domingo, 14 de junho de 2015

Conheça quatro teorias da conspiração que se provaram verdadeiras


As teorias conspiratórias servem como um recurso para reduzir a ansiedade das pessoas com relação às questões mais diversas, especialmente àquelas que não possuem uma explicação oficial. Embora, na maioria das vezes, sejam explicações descabidas, um princípio de verossimilhança as torna muito tentadoras, sobretudo quando se necessita de respostas a perguntas essenciais. Mesmo assim, existem teorias conspiratórias que, com o decorrer do tempo, mostraram-se corretas. Abaixo, apresentamos algumas das mais significativas, de acordo com uma publicação do jornal inglês The Independent:

O Estudo da Sífilis Não-Tratada de Tuskegee: Entre 1932 e 1972, os serviços públicos de saúde norte-americanos fizeram um experimento com 400 afro-americanos com sífilis na cidade de Tuskegee, no Alabama. O objetivo era estudar a progressão natural da doença sem tratamentos. A maioria dos pacientes selecionados eram pobres e analfabetos, e seus diagnósticos nunca lhe foram informados – diziam a eles, simplesmente, que possuíam um “sangue ruim”.

Projeto MKULTRA: Relatórios confidenciais revelam que um programa secreto da CIA se dedicou a procurar métodos de controle mental para obter informações de indivíduos resistentes aos mecanismos clássicos de interrogação. Com esse fim, o programa MKULTRA testava drogas, psicotrópicos, correntes elétricas e o efeito de mensagens subliminares em cobaias humanas.

Operação Paperclip [Saiba mais no vídeo ao final da notícia]: Quando a Segunda Guerra chegava ao fim e a derrota do Terceiro Reich era inevitável, a CIA levou para os EUA mais de 700 cientistas nazistas especializados em foguetes, armas químicas e experimentos médicos, sem que o Departamento de Estado soubesse nem aprovasse. Entre os especialistas estavam figuras importantes como Wernher Von Braun, criador do foguete V-2 e pai do programa espacial norte-americano; Kurt Blome, médico especializado em armas biológicas, muitas das quais testadas em prisioneiros de Auschwitz; e Hubert Strughold, um médico que estudou os efeitos das temperaturas extremamente baixas no corpo humano em prisioneiros do campo de concentração de Dachau.

Lei Seca: Durante a chamada Lei Seca, que proibiu a venda de bebidas alcoólicas nos EUA entre 1920 e 1933, o governo envenenava propositadamente barris de álcool, como medida para impedir seu consumo clandestino. Cerca de 700 pessoas teriam morrido em decorrência dessa ação.