domingo, 9 de fevereiro de 2014

Carlos Magno era um homem muito alto para o seu tempo, revela estudo paleobiológico







Estão lançados os primeiros dados para esclarecer as características biológicas de Carlos Magno, o fundador do que viria a ser designado por Império Carolíngio. 

Mil e duzentos anos após o falecimento, cerca de 94 ossos do seu esqueleto foram retirados para análise laboratorial. 

A equipa de investigação responsável por este trabalho abriu em 1988 o sarcófago daquele que é considerado o primeiro imperador da Europa Ocidental, depois da queda do Império Romano. 

Esta intervenção foi realizada de forma sigilosa e só na passada quarta-feira foram apresentados alguns dos dados obtidos com esta investigação.

Um dos responsáveis pelo estudo, o professor Frank Rühli, disse que se pode afirmar que estes são na verdade os ossos do famoso rei dos francos. 

"Podemos dizer com muita segurança que estamos perante o esqueleto de Carlos Magno", referiu Frank Rühli.

Depois de estudados em pormenor todos os vestígios osteológicos, os cientistas construíram uma imagem do homem que está por trás do esqueleto, e essa imagem parece corresponder às descrições que foram feitas do imperador do Sacro Império Romano-Germânico.

Com 1,84 metros de altura e um peso aproximado de 78 kg, considera-se que Carlos Magno era um homem extremamente alto para o seu tempo.

Um dos seus biógrafos, Einhard Frank , disse que o imperador passou a mancar durante a sua velhice, uma descrição que poderá estar correta, uma vez que nas suas rótulas foram detectadas marcas consistentes que poderão ter sido provocadas por uma lesão.

Os dados revelados à imprensa não referem se foram encontrados indícios de alguma doença ou elementos relativos aos hábitos alimentares de Carlos Magno.