sábado, 8 de fevereiro de 2014

A maior ponte solar fica sobre o rio Tamisa


Projecto do telhado de painéis solares DR

Telhado de ponte ferroviária de Blackfriars em Londres tem um telhado novo com 4400 painéis fotovoltaicos. Energia gerada reduz emissões anuais de dióxido de carbono em 551 toneladas.

Foi inaugurado nesta segunda-feira na ponte ferroviária de Blackfriars sobre o rio Tamisa, em Londres, um novo telhado de painéis solares. O telhado tem 4400 painéis fotovoltaicos que formam uma estrutura de 6000 metros quadros, produzindo mais de metade da energia que a estação de comboios de Blackfriars consome num ano.

Espera-se que a energia limpa produzida pelo telhado gere 900 mil quilowatts por hora de electricidade num ano e reduza as emissões de dióxido de carbono em 551 toneladas anuais, revela o jornal espanhol El Mundo. Esta é a maior ponte solar do mundo. Existe outra que fica em Brisbane, na Austrália, com 84 painéis solares.

A instalação dos painéis foi feita pela empresa Solarcentury, de Londres. “O nosso trabalho na [ponte] de Blackfriars demonstra dois benefícios da energia solar”, disse Frans van den Heuvel, director-executivo da empresa, citado no site Eureka sobre designde engenharia. “Primeiro, [os painéis] podem ser integrados na arquitectura, associando-se de modo impressionante à paisagem londrina. Em segundo lugar, podem ser colocados nos mais complexos projectos de engenharia, neste caso num sítio construído, por cima de uma ferrovia, por cima de um rio.”

A ponte ferroviária de Blackfriars situa-se entre a ponte Milénio e a ponte Blackfriars. Liga a região da City, onde está o sector financeiro de Londres, à região sudeste da capital inglesa.

A ponte foi construída no final do século XIX. Na altura, a estação de Blackfriars era conhecida por Saint Paul, e só passou a Blackfriars (em referência a um mosteiro dominicano que existiu naquela zona da cidade entre o século XIII e XVI) em 1937. A construção do telhado iniciou-se em 2011 e custou nove milhões de euros, de acordo com o El Mundo.

fonte: Público