quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Acusada de bruxaria, mulher é queimada viva por índios no Peru


Nativos da etnia Yánesha fizeram uma fogueira para matar a vítima.

Uma mulher foi amarrada a um tronco e queimada viva em uma fogueira, acusada por nativos de uma etnia da selva central do Peru de praticar atos de bruxaria. Rosa Villar, de 65 anos, foi capturada por índios da etnia Yánesha. 

"Os índios a executaram e a queimaram. Era uma mulher que aparentemente se dedicava à bruxaria", afirmou o policial Carlos Pérez, do distrito de Puerto Bermúdez.

Os nativos que mataram a mulher vivem no distrito de Palcazú, com uma população de 222 habitantes. Segundo a imprensa local, esta não é a primeira vez que são registadas ocorrências do tipo.

"Estamos dando uma lição, é um exemplo para os outros povos, façamos justiça ao povo, queimem os bruxos", diz um indígena em uma gravação exibida em alguns canais.

De acordo com a polícia, quando as autoridades chegaram ao local o corpo da mulher já havia virado cinzas. Um dos policiais explicou que, segundo o estatuto dessa comunidade, toda pessoa que se dedica à "bruxaria" deve ser punida na fogueira.

As autoridades informaram que o caso está em processo de investigação para identificar e capturar os responsáveis pelo crime.

A província de Oxapampa, que fica localizada na selva centra do Peru, é pluricultural. O local é habitado pelas tribos Yánesha, Asháninka, além de descendentes de austríacos e alemães e imigrantes de diversas partes do Peru.

fonte: O Globo

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