quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mitos de Marte: 6 histórias mirabolantes sobre a vida no planeta vermelho

A internet está cheia de boatos de que haveria vida em Marte. Na semana passada, estava a circular por aí uma foto supostamente tirada por uma nave a orbitar o planeta vermelho que mostra um acampamento habitado por humanos ou marcianos. Contudo, factos científicos sempre ajudaram a desmentir essas ideias. Que tal conferir outras histórias curiosas sobre ilusões marcianas?

1 – Areia e mar


Em 1784, o astrónomo inglês William Herschel escreveu que áreas escuras em Marte seriam oceanos e as parte mais claras, terra. Ele especulava que o planeta era habitado por seres inteligentes que “provavelmente teriam uma vida parecida com a nossa”. A teoria de Herschel prevaleceu por um século, apoiada por outros astrónomos que diziam poder avistar vegetação nas regiões de cores mais claras. Felizmente para Herchel, suas outras contribuições para a astronomia, que lhe renderam o nome em dois observatórios famosos, foram boas o suficiente para arrastar suas teses sobre Marte para segundo plano.

2 – Canali vs. canais


Quando o planeta se aproximou da Terra em 1877, o astrónomo italiano Giovanni Schiaparelli olhou num telescópio e observou ondas ou canais na superfície de Marte. A palavra que ele usou para definir o que viu, “canali”, confundiu os pares de língua inglesa, que acharam que ele havia dito que os canais observados por ele teriam sido construções de tubulações para passagem de água.

Esse erro de tradução foi popularizado pelo astrónomo Percival Lowell que, em 1895, apresentou desenhos dos canais em um livro chamado “Marte”, e aprofundou a ideia num segundo livro chamado “Marte como a permanência da vida” em 1908. Até o Canal de Suez, obra inaugurada em 1869, ajudou a pôr lenha na fogueira da “vida inteligente em Marte”. A teoria foi negada no começo do século XX, quando ficou provado que as ondulações eram ilusão de óptica.

3 – Rádio ET


Em 1921, Guglielmo Marconi, o inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios, afirmou ter ouvido sinais que poderiam vir de marcianos. No ano seguinte e novamente em 1924, anos em que o planeta esteve relativamente próximo a Terra, o governo dos EUA pediram que todas as estações de rádio parassem sua transmissão para que eles pudessem ouvir as mensagens dos marcianos, porém, a rádio ET também silenciou.

4 – A face


Tudo começou em 1976, quando a NASA lançou a imagem de uma montanha diferente na superfície do planeta vermelho, tirada pela nave Viking 1, com uma descrição dizendo que o acidente geográfico parecia ter olhos e nariz. Mais de 30 anos depois, a “Face em Marte” ainda inspira mitos e teorias conspiratórias, com muitas pessoas afirmando que o rosto é artificial e foi esculpido por antigas civilizações marcianas.

É tudo uma questão de ângulo. Algumas sombras realmente fazem a montanha parecer uma face. Contudo, fotos tiradas pelo Mars Express Orbiter e outras missões espaciais mostram que ela é apenas uma montanha.

5 – Marciano


Uma foto tirada pela sonda Spirit, em 2007, mostrava algo muito parecido com um humano ajoelhado e rezando. A “visão” não passava de uma pedra.

6 – Bio Estação Alpha


O boato mais recente é o de um vídeo que se tornou viral no Youtube, onde uma pessoa diz ter identificado algum tipo de vida em Marte (humano ou marciano), que ela mesmo deu o nome de Bio Estação Alpha. A pessoa encontrou uma estrutura linear na superfície daquele planeta por meio do Google Mars, aplicativo que mostra uma compilação de fotos da superfície de Marte.

Astrónomos rapidamente identificaram a estrutura como um artefacto depositado por um raio cósmico no sensor de imagem da câmera. “Com imagens do espaço, que são tiradas fora da nossa atmosfera, é muito comum ver golpes de raios cósmicos”, disse o geólogo Alfred McEwen, do planetário da Universidade do Arizona.

Raios cósmicos são partículas de energia emitidas pelo sol. Eles emitem uma descarga eléctrica nos pixeis da câmera quando a penetram, causando uma saturação momentânea e criando um feixe branco nas fotos. Segundo McEwen, quando a foto foi convertida para o formato “JPEG”, para ser usada no Google Mars, a compressão fez com que o raio cósmico se tornasse mais retangular e parecido com uma construção. O argumento do geólogo foi comprovado através da observação da foto original.

fonte: HypeScience

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