segunda-feira, 11 de maio de 2015

A história secreta do Lobisomem


O Lobisomem já faz parte do imaginário popular, e embora o tema pareça já ter sido explorado a exaustão, as estórias ainda continuam amedrontando muita gente mundo afora. Na internet sobram relatos, supostamente reais, sobre a criatura, e nas cidades mais afastadas e regiões rurais, a sombra do lendário monstro ainda vaga misteriosamente pelo quotidiano.


Mas afinal, qual é a origem da lenda do Lobisomem? O Lobisomem existe mesmo? Para tentar responder essas perguntas, preparamos uma matéria especial, com todos os detalhes da criatura mais assombrosa e popular na maioria das culturas do planeta.

A origem do Lobisomem


A mitologia grega foi o ponto inicial da história do Lobisomem, quando Licaonte, o rei da Arcádia, serviu a carne de Árcade a Zeus, que como castigo, transformou-o em lobo. Um dos personagens mais famosos foi o lutador arcádio Damarco Parrásio, herói olímpico que se transformou em lobo nove anos após um sacrifício à Zeus.

O Lobisomem no mundo


A ideia básica é sempre a transformação de homem em lobo, já os detalhes podem variar. Veja como o Lobisomem é conhecido em outras partes do mundo:

Versipélio na Roma antiga;

Arbac-apuhc da Península Ibérica

Loup-garou na França e países de língua francesa;

Volkodlák para os eslavos;

Werewolf ou Dracopyre para os saxões, que deram origem aos termos utilizados hoje em dia: 

Warewolf em Inglês, ou Werwolf em alemão;

Óboroten na Rússia;

Hamtammr para os nórdicos;

Hombre-Lobo, Lubiszon ou Lubishome para os países de língua espanhola nas Américas Central e Latina;

O Lobisomem no Brasil


Segundo a lenda de Lobisomem mais comum, quando uma mulher tem 7 filhas e, por último um homem, esse será um Lobisomem. Quando nasce, o bebé é pálido, magro e possui as orelhas um pouco mais longas. Na primeira noite de terça ou sexta-feira após seu 13º aniversário, o garoto sai à noite e no silêncio da noite se transforma pela primeira vez em lobisomem e uiva para a Lua.

Após a primeira transformação, a metamorfose continua acontecendo em todas as noites de terça ou sexta-feira, e o Lobisomem passa a visitar 7 partes da região, 7 pátios de igreja, 7 vilas, 7 encruzilhadas, etc. Por onde passa, o Lobisomem ataca os cachorros e destrói todas as luzes que vê, além de uivar aterrorizantemente. Quando está quase amanhecendo, o lobisomem volta a sua forma humana.

Segundo o folclore, existem várias formas para acabar com a maldição do lobisomem: A famosa bala de prata (que é a mais conhecida) ou uma pancada bem forte em sua cabeça. Algumas versões da história dizem que os monstros têm preferência por bebês não batizados, e isso faz com que muitas famílias ainda batizem suas crianças o mais rápido possível em muitas regiões no interior do país. Geralmente as pessoas mais velhas, que moram nas regiões rurais, ainda acreditam na existência do monstro.

No Brasil existe até uma cidade que elegeu o Lobisomem como seu patrimônio cultural: Joanópolis, no interior de São Paulo tem até um boneco do monstro que se transformou em ponto turístico.

A versão feminina do Lobisomem


A 'Peeira' ou 'fada dos lobos' são as jovens que se tornam as protetoras ou companheiras do Lobisomem, que inclusive teriam o poder de comunicação e controle dos monstros. As Peeiras são muito comuns nas lendas de Portugal e da Galícia.

O Lobisomem existe de verdade?


Suposto Lobisomem encontrado no Sergipe

Claro que nem o mais louco cientista arriscou afirmar que a criatura existe ou já existiu de fato, mas diante de vários relatos, as dúvidas podem mesmo surgir. O fato é que a ciência considera impossível uma transformação nos moldes tradicionalmente descritos. Morfologicamente, biologicamente e anatomicamente (pelo menos até onde a ciência já investigou), mutações dessa natureza são impossíveis.

Do outro lado da história temos as pessoas e relatos que afirmam veementemente que o Lobisomem existe sim. São testemunhos enfáticos e bastante impressionantes sobre as mais bizarras aparições.

No fim, vale a regra individual. Normalmente as pessoas já têm uma opinião formada sobre a questão, e independentemente das evidências, acreditar ou não em Lobisomem, só depende de você mesmo.