sábado, 21 de fevereiro de 2015

O réptil marinho com 183 milhões de anos que foi descoberto... no museu


Fotografia © James McKay/Universidade de Mancester

O fóssil que levou à identificação da nova espécie estava num museu de Doncaster, em Inglaterra. O olhar arguto de um jovem paleontólogo fez o resto.

O fóssil estava armazenado no Museu de Doncaster, em Inglaterra, há 30 anos e ninguém dava nada por ele. Mas o jovem paleontólogo britânico, Dean Lomax, da Universidade de Manchester, percebeu que havia ali qualquer coisa, mal o viu, em 2008. Decidiu então estudá-lo, e para sua surpresa, descobriu uma nova espécie de réptil marinho, um ictiossauro, que viveu há cerca de 183 milhões de anos, quando os dinossauros reinavam em terra.

Houve alguém, não se sabe quem, que nos anos 80 do século passado encontrou o fóssil, uma laje de pedra com um conjunto de ossos incrustados, na região de Dorset, e decidiu entregá-lo no museu, onde ficou desde então.

Em 2008, Dean Lomax viu-o pela primeira vez, percebeu que seria de um ictiossauro, mas ficou curioso porque os ossos tinham características que ele nunca tinha visto. O que se seguiu foram cinco anos de estudo, juntamente com a paleontóloga Judy Massare, do Brockport College, de Nova Iorque, e o resultado, agora publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, revela uma espécie até agora desconhecida de um réptil marinho da família dos ictiossauros - parecidos com os modernos golfinhos, ou com os tubarões, os ictiossauros povoaram os oceanos entre há 230 e 65 milhões de anos.