domingo, 17 de janeiro de 2016

Civilizações extraterrestres podem estar instaladas em aglomerados globulares


Omega Centauri é o maior e mais luminoso aglomerado globular conhecido. (ESO / Creative Commons)


Galáxia de Andrómeda pode ter mais de 500 aglomerados. (Nasa / Creative Commons)

A cada nova descoberta da astronomia, como a existência de água em Marte, levantamos uma das questões mais recorrentes na história da humanidade: afinal, estamos sozinhos no universo? Para os investigadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e do Tata Institute of Fundamental Research, na Índia, as tão procuradas civilizações extraterrestres podem estar instaladas em aglomerados globulares.

Os aglomerados globulares são um grupo de milhares de estrelas que orbitam as galáxias em órbitas largas. Astrónomos estimam que existam em torno de 150 deles em torno da Via Láctea, enquanto a galáxia de Andrómeda pode ter mais de 500.

As estrelas que se localizam em aglomerados globulares geralmente são pobres em metal, o que significa que elas não possuem muitos elementos como carbono, oxigénio e ferro – que formam a composição dos planetas rochosos e das criaturas que conhecemos na Terra.

Mas a dupla de cientistas Rosanne Di Stefano e Alek Ray prefere ser mais otimista. De acordo com os investigadores integrantes da Sociedade Americana de Astronomia, “é prematuro dizer que não existem planetas nos aglomerados”, uma vez que novas descobertas mostraram recentemente que planetas rochosos podem, sim, se formar em torno de estrelas pobres em metal.

Desta forma, se os planetas podem evoluir, é possível que consigam sobreviver durante um longo período de tempo, se transformando até o ponto em que a vida é possível dentro de sua atmosfera. 

Outro factor que empolga os cientistas é o facto de que estrelas em aglomerados globulares estão muito mais próximas do sistema solar em relação a estrelas tradicionais – a estrela mais próxima do Sol, a Proxima Centauri, está a 4,7 anos-luz de distância, enquanto em aglomerados esse número pode ser até vinte vezes menor.

“Nós chamamos isso de ‘a oportunidade dos aglomerados globulares’”, conclui Di Stefano, com bom humor. “E o envio de transmissão de mensagens e informações entre essas estrelas não ia demorar mais tempo do que uma carta dos Estados Unidos para a Europa no século XVIII.”

fonte: Yahoo!

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