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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Aliens, desastres naturais e descobertas científicas: as previsões de Baba Vanga para 2025

 

Vidente búlgara aponta para um presságio sombrio em 2025..

O próximo ano, 2025 , parece estar destinado a ser um ano cheio de descobertas científicas assustadoras e desastres naturais mortais, de acordo com a famosa vidente búlgara Baba Vanga, citada pelo Mirror.

Acredita-se que a mulher, conhecida pela cegueira e alegada precisão, previu eventos mundiais como a queda das Torres Gémeas em 2001, o início do conflito na Ucrânia em 2022, a morte da Princesa Diana e a crescente crise climática da Terra..

Vanga, cujo nome verdadeiro é Vangeliya Pandeva Gushterova, ganhou destaque na Europa Oriental, em meados do século XX, pelos alegados poderes de precognição. Nasceu em 1911 e perdeu a visão quando tinha apenas 12 anos, depois de uma tempestade atingir a vila onde morava, dando-lhe poderes para ver o futuro. Também conhecida como "Balkan Nostradamus ", Vanga escreveu as suas premonições até ao ano 5079, antes de morrer em 1996.

Embora algumas interpretações das suas previsões tenham sido contestadas, estas são as previsões de Baba Vanga para 2025:

Aliens

'Aliens' têm sido assunto de debate contínuo durante séculos, mas 2025 será o ano em que os humanos vão finalmente encontrar as criaturas extraterrestres, de acordo com Baba Vanga. A vidente acredita que o encontro vai acontecer em circunstâncias estranhas, durante um grande evento desportivo.

Leitura de mentes

Das muitas descobertas científicas a serem feitas no próximo ano, especialistas vão descobrir os segredos da leitura da mente à medida que fazem mais avanços no funcionamento interno da mente humana, acredita Vanga. Isso trará a possibilidade das pessoas comunicarem umas com as outras usando apenas as ondas cerebrais.

Desastres naturais

Após um ano - 2024 - cheio de tempestades, furacões, inundações e incêndios florestais, Vanga diz que terremotos destrutivos e desastres naturais vão devastar áreas ao redor do mundo em 2025, com menção específica a um sismo ao longo da costa oeste dos EUA. A vidente prevê que esses eventos vão traduzir-se na perda de vidas humanas, bem como deslocamento em massa e infraestruturas destruídas.

Imortalidade

Cientistas vão descobrir como tornar os humanos imortais em 2025, acredita Vanga. Enquanto especialistas já descobriram como cultivar tecidos em laboratórios, a vidente prevê que órgãos preservados em laboratório também se tornem realidade no ano que vem, o que revolucionaria os transplantes e potencialmente estenderia ou salvaria a vida humana. Vanga também diz que haverá progresso no tratamento do cancro, e, possivelmente, até mesmo uma cura no próximo ano.

Novo recorde desportivo

Baba Vanga prevê que a estrela da Fórmula 1 Lewis Hamilton rume à Ferrari após 12 anos na Mercedes e que conquiste sua primeira vitória no campeonato desde 2007. A vidente acredita que a conquista aconteça no meio de uma final dramática contra o rival Max Verstappen. A vitória tornaria o piloto mais bem-sucedido da história da Fórmula 1, concedendo-lhe o seu oitavo Campeonato Mundial.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Afinal, os tornados não se formam como os meteorologistas pensavam


Se imaginarmos um tornado a formar-se, pensamos numa nuvem em forma de funil a descer dos céus como se fosse um dedo malicioso a tocar na Terra. No entanto, este modelo “de cima para baixo” da génese dos tornados pode, afinal, estar errado.

Esqueça os tornados que, na sua cabeça, se formam nas nuvens e descem até à Terra. Segundo uma pesquisa recente, os tornados formam-se a partir do zero.

Segundo os cientistas, este fenómeno pode formar-se muito rapidamente, em alguns minutos. É por este motivo que capturar o nascimento de um tornado não é tarefa fácil, especialmente perto do solo, onde as árvores e as casas podem atrapalhar. Ainda assim, a meteorologista Jana Houser, da Universidade de Ohio, vem perseguindo-os há anos.

Através de um radar Doppler móvel, a especialista conseguiu obter dados abrangentes sobre quatro tornados nascidos de tempestades de supercélulas raras, surpreendentes e também perigosas.

Na sua investigação, a meteorologista chegou à conclusão que nenhum dos tornados começou no céu. No caso do tornado El reno, de 2013, a equipa de Houser obteve um “conjunto de dados sem precedentes” durante a génese do tornado, que permitiu à equipa concluir que o fenómeno começou a 10 metros acima do solo – e muito longe do céu.

Para ajudar na investigação, a equipa teve acesso a centenas de fotografias do fenómeno meteorológico, captadas por “caçadores de tempestades” que estavam presentes em massa. Durante a análise, a equipa comparou as fotografias com os dados das medições de radar da velocidade do vento.

E foi aí que surgiu a maior surpresa: as fotografias mostravam um claro tornado no chãoantes de os dados mostrarem qualquer rotação em altitudes mais altas. Assim, a equipa voltou a analisar os dados do radar e encontrou a rotação no solo antes de, efetivamente, se materializar nas nuvens.

O conjunto de dados referentes a outros três tornados analisados mostraram padrões semelhantes, apesar de o tornado El Reno de 2011 ter mostrado rotações em múltiplas elevações diferentes em simultâneo. Isto significa que pode haver diferentes modos de tornadogénese, mas, ainda assim, os cientistas concluíram que os tornados não começaram no céu.

A equipa realça que quatro tornados é um tamanho de amostra muito pequeno, tendo em conta a média de mais de mil tornados registada nos Estados Unidos todos os anos.

Ainda assim, entender como se formam os tornados pode ajudar a proteger as pessoasque são, todos os anos, feridas e mortas por essas tempestades, adianta o Science Alert.

Atualmente, a deteção dos tornados é baseada na velocidade do vento nas nuvens. Se a formação começar perto do solo – e se puder ser detetada – isso pode adicionar preciosos segundos aos primeiros avisos de tornados.

A equipa apresentou a sua investigação no dia 14 de dezembro na reunião anual da American Geophysical Union. Admitem a necessidade de mais análises, mas mantêm este avanço debaixo de olho. “Com base neste modelo, podemos estar mais confiantes na hora de emitir um aviso de um tornado”, concluiu Houser.


fonte: ZAP

domingo, 3 de junho de 2018

Halo Solar. Fenómeno registado no Algarve


O acontecimento é pouco comum em Portugal

Uma leitora do i presenciou hoje, pelas 14h, um fenómeno raro em Portugal, na Praia do Cabeço, em Castro Marim, no Algarve. Chama-se Halo Solar e, como explica o director do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, ocorre quando existem partículas de gelo muito finas suspensas na atmosfera, que reflectem a luz solar num determinado ângulo para a terra.

O acontecimento é pouco comum em terras portuguesas, mas ao redor do mundo não é muito raro. O director do OAL afirma que nem todos conseguem ver, porque “depende da amplitude geográfica”.

Para entender melhor este facto ótico, Rui Agostinho dá uma dica: pensar na superfície da terra como as lentes dos óculos graduados.

Os raios de luz que estão ao redor das pessoas que usam óculos precisam de atravessar a lente para serem convergidos para o olho. A atmosfera funciona da mesma maneira: na presença de partículas de gelo, a luz que é reflectida atravessa esses fragmentos, causando o efeito que é conhecido por halo solar.

O fenómeno durou cerca de meia hora.

fonte: Jornal i

sábado, 13 de maio de 2017

Pode a ciência explicar o “milagre do Sol”?


Terá sido um fenómeno astronómico ou meteorológico? Natural ou uma fuga às leis da física? Um acontecimento do foro psiquiátrico? Algumas teorias que podem explicar o "milagre do Sol".

O que é que as pessoas viram?

Cerca de 70 mil pessoas dizem ter visto, na Cova da Iria a 13 de outubro de 1917, um comportamento anormal do Sol que desafiava as leis da física. Um dos testemunhos mais pormenorizados ficaram registados na Documentação Crítica de Fátima, uma seleção de documentos que datam de entre 1917 e 1930. Para entender se existe algum fundo científico nos alegados acontecimentos na Cova da Iria, é preciso recordar um dos relatos mais precisos: o de José Maria de Almeida Garrett.

José Almeida Garrett era professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra quando assistiu ao fenómeno em Fátima. A 18 de dezembro de 1917, escreveu uma carta onde diz “relatar de uma maneira breve e concisa, sem frases que velem a verdade”, o que testemunhou a 13 de outubro de 1917, o dia em que os três pastorinhos tinham dito que a Virgem Maria voltaria a aparecer. “Devia ser uma e meia quando se ergueu, no local preciso onde estavam as crianças, uma coluna de fumo, delgada, ténue e azulada que subiu direita até dois metros, talvez, acima das cabeças para nesta altura se esvair”. O dia estava chuvoso, garantia o professor, mas “o sol momentos antes tinha rompido ovante, a densa camada de nuvens que o tivera escondido, para brilhar clara e intensamente. Voltei-me para este íman que atraía todos os olhares e pude vê-lo semelhante a um disco de bordo nítido e aresta viva luminosa e luzente mas sem magoar”.

Para José Ameida Garrett, o fenómeno não se podia comparar à Lua porque “não era como a lua esférica e não tinha a mesma tonalidade nem os claros-escuros. Parecia uma rodela brunida cortada no nácar de uma concha”. E também não se podia comparar ao Sol em dia de nevoeiro, porque “não era opaco, difuso e velado. Em Fátima tinha luz e calor e desenhava-se nítido e com a borda cortada em aresta como uma tabela de jogo”. O professor garantia ainda que este registo “não é uma comparação banal de poesia barata”. E continuava: “Os meus olhos viram assim. As nuvens que corriam ligeiras de poente para oriente não empanavam a luz (que não feria) do Sol dando a impressão facilmente compreensível e explicável de passar por detrás, mas, por vezes, esses flocos, que vinham brancos, pareciam tomar, deslizando ante o Sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana”.

A maior parte dos testemunhos são consistentes em três aspetos: que o Sol parecia girar em torno do seu próprio eixo ; que a estrela parecia mover-se “como que dentro de uma caixa”; e que mudava de cores, alterando a perceção das mesmas na superfície terrestre também. Isso mesmo é espelhado no documento de José Ameida Garrett: “Este fenómeno com duas breves interrupções em que o sol bravio arremessou os seus raios mais coruscantes e refulgentes, e que obrigaram a desviar o olhar, devia ter durado cerca de dez minutos. Este disco nacarado tinha a vertigem do movimento. Não era a cintilação de um astro em plena vida. Girava sobre si mesmo numa velocidade arrebatada. De repente ouve-se um clamor como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando a celeridade da sua rotação, destaca-se do firmamento e sanguíneo avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica. Durante o acidente solar, que detalhadamente tenho vindo a descrever, houve na atmosfera coloridos cambiantes”.

Como é que esses fenómenos se podem explicar?

Na Documentação Crítica de Fátima, pode ler-se uma carta do matemático Gonçalo de Almeida Garrett (pai de José Maria) ao padre Manuel Nunes Formigão que investigou o fenóemno e interrogou os pastorinhos entre outras testemunhas. Nessa carta, diz que os fenómenos solares não são “astronómicos do Sol propriamente dito, mas sim meteorológicos da atmosfera da Terra sobre a imagem solar, quanto à cor e aspeto do brilho semelhante à lua, e também quanto à vista da rotação”.

Ao Observador, Carlos Fiolhais disse que “já lá vai o tempo em que Ciência a religião tentavam explicar-se uma à outra”: “Religião e ciência são duas dimensões do ser humano que podem coexistir, como mostram não só o caso de Galileu como o do padre Lemaitre e tantos outros”. O físico teórico, num artigo sobre “a ciência de Deus e a fé dos cientistas”, explica que “a ciência não tem a ilusão de responder a todas as questões. Só pode responder às questões para as quais, com método científico, fundado na lógica, na observação e na experiência, funciona. A ciência não consegue, e provavelmente não vai responder nunca, sou cauteloso, à questão sobre o que aconteceu antes do Big Bang, se é que houve um antes”. Mas será que esta é uma questão para a qual podemos encontrar respostas?

Há cem anos que os cientistas tentam encontrar fundo científico em alguns fenómenos que a religião interpreta como milagrosos. Conheça aqui em baixo algumas teorias para o que aconteceu na Cova da Iria.

Gravidade

Em termos científicos, alguns especialistas lembram que o movimento giratório do Sol parece ser algo previsto pelas leis da Natureza, embora não de forma tão percetível como alegadamente foi relatado em Fátima.

As estrelas formam-se quando uma nuvem densa de gases colapsa graças à força gravítica. A nuvem, que é como um berço, forma o chamado disco protoplanetário, que dará mais tarde origem à estrela e aos planetas que gravitam em seu redor. No centro do disco, que se encontra em rotação, formar-se-á a proto-estrela, também ela em movimento giratório. Graças à lei da conservação do momento angular, esse movimento de rotação mantém-se inalterado a não ser que sofra uma intervenção externa que o acelere ou abrande. É por isso que o Sol, tal como todos os planetas que orbitam em redor dele, giram em torno do próprio eixo. A nossa estrela tem uma rotação que equivale, no equador, a vinte e cinco dias terrestres com algumas variações: quanto maior a altitude, mais lenta é a rotação; e, como uma estrela não é sólida, também não gira de forma uniforme em todo o corpo celeste.

Assim como o Sol foi visto “a girar” em Fátima, também há quem diga tê-lo visto “a dançar” pelo céu. De acordo um programa criado pelo astrónomo Carsten A. Arnholm, esse fenómeno pode ser explicável. O centro de gravidade do Sistema Solar não corresponde necessariamente ao centro de gravidade da estrela que o protagoniza: ele é determinado pelas massas dos corpos celestes que o compõem e pelas posições que ocupam a cada momento. Ora, tal como acontece com os planetas, o Sol não está parado: além do movimento de rotação, também tem um movimento de translação e orbita o centro de massa do Sistema Solar. Como esse centro de massa muda sempre que os planetas realizam os seus movimentos de translação, a órbita do Sol também está em constante mudança. Em termos práticos, o que significa isto? Que, quanto mais perto o centro de massa do Sol e o centro de massa do Sistema Solar estiverem, menor será o movimento da nossa estrela; mas quanto mais afastados estiverem, maior será a amplitude desse movimento solar. O que pode ter acontecido a 13 de outubro de 1917.

Poeira estratosférica

A poeira estratosférica é o conjunto de partículas que pairam na camada atmosférica logo acima da mais próxima à superfície terrestre. Em outubro de 1989, no Journal of Meteorology, o cientista escocês Steuart Campbell escreveu que uma nuvem de poeira estratosférica alterou a aparência do Sol, fazendo com que fosse muito mais fácil olhar para o astro. De acordo com os relatórios estudados por Steuart Campbell, o Sol parecia ser amarelo, azul e violeta e parecia estar a girar em torno de um eixo. Seis anos antes, um fenómeno parecido foi reportado na China: o Sol parecia mais avermelhado e azulado do que o normal e parecia girar no céu. Terá aontecido também em 1917?

Síndrome de Jerusalém

Trata-se de um fenómeno mental em que indivíduos saudáveis, independentemente das suas crenças religiosas, passam por ilusões ou experiências psicóticas de fundo religioso ao visitar espaços de adoração. Foi identificado pela primeira vez nos anos trinta pelo psiquiatra israelita Heinz Herman, mas comportamentos semelhantes já tinham sido relatados na Idade Média, nas biografias do monge dominicano Félix Fabri e da cristã inglesa Margery Kempe. De acordo com os documentos de Bar-El et al., lançados em 2000, a síndrome de Jerusalém revela-se de três modos diferentes: o tipo I é relativo a pessoas que já tenham tido episódios psicóticos anteriormente; o tipo II refere-se a pessoas que têm um historial de distúrbios de personalidade; e o tipo III é associado a pessoas sem qualquer registo de distúrbio mental ou de personalidade anterior. No entanto, nenhum desses tipos prevê alucinação visual ou auditiva.

Parélio

O parélio é um fenómeno meteorológico provocado pela interação da luz solar com os cristais de gelo suspensos na atmosfera em nuvens do tipo cirros. Embora sejam mais visíveis quando o Sol está próximo ao horizonte, os parélios costumam aparecer como luzes coloridas e aos pares (um em cada lado do Sol), à mesma elevação que o Sol ocupa no céu. Esta explicação para o que aconteceu no dia 13 de outubro de 1917, em Fátima, foi sugerida pela primeira vez por Joe Nickell, autor do livro “The Science of Miracle”: ele explica que os três pastorinhos não podem ter visto de facto o Sol, porque “o fenómeno terá acontecido num azimute” que não podia corresponder à estrela.

A hipótese do parélio não explica que o Sol tenha dançado, conforme os registos de 1917, porque este fenómeno meteorológico é estacionário. Para justificar esse alegado comportamento do Sol, Joe Nickell sugere que o astro tenha parecido mover-se por causa de uma distorção da retina temporária dos observadores, causada por terem olhando longamente para uma luz tão intensa. Para fugir à luz, o cérebro obriga os olhos a moverem-se para a esquerda e para a direita. As imagens que os olhos captam são então interpretadas uma a seguir à outra pelo cérebro, criando a ilusão de movimento.

Tempestade solar

Quando falamos de tempestade solar, podemos referirmo-nos a quatro eventos: erupções solares, ejecções de massa coronal, tempestades geomagnéticas ou a um evento de protões solares. Vamos por partes.

As erupções solares são explosões na superfície do Sol que ocorrem quando há mudanças bruscas no seu campo magnético. A estrela liberta grandes quantidades de energia eletromagnética quando uma porção dela, armazenada em campos magnéticos por cima das manchas solares, explode. O Sol irradia desde ondas rádio até raios gama, além de luz visível e de partículas de plasma. A par das erupções solares podem surgir ejecções de massa coronal: são grandes erupções de gás ionizado a alta temperatura vindo da coroa solar. À superfície atingem até 1,5 milhões de graus Celsius e formam um arco que, ao arrefecer, chocam com a superfície a 100 quilómetros por segundo.

Essa emissão de partículas também pode ser justificada por tempestades geomagnéticas, perturbações que surgem na magnetosfera terrestre provocadas, por uma onda de choque com origem no vento solar. Quando o vento solar chega ao campo magnético da Terra há um aumento de plasma (partículas ionizadas) a circular na magnetosfera e, por consequência, há também um aumento da corrente elétrica na ionosfera e magnetosfera da Terra. A partir da superfície, esse aumento de partículas de plasma podem ser vistas na forma de auroras. Pode ter sido isso o que o povo da Cova da Iria viu em 1917, já que estes fenómenos são cíclicos.
O que diz o Papa?

O papa Francisco pediu esta sexta-feira que se ultrapassem “posições fechadas” perante as descobertas científicas e aconselhou a aceitá-las com “humildade”, apontando que alguns assuntos têm particular interesse para a Igreja: “Há que nunca ter medo da verdade nem permanecer em posições fechadas, mas sim aceitar as novidades das descobertas científicas com uma atitude de total humildade”, disse durante um encontro no Observatório Astronómico do Vaticano.

Para defender a sua posição, o Sumo Pontífice recordou o exemplo do belga George Lemaitre, que “no seu duplo papel de sacerdote católico e de cosmólogo, numa incessante tensão criativa entre ciência e fé, sempre defendeu lucidamente a distinção metodológica entre os campos da ciência e da teologia”. E prossegue: “É claro que estes temas têm particular relevância para a ciência, a filosofia, a teologia e também para a vida espiritual. Representam uma ‘arena’ em que estas disciplinas coincidiram e, por vezes, chocaram”, disse Jorge Bergoglio.

Mas para o papa Francisco, algo é certo: “A existência e a inteligibilidade do universo não são fruto do caos e do acaso, mas sim da sabedoria divina”.

fonte: Observador

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Depois da bola de fogo na Madeira, agora há “olhos” nos céus da Europa


Depois da bola de fogo nos céus da Madeira, em fevereiro de 2016, surgem agora "olhos" nos céus da Europa. O fenómeno está a ser seguido pelos internautas e já há várias réplicas do acontecimento.

Depois da nuvem em forma de bola de fogo da Madeira, fotografada em fevereiro de 2016 e batizada como “Mão de Deus”, surgem agora “olhos” nos céus da Europa. O fenómeno está a ser seguido pelos internautas e já há várias réplicas, em foto, do acontecimento.

O blog “Mysterious Universe” tem compilado as fotos das intrigantes nuvens. A última, tirada em Inglaterra, mostra um olho com linhas definidas, que provocou a desconfiança de muitos. Graham Telford, habitante da cidade inglesa Leeds e autor da fotografia, garante que esta não tem edição de photoshop.

“Estava a tirar fotos de algumas nuvens e fazia bastante vento. Vi que esta se estava a formar sobre a minha casa e tirei algumas fotografias com o telemóvel. Ainda pensei ir buscar a minha máquina, mas não havia tempo. Desapareceu tão rápido como se tinha formado”, conta o fotógrafo impressionado.

Mas não foi a primeira imagem do género captada nos céus da Europa. Para além de Inglaterra, também na Rússia (em vídeo) e na República Checa se avistaram “olhos” nas nuvens.



O “olho” em Nýdek, República Checa

Este fenómeno é causado por nuvens lenticulares, formações estacionárias de nuvens, com formato análogo a fogo e lentes, que se formam em altitude. Muitos são os que não romantizam estas aparições nos céus e tentam explicar o acontecimento e partilhar com os restantes internautas.


fonte: Observador