridade acontece porque simplesmente não encontramos este tipo de tubarões ou se são fenómenos realmente diferenciados".

"Com estas novidades, talvez seja possível chamar atenção para os problemas sérios que têm ocorrido nos ambientes marinhos. Este estudo vai ajudar a procurarmos medidas que ajudem na preservação e conservação das espécies", rematou.


quinta-feira, 12 de março de 2020

Coronavírus com inserções genéticas do HIV.!


Poderá o Coronavírus (Covid-19) ter sido criado em Laboratório?

Vamos por partes:

No Passado, a CIA fabricou armas biológicas, infectando mosquitos, aranhas e outros insectos para espalhar doenças.

Um dos autores que revelou isso no livro "Democracia e Secretismo" foi Oswald leWinter.

Mais pistas:

Segundo um especialista em guerra biológica de Israel, Dany Shoham, e publicado no “The Washington Times”, ele acredita que o coronavírus seria uma arma biológica criada num laboratório do Canadá e roubada por Chineses para usar como arma biológica, a revista "Great Game India" também publicou um artigo sobre isso.

No ano passado, um carregamento misterioso foi apanhado contendo coronavírus do Canadá. Foi atribuída a agentes chineses que trabalhavam num laboratório Canadense. A investigação da revista “Great Game India” (de geopolítica e notícias) vinculou os agentes ao Programa de guerra biológica da China, segundo informações compiladas pelo site “Zero Hedge”.

De acordo com a investigação da revista indiana, o cientista chinês Xiangguo Qiu, do Instituto de Biologia Celular e do Departamento de Pediatria e Saúde Infantil da Universidade de Manitoba, no Canadá, fez pelo menos cinco viagens durante o ano lectivo de 2017-18 para o Laboratório Nacional de Bio segurança de Wuhan, da Academia Chinesa de Ciências.

Links:

Começam a surgir evidências que o coronavírus foi manipulado geneticamente e inseridos códigos semelhantes ao vírus HIV:


O estudo foi realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia Indiano, Acharya Narendra Dev College e Universidade de Delhi e foi publicado sob o título "Uncanny similarity of new inserts in the 2019-nCoV spike protein to HIV-1 gp120 and Gag".

O estudo encontrou 4 novas inserções do tipo HIV no Coronavírus, ausentes noutros tipos de Coronavírus. Esta descoberta, segundo o estudo, é "improvável de ser fortuita por natureza", o que significa que não é um fenómeno que ocorre naturalmente e num curto espaço de tempo.

Actualmente, estamos testemunhando uma grande epidemia causada pelo novo coronavírus de 2019 (Covid-19). A evolução do Covid-19 permanece ilusória. Encontramos 4 inserções na glicoproteína spike (S) que são exclusivas do Covid-19 e não estão presentes noutros coronavírus. É importante ressaltar que os resíduos de aminoácidos em todas as 4 inserções têm identidade ou semelhança com os da gp120 do HIV-1 ou da gag do HIV-1.

Tenho três fontes de informação diferentes com esta pesquisa:


Curiosamente a China começou a utilizar medicamentos que tratam HIV, para tentar tratar os infectados com Coronavírus (provavelmente porque a genética do vírus manipulado com inserções de HIV o torna compatível).

Não foram apenas cientistas Indianos a pesquisar isso:

Conforme reportado pelo Dr. James Lyons-Weiler, fundador do Institute for Pure and Applied Knowledge (Pensilvânia) e autor de 57 publicações revisadas por pares, uma análise da sequência genética do coronavírus encontra uma sequência peculiar chamada “pShuttle-SN”. Essa sequência é o remanescente de uma sequência de engenharia genética usada para inserir genes em vírus e bactérias. Ele fornece uma prova irrefutável de "código aberto" de que o coronavírus que agora circula na natureza foi projectado em laboratório. Todo o laboratório que possui a sequência genética pode ver isso por si próprio. É bem claro, e é por isso que descrevemos essa revelação como "código aberto".

O dr. Francis Boyle numa entrevista ao Geopolitics and Empire disse que este vírus é certamente uma arma biológica, com taxa de mortalidade 15% mais letal que SARS e propagação 85% mais forte.


O portal Biorxiv.org também publicou um artigo sobre isso. Provavelmente será editado ou eliminado em breve!


A censura já começou e vários sites de Notícias e redes sociais como o Twitter começaram a banir sites de conspiração que revelam estes detalhes, alegando o de costume "são Fake news" vamos censurar.

A Inquisição virtual que eu tanto apregoava, chegou. A morte lenta da informação livre.

Faça download do meu documento PDF com este texto, fontes de informação, partilhe com o máximo de pessoas possível.


E mais uma vez o INWO/ Illuminati New world Order game acertou:



domingo, 23 de fevereiro de 2020

Pássaro com 46 mil anos foi encontrado congelado na Sibéria

Pássaro com 46 mil anos foi encontrado congelado na Sibéria

De acordo com a CNN, o pássaro com 46 mil anos encontrado na Sibéria em extraordinário estado de conservação foi identificado pelos cientistas como uma cotovia com chifres.

Foi encontrado, numa vila do nordeste da Sibéria, por locais que procuravam fósseis de marfim, enterrado no pergelissolo, que é um tipo de solo permanentemente congelado que se encontra nas regiões do ártico. Os arqueólogos amadores terão percebido que se tratava de um espécime com milhares de anos, uma vez que o entregaram para ser analisado por especialistas.

A datação por radiocarbono, realizada no Museu Sueco de História Natural, determinou que o pássaro viveu há 46 mil anos e testes genéticos identificaram-no como uma cotovia com chifres (Eremophila alpestris), noticia a CNN, que entrevistou os dois especialistas responsáveis pela investigação, Nicolas Dussex e Love Dalén.

Dálen disse à estação de televisão que o pássaro pode ser antepassado de duas subespécies atuais de cotovia - uma no norte da Rússia e a outra na estepe mongol - e que a descoberta indicava que as mudanças climáticas que ocorreram no final da última Era Glaciar levaram à formação de novas subespécies.

A ave, encontrada no nordeste da Sibéria, estava em excelentes condições de preservação, provavelmente num estado muito semelhante ao da altura da sua morte. O frio e a estabilidade do solo explicam este fenómeno, de acordo com Love Dálen que disse à CNN que a próxima etapa da investigação seria dedicada à sequenciação do genoma do pássaro milenar, para perceber a relação com as subespécies atuais e a evolução daquela espécie.

A possibilidade de estudar o genoma de espécies tão antigas é extraordionária, segundo Nicolas Sussex, "porque permite perceber a evolução da fauna da era glaciar e como responderam às mudanças climáticas nos últimos 50 a 10 mil".


Descoberto no Brasil vírus misterioso inofensivo para humanos

O "Yaravírus" numa imagem obtida em laboratório

O "Yaravírus" numa imagem obtida em laboratório © Aix Marseille University and Microscopy Center/UFMG/

A descoberta foi feita na cidade brasileira de Belo Horizonte. Os cientistas só identificaram 10% dos genes do novo vírus, que "não representa riscos" para o ser humano.

Cientistas do Brasil e de França descobriram na cidade brasileira de Belo Horizonte um novo vírus com 90% da sua genética desconhecida, mas que não é prejudicial ao ser humano, explicaram esta quarta-feira fontes académicas.

Denominado "Yaravirus", em homenagem a 'Iara', uma sereia de água doce do folclore indígena brasileiro, que com o seu canto atraiu homens para o fundo dos rios, o misterioso vírus foi encontrado na lagoa da Pampulha, na região central de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.

A descoberta foi publicada esta semana na revista científica francesa BioRxiv, pelos investigadores Bernard La Scola, da Universidade Aix-Marseille, de França, e Jonatas Abrahao, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Brasil.

Fontes do Laboratório de Vírus do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG indicaram à agência noticiosa Efe que este protozoário [micro-organismo unicelular ou formado por uma colónia de células iguais entre si] "não representa riscos" para o ser humano porque "não infeta nenhum tipo de vertebrado", como é o caso do homem.

Os cientistas identificaram apenas 10% dos seus genes, enquanto os 90% restantes ainda estão sob investigação porque o material genético não corresponde às informações dos bancos de ciência existentes.

O vírus é exclusivo das amebas

Além disso, segundo os investigadores, o vírus é exclusivo das amebas [animais unicelulares das águas salgadas, doces e de terra húmida] que estão em lagoas, rios, tanques e até em piscinas e em sistemas de aquedutos.

Segundo o estudo, o vírus pode ser o primeiro protozoário parasita "Acanthamoeba spp" (não identificada) isolado do grupo dos vírus nucleocitoplasmáticos de grande ADN [sigla de ácido desoxirribonucleico].

Com o recente corte do Governo federal brasileiro para investigações científicas, os responsáveis pela descoberta procuram agora apoio de outras instituições públicas e privadas, inclusive no exterior, para continuarem e identificar 90% dos genes desconhecidos do novo vírus, num contributo para a ciência.


domingo, 19 de janeiro de 2020

Investigadores do CIIMAR ajudam a desvendar ADN de "monstro" marinho

Resultado de imagem para https://noticias.up.pt/investigadores-do-ciimar-ajudam-a-desvendar-adn-de-monstro-marinho/

Equipa de cientistas conseguiu sequenciar pela primeira vez o genoma completo da lula gigante, oferecendo novas luzes sobre a sua vida no mar profundo.

Em 1857, o naturalista dinamarquês Japetus Steenstrup ligou os contos de navios arrastados ao oceano com a existência da lula gigante: um invertebrado de dez braços, que se acredita crescer até 13 metros e pesar mais de 900 kg. Agora, mais de 160 anos depois, uma equipa internacional de cientistas, entre os quais se incluem Agostinho Antunes e André Machado, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha da Universidade do Porto (CIIMAR-UP), sequenciou o genoma completo de uma lula gigante, um dos mais icónicos e misteriosos animais marinhos. O estudo em questão “A draft genome sequence of the elusive giant squid, Architeuthis dux” acaba de ser publicado na revista científica GigaScience.

“Estes novos resultados podem desbloquear várias questões evolutivas pendentes sobre estas espécies”, explica Rute da Fonseca, Professora Associada , do Centro de Macroecologia, Evolução e Clima (CMEC) do Instituto GLOBE da Universidade de Copenhaga, que liderou a pesquisa.

Mais dados, mais perguntas

Ao longo dos anos, poucos foram os restos de lulas gigantes que foram recolhidos em todo o mundo. Usando sequências de DNA mitocondrial destas amostras, os investigadores da Universidade de Copenhaga já haviam confirmado que todas as lulas gigantes são pertencentes a uma única espécie. “No entanto, a nossa análise genética inicial gerou mais perguntas do que respostas”, diz Tom Gilbert, professor do GLOBE Institute.

O novo estudo propunha-se então a gerar um conjunto de dados de genoma de alta qualidade para a lula gigante, um desafio tão complexo quanto a detecção de um destes animais no seu ambiente natural! Este foi, no entanto, um esforço importante, dado que a maior parte do que sabemos sobre lulas gigantes vem de espécimes de museus. Por esse motivo, os dados sobre o seu genoma são essenciais para descobrir ainda mais sobre essa espécie icónica.


Lula Gigante mantida no Darwin Centre em Londres. (Foto: Museu de História Natural de Londres) Amostras não cooperativas

Os desafios no laboratório começaram com o facto de quase todas as amostras disponíveis serem originárias de animais em decomposição, geralmente preservados em formalina ou etanol em museus de todo o mundo. Portanto a maioria não pode ser usada para obter o DNA de alta qualidade necessário para uma boa montagem do genoma. Além disso, os níveis elevados de amónia e polissacarídeos nos tecidos foram provavelmente os responsáveis ​​pelas repetidas falhas na produção de bibliotecas de dados adequadas em quase todas as tecnologias de sequenciação de DNA disponíveis.

‘Este projeto lembra-nos que existem muitas espécies por aí que requerem procedimentos laboratoriais e de bioinformática optimizados individualmente, um esforço às vezes subestimado ao projetar abordagens em grandes consórcios de sequenciação de genomas”, refere Rute da Fonseca, que começou a liderar o projeto ao trabalhar como professora assistente no Departamento de Biologia da Universidade de Copenhaga.


Ventosas de Lula Gigante. (Foto: Museu de História Natural de Londres)

Um primeiro passo para conhecer o gigante

Apesar dos muitos desafios, a qualidade do genoma recém-sequenciado mostrou ser um dos melhores entre os cefalópodes disponíveis e permitirá dar os primeiros passo para desvendar a evolução das lulas gigantes a partir de fundamentos genéticos relacionados com o tamanho, crescimento e idade.

Segundo Caroline Albertin, co-autora e investigadora do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, pode já adiantar-se que ‘a maioria dos genes da lula gigante, tal como no polvo, é partilhada com outros animais, como caracóis, vermes, moscas e humanos.’

Já Agostinho Antunes, líder do grupo de Bioinformática e Genética Evolutiva do CIIMAR-UP e co-autor do artigo, enfatizou as “peculiaridades em relação ao tamanho de alguns genes (por exemplo os genes Hox) que, no caso da lula gigante, têm um tamanho muito maior quando comparado a qualquer outro animal”, apresentando “uma via intrigante para futuras investigações”.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O aclamado general que, afinal, pode ter sido mulher ou intersexual


Smith Collection/Gado/ Getty Images

Exames de ADN realizados por cientistas confirmaram que os restos mortais com caraterísticas femininas encontrados há duas décadas pertencem mesmo a Casimir Pulaski, considerado um dos heróis da Guerra de Independência dos EUA, no século XVIII

Casimir Pulaski lutou ao lado dos americanos contra o exército britânico pela sua independência, no século XVIII, durante a Guerra de Independência dos EUA, que aconteceu entre 1775 e 1783. Foi considerado um herói de guerra, também na Polónia – de onde era – e foi várias vezes homenageado com monumentos em seu nome.

Agora, os cientistas dizem que o aclamado general pode ter sido, afinal, uma mulher, ou até intersexual, um termo usado para descrever pessoas que nascem com caraterísticas sexuais biológicas que não se encaixam nas caraterísticas típicas do sexo feminino ou masculino.

Há cerca de duas décadas, investigadores americanos exumaram o corpo de Casimir Pulaski, que tinha sido sepultado em Geórgia, nos EUA, e descobriram que o seu esqueleto tinha várias caraterísticas femininas.

“Nas mulheres, a cavidade pélvica tem um formato mais oval. Tem menos forma de coração do que a pélvis masculina. A de Pulaski parecia muito feminina”, explicou, à NBC, Virginia Estabrook, que fazia parte da equipa que estudou, em 1996, os seus restos mortais.

Contudo, o grupo de antropólogos não tinha conseguido provar de que se tratava mesmo do corpo de Casimir Pulaski. Novos testes de ADN mitocondrial realizados em 2018 por cientistas norte-americanos, incluindo Virginia Estabrook, revelaram uma correspondência entre o ADN extraído do esqueleto de Pulaski e de um parente do militar, confirmando que se tratava, realmente, do corpo de Casimir Pulaski.

“O que sabemos é que há uma desconexão entre o que vemos no esqueleto e o que sabemos sobre a vida de Pulaski”, Virginia Estabrook explicou à NBC. A cientista observou que a pesquisa sobre como as caraterísticas intersexuais afetam o desenvolvimento do esqueleto é muito escassa e referiu que o caso de Pulaski é um sinal do trabalho que precisa de ser realizado nessa área.

Esta descoberta vai ser explicada ao pormenor na próxima segunda-feira, com a estreia do documentário “O General era feminino?”, que faz parte da série “Histórias Ocultas nos EUA”, no canal de televisão do Smithsonian.

Quando Casimir Pulaski era muito jovem, foi exilado da Polónia por ter lutado contra o domínio russo e, por isso, o militar acabou por fugir para Paris. Foi aí que conheceu Benjamin Franklin, um dos líderes da Revolução Americana, que o convenceu a apoiar as colónias que lutavam contra a Inglaterra na Guerra de Independência dos EUA.

Acredita-se que o militar salvou a vida de George Washington, que comandava as tropas americanas, durante a Batalha de Brandywine, no ano de 1777.

Casimir Pulaski nunca se casou e não teve descendentes. Pensa-se que morreu aos 34 anos, depois de sofrer ferimentos durante o cerco à cidade de Savannah, nos EUA, em 1779. Ainda hoje é homenageado com o “Dia de Casimir Pulaski”, sempre na primeira segunda-feira de março, em Chicago, Illinois.

SARA BORGES DOS SANTOS


domingo, 22 de setembro de 2019

Bezerro mutante com 'rosto humano' nasce na Argentina


Um bezerro mutante atordoou os fazendeiros locais ao nascer com o rosto deformado, parecido ao de um humano.

O animal foi filmado por moradores na pequena aldeia de Villa Ana, localizada na Argentina.

A criatura veio à luz com um nariz e boca pequenos e lutou para levantar a cabeça.

Aparentemente tinha um crânio malformado e morreu poucas horas depois do nascimento, escreve o tabloide britânico Mirror.


O geneticista Nicolas Magnago declarou à mídia local que o animal teria sofrido uma rara mutação genética.

​Bezerro mutante nasce com 'rosto humano' em vídeo bizarro

"Uma mutação é uma mudança no sequenciamento de ADN que foi transferido para a prole da vaca […] Foi uma mutação espontânea causada pela ação de agentes mutagênicos, físicos, químicos ou biológicos, que alteraram a sua sequência genética", disse o geneticista.


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Foi descoberta a enguia-elétrica mais poderosa do mundo


Nova espécie de enguia-elétrica pode produzir um choque eléctrico de 860 volts. Apesar de elevado, não chega para matar uma pessoa saudável, diz investigador.

Uma equipa de investigadores do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, em parceria com biólogos brasileiros, descobriu duas novas espécies de enguia-elétrica na Amazónia. Uma delas dá um choque elétrico de 860 volts, o que ultrapassa em 210 volts o mais alto valor registado numa enguia. A revista cientifica Nature Communications considera a nova espécie de enguia o animal gerador de eletricidade mais poderoso do mundo.

A enguia-elétrica foi descoberta pela primeira vez pelo cientista sueco Carl Lunnaeus em 1766. Durante séculos, acreditou-se que era a única espécie existente em toda a região da Amazónia. Mas o investigador David de Santana e a sua equipa decidiram fazer um estudo para entender melhor estes animais e mapear a vida selvagem em partes remotas da América do Sul.

Durante o estudo, foram analisadas 107 amostras de ADN de várias enguias e encontradas três espécies: a já conhecida Electrophorus electricus, e as novas Electrophorus voltai e Electrophorus varii. Outro resultado foi que a E.voltai é capaz de produzir um choque de 860 volts – ultrapassando os 650 volts previamente registados – "tornando-o o gerador de bioeletricidade mais forte conhecido", confirma Santana. Ao The New York Times, Santana afirmou que a voltagem não é suficiente para matar um ser humano saudável. 

"Apesar de todo o impacto humano na floresta amazónica nos últimos 50 anos, ainda podemos descobrir peixes gigantes como as duas novas espécies de enguias eléctricas", disse o investigador.

A Nature Communications partilhou o estudo esta terça-feira, teorizando que as três espécies evoluíram de um antepassado partilhado há milhões de anos. 

As enguias elétricas usam o choque para caçar, defender-se e navegar. Têm três órgãos elétricos especializados que podem produzir cargas de diferentes intensidades para diferentes fins. Os choques costumam durar segundos.

Segundo Santana, "a fisiologia da enguia-elétrica inspirou o projeto da primeira bateria elétrica de Volta, forneceu uma base para o tratamento de doenças neuro-degenerativas e recentemente promoveu o avanço das baterias de hidrogel que podem ser usadas em implantes médicos".


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Loch Ness: e se o monstro for só uma enguia gigante? A hipótese dos cientistas


O monstro do Lago Ness, na Escócia, poderá ser apenas uma enguia gigante, dizem cientistas.

Depois de uma intensa análise de vestígios de ADN nas águas do Lago Ness, os cientistas chegaram à conclusão de que o alegado monstro pode ser apenas uma enguia gigante. Neil Gemmell, geneticista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, explicou que os resultados puseram de parte a hipótese de haver alguma espécie de réptil marinho gigante.

Uma equipa internacional, composta por especialistas do Reino Unido, dos Estados Unidos, da Austrália e de França, recolheu amostras de ADN no lago em junho do ano passado.

O uso deste tipo de amostras permite a monitorização de animais marinhos, como os tubarões e as baleias. De cada vez que um ser vivo se desloca no seu habitat, deixa para trás pequenos fragmentos de ADN através de pele, escamas, penas, penugem, fezes e urina.

Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness.

Este ADN pode ser recolhido, sequenciado e depois usado para identificar o ser vivo, comparando a sequência obtida com a grande quantidade de informação genética de centenas de milhares de diferentes organismos. A equipa analisou no total 500 milhões de sequências do material genético encontrado.

"As enguias são muito comuns em lagos. Todos os locais que visitámos para recolha de amostragem tinham, no entanto, uma quantidade de enguias que surpreendeu", afirmou Neil Gemmell, acrescentando: "Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness, mas não sabemos se estas amostras que recolhemos são de um monstro gigante ou de um animal normal."

Como surgiu o conceito "monstro de Loch Ness"?

O primeiro registo escrito de um monstro a viver nas águas escocesas surgiu no século VI pela obra do irlandês Santo Columba. A foto mais famosa do Nessie (como era apelidado o suposto monstro), mais conhecida por "Fotografia do Cirurgião", foi tirada em 1934 e mostra uma cabeça ligada a um longo pescoço a sair da água.

Esta foto foi, 60 anos mais tarde, revelada como uma fraude. Era apenas um modelo de monstro marinho anexado a um submarino de brinquedo.

Desde então, várias equipas de investigadores tentaram encontrar o monstro, sempre sem sucesso. Em 2003, a BBC financiou uma extensa pesquisa científica que usou 600 feixes de sonar e rastreamento por satélite para varrer toda a extensão do lago.

A tentativa mais recente foi realizada há três anos, quando um drone marinho de alta tecnologia localizou um monstro - mas não era o que procuravam. Acabaram por descobrir a réplica usada nos anos 1970, no filme "The Private Life of Sherlock Holmes", afundada no lago.

fonte: TSF

domingo, 25 de agosto de 2019

Mistério do monstro do Lago Ness pode ter sido desvendado

Resultado de imagem para nessie

Um projeto científico com o objetivo de caçar o lendário monstro do Lago Ness chegou ao fim, e pode finalmente encerrar o mistério em torno da criatura.

Isso porque uma recente investigação de ADN do lago pode ter encontrado uma teoria "plausível" sobre o mítico monstro, cita o tabloide Daily Mail.

A análise de ADN utilizada pela equipe de cientistas internacional, liderada pelo Professor Neil Gemmell, da Universidade de Otago, identificou restos genéticos presentes na água, o que permitiu estabelecer uma lista detalhada de toda vida que havia nas águas do Lago Ness. Para isso foram precisas 250 amostras de água em três níveis de profundidade.

Através dessas amostras foram obtidas 500 milhões de sequências que serão analisadas em conjunto com o banco de dados existente, o estudo deverá ser revelado em setembro.

Aparentemente, a equipe de estudo identificou 15 espécies diferentes de peixes e três mil tipos de bactérias que viviam na água ao longo do Lago Ness.


CC BY-SA 3.0 / AD MESKENS / MONSTRO DO LAGO NESS Monstro do lago Ness (imagem referencial)

Mesmo que o monstro não exista, o estudo poderá mostrar que animais habitavam ou habitam no lago.

"Estamos maravilhados com a quantidade de interesse gerado pelo projeto na ciência e, com ou sem monstro, nós entenderemos o Lago Ness, bem como a vida que há lá, de uma nova maneira", afirmou o Professor Gemmell.

fonte: Sputnik News

domingo, 18 de agosto de 2019

Depois de morrer, estes genes “fantasma” ganham vida


A simples definição de morte – aquela que diz que o corpo deixa de funcionar – não chega para descrever o quão estranho o nosso organismo realmente é.

“Não sabemos nada sobre o que acontece quando morremos”, disse Peter Noble, ex-professor na Universidade de Alabama, ao Discover. Noble sabe, em primeira mão, que há surpresas para os cientistas que estudam o fim da vida, uma vez que o próprio estudou os genes que ganham vida horas ou até dias depois da morte do organismo.

Um gene é um conjunto de instruções químicas, feito de ADN, que diz ao corpo como fazer algo. Quando o gene é ativado, estas instruções químicas são transcritas pelo nosso RNA, e as nossas células podem usar essa sequência copiada como um esqueleto para construir moléculas complexas.

Noble e os colegas da Universidade de Washington estavam a testar a técnica para medir a atividade genética. Como controle, os cientistas analisaram tecidos de um peixe-zebra morto recentemente, esperando ver uma diminuição constante em novas cópias de genes à medida que a atividade celular diminuía.

A ideia de que genes seriam ativados após a morte de um organismo era inédita, por isso os investigadores escreveram-no como um erro com a sua instrumentação. Mas testes repetidos, em peixes e depois em ratos, continuaram a confirmar o impossível: genes ativavam-se horas, ou mesmo dias, após a morte de um organismo.

As descobertas dos cientistas foram recebidas com ceticismo, até que um grupo de cientistas liderados por Roderic Guigó no Centro de Regulação Genómica de Barcelona também encontrou atividade genética pós-morte – desta vez em humanos.

Guigó e a sua equipa estudavam a regulação dos genes analisando tecidos de pessoas que doaram os seus corpos após a morte. O trabalho já estava em andamento quando o artigo de Noble foi publicado, por isso não ficaram surpreendidos com as descobertas da sua equipa. “Era mais ou menos o que estávamos a ver”, disse Guigó.

Estas descobertas podem dar uma melhor compreensão sobre como os genes funcionam quando ainda estamos vivos e podem ajudar a melhorar procedimentos médicos como transplantes de órgãos. “Saber como os órgãos mudam ao nível molecular após a morte do corpo talvez possa ajudar a melhorar as práticas de transplante de órgãos ou preservação de órgãos”, explicou Guigó.

A outra grande aplicação potencial dos seus estudos é na ciência forense. Os cientistas descobriram que diferentes genes se ativam em diferentes intervalos de tempo após a morte. Os cientistas forenses podem aplicar estas informações para fazer estimativas mais precisas sobre a hora do óbito.

Enquanto essa descoberta abre novas possibilidades para a ciência médica, a maior questão colocada pela investigação é: por que alguns dos nossos genes são ativados depois de morrer?

Sabe-se que a morte é um processo com mais nuances do que se pensava anteriormente. A morte não significa que todas as células nos nossos corpos parem de funcionar, apenas significa que param de trabalhar juntos. As horas e os dias em que estas conexões se desfazem são uma nova fronteira para a ciência.

Noble acredita que as pistas podem estar nos tipos de genes que estão a ganhar vida. Embora nenhum dos genes pareça fazer qualquer alteração física após a morte, muitos estão relacionados a atividades que são normalmente reguladas ou inibidas. Isso inclui o gene que diz às células para produzir o começo de uma coluna vertebral.

Outros genes que se ativam após a morte estão relacionados com o cancro. Talvez na ausência de outros genes que normalmente os inibem, os genes aproveitam a oportunidade de se reativar.

Assim, há genes que “acordam” quando morremos. E a razão para isso acontecer permanece um mistério.

fonte: ZAP

sábado, 3 de agosto de 2019

Cientistas criam o primeiro híbrido de humano e macaco


A equipa do investigador Juan Carlos Izpisúa conseguiu criar pela primeira vez uma quimera – um ser híbrido – entre humano e macaco num laboratório da China, dando um importante passo para o seu objetivo final de transformar animais de outras espécies em fábricas de órgãos para transplantes.

A notícia foi confirmada ao jornal estapnhol El País por Estrella Núñez, bióloga e vice-reitora de investigação da Universidade Católica de Murcia (UCAM).

As quimeras, segundo a mitologia grega, eram monstros com ventre de cabra e cauda de dragão, capazes de cuspir fogo pela sua cabeça de leão. Assim, na mitologia tradicional, dá-se o nome de quimera a qualquer animal que tenha partes do corpo de outro animal. Vários cientistas estão a realizar experiências juntando partes de animais com humanas.

O grupo de Izpisúa, distribuído entre o Instituto Salk dos EUA e a UCAM, modificou geneticamente os embriões de macaco para desativar genes essenciais na formação dos seus órgãos.

Em seguida, os cientistas injetaram células humanas capazes de gerar qualquer tipo de tecido. O resultado é uma quimera de macaco com células humanas, que não chegou a nascer, já que os investigadores interromperam a gestação. A experiência foi realizada na China para evitar obstáculos legais noutros países.

“Os resultados são muito promissores”, afirma Estrella Núñez. “Na UCAM e no Instituto Salk já não estamos a tentar continuar a fazer experiências com células humanas e de roedores e porcos, mas sim com primatas não humanos”, explica Izpisúa.

Esta mesma equipa realizou, em 2017, “a primeira experiência do mundo de quimeras entre humanos e porcos”, embora com menos sucesso. “As células humanas não se fixaram. Vimos que contribuíam muito pouco: uma célula humana para cada 100 mil de porco”, explicou o veterinário argentino Pablo Ross, investigador da Universidade da Califórnia em Davis e coautor daquele estudo.

A equipa também já tinha conseguido criar quimeras entre espécies mais semelhantesentre si, como o rato-doméstico e o rato, cujo grau de semelhança é cinco vezes maior que entre humanos e porcos.

Também em 2017, os cientistas utilizaram a técnica de edição genética CRISPR para desativar genes de embriões de rato-doméstico que são fundamentais para o desenvolvimento do coração, olhos e pâncreas. Depois, introduziram células-tronco de rato, capazes de gerar os órgãos. O resultado foi uma série de embriões-quimera de rato e rato-doméstico, cuja gestação também foi abortada pelos cientistas, seguindo o consenso internacional sobre experiências desse tipo.

Já em 2018, a equipa cultivou embriões híbridos de ovelha com células humanas. Trabalhar com ovelhas tem várias vantagens, já que os seus zigotos se produzem mais facilmente por fecundação in vitro e são necessárias quantidades menores.

O médico Ángel Raya, diretor do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona, recorda as “barreiras éticas” que experiências com quimeras enfrentam. “O que acontece se as células-tronco escapam e formam neurónios humanos no cérebro do animal? Terá consciência? E o que ocorre se estas células pluripotentes se diferenciarem em espermatozoides?”.

Para evitar estes entraves éticos, a comunidade científica estabeleceu “uma linha vermelha de 14 dias” de gestação, tempo insuficiente para que se desenvolva o sistema nervoso central humano. Antes desses 14 dias, os embriões quiméricos são eliminados.

O trabalho de Izpisúa com macacos na China foi em boa parte financiado pela Universidade Católica de Múrcia. São estudos muito caros. Em Espanha, este tipo de ensaio é muito restrito e limitado apenas a investigações de doenças fatais.

A primeira equipa científica a criar quimeras de rato e rato-doméstico, em 2010, foi a do biólogo japonês Hiromitsu Nakauchi, da Universidade de Stanford. Em 2017, a sua equipe gerou pâncreas de rato-doméstico dentro de ratos e demonstrou que as células revertiam o diabetes ao serem transplantadas para ratos com essa doença.

No Japão, em março, o país mudou a lei que proibia as experiências para além do 14º dia de gestação e que também vetava a transferência de embriões para o útero de uma fêmea animal, de acordo com a revista Nature. A mudança de critérios do Governo japonês significa dar luz verde ao nascimento de animais com células humanas.

Outros cientistas, como o químico Marc Güell, estão a explorar outras vias, com um objetivo semelhante: resolver a escassez de órgãos transplantáveis. Quase todos os mamíferos têm no seu ADN vírus que passam de pais para filhos. No caso dos porcos, estes vírus incorporados ao genoma podem infetar células humanas. Há quatro anos, Güell ajudou a desativar os vírus graças à ferramenta de edição genética CRISPR.

fonte: ZAP

domingo, 2 de junho de 2019

Fungo geneticamente modificado mata 99% do mosquito que transmite a malária


Um fungo geneticamente modificado pode matar rapidamente 99% do mosquito causador da malária, segundo um estudo feito no Burkina Faso por investigadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos da América (EUA).

O fungo foi geneticamente modificado para produzir a toxina de uma espécie de aranha, anunciaram os autores da investigação. Os testes que se realizaram no Burkina Faso mostraram que 99% dos mosquitos morreram em 45 dias.

Segundo os investigadores, o objetivo do estudo não é causar a extinção do mosquitoda malária, mas sim ajudar a controlar a propagação da doença.

A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita do género “Plasmodium”, que se transmite às pessoas pela picada do mosquito do género “Anopheles”. Os sintomas mais comuns são febre, fadiga, vómitos e dores de cabeça.

A transmissão da malária provoca anualmente mais de 400 mil mortes em todo o mundo, entre cerca de 219 milhões de infetados.

Os investigadores da Universidade de Maryland, em conjunto com especialistas do Instituto de Investigação em Ciências da Saúde, no Burkina Faso, identificaram pela primeira vez o fungo, denominado Metarhizium Pingshaense, que infeta o mosquito Anopheles, principal transmissor da malária em África.

Posteriormente, o fungo foi modificado: “São muito maleáveis, é possível manipulá-los geneticamente com muita facilidade”, disse o investigador Raymond Leger, da Universidade de Maryland, citado pela BBC News.

Os investigadores focaram-se numa toxina encontrada no veneno de uma espécie de aranha-funil da Austrália. As instruções genéticas para fabricar a toxina foram adicionadas ao código genético do fungo, de modo a produzir a toxina para o mosquito.

“Uma aranha usa as suas presas para perfurar a pele e injetar as toxinas, substituímos as presas de aranha pelo[fungo] Metarhizium”, explicou ainda o investigador.

Os resultados da investigação e dos testes laboratoriais, publicados esta semana na revista Science, mostraram que o número de mosquitos aumentou quando não foi usado o fungo modificado. Contudo, recorrendo ao fungo da toxina de aranha, dos iniciais 1.500 mosquitos, no final dos testes, após 45 dias, existiam apenas 13.

A Organização Mundial da Saúde alertou que os casos de malária estão a aumentar nos dez países africanos mais afetados, porque os mosquitos estão a tornar-se resistentes a inseticidas.

fonte: ZAP

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Reprogramação genética permite criar primeiro ser vivo com 100% do ADN feito em laboratório


Desde a clonagem da ovelha Dolly, na década de 90, que poucas descobertas no campo da genética e biologia molecular marcaram de forma tão incisiva o imaginário popular. De facto, vinte e três anos depois, a manipulação genética continua a ser um conteúdo constantemente explorado em filmes e séries de televisão. Agora, um grupo de investigadores da universidade de Cambridge, no Reino Unido, foi responsável por transformar a ficção em realidade. Num trabalho de mais de dois anos, esta equipa desenvolveu um genoma totalmente sintético, que, a pouco e pouco, foi utilizado para substituir todo o ADN de uma bactéria da espécie E. coli.

No passado, a síntese de ADN em laboratório foi utilizada na criação de nove linhagens de S. cerevisiae (fungo utilizado na produção de pão e cerveja) no qual um ou dois cromossomas foram completamente substituídos (representando 8% do genoma). Outros microrganismos, incluindo a bactéria Mycoplasma mycoides foram também utilizados em experiências deste tipo. A grande diferença neste caso é a substituição completa de todo o material genético por ADN 100% sintético.

Este novo "mutante" foi denominado Syn61 (do termo synthetic, palavra em inglês para sintético), e o número 61 correspondente ao número de codões presentes neste organismo.

Mas como é que isto funciona?

Projetando um ser vivo

Primeiro, é importante entender que o ADN funciona mais ou menos como uma receita de bolo. Portanto, teoricamente, toda a informação necessária para fazer um organismo, incluindo formato e tamanho das suas células são definidas pelo ADN. Porém, assim como numa receita de bolo, alguns componentes podem ser substituídos sem alterar o produto final. O mesmo acontece no ADN. E neste caso os ingredientes em questão são chamados de codões. Assim como na receita de bolo, diferentes codões podem ser utilizados sem que haja alteração do resultado final.

A equipa responsável por esse estudo serviu-se de uma linhagem de E. coli com 18.214 codões e reescreveu-o, de maneira que o novo organismo possuísse um genoma reduzido, com apenas 61 codões. No total, apenas 59 são responsáveis pela síntese de aminoácidos (unidades básicas das proteínas).

Por mais surpreendente que pareça, esse novo organismo comporta-se de forma muito semelhante ao E. coli original, indicando que estas células são funcionais independentemente da sua quantidade extremamente reduzida de codões. Assim sendo, essa bactéria provavelmente possuirá uma proteção natural contra infeções virais de E. coli, e uma vez que o seu genoma é tão reduzido, as estratégias virais utilizadas para infetar E. coli, provavelmente não funcionarão.

Avanços na biologia artificial podem revolucionar a colonização de outros planetas


O facto de existirem incontáveis possibilidades de edições genéticas abre uma gama de possibilidades no campo da exploração planetária. Talvez, num futuro não tão distante, poderemos fazer uso de bactérias editadas em laboratório para suportar os ambientes extremos no espaço. Microrganismos sintetizados em laboratório podem vir a produzir uma atmosfera habitável em planetas como Marte, por exemplo. Agora, imagine-se o potencial biotecnológico de organismos completamente sintéticos. Apesar de ainda longe desse feito, esta pesquisa é um passo importante para a criação de mutantes com funções específicas, e desta forma minimizar a perda de energia com tarefas secundárias.

Para que essa tecnologia seja desenvolvida com mais detalhe, os próximos passos provavelmente envolverão o estudo das possíveis consequências dessa edição genética.

Uma das possíveis implicações dessa alteração diz respeito as trajetórias evolutivas dessa bactéria, que neste caso provavelmente resultará na criação de mutantes cada vez mais distintos das suas células originais. Para informações mais detalhadas sobre esta investigação, consulte toda a informação disponibilizada no paper original (em inglês),publicado na revista Nature.

fonte: Sapo24

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Os percevejos andaram ao lado do T-rex (e sobreviveram ao asteróide que matou os dinossauros)


Percevejos têm sido companheiros parasitas de outras espécies além dos humanos durante mais de cem milhões de anos, tendo caminhado na terra ao mesmo tempo que os dinossauros.

Uma equipa internacional de cientistas comparou o ADN de dúzias de espécies de percevejos para entender as relações evolutivas dentro do grupo, bem como a sua relação com os seres humanos.

A equipa descobriu que os percevejos são mais velhos que os morcegos – um mamífero que as pessoas acreditavam ser o primeiro hospedeiro há cerca de 50 a 60 milhões de anos. Percevejos, na verdade, evoluíram cerca de 50 milhões de anos antes.

Os percevejos ocupam uma posição de destaque na lista dos companheiros humanos mais indesejados, mas até agora pouco se sabia sobre quando se originaram. Especialistas descobriram que a história evolutiva dos percevejos é mais complexa do que se pensava anteriormente, sendo que as criaturas já existiam durante o tempo dos dinossauros.

São necessários mais estudos para descobrir como era naquele tempo, embora o entendimento atual sugira que é improvável que se alimentassem do sangue dos dinossauros. Isso ocorre porque os percevejos e todos os seus parentes se alimentam de animais que têm uma “casa” – como um ninho de pássaros, uma toca de coruja, um morcego ou uma cama de humanos.

A equipa passou 15 anos a recolher amostras de locais selvagens e museus em redor do mundo, evitando morcegos e búfalos em cavernas africanas infetadas com ébola e a escalar penhascos para recolher ninhos de pássaros no sudeste da Ásia.

Mike Siva-Jothy, do Departamento de Ciências Animais e Vegetais da Universidade de Sheffield, que fazia parte da equipa, disse em comunicado: “Pensar que as pragas que hoje vivem nas nossas camas evoluíram há mais de 100 milhões de anos e andavam pela terra lado a lado com os dinossauros foi uma revelação. Isto mostra que a história evolutiva dos percevejos é muito mais complexa do que pensávamos anteriormente”.

“A primeira grande surpresa que descobrimos foi que os percevejos são muito mais velhos do que os morcegos, o que todos supunham ser o primeiro hospedeiro”, acrescentou Steffen Roth, do Museu da Universidade de Bergen, na Noruega, que liderou o estudo publicado na revista Current Biology.

O estudo também revela que uma nova espécie de percevejo conquista os humanos a cada meio milhão de anos. Além disso, quando os percevejos mudam de hospedeiro, nem sempre se especializam nesse novo hospedeiro e mantêm a capacidade de regressar ao hospedeiro original. Isto demonstra que, embora alguns percevejos se tornem especializados, alguns permanecem generalistas, saltando de um hospedeiro para outro.


A equipa também descobriu que as duas principais pragas dos percevejos humanos – o percevejo comum e o tropical – são muito mais velhas que os humanos, o que contrasta com outras evidências de que a evolução de humanos antigos causou a divisão de outros parasitas humanos em novas espécies.

Os cientistas esperam que as descobertas ajudem a criar uma história evolutiva de um importante grupo de insetos, permitindo-nos entender como os outros insetos se tornam portadores de doenças, como evoluem para usar diferentes hospedeiros e como desenvolvem novos traços. O objetivo é ajudar a controlar os insetos de forma eficaz e prevenir a transmissão de doenças vetorizadas por insetos.

fonte: ZAP

terça-feira, 23 de abril de 2019

Encontrado “sangue líquido” no potro pré-histórico encontrado na Sibéria


Uma equipa de cientistas russos da North-Eastern Federal University encontrou “sangue líquido” no corpo do potro siberiano pré-histórico descoberto em 2018. O animal, extinto há mais de 42.000 anos, foi conservado no permafrost. 

A notícia, avançada pela emissora russa Russia Today, surge menos de uma semana depois de os cientistas terem afirmado que estavam muito perto de conseguirem clonar a espécie.

“A autópsia revelou que todos os órgãos internos estavam bem conservados. A partir dos vasos sanguíneos do coração obtiveram-se amostras de sangue líquido. Tudo isto se preservou em forma líquida durante 42.000 anos graças ao congelamento [do corpo do animal] e às condições favoráveis do local onde estava enterrado”, explicou o diretor do Museu Mammoth do Instituto, Semion Grigoriev.

O especialista frisou que o estado de conservação do animal é excecional, uma vez que o organismo não tem danos visíveis. Os cientistas recolheram também amostras do pêlo.

O corpo do animal, que tem precisamente 42.170 anos, foi descoberto no verão passado na gigante cratera siberiana de Batagaika, também conhecida como o “Portão do Inferno”. Na altura da descoberta, os cientistas revelaram que o animal se afogou na lama, contribuindo diretamente para a sua preservação.

De acordo com a equipa de cientistas russos, esta é a “descoberta mais bem preservada de um animal do período glacial em todo o mundo”. “Este é o primeiro fóssil do mundo de um cavalo pré-histórico de tão tenra idade e com um nível tão surpreendente de conservação”, disse em agosto do ano passado Grigoryev.

O potro será uma das peças importantes da exposição The Mammot, que vai realizar-se em quatro cidades japonesas – Tóquio, Nagoya, Osaka e Fukuoka – entre junho de 2019 a setembro de 2020.

Na semana passada, o The Siberian Times revelou que uma equipa de cientistas sul-coreanos e russos acredita ser possível clonar o animal através da extração de células do seu corpo. Os cientistas mostram-se “confiantes” e acreditam que o animal mumificado poderia ajudar a trazer à vida uma espécie pré-histórica de cavalo já extinta.

fonte: ZAP

domingo, 21 de abril de 2019

O ADN que não perdurou no tempo, ou as cruzadas à luz da genética


Estudo genético mostra que os cruzados europeus dos séculos XII e XIII se misturaram com a população do Médio Oriente, mas que essa herança foi apenas temporária. Ela não se manifesta hoje no perfil da população.

Chegaram, não venceram, e o rasto genético que por lá deixaram rapidamente se esfumou, diluído no decurso das gerações. Em poucas palavras, este poderia ser o relato atualizado das campanhas militares que durante quase dois séculos, entre 1095 e 1270, os reis europeus promoveram a Jerusalém, e que ficaram na História como as Cruzadas. É isso que mostra um novo estudo genético, feito a partir de um achado raro de esqueletos da época e que acaba de ser publicado na revista científica The American Journal of Human Genetics.

A pergunta acerca do verdadeiro impacto genético nas populações locais desse movimento guerreiro protagonizado pelos cavaleiros religiosos europeus de há quase mil anos, andava há muito no ar - mas sem resposta conclusiva. Estudos de genética relativos à população atual no Médio Oriente não mostram sinal desse episódio que durou quase 200 anos. E para se ter a certeza, seria preciso fazer estudos de genética antiga, encontrar os esqueletos desses antigos cavaleiros, estudá-los e fazer comparações. Mas onde encontrá-los?

A descoberta recente de mais de 25 esqueletos enterrados num poço, em Sidon, no Líbano, que veio a verificar-se corresponderem a essa época (século XIII) e a esse episódio histórico - os esqueletos mostram lesões e mutilações que correspondem a sinais de uma batalha brutal, e artefactos europeus da época - ofereceram aos cientistas uma ocasião única para deslindar o enigma e um grupo liderado por Chris Tyler-Smith, do Welcome Sanger Institute, no Reino Unido, e cujo principal autor foi Marc Haber, do mesmo instituto, não deixou fugir a oportunidade.


Os esqueletos de cruzados encontrados no Líbano © Claude Doumet-Serhal/American Journal of Human Genetics

A equipa, que contou também com participação do investigador português Rui Martiniano, também do Sanger Institute, sequenciou os genomas de nove dos 25 indivíduos sepultados no poço de Sidon, e descobriu sinais de os cruzados, ou pelo menos parte deles, se misturaram com as mulheres locais, embora a sua herança genética não tenha perdurado até hoje, através das gerações.

Os genomas sequenciados mostraram uma grande diversidade naqueles indivíduos, que pertenciam já às últimas fases das cruzadas. "Três dos genomas tinham um ADN mais europeu, quatro eram do Médio Oriente e os outros dois eram uma mistura de ambos", conta Rui Martiniano, que fez a análise de variantes de mutações raras, que têm uma maior capacidade para ajudar a identificar certos processos de misturas populacionais.

Os três europeus, além disso, eram de origens diversas, incluindo um da Península Ibérica e outro da Sardenha. Os dois que apresentaram a mistura genética europeia e do Médio Oriente, sugerem os investigadores, seriam já resultado de cruzamento anterior de europeus com locais. O facto de aquela ser já uma fase tardia das cruzadas reforça essa ideia.

"Os nossos resultados dão-nos uma imagem sem precedentes da ancestralidade destas pessoas que lutaram lado a lado nos exércitos de cruzados e que não eram só europeus", explica Marc Haber, sublinhando que "se observa na época medieval uma diversidade genética excecional no Médio Oriente, com a presença de europeus, de locais e de indivíduos que são uma mistura dos dois, e que combateram lado a lado, e morreram lado a lado".

Para poder fazer outras comparações, a equipa sequenciou igualmente o genoma de quatro esqueletos descobertos no Líbano, mas mais antigos, datados da época romana. E o que descobriram foi que o perfil genético atual da população local se assemelha sobretudo a estes, da época romana, mostrando que a mistura ocorrida posteriormente, durante as cruzadas acabou por não deixar marca.

Esse é um dado importante, também, porque indica que poderá haver outros períodos da História com movimentos populacionais que acabaram por não deixar uma marca genética hoje detetável e só será possível identificar fazendo estudos de genética antiga.

"Os nosso dados sugerem que vale a pena olhar para genomas antigos, mesmo de períodos em que pareça que não estava a acontecer nada de especial a nível populacional", sublinha o coordenador do estudo, Chris Tyler-Smith. A História, diz o investigador, "pode estar cheia destes episódios de permutas genéticas transitórias que depois desaparecem sem deixar rasto", e só fazendo este tipo de estudos é possível detetá-los.


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Stonehenge foi construído por antepassados de portugueses


Os antepassados ​​da civilização que construiu Stonehenge – monumento do Período Neolítico localizado no condado de Wiltshire, no interior da Inglaterra – viajaram pelo Mediterrâneo até chegar à Grã-Bretanha.

Investigadores britânicos compararam amostras de ADN extraídas de restos mortais neolíticos encontrados na região com o de pessoas que viveram na Europa na mesma época. Elas terão saído da Anatólia (atual Turquia) para a Península Ibérica antes de seguirem para o norte. Chegaram à Grã-Bretanha por volta de 4.000 a.C.

Esta migração, de acordo com o estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, fez parte de um grande êxodo de habitantes da Anatólia em 6.000 a.C., movimento que introduziu a agricultura na Europa. Antes disso, a Europa era povoada por pequenos grupos nómadas que caçavam animais e colhiam plantas silvestres.

Um grupo de agricultores primitivos seguiu o rio Danúbio até a Europa Central, enquanto outro avançou para o oeste pelo Mediterrâneo. As amostras de ADN revelam que os britânicos do Neolítico eram em grande parte descendentes dos grupos que usaram a rota do Mediterrâneo, beirando a costa ou percorrendo as ilhas de barco.

Quando os investigadores analisaram o ADN dos primeiros agricultores da Grã-Bretanha, descobriram que se pareciam mais com os povos neolíticos da Ibéria (atual Espanha e Portugal) – descendentes daqueles que tinham viajado pelo Mediterrâneo.

Da Ibéria, ou de algum lugar próximo, os agricultores mediterrâneos partiram rumo ao norte, passando por França. Eles podem ter entrado na Grã-Bretanha pelo País de Gales ou pelo oeste ou sudoeste da Inglaterra. As datas definidas pela técnica de datação por radiocarbono indicam que o povo neolítico chegou ligeiramente mais cedo ao oeste.

Além da agricultura, os migrantes neolíticos que chegaram à Grã-Bretanha parecem ter introduzido a tradição de construir monumentos usando grandes pedras conhecidas como megalitos. Stonehenge, em Wiltshire, é um exemplo desta prática.

Embora a Grã-Bretanha fosse habitada por grupos de “caçadores-coletores ocidentais”, quando os agricultores chegaram em aproximadamente 4.000 a.C., as amostras de ADN mostram que os dois grupos não se misturaram muito.

Os caçadores-coletores foram quase completamente substituídos pelos agricultores neolíticos, à exceção de um grupo na Escócia, que manteve uma elevada ascendência local. Isso pode ter ocorrido pelos grupos de agricultores serem a maioria. “Não encontramos nenhuma evidência detetável de ancestrais caçadores-coletores britânicos locais nos agricultores neolíticos depois que chegaram”, disse o coautor Tom Booth, especialista em ADN antigo do Museu de História Natural de Londres.

“Isso não significa que não se misturassem de forma alguma, quer dizer apenas que talvez o tamanho da sua população fosse pequeno demais para deixar qualquer tipo de legado genético.”

Mark Thomas, coautor do estudo e professor da University College London (UCL), afirmou que os agricultores neolíticos provavelmente tiveram de adaptar suas práticas a diferentes condições climáticas enquanto se deslocavam pela Europa. Mas quando chegaram à Grã-Bretanha, já estavam “equipados” e bem preparados para cultivar as terras no clima típico do noroeste da Europa.

O estudo também examinou o ADN dos caçadores-coletores britânicos. Um dos esqueletos analisados ​​foi o do Homem de Cheddar, um dos britânicos mais antigos de que se tem registo, cujos restos mortais datam de 7.100 a.C. As amostras de ADN apontam que, assim como a maioria dos caçadores-coletores europeus da época, o Homem de Cheddar tinha a pele escura e os olhos azuis.

No ano passado, o Museu de História Natural de Londres fez uma reconstrução detalhada do seu rosto, utilizando um scanner de alta tecnologia. A análise genética dos agricultores neolíticos mostra, em contrapartida, que tinham a pele mais clara, olhos castanhos e cabelos pretos ou castanho-escuros.

(dr) Royal Pavilion & Museum


Reconstrução facial da Menina Whitehawk, que viveu há 5,6 mil anos em Sussex, na Inglaterra

Perto do fim do período Neolítico, em cerca de 2.450 a.C., os descendentes dos primeiros agricultores foram quase totalmente substituídos pela chegada de um novo povo – chamado “povo Beaker” – que migrou da Europa continental.

A Grã-Bretanha viveu duas mudanças genéticas extremas no intervalo de apenas alguns milhares de anos. Segundo Thomas, este evento posterior aconteceu depois de a população neolítica já estar em declínio há algum tempo, tanto na Grã-Bretanha como na Europa.

fonte: ZAP