terça-feira, 23 de maio de 2017

Astrónomos tiram foto do 'olho de Sauron'


O rádio-observatório ALMA (Atacama Large Millimeter Array, sigla em inglês) recebeu as imagens mais claras até hoje do "olho de Sauron" – a estrela Fomalhaut, rodeada por seu anel "ardente" de poeira e gás que se formou após a colisão de cometas e asteróides, informa o Observatório Europeu do Sul (ESO).

Fomalhaut é uma das estrelas mais jovens e brilhantes no céu do Hemisfério Sul, localizadas relativamente perto da Terra. Esta estrela fica do nosso planeta a uma distância de 25 anos-luz, sendo significativamente maior do que o Sol. Ou seja, sua massa é 2,3 vezes superior à do Sol, seu diâmetro — 1,9 vezes. É 18 vezes mais brilhante do que o Sol e tem uma temperatura 3 mil graus Celsius superior à do Sol.

Em 2008, um grupo de astrónomos, liderado por Paul Kalas da universidade a Califórnia em Berkeley (EUA), declarou ter descoberto um planeta-gigante no disco de gás e pó que rodeia Fomalhaut. As conclusões de Kalas e seus colegas foram criticadas, e até 2011 em revistas científicas foram publicados os resultados de algumas novas pesquisas, os autores das quais não conseguiram encontrar provas da existência do Fomalhaut b.

As fotos do Hubble e de outros telescópios, recebidas em 2012, desmentiram esta noção e "ressuscitaram" o planeta, que há pouco tempo recebeu seu nome oficial. Foi chamado de Dagom em homenagem ao deus de Acádia ligado à navegação marítima e agricultura.

As novas fotos recebidas pelo telescópio ALMA, o mais potente rádio-observatório da Terra, confirmam a existência deste planeta. Um tal "olho de Sauron", de acordo com os cientistas, pode aparecer em um sistema de estrelas apenas quando nela há um grande planeta, que atrai os destroços de cometas e asteróides para uma área estreita das órbitas e faz com que colidam entre si.

O anel de gás e pó, acumulado ao redor de Dagom, fica a uma distância de cerca de 20 biliões de quilómetros da Fomalhaut, sendo duas vezes superior à distância entre o Sol e Plutão, enquanto a largura dele é de aproximadamente dois biliões de quilómetros.

Os cientistas esperam que os estudos deste "olho" cósmico esclareça a história da formação do Dagom e ajude a entender com que frequência aparecem os "gémeos" da Terra e de outros planetas.

fonte: Sputnik News

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