sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Rússia. Há uma rádio fantasma a emitir um misterioso sinal desde 1982


É uma torre enferrujada e solitária numa floresta não muito longe de São Petersburgo que emite um misterioso sinal de rádio, dia e noite, desde 1982, e é alvo de várias conspirações.

É uma torre enferrujada e solitária numa floresta não muito longe de São Petersburgo que emite um misterioso sinal de rádio durante dia e noite, desde 1982, segundo a BBC. Pensa-se que este lugar sinistro seja uma antiga estação de rádio russa, “MSZhB”, cuja gestão nunca ninguém assumiu. Transmite um som monótono que, de tempos em tempos, é acompanhado com um ruído que faz lembrar um navio. Além disso, cerca de uma a duas vezes por semana, um homem ou mulher lêem palavras soltas em russo.

Apesar das tentativas ao longo dos anos para perceber o contexto e o significado deste enigmático som, David Stupples, especialista em sinais inteligentes da City University, em Londres, diz que “não há absolutamente nenhuma informação no sinal”.

Pelo facto de emitir ondas de frequência curta, qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo pode ouvir, basta ajustar o rádio na frequência de 4625 kHz. A popularidade é em grande parte atribuída à internet, na qual existem diversos fóruns e blogs a espalhar teorias desde atividade paranormal ou alienígena no local até ao contacto com submarinos.

As emissões começaram a ser transmitidas pelo The Buzzer, como é apelidado, no final da Guerra Fria, quando o comunismo estava em declínio. Foi pioneiro na era soviética, onde assumiu a forma de um sistema informático que rastreava ondas de rádio com o intuito de detetar sinais de vida ou acidentes nucleares.

Ironia ou não, depois da separação da URSS, a rádio não fechou. Pelo contrário, a atividade da estação aumentou, levando muitos especialistas a crer que ainda seja usada. O som vibrante é ouvido consecutivamente e, um minuto antes de cada hora, o tom de repetição é substituído por um tom contínuo, que se mantém até que o tom repetitivo volte a soar. Um som que, como o mistério, permanece.


fonte: Observador