segunda-feira, 31 de julho de 2017

A nanotecnologia já existia há 1.700 anos

nanotecnologia já existia há 1.700 anos

Segundo os cientistas, a nanotecnologia foi descoberta pela primeira vez na Roma antiga, quase 1.700 anos atrás. Um cálice fabricado em algum momento entre 290 e 325 é a evidência final que prova que culturas antigas usaram tecnologia avançada milhares de anos atrás.

A nanotecnologia é provavelmente um dos maiores marcos nas últimas décadas. A explosão tecnológica permitiu ao homem moderno trabalhar com sistemas entre cem e um bilões de vezes menores do que um metro; onde os materiais obtêm propriedades particulares. No entanto, o início da nanotecnologia remonta há pelo menos 1.700 anos atrás.

Onde está a evidência? Bem, uma relíquia que remonta ao tempo do Império Romano, conhecida como “Taça Lycurgus”, parece mostrar que os artesãos romanos conheciam a nanotecnologia já naquela época. A Taça Lycurgus é uma excelente representação da tecnologia antiga.

A Taça Lycurgus é considerada um dos objetos de vidro mais tecnicamente sofisticados, produzidos antes da era moderna.

Os especialistas acreditam firmemente que o cálice que foi fabricado entre 290 e 325 é a evidência final que mostra o quão engenhosos os antigos realmente eram.

As imagens de pequenas esculturas de vidro retratadas no cálice representam cenas da morte do Rei Lycurgus de Trácia. Embora pareça ser verde opaco quando uma luz é colocada atrás dele, torna-se vermelho translúcido; Efeito alcançado pela incrustação de pequenas partículas de ouro e prata no vidro.


Taça Lycurgus exposta no Museu de Londres

Testes revelaram resultados interessantes.

Quando investigadores britânicos examinaram os fragmentos através de um microscópio, descobriram que o diâmetro ao qual as partículas dos metais eram reduzidas era igual a 50 nanómetros, ou seja, equivalente a uma milésima parte de um grão de sal.

Atualmente isto é difícil de alcançar, o que significaria um enorme desenvolvimento absolutamente desconhecido para o tempo.

Além disso, os especialistas indicam que a “mistura exata” de metais preciosos na composição do objeto indica que os antigos romanos sabiam exatamente o que estavam a fazer.

Desde 1958, a Taça Lycurgus permanece no Museu Britânico. Trata-se de nanotecnologia antiga que realmente funciona.

Mas como? Bem, quando a luz atinge o copo, os eletrões que pertencem às manchas metálicas tendem a vibrar de maneiras que alteram a cor dependendo da posição do observador.

Gang Logan Liu, engenheiro da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, EUA, disse:

Os romanos sabiam como fazer e usar nanopartículas para arte bonita. Queremos ver se isso poderá ter aplicações científicas.

fonte: WeCivilized