terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pele foi o primeiro órgão a evoluir, diz estudo


Pesquisa com esponjas marinhas constata que a pele foi o primeiro órgão a evoluir

Investigadora afirma que as esponjas criaram pele funcional para separar as entranhas do mundo exterior.

Na evolução dos órgãos, a pele veio em primeiro lugar. A descoberta de que até as esponjas possuem proto-pele mostra que a separação do interior e do exterior de animais multicelulares foi peça importante para a evolução.

É de conhecimento geral desde a década de 60 que as esponjas possuem uma camada externa de células distintas, ou epitélio. Mas como as esponjas não possuem os genes envolvidos na expulsão de moléculas, supunha-se que este não era um órgão funcional.

A investigadora Sally Leys, da Universidade de Alberta, no Canadá, mostrou o contrário. Quando a investigadora produziu esponjas em membranas finas, com líquido acima e abaixo, ela descobriu que o epitélio manteve algumas moléculas de fora.

As esponjas foram os primeiros animais multicelulares a evoluir, de modo que a descoberta significa que toda vida complexa possui pele. Sally Leys acredita que o órgão foi vital, pois isolava as entranhas dos animais de seu entorno. Como resultado, as células podem enviar sinais químicos entre si, sem interferência, preparando o cenário para que os órgãos complexos se desenvolvessem.

Scott Nichols, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que as descobertas sugerem que as esponjas foram os ancestrais dos outros animais, em vez de um grupo separado de animais.


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