quinta-feira, 2 de maio de 2013

Há 52 anos, Leonid Rogozov abria o próprio abdomem para salvar sua vida



Leonid Rogozov durante a cirurgia

Na madrugada do dia 1º de maio de 1961 (pelo horário local), Leonid Rogozov retirava o próprio apêndice, salvava sua vida e entrava para os anais da medicina. 

O relato da operação, feita pelo filho de Rogozov, Vladislav, também médico, numa revista científica, foi baseado no diário do soviético. 

"É uma situação absolutamente excepcional e desesperadora, porque não se tem outra solução", diz Pedro Martins, professor da PUCRS e chefe do serviço de cirurgia-plástica do hospital São Lucas, em Porto Alegre.

"(O apêndice) está dentro da cavidade abdominal. Então é uma cirurgia cavitária, uma cirurgia que as vezes é muito difícil. (...) É uma situação absolutamente excepcional e desesperadora, porque não tem outra solução", diz o médico brasileiro. "É impressionante. É uma coisa fantástica."

Para o médico, se o russo demorasse mais, o caso poderia piorar e ele talvez não tivesse mais condições físicas nem mentais de se operar. 

"Ele conseguiu intervir numa fase que ele poderia, sozinho, resolver. Se ele estivesse numa fase, digamos, mais avançada, ele próprio não teria um nível de bom senso capaz de operar", diz o cirurgião ao explicar que o problema poderia se espalhar e afectar o médico, que poderia até mesmo ficar em choque. 

Rogozov foi conhecido por ter que operar a si mesmo para salvar sua vida. Ele era o único médico numa estação soviética durante o inverno antárctico. 

Sem possibilidade de resgate do mundo exterior, e à beira da morte, ele foi obrigado a abrir o próprio abdomem para tirar seu apêndice.

fonte: Terra

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