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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Descoberto peixe com 81 anos. "Sobreviveu à II Guerra Mundial e viu os Beatles crescerem"

 


Este pargo capturado em 2016 na Austrália foi alvo de vários estudos para apurar a sua idade. É o mais velho alguma vez encontrado num coral.

Alguns peixes marinhos vivem em média 20 anos, mas existem espécies, caso das garoupas, que podem chegar ao meio século de vida, ou até mesmo outros que em águas tropicais atingem os 60 anos. Mas agora, investigadores do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS) descobriram um peixe que bateu todos os recordes de sobrevivência em coral: 81 anos.

O pargo meia-noite foi encontrado em Rowley Shoals, na Austrália, e foi capturado em 2016 no âmbito de uma investigação que procura saber quanto tempo os peixes tropicais podem viver e como as mudanças climáticas os afetam. Mas só agora foram conhecidos os resultados do estudo.

O estudo, publicado na revista Coral Reefs, revela que além deste pargo com 81 anos, foram identificados 11 peixes com mais de 60, incluindo um robalo vermelho de 79 também capturado na mesma área.

"Este peixe sobreviveu à Grande Depressão, à II Guerra Mundial e viu os Beatles crescerem e tomarem mundialmente conta do panorama musical", disse o biólogo Brett Taylor, um dos responsáveis pela investigação. "É incrível que um peixe tenha vivido num recife de coral durante 81 anos", acrescentou.

Dados anteriores indicaram que esta espécie de pargo poderia viver no máximo 70 anos. Aliás, era este o limite de idade para os peixes mais velhos encontrados nas últimas décadas.

Para conseguirem determinar a idade certa dos peixes, os investigadores recorreram ao estudo dos otólitos, um osso interno localizado na orelha dos peixes cujo crescimento anual se reflete da mesma forma que ocorre com os anéis em troncos de árvores.

"Com esta nova investigação conseguimos identificar algumas espécies que estão a conseguir chegar aos 80 anos de vida. Provavelmente poderão existir alguns mais velhos. Ao observarmos estes animais em diferentes temperaturas da água, conseguimos compreender melhor como reagem estas espécies ao aumento das temperaturas devido ao aquecimento global que se faz sentir em todo o lado", referiu o biólogo.

Este pargo é peixe de coral mais velho alguma vez encontrado, mas está muito longe de bater o recorde do peixe mais velho. Esse recorde pertence ao tubarão da da Groenlândia. Uma investigação feita aos olhos deste animal permitiu concluir que estes habitantes do Ártico chegavam a viver 400 anos.


terça-feira, 26 de maio de 2020

Arquivos 16


O Globo, 09 de Setembro de 1944

Arquivos 9


O Globo, 05 de Dezembro de 1951

Arquivos 16


O Globo, 07 de Janeiro de 1950

Espécie misteriosa de cigarras volta a cantar... 17 anos depois


Em algumas regiões dos Estados Unidos, há uma espécie misteriosa de cigarra que vai ouvir-se este verão. Os entomologistas estão atentos

Nos campos, são uma parte insubstituível da banda sonora dos meses quentes do verão, com o seu coro um pouco estridente a emergir do solo - são as cigarras, claro. Mas este ano, em algumas regiões da costa leste dos Estados Unidos, esse coro será muito especial já que haverá um reforço de mais de um milhão de participantes que não se ouviam por ali há 17 anos.

Enquanto uma parte destes simpáticos insetos tem um ciclo de vida anual, regressando a cada nova época estival, há algumas espécies que permanecem no solo sob a forma de ninfas por períodos muito mais longos.

É o caso da chamada estirpe IX do género Magicicada, um tipo de cigarras que têm ciclos de vida mais prolongados, e que só ressurgem como insetos cantores a cada 13 a 17 anos.

Naquelas regiões dos Estados Unidos, que abrangem partes da Virgínia e da Carolina do Norte, este é o ano, depois de não terem cantado por ali desde 2003. Os entomologistas locais estão por isso numa grande expectativa, a aguardar esse momento, cujo início se espera para os primeiros dias de junho.

"As comunidades e quintas agrícolas terão grandes quantidades destas cigarras a emergir simultaneamente, com um aumento substancial do ruído que elas vão provocar", diz o entomologista Eric Day, do Virginia Tech, citado no site de notícias de ciência Science Alert.

Os especialistas esperam que o número dessas peculiares cigarras possa ascender a 1,5 milhões. E esta será também uma boa oportunidade para fazer mais estudos sobre a espécie.

Na prática, o ciclo de vida destas cigarras é um mistério. Os cientistas pensam que estes períodos tão prolongados de permanência no interior do solo, sob a forma de ninfa, poderá ser uma espécie de proteção contra os predadores, mas na verdade ninguém sabe exatamente.

O que se sabe, sim, é que este é o verão em que vai ouvir-se esta espécie em particular.

As cigarras ficarão ativas durante seis semanas, para se reproduzirem, regressando depois a um longo sono que há de durar outros 17 anos. A ouvir, é agora. A próxima oportunidade só acontecerá em 2037.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

Pescador da Flórida perdido no mar por 14 dias afirma que foi violado por sereias

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Alvin McCallister, 72 anos, foi encontrado em uma pequena ilhota rochosa a 300 quilómetros da costa mais próxima, onde naufragou duas semanas atrás e conseguiu sobreviver de várias gaivotas, mexilhões e ouriços.

McCallister, para quem os médicos não temem por sua vida, foi encontrado sofrendo de alucinações intensas, possivelmente causadas pela desidratação e pelas toxinas de mexilhões não identificados que ele consumia na pequena ilhota.

McCallister, que se acredita ter ingurgitado alguma forma de toxina, como chumbo ou mercúrio, encontrada em quantidades perigosas em certas variedades de mexilhões que ele possivelmente consumiu, ainda está sob avaliação psiquiátrica.

“Embora o Sr. McCallister apresente lesões e inflamações anormais na área genital e anal, é altamente improvável que ele tenha sido sexualmente explorado ou sodomizado por criaturas marinhas vivas e que elas possam ser autoinfligidas”, explicou um especialista médico.

Embora o estado mental de McCallister seja instável no momento, os médicos acreditam que ele deve se curar completamente nas próximas semanas depois que seu corpo expurgar os perigosos níveis de toxinas a que foi exposto.

fonte: Noticias pt

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Encontrada uma abelha metade fêmea, metade macho (e dividida perfeitamente ao meio)


Uma equipa de cientistas encontrou a primeira abelha ginandromórfica, cujo corpo é metade fêmea, metade macho. Este indivíduo é da espécie Megalopta amoenae, nativa da América Central e do Sul.

Investigadores liderados por Erin Krichilsky, entomóloga da Universidade Cornell, estavam a fazer um estudo sobre sobre ritmos circadianos nas M. amoenae e estavam a trabalhar com abelhas vivas da floresta da ilha Barro Colorado, no Panamá, no Smithsonian Tropical Research Institute.

Encontrar esta abelha foi um golpe de sorte, segundo conta o ScienceAlert. No lado esquerdo, a abelha era fisiologicamente masculina, com uma mandíbula pequena e delicada, uma antena longa e uma perna traseira fina e delicada com menos cerdas. Por outro lado, o lado direito tinha características femininas – uma antena mais curta, uma mandíbula pronunciada e dentada e uma perna traseira espessa e peluda.

Chelsey Ritner / Utah State University


A condição é conhecida: chama-se ginandromorfismo. O fenómeno já foi encontrado em pelo menos 140 espécies de abelhas, além de borboletas, pássaros e crustáceos. É praticamente desconhecidos em mamíferos. Nas abelhas, geralmente só é visto depois de o inseto já ter morrido.

A abelha descoberta é primeiro indivíduo ginandromórfico conhecido da sua espécie.

“Este fenómeno pode oferecer informações sobre a evolução de características morfológicas especializadas, como a morfologia masculina de linhagens de abelhas parasitas, a morfologia modificada de castas sociais de insetos e novos métodos de reprodução”, escreveram os investigadores, no seu estudo publicado em fevereiro na revista científica Journal of Hymenoptera Research.

Como a equipa já estava a estudar ritmos circadianos, decidiram ver se e como os ritmos circadianos diferiam no seu indivíduo ginandromórfico. Os cientistas rastrearam as abelhas durante quatro dias e descobriram que tendem a acordar um pouco mais cedo do que as abelhas machos e fêmeas. No entanto, os seus períodos de atividade de maior intensidade assemelhavam-se mais ao comportamento feminino.

Há alguns aspetos do ginandromorfismo das abelhas que já começámos a entender. Um estudo de 2018 lançou alguma luz sobre como existe em abelhas: se o esperma de um segundo e até terceiro indivíduos entrar num óvulo já fertilizado – um embrião feminino -, pode dividir-se para produzir tecido masculino, resultando num ginandromorfo.

fonte: ZAP

Triângulo das Bermudas. Lula gigante pode ser a culpada de todos os misteriosos desaparecimentos


O misterioso desaparecimento de barcos no Triângulo das Bermudas poderia estar ligado à agressividade de lulas gigantes, cuja existência foi comprovada em 2004.

Até 2004, a existência de lulas gigantes era considerada um mito por grande parte da comunidade científica mundial. No entanto, naquele ano, os investigadores japoneses Tsunemi Kubodera e Kyoichi Mori conseguiram filmar pela primeira vez o animal, de cerca de oito metros de comprimento, no litoral do Japão, não muito longe das Ilhas Ogasawara.

Este ano, de acordo com a Sputnik News, uma equipa de cientistas da organização Pesquisa e Exploração Oceânica (OER, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, publicaram um vídeo em que uma lula gigante foi vista no golfo do México, local próximo ao Triângulo das Bermudas.


A descoberta dá força à ideia de que o desaparecimento de barcos nas Bermudas poderia ser resultado de ataques de lulas gigantes, hipótese que até então só era ouvida de mitos antigos.

“A lenda das lulas gigantes não é uma lenda. Elas existem. Algumas delas têm mais de 45 metros de comprimento”, disse Rob Simone, investigador das Bermudas, num documentário referido pelo Express.

A ideia de Simone também foi sustentada pelo cientista do Aquário de Vancouver Jeffrey Marliave. “A maior parte dos casos [de ataques a barcos] não foi [causado por] polvos. A única espécie que poderia realizar um ataque a um barco pequeno seria um parente do polvo, a lula gigante“, declarou Marliave.

Estima-se que, nos últimos 100 anos, o misterioso “Triângulo das Bermudas” tenha provocado a destruição de 75 aviões e afundado centenas de barcos e navios – provocando mais de mil mortes. Em média, 5 aviões continuam a desaparecer na região todos os anos.

Ao longo dos anos, foram avançadas várias teorias para explicar o mistério. A mais recente teoria foi avançada em 2016 por um grupo de meteorologistas segundo os quais a culpa dos desaparecimentos será da presença de “nuvens hexagonais” que podem originar ventos muito fortes ou “bombas de ar” capazes de destruírem ou afundar navios e aviões.


No passado, entre outras teorias, atribuiu-se o mistério a bolhas de gás metano do fundo do oceano, campos magnéticos, ondas gigantes, ou a explicações mais metafísicas, como dimensões alternativas, universos paralelos ou raptos por extraterrestres.

fonte: ZAP

domingo, 29 de março de 2020

Pesquisadores descobrem 2 novas espécies de tubarões com focinhos peculiares

Um peixe leitão-malhado, também conhecido como tubarão-gato-de-boca-negra

Pesquisadores identificaram duas novas espécies de tubarões que vivem nas profundezas da parte ocidental do oceano Índico.

As espécies recém-descobertas de tubarões-serra têm seis brânquias e possui focinhos muito peculiares repletos de dentes e bigodes parecidos com os de peixe-gato.

The new species of sawshark have distinctive snouts filled with teeth.

Um tubarão da espécie Pliotrema annae foi descoberto após ter sido capturado por um pescador no arquipélago Zanzibar, na Tanzânia.

Os focinhos de outras espécies conhecidas como Pliotrema kajae foram encontrados no Madagascar juntamente com outros exemplares posteriormente descobertos em coleções de museus, escreve CNN.

Identificação destas novas espécies de tubarões não passou despercebida pelos olhos atentos de internautas, fornecendo novas ideias aos fabricantes de memes que ficaram encantados com o engraçado focinho pontiagudo das criaturas marinhas.

Nenhuma das duas espécies que habita o oceano Índico foi avistada viva no habitat natural, o que não impediu que internautas transformassem as caras tristes dos tubarões em umas mais contentes e felizes usando Photoshop.

fonte: Sputnik News

quarta-feira, 11 de março de 2020

Morte misteriosa traz de volta lenda do chupa-cabra e fecha escolas em cidade no México

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Cadáver de taxista é encontrado na cidade mexicana de Valle de Bravo, enquanto prefeito diz que o morto foi vítima do ataque de um bicho "carnívoro e perigoso", ressuscitando a lenda do chupa-cabra.

Os anos 90 foram marcados pela famosa lenda do chupa-cabra por grande parte da América Latina.

Tratava-se de um suposto ser de origem alienígena que teria causado a morte de diversos animais em zonas rurais, em especial cabras, dando origem ao nome chupa-cabra.

A lenda se propagou enquanto animais em diversos países da região eram mortos em circunstâncias consideradas estranhas, desde feridas com cortes "perfeitos" até a ausência de sangue nos animais.
Retorno da lenda

Conforme publicou o portal Inofobae, a lenda do chupa-cabra voltou à popularidade no México nestes dias.

A razão seria a morte de um taxista de 54 anos na cidade de Valle de Bravo.

Segundo o prefeito local, Mauricio Osorio Domínguez, o corpo do homem foi encontrado no último dia 1º com feridas profundas e roupa rasgada, resultado do ataque de um animal "carnívoro e perigoso".

Apesar de a hipótese de ataque de algum animal selvagem não ser descartada, a população local logo associou o caso com mais um suposto ataque do chupa-cabra.

O susto tem sido tão grande que, segundo a mídia, aulas foram suspensas em escolas da cidade.

Origem da lenda

O primeiro dito ataque do monstro se deu em Porto Rico em 1992, quando um homem chamado Madeley Tolentino afirmou ter sido sua vítima.

Pouco a pouco os relatos de aparição e selvageria do animal se espalharam pela América Latina, chegando ao Brasil.

Em alguns lugares o pânico foi tão grande que brigadas para a caça do "animal" foram formadas com homens e mulheres armados, mas tudo em vão.

Com o tempo, os ataques aos animais foram associados a diferentes animais selvagens que sofriam escassez de comida em seus habitats naturais.

A lenda acabou perdendo força diante as explicações científicas, mas a figura do chupa-cabra continua na memória dos mexicanos.

fonte: Sputnik News

domingo, 8 de março de 2020

Primeira espécie descoberta já com plástico no organismo

Eurythenes plasticus

Foi encontrada uma nova espécie de anfípode a 6,9 quilómetros de profundidade. Esta é a primeira espécie a conter plástico no seu corpo no momento em que foi descoberta.

Esta nova espécie, descoberta na Fossa das Marianas, foi batizada como Eurythenes plasticus, para salientar o facto de ter plástico no corpo, apesar de habitar nas profundezas do mar.

Alguns dos espécimes analisados pelos investigadores da Universidade de Newcastle, que publicaram os resultados na revista Zootaxa, tinham no seu organismo tereftalato de polietileno, que entra na composição dos sacos de plástico que usamos em casa, das garrafas de água e de algumas roupas de ginásio.


domingo, 19 de janeiro de 2020

Investigadores do CIIMAR ajudam a desvendar ADN de "monstro" marinho

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Equipa de cientistas conseguiu sequenciar pela primeira vez o genoma completo da lula gigante, oferecendo novas luzes sobre a sua vida no mar profundo.

Em 1857, o naturalista dinamarquês Japetus Steenstrup ligou os contos de navios arrastados ao oceano com a existência da lula gigante: um invertebrado de dez braços, que se acredita crescer até 13 metros e pesar mais de 900 kg. Agora, mais de 160 anos depois, uma equipa internacional de cientistas, entre os quais se incluem Agostinho Antunes e André Machado, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha da Universidade do Porto (CIIMAR-UP), sequenciou o genoma completo de uma lula gigante, um dos mais icónicos e misteriosos animais marinhos. O estudo em questão “A draft genome sequence of the elusive giant squid, Architeuthis dux” acaba de ser publicado na revista científica GigaScience.

“Estes novos resultados podem desbloquear várias questões evolutivas pendentes sobre estas espécies”, explica Rute da Fonseca, Professora Associada , do Centro de Macroecologia, Evolução e Clima (CMEC) do Instituto GLOBE da Universidade de Copenhaga, que liderou a pesquisa.

Mais dados, mais perguntas

Ao longo dos anos, poucos foram os restos de lulas gigantes que foram recolhidos em todo o mundo. Usando sequências de DNA mitocondrial destas amostras, os investigadores da Universidade de Copenhaga já haviam confirmado que todas as lulas gigantes são pertencentes a uma única espécie. “No entanto, a nossa análise genética inicial gerou mais perguntas do que respostas”, diz Tom Gilbert, professor do GLOBE Institute.

O novo estudo propunha-se então a gerar um conjunto de dados de genoma de alta qualidade para a lula gigante, um desafio tão complexo quanto a detecção de um destes animais no seu ambiente natural! Este foi, no entanto, um esforço importante, dado que a maior parte do que sabemos sobre lulas gigantes vem de espécimes de museus. Por esse motivo, os dados sobre o seu genoma são essenciais para descobrir ainda mais sobre essa espécie icónica.


Lula Gigante mantida no Darwin Centre em Londres. (Foto: Museu de História Natural de Londres) Amostras não cooperativas

Os desafios no laboratório começaram com o facto de quase todas as amostras disponíveis serem originárias de animais em decomposição, geralmente preservados em formalina ou etanol em museus de todo o mundo. Portanto a maioria não pode ser usada para obter o DNA de alta qualidade necessário para uma boa montagem do genoma. Além disso, os níveis elevados de amónia e polissacarídeos nos tecidos foram provavelmente os responsáveis ​​pelas repetidas falhas na produção de bibliotecas de dados adequadas em quase todas as tecnologias de sequenciação de DNA disponíveis.

‘Este projeto lembra-nos que existem muitas espécies por aí que requerem procedimentos laboratoriais e de bioinformática optimizados individualmente, um esforço às vezes subestimado ao projetar abordagens em grandes consórcios de sequenciação de genomas”, refere Rute da Fonseca, que começou a liderar o projeto ao trabalhar como professora assistente no Departamento de Biologia da Universidade de Copenhaga.


Ventosas de Lula Gigante. (Foto: Museu de História Natural de Londres)

Um primeiro passo para conhecer o gigante

Apesar dos muitos desafios, a qualidade do genoma recém-sequenciado mostrou ser um dos melhores entre os cefalópodes disponíveis e permitirá dar os primeiros passo para desvendar a evolução das lulas gigantes a partir de fundamentos genéticos relacionados com o tamanho, crescimento e idade.

Segundo Caroline Albertin, co-autora e investigadora do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, pode já adiantar-se que ‘a maioria dos genes da lula gigante, tal como no polvo, é partilhada com outros animais, como caracóis, vermes, moscas e humanos.’

Já Agostinho Antunes, líder do grupo de Bioinformática e Genética Evolutiva do CIIMAR-UP e co-autor do artigo, enfatizou as “peculiaridades em relação ao tamanho de alguns genes (por exemplo os genes Hox) que, no caso da lula gigante, têm um tamanho muito maior quando comparado a qualquer outro animal”, apresentando “uma via intrigante para futuras investigações”.


terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Pé Grande teria sido visto por exploradores nos EUA após milhares de relatos

Aviso sobre possível presença do Pé Grande

Equipe de exploradores acredita ter achado evidência da existência do lendário Pé Grande em floresta do estado americano de Oregon.

A criatura teria sido finalmente flagrada após mais de 10.000 relatos de aparição terem sido registrados nos últimos 50 anos nos Estados Unidos.

Conforme publicou o portal científico Live Science, exploradores teriam visto o Pé Grande enquanto realizavam filmagens em Oregon para um documentário sobre a lenda para o canal de TV Travel Channel.

O estado americano em questão é responsável por cerca de um terço do total das ditas aparições. Em uma imagem, feita em infravermelho, é possível ver uma pinta vermelha que seria a suposta criatura.

 Is this actual footage of Bigfoot? Expedition scientists are hopeful, but we may never know


 These footprints were found in Canada, and have been linked to a possible 'Bigfoot' sighting

Possível aparição do Pé Grande é revelada enquanto cientistas caçam a criatura semelhante a um símio nas florestas do Oregon.

Apesar da imagem, segundo a primatóloga Mireya Mayor, da Universidade Internacional da Flórida (FIU, na sigla em inglês), não existem evidências fósseis que provem a presença do dito animal na América do Norte.

Contudo, ainda segundo Mayor, a presença do animal "é totalmente possível" uma vez que animais possuem comida, abrigo e um habitat que os isolam dos seres humanos.

Além disso, Mayor, que já descobriu uma nova espécie do gênero Microcebus, também conhecidos como lêmures-ratos, ainda em 2001, acredita que animais grandes poderiam não ser percebidos pelo homem no meio de florestas densas.
"Quando eu fui fazer uma pesquisa sobre gorilas de planícies ocidentais, devido à vegetação densa na qual eles vivem [e] o fato de não estarem acostumados e evitarem os humanos a qualquer custo, ocorreram vezes que estávamos no máximo um metro de distância de um gorila de 200 kg e passávamos de uma a duas horas sem saber que ele estava lá", declarou Mayor ao portal.
Criatura lendária

Apesar do suposto encontro com o Pé Grande, a comunidade científica tradicionalmente não acredita na existência da criatura.

Contudo, diversas testemunhas caracterizam o Pé Grande como sendo um animal semelhante aos símios andando sobre duas pernas.

A altura do animal, às vezes, é descrita de formas diferentes, podendo chegar a quase três metros. Também é comum ouvir das testemunhas que o animal é peludo.

A fama do Pé Grande é tão forte que o FBI já executou uma investigação para saber se o suposto animal era mito ou verdade. No entanto, de acordo com arquivos criados ainda em 1977, os investigadores não obtiveram evidências concretas sobre sua existência.

fonte: Sputnik News

domingo, 22 de setembro de 2019

Assustadora e misteriosa: criatura de 3 metros surge em rio chinês

O monstro do Lago Ness

A misteriosa criatura foi flagrada nadando pelo rio mais longo da Ásia, gerando um grande debate entre as testemunhas.

Isso porque muitos compararam a criatura que descia o rio Yangtzé, na China, com o famoso monstro do lago Ness, cita o tabloide Daily Star.

O suposto monstro do lago Ness foi avistado nos limites da Barragem das Três Gargantas, um dos pontos turísticos mais populares da região.


O vídeo compartilhado na web provocou uma onda de comentários entre os internautas que se dividem entre o monstro do lago Ness e apenas uma grande píton, que estava passando pelo local.

Até o momento, guardas florestais da região não comentaram a possível identidade da misteriosa criatura.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Estranha criatura é encontrada na Antárctida


Pesquisadores encontram estranha criatura a 3500 metros debaixo do gelo na Antárctida durante expedição.

Um grupo de pesquisadores de diversos países zarpou no início deste ano a bordo do navio de pesquisa RV Tangaroa. Seu destino? A Antárctida. O objectivo central da missão era desbravar partes do continente gelado nunca vistas antes e filmar um documentário.

Enfrentando grandes ondas e problemas técnicos, a expedição finalmente chegou ao seu destino. Logo em seguida, a equipe deu início ao trabalho de recolha de material presente no fundo das camadas de gelo.

Ao puxar os longos cabos com baldes, os cientistas acharam uma coisa incrível.

Enquanto verificava o que havia dentro de um dos baldes, a bióloga marinha Kareen Schnabel, do Instituto Nacional de Pesquisas da Água e Atmosfera de Auckland, Nova Zelândia, pegou uma criatura muito esquisita.


Cientistas encontram criatura bizarra na Antárctida a 3500 metros de profundidade: "Coisa nunca vista antes".

"Tinha algo bastante interessante na parte da frente que o fazia parecer um pouco com um hipopótamo [...] Eu nunca tinha visto uma coisa dessas", publicou a fala de Kareen o portal AEDAILY.

Além da estranha criatura, a equipe também encontrou outras espécies de animais que foram vistas pelos cientistas pela primeira vez.

fonte: Sputnik News

A estranha criatura do mar que está a intrigar a Internet


O vídeo de uma estranha criatura do mar apanhada nas águas do Pacífico, na região do Alasca, está a intrigar pessoas em todo o mundo, pela forma estranha do animal.

O vídeo que mostra o momento em que a jovem pega na estranha criatura laranja e com tentáculos, depois de estar a flutuar na superfície do Oceano Pacífico, tornou-se viral nas redes sociais.

A gravação foi feita por uma jovem, que estava com a família num passeio de barco no Alasca.


Sem medo de nada, a rapariga mexe na criatura rara com tentáculos e grava-a pensando tratar-se de uma planta marinha, mas para sua surpresa veio a descobrir que era um animal marinho, que vive nas profundezas do mar e que por alguma razão veio à superfície.

De acordo com especialistas de vida selvagem, o animal misterioso é uma espécie rara de estrela-do-mar chamada Gorgonocephalus, que vagueia em águas salgadas ou frescas à procura de plâncton para se alimentar graças aos seus braços.

Entre as características físicas mais marcantes observadas no vídeo viral sobre esta criatura, está o disco central cujos cinco braços se ramificam em subdivisões menores e maiores. Os tentáculos torcidos servem para enrolar e pegar em pequenos crustáceos.


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Loch Ness: e se o monstro for só uma enguia gigante? A hipótese dos cientistas


O monstro do Lago Ness, na Escócia, poderá ser apenas uma enguia gigante, dizem cientistas.

Depois de uma intensa análise de vestígios de ADN nas águas do Lago Ness, os cientistas chegaram à conclusão de que o alegado monstro pode ser apenas uma enguia gigante. Neil Gemmell, geneticista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, explicou que os resultados puseram de parte a hipótese de haver alguma espécie de réptil marinho gigante.

Uma equipa internacional, composta por especialistas do Reino Unido, dos Estados Unidos, da Austrália e de França, recolheu amostras de ADN no lago em junho do ano passado.

O uso deste tipo de amostras permite a monitorização de animais marinhos, como os tubarões e as baleias. De cada vez que um ser vivo se desloca no seu habitat, deixa para trás pequenos fragmentos de ADN através de pele, escamas, penas, penugem, fezes e urina.

Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness.

Este ADN pode ser recolhido, sequenciado e depois usado para identificar o ser vivo, comparando a sequência obtida com a grande quantidade de informação genética de centenas de milhares de diferentes organismos. A equipa analisou no total 500 milhões de sequências do material genético encontrado.

"As enguias são muito comuns em lagos. Todos os locais que visitámos para recolha de amostragem tinham, no entanto, uma quantidade de enguias que surpreendeu", afirmou Neil Gemmell, acrescentando: "Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness, mas não sabemos se estas amostras que recolhemos são de um monstro gigante ou de um animal normal."

Como surgiu o conceito "monstro de Loch Ness"?

O primeiro registo escrito de um monstro a viver nas águas escocesas surgiu no século VI pela obra do irlandês Santo Columba. A foto mais famosa do Nessie (como era apelidado o suposto monstro), mais conhecida por "Fotografia do Cirurgião", foi tirada em 1934 e mostra uma cabeça ligada a um longo pescoço a sair da água.

Esta foto foi, 60 anos mais tarde, revelada como uma fraude. Era apenas um modelo de monstro marinho anexado a um submarino de brinquedo.

Desde então, várias equipas de investigadores tentaram encontrar o monstro, sempre sem sucesso. Em 2003, a BBC financiou uma extensa pesquisa científica que usou 600 feixes de sonar e rastreamento por satélite para varrer toda a extensão do lago.

A tentativa mais recente foi realizada há três anos, quando um drone marinho de alta tecnologia localizou um monstro - mas não era o que procuravam. Acabaram por descobrir a réplica usada nos anos 1970, no filme "The Private Life of Sherlock Holmes", afundada no lago.

fonte: TSF

domingo, 1 de setembro de 2019

Pé Grande' é avistado em montanhas de cidade norte-americana


 YouTube / Lawlonehunnit

Um casal registou o momento em que uma figura misteriosa surge nas montanhas de Utah, nos EUA.

As imagens mostram uma suposta figura, aparentemente do tamanho de um humano, escondida em uma floresta ao longo das montanhas.

No dia seguinte, o casal retornou ao local e teria encontrado pegadas, consideradas ser do lendário Pé Grande, cita o tabloide britânico The Sun.


A suposta criatura seria grande e escura, e estaria andando entre as árvores no momento em que foi flagrada.

Apesar da euforia sobre o registo do suposto Pé Grande, alguns internautas acreditam que a figura que aparece no vídeo possa ser a de um urso andando sobre as patas traseiras e afirmam não acreditar na lendária criatura.

fonte: Sputnik News

domingo, 25 de agosto de 2019

Mistério do monstro do Lago Ness pode ter sido desvendado

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Um projeto científico com o objetivo de caçar o lendário monstro do Lago Ness chegou ao fim, e pode finalmente encerrar o mistério em torno da criatura.

Isso porque uma recente investigação de ADN do lago pode ter encontrado uma teoria "plausível" sobre o mítico monstro, cita o tabloide Daily Mail.

A análise de ADN utilizada pela equipe de cientistas internacional, liderada pelo Professor Neil Gemmell, da Universidade de Otago, identificou restos genéticos presentes na água, o que permitiu estabelecer uma lista detalhada de toda vida que havia nas águas do Lago Ness. Para isso foram precisas 250 amostras de água em três níveis de profundidade.

Através dessas amostras foram obtidas 500 milhões de sequências que serão analisadas em conjunto com o banco de dados existente, o estudo deverá ser revelado em setembro.

Aparentemente, a equipe de estudo identificou 15 espécies diferentes de peixes e três mil tipos de bactérias que viviam na água ao longo do Lago Ness.


CC BY-SA 3.0 / AD MESKENS / MONSTRO DO LAGO NESS Monstro do lago Ness (imagem referencial)

Mesmo que o monstro não exista, o estudo poderá mostrar que animais habitavam ou habitam no lago.

"Estamos maravilhados com a quantidade de interesse gerado pelo projeto na ciência e, com ou sem monstro, nós entenderemos o Lago Ness, bem como a vida que há lá, de uma nova maneira", afirmou o Professor Gemmell.

fonte: Sputnik News

sábado, 27 de julho de 2019

Nova teoria da conspiração afirma que calor afeta vida do monstro do lago Ness

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Os teóricos da conspiração afirmam que o monstro do lago Ness teria se aproximado em meio à onda de calor, apontando como provas as "duas formas estranhas" filmadas em vídeo.

O clima extremamente quente que está fazendo sofrer as pessoas em toda a Europa, da Itália à Holanda e ao Reino Unido, acabou tendo alguns benefícios para os entusiastas que se esforçam para provar que o lendário monstro do lago Ness existe. Os entusiastas sugerem que a mudança climática também pode ter afetado a misteriosa criatura.

As duas figuras desfocadas, que se movem pela baía de Urquhart em um dos lagos mais famosos da Terra, o lago Ness, foram capturadas em imagens granuladas por uma webcam de campo, colocada pelo entusiasta da pesquisa Mikko Takala.

Seu colega, o "caçador de monstros" da Irlanda Eoin O’Faodhagain, viu o que pode ser não um, mas dois monstros do lago Ness, quando ele assistiu à transmissão em 10 de julho, relata a edição The Sun. De acordo com ele, ambos tinham cerca de 6 metros de comprimento e assomaram da água.

"Eu nunca tinha visto dois objetos tão próximos um do outro na webcam antes e eu tenho observado por anos. A sua forma na água é muito estranha. O que são eles, isso não sei. Podem ser duas Nessies", indicou o observador do lago Ness, que afirma ter visto a lendária criatura quatro vezes, incluindo três só este ano.

Duas formas estranhas

Ele insiste que "as duas formas estranhas eram idênticas uma à outra" e estavam indo na mesma direção, levando-o a concluir que eram dois objetos separados. A mídia, no entanto, aponta que, além das duas formas de aparência estranha, outro objeto maior que se assemelha a um barco pode ser visto na filmagem. Isto colocou em dúvida a versão de que poderiam ser duas Nessies.

Takala, cuja câmera captou a alegada aparência de Nessie, sugeriu que a onda de calor que agora está queimando a Europa, poderia ser o que teria forçado as criaturas misteriosas a se aproximarem dos humanos.

"Houve um ligeiro aumento da temperatura da superfície no lago Ness devido à mudança climática. É possível que uma criatura de sangue frio como Nessie possa ser encorajada a voltar e/ou ficar mais tempo nas águas aquecidas do lago Ness", concluiu o homem, que tem observado o lago por mais de 20 anos.

O número de formas capturadas no vídeo também não o surpreendeu, pois ele "sempre acreditou que tem que haver uma família de criaturas desconhecidas no lago, embora seja pequena". Porque, afirmou o observador, é "muito difícil acreditar que uma única criatura pode viver centenas, se não milhares de anos, ou mais".

fonte: Sputnik News