quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Estados Unidos violam a lei para regular negócios na Lua


Empresa americana quer construir bases no satélite até 2025 e o governo diz que aquilo que ocupar é dela

A Federal Aviation Administration dos Estados Unidos permitiu a uma empresa americana explorar territórios na Lua, sem quaisquer interferências. A carta enviada pelo governo americano à Bigelow Aerospace e divulgada pela agência Reuters pretende encorajar os investimentos do sector privado na Lua.


Com o aval do governo americano, a Bigelow Aerospace teria direitos sobre os territórios por ela explorados e sobre outras zonas onde se desenvolvam actividades complementares como prospecção mineira e escavações. Em 2025, a empresa pretende ter bases na Lua, construídos com módulos insufláveis como o que pode ver na imagem.


Na carta, a FAA assume que o enquadramento legal em vigor, definido por um tratado das Nações Unidas de 1967, não serve os objectivos do governo americano. O documento exige aos países que autorizem e supervisionem as actividades das entidades não-governamentais que estão a operar no espaço, e proíbe ainda o uso de armas nucleares no espaço, que os países reclamem corpos celestes como parte dos seus territórios nacionais e estipula que a exploração e desenvolvimento espacial devem beneficiar todos os países.

A Reuters explica ainda que a carta enviada à Bigelow Aerospace foi escrita em coordenação com os departamentos de Defesa, Estado e Comércio dos EUA, com a NASA e outras agências ligadas a operações espaciais.

São boas notícias para o fundador da Bigelow Aerospace, Robert Bigelow, que investirá cerca de 262 milhões de euros do seu próprio dinheiro, e ainda 2,1 mil milhões de euros emhardware e serviços da empresa na exploração da Lua. “A decisão da FAA não significa que exista propriedade na Lua”, afirmou Bigelow à Reuters. “Só quer dizer que outras pessoas não têm permissão para aterrar em cima das zonas que estamos a explorar, ou em cima de outros territórios que já estejam a ser explorados por outras empresas.”

fonte: Sábado