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domingo, 3 de novembro de 2019

Cientista da NASA diz ter encontrado vida em Marte em 1976 mas descoberta foi ignorada

Marte

Gilbert V. Levin esteve na missão Viking a Marte em 1976 e garante que os resultados foram ignorados pela comunidade científica.

Se a descoberta de vida em Marte é apontada como uma meta muito importante da espécie humana, há um cientista que afirma que esta já foi atingida há 43 anos. Gilbert V. Levin, antigo cientista e astronauta da NASA, afirmou num artigo de opinião que durante uma missão nos anos 70, na qual o próprio participou, foram encontradas formas de vida em Marte, que foram depois ignorados pela agência espacial norte-americana. 

O artigo, com o nome "Estou Convencido que Encontrámos Provas de Vida em Marte nos anos 70", foi publicado no blog da revista científica Scientific American, e conta a história de como esta amostra recolhida foi analisada quatro vezes, tendo dado sempre resultado positivo, mas a NASA concluiu que o organismo era apenas capaz de "imitar vida", não tendo vida em si. 

"Inexplicavelmente, 43 anos depois da Viking, nenhum dos subsequentes exploradores de Marte fez testes de deteção de vida para dar seguimento a estes resultados", aponta Levin no seu artigo. "Em vez disso a agência lançou missões para determinar se Marte seria um habitat propício para o desenvolvimento de vida, e se sim, para recolher amostrar para exame biológico na Terra." 

Segundo o cientista, estes dados deveriam voltar a ser vistos por um painel de especialistas, em conjunto com cerca de 20 outras descobertas que podem ser a chave para perceber se há ou não vida em Marte.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Cientista da NASA diz ter encontrado vida em Marte em 1976 mas descoberta foi ignorada


Gilbert V. Levin esteve na missão Viking a Marte em 1976 e garante que os resultados foram ignorados pela comunidade científica.

Se a descoberta de vida em Marte é apontada como uma meta muito importante da espécie humana, há um cientista que afirma que esta já foi atingida há 43 anos. Gilbert V. Levin, antigo cientista e astronauta da NASA, afirmou num artigo de opinião que durante uma missão nos anos 70, na qual o próprio participou, foram encontradas formas de vida em Marte, que foram depois ignorados pela agência espacial norte-americana. 

O artigo, com o nome "Estou Convencido que Encontrámos Provas de Vida em Marte nos anos 70", foi publicado no blog da revista científica Scientific American, e conta a história de como esta amostra recolhida foi analisada quatro vezes, tendo dado sempre resultado positivo, mas a NASA concluiu que o organismo era apenas capaz de "imitar vida", não tendo vida em si.

"Inexplicavelmente, 43 anos depois da Viking, nenhum dos subsequentes exploradores de Marte fez testes de deteção de vida para dar seguimento a estes resultados", aponta Levin no seu artigo. "Em vez disso a agência lançou missões para determinar se Marte seria um habitat propício para o desenvolvimento de vida, e se sim, para recolher amostrar para exame biológico na Terra." 

Segundo o cientista, estes dados deveriam voltar a ser vistos por um painel de especialistas, em conjunto com cerca de 20 outras descobertas que podem ser a chave para perceber se há ou não vida em Marte.


sábado, 10 de agosto de 2019

Fenómeno raro: Júpiter, Saturno e Lua se alinharão no fim de semana


Chuva de meteoros e Mercúrio também farão parte de uma série de eventos celestiais. Os eventos acontecerão em dias seguidos no mês de agosto.

Enquanto Vénus e Marte estão do outro lado do Sol, os astros preparam uma grande surpresa para seus fãs. Durante este final de semana vários corpos celestes estarão visíveis, mas fica a dica para pegar o telescópio.

Júpiter, o maior planeta de nosso Sistema Solar, será a "estrela" da noite deste sábado. O planeta será o corpo celeste mais brilhante durante um curto período nos céus. Enquanto isto, a Lua estará quase totalmente cheia. Ambos estarão visíveis simultaneamente a partir do anoitecer, informou o site EarthSky.

Por sua vez, Saturno aparecerá pela noite e estará visível a leste de Júpiter até o amanhecer. Enquanto isto, a Lua estará à direita de Saturno na noite do dia 11 e à esquerda no dia 12, dando oportunidade aos observadores para tirarem muitas fotos.

Não parando por aí, a chuva de meteoros Perseidas estará quase no seu pique na segunda-feira, um pouco antes do fim de Lua cheia que teremos dia 15. Além disso, Mercúrio fará sua aparição no céu oriental pela madrugada de segunda-feira.

Tamanha coincidência de eventos será surpreendente para os fãs dos céus. Para melhor apreciar tais eventos, a NASA recomenda evitar lugares iluminados como centros urbanos e faróis. Para que seus olhos se preparem para o show, é melhor ficar deitado por 30 minutos olhando para o céu.

fonte: Sputnik News

quarta-feira, 10 de julho de 2019

ESA produziu pele e ossos impressos em 3D para ajudar na viagem a Marte


A impressão 3D de tecidos humanos poderá ajudar a manter os astronautas saudáveis ​​até Marte. Nesse sentido, a ESA produziu as suas primeiras amostras de pele e ossos bioimpressos.

Ossos e pele artificiais impressos à medida podem ser um salto tecnológico imprescindível para os humanos conseguirem alcançar Marte.

No futuro, no Espaço, usaremos plasma sanguíneo humano como uma biotinta

Segundo os cientistas, as células da pele podem ser bioimpressas usando plasma sanguíneo humano como uma ‘biotinta’ rica em nutrientes. Desta forma seria facilmente acessível a partir dos membros da tripulação da missão.

Estas amostras de última geração foram preparadas por cientistas do Hospital Universitário da Universidade Técnica de Dresden (TUD), parte do consórcio do projeto, juntamente com a OHB System AG, como contratada principal e especialista em ciências da vida da Blue Horizon.

A produção da amostra óssea envolveu a impressão de células estaminais humanas com uma composição biotinta similar, com a adição de um cimento ósseo de fosfato de cálcio como material de suporte à estrutura, que é posteriormente absorvido durante a fase de crescimento.

No entanto, o plasma tem uma consistência altamente fluida, dificultando o trabalho em condições gravitacionais alteradas. Por isso, desenvolvemos uma receita modificada adicionando metilcelulose e alginato para aumentar a viscosidade do substrato. Os astronautas poderiam obter essas substâncias a partir de plantas e algas, respectivamente, uma solução viável numa expedição espacial independente.

Referiu a investigadora Nieves Cubo da TUD.


Impressão 3D de cabeça para baixo com G negativo

Para provar que a técnica de bioimpressão pode ser transportável para o espaço, a impressão de ambas as amostras de pele e osso ocorreu de cabeça para baixo. Com o acesso prolongado à falta de peso impraticável, o desafio de tal teste ‘menos 1 G’ representou a próxima melhor opção.


As amostras representam os primeiros passos de um ambicioso roteiro de ponta a ponta para tornar a bioimpressão 3D prática para o espaço. O projeto está a analisar o tipo de instalações a bordo que seriam necessárias, em termos de equipamentos, salas cirúrgicas e ambientes estéreis, bem como a capacidade de criar tecidos mais complexos para transplantes – culminando, numa última análise, na impressão de órgãos internos inteiros.

Uma jornada para Marte ou para outros destinos interplanetários envolverá vários anos no espaço. A tripulação correrá muitos riscos e voltar para casa mais cedo não será possível. Levar protdutos médicos suficientes para todas as eventualidades seria impossível no limitado espaço e massa de uma nave espacial.

Referiu Tommaso Ghidini, chefe da Divisão de Estruturas, Mecanismos e Materiais da ESA, que supervisiona o projeto.


Imprimir órgãos na viagem para Marte será uma solução

Segundo os cientistas essa é uma opção muito válida. Isto porque a capacidade de bioimpressão 3D permitirá que eles respondam a emergências médicas à medida que surgirem.

A título de exemplo referem que, no caso de queimaduras, uma pele nova pode ser bioimpressa em vez de ser enxertada noutro lugar do corpo do astronauta, causando danos secundários que podem não se curar facilmente no ambiente orbital, bem como no caso de fraturas ósseas – tornadas mais prováveis ​​pela falta de peso do espaço, com a gravidade parcial de 0,38 da Terra de Marte – o osso de substituição poderia ser inserido em áreas lesadas.


Em todos os casos, o material bioimpresso teria origem no próprio astronauta, então não haveria nenhum problema com a rejeição do transplante.

Portanto, com a bioimpressão 3D a progredir firmemente na Terra, este projeto é o primeiro a adotá-lo fora do planeta.

É um padrão típico que vemos quando prometemos tecnologias terrestres para o espaço, desde câmaras até microprocessadores. Mas precisa ser feito com menos, para fazer as coisas funcionarem no ambiente espacial desafiador, assim vários elementos da tecnologia são otimizados e miniaturizados.

Explicou o investigador da ESA Tommaso que acredita que esta tecnologia irá também servir a Terra.

fonte: Pplware

domingo, 23 de junho de 2019

Sonda Curiosity da NASA capta misterioso brilho branco em Marte

Vista de Marte

A agência espacial americana publicou uma foto, tirada pela sua sonda Curiosity, que mostra uma luz branca de origem desconhecida no Planeta Vermelho.

A foto em preto e branco foi tirada em 16 de junho por uma das duas câmeras de navegação do dispositivo e depois transmitida para Terra.


© NASA. JPL-CALTECH  Foto, tirada pela sua sonda Curiosity, mostra uma luz branca de origem desconhecida em Marte

Não está claro o que é o ponto branco que aparece na imagem, porque nas fotos tiradas quase imediatamente antes e depois dela não se observa essa luz misteriosa.

Um planeta cheio de mistérios

Vale ressaltar que não é a primeira vez que uma anomalia deste tipo é detectada pela Curiosity, que iniciou sua missão no Planeta Vermelho em agosto de 2012.

Em abril de 2014, a sonda também observou um clarão branco misterioso. Naquela época, os cientistas explicaram que poderia ser um clarão causado pelo reflexo do Sol na superfície de uma rocha marciana.

fonte: Sputnik News

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Físico afirma que Marte é 'único planeta' para onde humanos podem fugir


Segundo o físico Brian Cox, o Planeta Vermelho pode ser a única opção de viagem espacial para as pessoas destinadas a se tornar marcianas por não poderem "ficar aqui para sempre".

O professor e apresentador Brian Cox indicou um futuro sombrio para os humanos que desejam viajar pelo Universo e pisar em outros planetas. O jornal britânico Daily Star relata que o estudioso teorizou, traçando a exploração da humanidade do nosso Sistema Solar, que o vizinho mais próximo do nosso planeta, Marte, incrustado por gelo, é "na verdade o único lugar" onde a humanidade pode ir além da Terra.

"Em qualquer cenário plausível, não há outro lugar para onde os humanos possam ir para começar a sair do planeta, a não ser Marte. Se pensarmos em outros planetas, não há nenhum outro em que possamos pousar", afirmou, conforme citado pelo jornal.

O físico não tem dúvidas de que os humanos deixarão o planeta um dia por "não podermos ficar aqui para sempre". "Pode ou não haver marcianos e precisamos descobrir. Mas haverá marcianos se quisermos ter um futuro. Em algum momento seremos marcianos", observou.

Não há muito tempo, Brian Cox destacou que o destino da humanidade poderia corresponder, não só a Marte, mas também Vénus e Mercúrio, que poderiam ter tido oceanos e rios na superfície.

Cox e o coautor da próxima edição do livro Planetas, Andrew Cohen, definiram Marte como o local mais provável para a evolução da vida. "Era uma vez um Planeta Vermelho que brilhava uma luz azul. Os riachos corriam pelas encostas e os rios corriam pelos vales", observaram.

Um dos mais persistentes entusiastas das viagens a Marte, fundador multimilionário da SpaceX e Tesla, Elon Musk, revelou anteriormente que a colonização do Planeta Vermelho poderia assegurar uma fuga para a raça humana no caso de um cenário apocalíptico iminente.

Numa sessão de perguntas e respostas no ano passado, ele apontou "alguma probabilidade" de uma nova Era das Trevas, "especialmente se houver uma terceira guerra mundial".

fonte: Sputnik News

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cientista da NASA afirma que existe vida em Marte


Alguns astrobiólogos teorizam que antigamente Marte tinha um ambiente ainda mais adequado para a vida do que a versão mais jovem da Terra.

Assumindo que Marte já foi um planeta onde existiu vida, isto significa que ainda a tem, mesmo que esteja escondida algures debaixo da superfície do planeta, afirma Michael Finney, cofundador da The Genome Partnership, uma organização sem fins lucrativos que organiza as conferências Advances in Genome Biology and Technology.

"Se havia vida em Marte, esta pode ter se movido, pode ter se escondido um pouco, mas provavelmente ainda está lá", afirma o cientista. Há quatro biliões de anos, a superfície marciana era um mundo mais húmido, abundante em rios, lagos e vastos oceanos. No entanto, Marte deixou de ser habitável junto com a perda de seu campo magnético global, abrindo caminho para que partículas nocivas do Sol atingissem a atmosfera do planeta.

O processo que transformou Marte no planeta seco e frio que hoje é foi observado e registado pela NASA. Apesar de não haver água corrente na sua superfície, a água pode realmente existir no subsolo de acordo com os dados recolhidos.

Alguns astrobiólogos afirmam que Marte foi um berço mais propício à vida do que a Terra na sua primeira etapa, com uma hipótese científica cada vez mais consensual de que a vida foi trazida para a Terra por meteoritos compostos por rochas marcianas.

A pesquisa actual mostra uma ausência de evidências de vida no ar marciano, mas a NASA observou, não há muito tempo, alguns indícios estranhos: o Curiosity Rover descobriu sinais de metano numa cratera. A sonda da NASA tem vindo a examinar a cratera de Gale desde 2012, e estabeleceu que a concentração de metano na atmosfera da cratera tem períodos sazonais.

O metano é um composto orgânico gerado, na Terra, por fontes que incluem micróbios e outros organismos semelhantes. Assim, segundo esta teoria, pode ainda existir vida em Marte. Na verdade, pode haver outras explicações, como processos abióticos devido à reacção da água quente com rochas específicas. Mas, mesmo que o metano de Marte seja de origem orgânica, as criaturas que o geraram podem estar mortas por muito tempo.

Michael Finney, da The Genome Partnership, no entanto, se recusa a perder a esperança, dizendo: "Se Marte teve vida há 4 biliões de anos, Marte ainda tem vida. Nada aconteceu em Marte que tivesse destruído a vida", afirma ele.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Um “burburinho” para o homem, um sismo em Marte. NASA pode ter captado primeiro martemoto


Um sismógrafo implantado em Marte, no âmbito da missão da NASA InSight, registou o que pode ser o primeiro terramoto do planeta vermelho, anunciou a agência espacial francesa CNES.

“É formidável finalmente ter um sinal de que ainda há uma actividade sísmica em Marte”, salienta o investigador do Instituto de Física da Terra de Paris, Philippe Lognonné.

“Estávamos à espera há meses pelo nosso primeiro terramoto marciano”, acrescenta o “pai” do sismógrafo francês SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) que captou o potencial terramoto e que foi instalado a 19 de Dezembro de 2018 no solo de Marte, graças a um braço robótico da sonda InSight que chegou ao planeta vermelho a 26 de Novembro.

O objectivo é, através do registo de terramotos, perceber melhor a história da formação de Marte.

Mas embora o primeiro tremor “marque o nascimento oficial de uma nova disciplina: a sismologia marciana“, este foi muito fraco para fornecer dados úteis sobre o interior do planeta, de acordo com o investigador principal da InSight, Bruce Banerdt, cientista da NASA.

De acordo com os cientistas, ainda é necessário confirmar se o terramoto foi registado dentro do planeta e se não foi o efeito do vento ou de outras fontes de ruído.

Três outros sinais, mas ainda mais fracos do que este que foi registado a 6 de Abril, foram detectados nos últimos dois meses.

A NASA constata que embora “o evento sísmico” tenha sido “demasiado pequeno” para obter “dados sólidos sobre o interior marciano”, é ainda assim “excitante porque o seu tamanho e duração mais longa encaixam no perfil dos tremores da lua detectados na superfície lunar durante as missões Apollo”, como destaca a directora da Divisão de Ciência Planetária da agência espacial norte-americana, Lori Glaze.

“A superfície marciana é extremamente tranquila”, o que permitiu ao SEIS captar “burburinhos fracos”, explica a NASA, notando que “em contraste, a superfície da Terra treme constantemente com ruídos sísmicos criados pelos oceanos e pelo clima”. “Um evento deste tamanho no Sul da Califórnia perder-se-ia entre as dúzias de pequenos estalos que ocorrem todos os dias”, acrescenta a agência espacial.

A esperança dos cientistas é que este avanço nos dados recolhidos sobre Marte ajude a resolver alguns dos grandes mistérios do planeta, nomeadamente “o que aconteceu à sua atmosfera” e “o que aconteceu à água que se pensa que, em tempos, terá estado presente de uma forma muito abundante à superfície”, como evidencia o coordenador nacional da Sociedade Planetária, Miguel Gonçalves, em declarações à TSF.

Miguel Gonçalves atesta que se se provar a onda sísmica, “é particularmente interessante porque, tendo actividade sísmica no seu interior, tem dinamismo interior, o que quer dizer que temos de perceber quais são os mecanismos de aquecimento no seu interior” e “como é que é feita a transição de energia entre várias camadas do interior”.


fonte: ZAP

domingo, 7 de abril de 2019

NASA capta dois eclipses solares em Marte. Veja-os aqui


Sonda Curiosity capta imagens de eclipse © NASA

Sonda Curiosity captou no mês de março imagens das duas luas do Planeta Vermelho, Phobos e Deimos, quando escondiam parte do Sol.

NASA alcançou mais um feito em Marte com a sua sonda Curiosity, que captou recentemente, ao percorrer o Planeta Vermelho, imagens de dois eclipses solares. As imagens foram reveladas nesta última quinta-feira.

A 17 de março foram captadas imagens de um eclipse do Sol provocado por Deimos. Dias depois, a 26 de março, foi a vez da lua de Phobos provocar o seu eclipse. Desde 2012, quando pousou naquele planeta, que a sonda Curiosity estava preparada para estudar este tipo de acontecimento. Na bagagem levava uma câmera Mastcam, com filtros especiais para tais pesquisas eclípticas.


O momento em que Phobos cruza frente ao Sol © NASA

Além de ser um verdadeiro espetáculo, os eclipses solares marcianos são considerados pelos cientistas como valiosos em termos de informação, pois eles podem ajudar a aperfeiçoar ainda mais os cálculos das órbitas destas duas luas. É que por serem pequenas, as suas trajetórias mudam frequentemente, não só por serem afetadas pela onda gravitacional de Marte, de Júpiter e até mesmo pela influência que uma provoca na outra. E, nos últimos 15 anos, este conhecimento tem sido aperfeiçoado.


O eclipse com Deimos © NASA

Tudo porque a partir do momento em que os primeiros robôs da NASA chegaram a Marte, em 2004, começaram logo a recolher informação e a documentar os cientistas sobre os eclipses solares, o que diminuiu em muito a incerteza em torno das órbitas das luas.


Imagens dos eclipses solares a partir de Marte © NASA

Foi assim que os cientistas descobriram que Deimos, a mais pequena lua de Marte, está 40 quilómetros mais longe do que se pensava.

O registo desses fenómenos não é assim tão raro, mas quanto mais informação for possível captar, mais se contribuirá para a investigação.

Desde que os primeiros robôs começaram a fornecer informação, já foram observados 40 eclipses marcianos de Phobos e oito de Deimos, segundo afirma a NASA.


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Estas são as melhores casas para viver em Marte


A impressão 3D é a maneira mais fácil, rápida e segura de construir uma estrutura fora do planeta Terra e há quem já esteja a fazer planos.

Em 2015, a Nasa lançou um desafio para o desenvolvimento de casas ideais para viver "na Lua, Marte e além". Na semana passada anunciou os três finalistas.



A equipa SEArch + / Apis Cor ficou em primeiro lugar no 3D-Printed Habitat Challenge, com uma estrutura cilíndrica que comporta mais do que um piso e aberturas para permitir a entrada de luz natural.


A Zoperhous propõe um conjunto de estruturas modulares esféricas de diferentes tamanhos para diferentes propósitos. Ficou em segundo lugar.


Classificada em terceiro lugar, o grupo Mars Incubator criou um design modular com quatro espaços, incluindo uma estufa para plantas.


Cada modelo foi avaliado a nível arquitetónico e estético, tendo em conta sobretudo a viabilidade da construção. Tem de ser possível fabricar todas as casas no local de forma autónoma, e estas têm de ter pelo menos 92 metros quadrados e instalações adequadas a quatro pessoas.

Na próxima etapa da competição, agendada para o início de maio, os finalistas terão de recorrer à impressão 3D para reproduzir modelos à escala dos seus projetos com um terço do tamanho original.

fonte: TSF

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Astronautas descobrem novo crustáceo que pode ajudar na busca por vida em Marte


Uma nova espécie de crustáceos, chamada Alpioniscus sideralis, foi encontrada por uma equipe internacional de astronautas após passarem vários dias numa caverna.

A descoberta foi feita em 2012 num pequeno lago do sistema de cavernas de Sa Grutta, na ilha da Sardenha (Itália), mas só agora o estudo foi publicado, relata a Live Science.

A criatura encontrada é cega, incolor e possui apenas oito milímetros de comprimento.

Os cientistas descobriram a nova espécie durante uma expedição do programa de treino CAVES da Agência Espacial Europeia (ESA). No âmbito do treino, os candidatos a serem enviados para Estação Espacial Internacional (EEI) tinham que realizar pesquisas em ambientes subterrâneos perigosos.


© FOTO: ESA–M. FINCKE Crustáceo da espécie Alpioniscus sideralis, com oito milímetros de comprimento, descoberto nas grutas de Sa Grutta, na Itália

O intuito do programa era preparar os astronautas para trabalhar com segurança e eficácia e resolver problemas como parte de uma equipe multicultural enquanto exploram áreas desconhecidas, diz-se na descrição da ESA.

A análise molecular da amostra obtida durante a expedição e enviada pelos astronautas mostrou que a genética dos espécimes não coincidiu com a de nenhuma outra espécie recolhida na região. A nova espécie foi descrita pela primeira vez no recente estudo publicado na revista ZooKeys.

Apesar de o novo animal ter sido Identificado como um tipo de pequeno crustáceo que deixou a água para colonizar a terra há milhões de anos, o Alpioniscus sideralis parece ter tomado um outro rumo evolutivo e regressado às águas subterrâneas.

Esta descoberta ajudará nos estudos dos ecossistemas subterrâneos, além de provar que a vida é capaz de constantemente se adaptar a habitats extremos sem luz solar, mudanças sazonais e escassez de alimentos, descreve a ESA em declaração.

"Gostaria de pensar que, quando os humanos aterrarem em Marte e explorarem as suas cavernas, esta experiência irá ajudá-los a procurar outras espécies, sabendo que a vida tem poucos limites e pode desenvolver-se nos locais mais inóspitos", disse Paolo Marcia, zoólogo da Universidade de Sassari e coautor do estudo.

fonte: Sputnik News

domingo, 31 de março de 2019

Com muita corrente e mais largos do que os da Terra. Assim eram os rios em Marte


Novos dados sugerem que o planeta poderá ter tido uma espécie de efeito de estufa na fase inicial da sua história.

Os rios em Marte fluíam intensamente e eram mais recentes do que se pensava anteriormente, conclui um estudo esta quarta-feira divulgado, que estima que os rios marcianos eram quase duas vezes mais largos do que os atuais da Terra.

A síntese dos resultados da investigação é divulgada em comunicado pela American Association for the Advancement of Science (Associação Americana para o Avanço da Ciência), que edita a revista Science.

Segundo o estudo, Marte terá tido, há entre 3,6 mil milhões de anos e mil milhões de anos, e mesmo em períodos mais recentes que mil milhões de anos, escoamentos de água intensos, que estariam distribuídos por toda a superfície do planeta.

Se as estimativas das datas estiverem certas, tal pode sugerir, de acordo com os autores da investigação, que o 'planeta vermelho' estaria a perder atmosfera mais rapidamente do que se calculava antes e que teria outros 'condutores' de precipitação na camada mais baixa da atmosfera.

A equipa de cientistas liderada por Edwin Kite, do Departamento de Ciências Geofísicas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, baseou-se em imagens de vestígios de canais e calculou a intensidade do fluxo dos rios usando vários métodos, incluindo a análise do tamanho dos canais.

"Já é difícil explica a existência de rios ou lagos [em Marte] com base na informação que temos", explicou Kite num comunicado . "Isto torna um problema difícil num outro ainda mais difícil."

É, para já, complicado para os cientistas explicar que tipo de clima terá permitido ao planeta vermelho produzir este tipo de rios, mas o estudo demonstra que as grandes quantidades de água que fluiu no planeta, esteve presente durante mais de mil milhões de anos, no período inicial da história de Marte.

Tal cenário implica que, no mínimo, o planeta tinha um elevado efeito de estufa que permitia reter a energia da luz solar limitada que chegava ao planeta e que acabava por derreter o gelo presente, dando origem a canais e rios.

fonte: TSF

quarta-feira, 6 de março de 2019

Encontrada bactéria estranha no lugar da Terra mais parecido com Marte


Quando se trata de encontrar vida fora da Terra, é difícil saber onde procurar. Mas os cientistas encontraram uma pista que aumenta a esperança para os lugares desérticos – como Marte.

No lugar da Terra mais parecido com o Planeta Vermelho – o deserto do Atacama, no Chile – o rover planetário experimental Zoë encontrou uma estranha bactéria no solo, algumas das quais desconhecidas para a ciência, mas que exibem adaptações especializadas no deserto para condições semelhantes às de Marte.

“Mostramos que um robô pode recuperar o solo abaixo da superfície do deserto de Marte”, disse o biólogo Stephen Pointing, do Yale-NUS College, em comunicado.

“Isto é importante porque a maioria dos cientistas concorda que qualquer vida em Marte teria que ocorrer abaixo do solo para escapar das duras condições da superfície, onde a alta radiação, a baixa temperatura e a falta de água tornam a vida improvável.”

Sabe-se que a água líquida provavelmente fluiu pela superfície de Marte. O planeta está muito mais seco atualmente, com apenas água gelada na superfície, mas pode abrigar água líquida sob a superfície.

Se assim for, torna mais provável a perspetiva de vida no Planeta Vermelho – mas o Deserto de Atacama também aponta para outras possibilidades.

O deserto é tão seco que pode não chover durante décadas ou até séculos, o que torna incrivelmente hostil para a maior parte da vida na Terra. Mas, no ano passado, pela primeira vez, vida microbiana foi encontrada à superfície.

A superfície de Marte seria muito pior do que a superfície do deserto de Atacama. Mas quando Zoë perfurou para recolher amostras a uma profundidade de 80 centímetros, encontrou micróbios sub-superficiais que demonstram que pode haver vida, de acordo com o estudo publicado na revista Frontiers in Microbiology.

“Vimos que, com o aumento da profundidade, a comunidade bacteriana foi dominada por bactérias que conseguem prosperar nos solos extremamente salgados e alcalinos. Elas, por sua vez, foram substituídas em profundidades de até 80 centímetros por um único grupo específico de bactérias que sobrevivem”.

“Isto é muito excitante porque demonstra que o subsolo do Atacama suporta micróbios altamente especializados que podem prosperar nos solos salinos e semelhantes a Marte, e as recentes medições de emissão significativa de metano da superfície de Marte sugerem que bactérias que utilizam metano também poderiam prosperar lá“.

A equipa recolheu mais de 90 amostras de sedimentos e descobriu que a colonização microbiana era irregular. As áreas que não tinham sido colonizadas por micróbios eram as mais extremas. A análise do sedimento mostrou que se havia formado há muito tempo, quando a água era abundante, mas já não recebia água há algum tempo.

A equipe continua esperançosa de que ainda existem regiões habitáveis em Marte, mesmo que sejam poucas e distantes entre si. “A colonização bacteriana irregular é um indicador de stress ambiental extremo e, no caso dos solos do Deserto do Atacama, podemos dizer que a vida realmente está a manter-se no limite da habitabilidade“, disse Pointing.

“Como as condições em Marte são ainda mais extremas, podemos supor que a irregularidade também seja uma característica de qualquer colonização bacteriana marciana.”

Espera-se que os robôs marcianos perfurem até 2 metros de profundidade, de modo que a equipa espera recolher amostras em profundidades semelhantes. Também estão a pensar em começar a perfurar em Marte. “A minha preferência pessoal seriam depósitos fluviais de rios antigos ou rochas de arenito”, disse Pointing.

fonte: ZAP

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Detetada uma rede ancestral de rios que fluía em Marte


Novas imagens da Mars Express da ESA mostram um belo exemplo de uma rede de rios secos em Marte, um sinal de que a água fluía na superfície do Planeta Vermelho.

Trata-se de um sistema de vales nas terras altas do sul de Marte, localizado a este da cratera gigante conhecida como Huygens e a norte de Hellas, a maior bacia do planeta.

Com entre 3500 e 4500 milhões de anos de idade, as terras altas do sul são algumas das partes mais antigas e com mais crateras de Marte, onde se observam muitos sinais ancestrais de fluxo de água.

A topografia desta região sugere que a água fluía costa abaixo desde o norte, formando vales de até dois quilómetros de largura e 200 metros de profundidade. Estes vales estão patentes hoje, mesmo após ter sofrido uma erosão significativa desde que se formaram. A erosão é visível em forma de bordas de vales quebradas, amolecidas, fragmentadas e dissecadas, especialmente em vales que se estendem de leste a oeste.

Este tipo de estrutura dentrítica também é observado em sistemas de drenagem na Terra. Um exemplo particularmente bom é o rio Yarlung Tsangpo, que serpenteia desde a sua nascente no Tibete ocidental através da China, Índia e Bangladesh.

No caso desta imagem de Marte, divulgada pela ESA, estes canais de ramificação provavelmente foram formados pelo escoamento de água da superfície de um rio, combinado com uma grande quantidade de chuva.

Acredita-se que este fluxo tenha cruzado o terreno existente em Marte, forjando novas estradas e esculpindo uma nova paisagem.

Em geral, o sistema de vales parece ramificar-se significativamente, formando um padrão parecido com ramos de árvores que vêm de um tronco central. Este tipo de morfologia é conhecido como “dendrítico”: o termo deriva da palavra grega para árvore (dendron). Vários canais separam-se do vale central, formando pequenos afluentes que frequentemente se dividem novamente.

Contudo, desconhece-se a origem de toda a água, estando entre as possibilidades a precipitação, os lençóis freáticos e/ou o derretimento de glaciares. Porém, todas estas opções exigiriam um passado muito mais quente e aquático de Marte do que o planeta que vemos hoje.

fonte: ZAP

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Templo antigo encontrado em Marte imagens da NASA são prova de civilização alienígena


Um antigo templo foi supostamente encontrado em Marte, caçadores de OVNIs acreditam ter sido construído por uma civilização alienígena há muito desaparecida.

Os teóricos da conspiração acreditam ter encontrado evidências de ruínas em Marte, que acreditam ser evidências de antigos alienígenas. Numa imagem tirada pelo Curiosity Rover da NASA, o que parece ser uma grande estrutura pode ser vista no topo de uma colina. Alguns caçadores de alienígenas acreditam que isso é uma prova de que não apenas os alienígenas viviam no Planeta Vermelho, mas talvez até adorassem um poder superior.

O proeminente teórico da conspiração Scott C Waring, no entanto, acredita que a NASA se recusará a investigar a "estrutura antiga", já que quer manter evidências de alienígenas em segredo.

O Sr. Waring escreveu no seu blog UFO Sightings Daily: “Eu estava observando esta semana os uploads feitos pelo Curiosity Rover e descobri que ao longe havia uma antiga estrutura de templo construída no topo de uma colina. A estrutura tem cinco ou mais níveis, cada um ficando menor que o anterior.

“O nível mais alto é o mais alto. A estrutura principal no topo dos níveis parece uma pirâmide com o topo construído.



“Cada nível tem um topo horizontal perfeitamente plano para que alguém ou algo possa andar nele. Acredito que o rover não vai investigar isso, porque a verdadeira missão da NASA é abandonar a informação pública e entreter sobre o espaço de modo a satisfazê-los, mas mantém o público no escuro sobre a verdadeira natureza da superfície de Marte. ”

No entanto, os cépticos e a NASA diriam que o "templo" e outras descobertas semelhantes são apenas os efeitos da pareidolia - um fenómeno psicológico quando o cérebro engana os olhos para ver objectos ou formas familiares em padrões ou texturas como a superfície de uma rocha.

Isso significaria que o "templo" marciano poderia ser apenas uma rocha disforme ou até mesmo uma área montanhosa.

fonte: Express

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O Opportunity morreu em Marte. Foram 15 anos à descoberta do planeta vermelho

















Um epitáfio em Marte: "Descansa em paz, Opportunity (2004-2018). Eternas saudades do planeta Terra."

A morte do Opportunity custou a aceitar, mas por fim a NASA deu como terminada a missão do seu tão bem-sucedido rover em Marte.

Na terça-feira os investigadores tentaram contactar pela última vez com o robô, a última de muitas - mais de mil - tentativas. Mas mais uma vez, não houve resposta. Na quarta-feira, foi declarado oficialmente o fim da missão.

"É com um sentimento de gratidão que declaro a missão do Opportunity concluída", anunciou Thomas Zurbuchen, administrador associado do Science Mission Directorate da NASA em conferência de imprensa a partir do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia, onde esta e outras missões à distância são conduzidas. "É um momento emocional", assumiu.

O Opportunity excedeu largamente as expectativas. Estava previsto que a sua missão durasse apenas 90 dias, mas o veículo acabou por percorrer as areias do planeta vermelho durante 5.111 dias marcianos, 15 anos no calendário terráqueo.

Terá sido uma tempestade de areia a ditar o fim do Opportunity. No dia 10 de junho a comunicação com a Terra foi interrompida e o rover esteve desaparecido durante 107 dias.

"É como um ente querido que desapareceu", descrevia na altura o responsável pela missão, John Callas. "Continuamos com esperança que vão aparecer e que estejam saudáveis".

Acabou por se encontrado no chamado Vale da Perseverança, coberto de pó, o que bloqueou a entrada de luz solar nos seus painéis. Sem energia solar, o Opportunity congelou, mas a NASA não perdeu a esperança de o recuperar. "Estamos a torcer por ti!", escreveu no Twitter.

Na sua longa missão em Marte, que o New York Times recorda com um trabalho interativo - O Opportunity percorreu mais de 45 quilómetros, um recorde entre veículos robotizados fora da Terra, parando em todas as crateras que encontrou.

Pelo caminho, o veículo robotizado do tamanho de um carrinho de golfe com seis rodas, sofreu vários sustos, ficou preso numa duna, enfrentou tempestades de areia. Mas conseguiu sempre seguir em frente.

O Opportunity descobriu em Marte gipsita e hematite, minerais que se formam na água, e vestígios de que na cratera Endeavour terá havido no passado água líquida num local com proporções semelhantes às um lago da Terra. Além disso revelou novas informações sobre a atmosfera marciana.

Até Barack Obama prestou uma homenagem no Twitter à missão que surpreendeu todos. "Não fiquem tristes porque acabou, fiquem orgulhosos porque nos ensinou tanto".

Há agora dois robôs em atividade em Marte: o Curiosity, que está a explorar o planeta há mais de seis anos, e o recém-chegado InSight, desde novembro de 2018.
A NASA prepara-se para lançar, em julho de 2020, uma outra sonda, a Mars 2020, que irá à procura de sinais de vida microbiana passada no planeta.

fonte: TSF