segunda-feira, 6 de maio de 2013

Macacos sabem um pouco de matemática


Fotografia © REUTERS / Nikolay Doychinov

O estudo realizado no EUA conclui que os macacos, neste caso os babuínos, têm a capacidade para entender simples sistemas de números, idêntico ao que acontece com crianças que ainda não tenham aprendido a contar.

Os babuínos do Jardim Zoológico de Rochester, em Nova Iorque (EUA), contribuíram para o estudo que aproxima ainda mais estes primatas do ser humano. Com a ajuda de amendoins foi possível concluir que estes animais possuem uma "capacidade quantitativa", ou seja, conseguem distinguir números.

Foram utilizados para o estudo oito babuínos entre os quatro e 14 anos. Diferentes quantidades de amendoins eram colocados em dois copos. Os babuínos podiam comer os amendoins do copo que escolhiam, independentemente de ser o que tinha mais ou menos. Jessica Cantlon, da Universidade de Rochester, é uma das co-autoras do estudo e explicou, citada pelo Science Daily, que quando a diferença de quantidade de amendoins nos copos eram maiores (por exemplo, um tinha dois amendoins e o outro sete), 75% das vezes foi escolhido o recipiente com mais quantidade. Porém, quando o número era mais idêntico (como seis num copo e sete noutro), apenas em 55% das ocasiões os babuínos optaram pelo recipiente que tinha mais.

Os investigadores dizem então que os babuínos funcionam com a capacidade de escolher entre "mais do que" ou "menos do que", idêntico ao que acontece com crianças que ainda não tenham aprendido a contar, ou mesmo com adultos quando têm de rapidamente calcular uma quantidade de algo.

Para evitar repetir exemplos do passado, Jessica Cantlon garante que foram utilizados animais que nunca tinham feito qualquer tipo de experiência do género, ou então, condicionados pelas atitudes dos tratadores. O receio é que os animais poderiam já estar habituados a experiências, como aconteceu com um cavalo que se pensava que também sabia um pouco de matemática. Mais tarde concluiu-se que o animal reagia, afinal, à linguagem corporal do tratador.


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