Mostrar mensagens com a etiqueta Ceres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ceres. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Ceres, o maior asteróide do Sistema Solar, está coberto por vulcões de gelo


Invés do calor extremo que faz os vulcões entrarem em erupção, o asteroide expeliu gelo durante a sua existência.

Um grupo de cientistas analisou a superfície de Ceres e os novos resultados demonstram que o maior asteróide do Sistema Solar está coberto de vulcões que ao longo da sua existência têm expelido gelo. As observações foram feitas através da nave Dawn, da NASA, que já no ano passado tinha revelado quantidades substanciais de minerais portadores de água e de carbono, como argilas e carbonatos.

Os investigadores referem que um novo vulcão surgiu a cada 50 milhões de anos durante a existência do “rochedo voador”. Ceres torna-se assim um corpo celeste importante para estudar os vulcões de gelo em geral, já que outros corpos fora do Sistema Solar também podem ter estas características geográficas, tais como Europa, Titã e até Pluto, como publicado na Nature.

Os chamados “cryovolcanoes” comportam-se como os vulcões convencionais, expelindo do seu interior materiais em gelo invés da lava. Tendo em conta que o primeiro vulcão de gelo foi identificado em 2015, uma montanha chamada Ahuna Mons, os investigadores procuram agora, através das imagens da Dawn, aglomerados em forma de redoma com mais de 10 quilómetros de diâmetro, que é um dos indícios da atividade criovulcânica. Segundo a investigação, foram encontrados mais de 20 eventuais vulcões compostos por cerca de 50% do seu volume em gelo. Os cientistas estimam que estes tenham centenas de milhões de anos e que são capazes de expelir cerca de 10 mil metros cúbicos de gelo por ano.

Como nota final, os investigadores referem que ao contrário dos vulcões de lava, estes de gelo não contribuem significativamente para as alterações do terreno de Ceres.

fonte: TEKSAPO

terça-feira, 31 de julho de 2018

Estranhos vulcões estão em erupção em todo o Sistema Solar


A sonda Juno, da NASA, detetou recentemente um possível novo vulcão no pólo sul da lua mais vulgar de Júpiter, a Io. Mas esta lua vulcanicamente ativa não está sozinha no Sistema Solar.

A lua Io é famosa pelos seus inúmeros vulcões e pelo facto de estes soltarem lava dezenas de quilómetros acima da superfície. Esta lua de Júpiter está constantemente a reformar a sua superfície através de erupções vulcânicas. O vulcanismo de Io resulta de fortes encontros gravitacionais entre Júpiter e duas das suas grandes luas, Europa e Ganimedes, que “sacodem” as entranhas de Io.

Rosaly Lopes, investigadora do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, na Califórnia, levou a cabo observações desta lua vulcanicamente ativa entre 1996 e 2001, durante a missão espacial Galileo.

“Em Io existem muitos fluxos de lava e muitos lagos. Os lagos de lava são bastante raros na Terra, temos meia dúzia deles. Achamos que ocorreram no passado, em Vénus e Marte. Mas na Io, na verdade, vemos lagos de lava ainda hoje”, disse a cientista. O Kilauea, no Havai, é um desses locais na Terra repletos de lagos de lava, por exemplo.

Agora, os cientistas pediram ajuda de Lopes para identificar o hotspot recém-encontrado de Io (um novo vulcão no pólo sul da lua mais vulgar de Júpiter), gesto que a cientista agradeceu dizendo que novas observações desta lua de Júpiter são bem vindas, dado que a sonda Galileo estava numa órbita equatorial e raramente conseguia observar os pólos.

Pelo contrário, a sonda Juno está numa órbita polar e tem uma visão favorecida dos pólos. Embora haja alguns indícios de que Io possa ter erupções maiores, mas menos frequentes, nos pólos, são precisas mais observações para os cientistas terem a certeza.

Ao contrário do que seria de esperar, Io não está sozinha. Vénus também parece ter fluxos de lava ativos na sua superfície, onde as temperaturas atingem os 425 graus Celsius. Lopes afirmou, contudo, que não está claro se Vénus tem vulcões ativos atualmente, embora várias observações da missão anterior da Europa Venus Expressa tenha sugerido que sim.

Vénus tem cúpulas de vulcões e vulcões com muitos picos, embora não se saiba se estão ativos ou inativos. Este tipo de vulcão é também muito comum na Terra. É um vulcão emforma de cúpula que é formado por erupções de lava viscosa, com apenas uma pequena percentagem de gás.

No entanto, Vénus tem também outros tipos de vulcões e características vulcânicas: cúpulas de panquecas (que se parecem com panquecas), aracnóides (caldeiras que se parecem com aranhas), fluxos de lava e planícies vulcânicas.

Vénus e Marte têm também vulcões de escudo, um tipo de vulcão composto quase inteiramente por fluxos de lava fluída. Este tipo de vulcões são muito vulgares na Terra, em particular no Havai.

Mas Marte leva a taça: além de possuir o vulcão mais alto do Sistema Solar – o Monte Olimpo – tem também vários vulcões monstruosos, e a explicação pode estar na gravidade, que, por ser mais leve, pode fazer com que os vulcões cresçam mais altos do que o que acontece na Terra.

Em Marte, os vulcões parecem estar dormentes, já que não há fluxos de lava recentes visíveis na superfície. Há, no entanto, evidências extensas de vulcanismo no passado: planícies de inundação de basaltos, bem como outros tipos de vulcões que “foram formados por vulcanismo explosivo”, disse Lopes.

Além de Io, Vénus e Marte, também a lua da Terra, Mercúrio e Ceres tiveram vulcanismo de lava no passado, afirmou a cientista, acrescentando que há mundos com possíveisvulcões gelados (criovulcanismo) nos quais o material em erupção é água ou água misturada com nitrogénio ou metano.

Há também evidências de plumas ativas na lua de Júpiter, Europa, e na lua de Saturno, Encelado. A lua de Saturno, Titan, também pode ter características criovulcânicas na superfície, assim como Tritão (a maior lua de Netuno), Plutão e Caronte (a maior lua de Plutão).

fonte: ZAP

domingo, 17 de junho de 2018

Descoberta incomum no planeta anão Ceres surpreende astrónomos da Nasa

A cratera grande de Occator, no planeta anão Ceres, iluminada de cores irreais para mostrar as diferenças no perfil da superfície

A sonda Dawn da Nasa teria descoberto grandes quantidades de matéria orgânica no planeta anão Ceres. Os astrônomos responsáveis pela descoberta falaram sobre seus encontros em um artigo recém-publicado.

Em março de 2015, a sonda capturou imagens de uma montanha piramidal de quatro quilômetros com manchas brancas, que se tornou um verdadeiro mistério para os cientistas.

Entretanto, foi revelado que um monte representa na realidade um criovulcão extinto e as machas brancas eram os restos de vapor aquífero. Juntamente com outras camadas de gelo que foram encontradas na superfície do planeta, os cientistas chagaram a conclusão de que Ceres tem um oceano subterrâneo. 

Segundo a autora do estudo, Hannah Kaplan, sua equipe se interessou muito pela influência que a matéria orgânica da superfície do planeta pode ter sobre a composição de água nesse oceano. Durante investigação, os astrônomos descobriram que a composição das rochas na superfície de Ceres é parecida aos condritos carbonáceos que se encontram nos asteroides e, em menor medida, na Terra.

"Se analisarmos Ceres buscando matéria orgânica 'espacial' parecida à da Terra, resultará que aproximadamente a metade de sua superfície é coberta por consideráveis jazidas similares", comentou Kaplan.

De acordo com ela, é muito mais que a anterior estimação correspondente a um valor entre 6% e 10% de matéria orgânica. 

Além disso, estas quantidades de matéria orgânica “espacial” não podem ser explicadas pelos impactos de asteroides sobre o planeta. Se fosse assim, as quantidades seriam muito pequenas ou asteroides seriam muito grandes para que o material orgânico pudesse sobreviver ao impacto. 

Espera-se que outras missões interplanetárias, a Hayabusa-2 e a OSIRIS-REx, esclareçam melhor as novas perguntas, enviando à Terra fragmentos dessas rochas. Isso permitirá estudar mais detalhadamente a composição química dos condritos.

fonte: Terra

sábado, 4 de novembro de 2017

NASA encontra possíveis restos de um antigo oceano em Ceres


Ceres está repleto de minerais que contêm água, sugerindo que o planeta anão poderá ter tido um oceano global no passado. O que aconteceu a esse oceano? Será que Ceres ainda tem água líquida hoje? Dois novos estudos da missão Dawn da NASA lançaram luz sobre estas questões.

A equipa da Dawn descobriu que a crosta de Ceres é uma mistura de gelo, sais e materiais hidratados que foram submetidos a atividades geológicas passadas e possivelmente recentes, e que essa crosta representa a maior parte desse antigo oceano.

O segundo estudo baseia-se no primeiro e sugere que existe uma camada mais macia e facilmente deformável sob a crosta da superfície rígida de Ceres, que também pode ser a assinatura do líquido residual do oceano.

“Mais e mais, estamos a aprender que Ceres é um mundo dinâmico e complexo que pode ter hospedado muita água líquida no passado, e ainda pode ter alguma água subterrânea,” comenta Julie Castillo-Rogez, cientista do projeto Dawn e coautora dos estudos, no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia.

Como é o interior de Ceres? A gravidade pode-nos dizer

Aterrar em Ceres para investigar o seu interior seria um desafio técnico e arriscaria contaminar o planeta anão. Em vez disso, os cientistas usam as observações orbitais da Dawn para medir a gravidade de Ceres, a fim de estimar a sua composição e estrutura interior.

O primeiro dos dois estudos, liderado por Anton Ermakov, investigador pós-doutorado no JPL, usou medições da forma e dados de gravidade da missão Dawn para determinar a estrutura interna e composição de Ceres. As medições foram obtidas pela observação dos movimentos da nave com a DSN (Deep Space Network) da NASA para rastrear pequenas mudanças na órbita da sonda. Este estudo foi publicado na revista Journal of Geophysical Research: Planets.

A investigação de Ermakov e colegas apoia a possibilidade de Ceres ser geologicamente ativo – se não atualmente, então talvez tenha sido no passado recente. Três crateras – Occator, Kerwan e Yalod – e a solitária montanha de Ceres, Ahuna Mons, estão associadas com “anomalias gravitacionais”.

Isto significa que as discrepâncias entre os modelos da gravidade de Ceres feitos pelos cientistas e o que a Dawn observou nestes quatro locais podem ser associadas com estruturas subterrâneas.

“Ceres tem uma abundância de anomalias gravitacionais associadas com características geológicas excecionais,” comenta Ermakov. Nos casos de Ahuna Mons e Occator, as anomalias podem ser usadas para melhor entender a origem destas características, que se pensa serem expressões diferentes de criovulcanismo.

O estudo descobriu que a densidade da crosta é relativamente baixa, mais próxima da do gelo do que das rochas. No entanto, um estudo pelo investigador convidado da Dawn, Michael Bland do USGS (U.S. Geological Survey), indicou que o gelo é demasiado suave para ser o componente dominante da crosta forte de Ceres.

Então, como pode a crosta de Ceres ser tão leve quanto o gelo em termos de densidade, mas simultaneamente muito mais forte? Para responder a esta questão, outra equipa modelou como a superfície de Ceres evoluiu com o tempo.

Um Oceano “Fóssil” em Ceres

O segundo estudo, liderado por Roger Fu da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, investigou a força e composição da crosta de Ceres e o interior mais profundo ao estudar a topografia do planeta anão. Este estudo foi publicado na revista Earth and Planetary Science Letters.

Ao estudar como a topografia evoluiu num corpo planetário, os cientistas podem entender a composição do seu interior. Uma crosta forte e dominada por rocha pode permanecer inalterada ao longo dos 4,5 mil milhões de anos do Sistema Solar, enquanto uma crosta fraca, rica em gelos e sais, deformar-se-ia ao longo desse período.

Ao modelar a forma como a crosta de Ceres flui, Fu e colegas descobriram que é provavelmente uma mistura de gelo, sais, rocha e um componente adicional que se pensa ser hidrato de clatrato.

Um hidrato de clatrato é uma “jaula” de moléculas de água que rodeiam uma molécula de gás. Esta estrutura é 100 a 1000 vezes mais forte do que a água gelada, apesar de ter quase a mesma densidade.

Os cientistas pensam que Ceres já teve características de superfície mais pronunciadas, mas que suavizaram com o passar do tempo. Este tipo de achatamento de montanhas e vales requer uma crosta de alta resistência descansando por cima de uma camada mais deformável, que Fu e colegas interpretam conter um pouco de líquido.

A equipa pensa que a maior parte do oceano antigo de Ceres está agora congelado e preso na crosta sob a forma de gelo, hidratos de clatrato e sais. Assim permanece há mais de 4 mil milhões de anos.

Mas a existir líquido residual por baixo, esse oceano ainda não está completamente congelado. Isso é consistente com os vários modelos de evolução térmica de Ceres publicados antes da chegada da Dawn, apoiando a ideia de que o interior mais profundo de Ceres contém o líquido restante do seu antigo oceano.

fonte: ZAP aeiou

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Planeta-anão Ceres tem compostos essenciais para a vida

Planeta-anão Ceres tem compostos essenciais para a vida

Material orgânico ainda não foi identificado com exatidão.

Compostos orgânicos de carbono, essenciais para a vida, foram detetados na superfície do planeta-anão Ceres, revela um estudo que a revista científica Science vai publicar na sexta-feira. 

O material orgânico, ainda não identificado com exatidão, ter-se-á formado no interior do planeta-anão, o maior corpo celeste da cintura de asteroides do Sistema Solar, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter. 

Investigadores usaram informação recolhida pelo espectrómetro (instrumento que mede os comprimentos de onda das componentes de um espetro de radiação eletromagnética) da sonda norte-americana Dawn para estudar a superfície de Ceres, perto da cratera Ernutet, no hemisfério norte do planeta-anão. 

Ceres tem compostos orgânicos considerados "ingredientes-chave para a vida", além de amoníaco, gelo e carbonatos (sais inorgânicos), segundo um dos autores da investigação, Simone Marchi, do Southwest Research Institute, nos Estados Unidos, citado num comunicado da instituição. 

O planeta, que ter-se-á formado há 4,5 mil milhões de anos, contém água gelada nas regiões que permanecem sempre obscuras, de acordo com um outro estudo, publicado em dezembro na revista Nature Astronomy. 

A presença de água no planeta-anão, mas sob a forma de vapor, foi confirmada pela mesma sonda em março de 2015. 

A sonda Dawn, que se encontra na órbita de Ceres, foi lançada pela agência espacial norte-americana NASA em setembro de 2007. 


sábado, 17 de dezembro de 2016

Planeta-anão Ceres tem água gelada


Investigadores alemães e norte-americanos detetaram água gelada nas regiões do planeta-anão Ceres, revela um estudo publicado na revista "Nature Astronomy".

Ceres é o maior corpo celeste da cintura de asteroides do Sistema Solar e está localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter.

A presença de água em Ceres, mas sob a forma de vapor, foi detetada, pela primeira vez, desde a Terra, em 2014, e confirmada, em março de 2015, pela sonda norte-americana Dawn, na órbita do planeta-anão.

Desde então, os cientistas têm estudado as zonas de Ceres onde a luz do Sol nunca chega de modo direto, em busca de água (elemento fundamental para a vida tal como se conhece) em estado sólido.

Um grupo de investigadores, coordenado por Thomas Platz, do Instituto Max Planck, na Alemanha, analisou as imagens, captadas pela sonda, das crateras do planeta, na região do polo norte.

A equipa detetou mais de 600 crateras nas zonas em penumbra perpétua, das quais dez evidenciaram pontos brilhantes.

Um estudo espetroscópico - que identifica o tipo de moléculas num material a partir do seu espetro eletromagnético - confirmou que se trata de água gelada.

A confirmação da presença de gelo em Ceres leva os cientistas a suporem que o processo pelo qual a água fica retida nas zonas sombrias dos corpos celestes, com atmosferas quase inexistentes, é comum no Sistema Solar.


sexta-feira, 18 de março de 2016

Mistério no planeta anão


Pontos de luz no planeta anão Ceres

Pontos de luz em Ceres deixam cientístas confusos. 

São mais de 130 pontos brilhantes que aparecem e desaparecem em Ceres. Qual a sua origem? O que os causa? Os cientistas tentam responder a estas e outras questões sobre o ainda misterioso planeta anão. 

Astrónomos da equipa do investigador Paulo Molaro, do Observatorio Astronomico de Trieste (INAF) especulam que o fenómeno possa ser o resultado de material na superfície das crateras que evapora com o calor dos raios solares, de onde sai uma poeira que brilha. 

Durante a noite, com a falta dos raios solares, esta poeira desaparece. 

As imagens captadas do planeta Ceres, que está a cerca de 414 milhões de quilómetros da Terra, revelam a existência de uma superfície bastante complexa, com montanhas, abismos e crateras. Sem esquecer, os mais de 130 pontos brilhantes.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NASA divulga as imagens mais detalhadas de Ceres


2015 foi o ano em que descobrimos Ceres, o planeta anão que está mais próximo da Terra. A Dawn mandou as fotos mais detalhadas que vamos conhecer nos próximos tempos.

As fotos foram obtidas durante a órbita mais baixa na passagem da Dawn por Ceres, a cerca de 380 quilómetros da superfície.

São, portanto, as imagens mais detalhadas do planeta anão que veremos nos próximos tempos.

Crateras e fendas é aquilo que mais aparece nas imagens divulgadas pela NASA - resultado de choques com asteroides ou, por exemplo, de terramotos?

Ceres tornou-se notícia por causa dos pontos brilhantes, que já motivaram várias teorias, a última das quais junta depósitos de sal que se formaram pela sublimação de gelo.

A Dawn está desde março na órbita de Ceres.

fonte: TSF

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Planeta Ceres - estão explicados os pontos luminosos?


Uma investigação publicada na revista Nature garante que está esclarecida a origem dos pontos luminosos no planeta Ceres. Pelos vistos, não andávamos longe da verdade.

Seria sal, disseram uns, talvez gelo, acrescentaram outros. E pelos vistos é uma mistura dos dois.

É a mais completa análise da superfície de Ceres até hoje, liderada por Andreas Nathues, do Max Planck Institute na Alemanha.

Ele diz que os misteriosos pontos brilhantes resultam da mistura de sal com água gelada.

A investigação chegou a resultados porque conseguiu resolver um problema que persistia até então: a resolução da câmara da nave espacial Dawn era muito baixa e isso fornecia informação distorcida.

"Os pontos brilhantes apareciam-nos completamente saturados", explicou Nathues. A situação alterou-se com a mudança dos tempos de exposição e foi possível perceber o que eram esses pontos.


fonte: TSF

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Mais imagens de Ceres; o mistério adensa-se


Há novas imagens das manchas brilhantes que se vêem em crateras de Ceres.

Novas imagens do "planeta" Ceres mostram ainda mais claramente os pontos brilhantes.

As novas informações incluem um mapa topográfico que permite ver com detalhe a superfície.

A verdade é que o tempo passa, a sonda Dawn está em órbita há seis meses, há, portanto, mais informação, mas não se consegue perceber a origem destes pontos.

Sabe-se que são várias as manchas em diversas crateras. Serão sais? Não passa de especulação.

Ceres, que tem um diâmetro de 950 quilómetros, situa-se no chamado Cinturão de Asteróides, entre as órbitas de Marte e Júpiter.

fonte: TSF

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

NASA tem novas imagens de Ceres, mas o mistério continua


Fotografia © NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA

As melhores imagens da cratera de Occator captadas até ao momento revelam pontos muito mais brilhantes do que o resto da superfície do planeta. Veja o vídeo.

A Agência Espacial Norte-americana (NASA) continua a investigar as manchas "luminosas" que a sonda Dawn encontrou na superfície de Ceres, mas ainda não tem explicação para esta misteriosa e inesperada característica do planeta anão.


As melhores imagens da cratera de Occator captadas até ao momento - com três vezes mais resolução do que as anteriores, de junho - revelam pontos muito mais brilhantes do que o resto da superfície do planeta.

"Em breve, a análise científica vai revelar a natureza geológica e química deste misterioso e fascinante cenário extraterrestre", disse Marc Rayman, o diretor da missão da Dawn.

Os cientistas notam ainda que as paredes da cratera são quase verticais, erguendo-se até 2km em alguns pontos.


Ceres é o maior corpo celeste na cintura de asteroides, entre Marte e Júpiter. A sonda Dawn, a primeira missão enviada até Ceres, tem a missão de mapear a sua superfície. As últimas imagens foram captadas a uma altitude de 1470 km.


sábado, 8 de agosto de 2015

Vídeo da NASA mostra montanha enorme em Ceres

Vídeo da NASA mostra montanha enorme em Ceres

Uma enorme montanha em Ceres - é a última novidade que vem do planeta-anão, visível num vídeo da NASA.

Ceres, o planeta-anão entre Marte e Júpiter, tem fascinado cientistas e opinião pública.

A NASA acaba de divulgar um vídeo, em animação 3D, que mostra como é a superfície de Ceres, a partir das imagens enviadas pela sonda "Dawn":


E, segundo a NASA, os pontos brilhantes em Ceres não são afinal gelo.

Outra novidade: vê-se uma grande montanha, que poderá ter até seis quilómetros de altitude, com riscos brilhantes nas encostas.

fonte: TSF

domingo, 26 de julho de 2015

Há neblina em Ceres, além dos pontos brilhantes?

Há neblina em Ceres, além dos pontos brilhantes?

NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Ceres, o planeta-anão, que a sonda Dawn tem vindo a observar, continua a surpreender: além dos pontos brilhantes, que ainda não têm explicação, terá sido detectada névoa.

Christopher Russell, da equipa que coordena as observações feitas em Ceres, divulgou os resultados preliminares da análise que às misteriosas manchas brancas na superfície do planeta.«

E os cientistas falam em névoa em Ceres!

Essas manchas brancas na superfície do planeta aparecem frequentemente envoltas naquilo que parece ser névoa.

Segundo os cientistas, a presença de neblina explica o que antes pareciam ser sais no planeta.

A confirmar-se a existência de névoa em Ceres, abre-se uma discussão entre a comunidade científica sobre as características da atmosfera no planeta-anão.

Dawn chegou a Ceres 6 de março de 2015; a 13 de agosto ficará no ponto mais perto de observação.

fonte: TSF

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Após as luzes brancas, descoberta de "pirâmide" em Ceres leva alguns a falar em "aliens"


Fotografia © NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

A NASA descreve a estrutura como "uma montanha de forma piramidal", mas alguns já se apressam a dizer que o monte, que se estima ter cinco quilómetros de altura, é uma pirâmide.

Uma fotografia de Ceres tirada pela NASA, em que é possível ver uma estrutura na superfície do planeta anão que se assemelha a uma pirâmide, está a chamar a atenção dos média, assim como de alguns grupos que se apressam a dizer que se trata de mais um indício de inteligência extraterrestre.

A fotografia da estrutura piramidal surge no meio do debate levantado pelas misteriosas luzes identificadas em Ceres. "Quanto mais nos aproximamos de Ceres, mais intrigante o longínquo planeta anão se torna", explica a NASA num comunicado lançado no site da missão.

As novas imagens enviadas pela nave espacial Dawn, que se aproxima cada vez mais do pequeno planeta anão que fica entre Marte e Júpiter, mostram "uma intrigante montanha em forma de pirâmide numa zona relativamente plana", conforme se lê na legenda da fotografia divulgada pela NASA. Estima-se que a montanha tenha cerca de cinco quilómetros de altura.

Alguns blogues e fórums especializados, porém, já começaram a falar na possibilidade de vida inteligente em Ceres, algo que foi ridicularizado por alguns. No blogue UFO Digest, por exemplo, uma colunista afirma que é "incrível" que uma pirâmide tenha sido descoberta em Ceres, "especialmente quando temos as nossas próprias pirâmides misteriosas aqui na Terra".

Um jornalista da CNN aproveitou para troçar dos apologistas da teoria da inteligência extraterrestre. "'Intrigante', dizem os cientistas da NASA. 'ALIENS!', grita a malta dos extraterrestres", lê-se na notícia da televisão norte-americana. Numa página do Reddit dedicada a objectos voadores não-identificados, um utilizador ridicularizava a descrição da imagem como uma pirâmide em Ceres. "Não é uma pirâmide, tem um ar natural e incrivelmente estúpido".

"Não estou a dizer que são extraterrestres... mas...." escreve o utilizador do Twitter Alex White.

A descoberta da estrutura piramidal surge no meio de um grande debate acerca da natureza das luzes que se veem na superfície do planeta. A sua razão de ser é, para já, desconhecida, e as primeiras imagens das luzes já circulam desde março, quando foi possível perceber que se tratavam de pequenos pontos de luz que, juntos, parecem formar grandes luzes. Enquanto não se sabe a explicação exata, a NASA deixa as pessoas votar naquela que lhes parece mais provável: vulcão, geyser, rocha, gelo ou depósito de sal, ou mesmo a opção "outras", que até ao momento está a vencer.

A nave espacial Dawn pertence à primeira missão a visitar um planeta anão. Chegou a Ceres a 6 de março de 2015. Ceres é um planeta anão, o maior objeto que orbita o Sol na cintura de asteroides que separa Marte de Júpiter.


domingo, 21 de junho de 2015

Nasa confirma a existência de objeto, com saliência de uma suposta pirâmide com 5 km de altura, no planeta anão Ceres


Na última quarta-feira, a NASA divulgou uma imagem que intrigou muitos cientistas.

A foto, registada pela sonda Dawn a 4,4 mil quilómetros do “objeto”, mostra uma espécie de saliência na superfície do planeta Ceres, o planeta anão localizado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Muitos acreditam se tratar de uma pirâmide!

De acordo com previsões da NASA, a suposta pirâmide teria 5km de altura - a maior pirâmide do Egipto, a de Gizé, possui apenas 140 metros -, o que tornaria mais complicada a teoria de que ela foi construída manualmente. O facto a ser levado em conta na descoberta, é que tal formação revela um antecedente geológico peculiar.

Outro facto curiosos da foto divulgada, é a existência dos pontos brilhantes na superfície do planeta anão. Essa percepção já existe há algum tempo e intriga o conhecimento de cientistas e especialistas. Ainda não foi possível determinar do que os pontos são compostos, mas acredita-se que sejam constituídos de gelo ou sal.


Também há uma hipótese de que os pontos brilhantes sejam resultado do ‘criovulcanismo’, no qual fendas com actividade vulcânica liberam substâncias voláteis, como água e metano, ao invés de lava.

Com o intuito de revelar todas essas dúvidas, os cientistas aguardam ansiosos a aproximação da sonda Dawn ao planeta, que deve acontecer nos próximos meses.

Ceres foi descoberto em 1801, por Giuseppe Piazzi, através de observação telescópica. Primeiramente, foi classificado como planeta e, depois, asteróide. Apenas em 2006 os cientistas o classificaram como planeta anão. De acordo com observação do Telescópio Espacial Hubble, sua superfície possui regiões mais escuras e locais de brilho proeminentes.

fonte: NASA / Foto: Reprodução / NASA


domingo, 14 de junho de 2015

Aquele brilho misterioso em Ceres? A NASA também não sabe o que é e deixa-o votar


Fotografia © NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

As opções fornecidas são vulcão, geyser, rocha, gelo, depósito de sal ou "outra".

Consegue adivinhar a explicação para o brilho misterioso detetado em Ceres? As duas luzes foram captadas no início de março pela sonda Dawn, da Agência Espacial Norte-americana (NASA), e até a sonda conseguir ver melhor, todos os palpites são válidos, considera a NASA, que pede a todos para votarem na página no Jet Propulsion Laboratory.

As opções fornecidas na página são vulcão, geyser, rocha, gelo ou depósito de sal.Quem não acha nenhuma destas uma resposta convincente pode sempre escolher "outras", que até agora vai à frente na votação.

A Dawn entrou na órbita de Ceres, o maior objeto da cintura de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter, em março. A sua composição e características geológicas são desconhecidas e os cientistas da NASA esperam conseguir obter informações mais precisas em breve.

Num comunicado divulgado pela NASA na altura, o investigador responsável pela câmara da sonda, Andreas Nathues, explicou que os dois pontos brilhantes foram uma descoberta "realmente inesperada" e "um mistério".

Em maio a NASA concluiu que o que pareciam ser dois pontos brilhantes eram afinal dois aglomerados de pontos mais pequenos. Mas a origem exata destas manchas brilhantes continua no entanto por esclarecer. E como o mistério parece fascinar o público que gosta de ciência aproveitou a oportunidade para estimular a conversa.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Estruturas possivelmente artificiais são encontradas em crateras de Ceres


Possíveis estruturas artificiais encontradas em cratera de Ceres (coloridas para dar realce às estruturas).

Como já é de conhecimento de muitos de nossos leitores, o planeta anão Ceres, localizado no cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter, tem intrigado os cientistas com suas luzes misteriosas presentes em uma de suas crateras. Embora a NASA tenha explicado estas luzes como sendo “provavelmente reflexo da luz solar em superfícies geladas“, vale lembrar que elas estão presentes mesmo quando o Sol não está incidindo diretamente na cratera em questão, como pode ser visto na foto abaixo.


Alegados “reflexos de superfícies geladas” continuam brilhando, mesmo quando o Sol não está incidindo diretamente sobre a cratera.

Agora, para adicionar ainda um pouco mais de intriga ao misterioso planetóide, o canal do YouTube secureteam10, postou um vídeo mostrando o que poderiam ser estruturas artificiais na superfície de Ceres.

Embora o vídeo de 11 minutos (abaixo) está narrado em inglês, mesmo aqueles que não dominam essa língua podem ter uma ideia do que está sendo comentado. A parte realmente intrigante inicia aos 3 minutos do vídeo.

Veja:


Vídeo via: secureteam10

A imagem original, de acordo com o canal do YouTube, foi extraída do seguinte link: 

fonte e leia mais OVNI Hoje

terça-feira, 12 de maio de 2015

NASA revela foto mais detalhada dos pontos brilhantes em Ceres


Fotografia © NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA

O mistério das duas manchas "luminosas" na superfície do planeta anão Ceres continua, mas imagem de maior definição revela que na realidade se tratam de vários pontos mais pequenos, muito próximos.

O que pareciam ser dois pontos brilhantes na superfície de Ceres são afinal dois aglomerados de pontos mais pequenos, revela uma foto em alta definição do planeta anão ontem divulgada pela NASA.

A origem exata destas manchas brilhantes continua no entanto por esclarecer. Uma observação detalhada da imagem que reproduzimos nesta página mostra o que parecem ser vários reflexos pequenos que se juntam de forma a parecerem duas manchas maiores.

A foto foi captada pela sonda americana Dawn no dia 6 de março, durante a sua primeira órbita para registar dados científicos. A sonda encontrava-se então a 13.600 quilómetros de distância. As imagens foram reunidas numa animação de toda a superfídie do planeta anão.


Os cientistas reconhecem que são precisas mais observações para concluir com exatidão a origem do fenómeno. Mas já podem afirmar que "a intensidade do brilho deve-se ao reflexo da luz do sol num material altamente refletivo, possivelmente gelo", segundo Chris Russell, o investigador principal da missão da NASA, citado pela BBC.

Ceres é o maior corpo celeste na cintura de asteroides, entre Marte e Júpiter. A sonda Dawn vai prosseguir a sua missão, aproximando-se do planeta anão - a próxima etapa, a iniciar no dia 6 de junho, será o mapeamento da superfície a uma distância de 4400 quilómetros.


domingo, 19 de abril de 2015

Vídeo. Nasa capta imagens de alta resolução do polo Norte de Ceres


A sonda Dawn, da Nasa, revelou as primeiras imagens em alta resolução da região norte do planeta anão Ceres, que se encontra na cintura de asteroides.

Imagens captadas pela sonda Dawn a 10 de abril foram hoje compiladas em vídeo e mostram o polo Norte do planeta anão Ceres na maior resolução até agora captada.


A Dawn encontra-se atualmente em órbita de Ceres, a cerca de 33 mil quilómetros de altitude deste corpo celeste que orbita o sol na região da cintura de asteroides - entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sonda permanecerá vários meses a estudar o planeta anão, pelo que as imagens hoje reveladas são apenas o princípio do que se espera que venha a ser uma longa missão capaz de enviar fotografias de grande detalhe de Ceres.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Missões da NASA podem acrescentar dois planetas ao sistema solar?


Na imagem comparativa da NASA, Plutão surge em baixo, com a sua lua Caronte, que tem quase metade do tamanho do planeta anãoFotografia © NASA

Missões da NASA podem relançar debate sobre estatuto dos dois objetos que já foram considerados planetas, Plutão e Ceres.

Pode Plutão voltar a ser um planeta? As missões da Agência Espacial norte-americana (NASA) aos planetas anões Ceres e Plutão podem contribuir para mudar a definição dos dois objetos, devolvendo-lhes o estatuto de planeta.

É pelo menos essa a expectativa de muitos astrónomos, que esperam que as missões tragam as respostas necessárias. A Dawn entra amanhã na órbita de Ceres e a New Horizons vai chegar a Plutão a 15 de julho.

Apesar de estarem na categoria de planeta anão desde 2006, Ceres e Platão cumprem várias condições para a definição de planeta estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU na sigla em inglês). Os dois orbitam à volta de uma estrela e ambos têm massa suficiente para serem esféricos, um efeito da sua própria gravidade. O que os diferencia dos planetas maiores é o facto de não cumprirem o terceiro critério da dominância orbital (quando um objeto domina a sua órbita, tendo afastado os outros objetos).

Mas ainda não existe um consenso quanto a esta condição ser considerada necessária para definir um objeto como planeta. Alguns astrónomos argumentam que a Terra também não conseguiria atingir a dominância orbital se estivesse situada na localização de Ceres e, como tal, não seria considerada um planeta pela definição da IAU.

"Espero que 2015 seja o ano em que um consenso geral, construído sobre o conhecimento destes dois objetos, permite devolver Plutão e acrescentar Ceres à nossa família de planetas", escreveu o astrónomo David Weintraub, da Universidade de Vanderbilt, na página Phys.org.

Ceres foi descoberto por Giuseppe Piazzi em 1801, 129 anos antes da descoberta de Plutão por Clyde Tombaugh. Começou por ser reconhecido como planeta, durante u, breve ano, passou a asteroide e atualmente é considerado um planeta anão. É o objeto maior da Cintura de Kuiper, entre Marte e Júpiter.

A existência de Plutão, por outro lado, estava prevista desde meados do século XIX, mas o planeta só foi encontrado em 1930 - 76 anos depois viu acrescentar a essa definição a palavra anão, numa votação que "perdeu" por 237 contra 157 votos.