domingo, 31 de março de 2019

Com muita corrente e mais largos do que os da Terra. Assim eram os rios em Marte


Novos dados sugerem que o planeta poderá ter tido uma espécie de efeito de estufa na fase inicial da sua história.

Os rios em Marte fluíam intensamente e eram mais recentes do que se pensava anteriormente, conclui um estudo esta quarta-feira divulgado, que estima que os rios marcianos eram quase duas vezes mais largos do que os atuais da Terra.

A síntese dos resultados da investigação é divulgada em comunicado pela American Association for the Advancement of Science (Associação Americana para o Avanço da Ciência), que edita a revista Science.

Segundo o estudo, Marte terá tido, há entre 3,6 mil milhões de anos e mil milhões de anos, e mesmo em períodos mais recentes que mil milhões de anos, escoamentos de água intensos, que estariam distribuídos por toda a superfície do planeta.

Se as estimativas das datas estiverem certas, tal pode sugerir, de acordo com os autores da investigação, que o 'planeta vermelho' estaria a perder atmosfera mais rapidamente do que se calculava antes e que teria outros 'condutores' de precipitação na camada mais baixa da atmosfera.

A equipa de cientistas liderada por Edwin Kite, do Departamento de Ciências Geofísicas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, baseou-se em imagens de vestígios de canais e calculou a intensidade do fluxo dos rios usando vários métodos, incluindo a análise do tamanho dos canais.

"Já é difícil explica a existência de rios ou lagos [em Marte] com base na informação que temos", explicou Kite num comunicado . "Isto torna um problema difícil num outro ainda mais difícil."

É, para já, complicado para os cientistas explicar que tipo de clima terá permitido ao planeta vermelho produzir este tipo de rios, mas o estudo demonstra que as grandes quantidades de água que fluiu no planeta, esteve presente durante mais de mil milhões de anos, no período inicial da história de Marte.

Tal cenário implica que, no mínimo, o planeta tinha um elevado efeito de estufa que permitia reter a energia da luz solar limitada que chegava ao planeta e que acabava por derreter o gelo presente, dando origem a canais e rios.

fonte: TSF

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