sábado, 3 de junho de 2017

Este peixe não era “visto” desde 1873...


Cientistas redescobrem, ao largo da Austrália, um peixe que estava desaparecido há mais de 100 anos. 

Chamam-lhe “peixe sem cara” e tinha sido visto pela última vez em 1873. Ou seja, há mais de 100 anos que estava “desaparecido”. Foi agora redescoberto, por um grupo de cientistas ao largo da Austrália, no último fim de semana, escreve o jornal britânico The Guardian.

O peixe, com cerca de 40 cm de comprimento, foi encontrado a quatro quilómetros de profundidade, a sul de Sidney, na Austrália, junto a massivo abismo.

Tim O’Hara, cientista e chefe da expedição, explicou ao The Guardian que é a primeira vez que é visto desde que foi apanhado, em 1873, pelas redes de um barco perto de Papua Nova guiné. A equipa de investigadores é composta por elementos do Victoria Museus (organismo que gere três espaços museológicos estatais) e também do CSIRO - Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, a agência nacional do governo dedicada à ciência.




Este peixinho parece diferente porque a boca está situada na parte debaixo do animal e quando olhamos para ele, de lado, não vemos nenhum olho, nariz ou boca”, explicou ao jornal britânico, acrescentando que, na verdade, “a cabeça e o rabo parecem iguais”

A expedição, que teve início a 15 de maio e vai terminar a 16 de junho, pretende pesquisar pela primeira vez as reservas marinhas desde o norte da Tasmânia, a Queensland. A bordo do navio estão 27 cientistas, 13 técnicos e 20 tripulantes. A viagem foi denominada de "Sampling the Abyss" ("Amostras do abismo") e há cientistas a alimentar um blogue com tudo o que se passa a bordo e as descobertas.

Todos os dias são recolhidas amostras do fundo do abismo, por um equipamento que funciona como um slide, preso a um fio grosso, com oito quilómetros de comprimento. Há também uma câmara presa no fundo do barco para capturar imagens das profundezas.

Já foram encontradas, por exemplo, estrelas do mar florescentes e uma aranha gigante do tamanho de um prato. 

Um terço das espécies trazidas para bordo do navio, segundo os investigadores, são completamente novas e desconhecidas, até agora, para a ciência”, acrescenta Tim O’Hara

Surpreendente, segundo os cientistas, é também a quantidade de “lixo” que tem sido recolhida. Alguns detritos têm 200 anos.

fonte: TVI24