As descobertas foram publicadas na "Science Translational Medicine" e poderão contribuir para uma terapia mais direccionada do que aquela que é agora feita. Normalmente, quem é alérgico ao glúten deixa de consumir cereais, massas, biscoitos e cerveja. No futuro, poderá não ter de o fazer.
O investigador Robert Anderson, do Walter e Eliza Hall Institute of Medical Research, na Austrália, fala num combate segmentado "de forma a que as pessoas não precisem mais de ter como alvo todo o sistema imunitário".
Quem é alérgico ao glúten, quando se dá uma reacção exagerada no sistema imunitário, depara-se com problemas no intestino delgado que se torna incapaz de absorver vitaminas minerais e outros nutrientes.
O doente pode ficar sujeito a fadiga crónica, osteoporose, riscos de infertilidade, aborto e até cancro no aparelho digestivo.
No estudo, 244 pessoas comeram alimentos com glúten durante três dias e, em seguida, os investigadores analisaram as células imunológicas. Embora o glúten tenha cerca de 16 mil componentes, Robert Anderson constatou que apenas três foram responsáveis pela alergia. "Para nossa surpresa, a maioria das pessoas que analisamos é imune ao glúten, menos a três componentes da proteína. Isso significa que a resposta imune é altamente focada em particular".
O investigador já está a trabalhar na concepção de um medicamento que contêm doses muito pequenas de cada um dos três componentes. A ideia é expor o sistema imunitário a doses regulares, mas muito pequenas, de modo a que o corpo se possa acostumar, aos poucos, a eles.
fonte: Jornal de Noticias
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