quinta-feira, 3 de agosto de 2017

NASA procura quem proteja o mundo de ameaças alienígenas


Quer proteger o planeta de ameaças alienígenas, e outros planetas de ameaças que venham da Terra? A NASA está à sua procura. Há uma vaga para funcionário de protecção planetária. O salário pode variar entre €105.287 a €158.262 por ano, mais benefícios.

Muitas agências relacionadas com a exploração do espaço optam por criar gabinetes de protecção espacial, cujos funcionários trabalham em regime part-time ou com funções partilhadas. Existem apenas duas agências que têm este trabalho a tempo integral: a NASA e a Agência Espacial Europeia. 

Catharine Conley trabalha no gabinete de protecção espacial da NASA desde 2014. "Esta nova vaga é o resultado da relocação de um cargo que eu agora desempenho no Gabinete de Segurança e Garantia de Missão, uma entidade técnica independente que existe dentro da NASA", disse Catharine em entrevista ao site Business Insider. Conley não revelou se se pretende candidatar ou não de novo. 

O cargo foi criado depois dos EUA terem assinado o Tratado sobre os Princípios que Regem as Actividades dos Estados na Exploração e Utilização do Espaço Exterior, incluindo a Lua e Outros Corpos Celestes, em 1967, com a União Soviética e o Reino Unido. O tratado regula que qualquer missão espacial existente tinha de ter menos de uma em 10 mil probabilidades de ser contaminada pelo espaço alienígena.

Esta é a razão pela qual o gabinete de protecção da Terra da NASA tem de viajar para centros de investigação do espaço em todo o mundo e analisar sondas espaciais. O funcionário encarrega-se de fazer com que as sondas que por vezes aterram em planetas ou, mais frequentemente, os fotografam, não os contagiam com elementos terrestres. 

As qualificações requeridas são um ano de experiência como funcionário do governo numa posição de destaque, além dos conhecimentos avançados em protecção planetária do planeta e tudo o que isso implica, bem como formação avançafda na área da engenharia, matemática ou física.

O trabalho requer capacidades de diplomacia, pois a exploração especial é cara e os seus custos são normalmente partilhados entre vários países. Logo, a NASA precisa de alguém que "demonstre competências diplomáticas onde todos saiam a ganhar durante discussões multilaterais que podem ser difíceis e complexas", indica o Business Insider. 

Apenas cidadãos americanos se podem candidatar, graças a uma ordem executiva assinada pelo presidente Gerald Ford em 1976.

fonte: Sábado