quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A fórmula que desmente teorias da conspiração



Alunagem foi uma das teorias analisada


Ligação das vacinas ao autismo já teria sido revelada, dizem os cientistas

Cientistas da Universidade de Oxford afirmam que teorias da conspiração como a da falsa alunagem da missão Apollo 11 ou a que garante que as alterações climáticas são uma farsa podem ser verificadas com uma formula matemática.

Manter uma pequena história em segredo é difícil, mas manter uma mentira ocultada por milhares de pessoas ao longo dos anos é absolutamente impossível, porque um dos conspiradores vai, mais tarde ou mais cedo, ceder e revelar a verdade. Esta é a conclusão a que chegou um grupo de cientista da Universidade de Oxford.

Num estudo publicada no jornal "Plos One", a equipa liderada por David Grimes pondera três fatores essenciais para verificar se os teóricos da conspiração têm razão ou não: os números de conspiradores envolvidos, o tempo que passou e a probabilidade intrínseca de uma conspiração falhar.

Aplicando estes vetores a grandes teorias da conspiração, os cientistas acreditam que se a alunagem da missão Apollo 11 tivesse sido forjada pela Nasa, tal facto teria sido revelado em 3, 7 anos. Neste caso, seria necessário que, até hoje, as 411 mil pessoas que trabalhavam na Nasa na altura tivessem conseguido manter segredo. Para que a mentira durasse mais de 50 anos, como é o caso, só 251 pessoas poderia ter conhecimento dele.

No caso da alegada farsa das mudanças climáticas, que envolve 405 mil pessoas - entre cientistas e outros trabalhadores de diversas instituições -, a mentira também teria perna curta, com um tempo de vida de cerca de três anos e três meses.

Sobre estas e outras teorias da conspiração, como a que liga o autismo à vacinação, o responsável pelo estudo afirma que, muito provavelmente, já teriam sido reveladas até ao momento.

Para construir a fórmula, Grimes calculou a probabilidade intrínseca das conspirações falharem recorrendo a três casos genuínos. Entre eles, o programa de vigilância a cidadãos norte-americanos divulgados por Edward Snowden, que foi revelado em seis anos e envolveu 36 mil pessoas.

"Os métodos matemáticos que usei neste artigo são similares aos que usei antes na minha pesquisa académica em física de radiação", afirmou à BBC o responsável, garantindo que a equação alcançada usa um cenário otimista para os conspiradores: assume que as pessoas são boas a guardar segredos e que não existem investigadores externos a tentar desvendar a verdade.


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