domingo, 29 de março de 2020

Australiano captura cobra supervenenosa que dá à luz filhote de 2 cabeças

Rara serpente com duas cabeças (imagem ilustrativa)

Um australiano, que capturou uma cobra e a levou para um veterinário para ser examinada, fez uma descoberta arrepiante, após o réptil ter dado à luz dentro do saco em que estava ao ser transportado.

Steward Gatt, conhecido na cidade australiana de Wyndham como Stewy o capturador de serpentes, pegou no início desta semana uma serpente-tigre australiana, que é uma das cobras mais venenosas do planeta.


Assim que o australiano abriu o saco para liberar o animal, ele descobriu que o réptil tinha dado à luz vários filhotes. No entanto, as descobertas ainda estavam por vir.

Ao fazer uma inspeção mais detalhada, o australiano percebeu que uma das pequenas cobrinhas nasceu com duas cabeças. Mais tarde, Steward levou toda a família a um veterinário.


"As cobras foram levadas a um veterinário para uma verificação rápida, só para se certificar que elas estavam em condições para serem libertadas", explicou.

Infelizmente, o bebê de duas cabeças teve de ser submetido à eutanásia, já que, de acordo com o médico, a criatura não teria chances de sobreviver na natureza, relata mídia local. Stewart afirmou ser bastante incomum encontrar cobras de duas cabeças.

fonte: Sputnik News

Pesquisadores descobrem 2 novas espécies de tubarões com focinhos peculiares

Um peixe leitão-malhado, também conhecido como tubarão-gato-de-boca-negra

Pesquisadores identificaram duas novas espécies de tubarões que vivem nas profundezas da parte ocidental do oceano Índico.

As espécies recém-descobertas de tubarões-serra têm seis brânquias e possui focinhos muito peculiares repletos de dentes e bigodes parecidos com os de peixe-gato.

The new species of sawshark have distinctive snouts filled with teeth.

Um tubarão da espécie Pliotrema annae foi descoberto após ter sido capturado por um pescador no arquipélago Zanzibar, na Tanzânia.

Os focinhos de outras espécies conhecidas como Pliotrema kajae foram encontrados no Madagascar juntamente com outros exemplares posteriormente descobertos em coleções de museus, escreve CNN.

Identificação destas novas espécies de tubarões não passou despercebida pelos olhos atentos de internautas, fornecendo novas ideias aos fabricantes de memes que ficaram encantados com o engraçado focinho pontiagudo das criaturas marinhas.

Nenhuma das duas espécies que habita o oceano Índico foi avistada viva no habitat natural, o que não impediu que internautas transformassem as caras tristes dos tubarões em umas mais contentes e felizes usando Photoshop.

fonte: Sputnik News

Homem afirma ter levado 'choque de Deus' durante cirurgia no coração

Vida pós-morte (imagem ilustrativa)

Homem, identificado por James, escreveu para fundação de pesquisas que teria visitado o além durante cirurgia cardíaca.

Enquanto a comunidade médica internacional ainda não acredita em vida pós-morte, muitos são os relatos de pessoas que supostamente estiveram no além.

Desde encontros com entes falecidos até experiências com seres divinos, muitos relatos apresentam características semelhantes.

Conforme publicou o tabloide Express, um homem, apenas identificado como James, escreveu para a Fundação de Pesquisas sobre Experiência de Quase-Morte (NDERF, na sigla em inglês) ter levado "um choque de Deus".
"Eu estava em um vazio totalmente negro, sem luz e sem barulho. De alguma forma, me foi dada uma escolha. Eu não sei quem ou o que me deu a escolha, era mais como se eu soubesse que era uma escolha", afirmou.

O caso teria ocorrido logo após o homem ter sofrido um ataque cardíaco e enquanto era submetido a uma operação.

'Escolha'

Ainda contanto o caso, James disse:

"Se eu escolhesse ir à direita, eu sabia que haveria paz e serenidade. Eu podia sentir isso. No lado esquerdo estava minha vida, a qual era como uma estrada de vidro quebrado. Eu pensei em minha esposa, e tomei a decisão de que não estava ainda preparado para ir para a direita", acrescentou.

Logo em seguida, o homem teria a experiência do choque.

"O choque, eu soube logo instantaneamente, era o toque de Deus. Naquele momento eu senti uma conexão com tudo o que já existiu ou existiria", disse James.

Durante a experiência, o homem também "associou a palavra 'lilás' com a experiência".

No final, ele afirma ter ouvido a voz de sua mulher lhe chamando, ele a seguiu "saindo da escuridão e voltando para o mundo".

Reação do cérebro?

Contudo, citando o médico Sam Parnia, da Escola de Medicina de Langone da Universidade de Nova York, EUA, a mídia afirmou que os cientistas explicam tais experiências como uma forma do cérebro desenvolver uma técnica de sobrevivência.

fonte: Sputnik News

sexta-feira, 13 de março de 2020

A epidemia que veio de Espanha e matou mais de 60 mil portugueses



De um dia para o outro, em 1918, as pessoas começaram a morrer em Vila Viçosa e o número de mortes não mais parou até atingir muitos milhares em pouco meses. Em três ondas, a pneumónica - também conhecida por gripe espanhola - matou principalmente jovens e não poupou nenhuma classe social em Portugal

Nossa Senhora de Fátima pode ter escolhido Jacinta e Francisco para testemunharem as suas aparições na Cova da Iria, mas a pneumónica não os poupou poucos meses depois. Nem a uma mão-cheia de artistas que poderiam ter sido famosos em todo o mundo, como o pintor Amadeo de Souza-Cardoso ou o pianista António Fragoso, ambos jovens mas com uma carreira bastante promissora e já com obra feita, que estavam na idade "preferida" para as vítimas do vírus da também chamada gripe espanhola.

Em Portugal o número oficial de vítimas é superior a 60 mil. A doença varreu o país a uma grande velocidade, tanto assim que a falta de caixões para os funerais foi um dos resultados imediatos, o que fazia que muitas famílias os comprassem por antecipação e guardassem debaixo das camas onde os seus membros agonizavam.

A pneumónica apanha o mundo e as autoridades sanitárias desprevenidas, até porque ainda se desconhecia a existência do vírus, e Portugal não escapa ao surto quando no final de maio de 1918 surge o primeiro caso em Vila Viçosa, e rapidamente o contágio se propaga pelo país de sul para norte. Os mortos portugueses são uma ínfima parte dos mais de 20 milhões de vítimas em todo o mundo - embora existam estimativas que apontam para números bem mais altos -, mas é uma quantidade tão impressionante que pode ser considerada a mais alta para uma doença do género em Portugal.

As origens da pneumónica a nível mundial nunca foram exatamente localizadas, havendo várias teorias (ver peça secundária), entre as quais a de ter nascido na Ásia ou ou em cidades europeias como Brest ou Bordéus. Os últimos estudos apontam os Estados Unidos como o local onde surgiram os primeiros casos.

A sua entrada em Portugal deu-se através dos trabalhadores sazonais portugueses que iam para Badajoz e Olivença e que trouxeram a doença para a localidade alentejana de Vila Viçosa, onde no fim de maio ocorre a primeira morte. No dia 4 do mês seguinte é registado outro caso em Leiria, confirmando a fácil propagação em todo o território, pois vai da zona perto da fronteira com Espanha - seguir-se-á Guarda, Castelo Branco, Beja e Évora - para o litoral e chega rapidamente aos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto. Segundo cálculos oficiais, os índices de maior mortalidade verificaram-se em Benavente, onde sete em cada cem pessoas morreram da gripe.


Não existem muitos documentos fotográficos nem notícias sobre a pneumónica em Portugal porque a I Guerra Mundial dominava as atenções.

O desconhecimento do vírus que estava na origem da epidemia dificultou o seu combate e o caos político e social que Portugal vivia tornou ainda mais complexa a sua contenção. As notícias que iam surgindo nos jornais eram poucas, até porque se estava em plena Guerra Mundial. No Diário de Notícias de 29 de maio de 1918, o primeiro título era "A Guerra" - que se manteria por muito tempo a abrir a edição - e só na oitava de dez colunas de noticiário é que surgiam ecos da pneumónica: "A epidemia em Espanha", e avisava-se o seguinte: "É provável que em Portugal também venha a sentir-se." Os sintomas das vítimas eram incompreensíveis para a época e questionava-se se seria cólera.

Vila Viçosa sem memória

Apesar da violência da epidemia em Vila Viçosa, quando se percorre esta terra em busca de memórias o que se verifica é a total ausência de lembranças de uma tragédia que está a fazer cem anos. Talvez por uma questão de feitio da população, foi o que garantiu um morador à reportagem do DN, ninguém quer recordar essa época. Na Associação de Apoio ao Idoso ninguém se lembra da pneumónica, nem sequer de ouvir tal palavra... Diga-se que a associação conta com cerca de 300 sócios e na tarde em causa estavam naquele espaço mais de três dezenas das pessoas com mais idade da região. No entanto, vários evocam o ditado "De Espanha nem bom vento nem bom casamento", que nada tem que ver com a doença - refere-se ao vento Suão e aos maus casamentos reais ibéricos - mas que ficou ligado à pneumónica no século passado.

Um dos que recordam o ditado é o senhor Pompílio, de 84 anos, que ao fim de muita insistência lá se recorda de ter ouvido falar da pneumónica: "Pois, morreu muita gente na altura mas não me lembro de mais nada." Após mais alguma insistência, acrescenta: "Foi uma epidemia em que morreu muita gente." E fica-se por aí, tendo o interrogatório cerrado aos restantes resultado pouco, preferem jogar às cartas. Quando se pergunta se a jogatana está boa, um deles responde: "Para o que é está sempre bom." Abel, o responsável da associação, explica que não é só aquilo que os idosos de Vila Viçosa ali fazem, pois há excursões e sardinhadas, tudo à conta dos 50 cêntimos mensais de quota, o mesmo preço de um café nas instalações. Trabalhou nas Finanças locais durante 35 anos e conhece toda a gente, mesmo não sendo nascido em Vila Viçosa. Sugere que se fale com o sócio mais velho, Clemente, de 94 anos. Alguém refere que é um indivíduo com uma "memória fora do normal" e que "sabe dessas histórias todas".


Os bombeiros de Lisboa tinham um veículo para atender às inúmeras vítimas e os militares colaboravam

Antes de se chegar à sua porta, passa-se pelo estabelecimento de José Mariano, 93 anos, que vende jornais. A resposta sobre os efeitos da pneumónica na localidade repete-se. De nada se lembra. Fica-se a conversar e a insistir na pergunta até que se rompe a barreira e recorda que ouviu contar coisas sobre muitas mortes. Há sempre a palavra família envolvida porque a pneumónica não escolhia um mas vários membros do agregado familiar. Talvez essas memórias estejam apagadas porque a sua própria mãe morreu cedo. Com muita insistência, lá interrompe a leitura do Diário de Notícias e relata um pouco da história da sua vida: "Lembro-me de quando a minha mãe morreu, quanto à gripe, não." Depois diz: "Lembro-me da pneumónica, mas lembro-me de outras gripes, como a que matou a minha mãe quando eu tinha 3 anos. Eram dezenas e dezenas a morrer por aí com tuberculoses como ela." E a sua avó nunca lhe contou nada? "Aquilo não se curava, as pessoas morriam todos os dias às duas e às três. Nem havia caixões para tanta gente, as pessoas eram jogadas para a terra", recorda. Continua: "Havia muita pobreza... Eu, antes de ir para a escola, andava com o pé descalço. Fui abandonado muito em pequenino e andei sempre aos tombos, às abas das minhas tias e da minha avó." Indo à questão que a reportagem pretende, volta a insistir--se: e as pessoas tinham medo da pneumónica? "Eram muito atrasadas e a assistência não era como agora, na altura não havia nada. A pessoa estando com uma febre, agasalhava-se e tomava coisas quentes a ver se aquilo passava. Mas não passava."

Está na hora de ir procurar o mais velho de Vila Viçosa, o senhor Clemente. "Pode ser que ele se lembre", remata José Mariano. Também aqui a disponibilidade é pouca e quando entreabre a porta é sempre com vontade de voltar a fechá-la e dar a conversa por terminada: "Não me lembro de nada." Insiste-se e lá vem a mesma lengalenga: "Ouvi pessoas mais velhas contar que morreram muitas pessoas..." Continua sem convicção: "Era o que se ouvia dizer destes tempos. Ó meu amigo, estou muito esquecido."

Pobres responsáveis por epidemia

Já a norte existe mais memória sobre a pneumónica. A investigadora Alexandra Esteves lembra-se de testemunhos da própria avó, que contava como fora grande o flagelo no Alto Minho: "Falava muito da gripe porque ela teve tifo e ligava-a à outra epidemia, muito maior." A investigadora tem em curso um trabalho sobre epidemias nesta região do país por ter encontrado semelhanças entre as de cólera do século XIX e depois a pneumónica no início do século XX: "Os comportamentos dos doentes foram os mesmos e as medidas das autoridades praticamente iguais. O grande problema era o de a população não aceitar a restrição de movimentações, não se respeitarem boas práticas de higiene e existir a ideia de que eram os pobres os responsáveis pela propagação da doença. Aliás, foram sempre eles o bode expiatório na cólera, no tifo, na varíola e na pneumónica, apesar de em qualquer caso a doença entrar tanto no casebre como no palácio."

Na região mais próxima à fronteira espanhola viveu-se o pânico porque, diz, "foi uma gripe que levou muita gente em Melgaço, Monção, Valença e Cerveira, bem como nos concelhos de Paredes de Coura e de Viana do Castelo". Entre as razões que agravavam o alastramento da epidemia estava a assistência hospitalar: "Os hospitais eram para pobres e havia uma grande resistência das outras classes sociais em ingressarem nesse espaço. Queriam ser tratados em casa e ficar junto dos seus familiares, o que ajudava à propagação da doença. Foi mesmo um dos principais motivos para que nesta região a doença se descontrolasse." Acrescenta outra condicionante: "Em 1918, vivia-se um cenário marcado por uma crise política, a falta de bens essenciais e a nível sanitário eram condições terríveis. Faltavam médicos e muitos foram vítimas da doença; faltavam produtos para tratamento e as populações preferiam as mezinhas; havia uma grande desconfiança das populações relativamente ao saber médico; as casas do Minho não eram lugares de grande conforto, na maior parte das vezes um espaço dividido com os animais, sem casas de banho e uma relação preconceituosa com a água. Tudo isso limitava o controlo da doença."

18 meses foi quanto tempo demorou a conter o vírus da pneumónica, que varreu o mundo de março de 1918 a agosto de 1919

Para tornar a situação mais complexa, a propagação era rápida devido a haver nesses meses de verão muita circulação de pessoas por causa do trabalho agrícola em diferentes locais, além da proliferação de festas e romarias: "Eram deslocações que aconteciam muitas vezes para o outro lado da fronteira, onde a doença grassava de forma intensa. Controlar as populações era coisa impossível, pois reagiam mal às determinações das autoridades sanitárias, tendo mesmo existido violência."

Alexandra Esteves escolheu este tema para investigar devido ao seu interesse no estudo do sistema penal em finais do século XVIII e XIX nesta região: "Ao estudar as cadeias estamos a falar em espaços também de morte por serem insalubres e deparei-me com a posição das autoridades face a surtos epidémicos." No caso da cólera não faltam fontes, mas para a pneumónica o que prima é a sua ausência: "Até as notícias nos jornais são poucas porque acontece um silenciamento em torno da doença." Esse silêncio foi uma das razões que a levaram a querer saber o porquê de a maior epidemia da história da humanidade ser tão pouco estudada, tanto em Portugal como no resto da Europa: "Os testemunhos orais são difíceis de encontrar e, por norma, referem uma doença que rapidamente levou muitos jovens. Uma explicação para o silêncio é a colagem à Primeira Guerra Mundial, com mortes mais difíceis de aceitar. Só que esta explicação não convence totalmente porque as principais vítimas são jovens e o falecimento causaria grande comoção social." Por isso tudo, conclui, "falta um grande estudo a nível do território nacional para se perceber o que aconteceu".

Um presidente junto do povo

Quando se questiona se se poderia ter combatido a pneumónica de forma diferente do que aconteceu em Portugal em 1918, a investigadora Helena Rebelo de Andrade, do Instituto Ricardo Jorge, considera que não: "Tendo em conta os conhecimentos da época, fez-se tudo o que era possível. Não se conhecia o vírus e existia uma grande discussão na literatura médica da época sobre a causa da doença. Como a primeira onda teve um carácter mais benigno do que a segunda, que se caracterizou por casos mais graves, com relatos de síndrome de dificuldade respiratória aguda, de pneumonia fulminante com mortes súbitas, muitos duvidaram de que se tratasse apenas de gripe". Dessa forma, eram várias as "opiniões divergentes" quanto às causas e às formas mais eficazes de tratar a doença. "Apesar de todo o arsenal de conhecimento decorrente das descobertas da bacteriologia do final do século XIX, os conhecimentos sobre a gripe eram incipientes. As medidas tomadas para combater a pandemia foram semelhantes às aplicadas para o tifo exantemático e para a peste bubónica, com banhos obrigatórios e a desinfeção de roupas e casas, o isolamento de doentes e dos seus contactos, as vistas domiciliárias e a notificação obrigatória dos epidemiados, com a cidade dividida em áreas sanitárias e a obrigatoriedade de guias sanitárias para os viajantes. Perante a gravidade da segunda onda, tomaram-se muitas medidas para combater a pandemia num curto espaço de tempo, mas no entanto insuficiente perante a rapidez e a violência da epidemia e a enorme carência de recursos."


Quanto ao papel de Ricardo Jorge, Helena Rebelo de Andrade refere-o como importante: "Na qualidade de diretor do Conselho Superior de Higiene e de diretor-geral de Saúde, a Ricardo Jorge deve-se a coordenação do combate à epidemia de gripe em 1918 e 1919, tendo promovido medidas sanitárias que passaram, entre outras, pela informação da população, a organização de serviços sanitários de emergência, a imposição de medidas preventivas. Perante a gravidade da segunda vaga da epidemia, foi--lhe atribuído ainda as funções de comissário-geral extraordinário do governo. Severo crítico do fecho das fronteiras de Espanha, Ricardo Jorge empenhou--se, sob o pseudónimo de Doutor Mirandela, na denúncia, em artigos de opinião, do Muro da China erguido pelos espanhóis, defendendo a ineficácia do cordão sanitário."

A resposta política em 1918 teve ainda uma grande ajuda do presidente Sidónio Pais, atuação que a investigadora confirma: "Ele fez da pneumónica uma bandeira política, viajou pelo país inteiro numa campanha de proximidade com a população numa altura muito conturbada. Éramos um país maioritariamente rural, com sucessivas epidemias e as consequentes crises sanitárias, a viver uma crise política e com a Primeira Guerra Mundial como pano de fundo."

Quanto ao facto de a população jovem ser das mais afetadas, aponta várias razões: "A movimentação das tropas poderá ser uma, pois é uma população jovem ativa e que está junta nos aquartelamentos militares, favorecendo uma taxa de ataque maior, além de que os mais velhos já tinham tido contactos anteriores com gripe que deixaram alguma proteção. Também a má nutrição decorrente da extrema pobreza deixava a população mais vulnerável, contribuindo para propagar a doença e aumentando o número de casos mais graves."

Amadeo e António Fragoso

Se no povo de Vila Viçosa falta memória, já os descendentes de portugueses cuja carreira ficou pelo caminho não se esquecem. É o caso do pianista António Fragoso, que vivia na Pocariça, local onde a pneumónica foi devastadora e atingiu dezenas de famílias. Para o descendente Eduardo Fragoso foi um dos casos mais dramáticos na povoação: "Os meus avós viram partir quatro filhos em cinco dias e o pianista foi o primeiro a morrer." A mãe de Eduardo Fragoso foi a única que se salvou e quis homenagear o irmão divulgando ao máximo a sua obra, tendo conseguido um contrato com a Valentim de Carvalho para editar a obra completa, mesmo que o incêndio do Chiado tivesse provocado a destruição de parte do espólio. Grande parte da obra foi gravada, como a Integral para Canto, Piano e Câmara e várias peças emitidas pela Emissora Nacional. Neste centenário da morte será editada uma biografia atualizada à luz de todas as descobertas mais recentes, como a de ter composto a primeira obra aos 12 anos.

É também o caso do pintor Amadeo de Souza-Cardoso, que há poucos anos teve uma mostra quase integral da sua obra exposta na Fundação Calouste Gulbenkian e mais recentemente no Grand Palais em Paris. O historiador Luís Damásio, casado com uma familiar do pintor, tem estudado a sua vida e vai publicar uma biografia em dois volumes com novos e importantes aspetos, designadamente sobre as condições da própria morte do pintor nascido em Manhufe.

É o caso de uma última carta do pintor dirigida ao irmão António, em que "já descrevia alguns sintomas de mal-estar. Vai ter o cuidado de se prevenir pois Amadeo revelava um pressentimento trágico para o futuro da família". A 25 de outubro, "depois de uma noite de grande aflição, morre em Espinho", conclui o historiador.

A pneumónica não abandonou Portugal antes de ter feito mais de 60 mil vítimas mortais. Após a primeira onda que vai de maio a final de julho, a segunda irá até janeiro do ano seguinte. A terceira onda, que nem todos os países registaram, irá durar até ao verão de 1919. Enquanto isso, a 4 de outubro de 1918, o jornal A Luta publicava a seguinte notícia: "Pode dizer-se que já alastrou por todo o país, e em Lisboa grassa com intensidade. Mandou o governo que não prosseguissem os exames nos liceus e que todos os estabelecimentos de ensino não funcionem até nova ordem. É certo que os teatros e os animatógrafos continuam abertos, e aí a multidão, para efeitos de contágio, é mais perigosa do que nas escolas. Divergem as opiniões quanto à natureza da doença..."


quinta-feira, 12 de março de 2020

Coronavírus com inserções genéticas do HIV.!


Poderá o Coronavírus (Covid-19) ter sido criado em Laboratório?

Vamos por partes:

No Passado, a CIA fabricou armas biológicas, infectando mosquitos, aranhas e outros insectos para espalhar doenças.

Um dos autores que revelou isso no livro "Democracia e Secretismo" foi Oswald leWinter.

Mais pistas:

Segundo um especialista em guerra biológica de Israel, Dany Shoham, e publicado no “The Washington Times”, ele acredita que o coronavírus seria uma arma biológica criada num laboratório do Canadá e roubada por Chineses para usar como arma biológica, a revista "Great Game India" também publicou um artigo sobre isso.

No ano passado, um carregamento misterioso foi apanhado contendo coronavírus do Canadá. Foi atribuída a agentes chineses que trabalhavam num laboratório Canadense. A investigação da revista “Great Game India” (de geopolítica e notícias) vinculou os agentes ao Programa de guerra biológica da China, segundo informações compiladas pelo site “Zero Hedge”.

De acordo com a investigação da revista indiana, o cientista chinês Xiangguo Qiu, do Instituto de Biologia Celular e do Departamento de Pediatria e Saúde Infantil da Universidade de Manitoba, no Canadá, fez pelo menos cinco viagens durante o ano lectivo de 2017-18 para o Laboratório Nacional de Bio segurança de Wuhan, da Academia Chinesa de Ciências.

Links:

Começam a surgir evidências que o coronavírus foi manipulado geneticamente e inseridos códigos semelhantes ao vírus HIV:


O estudo foi realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia Indiano, Acharya Narendra Dev College e Universidade de Delhi e foi publicado sob o título "Uncanny similarity of new inserts in the 2019-nCoV spike protein to HIV-1 gp120 and Gag".

O estudo encontrou 4 novas inserções do tipo HIV no Coronavírus, ausentes noutros tipos de Coronavírus. Esta descoberta, segundo o estudo, é "improvável de ser fortuita por natureza", o que significa que não é um fenómeno que ocorre naturalmente e num curto espaço de tempo.

Actualmente, estamos testemunhando uma grande epidemia causada pelo novo coronavírus de 2019 (Covid-19). A evolução do Covid-19 permanece ilusória. Encontramos 4 inserções na glicoproteína spike (S) que são exclusivas do Covid-19 e não estão presentes noutros coronavírus. É importante ressaltar que os resíduos de aminoácidos em todas as 4 inserções têm identidade ou semelhança com os da gp120 do HIV-1 ou da gag do HIV-1.

Tenho três fontes de informação diferentes com esta pesquisa:


Curiosamente a China começou a utilizar medicamentos que tratam HIV, para tentar tratar os infectados com Coronavírus (provavelmente porque a genética do vírus manipulado com inserções de HIV o torna compatível).

Não foram apenas cientistas Indianos a pesquisar isso:

Conforme reportado pelo Dr. James Lyons-Weiler, fundador do Institute for Pure and Applied Knowledge (Pensilvânia) e autor de 57 publicações revisadas por pares, uma análise da sequência genética do coronavírus encontra uma sequência peculiar chamada “pShuttle-SN”. Essa sequência é o remanescente de uma sequência de engenharia genética usada para inserir genes em vírus e bactérias. Ele fornece uma prova irrefutável de "código aberto" de que o coronavírus que agora circula na natureza foi projectado em laboratório. Todo o laboratório que possui a sequência genética pode ver isso por si próprio. É bem claro, e é por isso que descrevemos essa revelação como "código aberto".

O dr. Francis Boyle numa entrevista ao Geopolitics and Empire disse que este vírus é certamente uma arma biológica, com taxa de mortalidade 15% mais letal que SARS e propagação 85% mais forte.


O portal Biorxiv.org também publicou um artigo sobre isso. Provavelmente será editado ou eliminado em breve!


A censura já começou e vários sites de Notícias e redes sociais como o Twitter começaram a banir sites de conspiração que revelam estes detalhes, alegando o de costume "são Fake news" vamos censurar.

A Inquisição virtual que eu tanto apregoava, chegou. A morte lenta da informação livre.

Faça download do meu documento PDF com este texto, fontes de informação, partilhe com o máximo de pessoas possível.


E mais uma vez o INWO/ Illuminati New world Order game acertou:



quarta-feira, 11 de março de 2020

Morte misteriosa traz de volta lenda do chupa-cabra e fecha escolas em cidade no México

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Cadáver de taxista é encontrado na cidade mexicana de Valle de Bravo, enquanto prefeito diz que o morto foi vítima do ataque de um bicho "carnívoro e perigoso", ressuscitando a lenda do chupa-cabra.

Os anos 90 foram marcados pela famosa lenda do chupa-cabra por grande parte da América Latina.

Tratava-se de um suposto ser de origem alienígena que teria causado a morte de diversos animais em zonas rurais, em especial cabras, dando origem ao nome chupa-cabra.

A lenda se propagou enquanto animais em diversos países da região eram mortos em circunstâncias consideradas estranhas, desde feridas com cortes "perfeitos" até a ausência de sangue nos animais.
Retorno da lenda

Conforme publicou o portal Inofobae, a lenda do chupa-cabra voltou à popularidade no México nestes dias.

A razão seria a morte de um taxista de 54 anos na cidade de Valle de Bravo.

Segundo o prefeito local, Mauricio Osorio Domínguez, o corpo do homem foi encontrado no último dia 1º com feridas profundas e roupa rasgada, resultado do ataque de um animal "carnívoro e perigoso".

Apesar de a hipótese de ataque de algum animal selvagem não ser descartada, a população local logo associou o caso com mais um suposto ataque do chupa-cabra.

O susto tem sido tão grande que, segundo a mídia, aulas foram suspensas em escolas da cidade.

Origem da lenda

O primeiro dito ataque do monstro se deu em Porto Rico em 1992, quando um homem chamado Madeley Tolentino afirmou ter sido sua vítima.

Pouco a pouco os relatos de aparição e selvageria do animal se espalharam pela América Latina, chegando ao Brasil.

Em alguns lugares o pânico foi tão grande que brigadas para a caça do "animal" foram formadas com homens e mulheres armados, mas tudo em vão.

Com o tempo, os ataques aos animais foram associados a diferentes animais selvagens que sofriam escassez de comida em seus habitats naturais.

A lenda acabou perdendo força diante as explicações científicas, mas a figura do chupa-cabra continua na memória dos mexicanos.

fonte: Sputnik News

domingo, 8 de março de 2020

Primeira espécie descoberta já com plástico no organismo

Eurythenes plasticus

Foi encontrada uma nova espécie de anfípode a 6,9 quilómetros de profundidade. Esta é a primeira espécie a conter plástico no seu corpo no momento em que foi descoberta.

Esta nova espécie, descoberta na Fossa das Marianas, foi batizada como Eurythenes plasticus, para salientar o facto de ter plástico no corpo, apesar de habitar nas profundezas do mar.

Alguns dos espécimes analisados pelos investigadores da Universidade de Newcastle, que publicaram os resultados na revista Zootaxa, tinham no seu organismo tereftalato de polietileno, que entra na composição dos sacos de plástico que usamos em casa, das garrafas de água e de algumas roupas de ginásio.


sábado, 29 de fevereiro de 2020

Terra tem uma segunda Lua em órbita e é do tamanho de um automóvel


Mini-Lua foi descoberta por cientistas do projeto Catalina Sky Survey, financiado pela NASA © Catalina Sky Survey

O novo satélite estará na órbita terrestre durante algum tempo, de forma temporária. Trata-se de um pequeno asteroide e é a segunda mini-Lua a ser descoberta.

A Terra tem uma segunda "mini-Lua", um asteroide que é do tamanho de um automóvel e estará na órbita terrestre há três anos, revelam os astrónomos que descobriram este objeto. Não deve ficar por muito mais tempo: em abril apontam os cientistas, deve sair da órbita.

Com aproximadamente 1,9 a 3,5 metros de diâmetro, o objeto foi observado na noite de 15 de fevereiro pelos investigadores Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne, do projeto Catalina Sky Survey (CSS), financiado pela NASA (a agência espacial americana), no estado do Arizona.

"Grande Notícia. A Terra tem um novo objeto capturado temporariamente/Possível mini-Lua chamada 2020 CD3", que pode ser um asteroide tipo C [com uma importante composição de carvão, muito escuro], tuitou Wierzchos na quarta-feira.

O cientista disse que a informação é "importante", porque "é apenas o segundo asteroide conhecido a orbitar a Terra, depois do 2006 RH120, também descoberto pelo CSS. A sua rota indica que entrou na órbita terrestre há três anos, acrescentou.

O centro de planetas menores do Observatório Astrofísico Smithsonian, que acumula informação sobre os objetos menores do sistema solar, disse que "nenhum vínculo com um objeto artificial foi encontrado". Por outras palavras: trata-se, sem qualquer dúvida, de um asteroide capturado pela gravidade terrestre.

A dinâmica orbital "indica que este objeto está temporariamente ligado à Terra".

Este novo vizinho terrestre não está numa órbita estável e é pouco provável que permaneça nessa posição por muito tempo.

"Está a afastar-se do sistema Terra-Lua, enquanto conversamos", e deve sair em abril, disse o investigador Grigori Fedorets, da Queen's University, de Belfast, à revista "New Scientist".

O único asteroide até agora conhecido a gravitar em torno da Terra, o 2006 RH120, esteve em órbita de setembro de 2006 a junho de 2007.


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Escadote ‘anda’ sozinho na Índia

Escadote ‘anda’ sozinho na Índia

Há quem diga que existe uma explicação lógica para este acontecimento bizarro.

Um escadote foi filmado a andar sozinho, quase como se tivesse vida própria, na Índia.

No vídeo pode ver-se o escadote de dois metros de altura a levantar as pernas ao mesmo tempo e a deslocar-se numa pequena rampa.



Pássaro com 46 mil anos foi encontrado congelado na Sibéria

Pássaro com 46 mil anos foi encontrado congelado na Sibéria

De acordo com a CNN, o pássaro com 46 mil anos encontrado na Sibéria em extraordinário estado de conservação foi identificado pelos cientistas como uma cotovia com chifres.

Foi encontrado, numa vila do nordeste da Sibéria, por locais que procuravam fósseis de marfim, enterrado no pergelissolo, que é um tipo de solo permanentemente congelado que se encontra nas regiões do ártico. Os arqueólogos amadores terão percebido que se tratava de um espécime com milhares de anos, uma vez que o entregaram para ser analisado por especialistas.

A datação por radiocarbono, realizada no Museu Sueco de História Natural, determinou que o pássaro viveu há 46 mil anos e testes genéticos identificaram-no como uma cotovia com chifres (Eremophila alpestris), noticia a CNN, que entrevistou os dois especialistas responsáveis pela investigação, Nicolas Dussex e Love Dalén.

Dálen disse à estação de televisão que o pássaro pode ser antepassado de duas subespécies atuais de cotovia - uma no norte da Rússia e a outra na estepe mongol - e que a descoberta indicava que as mudanças climáticas que ocorreram no final da última Era Glaciar levaram à formação de novas subespécies.

A ave, encontrada no nordeste da Sibéria, estava em excelentes condições de preservação, provavelmente num estado muito semelhante ao da altura da sua morte. O frio e a estabilidade do solo explicam este fenómeno, de acordo com Love Dálen que disse à CNN que a próxima etapa da investigação seria dedicada à sequenciação do genoma do pássaro milenar, para perceber a relação com as subespécies atuais e a evolução daquela espécie.

A possibilidade de estudar o genoma de espécies tão antigas é extraordionária, segundo Nicolas Sussex, "porque permite perceber a evolução da fauna da era glaciar e como responderam às mudanças climáticas nos últimos 50 a 10 mil".


Descoberto no Brasil vírus misterioso inofensivo para humanos

O "Yaravírus" numa imagem obtida em laboratório

O "Yaravírus" numa imagem obtida em laboratório © Aix Marseille University and Microscopy Center/UFMG/

A descoberta foi feita na cidade brasileira de Belo Horizonte. Os cientistas só identificaram 10% dos genes do novo vírus, que "não representa riscos" para o ser humano.

Cientistas do Brasil e de França descobriram na cidade brasileira de Belo Horizonte um novo vírus com 90% da sua genética desconhecida, mas que não é prejudicial ao ser humano, explicaram esta quarta-feira fontes académicas.

Denominado "Yaravirus", em homenagem a 'Iara', uma sereia de água doce do folclore indígena brasileiro, que com o seu canto atraiu homens para o fundo dos rios, o misterioso vírus foi encontrado na lagoa da Pampulha, na região central de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.

A descoberta foi publicada esta semana na revista científica francesa BioRxiv, pelos investigadores Bernard La Scola, da Universidade Aix-Marseille, de França, e Jonatas Abrahao, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Brasil.

Fontes do Laboratório de Vírus do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG indicaram à agência noticiosa Efe que este protozoário [micro-organismo unicelular ou formado por uma colónia de células iguais entre si] "não representa riscos" para o ser humano porque "não infeta nenhum tipo de vertebrado", como é o caso do homem.

Os cientistas identificaram apenas 10% dos seus genes, enquanto os 90% restantes ainda estão sob investigação porque o material genético não corresponde às informações dos bancos de ciência existentes.

O vírus é exclusivo das amebas

Além disso, segundo os investigadores, o vírus é exclusivo das amebas [animais unicelulares das águas salgadas, doces e de terra húmida] que estão em lagoas, rios, tanques e até em piscinas e em sistemas de aquedutos.

Segundo o estudo, o vírus pode ser o primeiro protozoário parasita "Acanthamoeba spp" (não identificada) isolado do grupo dos vírus nucleocitoplasmáticos de grande ADN [sigla de ácido desoxirribonucleico].

Com o recente corte do Governo federal brasileiro para investigações científicas, os responsáveis pela descoberta procuram agora apoio de outras instituições públicas e privadas, inclusive no exterior, para continuarem e identificar 90% dos genes desconhecidos do novo vírus, num contributo para a ciência.


sábado, 15 de fevereiro de 2020

“O golpe do século”: EUA e Alemanha espiaram Portugal e 120 países durante décadas


Mais de uma centena de países (incluindo Portugal) recorriam a uma empresa de encriptação que era secretamente controlada pela CIA e pelo serviço secreto alemão BND. Uma investigação jornalística revelou como os dois países tiveram acesso a vários segredos de Estado.

No ramo da encriptação, a empresa suíça Crypto AG era líder destacada. Após ter trabalhado nas comunicações do Exército norte-americano durante a II Guerra Mundial, mais de 120 países confiavam-lhe as comunicações de espiões, diplomatas e militares. Esta empresa tinha como função garantir que estas comunicações confidenciais permaneciam totalmente secretas e seguras. Contudo, uma investigação liderada pelo diário norte-americano The Washington Post revela que durante décadas a agência de inteligência norte-americana CIA e o congénere alemão BND tiveram acesso privilegiado a toda esta informação que deveria ter permanecido secreta. 

O The Washington Post e a transmissora pública germânica ZDF consultaram documentação confidencial que pormenoriza a forma como estas agências de serviços secretos consultavam e usavam a seu favor informação confidencial de outros Estados. Na lista que contém 12 nações europeias, Portugal e Espanha foram dois dos países cujas informações foram vistas e analisadas pela CIA e pelo BND, no âmbito desta operação. 

Através de uma transacção secreta realizada na década de 1970, a CIA adquiriu — no âmbito de uma “parceria altamente confidencial” com o serviço alemão BND — a Crypto AG, passando a controlar todas as decisões tomadas pela empresa. A investigação avança que CIA e o agora extinto BND “manipulavam os equipamentos da empresa para que pudessem facilmente decifrar os códigos que os países [clientes da Crypto AG] usavam para enviar mensagens encriptadas”.

Esta operação foi baptizada inicialmente com o nome Thesaurus e depois Rubicon. “Foi o golpe de espionagem do século”, conclui o relatório da CIA citado pelo The Washington Post. Através do controlo da Crypto AG, a CIA e o BND conseguiram, por exemplo, monitorizar a crise de reféns na Embaixada dos Estados Unidos em Teerão (Irão) em 1979, fornecer informações sobre o exército argentino ao Reino Unido durante a Guerra das Malvinas (em 1982), acompanhar as campanhas de assassínio de ditadores sul-americanos e interceptar as mensagens de regozijo de responsáveis líbios após um atentado numa discoteca em Berlim Ocidental, em 1986, que matou dois soldados norte-americanos, especifica o artigo publicado pelo jornal americano.

Apesar das muitas comunicações a que conseguiram aceder, dois dos maiores rivais dos Estados Unidos, a União Soviética e a China, nunca foram clientes da Crypto AG, com as suas comunicações a ficarem fora do alcance destas agências. De acordo com o Washington Post, ambas as nações suspeitavam que a empresa suíça tinha laços estreitos com os Estados Unidos, afastando-se dos serviços prestados pela Crypto AG como forma de protecção. 

“Os governos estrangeiros pagavam muito dinheiro aos Estados Unidos e à Alemanha Ocidental pelo privilégio de terem as suas comunicações mais secretas analisadas por pelo menos dois países”, prossegue o relatório datado de 2004 que resume a operação de espionagem montada pela agência de inteligência norte-americana. 

No início da década de 1990, o BND considerou que o risco de exposição se tinha tornado demasiado grande, afastando-se do projecto montado com a CIA. Por sua vez, a congénere norte-americana comprou a participação da germânica na Crypto AG, continuando a monitorizar as comunicações feitas pelos países que utilizavam os serviços da empresa suíça. O The Washington Post afirma que a CIA só abandonou o projecto em 2018, vendendo os activos da empresa que ainda detinha.

Nem a CIA e nem o BND quiseram comentar o conteúdo da investigação jornalística, mas não negaram a autenticidade dos documentos consultados, relata o The Washington Post. A empresa sueca Crypto International, que comprou a Crypto AG, admitiu que esta investigação jornalística era “muito alarmante”, assegurando, no entanto, que a actual empresa “não tem qualquer ligação com a CIA ou com o BND”.​

fonte: Publico

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Mulher escapa ilesa após cair de nono andar

Mulher escapa ilesa após cair de nono andar na Rússia

Mulher escapa ilesa após cair de nono andar na Rússia

Vítima caiu de uma altura com cerca de 27 metros.

Uma mulher escapou ilesa de uma queda do nono andar de um prédio na Rússia. Um vídeo chocante mostra a mulher a cair de uma altura de cerca 27 metros... e a levantar-se.

Por sorte, aterrou em cima de um monte de neve que amparou a queda.

A mulher dirigiu-se ao hospital, onde, para surpresa dos médicos, não tinha um único osso partido.


Hulk, o cachorrinho que nasceu com o pelo verde lima

Hulk, o cachorrinho que nasceu com o pelo verde lima

Hulk, o cachorrinho que nasceu com o pelo verde lima

Hulk, o cachorrinho que nasceu com o pelo verde lima

Pastora alemã deu à luz quatro cães bebés, sendo que um deles se distingue pela pelagem colorida.
Hulk nasceu de uma ninhada de oito cachorros, na Carolina do Norte, mas a cor da sua pelagem distingue-o dos restantes irmãos. O bebé nasceu com o pelo verde lima e surpreendeu Shana Staney, proprietária da pastora alemã, mãe dos cachorros.

"Tive de me certificar que o cãozinho não tinha nascido com nenhuma doença e procurei logo um veterinário. A técnica explicou que este fenómeno pode acontecer devido à presença de mecónio, uma substância verde-escura presente no intestino do feto, no útero da mãe", disse Suzanne Cianciulli.

Apesar da sua cor intensa, prevê-se que a tonalidade verde vá desaparecer após alguma semanas, uma vez que a mãe o vai lamber e dar-lhe banho.

A dona dos animais revelou à ABC que a escolha do nome foi dificil, uma vez que as possibilidades eram várias. "Escolhemos Hulk, por ele ser verde e corajoso. Mas também pensámos em Gremlin e Pistáchio. Às vezes chamamos-lhe 'Mr. Green'", afirma.

Shana procura agora famílias para adotarem os animais, entre os quais Hulk. "Ele é um animal muito especial. Um amuleto da sorte", concluiu.


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Hoje é dia de capicua perfeita. A última foi há mais de 900 anos


A última vez que ocorreu uma capicua destas, com oito números, foi no dia 11-11-1111. Depois deste domingo, só teremos de esperar mais 101 anos para a próxima deste tipo, que será a 12-12-2121

Hoje é dia 02-02-2020, ou seja, de capicua perfeita, porque a data, lida da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, significa exatamente o mesmo. A última vez que ocorreu uma capicua destas, com oito números, e que funciona colocando o dia e o mês em primeiro ou em segundo lugar, foi há 909 anos, no dia 11-11-1111. Depois deste domingo, só temos de esperar mais 101 anos por um palíndromo destes, que será no dia 12-12-2121. E a seguir? Só no dia 3 de março de 3030, o que significa que a de hoje será a única das nossas vidas.

Aziz Inan é professor de engenharia elétrica da Universidade de Portland, em Oregon, nos EUA, e um apaixonado por capicuas. Por isso, espera a chegada deste dia desde 2 de novembro de 2011, assim conta ao Washington Post, já que, no sistema americano, essa data também foi uma capicua: 11-02-2011.

Inan tem um site onde anota todas as capicuas, desde o século XIX até ao XXIII. Até agora, tem registadas mais de 500 datas. Mas este dia, diz Inan, é muito especial. “Neste século, pelo sistema americano de datas – que é expresso por mês, dia e ano -, existem 12 capicuas de oito dígitos”, esclarece. Porém, neste mesmo século, há apenas uma capicua de oito dígitos onde se tem o número completo do ano à direita e, além disso, o mês e o dia podem ser trocados.

Ou seja, se escrevermos primeiro o mês, depois o dia e a seguir o ano, a data fica 02-02-2020. Caso escrevamos primeiramente o dia, de seguida o mês e, por último, o ano, a sequência é a mesma: 02-02-2020.

Isto significa que a capicua de hoje funciona em todo o mundo, desde a América até à Ásia, seja qual for o sistema de datas que utilizemos, daí ser uma “capicua perfeita”.

Aziz Inan acrescenta, ainda, mais uma informação sobre este dia: é o 33º do ano e, depois dele, faltam 333 para 2020 acabar. “Uma capicua tem esse poder mágico, refere o professor. “E é também um quebra-cabeças.”


fonte: Revista Visão

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Coronavírus; controle Populacional?


EM ATUALIZAÇÃO

Coronavírus ((2019-nCoV)), nova moda que (não querendo ser pessimista) de certeza que a Organização Mundial de Saúde vai emitir alerta de epidemia mundial e os laboratórios já devem andar a preparar uma vacina, milhões vão ser faturados.
Podem chamar-me teórico da conspiração, mas isto cheira a fabricação intencional, portanto man-made.

Recordem-se que em 2002 surgiu uma infeção muito idêntica, a SARS. Anos depois surgiu o pânico do H5N1, que iria dizimar milhões de pessoas, acreditava-se.
Uns aninhos depois; o pânico com o ébola e depois o "vírus Zika" no Brasil, recordam-se?

Por vezes as pessoas esquecem os eventos do passado, e não reparam nos "sinais" nem nas conspirações, porém elas existem!

Em 2002, foi identificada a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), também com origem na China, e em 2012, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

O que a SARS, o H5N1 e este coronavírus têm em comum?

Sintomas:
Febre, dificuldade em respirar, tosse, e em casos de pessoas com sistema imunitário mais fraco (crianças e idosos) morte.

Quando surgiu a H5N1 venderam-se milhões de unidades de "Tamiflu".
Porém, para este coronavírus ainda não existe oficialmente, tratamento.

De década em década surge uma epidemia qualquer para "limpar" mais umas pessoas e equilibrar o excesso populacional, é algo programado.

Duvida?

Basta pesquisar um pouco.

1918:
Gripe Espanhola.
Esse vírus espalhou-se pelo mundo em apenas um ano (em 1918) matou pelo menos 50 milhões de pessoas.
E fique a saber que, antes de surgir o H5n1, alguns cientistas andaram a brincar aos estudos ressuscitando o vírus da gripe espanhola.

2002:
SARS, Síndrome Respiratória Aguda Grave, espalhou-se por 30 países.

2005:
Surto do vírus influenza A, gripe Aviária, conhecida como H5n1 ou ainda gripe A (embora haja variantes B e C e subtipos de vírus: H1N1, H2N2 e H3N2).

2014:
Ébola.
No ano de 2014 o mundo viveu o maior surto de ebola da história. O vírus, que mata entre 50% e 90% das pessoas que o contraem em questão de dias, ameaçou deixar a África e atacar outros continentes.
Contudo, o caso não foi tão grave quanto a O.M.S previa.

2015:
Surto do vírus Zika.
Foi o maior surto desse tipo de vírus da história, que ocorreu entre abril de 2015 e novembro de 2016. A epidemia começou em 2012,no Brasil e, posteriormente, espalhou-se para outros países da América do Sul, América Central e Caribe.

2020:
Coronavírus.
Já está a espalhar-se por vários Países. Cerca de 15 Países.
Vamos ver no que vai dar, eu aposto que a O.M.S vai declarar epidemia mundial, e os laboratórios já devem ter uma vacina (que prepararam com antecedência), milhões de unidades para vender, à semelhança do Tamiflu (Oseltamivir) que foi vendido para o H5N1.
Talvez o laboratório seja inclusive o mesmo: "Roche".

Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde há 6065 infectados em todo o Mundo.
Na China cerca de 132 mortes declaradas e 4 milhões de infectados.


Encontrado famoso navio que desapareceu misteriosamente no Triângulo das Bermudas há 95 anos


Os destroços de um navio que desapareceu misteriosamente no Triângulo das Bermudas há 95 anos foram descobertos na costa da Florida, nos Estados Unidos.

O SS Cotopaxi – um navio mercante norte-americano – deixou Charleston, na Carolina do Sul,em 29 de novembro de 1925, carregado com carvão. Porém, o navio desapareceu sem deixar rasto antes de chegar ao seu destino final, Havana, em Cuba.

O destino do Cotopaxi e das 32 pessoas a bordo há muito tempo que intrigava os especialistas e o desaparecimento do navio tornou-se uma das histórias famosas associadas à lenda do Triângulo das Bermudas – uma região notória do oeste do Oceano Atlântico Norte, onde vários navios e aeronaves terão desaparecido em circunstâncias estranhas.

“O Cotopaxi estava numa viagem de rotina. Estava empregada no comércio de carvão e, portanto, essa foi apenas mais uma viagem no final de novembro de 1925. Sabemos, que nessa viagem, algo aconteceu”, disse, em declarações ao Newsweek, o biólogo marinho e explorador subaquático Michael Barnette. “Nunca encontraram destroços. Nunca encontraram botes salva-vidas, corpos ou alguma coisa. A embarcação simplesmente desapareceu após esse ponto”.

Agora, após quase um século de incerteza e especulação, Barnette e os seus colegas dizem que localizaram os destroços a cerca de 55 quilómetros da costa de Santo Agostinho, na costa nordeste da Florida. A descoberta é revelada num episódio de Shipwreck Secrets, uma nova série do Science Channel que começa no próximo mês.

A busca pelos destroços começou a milhares de quilómetros do Triângulo das Bermudas, em Londres, na Inglaterra. Barnette entrou em contacto com o historiador britânico Guy Walters e pediu que vasculhasse os arquivos do Lloyd’s of London, que contém documentos de seguro relacionados com a fatídica viagem do navio.


Durante sua busca, Walters conseguiu descobrir evidências de que o Cotopaxi tinha emitido um sinal de socorro em 1º de dezembro de 1925 – uma informação importante que os historiadores não conheciam anteriormente. “Muitas vezes, é mais importante gastar mais tempo nos arquivos do que na água”, disse Walters, ao Newsweek.

De acordo com os documentos, os sinais de socorro foram captados em Jacksonville, Florida, colocando o navio nas proximidades do chamado Bear Wreck – localizado na costa de Santo Agostinho – que confunde especialistas há décadas. As águas da costa de Santo Agostinho estão repletas de naufrágios dos séculos XVI e XVII. O Bear Wreck destaca-se porque parece ser do final do século XIX ou início do século XX e está localizado muito mais longe da costa do que a maioria dos outros naufrágios mais antigos. O nome verdadeiro do navio e a razão pela qual afundou há muito que permanecem um mistério.

Barnette e o seu parceiro de mergulho Joe Citelli decidiram realizar uma série de mergulhos a fim de procurar um artefacto que pudesse ligá-lo ao Cotopaxi. Queriam encontrar um objeto com o nome da embarcação – algo normalmente encontrado no sino dos navios. No entanto, essas descobertas são raras e os mergulhadores não encontraram o que procuravam, uma vez que os destroços estão cobertos por grandes quantidades de areia.

Depois, Barnette entrou em contacto com Al Perkins, um mergulhador que explora o Bear Wreck há mais de três décadas, colhendo inúmeros objetos. Um deles parecia fornecer uma pista das origens dos destroços. Era uma válvula que tinha sido fabricada por uma empresa a cerca de 20 quilómetros de onde o Cotopaxi foi construído, em Ecorse, Michigan.

Barnette realizou mais mergulhos para fazer medições do naufrágio do Bear Wreck, que foram comparados aos planos originais do Cotopaxi. A equipa descobriu que características como o comprimento da embarcação e as dimensões das caldeiras – correspondiam às medidas.

Por fim, Barnette recebeu uma informação de Walters: o historiador encontrou documentos de uma ação legal de famílias de alguns dos tripulantes desaparecidos contra o operador do Cotopaxi. As famílias argumentaram que o navio não estava em condições de navegar e não era adequado às condições adversas do oceano.

Nos documentos, o presidente da empresa respondeu que a única razão pela qual o navio afundou foi porque tinha sido apanhada numa grande tempestade na costa da Florida, atestada por registos climáticos históricos no dia em que o Cotopaxi enviou sinais de socorro.

O presidente da empresa relatou as últimas coordenadas conhecidas do Cotopaxi, colocando o navio a 38 quilómetros ao norte do Bear Wreck. Esta foi a peça final do quebra-cabeça que ligava o Cotopaxi ao Bear Wreck. Dado que uma tempestade atingiria a área no dia seguinte e as evidências dos documentos legais que indicavam que o navio não estava em condições de navegar, os investigadores pareciam ter descoberto uma possível explicação para o naufrágio do navio.

A equipa acredita que as coordenadas finais, o sinal de socorro enviado do navio no dia seguinte e os registos históricos sobre uma tempestade são mais uma evidência para mostrar que o Bear Wreck é o local onde Cotopaxi se afundou.

Barnette acrescentou ainda que explicações paranormais para o desaparecimento de navios e aeronaves no Triângulo das Bermudas desviam os especialistas do que é realmente importante.

Estima-se que, nos últimos 100 anos, o misterioso “Triângulo das Bermudas” tenha provocado a destruição de 75 aviões e afundado centenas de barcos e navios – provocando mais de mil mortes. Em média, 5 aviões continuam a desaparecer na região todos os anos.

Ao longo dos anos, foram avançadas várias teorias para explicar o mistério. A mais recente teoria foi avançada em 2016 por um grupo de meteorologistas segundo os quais a culpa dos desaparecimentos será da presença de “nuvens hexagonais” que podem originar ventos muito fortes ou “bombas de ar” capazes de destruírem ou afundar navios e aviões.

No passado, entre outras teorias, atribuiu-se o mistério a bolhas de gás metano do fundo do oceano, campos magnéticos, ondas gigantes, ou a explicações mais metafísicas, como dimensões alternativas, universos paralelos ou raptos por extraterrestres.

fonte: ZAP

Revelações sobre OVNIs? Reino Unido decide desclassificar registos do 'Arquivo X'


Para a felicidade dos fãs de OVNIs, a Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) decidiu tornar públicos seus registos de "Arquivo X" sobre avistamentos de extraterrestres.

Segundo o porta-voz da RAF, um processo de libertação de documentos sobre OVNIs está agora em andamento, podendo estar disponível no primeiro trimestre de 2020.

Comentando a decisão, o porta-voz informou que seria melhor publicar estes registos do que continuar a enviá-los para os arquivos nacionais.

Após concluir que há mais de 50 anos não receberam informações que indicassem uma potencial ameaça de vida extraterrestre, a Força Aérea britânica fechou sua unidade de investigação de OVNIs em 2009.

Divulgação ao público

Todos os documentos foram enviados para os arquivos nacionais, onde normalmente permanecem secretos até serem divulgados ao público.

Contudo, aparentemente, a RAF mudou de opinião e vai publicar seus relatórios mais recentes on-line numa página oficial do governo.

"Dado o enorme interesse do público neste assunto, estou satisfeito que estes arquivos serão divulgados e disponibilizados on-line [...] Estou satisfeito que o público tenha conhecimento do nosso trabalho neste arquivo X da vida real", declarou Nick Pope, antigo funcionário do Ministério da Defesa britânico, que investigou os fenómenos de OVNIs de 1991 a 1994.

fonte: Sputnik News

domingo, 26 de janeiro de 2020

Cérebro humano transformou-se em vidro com a erupção do Vesúvio

O material preto que os investigadores acreditam ser restos do cérebro humano vitrificado

O material preto que os investigadores acreditam ser restos do cérebro humano vitrificado © THE NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE/DR PIER PAOLO

Restos mortais de um habitante foram analisados por uma equipa da Universidade de Nápoles que concluiu que o calor extremo, acima dos 520º C, originou um processo de vitrificação do cérebro humano.

Há quase dois mil anos, o calor provocado pela erupção do Monte Vesúvio, na Itália, foi tão intenso que transformou o cérebro de uma vítima em vidro, indica um estudo divulgado esta semana. O vulcão entrou em erupção no ano 79 DC, causando a morte de milhares e destruindo os povoados romanos perto da moderna Nápoles.

A cidade de Herculano [Herculaneum] foi coberta por matéria vulcânica, tendo ali ficado sepultados muitos dos seus habitantes. Recentemente, uma equipa de investigadores estudou os restos mortais de uma vítima, descobertos na cidade na década de 1960. O estudo, publicado no New England Journal of Medicine na quinta-feira, aponta que fragmentos de um material, preto e vítreo, foram extraídos do crânio da vítima.

Os cientistas acreditam que o material são os restos vitrificados do cérebro do homem. A vitrificação, diz o estudo, é o processo pelo qual um material é queimado a alta temperatura e arrefecido rapidamente, transformando-o em vidro ou esmalte.

"A preservação de restos cerebrais antigos é uma descoberta extremamente rara", disse Pier Paola Petrone, antropólogo forense da Universidade de Nápoles Federico II e principal autor do estudo, citado pela BBC, acrescentando: "Esta é a primeira descoberta de que o cérebro humano antigo permanece vitrificado pelo calor".

A vítima, que se acredita ser um homem com cerca de 20 anos, foi "encontrada deitada numa cama de madeira, enterrada por cinzas vulcânicas" em Herculano. Provavelmente morreu de forma imediata com a erupção, disse Petrone.

A análise da madeira carbonizada encontrada perto do corpo mostrou que foi atingida uma temperatura máxima de 520º C. O que indica que "o calor extremo foi capaz de inflamar a gordura corporal e vaporizar os tecidos", antes de uma "descida rápida da temperatura", diz o estudo.


Herculano é um local arqueológico estudado há séculos © D.R.

Durante a erupção do Vesúvio, Herculano foi enterrada por fluxos piroclásticos, correntes de fragmentos de rocha, cinzas e gases quentes. Estes fluxos espalharam-se por uma área de 20 km causando muita destruição.

Esta matéria vulcânica carbonizou e preservou partes da cidade, incluindo os esqueletos de habitantes que não conseguiram fugir. Há séculos que arqueólogos investigam os restos de Herculano e Pompeia, o outro famoso povoado romano destruído pelo Vesúvio.