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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Ator porno espanhol detido por matar com veneno de sapo

Nacho Vidal, arrested for the death of a photographer in a ...

Nacho Vidal, famoso na indústria, está acusado do homicídio de um fotógrafo, durante um ritual místico.

Nacho Vidal, um dos nomes mais conhecidos da indústria pornográfica espanhola, está a dar que falar em todo o mundo depois de, na passada sexta-feira ter sido detido pela polícia espanhola e acusado pelo homicídio de um fotógrafo de moda, José Luis Abad. O crime remonta a julho de 2019, em Enguera, na Comunidade Valenciana, e ocorreu durante um ritual místico, em que os participantes inalam veneno de uma espécie de sapo. Juntamente com Nacho Vidal, outras duas pessoas estão acusadas de homicídio por negligência no caso.

O sapo, uma espécie rara que habita no México, e nos EUA (Califórnia e Arizona), produz um veneno que é uma poderosa substância psicadélica, conhecida como 5-MeO-DMT. O veneno é utilizado, segundo as autoridades espanholas, em rituais místicos nos quais os participantes acreditam que a sua inalação tem benefícios para a saúde (algo sem qualquer base científica).

A polícia espanhola explica que Nacho Vidal organizou uma cerimónia deste tipo na sua propriedade e que "o ritual ancestral aparentemente inofensivo" era uma armadilha, pois "constituía sério risco de saúde a todos os participantes, que eram facilmente influenciáveis por estarem vulneráveis ou por procurarem cura para doenças e vícios usando métodos alternativos".

Os investigadores adiantam que foram vários os rituais deste tipo organizados pelos envolvidos neste caso. Nacho Vidal foi detido e será presente a um juiz em breve.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

Pescador da Flórida perdido no mar por 14 dias afirma que foi violado por sereias

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Alvin McCallister, 72 anos, foi encontrado em uma pequena ilhota rochosa a 300 quilómetros da costa mais próxima, onde naufragou duas semanas atrás e conseguiu sobreviver de várias gaivotas, mexilhões e ouriços.

McCallister, para quem os médicos não temem por sua vida, foi encontrado sofrendo de alucinações intensas, possivelmente causadas pela desidratação e pelas toxinas de mexilhões não identificados que ele consumia na pequena ilhota.

McCallister, que se acredita ter ingurgitado alguma forma de toxina, como chumbo ou mercúrio, encontrada em quantidades perigosas em certas variedades de mexilhões que ele possivelmente consumiu, ainda está sob avaliação psiquiátrica.

“Embora o Sr. McCallister apresente lesões e inflamações anormais na área genital e anal, é altamente improvável que ele tenha sido sexualmente explorado ou sodomizado por criaturas marinhas vivas e que elas possam ser autoinfligidas”, explicou um especialista médico.

Embora o estado mental de McCallister seja instável no momento, os médicos acreditam que ele deve se curar completamente nas próximas semanas depois que seu corpo expurgar os perigosos níveis de toxinas a que foi exposto.

fonte: Noticias pt

domingo, 12 de janeiro de 2020

Mais de 100 crianças acusadas de feitiçaria atiradas ao rio em Angola


Mais de 100 crianças acusadas de práticas de feitiçaria nas províncias de Cabinda, Zaire, Malanje e Bengo, nos últimos três anos, foram atiradas aos rios pelos familiares.

A informação foi avançada por uma equipa de investigadores do Centro de Estudos e Investigação em População (CEIP), e citada pelo Jornal de Angola.

O fenómeno “feitiçaria” contra menores constitui um problema social que tem preocupado os investigadores e as organizações sociais ligadas à causa. Ndonga Mfuwa, diretor do CEIP, disse ao matutino ter constatado no terreno que muitos pais e encarregados de educação lançam os filhos e educandos aos rios para, depois, serem devorados pelos jacarés.

Alguns progenitores, além de acusarem os filhos de serem feiticeiros, expulsam-nos do seio familiar. Mais tarde, segundo o investigador, arrependem-se do que fizeram e entram em conflito com as entidades acolhedoras.

Ndonga Mfuwa explicou que os dados foram obtidos mediante um trabalho realizado em vários município do país, com destaque para as províncias do Norte, como Cabinda, Zaire, Uíge, Bengo e Malanje.

Apesar de nestas províncias a população acreditar em feitiçaria, “não conseguem provar que um determinado individuo é feiticeiro”, disse Mfuwa, referindo que, das investigações realizadas em algumas regiões do país, ninguém conseguiu demonstrar, materialmente, a existência do fenómeno “feitiço”.

O responsável sublinhou ainda que o fenómeno ‘feitiço’ deve ser combatido para evitar que as crianças se desenvolvam na sociedade de forma desequilibrada. “Como investigadores, vamos trabalhar com as autoridades civis e do Estado para pôr termo a este fenómeno.”

fonte: ZAP

domingo, 22 de dezembro de 2019

Unicórnios, druidas e misticismo no fim da noite mais longa em Stonehenge






Milhares de pessoas juntaram-se, este domingo, em Wiltshire, na Grã-Bretanha, para o solstício de inverno no monumento megalítico de Stonehenge. Os crentes juntaram-se para assistir ao nascer do primeiro dia de inverno, celebrando, com sol, o fim da noite mais longa do ano, a última do outono.


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Caça às bruxas: escoceses buscam ossos de bruxa do século XVIII

Representação de uma bruxa

Com o intuito de fazer justiça histórica, a pequena cidade escocesa de Fife busca os restos mortais da única "bruxa" a ser condenada e a não ser queimada viva no país.

Lilias Adie, uma mulher escocesa do século XVIII teve um fim trágico após uma duvidosa acusação. Tudo começou quando em uma noite de 1704, uma vizinha sua, sob efeitos do álcool, teria visto Lilias tendo contacto com "demónios". A mulher acreditou que Lilias procurava fazer algum mal a ela com a ajuda de seres malignos.

Condenação

Ouvindo a acusação, autoridades da pequena cidade de Torryburn prenderam Lilias para ininterruptas sessões de interrogatório. Na época, homens e mulheres acusados de bruxaria eram queimados vivos.

Segundo especialistas, Lilias teria contado uma incrível história de como se encontrou com o "diabo" após torturas físicas e psicológicas. Em um dos momentos, Lilias disse que teria tido relações sexuais com um espírito maligno e dançado com o mesmo.

A confissão chocou as autoridades. No entanto, perguntada sobre os nomes de outras bruxas que teriam participado de tais encontros sobrenaturais, Lilias não mencionou nenhuma pessoa além das que as autoridades já haviam acusado.

Lilias foi condenada à morte, mas seu destino foi diferente. Ela teria cometido suicídio um mês antes da data da consumação da sentença, segundo especialistas de hoje. Logo em seguida, seu corpo foi enterrado no litoral escocês, e sua tumba coberta por uma pedra, informou o The Washington Post.

Memorial

As acusações feitas a Lilias demonstram os absurdos cometidos em uma época negra da história da Europa. O número de vítimas da caça às bruxas em séculos passados chegou a milhares. No entanto, relembrar as vítimas não é uma tarefa fácil. Ao que tudo indica, Lilias foi a única "bruxa" a ser enterrada, enquanto as outras foram queimadas e delas nada restou senão cinzas.

Tentando resgatar a memória de Lilias Adie, a cidade de Fife, onde ela foi enterrada, busca os ossos da mulher para a construção de um memorial. De acordo com dados históricos, eles foram tomados por colecionadores em 1852. Além disso, seu crânio foi exibido ao público em 1938, estando desaparecido desde então.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Há um país nas Américas onde pessoas ainda podem ser condenadas por bruxaria

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Ainda que pareça estranho, num país nas Américas ainda está em vigor uma lei de mais de 100 anos que trata sobre feitiçaria. O lugar em questão é o Canadá. Apesar de sua revogação já estar prevista, a norma contra os praticantes de bruxaria continua a ser usada como um dispositivo constitucional para julgar as pessoas que praticam serviços envolvendo as “artes das trevas”.

Recentemente, duas mulheres foram acusadas de praticar golpes em seus clientes por meio da bruxaria. Dorie "Madeena" Stevenson, reconhecida por seus serviços de “vidente” em Ontário, foi acusada, após vários meses de investigação, de haver recebido quase 50 mil dólares de honorários profissionais.

Outro caso que chamou a atenção foi o de Samantha Stevenson, que também se apresentava como vidente. Segundo a versão policial, a mulher convenceu um homem que “a única maneira de se desvencilhar dos espíritos malignos que viviam em sua casa era vendê-la e transferir o dinheiro obtido à sua conta bancária”. 

Na maioria desses casos, as pessoas julgadas praticaram atos fraudulentos contra seus clientes e, no futuro, já não serão mais julgadas por “bruxaria”. Isso porque o governo canadense propôs retirar do código penal essas secções desatualizadas, e substituí-las por outras, mais condizentes com o contexto atual.

fonte: History

As bruxas ladras de pénis da Idade Média

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O Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas) é um tratado medieval no qual se baseou a Inquisição para empreender o genocídio contra mulheres na Europa e na América entre os séculos XV e XVII. Publicado em 1487, na Alemanha, o livro foi citado pelos maiores inquisidores da época durante a caça às bruxas.

No texto, são relatados vários exemplos de bruxaria, na sua maioria relacionados à sexualidade e à saúde reprodutiva femininas. Em suas páginas, são detalhados casos de fornicação com demônios e abortos praticados com plantas, além de pactos obscuros.

Vários capítulos do tratado são dedicados às bruxas que roubavam pênis. De acordo com o Malleus Maleficarum, muitas mulheres possuíam, depois de realizar um pacto com o diabo, a capacidade de fazer o pênis de sua vítima desaparecer voluntariamente. Algumas, inclusive, cuidavam dos genitais masculinos como animais de estimação, alimentando-os à base de aveia. O livro também menciona a árvore de pênis, uma estranha planta da qual nasciam falos com frutos.


No tratado, é possível ler: “Toda bruxaria provém da luxúria carnal, que, nas mulheres, é insaciável”. Sob a ótica atual, não é difícil compreender que grande parte desse imaginário monstruoso se baseia na misoginia causada pelo medo da sexualidade feminina.

fonte: History

Conheça as profecias mais arrepiantes de Rasputin, o Monge Louco

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Também conhecido como “Monge Louco”, Grigori Yefimovich Rasputin (1869-1916) foi um famoso místico russo de origem camponesa e baixa formação escolar, que exerceu uma influência enorme sobre a monarquia russa. Responsável por curas milagrosas, ele foi descrito historicamente como um ser espiritual, de faculdades extrassensoriais assustadoras e um dom especial para a premonição. Listamos abaixo cinco de suas previsões mais aterrorizantes.

• “O útero da mulher será como a terra dos rios; ambos serão estéreis. E isto será uma dádiva, pois o útero não estéril e a terra não estéril criarão monstros. Desventurado o dia em que o útero materno for comercializado – como se comercializa a carne dos bovinos. Nesses tempos, o homem, criatura de Deus, se transformará em criatura da ciência”.

• “Os venenos abraçarão a Terra como um amante fogoso. E, neste mortal abraço, os céus terão o hálito da morte, e as fontes não darão senão águas amargas, e muitas destas águas serão mais tóxicas que o sangue podre da serpente. Os homens morrerão por causa do ar, mas será dito que morreram do coração ou dos rins... E as águas amargas vão infectar os tempos como a cicuta, porque as águas amargas trarão tempos amargos”.

• “As plantas, os animais e os homens foram criados para ficarem divididos. Mas vai chegar o dia em que não haverá mais fronteiras, então o homem será meio homem e meio vegetal. E o animal será animal, planta e homem. Nesses campos, sem fronteira, vereis pastar um monstro chamado kobala”.

• “Quando as imagens voarem, aparecerá um fruto venenoso, e serão muitos que o comerão. E o fruto venenoso transformará os homens em animais, incapazes de levantar a cabeça aos céus... As imagens que voam consumirão as forças do homem, mas o fruto venenoso irá embriagá-lo. E quando tudo tiver terminado, o homem ficará mais cansado e destruído, mais faminto do que antes”.

• “O ar que hoje desce aos nossos pulmões para levar a vida levará um dia à morte. E chegará o dia em que não haverá montanha nem colina; não haverá mar nem lago que não esteja envolvido pelo hálito fétido da morte. E todos os homens respirarão a morte, e todos os homens morrerão por causa dos venenos suspensos no ar. As plantas ficarão doentes e morrerão uma atrás da outra. Os bosques se transformarão em um enorme cemitério, e, entre as árvores secas, vagarão, sem rumo, homens aturdidos e envenenados pelas chuvas venenosas”.

fonte: History

Conheça a estranha história dos homens que tinham cabeça de cachorro

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Ao longo da história, existem inúmeras referências à existência de seres com cabeça de chacal ou de cachorro, os cinocéfalos. Desde a mitologia egípcia, na qual Hórus e Anúbis possuíam cabeça de cão, até os escritos do famoso explorador Marco Polo, que relatam um encontro com uma tribo de bárbaros com cabeça de cachorro que viviam e cultivavam especiarias nas Ilhas Andamão, na Índia.

Há, inclusive, referências aos cinocéfalos em antigos textos gregos e chineses. O historiador helênico Ctesias de Cnido escreveu sobre a existência dessas criaturas na Índia. Na China, o missionário budista Hui-Sheng narrou o encontro com os homens cabeça de cachorro em uma ilha ao leste de Fusang.

Alguns pesquisadores acreditam que essa lenda pode ter sido consequência de uma confusão de tribos de mandris (espécie de primatas) com humanos. Contudo, os amantes do ocultismo acreditam que os cinocéfalos teriam de fato existido, assim como outras criaturas mitológicas, a exemplo dos lobisomens e unicórnios.

fonte: History

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Utilizadores do Twitter acreditam que a tiara escolhida pela rainha durante a visita de Trump ao Reino Unido tinha um significado oculto


Isabel II recebeu o presidente americano e a primeira-dama para um banquete no Palácio de Buckingham com uma tiara incrustada de rubis – que, segundo a tradição, protege quem a usa de “doenças” e do “mal”

A ocasião era formal e para tal a monarca escolheu um vestido creme e juntou-lhe a faixa azul da realeza, finalizando com uma tiara de origem birmanesa que, segundo o site da Royal Exhibitions, confere uma proteção especial a quem a usa.

"O número de pedras representa o número de doenças que o povo birmanês acredita que podem afligir o corpo humano", diz a explicação. “Acredita-se que o rubi tem tais propriedades que podem proteger não só das doenças em geral mas também do mal que assola o mundo.”

Daí que, rapidamente, se tenha chegado à conclusão de que a rainha escolhera aquela tiara de forma a proteger-se do presidente dos EUA.

"Essa é a tiara rubi birmanesa, projetada pela própria rainha em 1973 usando gemas da sua coleção. É feita de 96 rubis que foram lhe foram oferecidos pelo povo da então Birmânia como uma proteção simbólica contra a doença e o mal. E para a usar quando entendesse”, lê-se num dos tweets.

"A rainha menciona repetidas vezes que sua tiara é a BURMESE RUBY TIARA na esperança de que Trump faça o caminho de volta para casa," diz outro.

A monarca é conhecida por ser muito cuidadosa ao escolher as suas joias de acordo com o seu significado. Já em julho passado se especulara que a rainha zombara silenciosamente de Trump durante a sua visita ao Reino Unido, usando uma pregadeira que lhe tinha sido oferecida pelo ex-presidente Barack Obama e pela ex-primeira-dama Michelle Obama.


sábado, 6 de abril de 2019

Sacerdotes queimam livros do Harry Potter para combater magia





Sacerdotes católicos polacos queimaram livros do Harry Potter e outros objetos que consideram ser contra o "respeito de Deus".

Os responsáveis pela fogueira são membros da Fundação SMS from Heaven (Mensagem do Céu), uma organização católica conservadora, que justificam o ato ocorrido deste domingo, em Gdansk, no norte da Polónia, como uma ação para combater a magia e falsos ídolos.

A Fundação utiliza as novas tecnologias para transmitir ensinamentos cristãos aos polacos e colocou domingo, nas redes sociais, fotos do acontecimento. Nas fotos, vários sacerdotes com a ajuda de crianças, transportam livros e outros objetos para o local da queima. Nas chamas encontram-se vários livros de renome, como Harry Potter e a Câmara dos Segredos ou Fahrenheit 451, e outros objetos como talismãs, uma máscara africana de madeira, uma estátua de um elefante e um guarda-chuva rosa da Hello Kitty. Os sacerdotes explicam a queima como um ato de obediência a Deus e enumeram passagens da Bíblia para justificar o sucedido.

Na conta de Facebook da fundação afirmam que "usar horóscopos, astrologia, quiromancia, profecias ou presságios são formas de manifestar o desejo de controlar o tempo, a história e a humanidade e, ao mesmo tempo, o desejo de ter poderes ocultos, e é por isso que essas práticas são contra à reverência e respeito a Deus ".

As imagens têm sido alvo de criticas negativas por parte dos internautas onde se compara o acontecimento deste domingo à queima de livros feita pelas autoridades nazis na Praça da Ópera, em Berlim, em 1933.

A Fundação SMS from Heaven foi criada em 2012 por um grupo de religiosos polacos que, segundo o site da organização, tem como objetivo difundir a palavra de Deus e a doutrina da Igreja católica através dos vários meios tecnológicos.

Um dos responsáveis por esta fundação é o sacerdote Rafael Jarosiewicz que, em 2014, lançou o primeiro confessionário móvel que naquele ano percorreu as ruas da Polónia para "socorrer almas". Esta fundação insere-se na ala conservadora da Igreja polaca, embora já tivesse sido elogiada várias vezes pela hierarquia católica local, pela forma como utilizam as novas tecnologias a favor da divulgação do Evangelho.


domingo, 10 de março de 2019

Os robôs e a vida artificial são contemporâneos de Homero


Há milhares de anos, na era de Homero e Hesiodo, as lendas versavam já sobre os conceitos associados à criação de vida artificial e aos robôs. Segundo revelou uma nova investigação levado a cabo pela Universidade de Standford, nos Estados Unidos, os mitos de Talos e Pandora são a prova disso mesmo.

Por norma, os historiadores balizam a ideia dos autómatos por volta da Idade Média, época em que começaram a ser inventados os primeiros dispositivos de movimento automático.

Contudo, e segundo explica Adrienne Mayor, investigadora do Departamento de Clássicos da Faculdade de Ciências Humanas e Ciências daquela universidade, o conceito de criaturas reais e artificiais remonta a mitos e lendas criados há pelo menos 2700 anos

“A nossa capacidade de imaginar a inteligência artificial (IA) remonta aos tempos antigos”, disse Mayor citada em comunicado. “Muito antes dos avanços tecnológicos tornarem possíveis os dispositivos automáticos, foram exploradas ideias sobre a criação de vida artificial e robôs em mitos antigos”, sustenta.

Os pioneiros Homero e Hesiodo

De acordo com a investigadora, que publicou em novembro passado um livro sobre o tema intitulado: “Deuses e Robôs: Mitos, Máquinas e Antigos Sonhos de Tecnologia”, os primeiros objetos associados à IA e aos robôs foram mencionados no trabalho dos antigos poetas gregos Homero e Hesiodo, que viveram entre 750 e 650 a.C.

A título de exemplo, Mayor toma a história de Talos, mencionada pela primeira vez em 700 a.C por Hesiodo, afirmando que esta obra oferece uma das primeiras conceções de um robô. Segundo conta a mitologia, Talos era um homem de bronze gigante que foi construído por Hefesto, o deus grego da invenção e da ferraria. Talos foi encomendado por Zeus, o rei dos deuses gregos, para proteger a ilha de Creta dos invasores. Depois de ter sido construído, Talos marchou pela ilha três vezes por dia, atirando pedras nos navios inimigos que se aproximavam da ilha.

Na sua essência, o gigante de bronze tinha um tubo que se estendia desde a cabeça até um dos seus pés carregando uma misteriosa fonte de vida a que os gregos chamavam de icor. Argonautica, um outro texto antigo datado do século III a.C, versa sobre como é que Medeia, uma feiticeira da mitologia grega, derrotou Talos, removendo-lhe um alfinete do tornozelo, fazendo com que o líquido saísse do seu corpo, apontou Mayor.

O mito de Pandora

A historiadora aponta ainda o mito de Pandora como outros dos exemplos que comprova que as conceções associadas à IA são mais antiga do que julgávamos. Descrito pela primeira vez na Teogonia de Hesíodo, configura outro exemplo de um ser artificial mítico.

Embora várias outras versões posteriores retratem Pandora como uma mulher inocente que inadvertidamente abriu uma caixa do mal, Mayor explicou que a história original de Hesíodo descreve Pandora como uma mulher artificial e maléfica, também construída por Hefesto e enviada à Terra por ordem de Zeus para castigarem os homens por estes terem descoberto o fogo.

“Pode argumentar-se que Pandora era uma espécie de agente de inteligência artificial”, considerou a investigadora, acrescentando que a “sua única missão era infiltrar-se no mundo e libertar o seu cântaro de miséria”.

Além de Talos e Pandora, o mítico Hefesto projetou vários outros objetos que se moviam por si mesmo, incluindo um grupo de servos automáticos, semelhantes às mulheres, mais feitos de ouro, afirmou Mayor. De acordo com o relato de Homero sobre o mito, Hefesto deu a estas mulheres artificiais o conhecimento dos deuses e, por isso, considera a investigadora, estas podem considerados como uma antiga versão mítica de IA.

As implicações éticas e morais no trabalho desenvolvido por Hefesto eram também já abordadas nos antigos mitos analisados pela investigadora. “Nenhum destes mitos tem um bom final, uma vez que os seres artificiais são enviados para a Terra”. “É quase como se os mitos dissessem que é muito bom ter [estes objetos] artificiais no céu usados pelos deuses. Mas uma vez que estes interagem com os humanos, temos o caos e a destruição”.

Para Adrienne Mayor, a mitologia sublinha o fascínio da Humanidade pela vida artificial: “As pessoas têm o impulso de imaginar coisas que ainda não são possíveis. Existe uma ligação intemporal entre a imaginação e a Ciência”, rematou.

fonte: ZAP

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Magia negra estaria sendo usada para obrigar nigerianas a se prostituírem na Europa

Amuletos com partes do corpo de animais (imagem referencial)

A taxa de nigerianas imigrantes na Europa que são forçadas à prostituição por traficantes sexuais é gritante, e os criminosos acabam usando magia negra em busca de obediência, informa a emissora BBC.

BBC indica que grande parte das mulheres traficadas passa pela cidade de Benin, onde são forçadas a fazer o "juramento de juju" de que pagarão aos traficantes e, se não fizerem, poderão ser mortas. A vítima Magdalen contou o que passou, como funciona a rede de tráfico e quais artimanhas os traficantes sexuais usam para conseguir o que querem.

"Ele cortou a mão assim, cortou nossa testa, cortou aqui", revelou Magdalen, apontando para o queixo enquanto descrevia as ações do condutor do ritual. "Ele me disse que eu deveria repetir depois dela. E se eu não pagasse o dinheiro, eu morreria."

O psiquiatra italiano Dr. Aldo Virgilio explicou que a maioria das mulheres nigerianas, que imigram para Europa pela Itália, é alvo de rituais, e, embora pareça superstição para muitos, para essas mulheres é "realidade".

"As garotas que me procuram, vêm porque têm trauma psicológico. Elas começam a ter problemas digestivos, ficam confusas e com medo, e elas relacionam isso à cerimônia de juju", afirmou o psiquiatra. "Não é fácil convencê-las de que é possível se recuperar do juju."

No ano passado, autoridades suecas relataram casos similares de duas mulheres nigerianas que afirmaram serem forçadas a se prostituírem depois de passar pelo ritual juju. Uma das mulheres disse à polícia que, durante o ritual, ela foi obrigada a comer um coração de frango cru, foi cortada no peito com uma lâmina e teve sangue de animal esfregado em suas feridas.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Portugal é o último reduto da bruxaria na Europa


As bruxa feias, que voam em cabos de vassouras, que têm uma luz no rabo e que entram e saem pelas fechaduras das portas fazem parte de uma linguagem simbólica universal 

Das bruxas más às boas, das videntes às curandeiras, até à criação do homem bruxo tudo faz parte da cultura popular portuguesa. Ainda têm algum peso? Pensa-se que sim, mas é tabu falar do assunto. O sociólogo das religiões Moisés Espírito Santo diz que a ideia de bruxaria fantasma acabou com os tempos modernos... ou melhor, com a iluminação pública.

Ana Loira era mulher saloia, alta, forte, de formas grossas, olhos expressivos e cabelos negros. Deu à luz 19 filhos, mas só a cinco, todas raparigas, passou os seus segredos. Adelina Toca Félix, Maria da Piedade Félix e Assunção Félix, foram as que melhor uso fizeram dos dons que herdaram da mãe.

Mas foi a fama de Ana Loira que percorreu o país. Ao lugar do Casal das Neves, junto a Arruda dos Vinhos, chegava gente de todo o lado à procura de cura. Ana lia no azeite atirado à água os males dos outros, quer fossem doenças físicas, da alma ou malefícios do mau-olhado. Fazia consultas em dias próprios da semana, mas se havia uma urgência não se furtava à missão. Não marcava preço, porque ela, contam as histórias, não fazia negócio. "Aqui não se faz negócio, cura-se gente e adivinha-se coisas", respondia a quem lhe perguntava. Recebia o que lhe davam. Receitava fumo de ervas, purgativos, magnésio e até sal amargo. O certo é que quem ali fosse, dali saía com uma cura.

Os seus dons foram enaltecidos de tal forma que entrou para a história das aldeias e da cultura popular como a Bruxa de Arruda. Ana Loira - ou Loura, como consta numa carta de Tito Bourbon e Noronha, médico da vila, ao seu colega José Leite de Vasconcelos - "existiu mesmo". Na missiva datada de 2 de novembro de 1934 Tito de Bourbon explicava o fenómeno de Arruda. "Sim, a Bruxa de Arruda existe e existirá, quando vim para aqui em 1885, vai fazer 50 anos, já pompeava a célebre Ana Loura. Tive o prazer de lhe extrair o décimo sexto filho a ferros, uma bojuda pimpolha a quem deu o nome de Adelina, atualmente moradora em Vale de Grou, a um quilómetro da vila, que exerce como a mãe a rendosa profissão (...)."

Ana Loira notabilizou-se como "mulher sábia" e chegou aos jornais. O seu dom tornou-se notícia e um repórter do Diário de Notícias foi à sua procura em novembro de 1906. Nos dias 29 e 30 do mesmo mês eram publicadas duas reportagens com a história da mulher a quem na aldeia chamavam Loira mas tinha cabelos negros. A descrição que aqui se faz é-nos dada pela reportagem da altura, pela gente que dela falou, pelas histórias contadas pelas filhas e pela própria Ana Loira.

"Bruxa de Arruda" era o título que tudo explicava. Ao repórter, Ana desvendou o que fazia, sem segredos, mas que só ela sabia interpretar ou ler. "Uma pessoa quando adoece vem cá para eu a escutar e ver o que tem e depois faço a oração e leio na água, com letras d"azeite, a doença que essa pessoa tem. Quando o doente não pode vir manda outra pessoa qualquer, que traz uma peça do seu vestuário, sendo sempre melhor vir uma camisa, ceroulas ou meias. Essa peça deve ser tirada do corpo da pessoa doente sem ser lavada ou posta ao ar, embrulhada num papel ou num saco. Eu então tiro para fora essa peça de roupa, ponho-a sobre o oratório e depois faço a oração. Para saber a doença que essa pessoa tem cheiro muito bem a peça de roupa e depois leio a doença na água (...)."

Quando Ana, ou Ti Ana, também era tratada por quem a conhecia, morreu, dizia-se que tinha deixado uma herança de mais de 20 contos e uma geração de bruxas que se espalharam pela região de Lisboa. Dela muitas histórias se contaram e ainda contam, há quem lhe chame bruxa, vidente ou curandeira. A ser bruxa, era sem dúvida "uma bruxa boa", afirma o professor catedrático e sociólogo das religiões Moisés Espírito Santo, que estudou o tema da bruxaria na cultura popular portuguesa. Ou melhor, e como faz questão de sublinhar, que estudou o "poder das mulheres", já que toda esta linguagem simbólica e universal nasce precisamente da existência de um poder feminino superior ao dos homens.

"A Bruxa de Arruda era uma bruxa boa, tanto desfazia os malefícios das bruxas más como curava doenças com ervas medicinais. Era também uma espécie de médica popular. Na altura, acreditava-se muito nisto, a medicina estava muito atrasada. Mas como ela havia outras que ao longo dos tempos foram sendo identificadas localmente. Mas todas eram consideradas mulheres sábias, inteligentes, com grande intuição e capacidade de ouvir os outros. Era assim que conseguiam criar e manter a sua clientela", explica o professor.

Estas mulheres de Arruda, de Alcobaça, da Malveira ou de outros locais eram "bruxas reais, bruxas boas que passavam os seus segredos, novelos, como diziam, na maioria das vezes à hora da morte à mulher que ficava a substitui-las". Na hora da morte diziam o nome de uma mulher, quem com elas estivesse teria de ir chamar ou mandar chamar a dita para receber os seus segredos, os seus poderes de fazer o bem e continuar o trabalho.
A bruxa má surge para infernizar os vivos

Mas "a ideia de bruxa que sempre existiu e que faz parte da imaginação de uma cultura simbólica e universal muito forte é a de bruxa má, fantasma, noturna. É a ideia de seres ligados à morte que ressurgem para atormentar os vivos. É assim que surge esta ligação às festas religiosas de novembro, embora apareça como uma derivação pagã do antigo culto dos mortos".

Mesmo para quem estuda o assunto é difícil identificar o tempo em que o mito da bruxaria, ou, se se quiser, derivação pagã, terá integrado a cultura popular portuguesa. "Não é só difícil definir este tempo em Portugal, isso acontece um pouco em todo o lado. Pensa-se que a ideia de bruxaria faça parte dos primórdios da humanidade, o seu enraizamento está muito associado ao momento em que as populações começaram a fixar-se em aldeias", conta.

O seu poder foi crescendo e fortalecendo ao longo dos séculos e à medida que as populações conseguiam expressar "os seus medos noturnos - o medo da escuridão, da solidão e do isolamento. As aldeias viviam isoladas, sem comunicação entre si e muito viradas para si próprias e para as gentes que lá moravam. Portanto, tudo o que era diferente suscitava medo. Uma mulher mais masculina, solitária, que não precisasse ou que rejeitasse um homem, era uma mulher diferente. E eram estas que acabavam por integrar este imaginário da bruxaria má".

Daí as imagens replicadas da bruxa velha, feia, com verruga e dentes de fora. Da bruxa que "voava no pau de uma vassoura, de quem se dizia que tinha uma luz no rabo ou que aparecia e desaparecia pela fechadura da porta", afirma Moisés Espírito Santo. "A bruxa má era a que passeava pelas aldeias durante a noite, que infernizava os homens que regressavam dos campos quando o sol se punha e a escuridão caía, obrigando-os até a fazer sexo com elas e a carregá-las para casa às costas."

Estas bruxas noturnas eram mulheres poderosas. E Moisés Espírito Santo recorda a sabedoria popular: "As pessoas diziam que as mulheres têm segredos que os homens não conseguem descobrir. Ou que têm poderes que os homens não têm, uma certa intuição, um instinto muito forte. Era este poder feminino que marcava a sociedade e a cultura popular da altura, que era matriarcal. A ideia de uma sociedade patriarcal, ou do homem superior à mulher, é criada pelo nosso tempo, pelos tempos modernos, pela construção da ideia de Estado. Porque antes quem mandava era a mulher, ela era a patroa, tinha poderes e incutia medo nos homens, era ela quem melhor sabia defender-se."

A ideia de bruxaria associada à mulher tem que ver tão-só com "o poder que elas tinham, superior ao do homem." Por isso, sublinha, "uma das características das bruxas más era mesmo a de ser uma mulher que não estava às ordens de um homem. Qualquer mulher que vivesse sozinha, mais masculina de aspeto, com comportamentos diferentes, poderia ser apontada como bruxa, como tendo poderes maléficos que poderia lançar aos outros".

Quando se passava nas aldeias, havia casas que eram apontadas. E quem passava fazia figas atrás das costas para que o mau-olhado não lhe fosse lançado. Dizia-se até que as bruxas de aldeias vizinhas tinham o ritual de se juntar em descampados em noites de lua cheia para definirem as próximas vítimas. E tanto podiam ser elas a escolher como poderia ser uma "vítima encomendada".

O professor de Sociologia das Religiões diz que o mito da bruxaria perdurou em Portugal até há muito pouco tempo, "até há uns 40 anos." De tal forma que acredita que "Portugal é o último reduto da bruxaria na Europa. Andei por muitos países a estudar o assunto e nunca encontrei uma cultura de bruxaria tão enraizada como a que existia em Portugal", afirma.
A bruxa noturna acabou com a iluminação

Mas se é difícil definir o tempo em que a ideia de bruxaria integrou a cultura popular, "é fácil saber quando terminou", assegura. Nas suas obras Comunidade Rural a Norte do Tejo e Religião Popular Portuguesa, em que fala do poder das mulheres, Moisés Espírito Santo diz que a ideia das bruxas más das aldeias acabou com a chegada da iluminação pública.

Deu-se luz às aldeias e os medos desapareceram. "A luz acabou com os fantasmas da noite, com os medos da escuridão. Nos estudos que fiz em zonas rurais da região centro as mulheres deixaram de falar deste tipo de bruxaria quando a luz iluminou as ruas, as suas casas, e podiam passear à vontade sem os medos da escuridão", conta, acrescentando: "Mesmo assim, a cultura estava de tal forma enraizada que, quando percorriam comigo as aldeias, ainda me apontavam as casas das bruxas más e faziam figas para não serem atingidas pelos seus poderes maléficos."

Os tempos modernos deram cabo das bruxas más, mas trouxeram outras e até a criação do homem bruxo. "A escolaridade das pessoas, o fim do isolamento, a comunicação, trouxe outro tipo de bruxas, as videntes, médiuns e curandeiras. E estas tanto são das aldeias como das cidades, porque o limite entre meio rural e urbano já não existe. Hoje a diferença entre estes dois mundos é meramente uma linha geográfica", diz o sociólogo.

Saber que peso ainda têm na sociedade de hoje as bruxas modernas é algo que também não se sabe. Sabe-se apenas que não é uma marca tão forte como era na cultura popular. Quem ainda as consulta, não fala do assunto. É tabu, vergonhoso até, para uma sociedade tecnológica e informada. Quanto ao homem bruxo, existe, mas "é uma criação do nosso tempo. O homem acabou por se apropriar e trabalhar em si algumas características femininas, como o poder da mediunidade, da intuição e do instinto, uma certa capacidade para ouvir e escutar os outros. Por isso é que hoje se ouve falar de homens bruxos".

À pergunta se a bruxaria, mesmo moderna, tem os dias contados, Moisés Espírito Santo não tem dúvidas: "Tem, claro. Modernamente o poder da bruxaria pode ir-se perpetuando no imaginário, nos rituais, mas não com a força ou o peso que tinha."

Da história mundial fazem parte milhares de nomes de mulheres atiradas à fogueira, sobretudo entre os séculos XV e XVIII, por lhes ter sido apontado o dedo de tal prática, com ou sem indícios de verdade. Bastava sussurrar um nome. Foi o verdadeiro período da caça às bruxas. Fomentada também pela Igreja Católica, já que muitos atos eram associados ao Diabo. Na Europa os julgamentos atravessaram a Espanha, com o caso das bruxas de Basco, chegaram à Alemanha, com as bruxas de Fulda, passaram pela Suécia, com as bruxas de Torsaker, e pela Escócia, com as bruxas North Berwick. Mas o mito da bruxaria teve também uma forte presença cultural na Nova Inglaterra e também associada à adoração do Diabo. E há casos que continuam a acontecer pelo mundo fora, principalmente em África, associada à feitiçaria, e são considerados atos criminosos. Em 2013, a Organização das Nações Unidas pronunciou-se sobre casos de execução de pessoas acusadas de bruxaria na Papua-Nova Guiné.

O tempo passa e a aldeia global que agora existe não integra saberes não científicos, portanto, quaisquer poderes vindos ainda de videntes, médiuns ou de curandeiras, é pura ficção.


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

'Bruxas' amaldiçoam Trump e outros políticos em ritual de magia negra


Em 20 de outubro em Nova York foi realizada uma cerimónia pública de magia negra com bonecas de pano representando diversos políticos norte-americanos.

"Bruxas" e entusiastas do espiritismo se reuniram na noite de 20 de outubro em uma livraria ocultista em Brooklyn (Nova York) para realizar uma cerimónia de maldição pública contra o presidente Donald Trump, o juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh e o senador republicano Mitch McConnell.


O ritual da magia negra aconteceu na livraria Catland e foi transmitido ao vivo no Facebook e no Instagram. Como é possível observar nas imagens publicadas nessas redes sociais, a cerimónia foi realizada com bonecos de pano representando esses três políticos.

A livraria também postou em sua conta do Facebook um guia para aqueles que quiserem realizar a maldição em menor escala em casa. De acordo com a descrição, esse ritual exige tais ingredientes como lama do cemitério, pregos de caixão, um espelho quebrado, a foto do inimigo, uma vela preta e "óleo de vingança".

Segundo indicaram os empregados da livraria ao jornal The Independent, "o dano que queremos infligir a Kavanaugh e Trump é que eles se exponham e se exibam como são, e que sejam expulsos ou, pelo menos, desacreditados".

fonte: Sputnik News

terça-feira, 16 de outubro de 2018

"Vampiro de Lugano" foi enterrado com uma pedra na boca para conter epidemia de malária


Rapaz de 10 anos foi enterrado com uma pedra na boca para evitar que se erguesse do túmulo e espalhasse a malária

Arqueólogos encontraram os restos mortais de uma criança de dez anos com uma pedra na boca num cemitério italiano do século V. Objeto visava impedir o rapaz de voltar do mundo dos mortos e espalhar a doença.

Durante anos, os arqueólogos acreditavam que a Necropoli dei Bambini era usada apenas para sepultar bebés e crianças de colo - daí o nome "cemitério dos bebés". Mas no verão esses mesmos arqueólogos descobriram os restos mortais de um rapaz de dez anos naquele cemitério do século V situado na comuna de Lugano, na região italiana de Umbria.

Mas a idade não era a única característica surpreendente no corpo daquele a que os habitantes locais já chamam o "Vampiro de Lugano". No crânio do rapaz os arqueólogos da universidade da Universidade de Stanford e os seus colegas italianos encontraram uma pedra que fora colocada dentro da boca. Segundo os investigadores explicaram agora ao site Science Daily, a pedra terá sido colocada na boca do rapaz no âmbito de um rito funerário que visava conter uma epidemia e evitar que a criança voltasse dos mortos para espalhar a doença.

Em meados do século V aquela região viveu um surto de malária que matou sobretudo muitos bebés e crianças, mais vulneráveis do que os adultos. Para David Pickel, diretor das escavações que agora está a fazer o doutoramento em Stanford, acredita que esta descoberta poderá ajudar a explicar a epidemia de malária que atingiu a Umbria há 1500 anos. "Tendo em conta a idade da criança e a forma como foi sepultada, com uma pedra na boca, essa é uma anomalia dentro de um cemitério já anómalo", explicou ao Science Daily.

Bruxaria contra a doença

"Nunca vi nada assim. É muito estranho e bizarro", explicou por seu lado o arqueólogo David Soren, à frente das escavações desde 1987.

Escavações anteriores no mesmo cemitério já tinham permitido encontrar outros sinais de bruxaria como recurso para o controlo de doenças. Junto aos restos mortais de bebés e crianças os arqueólogos descobriram penas de corvo, esqueletos de sapos ou caldeirões de bronze cheios de cinzas e ossadas de cachorros que terão sido usados em sacrifícios. Objetos associados à magia e bruxaria, práticas usadas ao longo da história para evitar que a doença saísses das sepulturas.

"Sabemos que os romanos se preocupavam muito com essa possibilidade e estavam dispostos a recorrer à bruxaria para manter o mal - fosse ele qual fosse que estava a contaminar o corpo - de sair", explicou Soren. O "mal" no caso das crianças de Lugano, era a malária.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Duendes são os principais suspeitos por deslizamentos na Islândia (e o governo não nega)



Quando Siglufjördur, uma pequena cidade montanhosa no norte da Islândia, foi atingida por uma série de tempestades no verão passado, operários da construção civil que liberavam uma estrada logo se viram fugindo de deslizamentos de terra e lutando com a enchente do rio.

Um membro da equipe ficou ferido, e depois uma escavadeira quebrou. Um repórter de TV, que chegou para examinar os danos, caiu em uma poça de lama e teve de ser socorrido. A limpeza dos escombros virou um suplício de 10 dias e se tornou um espetáculo.

Os locais sabiam que a culpa havia sido das chuvas fortes. Ou dos duendes.

Acontece que operários haviam despejado terra, sem saber, sobre uma pedra que é especial o suficiente para ter seu próprio nome no folclore islandês: Alfkonusteinn. A pedra tem até um histórico que envolve um ser humano, uma fada e uma roupa encantada de duende.

Os duendes islandeses, também chamados de povo escondido ou álfar, não são criaturas minúsculas de orelhas pontudas, disse em um e-mail Alda Sigmundsdóttir, jornalista e autora de "The Little Book of the Hidden People: Twenty Stories of Elves From Icelandic Folklore" ("O pequeno livro do povo escondido: 20 histórias de elfos do folclore islandês", não lançado no Brasil). 

Dizem que eles são majestosos e parecidos com humanos, e uma boa forma de pensar neles, de acordo com Sigmundsdóttir, é como "a versão dos islandeses para o karma". Durante décadas os duendes foram acusados de causarem confusão em projetos de construção em toda a Islândia.

Procurado pela reportagem, Viktor A. Ingólfsson, um porta-voz da Administração Rodoviária e Costeira da Islândia, enviou uma declaração de quatro páginas da comissão detalhando sua posição oficial sobre os duendes.

"Não se pode negar que a crença no sobrenatural às vezes é a razão para preocupações locais" em torno de obras e desenvolvimento, de acordo com a declaração. Se existe a crença de que um determinado ponto é amaldiçoado ou habitado por duendes, "então esse deve ser considerado um tesouro cultural."

Sigmundsdóttir disse que boa parte do folclore em torno dos duendes tem a ver com a explicação para condições difíceis de vida.

"Estudiosos modernos acreditam que este era um dos meios pelos quais os islandeses tentavam controlar seus destinos em uma terra onde o clima era incrivelmente rigoroso e inclemente", ela disse.

O que aconteceu em Siglufjórdur provavelmente foi mais "um remanescente da antiga crença de que os lares do povo escondido são sagrados", disse Sigmundsdóttir. O folclore em torno dos duendes não é uma parte da vida cotidiana, ela disse, e às vezes a mídia internacional gosta de explorar histórias do chamado lobby do duende, muitas vezes para consternação dos locais.

No entanto, a administração rodoviária finalmente desenterrou a pedra do duende no final de agosto, de acordo com o jornal islandês "Morgunbladid". Ingólfsson disse em um e-mail que os locais pediram para que limpassem a pedra para honrar o folclore.

Só por garantia —e talvez para ter sorte— os funcionários lavaram a pedra com máquinas de alta pressão.

fonte: UOL

Beyoncé acusada de bruxaria por ex-baterista


Kimberly Thompson afirma que cantora pratica “magia negra” e que lhe matou o gato

Uma antiga baterista de Beyoncé, Kimberly Thompson, deu entrada com um pedido de ordem de restrição contra a cantora, com quem trabalhou durante sete anos.

Thompson acusa Beyoncé de praticar “bruxaria” e “magia negra”, chegando mesmo a alegar que a cantora causou a morte ao seu gato de estimação, segundo o site Blast, que publicou os documentos judiciais.

A antiga colaboradora da mulher de Jay-Z afirma ainda que Beyoncé tinha o seu telefone sob escuta, além de controlar as suas operações financeiras.

O tribunal já se pronunciou sobre a ordem de restrição pedida por Thompson, considerando que o requerimento e as acusações não tinham qualquer fundamento.

fonte: Sol

sábado, 14 de julho de 2018

Como surgiu a Sexta-feira 13?


Os supersticiosos ficam com medo quando o dia 13 cai numa sexta-feira

Há uma tradição, principalmente na cultura ocidental, que associa o número 13 e também a sexta-feira ao azar. Por isso, o dia 13, quando cai na sexta-feira, é considerado um dia de infortúnio, e os mais supersticiosos evitam alguns hábitos. No entanto, a origem do medo que algumas pessoas têm da sexta-feira 13 é desconhecida.

Existem algumas versões que justificam a má fama da data, uma delas ligada ao cristianismo. Em sua última ceia, que aconteceu numa quinta-feira, Jesus teria se reunido com seus 12 discípulos, totalizando 13 pessoas na refeição. Entre eles, estava Judas, o traidor. Jesus morreu no dia seguinte, uma sexta-feira.

A tradição cristã ainda une o facto de seu líder ter morrido numa sexta-feira ao facto de o livro do Apocalipse apontar o número 13 como a marca da besta, do anticristo. A imperfeição do número 13 também está ligada às inúmeras referências ao número 12 na Bíblia (12 tribos de Israel e 12 discípulos), sendo assim, o número 13 destoaria do projeto de Deus.

Não saindo do pensamento cristão, há uma linha teórica que afirma que Adão e Eva comeram o fruto proibido em uma sexta-feira e que Caim teria matado Abel nesse mesmo dia da semana.

Mitologia

Outra possibilidade de explicação para o “terror” que envolve a sexta-feira 13 está relacionada com a mitologia. Segundo uma história de origem nórdica, o deus Odin teria realizado um banquete e convidou outras doze divindades. Loki, deus da discórdia e do fogo, que não teria sido convidado para reunião, ao ficar sabendo do banquete, armou uma confusão que terminou na morte de um dos convidados. Diz a superstição que um encontro com 13 pessoas sempre termina em tragédia.

A deusa da fertilidade Frigga, esposa de Odin, também teria relação com a sexta-feira 13, segundo outra hipótese. Para forçar a conversão dos bárbaros, a Igreja Católica teria “demonizado” Frigga. Segundo a lenda, ela, o demónio e outras onze bruxas saíam toda sexta-feira para rogar pragas contra a humanidade.

História

A origem da sexta-feira 13 também tem explicações na História, mais especificamente na monarquia francesa. De acordo com a História, o rei Felipe IV sentiu seu poder ameaçado pela influência exercida pela Igreja dentro de seu país. Na tentativa de contornar a situação, ele tentou filiar-se à prestigiada ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, mas foi recusado. Com raiva, o rei teria ordenado a perseguição dos templários numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307.

Diante dessas lendas e teorias, quando ocorre uma sexta-feira 13, os supersticiosos evitam cruzar com gato preto, passar debaixo de escadas, partir espelhos e outras crendices que podem trazer mau agouro.

fonte: Mundo Educação