quarta-feira, 17 de maio de 2017

Vida extraterrestre. A verdade (aborrecida) sobre a Área 51

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CIA foi forçada a revelar que a base existe mesmo, mas o relatório foi um banho de água fria para os aficionados de aliens e ovnis

Há décadas que a suposta existência de uma base aérea onde as autoridades norte-americanas investigam vida extraterrestre alimenta o imaginário de milhares de teóricos da conspiração e caçadores de Objectos Voadores não Identificados (ovnis) em todo o mundo. E agora, graças ao Freedom of Information Act, os entusiastas do mundo paranormal alcançaram uma vitória.

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos da América, a CIA admitiu que a Área 51 existe e divulgou documentos até agora secretos sobre a sua localização e parte das investigações que foram ali levadas a cabo.

Os aficionados têm a agradecer a Jeffrey T. Richelson, funcionário sénior dos Arquivos Nacionais de Segurança, que em 2005 apresentou o pedido oficial para que fosse revelada a verdade sobre a Área 51. Mas de acordo com os relatórios e mapas divulgados, afinal a base não tem servido para dissecar corpos de aliens, como filmes como o "Dia da Independência" têm sugerido ao longo dos anos.

Sim, tal como se suspeitava, a Área 51 localiza-se no deserto do Nevada, cerca de 200 quilómetros a noroeste da cidade de Las Vegas. Mas não, nada de extraordinário se tem passado por lá, pelo menos a julgar pelas informações reveladas.

Os documentos divulgados pela secreta americana na sexta-feira mostram que a base apenas tem servido o propósito de testar programas de vigilância aérea da administração norte-americana, como o OXCART e o U-2. Nas 400 páginas do relatório "CIA e Reconhecimento Aéreo: programas U-2 e OXCART, 1954-1974" não há qualquer referência a salas de autópsia de aliens nem a parques de estacionamento de naves alienígenas.

Afinal a Área 51 foi o local onde os EUA desenvolveram o avião de espionagem U-2, que voava a altitudes extremamente elevadas durante a Guerra Fria para recolha de dados em missões de reconhecimento. Durante essas operações, os U-2 sobrevoavam a base a 60 mil pés de altitude - o mais alto que um avião alguma vez voou na época - havendo registo de explosões no ar e de colisões fatais de alguns exemplares do modelo aeronáutico na Área 51, o que, referem vários analistas, poderá ter potenciado as lendas sobre testes a aliens na base.

Esta localiza-se numa zona tão remota e distante da dita civilização que a CIA lhe chamou Rancho Paraíso, numa tentativa de a tornar mais atraente para os funcionários que eram lá colocados.

Apesar da desilusão que muitos possam sentir, Richelson acredita que as revelações abrem caminho a outras no futuro, que poderão confirmar o que muitos querem ouvir sobre a Área 51. O pedido que fez em 2005 surgiu como parte dos seus estudos sobre programas de vigilância área e as revelações também não lhe satisfizeram a sede.

À CNN, Richelson disse que ainda não recebeu qualquer explicação sobre a razão de estes documentos revelarem menos que versões anteriormente desclassificadas pela agência secreta (veja--se, por exemplo, que as imagens da base correspondem precisamente às que qualquer cibernauta encontra numa busca rápida no Google Maps). Contudo, o investigador parece optimista quanto ao precedente agora aberto, dizendo ao canal que acredita que estas revelações podem sinalizar uma nova disponibilidade do governo para tornar públicas informações até agora confidenciais. "No futuro poderá ser divulgada ainda mais informação sobre a Área 51." E envolve ou não aliens? Resta esperar para ver.

fonte: i online