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domingo, 3 de novembro de 2019

Cientista da NASA diz ter encontrado vida em Marte em 1976 mas descoberta foi ignorada

Marte

Gilbert V. Levin esteve na missão Viking a Marte em 1976 e garante que os resultados foram ignorados pela comunidade científica.

Se a descoberta de vida em Marte é apontada como uma meta muito importante da espécie humana, há um cientista que afirma que esta já foi atingida há 43 anos. Gilbert V. Levin, antigo cientista e astronauta da NASA, afirmou num artigo de opinião que durante uma missão nos anos 70, na qual o próprio participou, foram encontradas formas de vida em Marte, que foram depois ignorados pela agência espacial norte-americana. 

O artigo, com o nome "Estou Convencido que Encontrámos Provas de Vida em Marte nos anos 70", foi publicado no blog da revista científica Scientific American, e conta a história de como esta amostra recolhida foi analisada quatro vezes, tendo dado sempre resultado positivo, mas a NASA concluiu que o organismo era apenas capaz de "imitar vida", não tendo vida em si. 

"Inexplicavelmente, 43 anos depois da Viking, nenhum dos subsequentes exploradores de Marte fez testes de deteção de vida para dar seguimento a estes resultados", aponta Levin no seu artigo. "Em vez disso a agência lançou missões para determinar se Marte seria um habitat propício para o desenvolvimento de vida, e se sim, para recolher amostrar para exame biológico na Terra." 

Segundo o cientista, estes dados deveriam voltar a ser vistos por um painel de especialistas, em conjunto com cerca de 20 outras descobertas que podem ser a chave para perceber se há ou não vida em Marte.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Cientista da NASA diz ter encontrado vida em Marte em 1976 mas descoberta foi ignorada


Gilbert V. Levin esteve na missão Viking a Marte em 1976 e garante que os resultados foram ignorados pela comunidade científica.

Se a descoberta de vida em Marte é apontada como uma meta muito importante da espécie humana, há um cientista que afirma que esta já foi atingida há 43 anos. Gilbert V. Levin, antigo cientista e astronauta da NASA, afirmou num artigo de opinião que durante uma missão nos anos 70, na qual o próprio participou, foram encontradas formas de vida em Marte, que foram depois ignorados pela agência espacial norte-americana. 

O artigo, com o nome "Estou Convencido que Encontrámos Provas de Vida em Marte nos anos 70", foi publicado no blog da revista científica Scientific American, e conta a história de como esta amostra recolhida foi analisada quatro vezes, tendo dado sempre resultado positivo, mas a NASA concluiu que o organismo era apenas capaz de "imitar vida", não tendo vida em si.

"Inexplicavelmente, 43 anos depois da Viking, nenhum dos subsequentes exploradores de Marte fez testes de deteção de vida para dar seguimento a estes resultados", aponta Levin no seu artigo. "Em vez disso a agência lançou missões para determinar se Marte seria um habitat propício para o desenvolvimento de vida, e se sim, para recolher amostrar para exame biológico na Terra." 

Segundo o cientista, estes dados deveriam voltar a ser vistos por um painel de especialistas, em conjunto com cerca de 20 outras descobertas que podem ser a chave para perceber se há ou não vida em Marte.


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Tardígrados: estes pequenos seres invencíveis estarão agora a viver na Lua




Com apenas meio milímetro de comprimento, estes seres vivos podem vir a ser os únicos organismos a passar anos de vida na Lua. Resistem a radiação severa e a temperaturas extremamente negativas.

Minúsculos e resistentes, capazes de sobreviverem em temperaturas de -272 até 150 graus Celsius e conhecidos por suportarem mil vezes mais radiação do que aquela que o ser humano consegue suportar. Estes são os tardígrados e serão, neste momento, os únicos habitantes da Lua.

Isto porque a sonda espacial israelita Beresheet - desenhada para ter sido a primeira sonda privada a aterrar no nosso satélite, até que se despenhou, em abril, levava a bordo alguns milhares destes animais. E é provável que tenham sobrevivido ao impacto -- e ao vácuo do espaço -- não tivessem eles a alcunha de "invencíveis".

Nova Spivack, fundador da Arch Mission Foundation, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é criar "um backup biológico do planeta Terra", disse à revista Wired que tinha muito a perder na missão Beresheet. A sonda levava para a Lua uma "biblioteca lunar", um arquivo do tamanho de um DVD e que continha 30 milhões de páginas de informações, amostras de ADN humano e milhares de tardígrados. "Podem ser a única coisa sobrevivente desta missão", afirmou Spivack.

Descobertos no século XVIII pelo zoólogo alemão Johann August Ephraim Goeze, têm apenas meio milímetro de comprimento e assemelham-se a larvas de oito pernas. Resistentes como nenhuns outros, já foram encontrados em topos de montanhas, em desertos escaldantes e em lagos subglaciais na Antártida.

Os tardígrados foram enviados em estado de hibernação ou de desidratação - o que acontece quando os organismos reconhecem que o ambiente é hostil - mas têm a capacidade de acordar e voltar a hidratar-se. Cientistas já conseguiram "ressuscitar" tardígrados que passaram até 10 anos neste estado desidratado, embora em alguns casos possam sobreviver por muito mais tempo sem água. Em 2007, os cientistas descobriram que os tardígrados inativos são tão resistentes que podem sobreviver à radiação severa e ao vácuo gelado das viagens espaciais.

Lukasz Kaczmarek, especialista em tardígrados e astrobiólogo da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznań, disse ser bem possível que os animais tenham sobrevivido ao desastre da sonda na Lua.

"Os tardígrados podem sobreviver a pressões comparáveis ​​às que são criadas quando asteroides atingem a Terra, então um pequeno acidente como este não é nada para eles", afirmou, citado pelo Guardian. "Os animais poderiam sobreviver na Lua durante anos", acrescentou.

Os tardígrados desidratados podem voltar à vida após anos em estado inativo: basta mergulhá-los na água. Depois, tornam-se ativos novamente e alimentam-se e reproduzem-se normalmente. O que para não acontecerá na Lua - até que alguém lhe leve água.

Bela Adormecida ou o segredo da juventude

"Não podem colonizar a Lua porque não há atmosfera nem água líquida", disse Kaczmarek. "Mas poderia ser possível trazê-los de volta à Terra e depois mergulhá-los em água. Deveriam ressuscitar", defende.

Kaczmarek está igualmente a explorar o próprio processo de envelhecimento dos tardígrados adormecidos, através de um modelo que chamou de Bela Adormecida, uma vez que o organismo, quando volta à vida, tem a mesma idade biológica de quando "adormeceu".

Philippe Reekie, um astrobiólogo da Universidade de Edimburgo, concordou que não havia razão para pensar que os tardígrados desidratados não sobreviveriam ao ambiente lunar. "O principal problema na Lua é o vácuo e a alta radiação, mas já se comprovou que os tardígrados sobrevivem a estas condições". resumiu.

No entanto, se os tardígrados estivessem em estado ativo na altura do impacto, poderiam ter morrido. "No seu estado normal, podemos matá-los facilmente", disse. "Matamos muitos deles acidentalmente porque os submetemos a frio extremo de forma muita rápida", acrescentou.


sábado, 3 de agosto de 2019

Dois milhões preparam-se para libertar extraterrestres de base secreta nos EUA

Resultado de imagem para Área de Teste 51,

Dois milhões de pessoas prometeram juntar-se no dia 20 de setembro para invadirem uma base da Força Aérea dos Estados Unidos, de modo a conhecerem e libertarem os extraterrestres que alegadamente estão naquele lugar.

Segundo noticia esta quinta-feira a agência Efe, a ideia começou como uma brincadeira na rede social Facebook, mas os militares já avisaram que não será permitida a entrada a civis na Área de Teste 51, localizada perto do Aeroporto de Homey e do lago Groom, no estado do Nevada.

Durante várias décadas, os aficionados de objetos voadores não identificados e de supostas visitas de extraterrestres alimentaram especulações em torno das operações militares secretas na Área 51.

Uma das teorias sobre o local é que estão ali depositados os restos de uma suposta nave extraterrestre que teria caído em Roswell, no Novo México, em julho de 1947.

A base em questão não está classificada como uma área secreta, mas todas as investigações e operações ali realizadas são consideradas como de máximo segredo e a Agência Central de Inteligência (CIA) reconheceu publicamente a existência dessa instalação pela primeira vez em 2013.

Em junho, um utilizador do Facebook lançou a ideia de uma mobilização em massa de civis para libertar os extraterrestres, com o título de "Vamos invadir a Área 51: Não nos podem parar a todos".

"Vamos encontrar-nos na atração do Alien Tourist Center e coordenar a nossa entrada. Se corrermos juntos, podemos mover-nos mais depressa do as balas", é possível ler-se na convocatória que é concluída com uma mensagem contundente: "Vamos ver os alienígenas".

As reações à ideia são várias, desde o entusiasmo daqueles que acreditam realmente na presença de extraterrestres na base militar até à partilha de 'memes' com imagens de figuras verdes e vários símbolos da cultura "freak", como o personagem Sheldon Cooper, da série televisiva "Big Bang Theory".

Por outro lado, a convocatória deixou os 54 habitantes de Rachel, a localidade mais próxima da Área 51, preocupados.

Rachel tem apenas quatro negócios e uma pousada e a última bomba de gasolina encerrou no ano de 2006, pelo que quem quiser ali chegar deve abastecer os seus veículos em Alamo, a 80 quilómetros de distância.

Na pousada de Rachel já não há quartos disponíveis, assim como em Alamo, onde todos hotéis já estão com lotação esgotada.

O chefe da polícia do Condado Lincoln, Kerry Lee, admitiu à estação de televisão norte-americana CNN que as autoridades terão várias dificuldades em controlar o grupo enorme de pessoas que tenciona deslocar-se à Área 51.

"Poderíamos lidar com cerca de mil pessoas, mas com grandes dificuldades. Que o céu nos proteja se 5000 pessoas vierem. Isso duplicaria a população de todo o condado", declarou o chefe da polícia.

Outra preocupação de Lee é o perigo intrínseco na área desértica, em pleno Verão e com recursos de resgate limitados.

fonte: Expresso

Mundo promissor: NASA encontra '1ª Super Terra próxima' que pode abrigar vida alienígena


Um grande salto acaba de ser dado na busca por vida alienígena com a descoberta de um novo planeta localizado a cerca de 31 anos-luz de distância da Terra.

A NASA, com a ajuda de seu telescópio espacial TESS, conseguiu encontrar a "primeira Super Terra próxima" e determinou que as condições de vida no planeta lhe permitem vir a ser habitável, escreve o jornal britânico Mirror.

Embora seu nome oficial seja GJ 357 d, os pesquisadores chamaram o planeta de 'Super Terra', pois é muito maior do que nosso próprio planeta, e com condições semelhantes.

"Isto é emocionante, pois esta é a primeira Super Terra próxima da humanidade que poderia abrigar vida - descoberta com a ajuda da TESS, nossa pequena e poderosa missão com um enorme alcance”, disse a líder do estudo, Dra. Lisa Kaltenegger.

Kaltenegger explica que, "com uma atmosfera densa, o planeta GJ 357 d poderia manter água líquida na sua superfície como a Terra" e, dessa forma, "poderíamos recolher sinais de vida com telescópios, dados que em breve estarão online".



GJ 357 d: Super Terra próxima potencialmente habitável está localizada a apenas 31 anos-luz de nós.

O GJ 357 d é um dos três planetas que orbitam sua estrela. Junto com ele estão o GJ 357 b (chamado 'Terra quente', cerca de 22% maior que a Terra), e GJ 357 c, que é pelo menos 3,4 vezes maior que o nosso planeta.

Os cientistas acreditam que o GJ 357 d poderia proporcionar condições perfeitas, enquanto o GJ 357 b e o GJ 357 c são provavelmente muito quentes para abrigar vida.

A equipe agora espera estudar o planeta mais a fundo para determinar suas condições.

"Nós construímos os primeiros modelos de como este novo mundo poderia ser […] Só de saber que a água líquida pode existir na superfície deste planeta motiva os cientistas a encontrar formas de detectar sinais de vida", explica Jack Madden, que também trabalhou no estudo.

fonte: Sputnik News

sábado, 27 de julho de 2019

Cientistas podem ter encontrado o “elo perdido” da origem da vida na Terra


Uma equipa de cientistas da University College London (UCL) demonstrou que os peptídeos, moléculas fundamentais para a vida, podem ter-se formado na Terra primitiva sob condições diferentes das consideradas até agora.

Em comunicado, os cientistas explicam que os peptídeos, que são formados por cadeias de aminoácidos, são um elemento essencial para toda a vida na Terra uma vez que constituem o tecido das proteínas e servem como “catalisadores de processos biológicos”.

No entanto, os peptídeos exigem enzimas para controlar a sua formação a partir de aminoácidos. Assim, surge “o problema clássico do ovo e da galinha: como se formaram as primeiras enzimas?”, questiona Matthew Powner, o principal autor do estudo, cujos resultados foram esta mês publicados na revista científica Nature.

A maioria das investigações anteriores concentrou-se em descobrir como é que os peptídeos foram formados, concentrando-se no estudo de aminoácidos, em vez de estudar a reatividade dos aminonitrilos (precursores químicos de aminoácidos).

Tradicionalmente, acredita-se que os aminonitrilos requerem condições extremas – fortemente ácidas ou alcalinas – para que possam formar aminoácidos, e que os aminoácidos precisam de ser carregados com energia para formar peptídeos.

Agora, os cientistas propõem um caminho mais direto para a formação de peptídeos, sugerindo que estes poderiam formar-se diretamente a partir de aminonitrilos ricos em energia, escreveram os autores no mesmo estudo.

Para provar a teoria, os cientistas combinaram sulfureto de hidrogénio com aminonitrilos e o substrato químico ferricianeto em água, obtendo assim peptídeos. Desta forma, a equipa conseguiu demonstrar que os aminonitrilos podem formar ligações peptídicas na águapor conta própria e de forma mais fácil do que os aminoácidos.

De acordo com a equipa que levou o estudo a cabo, este processo de formação pode ter ocorrido nas condições primitivas da Terra, há milhões de anos.

“Esta é a primeira vez que se demonstrou de forma convincente que os peptídeos se formam sem o uso de aminoácidos na água, usando condições relativamente suaves que provavelmente estiverem disponíveis na Terra primitiva”, explicou o co-autor do estudo, Saidul Islam, citado na mesma nota de imprensa.

Os cientistas acreditam que as descobertas serão muito úteis para o estudo da abiogénese (hipótese que admitia a formação dos seres vivos a partir de matéria não viva), para a procura de vida no Universo e também para a formação de materiais sintéticos bio-ativos, uma vez que o novo método seria mais eficiente e lucrativo.

fonte: ZAP

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O oceano interno de Encélado tem a “idade perfeita” para conter vida


O oceano interior de Encélado tem, muito provavelmente, mil milhões de anos de idade. Isto significa que pode ter a idade perfeita para abrigar vida.

Esta é a conclusão de uma investigação, levada a cabo por Marc Neveu, do Goddard Space Flight Center da NASA. A equipa de cientistas usou várias simulações para calcular a idade de Encélado, analisando dados recolhidos pela sonda Cassini, que orbitou o planeta Saturno durante 13 anos.

Um dos principais presentes que a Cassini nos deu foi a descoberta de que o sexto maior satélite natural de Saturno tinha um oceano subterrâneo cheio de fontes hidrotermais. À Live Science, Neveu confessou que é verdadeiramente “surpreendente ver um oceano hoje em dia”. “É uma lua muito pequena e, normalmente, não se espera que coisas pequenas sejam muito ativas, mas sim um bloco morto de rocha e gelo.”

Além de ser provável que a lua tenha um oceano, os cientistas adiantam agora que esta lua gelada tem o habitat necessário para albergar vida, incluindo fontes de energia química e fontes de elementos essenciais como carbono, nitrogénio, hidrogénio e oxigénio. “Mas há uma outra dimensão de habitabilidade: o tempo”, alertou Neveu.

Se o oceano fosse muito jovem, não teria tido tempo suficiente para misturar todos estes ingredientes e criar vida, adianta o cientista. Além disso, se o oceano gelado tivesse apenas um milhão de anos, as pequenas faíscas de vida não teriam tido tempo para se espalhar os suficiente e serem detetados pelos seres humanos.

Por outro lado, se o oceano fosse demasiado velho, a “bateria” do planeta poderia estar a ficar sem combustível, ou seja, as reações químicas necessárias para sustentar vida poderiam ser interrompidas, explica o Europa Press.

Mas o oceano subterrâneo de Encélado pode ter a idade perfeita. Num artigo científico publicado na revista Nature Communications, os investigadores explicam como chegaram a esta conclusão.

Neveau e a sua equipa estimaram a idade do oceano, executando mais de 50 simulações e ligando vários parâmetros com base nas medições realizadas pela Cassini, comos as órbitas das luas de Saturno, a radioatividade das rochas de Encélado e os próprios palpites dos especialistas sobre a idade da lua e a sua formação.

A simulação que melhor reproduziu as condições atuais da lua gelada estimou que o oceano tinha mil milhões de anos. No entanto, Neveu adverte que esta estimativa de idade foi baseada numa única simulação em embora coincida com muitas das condições vistas em Encélado, não cabe em todas elas.

fonte: ZAP

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Nova descoberta da NASA apontaria indícios de vida em Vénus


Vénus poderia ter hospedado formas de vida no passado, indica nova descoberta da NASA, mostrando que o planeta já foi semelhante à Terra, afirma Brian Cox.

Por inúmeras vezes, Vénus foi referido como o "planeta irmão" da Terra, devido a tamanho, massa e composição semelhantes ao do nosso planeta. Entretanto, a pressão atmosférica do planeta é 92 vezes maior do que a da Terra, segundo o jornal britânico Express.

Além disso, ele é o planeta mais quente do Sistema Solar, com uma temperatura média de 500 °C, embora Mercúrio esteja mais próximo do Sol.

"As temperaturas da superfície em Vénus são mais quentes do que as de Mercúrio", afirmou Brian Cox numa nova série da BBC, adicionando que "em alguns milhões de anos após formação, a superfície de Vénus esfriou e o planeta se encontrava a uma distância certa do Sol jovem para que Vénus experimentasse uma vista familiar para nós na Terra".

"Os céus se abriram e grandes torrentes inundaram a superfície, rios de água correram e Vénus passou a ser um mundo oceânico", destacou o pesquisador, que ainda disse que "a atmosfera do planeta permitiu que ele fosse sustentado pelos oceanos como um cobertor, mantendo a temperatura da superfície graças ao efeito estufa".

"À medida que o Sol envelhece, a estrela queima cada vez mais e mais quente [...], isso significa que no passado, quando o Sol era mais jovem, o planeta era mais frio e isso tem um grande impacto nos planetas", ressaltou.

Ele também revelou que Vénus possuía todas as propriedades necessárias para abrigar vida, pois o planeta era frio e húmido.

fonte: Sputnik News

As luas fora do Sistema Solar podem esconder vida extraterrestre


As luas que orbitam planetas fora do Sistema Solar (exoluas) podem abrigar vida extraterrestre, segundo sustentam astrofísicos numa nova investigação.

Os planetas para lá do Sistema Solar são já mais de 4000, mas apenas uma pequena fatia destes mundos está na chamada zona habitável, isto é, tem condições para abrigar vida.

No entanto, e contrariando as baixas possibilidades de habitabilidade, alguns exoplanetas podem ter os seus próprios satélites (exoluas) com água no estado líquido. Partindo deste pressuposto, os cientistas defendem que as exoluas devem ser tidas em conta quando se procura por vida extraterrestre.

“Estas luas podem ser aquecidas no seu interior pela atração gravitacional do planeta que orbitam. Por isso, podem conter água líquida mesmo estando fora da zona habitável, onde encontramos planetas semelhantes à Terra”, explicou Phil Sutton, cientista da Universidade de Lincoln, no Reino Unido.

Caso os cientistas consigam detetar as exoluas, estes satélites podem ser a chave para a tão procurada vida extraterrestre. “Acredito que, se pudermos encontrá-las, as luas oferecem um caminho mais promissor para encontrar vida extraterrestre”, frisou.

Devido ao seu tamanho e à distância a que se encontram da Terra, as exoluas são extremamente difíceis de encontrar. Por isso, explicou Sutton, os cientistas terão que debruçar o seu trabalho de localização através do efeito que produzem nos objetos à sua volta, como é o caso dos anéis planetários.

Para a nova investigação foram utilizadas simulações computorizadas para modelar os anéis em torno do exoplaneta J1407b, que são 200 vezes maiores do que os de Saturno. Sutton quis perceber se o espaço entre as luas era o resultado da ação das luas.

O estudo apontou que, apesar de as luas influenciarem a dispersão de partículas ao longo da borda do anel neste exoplaneta, é improvável que as lacunas tenham sido causadas por forças gravitacionais de uma lua desconhecida.

Apesar dos resultados inconclusivos, pesquisas publicadas anteriormente sugerem que existem muitas lacunas no maciço “disco formador da lua” do exoplaneta J1407b, que podem ser explicadas pelas exoluas.

A investigação, que será publicado na revista científica Monthly Notices da Astronomical Society, está disponível para visualização no arquivo de pré-publicação arXiv.

fonte: ZAP

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Novo sistema de monitorização é capaz de encontrar vida extraterrestre, diz cientista


O novo instrumento destinado a buscar vida extraterrestre no sistema estelar Alpha Centauri começou a operar, informou o portal.

Segundo o site Space.com, o instrumento para monitorização do sistema estelar Alpha Centauri (NEAR, na sigla em inglês) foi colocado em funcionamento em 23 de maio. Os membros do projecto comunicaram sobre isso na segunda-feira (10).

NEAR é um cronógrafo térmico que foi instalado no Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês) no Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile.

"NEAR é o primeiro e (até hoje em dia) único projecto que é capaz de fotografar exoplanetas habitáveis", declarou o cientista Olivier Guyon.

"Ele marca um momento importante. Dedos cruzados – esperamos que um grande planeta habitável esteja orbitando no sistema estelar Alpha Centauri A ou B", disse ele.

NEAR é capaz de detectar planetas com tamanho superando duas vezes ou mais o da Terra, revelam os membros do projecto.

"Os seres humanos são exploradores naturais [...] É tempo de descobrirmos o que está para além do próximo vale. Este telescópio vai nos permitir olhar para mais longe", disse o membro do projecto Yuri Milner.


© FOTO: ESO/ NEAR COLLABORATION Instrumento para monitorização do sistema estelar Alpha Centauri

O Alpha Centauri é o sistema estelar mais próximo do Sistema Solar e fica a uma distância de 4,37 anos-luz. Duas das três estrelas que compõem o sistema são vizinhas semelhantes ao Sol e constituem um sistema binário chamado Alpha Centauri AB. A terceira estrela, Proxima Centauri, é uma estrela anã vermelha mais afastada das outras.

fonte: Sputnik News

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O planeta 'Proibido' foi encontrado no 'Deserto Neptuniano'


Um exoplaneta menor que Neptuno com sua própria atmosfera foi descoberto no deserto de Neptuniano, por uma colaboração internacional de astrónomos, com a Universidade de Warwick assumindo um papel de liderança.

Novas pesquisas, lideradas pelo Dr. Richard West, incluindo o Professor Peter Wheatley, o Dr. Daniel Bayliss e o Dr. James McCormac, do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick, identificaram um planeta proibido.

A NGTS está situada no Observatório Paranal do Observatório Europeu do Sul, no coração do Deserto do Atacama, no Chile. É uma colaboração entre as universidades britânicas Warwick, Leicester, Cambridge e Queen's University, em conjunto com o Observatoire de Genève, DLR Berlin e Universidad de Chile.

NGTS-4b, também chamado de "O Planeta Proibido" pelos pesquisadores, é um planeta menor que Neptuno, mas três vezes o tamanho da Terra.

Tem uma massa de 20 massas terrestres e um raio 20% menor que Neptuno, e tem 1000 graus Celsius. Ele orbita em torno da estrela em apenas 1,3 dias - o equivalente da órbita da Terra em torno do sol de um ano.

É o primeiro exoplaneta de seu tipo encontrado no deserto de Neptuno.

O deserto de Neptuno é a região próxima a estrelas onde não há planetas do tamanho de Neptuno. Esta área recebe forte irradiação da estrela, significando que os planetas não retêm sua atmosfera gasosa à medida que evaporam deixando apenas um núcleo rochoso. 

No entanto, a NGTS-4b ainda tem sua atmosfera de gás.

Ao procurar por novos planetas, os astrónomos procuram um mergulho à luz de uma estrela - isto é, o planeta orbitando e bloqueando a luz. Normalmente, apenas quedas de 1% ou mais são captadas por buscas no solo, mas os telescópios NGTS podem registar apenas 0,2%

Pesquisadores acreditam que o planeta pode ter entrado no deserto de Neptuniano recentemente, 1 milhão de anos, ou era muito grande e a atmosfera ainda está evaporando.

Dr. Richard West, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, comenta:

"Este planeta deve ser resistente - está bem na zona em que esperávamos que os planetas do tamanho de Neptuno não pudessem sobreviver. É verdadeiramente notável que encontramos um planeta em trânsito através de uma estrela com menos de 0,2% - isso nunca foi feito antes por telescópios terrestres, e foi óptimo encontrar depois de trabalhar neste projecto durante um ano.

"Agora estamos vasculhando dados para ver se podemos ver mais planetas no deserto de Neptuno - talvez o deserto seja mais verde do que se pensava."

fonte: Phys

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Descobrem 18 exoplanetas do tamanho da Terra


Um deles é um dos mais pequenos conhecidos até agora; outro poderia oferecer condições favoráveis ​​à vida.

Um total de 18 planetas do tamanho da Terra foram descobertos além do sistema solar. Os mundos são tão pequenos que pesquisas anteriores os ignoraram. 

Pesquisadores do Instituto Max Planck para Sistema Solar Research (MPS), da Universidade de Goettingen e Sonneberg Observatory, reanalisaram ​​alguns dos dados telescópio espacial Kepler da NASA com um método novo e mais sensível que eles desenvolveram. 

A equipe estima que seu novo método tem o potencial de encontrar mais de 100 exoplanetas extras em todo o conjunto de dados da missão Kepler. 

Até agora, mais de 4000 planetas orbitando estrelas fora do nosso sistema solar são conhecidos. Destes chamados exoplanetas, cerca de 96% são significativamente maiores que nossa Terra, a maioria deles mais comparável às dimensões dos gigantes gasosos Neptuno ou Júpiter. No entanto, é provável que essa percentagem não reflicta as condições reais no espaço, já que os planetas pequenos são muito mais difíceis de rastrear do que os grandes. Além disso, mundos pequenos são alvos fascinantes na busca de planetas potencialmente habitáveis, semelhantes à Terra, fora do sistema solar. 


O planeta EPIC 201238110.02 (a verde) é o único dos recentemente identificados que tem a temperatura certa para ter água líquida na sua superfície. 

Os 18 mundos recém-descobertos enquadram-se na categoria de planetas do tamanho da Terra. O menor deles tem apenas 69% do tamanho da Terra; o maior é apenas mais que o dobro do raio da Terra. E eles têm outra coisa em comum: os 18 planetas não puderam ser detectados nos dados do Telescópio Espacial Kepler até ao momento. Os algoritmos de pesquisa comuns não eram suficientemente sensíveis. 

Na busca por mundos distantes, os cientistas frequentemente usam o chamado método de trânsito para procurar estrelas com gotas de brilho recorrentes periodicamente. Se uma estrela tem um planeta cujo plano orbital está alinhado com a linha de visão da Terra, o planeta esconde uma pequena fracção da luz das estrelas quando passa em frente à estrela uma vez por órbita. 

"Algoritmos de busca padrão tentam identificar quedas súbitas no brilho", explica Rene Heller, da MPS, primeiro autor do novo estudo. 

"No entanto, um disco estelar parece um pouco mais escuro na borda do que no centro. Quando um planeta se move na frente de uma estrela, portanto, inicialmente bloqueia menos luz estelar do que no meio do trânsito. A atenuação máxima da estrela aparece no centro do tráfego, pouco antes da estrela se tornar gradualmente mais brilhante ", explica. 


O novo algoritmo não procura por quedas abruptas de brilho como os algoritmos anteriores. Em vez disso, concentra-se na diminuição característica e recuperação gradual que ocorre quando o tráfego começa e termina. 

Os planetas grandes tendem a produzir variações brilhantes e profundas no brilho de suas estrelas hospedeiras, de modo que a variação subtil de brilho da estrela no centro até a ponta dificilmente desempenha um papel na sua descoberta. Os pequenos planetas, no entanto, apresentam imensos desafios aos cientistas. Seu efeito sobre o brilho estelar é tão pequeno que é extremamente difícil distingui-lo das flutuações naturais do brilho da estrela e do ruído que necessariamente vem com qualquer tipo de observação. 

A equipe de René Heller agora conseguiu demonstrar que a sensibilidade do método de trânsito pode ser significativamente melhorada, se uma curva de luz mais realista for assumida no algoritmo de busca. 

"Nosso novo algoritmo ajuda a traçar uma imagem mais realista da população de exoplanetas no espaço", resume Michael Hippke, do Observatório de Sonneberg. Este método é um importante passo em frente, especialmente na busca de planetas semelhantes à Terra. 

"A maioria dos novos planetas orbita sua estrela mais perto do que seus conhecidos companheiros planetários. As superfícies desses novos planetas, portanto, provavelmente têm temperaturas bem acima de 100 graus Celsius; alguns até têm temperaturas até 1000 graus centígrados. Apenas um dos corpos é uma excepção: provavelmente orbita sua estrela anã vermelha dentro da chamada zona habitável. A essa distância favorável de sua estrela, este planeta pode oferecer condições sob as quais a água líquida poderia aparecer na sua superfície, um dos requisitos básicos para a vida como a conhecemos na Terra. 

Os cientistas descrevem seus resultados na revista Astronomy & Astrophysics.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

O exoplaneta mais tórrido já descoberto tem valiosas terras raras


A 650 anos-luz da Terra, o KELT-9 b, o exoplaneta mais quente até agora descoberto, tem assinaturas de alguns dos cobiçados minerais de terras-raras. 

Além das assinaturas de ferro gasoso e titânio encontradas na sua atmosfera, a nova investigação, cujos cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Astronomy & Astrophysics, aponta também para assinaturas de sódio, magnésio, crómio e escândio, bem como ítrio.

KELT-9 localiza-se na constelação de Cygnus. O seu exoplaneta – KELT-9 b – exemplifica o exemplar mais extremo de um Júpiter quente, uma vez que orbita muito perto do seu astro, que é duas vezes mais quente do que o Sol.

Com este calor, todos os elementos acabam por vaporizar quase por completo e as moléculas são divididas nos seus átomos constituintes, tal como acontece nas camadas externas das estrelas. Ou seja, a atmosfera deste mundo não contêm nuvem nem aerossóis, e o céu é claro, principalmente à luz da sua estrela.

Com esse calor, todos os elementos vaporizam quase completamente e as moléculas são divididas em seus átomos constituintes, como nas camadas externas das estrelas. Isso significa que a atmosfera não contém nuvens ou aerossóis e o céu é claro, transparente na sua maioria à luz da sua estrela.

Os átomos que compõem o gás na atmosfera absorvem a luz em cores muito específicas no espectro, e cada átomo tem uma “impressão digital” única das cores que absorve. Estas impressões digitais podem ser medidas com um espectrógrafo sensível instalado num telescópio de grandes dimensões, que permite aos astrónomos estuda a composição química das atmosferas dos planetas que estão a muitos anos-luz de distância.

Uma equipa de cientistas recorreu agora a esta técnica, tendo descoberto algo muito interessante: “Recorrendo ao espectrógrafo HARPS-North no Telescópio Nacional Italiano, na ilha de La Palma, encontramos átomos de ferro e titânio no ambiente tórrido do KELT-9 b”, explica Kevin Heng, diretor e professor no Center for Space and Habitabilty (CSH) na Universidade de Berna, na Suíça, citado em comunicado.

A equipa observou o sistema KELT-9 pela segunda vez no verão passado, visando confirmar deteções anteriores, mas também procurar elementos adicionais. O estudo incluiu 73 átomos, alguns quais metais de terras raras.

Tal como o nome indica, as terras raras são elementos incomuns na Terra, apesar de serem altamente cobiçados pela sua utilidade em materiais e dispositivos tecnológicos avançados, podendo ser usadas em baterias de smartphones ou carros elétricos. Na tabela periódica, estas “preciosidades” posicionam-se na segunda linha a partir da parte inferior, indo do elemento com o lantânio ao lutécio, abrangendo ainda o escândio o ítrio (39).

Os elementos que constituem o grupo das terras raras foram inicialmente isolados sob a forma de óxidos, recebendo então a designação de “terras”, à época a denominação genérica dada aos óxidos da maioria dos elementos metálicos. Por apresentarem propriedades muito similares e por serem de difícil separação, foram considerados “raros” – tendo daí resultado a denominação terras raras, ainda hoje utilizada.

“A nossa equipa previu que o espectro deste planeta poderia funcionar bem, ser um tesouro onde pode ser possível detetar uma infinidade de compostos que não foram observados na atmosfera de qualquer outro planeta até então”, afirmou Jens Hoeijmakers, do CSH), outro dos autores do estudo.

“Com mais observações, muitos mais elementos podem ser descobertos utilizando a mesma técnica na atmosfera deste planeta no futuro, e talvez também possamos encontrar estes elementos noutros planetas com temperaturas igualmente altas”, completou.

Heng completa, considerando que a descoberta pode ser importante para várias áreas científicas, entre as quais a Astrobiologia. “As possibilidades de um dia encontrarmos as chamadas bioassinaturas, ou seja, sinais de vida, num exoplaneta, recorrendo às mesmas técnicas, são boas (…) Em última análise, queremos usar a nossa pesquisa para entender a origem e o desenvolvimento do Sistema Solar, bem como a origem da vida”, rematou.

fonte: ZAP

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cientista da NASA afirma que existe vida em Marte


Alguns astrobiólogos teorizam que antigamente Marte tinha um ambiente ainda mais adequado para a vida do que a versão mais jovem da Terra.

Assumindo que Marte já foi um planeta onde existiu vida, isto significa que ainda a tem, mesmo que esteja escondida algures debaixo da superfície do planeta, afirma Michael Finney, cofundador da The Genome Partnership, uma organização sem fins lucrativos que organiza as conferências Advances in Genome Biology and Technology.

"Se havia vida em Marte, esta pode ter se movido, pode ter se escondido um pouco, mas provavelmente ainda está lá", afirma o cientista. Há quatro biliões de anos, a superfície marciana era um mundo mais húmido, abundante em rios, lagos e vastos oceanos. No entanto, Marte deixou de ser habitável junto com a perda de seu campo magnético global, abrindo caminho para que partículas nocivas do Sol atingissem a atmosfera do planeta.

O processo que transformou Marte no planeta seco e frio que hoje é foi observado e registado pela NASA. Apesar de não haver água corrente na sua superfície, a água pode realmente existir no subsolo de acordo com os dados recolhidos.

Alguns astrobiólogos afirmam que Marte foi um berço mais propício à vida do que a Terra na sua primeira etapa, com uma hipótese científica cada vez mais consensual de que a vida foi trazida para a Terra por meteoritos compostos por rochas marcianas.

A pesquisa actual mostra uma ausência de evidências de vida no ar marciano, mas a NASA observou, não há muito tempo, alguns indícios estranhos: o Curiosity Rover descobriu sinais de metano numa cratera. A sonda da NASA tem vindo a examinar a cratera de Gale desde 2012, e estabeleceu que a concentração de metano na atmosfera da cratera tem períodos sazonais.

O metano é um composto orgânico gerado, na Terra, por fontes que incluem micróbios e outros organismos semelhantes. Assim, segundo esta teoria, pode ainda existir vida em Marte. Na verdade, pode haver outras explicações, como processos abióticos devido à reacção da água quente com rochas específicas. Mas, mesmo que o metano de Marte seja de origem orgânica, as criaturas que o geraram podem estar mortas por muito tempo.

Michael Finney, da The Genome Partnership, no entanto, se recusa a perder a esperança, dizendo: "Se Marte teve vida há 4 biliões de anos, Marte ainda tem vida. Nada aconteceu em Marte que tivesse destruído a vida", afirma ele.

fonte: Sputnik News

domingo, 28 de abril de 2019

Aliens estão a procriar com humanos para salvar a Terra, diz investigador


O académico defende ainda, no livro agora publicado, que a espécie híbrida será a salvação do planeta.

Um académico do Instituto Oriental de Oxford garante que os seres extraterrestres estão a procriar com humanos para dar origem a uma espécie híbrida que será capaz de salvar o planeta das consequências das alterações climáticas e das guerras nucleares.

A argumentação é feita no livro ‘As Visitas dos Aliens e o Fim da Humanidade’ da autoria do professor universitário Young-hae Chi.

De acordo com o académico, citado pelo Evening Standard, existem quatro tipos de aliens: os “pequenos”, os “grandes e fortes”, os que têm “escamas e olhos de serpente” e os do “género de insetos”, sendo estes últimos os que estão mais alto na hierarquia alienígena.

"Pode ser, mais ou menos, assumido que o projeto híbrido é a resposta para a morte iminente da civilização", garante o professor

Young-hae Chi acredita que os extraterrestres estão entre nós, mas não os conseguimos percecionar porque os nossos órgãos não são capazes de o fazer, uma vez que os aliens estão num “sistema” diferente.

“Não são apenas os cientistas e os teólogos que estão preocupados com a sobrevivência da espécie humana, também as espécies não-humanas estão. Reverter as alterações climáticas pode, não só salvar o mundo, como também provar aos extraterrestres que a sua fraca opinião da capacidade moral dos seres humanos estava errada”, garante o académico citado pelo Daily Mail.

Apesar de defender afincadamente este ponto de vista, Young-hae Chi diz também estar ainda à “procura de mais evidências que suportem” o seu “ponto de vista”, escreve o New York Post.


quarta-feira, 17 de abril de 2019

NASA descobre que tempestades de meteoritos libertam água na Lua


Os investigadores da NASA e do Laboratório da Universidade Johns Hopkins descobriram algo que pode dar uma ajuda preciosa para compreender a história da água na Lua. As investigações mostram que são as tempestades de meteoritos que “injectam” água na superfície lunar.

Para haver vida é preciso haver água – e a existência de água tem sido uma das grandes questões na visão existente para uma possível exploração espacial humana. Agora, a equipa de investigadores da NASA tem mais uma peça para o puzzle que é compreender a existência de água na Lua.

Uma sonda tem orbitado a Lua e conseguiu gravar uma série de episódios. Foi assim que os investigadores perceberam que as tempestades de meteoritos têm conseguido injectar vapor de água na atmosfera lunar.

De acordo com a NASA, quando os detritos dos objetos espaciais atingem a Lua é criada uma espécie de onda de choque com o solo, que tem força suficiente para libertar as moléculas de água do solo. Estes episódios terão acontecido a 9 de janeiro, 2, 5 e 9 de abril de 2014, explica a NASA.


NASA encontra 1° mundo do tamanho do nosso e 'potencialmente habitável'


Caçador de planetas da NASA encontrou um mundo do tamanho da Terra num sistema estelar a 53 anos-luz do nosso Sistema Solar.

O facto ocorreu poucos dias depois de o estudo, publicado pela The Astrophysical Journal Letters, apontar a possibilidade de haver vida em quatro exoplanetas próximos.

Esse é o primeiro planeta do tamanho da Terra encontrado pelo satélite TESS — que busca exoplanetas — da NASA. O planeta foi encontrado orbitando uma estrela, juntamente com um planeta muito maior e quente, menor do que Neptuno.

"É um marco para o TESS", afirmou Diana Dragomir, exoplanetóloga do Instituto Kavli MIT e líder do estudo intitulado "TESS entrega o seu primeiro planeta do tamanho da Terra e um sub-Neptuno quente", enfatizando que a descoberta esboça um caminho para encontrar planetas menores em torno de estrelas menores, e que esses planetas "podem ser habitáveis".

Com uma órbita que dura aproximadamente 36 dias para se completar, o sub-Neptuno, HD 21749b, possui a órbita mais duradoura de todas as descobertas pelo TESS. Prevê-se que a maioria dos planetas, que vão ser encontrados durante a missão, venha a ter períodos orbitáveis de aproximadamente 10 dias, conforme publicação da Forbes

A estrela anfitriã do planeta possui aproximadamente 80% da massa do nosso Sol e está localizada há aproximadamente 53 anos-luz da Terra. Além disso, o HD 21749b tem aproximadamente 23 vezes a massa da Terra e um raio 2,7 vezes o da Terra.

A densidade do planeta indica que ele possui uma atmosfera substancial, entretanto, não é rochosa, o que pode facilitar o entendimento da composição e evolução das atmosferas mais frias do planeta sub-Neptuno.

Contudo, o planeta não está sozinho, ele está acompanhado pelo HD 21749c, que leva aproximadamente oito dias para orbitar a estrela anfitriã. Além disso, ele é menor, tendo um tamanho similar ao da Terra.

Graças ao TESS, os pesquisadores poderão medir as massas, composições atmosféricas e outras propriedades de diversos outros exoplanetas menores, oferecendo uma grande oportunidade de aprender mais sobre diversidade e semelhanças com os planetas do nosso Sistema Solar.

"Medir a massa e a composição exacta de um planeta tão pequeno será difícil, porém, o importante é comparar o HD 21749c com a Terra", afirmou Jeff Crane and Sharon Wang, astrônomo do Instituto Carnegie.

Dragomir afirma que a equipe espera encontrar diversos planetas do mesmo tamanho da Terra e que esta descoberta é um marco para o TESS, já que estabelece o "caminho para encontrar planetas menores ao redor de estrelas, e esses planetas podem potencialmente ser habitáveis".

Estima-se que o satélite TESS encontre mais de 20.000 exoplanetas, e a equipe de pesquisadores espera que muitos desses exoplanetas sejam do tamanho da Terra.

fonte: Sputnik News

quarta-feira, 6 de março de 2019

Encontrada bactéria estranha no lugar da Terra mais parecido com Marte


Quando se trata de encontrar vida fora da Terra, é difícil saber onde procurar. Mas os cientistas encontraram uma pista que aumenta a esperança para os lugares desérticos – como Marte.

No lugar da Terra mais parecido com o Planeta Vermelho – o deserto do Atacama, no Chile – o rover planetário experimental Zoë encontrou uma estranha bactéria no solo, algumas das quais desconhecidas para a ciência, mas que exibem adaptações especializadas no deserto para condições semelhantes às de Marte.

“Mostramos que um robô pode recuperar o solo abaixo da superfície do deserto de Marte”, disse o biólogo Stephen Pointing, do Yale-NUS College, em comunicado.

“Isto é importante porque a maioria dos cientistas concorda que qualquer vida em Marte teria que ocorrer abaixo do solo para escapar das duras condições da superfície, onde a alta radiação, a baixa temperatura e a falta de água tornam a vida improvável.”

Sabe-se que a água líquida provavelmente fluiu pela superfície de Marte. O planeta está muito mais seco atualmente, com apenas água gelada na superfície, mas pode abrigar água líquida sob a superfície.

Se assim for, torna mais provável a perspetiva de vida no Planeta Vermelho – mas o Deserto de Atacama também aponta para outras possibilidades.

O deserto é tão seco que pode não chover durante décadas ou até séculos, o que torna incrivelmente hostil para a maior parte da vida na Terra. Mas, no ano passado, pela primeira vez, vida microbiana foi encontrada à superfície.

A superfície de Marte seria muito pior do que a superfície do deserto de Atacama. Mas quando Zoë perfurou para recolher amostras a uma profundidade de 80 centímetros, encontrou micróbios sub-superficiais que demonstram que pode haver vida, de acordo com o estudo publicado na revista Frontiers in Microbiology.

“Vimos que, com o aumento da profundidade, a comunidade bacteriana foi dominada por bactérias que conseguem prosperar nos solos extremamente salgados e alcalinos. Elas, por sua vez, foram substituídas em profundidades de até 80 centímetros por um único grupo específico de bactérias que sobrevivem”.

“Isto é muito excitante porque demonstra que o subsolo do Atacama suporta micróbios altamente especializados que podem prosperar nos solos salinos e semelhantes a Marte, e as recentes medições de emissão significativa de metano da superfície de Marte sugerem que bactérias que utilizam metano também poderiam prosperar lá“.

A equipa recolheu mais de 90 amostras de sedimentos e descobriu que a colonização microbiana era irregular. As áreas que não tinham sido colonizadas por micróbios eram as mais extremas. A análise do sedimento mostrou que se havia formado há muito tempo, quando a água era abundante, mas já não recebia água há algum tempo.

A equipe continua esperançosa de que ainda existem regiões habitáveis em Marte, mesmo que sejam poucas e distantes entre si. “A colonização bacteriana irregular é um indicador de stress ambiental extremo e, no caso dos solos do Deserto do Atacama, podemos dizer que a vida realmente está a manter-se no limite da habitabilidade“, disse Pointing.

“Como as condições em Marte são ainda mais extremas, podemos supor que a irregularidade também seja uma característica de qualquer colonização bacteriana marciana.”

Espera-se que os robôs marcianos perfurem até 2 metros de profundidade, de modo que a equipa espera recolher amostras em profundidades semelhantes. Também estão a pensar em começar a perfurar em Marte. “A minha preferência pessoal seriam depósitos fluviais de rios antigos ou rochas de arenito”, disse Pointing.

fonte: ZAP

domingo, 3 de março de 2019

Astrofísicos revelam quantos 'gémeos' a Terra tem na galáxia


Dados recolhidos dos telescópios Kepler e GAIA ajudaram astrofísicos a compreender que os análogos quase completos da Terra são encontrados numa razão aproximada de um a cada dez estrelas parecidas com o Sol.

Essas informações poderão ajudar a acelerar o processo de procura por vida extraterrestre, escreve o artigo publicado na biblioteca electrónica arXiv.org.

"Nos últimos anos, dezenas de artigos foram publicados, cujos autores tentaram estimar o número de planetas semelhantes à Terra. Nenhum deles, infelizmente, não levou em conta o facto de que uma estrela pode ter vários planetas, e não usou o catálogo completo de dados do telescópio Kepler. Consideramos essas falhas e preparamos uma estratégia para buscar esses mundos", escrevem astrofísicos.

Mais de quatro mil exoplanetas foram descobertos nos últimos anos pelos telescópios orbitais Kepler e CoRoT, sendo a maioria corresponde a júpiteres quentes (planetas extrassolares semelhantes em massa a Júpiter). Contudo, novas técnicas estão permitindo que cada vez mais pequenos planetas sejam encontrados.

O número crescente de potenciais gémeos da Terra, em cuja superfície pode haver água em estado líquido, faz com que os cientistas estudem cada vez mais esse corpo celeste para descobrir se é capaz de suportar vida.

Com dados recolhidos por telescópios, Danley Hsu, da Universidade da Pensilvânia (EUA), e sua equipe calcularam com precisão o número de planetas semelhantes à Terra na constelação de Cisne e de Lyra. Já na segunda missão, determinaram quantos "gémeos" do Sol são encontrados em nossa galáxia.

Usando métodos estatísticos avançados, os astrónomos criaram um modelo computadorizado da Via Láctea, que coincidiu em aparência com seu análogo real, e calcularam o número de "primos" do nosso planeta.

Através desses dados, os especialistas foram capazes de calcular o número de planetas, cuja massa e tamanho eram próximos ao nosso, com anos de duração de 300 a 500 dias.

O facto é que foram encontrados muitos deles, em razão de um a cada cinco ou dez estrelas, semelhantes ao Sol. Os relatórios científicos também revelam que eles eram parecidos com seus vizinhos.

Muitos deles, como mostram os cálculos dos astrofísicos, não terão clima e aparência terrestres, e serão mais como seus dois vizinhos mais próximos.

Tudo isso, como observado pelos cientistas, sugere que a busca por tais planetas, antes considerados actividade pouco racional, de facto, pode e deve ser realizada.

Para aperfeiçoar o estudo, é necessário criar métodos para encontrar exoplanetas, que seriam mais adequados para pesquisa nas áreas do espaço perto da estrela, onde se concentra o maior número de gémeos da Terra, concluíram.

fonte: Sputnik News