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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Universo paralelo onde o tempo retrocede? Não é só ficção científica

Planeta Terra

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Experiência da NASA podem provar que existe uma realidade alternativa em que tudo está de cabeça para baixo.

O ano de 2020 tem sido cheio de surpresas, nem sempre boas como é o caso da pandemia mundial, num entanto há uma nova descoberta que poderá marcar este ano. 

A NASA anunciou que descobriu um "universo paralelo onde o tempo retrocede". Foi desta forma que a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço deu a conhecer uma nova "realidade". 

Segundo os cientistas que se encontram a realizar experiências na Antártida, partículas observadas podem provar uma realidade alternativa em que tudo está de cabeça para baixo.

De acordo com a revista sobre ciência New Scientist, os investigadores fizeram a descoberta curiosa em 2016.

Através da ANITA (projeto da Antena impulsiva transitória antártica) - um balão enviado à estratosfera para procurar ondas de rádio - a equipa detectou uma "fonte" de partículas de alta energia. Mas com uma diferença: em vez de descer "do espaço", como é habitual, estes surgiam do próprio gelo antártico.

"Era como se o raio cósmico tivesse saído de o próprio gelo. Uma coisa muito estranha", disse Peter Gorham, investigador principal da ANITA.

Durante os últimos quatro anos, os cientistas tentaram encontrar uma explicação, mas não encontraram nada, por isso começam agora a ponderar sobre a hipótese de que as partículas estão a flutuar. Ou seja, de acordo com o relatório da New Scientist, essas descobertas podem sugerir que as partículas viajam para trás em relação ao nosso conceito de tempo, o que se alinharia com a existência de um universo paralelo.

A teoria gerou muitas reações online: "isto faz-me pensar que outras coisas malucas estão a acontecer enquanto nós estamos fechados em nossas casas e distraídos com o coronavírus", disse o ator Armie Hammer. 

A NASA sublinha, no entanto, que para já é apenas uma teoria e que não é provado que exista mesmo um universo paralelo.


sábado, 29 de fevereiro de 2020

Terra tem uma segunda Lua em órbita e é do tamanho de um automóvel


Mini-Lua foi descoberta por cientistas do projeto Catalina Sky Survey, financiado pela NASA © Catalina Sky Survey

O novo satélite estará na órbita terrestre durante algum tempo, de forma temporária. Trata-se de um pequeno asteroide e é a segunda mini-Lua a ser descoberta.

A Terra tem uma segunda "mini-Lua", um asteroide que é do tamanho de um automóvel e estará na órbita terrestre há três anos, revelam os astrónomos que descobriram este objeto. Não deve ficar por muito mais tempo: em abril apontam os cientistas, deve sair da órbita.

Com aproximadamente 1,9 a 3,5 metros de diâmetro, o objeto foi observado na noite de 15 de fevereiro pelos investigadores Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne, do projeto Catalina Sky Survey (CSS), financiado pela NASA (a agência espacial americana), no estado do Arizona.

"Grande Notícia. A Terra tem um novo objeto capturado temporariamente/Possível mini-Lua chamada 2020 CD3", que pode ser um asteroide tipo C [com uma importante composição de carvão, muito escuro], tuitou Wierzchos na quarta-feira.

O cientista disse que a informação é "importante", porque "é apenas o segundo asteroide conhecido a orbitar a Terra, depois do 2006 RH120, também descoberto pelo CSS. A sua rota indica que entrou na órbita terrestre há três anos, acrescentou.

O centro de planetas menores do Observatório Astrofísico Smithsonian, que acumula informação sobre os objetos menores do sistema solar, disse que "nenhum vínculo com um objeto artificial foi encontrado". Por outras palavras: trata-se, sem qualquer dúvida, de um asteroide capturado pela gravidade terrestre.

A dinâmica orbital "indica que este objeto está temporariamente ligado à Terra".

Este novo vizinho terrestre não está numa órbita estável e é pouco provável que permaneça nessa posição por muito tempo.

"Está a afastar-se do sistema Terra-Lua, enquanto conversamos", e deve sair em abril, disse o investigador Grigori Fedorets, da Queen's University, de Belfast, à revista "New Scientist".

O único asteroide até agora conhecido a gravitar em torno da Terra, o 2006 RH120, esteve em órbita de setembro de 2006 a junho de 2007.


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

As 24 horas que se seguiram ao impacto do asteróide que extinguiu os dinossauros


Há 66 milhões de anos, caiu no México o asteróide que extinguiu os dinossauros. Um estudo permite agora saber o que aconteceu nas 24 horas após o impacto. Mas o problema foram os 30 anos seguintes.

Não se sabe o dia, o mês ou o ano. Não se sabe sequer ao certo a década o século ou o milénio. Sabe-se apenas que terá acontecido — mais mil, menos mil — há cerca de 66 milhões de anos. E sabe-se também que o que aconteceu mudou para sempre a Terra: o asteróide que caiu na planície de Yucatán, no México, transformou o nosso planeta e moldou-o para o que é hoje. Só que um estudo revela agora muito mais: diz exatamente o que aconteceu naquelas 24 horas depois do impacto brutal do Chicxulub.

Não foi a cratera com 180 km de diâmetro, no fundo do mar, que levou a que se extinguisse 75% da vida na Terra, apesar de se falar essencialmente do fim dos dinossauros. Naquele momento, foi como se tivessem explodido 10 mil milhões de bombas como a de Hiroshima. Foram libertadas para a atmosfera 425 gigatoneladas de CO2 e outras 325 toneladas de ácidos sulforetos. O megatsunami que a queda do asteróide provocou levou a água do golfo do México, nas Caraíbas, para os Grandes Lagos do norte dos EUA, na fronteira com o Canadá, a 2.500 quilómetros de distância.

Aquele dia foi o fim de uma era (geológica): terminou o mesozoico e começou o cenozoico (a atual).

Uma expedição científica que desde 2016 está a estudar a zona do impacto do asteróide conseguiu, através de uma espécie de plataforma petrolífera instalada no mar, fazer um furo na zona da borda da cratera e retirar de lá, 1.334 metros abaixo do fundo marinho, o respectivo cilindro de rocha. Nele são perfeitamente visíveis diferentes círculos de sedimentos, impactos e rochas diferentes que os geólogos e cientistas analisaram ao pormenor. Esses dados contam de forma precisa a história em capítulos do que aconteceu minuto a minuto no dia do impacto (tal como os anéis dos troncos das árvores ou as marcas dos blocos de gelo revelam o que se passou ao longo dos anos).

Segundo o estudo, publicado pelo PNAS (a Academia de Ciências dos EUA) e revelado por vários jornais, a rocha mostra que foram 24 horas de inferno, cujos efeitos devastadores se sentiram depois ao longo de muitos anos. Mas, para surpresa dos investigadores, foi tudo muito rápido.

Minutos depois do impacto, os primeiros 40-50 metros da cratera encheram-se de imediato de rocha fundida e fragmentária. Uma hora depois, uma nova camada com rochas de vidro, suevita e materiais fundidos estava formada. Mais umas horas e já havia outra camada com sedimentos mais finos. Ou seja, bastou um dia para tudo ficar coberto com uma capa de 130 metros de sedimentos. Depois a água do tsunami gigante voltou arrastando todos os resíduos imagináveis, desde árvores ardidas das redondezas a restos de regiões longínquas, e cobriu o resto.

O asteróide teria entre 10 a 12 quilómetros e os efeitos do impacto terão chegado a 1.500 quilómetros de distância, causando também múltiplos incêndios pelo material incandescente libertado ao entrar na atmosfera. Daí os muitos vestígios de carvão vegetal, mas também de materiais orgânicos apodrecidos pela água e fungos que se criaram entretanto, presentes nesta amostra de rocha da cratera.

O que está escrito neste cilindro de pedra é como se fosse um papiro com uma fita do tempo ao minuto. Mas se as conclusões são muitas, as dúvidas que logo se levantaram também. Afinal se tudo aconteceu tão rapidamente, os efeitos também se terão dissipado em poucos dias, não sendo assim suficientes para uma extinção em massa como a que aconteceu.

Para a entender, foi preciso fazer ligações entre o impacto, aquelas horas que se seguiram e o que veio depois. E a chave está exatamente no depois: no que o primeiro minuto daquelas 24 horas provocou.

Apesar das muitas teorias que abundam para o que se passou, desde a possibilidade de terem existido múltiplas quedas de asteróides (mais pequenos) simultâneas, ao facto de se ter dado a erupção de vários vulcões no Oriente na mesma altura, até a sismos e tsunamis consecutivos naquele período — podendo tudo isto ter acontecido como uma reação em cadeia ao próprio impacto –, aquilo que estes cientistas concluíram foi mesmo que o Chicxulub reescreveu a história da Terra.

O cilindro de rocha mostra muitas coisa. Mas o mais importante acaba por ser o que não mostra. A amostra não contém evidências de materiais sulfurosos: nada de enxofre, apesar das rochas ricas em sulforeto. Isto reforça a ideia de que o impacto do asteróide lançou o enxofre e os sulforetos todo para a atmosfera criando um escudo químico impenetrável que impediu os raios solares de chegarem ao solo. Todo o planeta arrefeceu e muito. Pelos cálculos científicos e pelas simulações tecnológicas, a temperatura media global baixou 20 graus e manteve-se assim durante 30 anos. Quase nada resistiu a essa era glaciar. E quando a vida foi voltando e evoluindo, já era completamente diferente.

fonte: Observador

sábado, 3 de agosto de 2019

NASA alerta para aproximação 'perigosa' de asteroide gigante nos próximos dias


Um asteroide gigante de aproximadamente 570 metros de diâmetro aproximar-se-à do nosso planeta no dia 10 de agosto, segundo a NASA.

Conhecido como 2006 QQ23, o asteroide aproximar-se-à da Terra a uma velocidade de mais de 16.700 quilómetros por hora. A distância é considerada muito curta em termos astronómicos, correspondendo a aproximadamente 7,4 milhões de quilómetros.


© FOTO : AGÊNCIA ESPACIAL EUROPEIA Asteroide aproxima-se da Terra

O asteroide é classificado como um objecto próximo à Terra (NEO, na sigla em inglês), um termo utilizado para qualquer asteroide que se aproxime do nosso planeta a uma distância menor do que 194 milhões de quilómetros.

E os que se aproximam a uma distância menor do que 7,5 milhões de quilómetros são considerados potencialmente perigosos, como é o caso do gigante asteroide que está chegando perto de nós.

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra da NASA calcula as órbitas dos objectos próximos para determinar se algum deles poderia atingir nosso planeta futuramente.

Actualmente, acredita-se que nenhum asteroide conhecido tenha a possibilidade real de colidir com a Terra.

fonte: Sputnik News

sábado, 27 de julho de 2019

Cientistas podem ter encontrado o “elo perdido” da origem da vida na Terra


Uma equipa de cientistas da University College London (UCL) demonstrou que os peptídeos, moléculas fundamentais para a vida, podem ter-se formado na Terra primitiva sob condições diferentes das consideradas até agora.

Em comunicado, os cientistas explicam que os peptídeos, que são formados por cadeias de aminoácidos, são um elemento essencial para toda a vida na Terra uma vez que constituem o tecido das proteínas e servem como “catalisadores de processos biológicos”.

No entanto, os peptídeos exigem enzimas para controlar a sua formação a partir de aminoácidos. Assim, surge “o problema clássico do ovo e da galinha: como se formaram as primeiras enzimas?”, questiona Matthew Powner, o principal autor do estudo, cujos resultados foram esta mês publicados na revista científica Nature.

A maioria das investigações anteriores concentrou-se em descobrir como é que os peptídeos foram formados, concentrando-se no estudo de aminoácidos, em vez de estudar a reatividade dos aminonitrilos (precursores químicos de aminoácidos).

Tradicionalmente, acredita-se que os aminonitrilos requerem condições extremas – fortemente ácidas ou alcalinas – para que possam formar aminoácidos, e que os aminoácidos precisam de ser carregados com energia para formar peptídeos.

Agora, os cientistas propõem um caminho mais direto para a formação de peptídeos, sugerindo que estes poderiam formar-se diretamente a partir de aminonitrilos ricos em energia, escreveram os autores no mesmo estudo.

Para provar a teoria, os cientistas combinaram sulfureto de hidrogénio com aminonitrilos e o substrato químico ferricianeto em água, obtendo assim peptídeos. Desta forma, a equipa conseguiu demonstrar que os aminonitrilos podem formar ligações peptídicas na águapor conta própria e de forma mais fácil do que os aminoácidos.

De acordo com a equipa que levou o estudo a cabo, este processo de formação pode ter ocorrido nas condições primitivas da Terra, há milhões de anos.

“Esta é a primeira vez que se demonstrou de forma convincente que os peptídeos se formam sem o uso de aminoácidos na água, usando condições relativamente suaves que provavelmente estiverem disponíveis na Terra primitiva”, explicou o co-autor do estudo, Saidul Islam, citado na mesma nota de imprensa.

Os cientistas acreditam que as descobertas serão muito úteis para o estudo da abiogénese (hipótese que admitia a formação dos seres vivos a partir de matéria não viva), para a procura de vida no Universo e também para a formação de materiais sintéticos bio-ativos, uma vez que o novo método seria mais eficiente e lucrativo.

fonte: ZAP

Ciborgues vão dominar a Terra até ao final do século XXI, diz cientista


A ideia de que as máquinas com inteligência artificial irão coexistir, dominar ou até mesmo destruir a humanidade tem ganho destaque na ficção científica.

Esta ideia está presente e tem ganho grande popularidade como, por exemplo, em filmes de ficção científica tais como o Exterminador Implacável, Blade Runner, entre outros. No entanto, o criador da hipótese de Gaia, James Lovelock, destaca uma coisa que em muitas destas obras foi mal interpretada.

As máquinas do futuro, com inteligência artificial, não irão necessariamente tornar-se rebeldes e destruir a humanidade, opina James Lovelock, um dos cientistas e futuristas mais respeitados do Reino Unido.

Lovelock é coautor da famosa hipótese de Gaia, de acordo com a qual os organismos vivos e os criados artificialmente irão interagir uns com outros, criando uma espécie de sistema autorregulado e integrado que ajudará a perpetuar vida na Terra.

O cientista está convencido de que, até ao século XXI, os organismos cibernéticos irão governar o planeta graças ao seu enorme potencial de inteligência. “Eles [os organismos artificiais] serão capazes de transmitir a informação entre si muito mais rápido, e a evolução deles irá ser também muito mais rápida”, acrescentou Lovelock, citado pelo jornal britânico Daily Mail.

De acordo com o especialista, em vez de se revoltar contra os humanos, os robôs com inteligência artificial vão coexistir connosco, mas vão tratar-nos de uma forma semelhante àquela que tratamos as plantas.

“Os ciborgues serão muito mais que nossos filhos, porque são totalmente diferentes de nós, têm as suas próprias origens. Mas a ideia de que eles nos vão substituir é uma parvoíce. Nós vamos coexistir com eles da mesma maneira que coexistimos com as plantas. Eles vão ver-nos da mesma forma que nós vemos as plantas — como seres mais lentos. Entretanto eles podem muito bem achar certos aspetos de nós interessantes, da mesma forma que nós podemos ir ao jardim botânico real de Kew Gardens”, disse.

Segundo a Sputnik News, esta nova forma de vida será não só consciente, mas até “mais consciente do que nós”, graças à sua enorme vantagem em velocidade de computação, comparativamente com o cérebro humano.

De acordo com James Lovelock, a humanidade deverá ficar contente e não aterrorizada, porque, graças ao seu enorme potencial de inteligência e capacidade de processamento de informação, poderão ajudar-nos a evitar catástrofes e extinções em massa, como aquela que matou todos os dinossauros.

fonte: ZAP

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O nosso planeta está a engolir o fundo do mar (e a cuspir diamantes)


Vestígios de sal presos em muitos diamantes mostram que as pedras formaram-se a partir do fundo do mar antigo que ficou enterrado debaixo da crosta da Terra.

A maioria dos diamantes encontrados na superfície da Terra formou-se dessa maneira; outros são criadas pela cristalização de fundições profundas no manto, de acordo com a investigação de uma equipa de geocientistas da Universidade Macquarie.

Nas experiências que recriam as pressões e temperaturas extremas encontradas a 200 quilómetros de profundidade, Michael Förster, Stephen Foley, Olivier Alard e colegas da Goethe Universität e Johannes Gutenberg Universität, na Alemanha, demonstraram que a água do mar em sedimentos da parte inferior do oceano reage da maneira correta para produzir o equilíbrio de sais encontrados no diamante.

O estudo, publicado na revista Science Advances, estabelece uma longa questão sobre a formação de diamantes. “Havia uma teoria de que os sais presos dentro dos diamantes vinham da água do mar marinha, mas não podiam ser testados”, disse Michael Förster, em comunicado. “A nossa investigação mostrou que vieram de sedimentos marinhos.”

Os diamantes são cristais de carbono que se formam sob a crosta terrestre em partes muito antigas do manto. São trazidos à superfície em erupções vulcânicas de um tipo especial de magma chamado kimberlito.

Enquanto diamantes são geralmente feitos de carbono puro, os diamantes fibrosos, que são nublados e menos atraentes para joalheiros, incluem pequenos traços de sódio, potássio e outros minerais que revelam informações sobre o ambiente onde se formaram. Os diamantes fibrosos são triturados e usados ​​em aplicações técnicas, como brocas de perfuração.

Os diamantes fibrosos crescem mais rapidamente que os diamantes, o que significa que prendem minúsculas amostras de fluidos em redor deles enquanto se formam. “Sabíamos que algum tipo de fluido salgado deve estar por perto enquanto os diamantes estão a crecer e agora confirmamos que o sedimento marinho se encaixa na conta”, referiu Michael Förster.

Para que esse processo ocorra, uma grande laje do fundo do mar teria de deslizar até uma profundidade de mais de 200 quilómetros abaixo da superfície muito rapidamente, num processo conhecido como subducção no qual uma placa tectónica desliza por baixo de outra. A descida rápida é necessária porque o sedimento deve ser comprimido a mais de quatro gigapascals (40 mil vezes a pressão atmosférica) antes de começar a derreter nas temperaturas de mais de 800°C encontradas no antigo manto.

Para testar a ideia, os cientistas realizaram uma série de experiências de alta pressão e alta temperatura. Colocaram amostras de sedimentos marinhos num navio com uma rocha chamada peridotito, que é o tipo mais comum de rocha encontrado na parte do manto onde os diamantes se formam. Depois, aumentaram a pressão e o calor, dando tempo às amostras para reagirem umas com as outras em condições como as encontradas em diferentes lugares do manto.

Em pressões entre quatro e seis gigapascais e temperaturas entre 800ºC e 1100°C, correspondendo a profundidades entre 120 e 180 quilómetros abaixo da superfície, encontraram sais formados com um balanço de sódio e potássio que se aproxima dos pequenos traços encontrados em diamantes.

“Demonstramos que os processos que levam ao crescimento de diamantes são impulsionados pela reciclagem de sedimentos oceânicos em zonas de subducção”, diz Michael Förster. “Os produtos de nossos experimentos também resultaram na formação de minerais que são ingredientes necessários para a formação de magmas de kimberlito, que transportam diamantes para a superfície da Terra.”

fonte: ZAP

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Os polos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter-se, alertam cientistas


Não é um thriller de ficção cientifica, mas bem podia ser. A polaridade da Terra pode estar prestes a inverter-se e isso pode trazer uma série de consequências graves para o planeta

O núcleo da Terra gera um campo magnético que atua como um "campo protetor" contra ventos solares e radiações capazes de danificar o planeta.

Este campo estende-se durante milhares de quilómetros no espaço e o seu magnetismo afeta tudo o que se passa na terra.

Um grupo de cientistas descobriu que este campo enfraqueceu cerca de 15% ao longo dos últimos 200 anos. E isso, defendem, pode ser sinal de que os polos magnéticos terrestres estão prestes a inverter-se.

Esta inversão poderá significar a entrada de "correntes devastadoras de partículas do sol, raios cósmicos galácticos, um maior número de raios ultravioleta-B graças a uma camada de ozono danificada pela radiação" na atmosfera terrestre, entre outras coisas que podem magoar ou mesmo matar os seres vivos, afirma a jornalista científica Alanna Mitchell no seu relatório na plataforma Undark.

E os riscos podem não ser apenas biológicos: a inversão polar pode interferir com os satélites que controlam as redes elétricas terrestres, levando a apagões generalizados capazes de durar décadas.

Segundo Daniel Baker, diretor do Laboratory for Atmospheric and Space Physics, na University ofColorado Boulder, parte do planeta poderá ficar mesmo "inabitável" durante a inversão, explica no mesmo relatório.

"Imagine momentaneamente que a sua corrente elétrica é cortada durante alguns meses – muito poucas coisas funcionam sem eletricidade nos dias de hoje", explica Richard Holme, professor de ciências na Liverpool University ao Mail Online.


A animação representa a evolução do campo magnético terrestre, de 1910 a 2020. 

As linhas azuis representam um campo magnético mais fraco, as linhas vermelhas um campo mais forte. A linha verde é o limite entre ambos. 
O magnetismo sobre a América do Sul está a enfraquecer e a área vermelha sobre a América do Norte está a perder força.

NOAA National Centers for Environmental Information

Vários investigadores acreditam que este fenómeno poderá trazer mudanças climáticas drásticas, assim como uma maior exposição a radiações nocivas causadoras de doenças como o cancro.

"A radiação poderá ser 3 a 5 vezes superior àquela originária do buraco do ozono criado pelo Homem", explica Colin Forsyth do Mullard Space Science Laboratory, na University College London.

"Além disso, os buracos do ozono serão maiores e mais duradouros", acrescenta.

Ao estudar a magnetosfera terrestre – a área em redor do planeta controlada pelo seu campo magnético - os cientistas descobriram que este campo se mantém em constante movimento.

O polo norte magnético - o ponto terrestre em que uma bússola magnética apontaria diretamente para baixo, em direção ao centro da terra – muda frequentemente de localização, assim como se invertem os polos magnéticos da Terra a cada 200 mil ou 300 mil anos.

No entanto, a última inversão registada remonta a cerca de 780 mil anos atrás, o que pode representar um atraso no ciclo, relata o British Geological Survey.

O campo magnético terrestre tem sido estudado nos últimos 170 anos – o correspondente a 1-15% dotempo que uma inversão polar pode demorar. Deste modo, Forsyth acredita que "de momento não conseguimos determinar com precisão se o campo magnético da Terra está ou não prestes a virar".


domingo, 2 de junho de 2019

A coleção mais antiga de meteoritos foi encontrada no local mais seco da Terra


Meteoritos colidem na Terra quase constantemente e podemos encontrar os restos antigos em todos os lugares. Mas, para melhor entender de onde as rochas espaciais vieram, é útil visitar a mais densa coleção de meteoritos do planeta.

Onde? No local mais seco de todo o planeta Terra – o deserto do Atacama, no Chile. Este deserto é muito antigo, com mais de 15 milhões de anos, o que significa que os meteoritos que caíram na sua enorme área – cerca de 130 mil quilómetros quadrados – têm a possibilidade de serem muito antigos.

Isso representa uma vantagem geológica sobre outros desertos, incluindo a Antártida, que possui vastos suprimentos de meteoritos, mas geralmente são jovens demais para abrigar rochas espaciais mais antigas do que meio milhão de anos, segundo Alexis Drouard, investigador da Universidade Aix-Marselha e autor do estudo publicado na revista Geology.

Drouard e os colegas fizeram recentemente uma viagem de caça a meteoritos no deserto de Atacama, na esperança de encontrar uma série de rochas que se estendiam por milhões de anos. “O nosso objetivo neste trabalho foi ver como o fluxo de meteoritos mudou ao longo de grandes escalas de tempo“, disse Drouard em comunicado, citado pela Live Science.

Para o novo estudo, os geólogos recolheram cerca de 400 meteoritos e estudaram 54, analisando as idades e as composições químicas das pedras alienígenas. Em consonância com a idade avançada do deserto, cerca de 30% dos meteoritos tinham mais de um milhão de anos, enquanto dois deles acumulavam poeira há mais de dois milhões de anos. Segundo Drouard, representa a mais antiga coleção de meteoritos na superfície da Terra.

A equipa extrapolou os resultados da sua pequena amostra para determinar que a atividade de impacto permaneceu relativamente constante nos últimos dois milhões de anos, totalizando cerca de 222 impactos de meteoros em cada quilómetro quadrado de deserto a cada um milhão de anos.

Surpreendentemente, a composição dos meteoritos mudou mais drasticamente. Segundo os investigadores, os meteoritos que bombardearam o Atacama entre um milhão e meio milhão de anos atrás eram significativamente mais ricos em ferro do que as rochas que caíam antes ou depois. É possível que todos tenham vindo de um único enxame de pedras soltas do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

fonte: ZAP

quarta-feira, 1 de maio de 2019

NASA alerta sobre meteoritos: é preciso defender a Terra


O patrão da agência espacial americana, Jim Bridenstine pediu esta terça-feira a colaboração internacional para deteção de objetos com risco de colisão com a Terra. "O perigo é real", disse numa conferência em Washington

Aconteceu em Cheliabinsk em 2013, com um saldo de mais de mil feridos. A rocha vinda do céu, à velocidade de 30 km por segundo naquele dia de fevereiro, foi apenas o mais aparatoso dos incidentes deste tipo nos últimos tempos. "Mas não foi de maneira nenhuma o único [embora os outros não tenham causado vítimas] ", afirmou esta terça-feira, o patrão da NASA, Jim Bridenstine, numa conferência que está decorrer em Washington sobre defesa planetária.

"Não se trata de Hollywood, nem de filmes, trata-se em última análise de proteger o nosso planeta, o único sobre o qual temos neste momento a certeza de que pode albergar vida", afirmou Bridenstine, citado na imprensa americana, sublinhando que "são necessárias parcerias internacionais para lidar com esta ameaça".

O meteorito que caiu em 2013 em Cheliabinski, na Rússia, causando 1500 feridos, "tinha a potência de 30 bombas de Hiroxima", sublinhou ainda o responsável. "Queria muito poder dizer-vos que estes episódios são excecionais, mas não são. Não são raros e acontecem, e somos nós que temos de conseguir detetá-los e segui-los, já que podem constituir uma ameaça para a Terra".

A NASA tem um programa para detetar e rastrear estas rochas espaciais com dimensões até 140 metros de diâmetro que circulam nas proximidades da Terra, mas o objetivo de traçar o rasto à esmagadora maioria deles (90% é a meta atual) "está longe de conseguido", admitiu o diretor da NASA na conferência.

"Só conseguimos observar um terço destes objetos e por isso precisamos de mais parceiros internacionais para participar neste esforço", apelou.

De acordo com Jim Bridenstine, são necessários mais sistemas de observação em terra para detetar e seguir o rasto a estes perigosos calhaus do espaço.


domingo, 28 de abril de 2019

Preparos para Armagedom: NASA estuda acções em caso de impacto de corpos celestes com Terra


A agência espacial NASA e a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) dos EUA planeiam levar a cabo uma simulação que visa analisar as possíveis respostas perante o perigo de asteroides e cometas que ameaçam a Terra.

No decorrer da Conferência de Defesa Planetária serão realizados "exercícios de mesa" com um cenário fictício de impacto de Objectos Próximos da Terra (NEO, sigla em inglês) desenvolvido pela NASA, segundo o site da agência.

Os especialistas trabalharão com a hipótese de um suposto asteroide "descoberto" em 26 de março e qualificado potencialmente perigoso. Vários meses depois do seu surgimento, a simulação prevê que o asteroide, baptizado como 2019 PDC, seria capaz de impactar na Terra em 2027 com uma probabilidade de 1%, já que passaria a 0,05 unidades astronómicas (cada unidade equivale à distância entre a Terra e o Sol, ou seja, corresponde a 149.597.871 km).

Segundo a recriação, o 2019 PDC está a 57 milhões de km, mas se aproxima a quase 50.000 km por hora, se tornando cada vez mais brilhante. Nestas condições, os especialistas avaliaram possíveis preparos de missões destinadas a diminuir o perigo.

Lindley Johnson, do Escritório da Defesa Planetária da NASA, assegurou que as simulações são realmente úteis para a compreensão do que os analistas em "gestão de desastres precisam saber".

Outro cenário analisado pelos especialistas das agências espaciais será a eventual ameaça de um cometa, detectado em 4 abril, também segundo um esquema ficcional, que poderia impactar na Terra em 28 de fevereiro de 2021.

fonte: Sputnik News

sábado, 16 de março de 2019

As bolhas misteriosas no interior da Terra que nem os cientistas as entendem


São conhecidas pelos especialistas há quase 40 anos, mas continuam sem ter uma explicação satisfatória.

Dois mil quilómetros abaixo dos nossos pés, no manto da Terra, existem duas bolsas de rocha líquida com o "tamanho de dois continentes", cujos detalhes são poucos conhecidos. Segundo a Earth & Space Science News (Eos), o site oficial de notícias da American Geophysical Union, estas formações misteriosas podem "conter a chave para desvendar a história do passado da Terra".

As apelidadas de "bolhas" por alguns cientistas, foram descobertas na década de 70, uma por baixo do Oceano Pacífico, a outra por baixo de África e de algumas partes do Atlântico, mas apesar de já se terem passado quase 50 anos, continuam a apresentar um grande mistério para os cientistas. Um geólogo da Universidade de Maryland, Ved Lekic, apelidou as estruturas de as "maiores coisas que existem dentro da Terra" e entristece-se por "ainda não sabemos o que são, de onde vieram, há quanto ali estão ou o que fazem".


Até à data, sabe-se apenas que as ondas sísmicas diminuem quando passam por estas zonas, que têm a extensão dos continentes e que apresentam uma altura cem vezes superior ao Monte Everest. "Se estivessem na superfície do planeta, a Estação Espacial Internacional teria de navegar ao redor delas" afirma a repórter da Eos, Jenessa Duncombe.

Recentemente, os cientistas criaram uma nova forma de olhar para dentro da Terra, a tomografia sísmica, que permitiu observar estas formações de uma forma mais detalhada - ver imagem em cima.

Os pesquisadores especulam que as bolhas podem alimentar vulcões de pontos quentes, que formam cadeias de ilhas oceânicas como o Havai. E outros cientistas questionam se podem estar na origem de erupções de vulcões, que ocorreram no passado.

"Nós sabemos menos sobre o que está abaixo dos nossos pés do que a superfície do Sol, da Lua ou de Marte", disse Paula Koelemeijer, investigadora da University College London. Pode levar décadas para perceber para que estas zonas do manto servem e quais os seus efeitos. Certo é que, atualmente, continuam no mesmo local sem se mover.


Espanha reclama exclusividade da primeira volta ao Mundo


A Real Academia de História de Espanha divulgou um relatório em que reclama a exclusividade da totalidade do projeto da primeira viagem de circum-navegação da Terra.

"Com esses dados, absolutamente documentados, é incontestável a plena e exclusiva autoria espanhola", conclui a Real Academia de História (RAH) num relatório com a data de 1 de março deste ano, mas publicado este domingo na sua página na internet.

A instituição explica que o documento foi elaborado pela "necessidade social de responder às muitas questões levantadas pelas autoridades portuguesas ao tentar capitalizar a paternidade" da autoria da viagem pelo facto de "Magalhães ser natural de Portugal".

"Com este relatório pretende-se evitar que a comemoração [dos 500 anos da viagem] se converta numa fonte de divisão entre os dois países vizinhos", segundo a RAH.

Os chefes da diplomacia de Portugal e de Espanha anunciaram em Madrid a 23 de janeiro último a apresentação conjunta de uma candidatura a património da humanidade da primeira viagem de circum-navegação do globo, depois de "dissipadas todas as dúvidas".

"Decidimos que Portugal e Espanha, através dos seus embaixadores na UNESCO, irão apresentar conjuntamente a candidatura" da rota da viagem iniciada pelo português Fernão de Magalhães e terminada pelo espanhol Sebastião Elcano, disse na altura o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

O relatório da RAH foi elaborado a pedido do diário ABC, que antes desse anúncio tinha avançado que, numa candidatura inicial da rota de Magalhães apresentada por Portugal à UNESCO, o governo português teria apagado o império espanhol da história ao quase não fazer referência ao nome de Sebastião Elcano ou o papel preponderante de Espanha na realização da viagem.

Primeira viagem à volta do Mundo, a bordo da nau Victoria, começou em 20 de setembro de 1519, em Sanlúcar de Barrameda, no sul de Espanha, e terminou em 06 de setembro de 1522, no mesmo local.

Fernão de Magalhães, que planeou a viagem que acabou por ser financiada pelo reino de Espanha, não terminou a expedição, uma vez que morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, tendo esta sido concluída pelo navegador espanhol Sebastião Elcano.

Portugal e Espanha estão a organizar inúmeras iniciativas que terão lugar até 2021 para assinalar esta viagem histórica iniciada há 500 anos.

No seu relatório, a RAH relata que Magalhães, natural de Portugal, "serviu esta coroa fazendo várias viagens pelo Índico", mas que em 1517 "agastado com D. Manuel de Portugal por não reconhecer os seus méritos, decide abandonar o seu país, deixar de servir o seu rei e viajar para Espanha, [...] onde se instalou, contraiu matrimónio e, desde essa altura, serviu o rei Carlos I".

O documento sublinha que, na altura, Portugal tentou, "por todos os meios, que a viagem não se realizasse" por esta ter sido "entregue a uma empresa espanhola", qualificando Magalhães de "renegado" e "traidor", o que continuou a ser feito por "uma parte" dos historiadores portugueses.

A RAH, fundada em 1738, é uma instituição com sede em Madrid encarregada do estudo da história da Espanha, "antiga e moderna, política, civil, eclesiástica, militar, das ciências, letras e artes, ou seja, dos diversos ramos da vida, civilização e cultura dos povos espanhóis".


quarta-feira, 6 de março de 2019

Encontrada bactéria estranha no lugar da Terra mais parecido com Marte


Quando se trata de encontrar vida fora da Terra, é difícil saber onde procurar. Mas os cientistas encontraram uma pista que aumenta a esperança para os lugares desérticos – como Marte.

No lugar da Terra mais parecido com o Planeta Vermelho – o deserto do Atacama, no Chile – o rover planetário experimental Zoë encontrou uma estranha bactéria no solo, algumas das quais desconhecidas para a ciência, mas que exibem adaptações especializadas no deserto para condições semelhantes às de Marte.

“Mostramos que um robô pode recuperar o solo abaixo da superfície do deserto de Marte”, disse o biólogo Stephen Pointing, do Yale-NUS College, em comunicado.

“Isto é importante porque a maioria dos cientistas concorda que qualquer vida em Marte teria que ocorrer abaixo do solo para escapar das duras condições da superfície, onde a alta radiação, a baixa temperatura e a falta de água tornam a vida improvável.”

Sabe-se que a água líquida provavelmente fluiu pela superfície de Marte. O planeta está muito mais seco atualmente, com apenas água gelada na superfície, mas pode abrigar água líquida sob a superfície.

Se assim for, torna mais provável a perspetiva de vida no Planeta Vermelho – mas o Deserto de Atacama também aponta para outras possibilidades.

O deserto é tão seco que pode não chover durante décadas ou até séculos, o que torna incrivelmente hostil para a maior parte da vida na Terra. Mas, no ano passado, pela primeira vez, vida microbiana foi encontrada à superfície.

A superfície de Marte seria muito pior do que a superfície do deserto de Atacama. Mas quando Zoë perfurou para recolher amostras a uma profundidade de 80 centímetros, encontrou micróbios sub-superficiais que demonstram que pode haver vida, de acordo com o estudo publicado na revista Frontiers in Microbiology.

“Vimos que, com o aumento da profundidade, a comunidade bacteriana foi dominada por bactérias que conseguem prosperar nos solos extremamente salgados e alcalinos. Elas, por sua vez, foram substituídas em profundidades de até 80 centímetros por um único grupo específico de bactérias que sobrevivem”.

“Isto é muito excitante porque demonstra que o subsolo do Atacama suporta micróbios altamente especializados que podem prosperar nos solos salinos e semelhantes a Marte, e as recentes medições de emissão significativa de metano da superfície de Marte sugerem que bactérias que utilizam metano também poderiam prosperar lá“.

A equipa recolheu mais de 90 amostras de sedimentos e descobriu que a colonização microbiana era irregular. As áreas que não tinham sido colonizadas por micróbios eram as mais extremas. A análise do sedimento mostrou que se havia formado há muito tempo, quando a água era abundante, mas já não recebia água há algum tempo.

A equipe continua esperançosa de que ainda existem regiões habitáveis em Marte, mesmo que sejam poucas e distantes entre si. “A colonização bacteriana irregular é um indicador de stress ambiental extremo e, no caso dos solos do Deserto do Atacama, podemos dizer que a vida realmente está a manter-se no limite da habitabilidade“, disse Pointing.

“Como as condições em Marte são ainda mais extremas, podemos supor que a irregularidade também seja uma característica de qualquer colonização bacteriana marciana.”

Espera-se que os robôs marcianos perfurem até 2 metros de profundidade, de modo que a equipa espera recolher amostras em profundidades semelhantes. Também estão a pensar em começar a perfurar em Marte. “A minha preferência pessoal seriam depósitos fluviais de rios antigos ou rochas de arenito”, disse Pointing.

fonte: ZAP

sexta-feira, 1 de março de 2019

China estuda viabilidade de uma central de energia solar no Espaço


O objetivo é reduzir a escassez de energia e as emissões de gases estufa na Terra.

A China está a estudar a viabilidade da criação de uma central de energia solar no espaço, com o objetivo de reduzir as emissões de gases estufa na Terra e reduzir a escassez de energia, noticiou esta quarta-feira o jornal China Daily.

De acordo com a publicação, investigadores da Universidade de Chongqing, da Universidade Xidian e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial estão a pensar construir um protótipo para a transmissão de ondas de energia solar.

Xie Gengxin, um dos investigadores, citado pelo jornal, disse que o protótipo da central será localizado em Chongqing e que o principal foco da investigação vai incidir na distância da entrega da energia.

"Planeamos lançar quatro a seis balões [agarrados ao protótipo] a uma altitude de mil metros", disse o investigador.

Se estes primeiros testes forem bem-sucedidos, o próximo passo, de acordo com Xie, será enviar balões para a estratosfera para prosseguir com a investigação a uma distância maior.

No início do ano a China tornou-se no primeiro país a pousar uma sonda no lado mais afastado da Lua.

O objetivo é testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência, normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre.

A missão ilustra ainda a crescente ambição de Pequim no espaço, símbolo do progresso do país.

Este ano, Pequim planeia ainda iniciar a construção de uma estação espacial com presença permanente de tripulantes e, no próximo ano, enviar um veículo de exploração a Marte.

fonte: TSF

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Apocalipse à vista? Cientistas calculam datas de um provável fim do mundo


A humanidade corre o risco de ser extinta devido à colisão da Terra com um corpo celeste, a uma catástrofe natural ou tecnológica. Isso não é uma fantasia da mídia ou dos directores de filmes de Hollywood, mas sim previsões dos cientistas.

Embora haja diferentes opiniões sobre a data exacta do fim do mundo, o único consenso parece ser que ele vai ocorrer neste século. A Sputnik apresenta três previsões científicas sobre o evento apocalíptico. 

2036

Entre os possíveis eventos que poderiam levar ao fim do mundo um dos mais populares é a colisão da Terra com um asteroide. 

Agora o asteroide mais preocupante para os cientistas é o Apophis, que a 13 de abril de 2029 se aproximará do nosso planeta a uma distância de 38 mil quilómetros (uma distância dez vezes menor que a existente entre a Terra e a Lua). Há uma pequena possibilidade de o asteroide entrar numa zona perigosa de 600 metros onde o campo gravitacional da Terra mudará sua trajectória de voo. Se isso acontecer, o Apophis colidirá com a Terra em 2036.

Segundo os cientistas da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo, na zona de risco, no caso de colisão do Apophis com a Terra em 2036, se encontram o Extremo Oriente russo, os países da América Central e África Ocidental.

2026

Há mais de 50 anos, o cientista americano Heinz von Foerster publicou com seus colegas um artigo onde revelou a data exacta do Dia do Juízo Final – 13 de novembro de 2026. Nesse dia, a população da Terra deixará de crescer exponencialmente e tenderá ao infinito. 

Para fazer os cálculos, Foerster usou dois parâmetros que determinam o destino de qualquer forma de vida: fertilidade e esperança de vida. Em 1975 o astrofísico alemão Sebastian von Hoerner levou em contra outros parâmetros, ligados à actividade humana e estabeleceu que o apocalipse chegará entre 2020 e 2050, quando a população da Terra aumentará a tal ponto que não conseguirá alimentar-se.

Os cientistas americanos, por sua vez, usaram números actuais nas fórmulas de von Hoerner e revelaram que o fim do mundo deverá acontecer não antes de 2300 e 2400 devido ao aquecimento global provocado pelas actividades humanas.

Século XXI

Em 1972 o Clube de Roma, organização informal que reúne intelectuais, cientistas e futurólogos, apresentou um relatório sobre os limites de desenvolvimento da civilização. Os autores analisaram o crescimento da população, a indústria e o consumo dos recursos não renováveis, a deterioração do ambiente e revelaram que existe uma grande possibilidade de o colapso acontecer já no século XXI, se a humanidade não mudar seu comportamento, política e desenvolvimento tecnológico.

Nos anos 1980, diversos matemáticos estabeleceram que, conhecendo o início e duração da humanidade, é possível prever quando termina. Essa hipótese se chama o "argumento do Dia do Juízo Final". Segundo os matemáticos, se quisermos analisar um qualquer processo, o mais possível é que o façamos em meados desse processo, mas não no seu início ou no fim, ou seja, a nossa civilização está a metade do caminho e ainda teremos pela frente alguns séculos ou milénios. 

Entretanto, há quem que acredite que colapso da humanidade ocorrerá já em breve. Por exemplo, o futurologista Aleksei Turchin, em seu livro "Estrutura da Catástrofe Global", analisa diferentes métodos de cálculo da data exacta do apocalipse e a maioria deles aponta que o Dia do Juízo final chegará no século XXI.

fonte: Sputnik News

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

NASA encontra segunda Cratera na Gronelândia


Um Cientista da NASA descobriu uma possível segunda cratera de impacto enterrada sob mais de um quilometro de gelo no noroeste da Gronelândia.

A apenas 114 milhas da recém-descoberta cratera de impacto de Hiawatha sob o gelo do noroeste da Gronelândia, encontra-se uma possível segunda cratera de impacto. 

A característica de 22 milhas de largura seria a segunda cratera encontrada sob uma camada de gelo, e se confirmada, seria a 22ª maior cratera da Terra. 

Uma equipa liderada pela NASA, descobriu o recurso, usando dados de satélite da superfície da manta de gelo da Gronelândia, bem como medições de radar da campanha aérea IceBridge. 

Embora as duas grandes crateras estejam próximas umas das outras, acredita-se que elas não tenham sido criadas ao mesmo tempo. 

A segunda cratera parece ser muito mais antiga que a Hiawatha, com feições significativamente mais erodidas, e contém gelo mais antigo que a vizinha.


fonte: Phys Orrg

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A Terra devorou o seu próprio super-oceano (e pode voltar a acontecer)


Um novo estudo sugere que o antigo supercontinente Rodínia virou ao contrário enquanto a Terra devorava o seu próprio oceano há 700 milhões de anos.

A Rodínia foi o super-continente que precedeu a famosa Pangeia, que existiu há entre 320 milhões e 170 milhões de anos. Num novo estudo, cientistas liderados por Zheng-Xiang Li, da Universidade Curtin, em Perth, Austrália, argumentam que super-continentes e os seus super-organismos se formam e se fragmentam em ciclos alternados que, às vezes, preservam a crosta oceânica e, às vezes, reciclam-na de volta ao interior da Terra.

“Sugerimos que a estrutura do manto da Terra só será completamente reorganizada a cada segundo super-continente – ou em todos os outros ciclos – através da regeneração de um novo super-oceano e um novo anel de fogo“, disse Li.

O “Anel de Fogo” é uma cadeia de zonas de subducção em redor do Pacífico, onde a crosta do oceano range por baixo dos continentes. Vulcões e terremotos são frequentes na zona do Anel de Fogo.

A história dos super-continentes é um pouco obscura, mas os geocientistas estão cada vez mais convencidos de que os continentes se fundem numa massa de terra gigante a cada 600 milhões de anos, em média. Primeiro veio a Nuna, que existia entre 1,6 mil milhões e 1,4 mil milhões de anos atrás. Nuna separou-se, apenas para se unir como Rodínia há cerca de 900 milhões de anos. Rodínia separou-se há 700 milhões de anos. Há cerca de 320 milhões de anos, a Pangeia formou-se.

Há padrões na circulação do manto que parecem combinar muito bem com o ciclo de 600 milhões de anos. Mas alguns minerais e depósitos de ouro e assinaturas geoquímicas na rocha antiga repetem-se num ciclo mais longo – mais próximo de mil milhões de anos.

Num artigo publicado na revista Precambrian Research, Li e os colegas argumentam que a Terra tem dois ciclos simultâneos: um super-continente de 600 milhões de anos e um super-continente de mil milhões de anos. Cada super-continente quebra e reforma-se em dois métodos alternados – a introversão e a extroversão.

Na introversão, o continente começa a dividir-se em pedaços separados por um novo oceano interno. Por qualquer motivo, os processos de subducção começam neste novo oceano interno. Nos pontos de fogo, a crosta oceânica mergulha no manto quente da Terra e o oceano interno volta para o interior do planeta. Depois, os continentes voltam a juntar-se novamente – um novo super-continente, rodeado pelo mesmo velho super-oceano.

Extroversão, por outro lado, cria um novo continente e um novo super-oceano. Nesse caso, um super-continente separa-se, criando o oceano interno. Mas desta vez, a subducção não ocorre no oceano interno, mas no super-oceano que rodeia o super-continente. A Terra engole o super-oceano, arrastando a crosta continental. O super-continente basicamente vira ao contrário: os antigos litorais fundem-se para formar um novo meio e o meio rasgado é agora a costa. Enquanto isso, há um super-oceano novo.

Nesse cenário, o super-continente Nuna separou-se e formou Rodínia via introversão. O super-oceano de Nuna sobreviveu e tornou-se o super-oceano de Rodínia, que os cientistas apelidaram de Mirovoi. Nuna e Rodínia tinham configurações semelhantes, o que reforça a noção de que Nuna se separou e se voltou simplesmente a unir.

Mas a crosta oceânica de Mirovoi começou a subductar. Rodínia separou-se quando o super-oceano desapareceu e reapareceu no outro lado do planeta como Pangeia. O novo oceano que se formou é conhecido como Panthalassa.

A Pangeia separou-se para se tornar os continentes que conhecemos hoje. Os remanescentes de Panthalassa sobrevivem na crosta oceânica do Pacífico.

Os últimos 2 mil milhões de anos de história são plausíveis, disse Mark Behn, geofísico do Boston College e Woods Hole Oceanographic Institution, que estuda a história profunda da Terra. No entanto, é difícil saber se os ciclos estudados representam um padrão verdadeiro e fundamental.

Se o padrão alternativo se mantiver, o próximo super-continente formar-se-á por introversão. Os oceanos internos criados pela quebra da Pangeia – os oceanos Atlântico, Índico e Sul – fechar-se-ão e Pacífico expandir-se-á para se tornar o único super-oceano do novo continente. Este é o futuro teórico do super-continente Amasia.

O futuro do super-continente da Terra ainda não está claro. Modelos que tentam combinar os movimentos dos continentes da Terra com a dinâmica interna do manto podem ajudar a determinar se os métodos de montagem de introversão e extroversão são realistas. Os métodos usados ​​por Li provavelmente estão no caminho certo para abordar essas questões fundamentais da tectónica de placas, disse Behn.

fonte: ZAP

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Afinal, o que nos irá acontecer quando os pólos magnéticos inverterem?


A reversão dos pólos magnéticos da Terra pode parecer algo verdadeiramente assustador, mas será um evento perigoso? A resposta é não, ainda que com algumas ressalvas.

Os pólos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter. De acordo com observações recentes, sabemos que o campo magnético está a enfraquecer. Este e outros fatores fazem com que os cientistas se debrucem sobre este tema, afirmando que a inversão acontecerá mais cedo ou mais tarde. De qualquer das formas, defendem que não há qualquer motivo para nos preocuparmos.

Se analisarmos a história do nosso planeta, a inversão geomagnética sempre foi muito comum. E, mesmo com este contratempo, a vida conseguiu prosperar. Desta forma, os cientistas podem assegurar que não haverá nenhuma extinção em massa ou catástrofe global.

Registos fósseis mostram que os organismos vivos não sofreram com a mudança dos pólos ao longo do tempo. Além disso, também não há qualquer prova de que o alerta tenha levado a um aumento do número de terramotos, erupções vulcânicas ou mudanças dramáticas no clima.

O ponto de interrogação de toda esta questão surge na tecnologia. O campo magnético da Terra protege-nos contra as partículas eletricamente carregadas do vento solar e essa proteção é muito importante durante as tempestades solares, onde há um influxo maior do que o normal de partículas energéticas.

Apesar de estas partículas serem completamente inofensivas para os seres humanos, elas podem ser devastadoras para a tecnologia, adianta o IFL Science.

O problema, segundos os cientistas, é a ausência de acontecimentos anteriores que nos poderiam ajudar a antever as consequências da inversão dos pólos. O melhor exemplo é o Evento de Carrington, uma poderosa tempestade magnética que aconteceu em 1859.

Esta tempestade foi um verdadeiro pesadelo para a tecnologia: os sistemas de telégrafo falharam e, em muitos casos, deram choques elétricos aos operadores que os tentavam arranjar. Se esta tempestade acontecesse em 2019, os danos seriam certamente muito mais significativos: o custo estimado seria de biliões de dólares.

A inversão dos pólos não significa que a Terra passará a ter dois campos magnéticos. Se tomarmos um exemplo prático e nos imaginarmos com uma bússola a apontar para Norte, significa que, quando ocorrer uma reversão magnética completa, a seta vermelha da nossa bússola passará a apontar o Sul.

Todavia, entre estes dois eventos, há um período caótico em que múltiplos pólos podem formar-se de uma vez só, confundindo a nossa bússola e, até, os animais que usam o campo magnético para se orientarem. Apesar de caótico, este período pode durar milhares de anos – ou centenas, em raras exceções.

A última vez que houve uma inversão nos pólos magnéticos da Terra foi há 781 mil anos. A razão pela qual este fenómeno acontece ainda não é clara. O campo magnético é gerado pela rotação do núcleo externo de ferro fundido da Terra. O núcleo, que arrefece à medida que o tempo passa, cria movimento no núcleo externo devido à convecção.

A explicação que reúne mais consenso tem a ver com a turbulência que o ferro fundido sofre quando se move. É muito provável que este caos desempenhe um papel, mas ainda não está claro de que forma é que isso acontece.

fonte: ZAP

Paisagem invisível durante 40.000 anos “ressuscita” no Ártico


Uma paisagem ártica do Canadá, coberta por gelo durante mais de 40 mil anos, ressurgiu recentemente depois de passar vários milénios invisível. Segundo uma nova investigação da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, a região pode estar a enfrentar o século mais quente em 115 mil anos.

Para a investigação, a equipa recorreu à técnica de datação por radio-carbono de forma a determinar as idades das plantas recolhidas nas bordas de 30 capas de gelo [calotas] na Ilha de Baffin, a oeste da Gronelândia. A ilha sentiu um aumento significativo da temperatura nas nas últimas décadas, levando ao derretimento de gelo e trazendo à vista esta paisagem “escondida”.

“O Ártico está a aquecer-se duas a três vezes mais rápido do que o resto do globo, então, naturalmente, glaciares e calotas de gelo vão reagir mais rápido”, disse Simon Pendleton, principal autor do estudo, citado em comunicado.

Baffin é a quinta maior ilha do mundo, dominada por fiordes profundos separados por planaltos de alta elevação e baixo relevo. As finas camadas de gelo atuam como uma espécie de câmara frigorífica natural, preservando musgos e líquenes antigos na sua posição original de crescimento durante milénios.

“Viajamos até às margens de gelo em derretimento, recolhemos amostras de plantas recém-expostas e preservadas nessas paisagens antigas e procedemos então à datação por radio-carbono para ter uma noção de quando foi a última vez que o gelo avançou pela última vez neste local”, explicou na mesma nota.

“Como as plantas mortas são eficientemente removidas da paisagem, a idade das plantas enraizadas define a última vez em que os verões foram tão quentes, em média, quanto os do século passado”, esclareceu Pendleton.

Resultados

Em agosto, os investigadores recolheram 48 amostras de plantas e analisaram também o quartzo de cada local, de forma a melhor estabelecer a idade e a história da cobertura de gelo que cobria, até então, a paisagem.

Depois de as amostras terem sido processadas nos laboratórios da Universidade do Colorado e da Universidade da Califórnia em Irvine, também nos EUA, os cientistas descobriram que as plantas antigas recolhidas de todas as 30 calotas de gelo estiveram continuamente cobertas por gelo durante os últimos 40.000 anos, pelo menos.

Quando comparados com dados de temperatura reconstruidos a partir dos núcleos de gelo de Baffin e da Groenlândia, as descobertas sugerem que as temperaturas modernas representam o século mais quente da região em 115.000 anos. Pior: a ilha de Baffin pode ficar completamente sem gelo nos próximos séculos.

“Ao contrário da Biologia, que passou os últimos três mil milhões de anos a desenvolver esquemas para evitar ser afetada pela mudança climática, os glaciares não têm estratégia de sobrevivência”, explicou Gifford Miller, outro autor da pesquisa.

“Os glaciares respondem diretamente à temperatura de verão. Se os verões aquecem, os glaciares retrocedem imediatamente; se os verões arrefecem, os glaciares avançam – o faz deles um dos mais confiáveis indicadores para mudanças na temperatura do verão”, acrescentou ainda.

“Nunca vimos nada tão evidenciado como esta descoberta até então”, rematou Pendleton.

fonte: ZAP