A. cylindrica pode sobreviver 28 dias sob temperaturas extremamente baixas. Espécies de bactérias não só podem prosperar em rochas marcianas e lunares, mas também extrair elementos úteis para futuros colonos
Actualmente micróbios são utilizados na mineração para ajudar a recuperar metais como ouro, cobre e urânio. Agora, investigadores sugerem que bactérias poderiam ser “recrutadas” para compor a vida no espaço, como produção de gases e nutrientes para o uso de gerações futuras.
Investigadores fizeram experiências com uma variedade de cianobactérias, popularmente conhecidas como algas-verdes, em rochas lunares. Essas bactérias fotossintéticas têm-se adaptado a viver em alguns dos ambientes mais extremos da Terra, sugerindo que podem ser capazes de sobreviver aos rigores do espaço sideral.
Os cientistas estudaram três espécies de cianobactérias utilizadas comercialmente como alimento ou adubo vegetal, como, por exemplo, a Anabaena cylindrica, utilizada como fertilizante natural em campos de arroz. Eles também estudaram espécies adaptadas a condições mais extremas.
As cianobactérias podem crescer em todos os diferentes tipos de rochas. Os micróbios também podem extrair das rochas cálcio, ferro, potássio, magnésio, níquel, sódio, zinco e cobre.
Os investigadores descobriram que A. cylindrica e mais algumas outras cianobactérias poderiam sobreviver 28 dias sob temperaturas extremamente baixas e pressões que simulem as condições de Marte, desde que cobertas com uma protecção contra os raios ultravioleta.
"Não seremos capazes de colonizar a Lua ou Marte sem o desenvolvimento de biotecnologias com as cianobactérias", diz Igor Brown astrobiólogo, que não participou do estudo.
fonte: Scientific American Brasil

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