sábado, 12 de novembro de 2016

Paleontólogos chilenos descobrem restos do maior predador marinho da Antártica





Paleontólogos chilenos descobriram os restos fósseis de um imenso mosassauro, um réptil gigante considerado o maior predador marinho do período Cretáceo que habitou a Antártica, de acordo com uma pesquisa científica divulgada nesta terça-feira em Santiago.

O enorme fóssil foi encontrado em uma expedição realizada em 2010 à ilha Seymour (Marambio) da península Antártica. Após anos de pesquisa, foi possível estabelecer que se tratava de um mosassauro, um dos maiores animais do Cretáceo até o final da era dos dinossauros e que viveu há cerca de 66 milhões de anos, segundo a pesquisa do Museu de História Nacional de Santiago.

"Depois de muito tempo e debate sobre a anatomia desse exemplar e sua comparação com outras espécies de mosassauros do mundo, concluímos que esse exemplar era uma espécie não conhecida e seu tamanho muito superior em relação a outros répteis marinhos predadores", explicou David Rubilar, chefe da área de paleontologia do Museu.

Os pesquisadores batizaram a espécie de Kaikaifilu hervei, em referência a um réptil da cultura Mapuche e ao geólogo chileno Francisco Hervé.

"Trata-se de um animal que habitou o planeta pouco tempo antes da extinção massiva do final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, e que deve ter sido o pesadelo de outros animais com os que compartilhou seu habitat", acrescenta Rubilar na nota de imprensa divulgada nesta terça-feira no site do museu. 

O estudo original foi publicado na segunda-feira na revista Cretaceous Research.

Antes desta descoberta, o maior mosassauro encontrado na Antártica era o Taniwhasaurus antarcticus, um predador com um crânio de cerca de 70 cm. O Kaikaifili hervei tem um crânio de 1,2 metro e um comprimento total estimado de 10 metros. 

fonte: UOL

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