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sábado, 29 de dezembro de 2018

Há um planeta-destruidor no Sistema Solar (e pode ser o misterioso Planeta X)


Uma equipa de cientistas da Universidade de Durham, na Inglaterra, provou que há alguns mil milhões de anos de anos um planeta desconhecido, duas vezes maior que a Terra, colidiu com Urano. Esta colisão espacial pode explicar por que motivo o eixo do sétimo planeta do Sistema Solar ficou “de lado”, ao contrário de todo os outros planetas. 

Neste sentido, este corpo celeste que colidiu com Urano pode ser o nono planeta que os astrónomos têm procurado, tal como relata a Phys.org.

A hipótese sobre a colisão de Urano com um grande planetesimal – um corpo rochoso ou de gelo que se terá formado nos primórdios do Sistema Solar – foi proposta há várias décadas, mas nem toda a comunidade científica aceitou esta teoria. Foi apresentada uma versão diferente, segundo a qual o eixo de rotação de Urano foi “desequilibrado” por um grande satélite que depois desapareceu.

Os resultados das simulações levadas a cabo pela equipa de cientistas mostraram que a colisão e a “remodelação” de Urano – que poderá ter envolvido algumas rochas ou todas que atingiram o planeta – aconteceram num pequeno espaço de tempo, em apenas algumas horas. Entretanto, os astrónomos consideram que uma colisão com vários corpos celestes menores menos provável.

De acordo com os cientistas, o planeta que atingiu em Urano pode ainda estar a pairar no Sistema Solar e estaria muito além da órbita de Plutão, longe demais para que o possamos observar. Esta hipótese explicaria alguma das órbitas do planeta, indo ainda de encontro com a teoria de que existe um planeta ausente, o Planeta X, a orbitar o Sol.

A catástrofe planetária ocorreu há cerca de 3 a 4 mil milhões de anos, possivelmente ainda antes dos satélites de Urano se terem formado. Nessa altura, o gigante de gelo era um protoplaneta com um disco de gás e poeira, do qual surgiram subsequentemente as suas luas. A inclinação do eixo de Urano afetou a inclinação das órbitas de rotação dos satélites e a orientação dos seus próprios eixos.

A colisão levou também à formação de uma camada externa que mantém o calor dentro do planeta (a temperatura da tropopausa do gigante gasoso é de 216 graus Celsius negativos).

Os gigantes de gelo são uma classe de planetas compostos de amónia, metano e sulfeto de hidrogénio na forma de líquidos supercríticos. No Sistema Solar, estes planetas gigantes são representados por Urano e Neptuno. Os compostos de hidrogénio e hélio correspondem a 20% da massa, o que os distingue dos gigantes gasosos como Júpiter e Saturno (nestes a proporção de hidrogénio e hélio representa 80%).

fonte: ZAP

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Erupção em Urano excita astrónomos


Entre todos os planetas do nosso sistema solar, Urano pode parecer desinteressante, sem muitas novas descobertas animadoras. Planetas mais próximos costumam despertar mais o interesse de astronomos amadores, mas isso pode estar prestes a mudar, pois algo bastante interessante aconteceu nesse distante planeta.

Uma imagem feita pelo cientista planetário Larry Sromovsky com o telescópio Gemini, de 8.1 metros, mostra uma mancha brilhante no planeta que se acredita ser uma erupção de metano congelado na atmosfera.

A compreensão dessa macha é importante para os cientistas. A razão pela qual eles se preocupam com as nuvens sobre Urano é que elas parecem ser sazonalmente dirigidas.

A rotação de Urano, tombada para o lado, dá origem a mudanças bruscas de luz solar com o progresso das estações. As mudanças são, portanto, muito mais dramáticas do que em outros planetas. Urano fornece uma visão única sobre o balanço de energia numa atmosfera planetária.

É quase como um sistema meteorológico em asteroides, com o hemisfério norte recebendo 42 anos de luz solar e de energia constante do sol, enquanto o hemisfério sul mergulha em 42 anos de escuridão.

Infelizmente, essa nova explosão está fora do alcance da maioria dos astrónomos amadores, mas quem tem equipamentos mais avançados certamente deve dar uma olhadela. 

fonte: HypeScience