segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Cachimbos com 400 anos encontrados no quintal de Shakespeare continham canábis


Fotografia © Atribuído a John Taylor

Os resultados das análises juntam-se a várias referências em sonetos do poeta que podem ser interpretadas como alusões a psicotrópicos.

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Cachimbos com 400 anos que foram recuperados no quintal da casa onde Shakespeare viveu continham vestígios de canábis, de acordo com análises realizadas por um grupo de investigadores sul-africanos. Os cachimbos de barro foram analisados através de uma técnica avançada de espectrometria de massa.

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Os cachimbos, que eram usados no século XVI, foram encontrados no quintal da antiga casa de William Shakespeare, assim como noutros locais da cidade onde vivia o dramaturgo britânico, Stratford-Upon-Avon. Nestes, foram encontrados vários tipos de tabaco, incluindo a folha a partir da qual se obtém a nicotina, e cocaína. Alguns dos cachimbos encontrados no quintal de Shakespeare continham canábis.

O jornal The Independent menciona que existem pistas literárias que indicam que Shakespeare fumasse canábis mas evitasse a cocaína. No seu Soneto 76, o poeta escreve sobre "invenção numa erva", em que invenção pode ser interpretado como "criatividade", o que pode ser interpretado como um reconhecimento do poder da canábis para ajudar a escrita criativa.

Adiante no mesmo soneto, existe uma menção de "compostos estranhos" com os quais o escritor prefere não se associar, o que pode ser uma referência à cocaína.

O artigo sobre a investigação foi publicado na revista South African Journal of Science em julho, e descreve a análise dos compostos encontrados em 24 fragmentos de cachimbos, que foram cedidos pelo Shakespeare Birthplace Trust.