quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Peru utiliza drones para registar locais arqueológicos


Drones utilizados no registo de locais arqueológicos no Peru Fotografia © Printscreen

O Ministério da Cultura peruano tem à sua disposição nove drones, que até ao momento já registaram 375 locais arqueológicos, 63,5% dos existentes na zona metropolitana de Lima.

O Peru, país sul-americano com um vasto património histórico, juntou drones às clássicas ferramentas de arqueologia para registar e proteger os seus locais arqueológicos de danos climáticos e humanos.

O uso destes equipamentos permitiu registar até ao momento 375 locais arqueológicos, que representam 63,5% daqueles que se encontram na zona metropolitana de Lima, na sua maioria perdidos entre edifícios e avenidas da cidade que possui mais de nove milhões de habitantes.


No vídeo publicado no YouTube pela PBS News é possível ver a forma como os drones estão a ser utilizados pelo ministério da Cultura peruano.

Enquanto um 'drone' não tripulado sobrevoa uma pirâmide pré-hispânica, no distrito de San Borja, o coordenador da área de fotografia cartográfica do Ministério da Cultura, Aldo Watanave, explica à agência espanhola de notícias EFE, que era difícil de elaborar um registo de locais arqueológicos quando não contavam com os 'drones'.

"Antes, para obter fotografias a partir do ar, tínhamos de consultar os registos de fotografia aérea dos anos 50, 60 ou 70, ou então tínhamos de esperar que um satélite passasse por uma determinada zona para obter a foto", explicou.

O responsável adiantou também "as muitas horas" que a equipa do Ministério da Cultura investia para obter os mapas à escala e a três dimensões de um sítio arqueológico.

Quase três anos depois do início do projeto, já são nove os 'drones' que se encontram à disposição da equipa de arqueologia para fazerem o registo, que é realizado todos os dias.

A frota é composta por quatro 'drones' de oito hélices, destinados a tirar as fotografias, e outros cinco, de quatro hélices, para fazer vídeo.

"As pessoas falam sempre de Machu Picchu, mas agora, com esta informação que está a ser recuperada, podemos mostrar que existem outros locais arqueológicos no Peru, mas que se pode conhecer os quase dez mil anos de história que temos", afirmou Aldo Watanave.