O Drakozoon utilizaria tentáculos (em castanho) para capturar e alimentar-se de partículas orgânicas
A universidade Imperial College London, no Reino Unido, reconstruiu em um modelo de computador em 3D o corpo de um animal único que viveu há aproximadamente 425 milhões de anos. O modelo foi criado a partir do único fóssil da criatura conhecida como Drakozoon.
Segundo a universidade, o modelo ajuda os investigadores a entender melhor como pareciam as espécies primitivas e como elas podem ter evoluído em outros tipos de criaturas que vivem hoje em dia. O fóssil foi descoberto por uma equipa de investigadores há 6 anos em Herefordshire Lagerstätte, na Inglaterra. O Drakozoon viveu no oceano e o modelo indica, além da estranha forma do animal, que ele tinha uma pele parecida com couro.
Os cientistas acreditam que ele vivia preso a superfícies como, por exemplo, rochas. Teria aproximadamente 3 mm de comprimento e usaria seus tentáculos para pegar e alimentar-se de partículas orgânicas na água. O ser usaria uma extensão parecida com um capuz para se proteger de predadores, puxando ela para trás para expor novamente os tentáculos quando o perigo passasse.
O estudo indica que o animal tinha oito cristas em cada lado do corpo. Os cientistas sugerem que estas cristas são remanescentes de um tempo no qual o Drakozoon tinha um corpo composto de unidades repetidas, o que suporta uma teoria que afirma que as primeiras criaturas do nosso planeta também eram compostas de unidades repetidas.
Os cientistas criaram o modelo após cortar o fóssil em 200 pedaços. Essas partes foram fotografadas individualmente e as imagens foram inseridas no computador que gerou o modelo em 3D.
Os investigadores afirmam que fósseis das partes macias do corpo, como a pele, são raros e que este só foi preservado porque o animal estava em uma área que foi coberta por cinza vulcânica seguida por uma erupção, que encobriu o animal ainda vivo, o que o deixou intacto.
fonte: Terra

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